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Original subtitles

Era quase meia-noite quando Edward entrou na estação de Mandalay.

Ele vestia um terno de noivo,

segurava um buquê de flores tropicais.

e estava completamente bêbado.

Ele sonhou a noite inteira

enquanto o trem viajava para Rangoon,

a capital da Birmânia.

Era madrugada em Rangoon

e o ar pesado anunciava uma tempestade tropical.

Embora Edward não conseguisse se lembrar com o que ele havia sonhado

a angústia do sonho o acompanhou até o porto.

Edward não via a sua noiva Molly

há sete anos.

Ele tentou se lembrar do rosto dela,

mas não conseguiu.

Ele queria ter desaparecido através de um dos inúmeros buracos

que estavam se multiplicando ao longo do revestimento do píer.

Ele se imaginou flutuando suavemente

na corrente do rio lamacento.

O navio de Londres já era visível à distância.

"Chegada: Londres, 11h20. Partida: Cingapura..."

Depois de descartar as flores,

Edward se esgueirou a bordo do navio para Cingapura.

Era 4 de janeiro de 1918.

Edward!

Que surpresa ver você aqui, tartaruga velha!

Olá, Reginald.

O que te traz a Cingapura?

Eu vim com o trem de Rangoon.

Você está todo arrumado.

Como vai, meu velho? Parece que você está constipado.

Como está minha linda prima?

Creio que bem.

Este é Edward Abbot,

o representante mais ilustre da coroa britânica na Birmânia!

Também o noivo da minha querida prima Molly há mais de sete anos,

sem o corolário de um noivado se materializando.

Então quando é o casamento, seu safado?

Você parece estranho, Edward!

Está tudo bem?

Bom dia, Sr. Singleton.

Ontem você se esqueceu de pagar suas bebidas.

Um lapso.

Sr. Abbot, aqui está o alfaiate à sua disposição.

Suas camisas e calças ficam prontas em 24 horas,

e o terno em três ou quatro dias. Isso é aceitável?

Perfeito. - Bom.

As roupas serão entregues em seu quarto.

Que diabos! Você não trouxe roupas da Birmânia?

Eu caí no sono sem fazer as malas.

Vim resolver umas questões administrativas mortalmente chatas.

Conte-me tudo sobre essas questões administrativas que o trazem aqui.

Um telegrama, Sr. Abbot.

18 Singapore Slings?

CHEGADA - PARADA - M

Você é um espião, Edward!

Acredito que agora você tenha minhas medidas.

- Você é? - Dá um tempo, Reginald.

Qual é o lugar mais distante a que posso ir da estação hoje?

O expresso de Bangkok sai em uma hora.

Vai embora de novo?

Não sei em que você está metido, mas tenho orgulho de ser seu amigo

Estou tão feliz em saber que você está noiva da minha prima.

Me dá um abraço.

Pode contar com minha discrição.

Deus salve o Rei!

Até breve, Reginald.

Edward deixou-se levar pelos sons noturnos da selva.

Ele teve uma ereção violenta.

E também sentia que estava fedendo, e precisava de um banho.

Ele fechou os olhos e começou a sonhar.

Edward acordou assustado.

Ele se viu na situação mais embaraçosa.

Que manhã linda.

Os pássaros ficaram em silêncio conforme alguém anunciava

que um novo trem chegaria em breve.

Edward entrou em uma aldeia.

Os habitantes não eram muito falantes.

Eu vivi mil anos,

mas ainda sou virgem.

Esses companheiros estão dormindo e roncando.

Que falta de educação!

Que vergonha!

Que contraste com esse lindo casal.

De qualquer forma, hoje é um bom dia para ter um marido.

Então, a giganta leva o príncipe para os picos.

Ela se esgueira com tanta determinação para dentro da floresta

que, rapidamente e escondida da vista,

ela logo se retira em sua caverna dourada.

Edward contratou um guia.

O nome dele era Umar.

Ele conhecia bem a selva,

e foi capaz de levar Edward em segurança para Bangkok.

Umar foi acompanhado por suas três esposas.

Cara, que bagunça!

Por que algum homem iria querer se casar com três mulheres?

Tendo acabado de chegar a Bangkok, Edward encontrou um galês que ele conhecia,

um adido na embaixada.

