All language subtitles for Suzzanna Bernapas dalam Kubur 2018

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Original subtitles

EM MEMÓRIA DE SUZANNA MARTHA FREDERIKA VAN OSCH

13 DE OUTUBRO DE 1942 - 15 DE OUTUBRO DE 2008

NETFLIX APRESENTA

MAIO, 1989

Senhor.

- Obrigado. - Sim.

Sr. Satria.

Onde é que ela está?

Está no quarto a descansar.

Mas ela está bem.

Está bem.

Querida?

Porque é que chegaste a casa mais cedo?

Tu ligaste-me e disseste-me para vir para casa mais cedo.

Sim, mas só depois do trabalho.

Não agora.

- Já comeste? - Ainda não.

- Deixa-me preparar-te o prato. - Está bem, querida.

- Estás cansado? - Não, de todo.

Pensava que eras a porta.

Disparate.

Quantas vezes tenho de dizer?

Não leias estas coisas assustadoras, querida.

O que foi? Estás doente?

Não me mintas.

Estás pálida.

Não me estava a sentir bem.

Mas agora estou bem.

Chamei um médico.

E?

É normal.

Normal como?

É normal num princípio de gravidez.

Quer dizer que...

Que estás...

Sim. Finalmente...

Conseguimos o que desejamos há cinco anos.

Graças a Deus.

Está grávida!

O que foi, Mia?

- A Sra. Suzzanna está grávida! - Grávida? Graças a Deus.

Espero que o filho saia a mim.

Isso não.

Porque é que um bebé havia de ter bigode?

Vá lá.

Vamos festejar. O que é que queres?

Só quero o teu tempo.

Passar mais tempo contigo.

Acho que estou com desejos de ti!

Primeiro tenho de voltar à fábrica.

Tive de pedir dispensa há pouco.

Mas prometo,

logo à noite, o meu tempo é todo teu.

Posso ir contigo?

Não... Não te estás a sentir bem.

O médico disse que preciso de apanhar ar.

Além disso, se puder passar tempo contigo agora,

porquê esperar até logo à noite?

Vá lá, continuem, continuem.

Alguém que ajude aqui!

Sra. Nur!

- Como está? - Bem.

E a Sra. Nur, como está?

Bem, obrigada.

Já venho, querida.

Conte-me tudo!

A produção está a aumentar e as vendas também estão bem.

Fico contente por saber.

É a terceira vez que pedem um aumento nos últimos três meses.

A sério?

Também é o desejo de outros empregados, patrão.

Não me digam que é o desejo de outros empregados,

quando, na verdade, vocês é que tramaram isto.

O vosso bem-estar é uma das minhas prioridades.

Mas não vos vou aumentar outra vez, quando vos aumentei há três meses.

Se não o fizer, os outros empregados tencionam fazer um protesto.

Bom, só estávamos a pensar no nosso bem-estar.

Então reúnam todos os empregados.

Quero saber o que eles pensam.

Espera.

Percebemos a sua posição, patrão.

Vou tentar falar com os outros empregados.

Obrigado. Vamos.

Querida.

Querida.

Vamos rezar.

Já é de madrugada.

Está bem.

- Olá. - Olá!

Sr. Satria, Sra. Suzzanna.

Vamos.

- Como está? - Estou bem.

Perguntei ao Gilang.

Disse que está pronto para me substituir no trabalho do Japão.

Claro que ele diz que está pronto.

Não me parece que esteja preparado.

Preciso de alguém que não só perceba tudo sobre os nossos produtos,

mas também que seja capaz de construir uma relação com os japoneses.

E acho que só tu e eu é que somos capazes de fazer isso.

Estás a insinuar que eu devo ir ao Japão?

Não, senhor.

Eu sei como é esperar pelo nascimento do primeiro filho.

Mas Satria, confia em mim.

A tua mulher e o teu filho vão estar lá quando voltares.

Sim, senhor. Obrigado.

Não ponhas muita coisa, querida.

Pus o suficiente.

Além disso,

não queres usar o mesmo fato todos os dias, certo?

O que é que eu faria sem ti?

Serias o mesmo Satria que és, claro!

Obrigado, querida.

Por fazeres de mim o homem mais feliz do mundo.

Eu prometo,

nunca vou deixar que nada aconteça à nossa pequena família.

Vou sempre proteger-te,

e ao nosso filho.

Adeus.

Adeus. Tem cuidado contigo.

- Obrigado. - De nada.

Não vos aborrece estar assim?

Sem dinheiro.

E o trabalho? Podemos ser despedidos a qualquer momento.

