All language subtitles for Seven.Days.Seven.Nights.(1960).720p.BluRay.AAC2.0.x264-DON

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Original subtitles

E agora, o Diabelli.

Leia o que diz a partitura.

Moderato cantabile.

- O que significa isso? - Eu esqueci.

Tem certeza?

- Ele � t�o teimoso, Sra. Desbar�des. - Eu � que sei.

Eu lhe disse na �ltima vez e na vez anterior.

Voc� simplesmente n�o quer nos dizer.

Para o tempo de 100 ...

Moderato cantabile significa moderado e mel�dico.

Moderado e mel�dico.

Certo. Agora toque.

O que est� esperando?

Quer dizer alguma coisa? Diga, ent�o.

- A sonatina. - Ent�o?

Eu n�o gosto.

- O que h� de errado? � t�o bonito. - � muito dif�cil.

- Acabou de descobrir isso? - Sim.

- Sim, quem? - Sim, Srta.Giraud.

Toque.

Est� vendo, Sra. Desbar�des?

Terr�vel. Teimoso como uma cabra.

- Infelizmente, nesta parte da cidade... - O que foi isso?

- Estou esperando. - Quem gritou?

A sonatina...

V� em frente. Toque.

E ainda... viu?

Se ele quisesse.

O que est� acontecendo?

Comece de novo.

Lembre-se, moderato cantabile.

- Pense em uma can��o de ninar. - Eu nunca canto para ele.

Hoje � noite ele vai me pedir,

e de tal modo que n�o poderei recusar-me a faz�-lo.

� SI bemol na clave. Voc� sempre esquece.

Por que parou?

- Para olhar. - Continue.

Algo s�rio deve ter acontecido.

Venha e veja!

Podemos parar por hoje.

Mas da pr�xima vez ele ter� que saber o primeiro movimento perfeitamente.

Mais carros est�o chegando.

Afastem-se!

Deixem-nos entrar!

Para tr�s!

Fique aqui.

Eu j� venho. Fique aqui.

Uma bela mulher...

Ele a matou.

O que acontecer� agora?

O que houve?

- N�o foi ele quem gritou. - N�o. N�o olhe.

Voc� deve tentar se lembrar.

Moderato significa moderado. � quase a mesma coisa.

E cantabile significa mel�dico. � f�cil.

- E voc�, n�o ouviu nada? - N�o.

Mas eu sei que estava nas proximidades.

Voc� sabe,

a casa da Srta. Giraud fica muito pr�xima do caf�.

Devo dizer-lhe que a aula de piano foi interrompida, hoje.

Com toda essa como��o.

De qualquer forma...

Eu tenho de dizer que Pierre toca sua sonatina quase perfeitamente.

A Srta. Giraud me disse, hoje, de novo,

que n�o lhe � falta de talento musical,

mas que ele n�o tem boa vontade.

Por favor...

Sinto muito.

O que deseja?

Um copo de vinho.

E para o garoto?

Nada. Ele j� fez um lanche.

Belo dia.

Eu estava com sede.

Na verdade, vou querer outro.

- Estava passando por aqui. - Bom dia para uma caminhada.

Ontem eu estava na Srta. Giraud.

Estou lhe reconhecendo.

Sim. A Srta. Giraud ensina piano ao meu filho.

Posso?

Obrigada, mas n�o estou acostumada a isso.

O grito foi t�o forte que � natural a curiosidade, n�o?

Naturalmente.

- Portanto, eu tinha que vir aqui. - Estava por perto quando aconteceu.

Eu n�o podia ver da janela da Srta. Giraud.

Mais uma raz�o para vir aqui. Voc� n�o acha?

Acho que sim. Mas n�o sei nada ao certo.

- Quer dizer que n�o sabe o motivo? - Isso. N�s n�o sabemos o motivo.

Ainda n�o, pelo menos.

N�o sabe por que ela gritou, ontem?

V� brincar.

O certo � que eles estavam em um relacionamento.

Sim, uma hist�ria de amor. Assumamos isto.

Talvez ele estivesse magoado.

O que eles chamam nas revistas... 'problemas de relacionamento'.

S� mais um.

Certo.

Voc� dizia?

Oh...

Voc� estava passando.

Sim.

Passeio com meu filho todos os dias.

- Por aqui? - Costumo ir para a floresta Arcy.

Ou para um parque.

Ou para a margem do rio.

Algo novo deve acontecer por aqui todos os dias.

- Duvido. - Voc� n�o acha?