O nome dele era Godfrey, um sujeito muito barulhento.

Godfrey cumprimentou seu amigo efusivamente.

Ele pensou que Edward tinha vindo da Birmânia para comparecer ao aniversário do príncipe.

Godfrey estava com outros membros do corpo diplomático britânico na Ásia.

Bobby, que veio de Pequim, Sra. Hughes, de Hong Kong,

Johnson e toda a equipe do Ceilão,

Archie de Tóquio, e até mesmo a Tartaruga Gorda,

que havia espalhado sífilis por todo o continente.

Eles arrastaram Edward para o palácio

enquanto cantavam uma velha canção de remo a plenos pulmões.

Edward não disse uma palavra.

Ele estava branco como um lençol e tremendo.

Eu realmente aprecio que você tenha se dado ao trabalho

de vir a esta ocasião.

Obrigado. Significa muito para mim.

Edward!

O cultivo e a exportação de arroz estão alcançando um desenvolvimento sem precedentes.

Impostos sobre essas atividades tem sido canalizados

para o progresso da administração da província.

Você é diferente dos outros. De onde você vem?

De Mandalay, na Alta Birmânia. E antes disso, de Londres.

Cidades muito bonitas pelo que ouvi falar

e que um dia Terei o prazer de conhecer.

Eu ainda sou muito novo.

Desejo-lhe tudo de melhor em seu reinado.

Obrigado pela sua gentileza,

embora você esteja me cumprimentando como se fosse minha coroação.

É só meu aniversário, e estou muito feliz com isso.

Existe uma maneira de sair do palácio?

Sim. Do outro lado da sala, no final do corredor.

Desejo-lhe sorte.

Igualmente. Que o resto do dia corra bem.

Edward dirigiu-se para território francês como clandestino em um barco de pesca.

Ele cruzou o golfo até Saigon.

Dentro do porão apertado ele perdeu a noção do tempo.

Ele estava com febre,

encharcado de suor.

Ele adormecia e acordava tremendo.

A perspectiva da morte iminente

pareceu-lhe apropriada naquelas circunstâncias.

Ele estava delirando, mas sereno.

Edward andou sem rumo pelas ruas de Saigon.

Ele entrou em um albergue sujo.

Os donos falaram por muito tempo, mas eventualmente o deixaram entrar.

Era o Ano Novo Lunar e Edward estava muito doente.

Ele recebeu um novo telegrama.

JÁ EM SAIGON - PARADA - M

O que eles estão dizendo?

Eles querem te expulsar.

Eles não querem que você morra esta noite.

É Ano Novo.

E o que você disse a eles?

Que você não vai morrer esta noite nem nos próximos dias.

Eles estão lhe desejando um Feliz Ano Novo.

Entre sua convalescença em Saigon

e o estilo de vida boêmio que ele adotou em Manila,

algumas semanas se passaram.

Não parecia haver nada em particular para essa mudança de comportamento.

Edward dormia cada vez mais durante o dia,

e vivia principalmente à noite.

Ele bebia muito.

Ele ganhava e perdia dinheiro jogando.

Ele brigava com os marinheiros, e fazia amizade com os notívagos

que animavam o início da manhã na baía de Manila.

Sua passagem por Manila foi uma sucessão de ressacas e euforias.

Ele ficava ocasionalmente atolado em uma onda de melancolia.

Ele se sentia emotivo.

RUDY ÁVILA

Em uma noite de total loucura,

Edward embarcou em um navio de guerra americano

na companhia de alguns marinheiros e quatro prostitutas filipinas.

Ele acordou quando o navio estava navegando para o Japão.

O capitão ficou encantado com os intrusos.

Eles beberam e cantaram por três dias.

Até que todos foram deixados em grande segredo em Osaka.

Edward sentou-se ao lado dos japoneses alinhados no balcão.

Eles sorveram as suas sopas em uníssono.

Um soldado apareceu,

pedindo aos clientes ocidentais os seus passaportes.

Edward não perdeu tempo

e foi embora dali.

Com os monges de Komuso, edward sentiu que ele estava conseguindo se manter discreto.

Eles vagaram de cidade em cidade, mendigando.

Você nem nos perguntou para onde estamos indo agora.

Você não se importa com seu destino?