Não estou só aborrecido.

Estou farto de ter de trabalhar até tarde, como hoje.

O que é que se passa, Jonal?

Tenho uma ideia.

Vamos roubar a casa do Satria.

Estás doido.

A sério?

Não sabem? O Satria vai-se embora hoje.

Para o Japão.

Se roubarmos um dos carros dele

e dividirmos o dinheiro, ganhamos mais do que meses de salário.

Mas a casa tem muita gente.

E a mulher dele?

O que é que ela pode fazer, Dudun?

Vamos lá de noite, quando estiverem todos a dormir.

Não quero fazer nada que me mande outra vez para prisão.

Também não quero ser preso, Umar.

Nem eu.

Tapamos a cara e não ficamos lá muito tempo.

Quem é que vai saber?

Jonal...

A casa está quase à pinha.

Há um porteiro, uma empregada.

E ainda há o jardineiro.

Parece arriscado. Demasiado arriscado para o meu gosto.

O jardineiro é um velhote, certo?

Nós os quatro não damos conta de um par de criados?

Tens razão.

Mas a Suzzanna está lá.

Não deixes que aconteça nada à Suzzanna.

Então também devias vir.

Para cuidares dessa tua namorada.

Na verdade, também preciso de dinheiro.

Mas a trabalhar até tarde assim,

nunca vou conseguir pagar a medicação da minha mãe.

- Ela pode morrer por causa disso. - Não digas isso. Estás a exagerar.

Está bem.

Roubamos a casa?

Amanhã.

Porquê esperar até amanhã?

Porque amanhã a Suzzanna e os criados...

vão ao cinema.

Então que seja amanhã.

Está decidido?

Vá, bebe uma.

Vá, anda lá.

Entre.

Mia?

Sra. Suzzanna.

Queria só dizer-lhe que vamos ao cinema agora.

Espera lá. Porque é que não me disseste antes?

Também quero ir.

Tem a certeza? Não devia ficar a descansar?

O Sr. Satria pode ligar.

O Satria sabe que gosto de ver filmes ao sábado à noite.

Pois é.

Além disso, se ele quiser ligar, liga mais tarde.

Pronto, espera por mim. Vou-me vestir.

Sim, senhora.

Sentamo-nos aqui.

Entrem.

Estas decorações devem valer muito dinheiro.

Tens razão.

Isto é muito melhor do que trabalhar.

Procurem as chaves do carro.

E vejam os quartos.

Podem ter joias, ouro ou outras coisas.

- Não te preocupes. Atropela-a. - Sim, chefe.

Ei.

Qual é a tua?

Isto vale milhões!

Dá para pagar meses da medicação da minha mãe!

Se tivesses uma carrinha, até te ajudava. Vamos embora.

Dudun?

As chaves! Olha, as chaves!

Gino...

Não consegues distinguir chaves do carro de chaves de casa?

Não.

Campónios!

Acham que a pobreza vos dá o direito a serem ignorantes.

- O que foi? - Ouvimos alguém a chorar...

Sra. Suzzanna!

Sra. Suzzanna!

Sra. Suzzanna.

O que é que passa?

Não me estou a sentir bem.

Se calhar tinhas razão, devia ter ficado em casa.

Vamos para casa.

Não! Continuem a ver o filme.

- Eu vou para casa. - Não há problema.

Prefiro ir para casa consigo.

Pronto, pronto.

Além disso, só podes vir ao cinema com eles uma vez por semana, certo?

- Certo. - Vai ver o filme com eles.

O Cecep pode levar-me a casa.

Tem a certeza? Obrigada, patroa.

Vou chamar o Cecep. Cecep!

Anda cá!

Leva a senhora a casa.

Está bem.

Cuidado, Cecep.

Sim, senhora.

Adeus.

Adeus.

Dudun! Onde está o Gino?

Está ali!

Vá lá!

Espera um segundo.

As chaves do carro do Satria?

- Não as encontro. - Então continua a procurar!

Procurei em todo o lado!

Ei! Vem aí alguém.

Temos de nos esconder. Escondam-se!

Gino! Esconde-te!

Tapem a cara!

Umar! Umar, vem aí alguém!

Jonal, esqueci-me do pé de cabra!

Cem, certo?

- Obrigado. Boa noite. - Boa noite!

- Graças ao teu encontro, está a chover! - Mas isso não tem nada a ver!

Agora vamos ser atingidos por um relâmpago.

Despachem-se!

Está bem! Bolas.

O que é que estás a fazer? Cheiras mal!

Estás a falar de quê?

O Tohir cheira tão mal!