Na realidade eu n�o tenho uma opini�o.

Talvez.

Mas um dia ou outro, algo nos impressiona mais.

Eu n�o deveria ter bebido tanto vinho.

Ei, como vai?

Como est�o as coisas?

Desde ontem � noite eu n�o paro de pensar nisso.

Desde a aula de piano.

N�o poderia deixar de vir aqui hoje.

N�o importa.

Voc� � a Sra. Desbar�des, esposa do propriet�rio da f�brica.

Voc� mora no Boulevard de la Mer.

Sim, senhor.

Queremos tanto para eles, n�o sabemos como faz�-lo

ou por onde come�ar.

- Voc� tem filhos, senhor? - N�o.

N�o pode imaginar qu�o felizes queremos que eles sejam.

Como se fosse poss�vel.

A tenho visto muitas vezes, caminhando no cais ...

� dif�cil de acreditar que esteja aqui, agora.

Veja, ainda � dia.

Os dias est�o ficando mais longos.

Voc� trabalha nesta cidade?

Na f�brica Desbar�des, como todos os outros.

Preciso ir para casa.

Se voc� voltar,

tentarei obter algumas informa��es sobre a hist�ria. Eu lhe contarei.

Engra�ado como �s vezes n�o se deseja ir para casa.

Levante sua cabe�a.

�s vezes penso que inventei voc�, que nada disso � real.

Vamos dar um passeio.

- Onde? - Por toda parte. Venha.

- Voc� conseguiu mais not�cias? - Nada.

N�o est� trabalhando hoje, Sr. Chauvin?

Por que n�o est� falando?

Por nada. �s vezes, n�o se tem vontade de falar.

Quando foi que atravessamos o rio pela primeira vez? Eu era pequeno?

Sim, voc� era muito, muito pequeno. N�o consegue se lembrar.

Lembro-me de coisas.

- Quais, querido? - Coisas.

Uma vez com narcisos e papai. Est�vamos todos juntos.

Quantos anos eu tinha?

Narcisos florescem todo ano. Eu n�o sei.

Lembre-se, voc� tinha um vestido azul com detalhes sobre ele.

O que mais?

Eu ca� e machuquei meu joelho.

- Voc� se chateou. - Sim, espere...

Oh, voc� era muito pequeno.

- E se lembra de tudo isso? - Sim, tudo.

Espere, voc� estava ...

Voc� tinha quatro anos.

Conte-me hist�rias de quando eu era pequeno.

Bem, quando voc� era pequeno...

Vem, vem, vem!

Vem! Vamos nos esconder.

- Pronto? - Sim.

- N�o est� zangada comigo? - N�o.

� dif�cil para uma mulher encontrar desculpa para entrar num caf�.

Hoje eu n�o fui capaz de encontrar uma.

Nem mesmo o frio l� fora, nem a sede.

Perdoe-me, senhor...

N�o soube de nenhuma not�cia desde ontem?

Deve ter ouvido falar do jeito que ela gritou.

Foi um grito muito longo, muito alto...

Deteve-se abruptamente quando estava no auge...

- Em seguida, come�ou novamente, devagar. - Eu estava l�.

Uma vez, eu acho...

Eu devo ter gritado assim, uma vez.

Quando eu tive meu filho. Se voc� soubesse o quanto eu gritei...

Eu sei de tudo, quase tudo.

Voc� ouviu algo mais?

Eles se conheceram h� exatamente seis meses.

Seis meses.

- Foi um encontro do acaso? - Do acaso.

Ele costumava caminhar para o trabalho e passava na casa dela todos os dias.

Ela podia v�-lo.

Foi assim que tudo come�ou entre eles.

Ela costumava olhar pela janela, no in�cio da manh�.

Ele podia v�-la, tamb�m.

Ela era uma mulher que, muitas vezes, olhava para os homens, pela manh�.

Em seu caminho para o trabalho, no arsenal.

Mas s� depois de reparar nele

ela percebeu o quanto estava entediada.

Entediada h� muito tempo, entediada olhando os outros homens.

Enquanto as outras mulheres da cidade ainda estavam dormindo.

Como eles come�aram a se falar?

Veja, ela estava em uma casa...

rodeada por um grande jardim e uma cerca de metal.

� noite, especialmente nesta �poca do ano,

seu filho e seu marido dormiam,

e ela sa�a para um passeio.

Ela andava at� a cerca e olhava para a rua.

Andava aleatoriamente...

tinha problemas para dormir.