Eu irei para onde vocês me levarem.

Meu caro senhor,

por mais estranho que pareça, me sinto em casa.

Quando os monges decidiram seguir para o norte,

para um templo nas montanhas,

Edward ficou com eles.

Mas ele não foi capaz de dormir no templo.

Ele ouviu vozes, ouviu passos,

e ouviu sussurros,

falando a ele sobre horrores em uma língua que ele não conhecia.

Uma sombra não oculta, ela revela.

Os japoneses sabem disso.

Eles não fogem da sombra, eles procuram por ela.

As sombras a que me refiro são de uma ordem diferente.

Eu não gosto de fenômenos que não consigo explicar.

Eu gosto da observância saudável das leis naturais.

E onde você aprendeu sobre as leis da natureza, Sr. Abbot?

Talvez você não as conheça tão bem assim.

Droga, Keita!

Eu vejo as sombras de pessoas invisíveis.

Isso basta para deixar os nervos de qualquer pessoa normal à flor da pele.

Talvez você veja sombras porque seus nervos estão à flor da pele.

Keita, sua conversa está começando a me cansar.

Você que anda por aí com uma cesta na cabeça

devia ser mais contido ao julgar o comportamento dos outros.

Suba as montanhas.

Observe os macacos.

Caminhe sob as copas das árvores.

Entregue-se ao mundo, Sr. Abbot.

Você verá o quão generoso ele é com você.

Alguma vez um monge recebeu correspondência nesse mosteiro?

Há algum correio nessa aldeia?

Nós sabemos quem você é e como você entrou em nosso país, Sr. Abbot.

Talvez você possa nos esclarecer sobre o que você veio fazer aqui.

Sou atraído por esta vida.

Por que você veio ao Japão?

Nada.

Acabei aqui por acidente.

Qual é a sua relação com a Marinha dos EUA?

Estou fugindo de uma mulher que está atrás de mim.

Nem o mais covarde dos homens ocidentais

se atreveria a entrar clandestinamente no Japão

para fugir de uma mulher.

O que você diz é patético.

Para quem o senhor trabalha?

Foi o senhor que desenhou aquilo?

Sim.

Senhor Abbot,

Não entendo você.

Mas não queremos você aqui.

Amanhã iremos escoltá-lo ao navio que parte para Xangai.

Edward não teve que esperar uma hora antes de receber um novo telegrama.

CHEGADA - PARADA - SINTO MUITO SUA FALTA - M

Edward sorriu.

Ele saiu do hotel, reservou um ingresso no teatro,

comprou roupas novas e cortou o cabelo.

A apresentação não despertou o seu interesse.

Ele pensou em Molly e o rosto dela surgiu muito claramente em sua mente.

De volta ao hotel, ele se postou na frente do espelho e fez um autorretrato.

Ele não foi fiel ao seu reflexo. Ele se desenhou feio e decrépito.

Ele foi até o saguão e perguntou quando o barco que subia o rio partiria.

Foi o último barco a subir o Yangtze

antes dos longos meses em que esse trajeto se tornava impossível.

Ele pagou a conta e deixou o seu autorretrato na recepção,

com ordens de que ele fosse entregue à senhora que viria procurá-lo.

Uma família chinesa estava jogando mahjong no convés do barco.

Edward pensou que entendia as regras.

Ele tomou o lugar de um velho e fez alguns movimentos absurdos.

O velho riu.

Edward estava muito sério, totalmente focado.

Ele se sentiu satisfeito.

Edward deixou o rio em Chongqing.

Ele contratou alguns carregadores para levá-lo para as montanhas.

Os carregadores eram bem mal-humorados,

mas ele os achou experientes e confiáveis.

Se mantivessem um bom ritmo eles chegariam em menos de duas semanas.

Eles teriam que atravessar uma vasta floresta de bambu.

Edward pensou que seria uma jornada maravilhosa.

Edward teria entendido se ele falasse mandarim:

"Ela é uma noiva que vai deixar a casa de seus pais

para viver na casa de seu futuro marido."

Ela estava expressando a dor no coração

de sair da casa dos pais para começar uma nova vida.

Durante a noite os carregadores roubaram Edward e fugiram.

Edward acordou apenas com as roupas do corpo. Ele estava com seu caderno de desenho

e nada mais.