Quero lá saber, quero ficar quente!

Jonal?

Tenho sede.

- O que é que estás a fazer? - A tratar dela.

Ela está sozinha, Jonal.

Ela vai arranjar-nos problemas.

Calma!

Vá lá. Apanhem-na.

Onde é que tu vais?

Anda cá!

Onde é que vais?

Calma.

Anda cá!

Jonal, não!

Estás bem?

Como assim, não?!

Ela viu a minha cara, e agora viu a tua.

Mesmo que não tivesse visto, não vou correr o risco de que nos reconheça.

Ela reconhece-nos?

É escusado! Se ela viu um de nós, viu-nos a todos!

Então o que é que queres fazer?

Queres deixá-la ir? Queres deixá-la chamar a Polícia?

E se o Satria descobrir?

Meu Deus!

Ele ia chamar a Polícia.

Não quero perder o emprego, e muito menos ir para a prisão.

Não quero ir para a prisão! Não quero!

Eu avisei!

"Não deixem que aconteça nada à Suzzanna!"

O teu trabalho era travá-la!

Quem diria que ela te ia vencer tão facilmente?

- Então e tu? - Ela acertou-me com uma pedra.

Chega! Porque é que estamos a discutir?!

Disseste que eu estou aqui para a proteger.

E agora queres que vamos para a prisão?

Achas que ela te ama tanto que não te vai denunciar?

Olha! Ela está a fugir!

Sra. Suzzanna. Espere. Não!

Onde é que vai?

Dudun.

Tu mataste-a, Dudun.

Não fui eu, foi um acidente. Vocês viram, certo?

Viram, não viram? Não fui eu. Juro que foi sem querer.

Vocês viram, certo? Vamos levá-la para o hospital!

Ela ainda se está a mexer!

- Vamos levá-la ao hospital. - Não sejas estúpido!

Não quero ir para a prisão.

Não quero ir para a prisão. Vamos fugir! Fujam!

Cala-te. Cala-te!

Devíamos fugir!

Está calado!

Ninguém vai para a prisão.

Gino.

Vai limpar a casa.

Gino!

Os outros vão enterrar a Suzzanna.

Temos de tornar o desaparecimento da Suzzanna

o mais natural possível... enquanto podemos.

Vá, peguem nela!

Não fiquem aí especados.

Ei!

Ela ainda está viva! Tem os olhos abertos. Vejam!

Então, queres levá-la para o hospital? Queres ir para a prisão?

- Despachem-se! - Afastem-se.

Continuem.

Continuem!

- A mão dela. A mão! - Dudun, depressa.

Vá lá, Dudun.

Dudun, não temos muito tempo!

Estou?

Olá, querida. Estás acordada?

Liguei ontem à noite, mas ninguém atendeu.

Estou, querida? Estás aí?

Acordaste agora?

Querida, o que é que se passa?

Não estás chateada comigo, pois não?

Prometo que volto para casa assim que acabar o trabalho.

Eu espero por ti em casa.

O que é que se passa? Sra. Suzzanna?

Está tudo bem. Foi só um pesadelo.

Quer que lhe traga um copo de água?

Não é preciso.

Sim, senhora.

Vou andando, então.

Não gozes, estamos a chegar à parte assustadora.

Porque é que é assustadora?

Isto não é assustador. As histórias da sundel bolong são muito mais!

Sundel bolong?

Sim, a sundel bolong é uma lenda urbana antiga.

Se uma mulher grávida morre, torna-se uma sundel bolong,

porque carrega não só a sua própria morte,

mas também a do bebé que tinha dentro dela.

É por isso que se torna um espírito vingativo poderoso.

Mas consegue esconder a sua verdadeira forma?

Todos os fantasmas conseguem esconder a sua verdadeira forma, com o seu poder.

Mas, quando estão fracos, mostram a sua verdadeira forma outra vez.

Porque é que há fantasmas neste mundo?

- Ela apareceu do nada. - Quando é que a senhora chegou?

Porque têm assuntos por resolver neste mundo.

É o que as pessoas dizem.

Eu, pessoalmente, acho que os espíritos não se deviam meter com o nosso mundo.

Sobretudo se for para se vingarem. A vingança acaba sempre mal.

Não concordo, Rojali.

Se me transformassem num fantasma, matava-os a todos.

Para não fazerem o mal.

Então vão morrer todos.

E depois?

Sra. Suzzanna?

Um... dois... três.

Pronto.

Já chega.

Devia dormir.

Socorro!

- Ajudem-me! - Calma!

- Ajudem-me. - Porque é que estás a gritar?