Seu bairro era muito calmo, especialmente � noite.

Apenas alguns carrinhos, uma bicicleta...

Isto � tudo.

Quem sabe de onde eles vinham.

Era rotina, ela sair para o jardim � noite?

Sim, uma rotina.

Ser� que ela nunca gritava?

N�o, ela nunca gritou.

Uma noite, ele a viu no jardim.

Ent�o ele voltou.

E voltou de novo,

e mais uma vez.

E um dia ele parou.

Foi isso.

E isso aconteceu justamente nesta cidade.

� dif�cil de acreditar.

Tudo come�ou entre eles como em todas as hist�rias.

E depois? E ent�o?

E depois, eu acho que ningu�m pode contar mais nada.

Veja, o ver�o est� quase a�.

- Oh, n�o. - Sim.

N�o. O ver�o nunca chega nesta regi�o.

� sempre muito vento.

Voc� mora aqui h� muito tempo?

Um ano.

Para mim s�o cerca de oito anos.

- Desde que se casou? - Sim.

Se eu fosse voc�, iria embora.

Eu me mudaria para uma cidade sem �rvores, sem vento.

Sempre h� vento aqui.

Com exce��o de dois ou tr�s dias por ano.

A maioria das aves aqui s�o gaivotas, exaustas depois da tempestade.

E depois da tempestade,

elas gritam como se tivessem sido abatidas.

No estu�rio.

O impedem de dormir.

N�o.

Eu deixaria este lugar.

Se eu fosse voc�, iria embora.

A primeira vez em que a vi foi no ano passado, no final de maio.

Voc� estava numa festa para os funcion�rios, como todos os anos.

Olhava para n�s com bondade...

e indiferen�a.

Descansava contra um grande piano.

Usava um vestido preto, com uma magn�lia entre os seios.

Voc� olhava para o parque, esperando por n�s, para sair.

N�o parava de esmagar a flor.

Meu nome � Chauvin.

Preciso ir para casa.

Eu posso encontr�-la de novo?

Isso n�o vai ser f�cil.

Eu tenho um hor�rio muito fixo.

Mas antes de ir eu gostaria de saber

um �ltimo detalhe, mesmo que n�o tenha certeza.

Por que ele, finalmente, a matou?

Eu n�o sei. Isso eu n�o sei.

Mas o que voc� acha?

Acho que ela lhe pediu para mat�-la.

Ele n�o teve escolha.

O que houve?

Eu n�o sei.

Meu amor.

- Podemos ir de novo? - Onde?

- Pra l�. - Talvez.

Eu gostaria tanto.

Eu disse ao meu amigo que voc� me compraria um barco vermelho, a motor.

- Est� me ouvindo? - Sim, eu ouvi.

Um barco vermelho, a motor.

Veja isso!

Veja como est� alto, agora.

Voc� cresceu muito.

Muito bem.

Tire as algemas.

Chegue mais perto. Vamos!

Voc� reconhece isso?

Como deixou posicionado?

Deite-se, como fez em seguida.

Sr. Chauvin...

Voc� n�o ia para o Bordeaux, hoje � noite?

N�o, hoje n�o.

Eu n�o estou acostumada a n�o estar em casa essa hora do dia.

O que h� comigo? O que h� comigo, hoje?

- Todos na cidade sabem que voc� e eu... - Todos sabem de tudo.

Passei em sua casa ontem � noite.

A noite estava iluminada, eu podia ver claramente o seu jardim.

Fiquei l� por um longo tempo.

No primeiro andar, ao lado direito,

duas janelas ainda estavam acesas.

� o meu quarto.

Eu n�o conseguia dormir.

Nem eu.

Prometi a mim mesma que pararia de vir.

E aqui estou eu.

Prometi a mim mesmo que pararia de v�-la tamb�m.

Eu me sinto cansada.

Cansada...

como nunca.

Voc� disse "como nunca".

Sim.

Ent�o prometeu nunca mais voltar?

Prometi a mim mesma que tentaria.

Principalmente por causa deste crime, voc� sabe.

Voc� leu o jornal da manh�?

Sim.

- Ent�o, j� sabe... - Que voc� fez isso tudo?

N�o tudo.

Eu sempre soube,

sempre, por todos os anos,

durante o dia, durante a noite...

Eu ficava pensando que tudo,

tudo � poss�vel.

Por favor...

Eu gostaria de saber um pouco mais sobre isso.

Mesmo que voc� n�o esteja certo sobre todas as coisas.