Talvez ele estivesse andando em círculos.

Quando o sol se pôs,

Edward sentiu que ele nunca encontraria uma saída.

Ele dormiu profundamente.

Edward foi levado para a casa de Horace Seagrave,

na pequena vila de Wangyu.

Era uma casa grande, mas decrépita,

com alguns móveis em ruínas e janelas quebradas.

Seagrave foi cônsul em Chengdu,

mas ele raramente punha os pés no consulado.

Quando Edward acordou,

Seagrave estava tocando um estranho instrumento de cordas,

um guqin.

O cônsul se apresentou e explicou

que nesta aldeia a música era chamada de "Paixão Infinita",

mas que a aldeia seguinte a chamava de "Tristeza Infinita".

Wangyu estava cercado por uma floresta de bambu.

Em dias claros você podia ver as montanhas do Tibete.

Edward, Seagrave e sua velha empregada tibetana

deixaram para trás os becos de Wangyu e entraram na floresta

carregando uma cesta de piquenique.

São bichos encantadores, você não acha?

Ali.

Ali!

Está cego, não viu o panda?

Você aceita um cachimbo de ópio?

A velha o prepara de forma excelente.

Obrigado,

mas não tenho coragem para isso.

O fim do império é inevitável.

É uma questão de anos, talvez meses.

Iremos sair daqui sem ter percebido nada.

O homem branco é totalmente incapaz de compreender a cultura oriental.

Ela o transcende.

Mas eu não me vejo voltando para Londres.

Eu não aguentaria aquilo por mais de três dias.

Mas a perspectiva de manter as minhas funções aqui

é muito dolorosa.

Eu odeio meu trabalho mas eu amo este país, Sr. Abbot.

Eu conheço pessoas que fumam mais de quarenta cachimbos por dia.

Isso é um exagero. Eles estão condenados.

Eu raramente fumo mais do que sete ou oito por dia.

Nos últimos dias

nos últimos meses...

Tenho recebido telegramas de uma amiga.

Ou melhor, da minha noiva.

Molly.

Ela veio de Londres para se casar comigo.

Mas perdi a coragem e fugi.

Eu viajei para Cingapura

Eu tenho fugido dela como um covarde.

Ela tem me seguido,

adivinhado meu percurso,

me enviado telegramas...

A mulher mais teimosa do mundo.

É uma garota muito determinada.

Ela é impressionante, a Molly.

É um mistério para mim que alguém possa ser tão tenaz.

Imagino que seja difícil encontrar Alguém assim, como a Molly.

Mas tem algum tempo que eu não sei nada dela.

Não tenho ideia do que tenha acontecido à Molly.

Espero que ela esteja bem.

A Molly.

Essa sua história é uma das mais tristes que já ouvi na vida.

"Querida Molly, uma viagem inesperada de trabalho me forçou a deixar Rangoon.

"É um contratempo desagradável, alheio à minha vontade.

"Creio que seja melhor você voltar para Londres no próximo navio.

"Desculpa. Com muito amor, Edward."

Molly entrou no prédio da Autoridade Portuária

e pediu para ver os registros dos passageiros para aquele mesmo dia.

Ela descobriu que Edward havia embarcado em um navio para Singapura

apenas alguns minutos antes.

Ela comprou uma passagem

para o navio de Singapura que partiria no dia seguinte.

Ela também pediu para enviar um telegrama, mas hesitou.

Para onde ela deveria enviá-lo?

"Para o Hotel Raffles, é claro!" um homem indiano de meia-idade disse a ela

enquanto ele passava uma câmera pela alfândega.

Seu nome era TH Kapoor.

Ele era operador de câmera da Warwick Trading Company.

Tudo o que Molly viu em Rangoon parecia incrível.

Ela mal percebeu o tempo passar.

Ela parou de pensar em Edward

e no final da tarde ela se sentia exausta, mas feliz.

À noite, Molly foi ao clube.

Ela sentou-se à mesa e comeu um pouco de sopa de peixe.

Estava picante, azeda e deliciosa.

Molly a devorou avidamente.

Molly riu sem controle durante a dança do elefante.

Ela ria tanto que todos olhavam para ela.

Bem-vinda, Srta. Singleton.