Por causa do fantasma! Aquele fantasma!

Ela tem um buraco nas costas e o cabelo comprido!

Ela esteve aqui! É uma sundel bolong! Esteve aqui uma sundel bolong!

- Dudun... - A sério!

- Estás a ser esquisito. - Ela esteve aqui. Esteve aqui há pouco.

A cara dela...

Tem mas é juízo.

Não estou a mentir! Eu...

A cara dela...

Parecia...

A Sra. Suzzanna.

Como é que isso vai?

Ei, Dudun!

Tem cuidado!

Estás a dormir em pé.

Obrigado.

Não dormi nada.

Não durmo nada desde a noite passada.

Porquê?

Não me digas que é por causa do fantasma.

É verdade.

Sempre que fecho os olhos...

vejo a sundel bolong!

- Parece a Suzzanna! - Cala-te!

Quando era pequeno, a minha tia metia-me medo.

Contava-me histórias sobre a sundel bolong.

O quê?

- O que foi agora, Dun? - E se...

E se...

a Suzzanna estava grávida quando a matámos?

Ouve. Ouve!

Estou a avisar-te!

Não deixes que ninguém suspeite de nós. Percebeste?

Percebeste?

Mas estou a dizer a verdade. A sério.

Vejo-a sempre que fecho os olhos. É verdade.

Quem é?

Dudun!

Espera um segundo.

Olá.

Dudun. Esta é a Maya, a massagista preferida do Jonal.

Olá, Maya.

Reparámos que te tens sentido cansado.

Sim, tenho.

- Sinto-me muito cansado. - Está bem.

A Maya pode ajudar-te com isso.

É por conta da casa, certo?

Alguma vez pagaste por alguma coisa? Vai lá.

Trata bem dele.

- Mas... - Está bem, obrigado.

Muito obrigado.

Os teus músculos estão tão tensos.

Deixa-me massajar-te as costas.

Preliminares? Bem, porque não?

- Eu volto já. - Está bem.

Vou buscar um copo e uma tigela.

- Para o óleo. - Está bem.

- Volto já. - Está bem.

Não demores muito!

Tu consegues.

Tu consegues.

- Olá? - Sim?

- Vou começar agora. - Está bem.

Maya, podes massajar suavemente?

Prefiro com suavidade. Au!

Se está a doer, é porque se calhar estás constipado.

- Aguenta. - Eu aguento. Au!

Maya! Porque é que parece que estás a usar uma faca?

Vais sentir-te melhor não tarda.

Está bem.

Como é que ficaste constipado?

Não faz mal, podes contar-me.

Au!

Se te contar, não vais acreditar, Maya. Au!

Não tenho dormido nada ultimamente. Au!

Porque estou a ser assombrado por um espírito vingativo.

Tens a certeza?

Sim. Tenho a certeza!

É o espírito de quem?

E porque é que te está a assombrar?

Au!

Isso aleija, Maya.

Olá? Abra!

Porque é que está trancada?

Suzzanna! É a Suzzanna!

A Suzzanna?

A mulher do Sr. Satria?

A Suzzanna! Eu vi a Suzzanna.

- Cala-te. - É a Suzzanna!

- Cala-te! - É a Suzzanna.

- Eu vi-a. Eu vi a Suzzanna. - Estás-te a passar, Dudun?

Não! Eu juro que vi a Suzzanna. Transformou-se numa...

Sundel bolong!

Eu juro!

- Estou a dizer a verdade, juro! - Acalma-te lá, Dudun.

Se continuas a agir assim, vais pagar por isso, percebeste?

Diz "Suzzanna" mais uma vez e quem te mata sou eu!

Eu juro! Olha, vê as minhas costas. Estão cheias de sangue. Olha!

Não tens nada nas costas!

É só a tua imaginação, Dudun.

Quanto mais medo tens,

mais és assombrado pelos teus pensamentos.

Admite, Dudun!

Mesmo que andes a ver um fantasma...

porque é que hás de ficar tão assustado?

Mia. Ouvi os vizinhos dizer uma coisa estranha!

Que coisa estranha, Tohir?

Um trabalhador da fábrica diz que viu uma sundel bolong.

Disse que parecia a Sra. Suzzanna!

- Um fantasma da Sra. Suzzanna? - Sim!

Toda a gente na aldeia já sabe!

Pode ser verdade.

Não reparaste que a Sra. Suzzanna se tem comportado de forma esquisita?

Ainda nem se levantou, ainda está no quarto.

É só um boato, Tohir.

E se for verdade?

O que é que ele tem?

Está a asfixiar!