Mesmo que voc� tenha de invent�-las.

Voc� sabe...

Eles costumavam se encontrar em uma casa abandonada.

Perto do mar.

S�rio?

Que � protegida do vento

e quente, no ver�o.

A primeira vez em que se encontraram foi num ver�o muito quente.

No final, ele largou o emprego.

Eles se viam quase todos os dias.

Aquela casa parecia sua propriedade.

Eles n�o sabiam antes de chegar l�

que o fim viria em breve.

N�o, eles n�o sabiam.

Desculpe.

Voc� gosta das hist�rias dos outros, tanto assim?

Sim.

Voc� n�o tem ideia.

Como da sua pr�pria hist�ria?

Da mesma forma.

Se algu�m a contar para mim.

E ent�o?

O tempo passou at� que, quando ele olhou para ela,

j� n�o se sentia da mesma maneira.

Para ele, ela deixara de ser bela,

jovem...

Velha, ou morta...

Eu acho que isso s� aconteceu muito recentemente

e ele a quis morta.

Voc� conta hist�rias t�o bem.

'Estrangulada por seu amante'

Foi com ele que...

Foi com ele...

que ela entendeu quem realmente era.

Por exemplo ...

Uma puta.

Tempo passou at� que ele entendeu

que n�o era mais capaz de toc�-la em nenhum lugar...

Aqui, certo?

A�, sim.

Eu quero que voc� continue.

A sonatina. A linda sonatina de Diabelli.

Toque.

Qual o compasso desta linda sonatina?

Diga-nos.

Quantas batidas em um tempo?

Tr�s batidas? Quatro batidas? Diga-me.

Moderado e mel�dico.

Ele deve fazer de prop�sito, n�o h� outra explica��o.

Quatro batidas.

Repita.

Estou esperando.

- Talvez ele n�o tenha ouvido. - Ele ouviu perfeitamente.

Voc� nunca vai aceitar que ele faz isso de prop�sito.

Meu tesouro, voc� sabe a resposta.

- Quatro batidas. - Viu? Ele sabia.

Talvez ele tivesse esquecido. Um dia ele vai saber.

Mesmo que ele n�o queira, ele vai saber.

Deveria envergonhar-se, Sra. Desbar�des.

� o que me dizem sempre.

As escalas.

Por dez minutos.

Primeiro em D� maior.

Ir� ensin�-lo a ouvir.

Novamente.

Eu disse por dez minutos.

Novamente.

Por qu�?

Eu n�o posso acreditar nisso.

Porque eu disse que sim.

E insolente, ainda por cima!

Em Sol maior. Tr�s vezes, v� em frente.

Voc� n�o ouviu? Eu disse tr�s vezes.

Voc� ouviu, querido?

Tenho certeza que ouviu.

Estranho como as crian�as podem faz�-lo tornar-se mau.

� bom para o seu car�ter e corrige seus dedos.

Certo.

Voc� sabe, eu n�o estou certa de que possa continuar a ensinar-lhe.

Vou explicar-lhe que ele deve obedecer.

Mas voc� diz isso toda vez.

N�o h� nada a explicar. A escolha n�o � dele.

Isso chama-se educa��o.

Agora toque a sonatina.

Um, dois, tr�s, quatro...

Vamos.

O que acontece com os cervos?

Eles s�o presos em grandes redes

e levados para outras florestas.

Mas de onde � que eles v�m?

Eu j� lhe disse antes. Digo isso toda vez que eles chegam.

- Diga-me novamente. - Ent�o � assim que acontece...

O cervo vem de uma regi�o diferente.

Todos eles atravessam a floresta numa mesma noite.

Todos juntos na mesma noite.

- De onde � que eles v�m? - De longe, muito longe.

- E para onde � que eles v�o? - Para a Alemanha, um pa�s muito longe.

- Por qu�? - Isso, ningu�m sabe.

Se eles viajam � noite, devem ter medo de alguma coisa.

Tem certeza de que ningu�m sabe por qu�? Eu gostaria que me dissesse.

Ningu�m sabe. Eu n�o posso lhe dizer.

N�o s�o levados para outras florestas! Eles s�o mortos, e voc� n�o vai me dizer!

Eu juro que n�o � isso.

Eu juro.

Pierre...

Pierre!

Vamos para casa, meu querido.

Veja, n�s estamos perdidos.

Ah, sim, estamos!

Estou atrasada.

Essas aulas de piano sempre demoram.

Depois fomos para a floresta Arcy.