Por favor, conheça o Sr. e a Sra. Cooper.

O Sr. Cooper é vice-presidente da Associação dos Produtores de Borracha.

Na frente da Sra. Cooper está o Major Brown

e sua filha, a Srta. Lucy.

O Sr. Sanders, à sua frente,

é um comerciante de gado bem-sucedido,

que vem de uma dessas regiões americanas

com histórico comprovado na criação de bovinos.

finalmente, apresento a você um artista napolitano,

Sr. Farnese,

um talentoso tenor de ópera em turnê pela região.

Ele está destinado a um futuro brilhante.

A Srta. Singleton acabou de chegar de Londres.

Minha cara senhora, você deve estar sofrendo muito por causa do calor, não?

Eu gosto do calor.

E achei Rangoon o máximo.

Tanto melhor.

Rangoon causa uma certa impressão nos primeiros dias.

Então você começa a sentir, sobretudo as mulheres, os inconvenientes do clima.

E dos nativos.

Os nativos são controláveis, Sra. Cooper.

Com o clima que não há nada a fazer.

Há um fedor nessa terra que dá asma.

Tem havido muito progresso nos últimos anos.

Bobagem!

E por falar em fedor, comandante,

Devo dizer que são muito desagradáveis os cheiros dos gases que as vacas

do Sr. Sanders produzem

e sobem de forma repugnante à nossa cabine.

Nada que seu marido não esteja habituado.

Esse homem é revoltante! Donald, faça alguma coisa!

Srta. Singleton, conte-nos o que veio fazer.

O Grand Tour? Rangoon, Cingapura, Bangkok, Saigon...

Vim para me casar.

Meu noivo é funcionário em Mandalay.

Estamos noivos há sete anos.

Mas ele fugiu.

Ele me abandonou no cais e embarcou para Cingapura.

Eu vou atrás dele,

para ver se o agarro pelo pescoço.

Você é uma grande brincalhona, não é?

Na verdade, ele me deixou uma mensagem

dizendo que ele tinha compromissos profissionais inadiáveis

e que o melhor seria eu voltar para Londres.

Era o que faltava.

Eu vou caçá-lo, pelo bem ou pelo mal.

Minha cara menina, você já considerou a possibilidade

de que o que você está descrevendo de forma tão despreocupada poderia ser visto como...

uma desgraça humana?

Você não acha que seu noivo pode estar lhe indicando

que ele não tem qualquer desejo de se casar com você?

Não. Como você pode ter tanta certeza?

Porque eu conheço o Edward.

Eu confio nele.

Minha querida,

os homens são uma tragédia.

Porco!

Vamos, Donald!

Queremos voltar para Rangoon imediatamente!

Espero que você tenha a decência de avaliar o ocorrido e ir direto para a sala das máquinas!

Mas, Sra. Cooper... a sala das máquinas...

Com licença.

Ela está sendo uma verdadeira chata hoje.

Mas, francamente, você estava errado.

Sim?

Srta. Singleton...

Eu vou falar com você de forma franca e sem rodeios.

Eu creio que tenha algo raro em você.

Sua certeza inabalável na retidão moral do seu noivo,

quando tudo indica o contrário,

me desaconselha a ter essa abordagem.

No entanto, é essa sua fé cega

que me leva a lhe dizer que fomos feitos um para o outro.

Você está louco?

Eu também tenho uma ideia clara de como fazer as coisas e julgar os outros.

Nada abala minha convicção.

Até hoje eu nunca tinha encontrado uma mulher com ideias semelhantes.

Srta. Singleton...

Sei que agora você não está em condições

para considerar minha proposta,

mas mesmo assim eu quero lhe dizer

que eu gostaria de me casar com você.

O senhor é odioso!

Crápula.

Olá, Reggie!

Prima? O que diabos você está fazendo aqui?

Vim para me casar, primo.

Mas Edward embarcou para cá pouco antes de eu chegar a Rangoon.

Me dê meus óculos.

Reginald Singleton, O que você está fazendo?

Ele disse que tinha que viajar por razões profissionais.

Ele me aconselhou a voltar para Londres, que tolinho.

Eu lhe aconselho a fazer o mesmo.

Reggie!

Molly Singleton, me escute bem.