Eu aqui a morrer e vocês não se calavam.

Porque é que não disseste que estavas a sufocar?

Como é que podia dizer? Estava a sufocar!

- Desculpa. - Não peças desculpa.

Tohir, a história é verdade?

O fantasma da Sra. Suzzanna anda a assombrar alguém?

Sim, foi isso que eles disseram.

Se pensarem nisso, tem alguma piada.

Se for mesmo a Sra. Suzzanna, quer dizer que temos vivido com um fantasma.

- Então somos os criados de... - De um fantasma!

Não apontes para mim!

De onde veio essa tua súbita vontade de tocar?

- Não te esfregues assim! - Tenho medo!

O que é que vamos fazer?

O que é que foi?

Vá lá, meu, acorda.

Acorda.

Vá lá.

Dudun?

Dudun?

Dudun?

Onde...?

Onde é que estás?

Dudun?

Consegues ver-me?

Anda cá, Dudun. Anda cá.

Dudun.

Dudun?

Dudun, vem cá dentro!

Onde é que estás?

Onde?

Anda cá e brinca comigo!

Dudun!

Onde é que estás?

Não fui eu!

Não fui eu, desculpa!

Por favor, desculpa! Não fui eu!

Não fui eu!

Por favor!

É aqui. Podes parar.

Anda lá.

- É esta? - Sim.

Quem é?

É o Gino.

Estou com os meus amigos.

Como estás, tio?

Não me visitavas há muito tempo.

Sim, porque a mãe ainda está doente.

O que é que posso fazer por ti?

É o seguinte, Sr. Turu,

viemos cá para...

Parece que o nome lhe assenta bem.

Suzzanna!

Vocês mataram-na!

Tornou-se uma sundel bolong!

- O que é que fizeste, Gino? - Mas...

Foi sem querer.

Ainda assim!

Queriam fazer-lhe mal!

Desculpe. Mencionou uma sundel bolong.

O que é isso, na verdade?

É um dos fantasmas com mais raiva.

E isso faz dele um dos mais fortes, também.

Consegue confundir os sentidos dos homens.

E também se consegue intrometer no nosso mundo.

Quando mais forte for o fantasma,

melhor consegue manipular e usar o mundo dele e o nosso.

E o que é que ela quer?

Vingança, o que é que havia de ser?

Sr. Turu...

- Deixem-no estar. - Sr. Turu?

Sr. Turu.

- E está à espera do marido. - Ele sabe.

Os fantasmas não podem matar.

Se matarem, são logo mandados para o mundo deles.

Só podem assustar as pessoas.

E convencê-las a suicidarem-se.

- Ou a matarem-se umas às outras. - Dudun...

Mas podem ter a certeza,

ela vai atrás de vocês.

Não há nada mais assustador

do que um fantasma que procura vingança.

Tio, ajuda-nos, por favor.

O que é que fazemos se a Suzzanna aparecer?

Se ela aparecer,

agarrem nisto.

Ela não vos vai poder tocar.

Não é de graça.

Sim, senhor.

Se me perdesses,

a mim e ao nosso filho,

estarias preparado?

Como assim, querida?

Claro que não estaria.

E tu?

Nunca.

O que é que te está a incomodar, querida?

Espero...

nunca perder momentos como este.

Jonal.

Jonal!

Umar.

Gino!

Ouviram aquilo?

Jonal.

Jonal.

Jonal.

Onde é que estás?

Jonal!

É o Gino!

Jonal!

Só queria...

que a minha mãe recuperasse a saúde.

Gino!

O que é que fazemos?

O que é que o Sr. Kasan disse?

É verdade.

O quê?

A Sra. Suzzanna é um fantasma. Uma sundel bolong.

- De certeza? - O Sr. Kasan parece convencido.

Ele disse que a viu.

Vou sair desta casa ainda hoje.

Pensando bem,

as pessoas adoram espalhar boatos.

Sobretudo o Sr. Kasan.

Além disso, ainda não provámos que a Sra. Suzzanna é mesmo um fantasma.

Isso significa que temos de provar.

Certo.

Tenho um plano para termos a certeza.

Então?

Vamos esperar até ela adormecer.

Depois encontramo-nos. Diz à Mia para vir também.

Bebe um copo.

O que é isso?

É uma mortalha tirada de um cadáver.

Segundo as lendas, é a maneira mais fácil de ver um fantasma.

Tapamos a cabeça com isto e depois conseguimos ver fantasmas.

Onde é que arranjaste isso?

Deu-me o Abe, o cangalheiro.

Está bem. Vais usar tu, certo?

Porquê eu? Sou o mais velho aqui.