- Est� tudo bem? - Sim, senhora.

Um copo de vinho.

Por favor.

Obrigada.

Ent�o n�s est�vamos dizendo...

Obrigada.

Voc� voltou.

Eu acho que estou apaixonada por voc�.

� por isso.

Mas eu nunca tenho certeza do que eu digo.

Eu nunca tenho certeza de nada.

Talvez ele tenha desejado mat�-la desde o in�cio.

Desde o momento em que a viu pela primeira vez.

Podemos estar enganados.

Talvez...

antes de conhec�-la...

eu ignorasse quem eu era?

V� embora.

Eu acho que longos per�odos de felicidade n�o s�o para mim.

Servem-me mais para gastar pouco tempo

com alguns homens.

Eu s� percebi isso h� poucos dias.

Depois que o conheci.

Mas...

Haver� um jantar em minha casa, hoje � noite.

Estou ansiosa para cuidar disso.

Mas talvez n�o haja nada interessante.

Pelo menos uma vez.

Eu disse que talvez n�o haja nada interessante.

N�o h� nada interessante em voc� ficar aqui, tamb�m.

O clima est� bom esta noite.

Poder�amos nos encontrar novamente.

Na hora em que voc� quiser, depois do jantar.

Onde voc� quiser.

Eu acho que n�o � poss�vel.

Por um curto per�odo de tempo, apenas.

Aqui, se voc� quiser.

Como v�o as li��es de Pierre?

Anne n�o escutou.

� mesmo.

Nos pergunt�vamos como v�o as li��es de seu filho.

Perdoem-me.

No momento, ele est� trabalhando em uma sonatina de Diabelli.

Muito bem. A sonatina, j�?

J�, sim.

A Srta.Giraud, que tamb�m ensina o meu filho, me contou esta hist�ria.

Ele n�o consegue se lembrar o que significa moderato cantabile.

N�o, ele n�o consegue.

Ah, querida, ele � t�o pequeno, como poderia?

� dif�cil.

Ele j� deve estar dormindo. Ser� que poderemos v�-lo?

Ele j� est� dormindo.

N�o, obrigada.

Eu realmente n�o poderia. Obrigada.

Est� delicioso.

Ter� sido o perfume da magn�lia?

Estou acostumada a essas flores. Eu estou bem.

- Est� bem, Sra. Desbar�des? - N�o.

�s vezes eu n�o sinto fome.

Anne n�o escutou.

N�s estamos indo para uma casa isolada na praia.

Uma casa isolada, � beira-mar.

Na praia? Muita divers�o para as crian�as.

Ah, querida, deve estar muito feliz.

Sim.

Anne...

Anne...

O que devo dizer a eles?

Que eu estou ficando louca.

Sr. Chauvin, eu estava prestes a fechar.

Sinto muito, mas eu preciso ver a Sra. Desbar�des.

N�o precisa atender mais ningu�m.

Tem algu�m aqui?

Por que n�o responde?

Eu estava esperando por voc�.

Vou embora amanh�.

Para sempre?

Sim, para sempre.

Por causa de mim?

- De n�s? - Sim, por causa de voc�.

Eu sabia que era imposs�vel.

Eu nunca pensei que fosse acontecer t�o r�pido.

Se eu ficasse, voc� n�o seria capaz de passear com seu filho na cidade.

N�o.

Eu n�o poderia seguir adiante.

Nem mesmo �s suas aulas de piano.

Outras pessoas poderiam lev�-lo �s aulas.

Em meu lugar.

N�o.

Todo mundo est� me olhando... � inacredit�vel.

Eu sei.

Eu entendo que olhem pra voc�.

Eu queria que voc� nunca parasse de falar.

N�s n�o fomos capazes de nos amarmos.

� assim que as coisas devem ser, �s vezes.

Faz sete dias.

Sete noites.

Sete noites, � verdade.

Aproxime-se por um momento.

Talvez um minuto.

E n�s conseguiremos.

Eu nunca serei capaz de falar com mais ningu�m.

Voc� vai.

Um dia voc� vai falar assim a uma crian�a ou qualquer outro.

Em um dia agrad�vel voc� dir�: "� um belo dia."

Voc� desejar� compartilhar isso com algu�m.

- Vai acontecer de novo. - N�o!

� nisso que voc� quer acreditar.

N�o importa.

Pouco tempo nos resta.

O dia logo encerrar�.

Tenho medo...

Tenho medo.

Tenho medo!

Eu queria que voc� estivesse morta.

Estou morta.

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