Ambos temos a ideia de que o trabalho de Edward é tranquilo e chato,

alguma coisa administrativa em uma remota cidade birmanesa.

Mas sabe de uma coisa?

Nós podemos ter uma percepção errada das coisas.

Talvez Edward esteja muito ocupado.

Além disso, ele pode precisar ficar sozinho para fazer seu trabalho.

A última coisa de que ele precisa agora é de uma mulher atrás dele.

Mesmo que ele te ame muito.

OK, Reggie, o que você diz é absurdo.

É bom que me diga o que você sabe ou eu o interno em um hospício.

Droga, Molly! Não pode esperar sempre saber tudo.

É uma pena que você tenha vindo aqui para nada, mas...

volte para Londres!

Para o seu bem e para o bem de Edward.

Um Singapore Sling!

Reggie, você vai me dizer O que está acontecendo com Edward!

Sente-se.

Eu estive com Edward ontem... Não me interrompa!

Ele foi evasivo sobre o que ele fazia em Cingapura,

mas ele deu pistas suficientes para eu deduzir o óbvio.

Eu creio que o seu futuro marido está envolvido em atividades de grande sigilo

para o bem da Inglaterra.

Querido Reggie, você continua a ser imaginativo.

A herança do tio Eli lhe fez mal.

Lhe deixou muito tempo para delírios de bar.

E você continua teimosa como sempre.

Acorde, Molly!

Você acha que espiões anunciam que são espiões?

Reggie, onde está Edward?

Você tem que me ajudar.

Juro que não vou ficar no caminho dele, mas preciso falar com ele.

Não acha que estou no meu direito? pelo amor de Deus!

Molly.

Não acha que o Edward pode ter decidido que ele não quer se casar?

Reginald Singleton, como você ousa?

Como você pode pensar que Edward poderia ter um comportamento tão covarde?

Você o conhece. Você nos apresentou.

"Covarde"...

é uma palavra muito forte.

O casamento deve ser uma coisa realmente assustadora para qualquer homem saudável,

agora que penso nisso.

Meu noivo não seria capaz de tamanha maldade.

Eu acho perfeitamente compreensível

que um homem possa temer um momento que pode estragar sua vida.

Onde está o Edward?

Edward estava naquele trem?

Que horror!

Mandem toda minha bagagem para Bangkok!

Em suas orações, invocando espíritos e anjos,

a princesa com a giganta agora batalha.

Meu príncipe!

A giganta está morta.

Sério? Por que você a matou?

Foi um acidente, não era minha intenção.

Vamos continuar nossa jornada.

Tenho pena da giganta, que vida triste. Vamos.

Está procurando alguém, menina?

Você dificilmente o encontrará aqui.

Já foram todos para o trem que chegou.

Eu sei o quão desagradável será viajar em um trem tão lotado assim,

mas não creio que justifique uma crise de lágrimas.

Eu lhe asseguro que foi bem pior ter vivido as últimas 30 horas.

Certamente teria sido mais agradável se eu tivesse ficado sozinha.

A humanidade é uma tragédia.

Meu noivo estava nesse trem,

mas não consigo encontrá-lo em lugar nenhum.

Não se preocupe.

Ninguém se machucou muito no descarrilamento.

Embora certas pessoas merecessem.

Se o seu noivo não está aqui, então ele encontrou outra forma de seguir seu caminho.

Se eu pudesse eu teria feito o mesmo.

Meu nome é Molly Singleton.

Cheguei de Londres há pouco tempo.

Vim para me casar.

Eu sou Elizabeth Smith, mas todos me conhecem como Lady Dragon,

por causa do meu hábito de fumar.

Nunca me casei, felizmente.

Eu acho os homens...

Bem, as mulheres são...

Cale-se...

Esses chineses são...

Eu fugi de Londres há muito tempo e não tenho intenção de voltar.

Isso aqui não é muito melhor na maior parte do tempo...

Mas ainda assim...

O Edward está lotado na Birmânia.

Passei por Rangoon e adorei.

Estou muito entusiasmada de viver na Ásia.

Sim?

E se você descobrir que não gosta você sempre pode se mudar.

A senhora tem caráter.

Você acha tudo desagradável?

Não, menina.

Eu gosto de flores.

O Sião tem algumas das flores mais lindas do mundo.