Funciona melhor com os mais novos.

Eu não posso.

A minha pele é muito sensível.

Além disso, isso está sujo.

Aliás, segundo sei, as mortalhas funcionam melhor com velhotes.

- Porque estão mais perto... - Da morte.

Vocês falam como se fossem imortais.

Tenho outra ideia.

Ei, Mia.

Mia, vá lá.

Sim!

E se ela acordar?

Diz-lhe que a estás a acordar para rezar. Por isso é que tens de ser tu.

Mia, certifica-te de que o espelho fica à frente da cara dela.

Se ela for uma sundel bolong, o espelho vai revelá-lo.

Vai lá.

Vá lá.

Entra no quarto.

Abre a porta. Devagar.

Devagar.

Com calma.

Devagar.

Os fantasmas não dormem.

Esquece. Ela não é um fantasma.

Como é que sabes que não dormem?

Tens amigos fantasmas?

Despacha-te, precisamos de saber!

Vá lá, Mia. Não te preocupes, eu estou aqui.

Devagar!

Por favor!

Está só a virar-se.

Vá, anda lá.

Força.

Devagarinho.

Isso.

Apanha-o! Está debaixo da cama.

Isso. Continua!

Não consigo chegar lá.

Vai ajudá-la. Ajuda-a!

Ajuda-a.

Vai.

O que é que foi?

Consegui.

Mia, não me agarres, não sou o teu cão.

Deves pensar que sou o teu enteado.

- Não te afastes muito. - Au.

A tua mão, Mia. A tua mão. Estás a alargar-me a t-shirt.

Sra. Suzzanna?

Onde é que ela está?

Onde é que vocês vão?

Queria pedir-lhe licença para ir a casa. A minha mulher está doente.

A tua mulher já não tinha morrido?

Sim, quer dizer... Queria visitar o túmulo dela.

Sra. Suzzanna...

Também queria visitar o túmulo da minha mãe.

A tua mãe não está viva?

Quer dizer, queria visitar a minha mãe.

Não a quero perder.

E quanto a mim...

queria visitar os visitantes de túmulos.

Não é, Mia?

Fujam... Fujam!

- Porque é que ia para o quarto? - Com licença!

- A mala! - Tira a tua mala do caminho!

Chegámos.

- Obrigado. - De nada.

Tohir?

Tohir?

Como estás, querido?

Senti tanto a tua falta.

E eu a tua, querida.

E do bebé, também.

Consegues ouvir o que ele está a dizer?

Diz que cheiras mal. Não tomaste banho.

Como foi a viagem?

Cansativa. Como estás?

Estou bem.

Querida.

Acorda. Vamos rezar.

Querida.

Vamos.

Vai andando.

Hoje não me sinto bem.

Vai rezar na mesquita.

Porquê?

Prefiro rezar aqui, se tu não vais.

É mais gratificante se rezares lá.

- Vemo-nos mais logo. - Até logo.

Sr. Satria!

Sr. Naryo?

Há quanto tempo.

Sim. Acabei de regressar de uma viagem ao estrangeiro.

Uma viagem de trabalho.

A Sra. Suzzanna? Não veio?

Desta vez não, minha senhora. Está exausta.

Ontem fomos sair.

Já não vemos a Sra. Suzzanna há algum tempo.

A sério?

Ela não vem aqui rezar todas as manhãs?

Já não vem há uma semana.

Talvez seja por causa das coisas desagradáveis que dizem dela.

Que coisas?

Ela não lhe contou?

Ainda não.

Na verdade, este não é o sítio certo para lhe contar.

Mas, já que perguntou...

Morreram duas pessoas

e diz-se que foi porque foram assombradas pela Sra. Suzzanna.

E houve testemunhas.

Assombradas?

A minha esposa está bem em casa.

A questão é essa.

Bem, o senhor é que perguntou.

Bem, nós vamos andando.

- Até logo. - Até logo.

- Vamos. - Até logo.

O Gino morreu?

Sr. Turu...

Ajude-nos, por favor.

Nós imploramos. Ajude-nos, por favor.

Se o talismã não funciona, essa sundel bolong deve ser muito forte.

Nós damos-lhe tudo o que nos pedir.

- Sim. - Mas ajude-nos.

Tome...

Temos algum dinheiro. Fique com ele.

- É todo seu. - Não preciso do vosso dinheiro!

Acham que o dinheiro pode trazer o estúpido do meu sobrinho de volta?

A sundel bolong não sabe onde pertence.

E o Gino foi vítima disso.

Então...

Então o que é que fazemos?

Não queremos morrer também. Por favor.

Ajude-nos.

Se querem sobreviver, temos de destruir a sundel bolong.

Como é que fazemos isso?

Sr. Turu...

Como?

A sundel bolong tem duas coisas que a prendem aqui.

A primeira é a casa.

A casa faz com que o espírito tenha um sítio onde ficar.

A segunda é o marido dela.

O amor que ela sente pelo marido

faz com que ela tenha poder para contrariar o destino.

Isso quer dizer que a sundel bolong

será destruída se incendiarmos a casa e matarmos o marido?

Tudo tem um ritual.

Como assim?

O marido tem de ser morto à frente da sundel bolong.

Senão, matá-lo só a vai deixar ainda mais chateada!

Talvez consigamos destruir a casa, mas...

matar o marido à frente da sundel bolong parece difícil.

Eu tenho um plano.

Estou?

Estou?

A sua mulher está morta.

O corpo dela está enterrado atrás da sua casa.

Ao pé do jasmineiro.

Quem fala?

A minha identidade não lhe diz respeito.

Só precisa de saber que lhe estou a dizer a verdade.

Quer mesmo que acredite em si?

Então vamos encontrar-nos.

Se quer que acredite em si.

Porque é que acha que os seus criados abandonaram a sua casa?

E quando é que foi a última vez que viu a sua mulher rezar?

Já chegaste?

Sim, querida.

O que é que se passa?

Pareces atormentado.

A Mia,

o Tohir e o Sr. Rojali disseram-te quando é que voltavam?

Não.

Tenho ouvido boatos muito desagradáveis, ultimamente.

Sobre a nossa família.

Isso faz-me pensar.

A Mia e os outros ficaram afetados por esses boatos?

Que boatos?

Não sei o que vai acontecer.

É melhor lermos o Alcorão antes de anoitecer e pedirmos ajuda a Deus.

Para que todo o mal que possa cair sobre nós

seja impedido.

Vamos.

- Mas... - Vamos, querida.

Tenho um pressentimento de que vai acontecer algo de mal à nossa família.

Quanto mais depressa pedirmos ajuda, melhor.

Não. Não é a Suzzanna.

Não, não.

Não, é impossível. Impossível.

Desculpa, querida.

Desculpa.

Eu devia ter ficado contigo. Devia ter-te protegido.

O que é que te aconteceu?

Vamos!

Vamos!

Tragam-na cá para fora!

Salvem a nossa aldeia!

Vamos!

Vamos!

O que é que se passa?

Vamos expulsar a sundel bolong da aldeia. Vamos!

Vamos!

- Vamos lá! - Tragam-na cá para fora!

Vamos.

Satria?

Quem és tu? Vai-te embora!

- Sou a Suzzanna, a tua mulher. - Não.

Não és a minha mulher.

A minha mulher morreu. Vai-te embora!

Sou a Suzzanna!

Não.

Não és a Suzzanna.

A Suzzanna não é um fantasma!

A Suzzanna não é uma assassina!

- A Suzzanna não é mentirosa! - Não! Eu não sou...

- Desaparece! - Não! Satria!

Satria!

Eu não te queria mentir.

Desculpa. Perdoa-me.

Desaparece!

Tu não pertences aqui!

Não te quero deixar. Não quero ficar longe de ti.

Satria.

Abre a porta.

Satria.

Satria.

Não quero ficar longe de ti.

Sundel bolong!

Volta para o teu mundo. Ninguém te quer aqui.

Um desgraçado como tu

não devia existir.

Onde é que estás?

Achas que me consegues deter com esse sal?

Agora vais morrer.

Sr. Turu, despache-se! Sr. Turu!

Há uma canção da noite

Que dá força e segurança Contra o mal

Malditos sejam os demónios Que se aproximam de nós

Não o façam, se não querem morrer

Esta é uma arma de fogo e água

Agora vais morrer!

Desaparece!

Agora és minha,sundel bolong!

Mandem-na daqui para fora!

Mandem-na daqui para fora!

Parem!

O que é que foi?

Queremos a sundel bolong fora daqui!

Manda-a embora!

Manda-a embora daqui!

Tenham calma!

Ela foi-se embora! Eu mandei-a embora.

Mentira!

Estás a escondê-la.

Se não acreditam, vão ver!

Peguem fogo à casa!

Vamos. É tarde demais. Vamos!

A Suzzanna ainda cá está.

Patrão!

O espírito dela ainda vagueia.

O que é que aconteceu, Umar?

Eu vou contar-lhe tudo.

Mas agora, temos de a expulsar daqui.