Buganvílias.

Helicônia... Helicônia rostrata.

Mimosa e impatiens.

Etlingera.

Uma das mais bonitas é a rosa de porcelana.

Ou torch ginger.

Canna indica, mais conhecida como Indian shot.

Aquelas flores veneradas são as orquídeas.

Frangipani, do gênero Plumeria.

E, claro, o lótus.

Fui chamada para supervisionar a decoração floral

da festa de aniversário de um príncipe em Bangkok.

Estou atrasada por causa da incompetência das ferrovias siamesas.

Molly seguiu Lady Dragon para o palácio do príncipe em Bangkok,

mas ela logo a perdeu de vista.

Uma competição estava sendo realizada no pátio,

com concorrentes britânicos, alemães, franceses e japoneses.

Os participantes usavam máscaras

e estavam ligados uns aos outros pelos tornozelos.

Os siameses apenas assistiam aos jogos, rindo de espanto.

Como a equipe britânica havia perdido um membro,

A chegada de Molly foi calorosamente recebida.

Eles pediram a ela para entrar na competição.

Enquanto ela estava sendo amarrada aos seus companheiros de equipe,

Molly perguntou insistentemente sobre Edward.

Pouco antes do sinal de partida, alguém lhe respondeu:

"Você quer dizer Edward, aquele velho macaco de Mandalay?

"Eu vi aquele macaco alegre saindo "menos de meia hora atrás!"

Molly explorou Bangkok por dois dias e duas noites.

Ela não encontrou sinais da presença de Edward na cidade.

Ela não desanimou.

Ela procurou informações no porto

e descobriu que Edward tinha viajado para Saigon a bordo de um barco de pesca.

Molly não perdeu tempo e comprou uma passagem para um navio

da empresa Les Messageries Fluviales da Cochinchina.

Quando ela chegou ao correio de Saigon, o seu coração estava acelerado.

Você quer enviar um telegrama para todos os hotéis e albergues em Saigon?

Sim.

Desculpe, senhora, mas o destinatário é um cavalheiro ocidental, correto?

Existem apenas dois hotéis na cidade em que os ocidentais ficam.

Seria muito incomum...

Para todos eles, eu disse!

Certamente.

Sai da frente!

A Casa de Timothy Sanders estava no Mekong Delta.

No começo Molly não se aproximava do rio

ou via o dono da casa.

Ela caminhava do quarto ao salão,

e mesmo após essa curta distância ela se sentia sem fôlego.

Um dia Sanders fez uma visita a ela.

Você foi muito generoso.

Nunca poderei retribuir essa generosidade.

Provavelmente devo minha vida a você.

Eu sei que nesse momento não estou em condições de seguir viagem.

Mas quero deixar claro que isso não muda em nada a ideia do que eu vim fazer aqui.

Srta. Singleton...

Estou ciente da sua proposta que não tenho intenção de aceitar.

Não foi a primeira vez que teve uma crise dessas, certo?

Você consultou um médico antes de sair de Londres?

Não lhe disseram que a situação era grave?

Sim.

Olha...

o médico foi muito claro sobre a necessidade de repouso absoluto.

Ele disse que a senhora tem sorte de estar viva.

Sua convalescença será longa

e durante esse tempo você nunca vai me ouvir falar dessa proposta.

Tem a minha palavra

Aqui você terá todas as condições para descansar.

Se lhe faltar algo, me avise, por favor.

Enquanto precisar

esta casa será sua.

E eu seu convidado. Se você não quiser me ver, não verá.

Sr. Sanders.

De qualquer maneira, estou constantemente em viagem.

Esta noite estarei na cidade, em Saigon.

Só vim ver como você estava, e se precisava de alguma coisa.

Talvez eu devesse tentar encontrar seu noivo e informá-lo sobre a situação.

Ele não deve saber.

Você é muito bonita. O Sr. Sanders gosta muito de você.

Mas eu não gosto dele.

Ah! Ele será um ótimo marido.

- Ele disse que íamos nos casar? - Não, mas é óbvio.

De outra forma ele não te trataria assim.

Qual o seu nome, garota?

Ngoc, senhorita.

Escute, Ngoc,

Estou noiva de outro homem.

Ah! Eu também gosto muito de homens.