Conhecemos uma pessoa que a consegue expulsar.

Mas o ritual não pode ser feito sem o Sr. Satria.

Não a quero voltar a ver.

- Perdi tudo por causa disto! - Eu sei.

Mas, se o espírito dela continuar à solta,

ainda vão acontecer mais desgraças.

Sr. Turu?

Por aqui.

Sr. Turu?

Sente-se.

Sente-se, por favor.

Só tem de ficar sentado e calado, não precisa de fazer nada.

A sundel bolong é má e matreira.

Vai tentar de tudo para o fazer mudar de ideias.

Não lhe dê ouvidos.

Lembre-se...

ela não é a sua mulher.

É um demónio disfarçado da sua mulher.

Venha cá.

Valha-me Deus!

Satria?

Vai-te embora, depressa.

Depressa, vai-te embora! Foram estas pessoas que me mataram.

Não lhe dê ouvidos. Vamos.

Vamos.

Aqui.

Tens de acreditar em mim.

Eu e o nosso filho somos vítimas deles.

Não quero que sejas mais uma vítima.

Vai-te embora daqui, já!

Feche os olhos até o ritual acabar.

Não dê ouvidos à sundel bolong.

Basta estar aqui para ela enfraquecer.

Há uma canção da noite

Que dá força e segurança Contra o mal

Malditos sejam os demónios Que se aproximam

Não o façam, se não querem morrer

Esta é uma arma de fogo e água

Satria!

Tens de te ir embora, agora!

Depressa. Vai-te embora.

Eles vão matar-te.

Satria.

- Olha-me nos olhos. - Cala-te!

Tu não és a minha mulher!

Eu sou a tua mulher.

Tanto na vida como na morte.

Se me amas mesmo, olha-me nos olhos.

Antes de eu deixar este mundo.

Satria, tira-me a adaga da cabeça.

Não!

A dor que vocês provocaram, a mim e à minha família,

foi tremenda.

Chegou a hora de vocês se arrependerem do que fizeram!

Vamos acabar com eles.

Sr. Turu! Lance o feitiço!

Sr. Turu? Sr. Turu!

Jonal?

Sr. Turu!

Porque é que está a fugir? Lance-lhe o feitiço!

Idiota!

Se o ritual falhar,

a única maneira de ela desaparecer é acabando o que veio fazer!

Matar-nos!

É estúpido enfrentares-me sozinho, Satria.

Estúpido és tu, por teres destruído a minha família!

Há uma canção da noite Que dá força e segurança contra o mal

Pensei que fosse madeira e não ferro Malditos os demónios que se aproximam

Não se aproximem, ou morrem

Esta é uma arma de fogo e água

Há uma canção da noite

Que dá força e segurança contra o mal

Malditos sejam os demónios Que se aproximam

Há uma canção da noite

Que dá força e segurança contra o mal

Malditos sejam os demónios Que ousam aproximar-se

Não o façam, se não querem morrer

Esta é uma arma de fogo e água

Dói?

Não podes fugir de mim.

Porra, Satria.

A seguir são os ouvidos.

Vais ser um curandeiro cego, surdo e mudo!

Morre, Satria.

Jonal.

Estás pronto para morrer, Jonal?

Jonal?

Socorro!

Tem misericórdia! Por favor, deixa-me sair.

Por favor, deixa-me sair. Deixa-me sair!

Desta vez...

não penses que podes fugir.

Eu não quero morrer. Por favor. Peço desculpa.

Já estás morto.

Desde a noite em que me enterraste a mim e ao meu filho vivos!

Espera!

Se me matares,

vais voltar para o teu mundo.

Vais ficar longe do Satria.

Por favor.

Mas...

se te deixar ir,

o meu marido nunca ficará em segurança.

Não, socorro! Por favor!

Suzzanna!

Meu amor!

Meu amor.

Meu amor.

Satria, perdoa-me.

Perdoa-me por te ter posto em perigo.

Não, meu amor.

Eu é que peço desculpa.

Desculpa por te ter magoado.

Não consegui proteger-te, a ti e ao nosso filho.

A culpa não é tua.

Só gostava que tivéssemos mais tempo.

Tenho de ir.

Adeus.

Mas eu não quero que te vás embora, amor.

Os nossos mundos são diferentes.

Desculpa.

Não, meu amor. Não vás.

Eu não quero que vás embora.

Não faz mal.

Desde que estejas a meu lado,

eu estou pronta.

O que é que eu faria sem ti, meu amor?

Eu amo-te, Satria.

Eu também te amo, meu amor.

Legendas: Tiago Sequeira

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