Mas se alguém como o Sr. Sanders quisesse se casar comigo,

não pensaria duas vezes.

Ele é muito rico e gosta muito de você.

Ele me pediu para te levar para passear no jardim quando você se sentir melhor.

Em algumas semanas haverá ainda mais flores

e frutas enormes nas árvores.

Ficará lindo.

Então, quando você tiver mais força,

podemos ir ver o rio e o mercado.

Assim que eu estiver recuperada eu vou embora.

Você é muito engraçada.

É hora das "pequenas almas", srta. Molly.

Elas sempre chegam nessa hora. Venha ver.

As almas dos mortos desta casa são muito queridas.

Eu gosto muito delas.

O tempo passou.

O jardim mudou.

Uma onda de sensualidade se espalhou pelo mundo.

Molly recuperou sua energia.

Ela cantava como os pássaros.

Ela pronunciava palavras em vietnamita que ela nunca tinha aprendido.

Ela acordava molhada de sonhos dos quais ela não conseguia se lembrar.

Não sei onde Ngoc está.

Eu gostaria de ensiná-la a dançar.

Para onde todos estão indo?

Você quer que eu os faça voltar?

Isso seria absurdo, não é?

Em casa eles organizam partidas de críquete nessa época.

Homens e mulheres cantam o Quan Ho por vários dias.

Coisas de amor!

E durante o festival da colheita

todos os meninos da aldeia parecem mais atraentes.

Ngoc...

você gosta de tudo.

Mas, principalmente, de todos.

De todos não.

Vários... muitos.

Tenho muito amor para dar.

Dar só a um seria egoísmo.

Srta. Molly?

Como é seu amor?

Ele é bonito?

Para mim... claro que sim.

Tolinha.

Ele tem cabelo claro?

Escuro.

Bem...

talvez ele esteja ficando careca.

Já não o vejo há tanto tempo.

Ngoc,

por que você deixou a sua família e a sua aldeia?

Ah, srta. Molly...

Consultei a Bà Dong.

Ela me disse que eu deveria ir para o sul para encontrar uma vida boa.

Então eu o fiz.

Quem é essa?

A sacerdotisa dos três mundos.

Os espíritos falam através dela.

Eles nos aconselham sobre o que é melhor para nós.

Há muitos Bà Dong no norte.

Aqui também?

Existem alguns. Mas menos.

Ngoc,

Me leva a um?

Molly perguntou à Bà Dong se ela algum dia seria curada.

Sua resposta trouxe lágrimas aos olhos de Ngoc,

Molly morreria em breve.

Após outra previsão da Bà Dong, Ngoc ficou com raiva.

Ela acusou a Bà Dong de não ser clara.

"Agora ela está dizendo, Srta. Molly, que há um espírito ao seu lado,

"que a protege do perigo."

Molly estava pálida, mas não chorava.

Ela pediu à Bà Dong para falar sobre Edward.

A Bà Dong explicou que Molly não tinha somente um, mas dois homens.

"Um é rico e gosta muito de você.

"O outro está na China, em uma cidade grande perto do rio."

Molly começou a chorar.

“Caro Sr. Sanders, chegou a hora de eu prosseguir em minha viagem.

"É uma partida intempestiva, sem despedida.

"o que o senhor certamente não merecia.

"Eu lhe peço desculpa.

"PS: Levei Ngoc comigo."

No hotel em Xangai,

Molly recebeu O autorretrato decrépito de Edward.

Vendo a angústia de Molly, o recepcionista explicou

que o sujeito estava em muito melhor forma.

Molly perguntou sobre os passos de Edward.

"Ele subiu o rio," o recepcionista disse,

acrescentando que não adiantava nada Molly segui-lo.

"Nenhum barco irá subir o rio nos próximos quatro meses por causa das correntes."

Molly explodiu:

"Nada é impossível, meu caro senhor!"

Alguém está vindo.

É um pastor.

Boa noite.

É muito surpreendente e agradável

encontrar uma mulher ocidental nessas terras remotas.

Sou o Reverendo Carpenter.

Molly Singleton.

- Está descendo o rio? - Subindo.

Sério? Eu pensei que fosse completamente impossível nesta época do ano.

Quase impossível.

Eu vejo.

Impressionante!

“Em verdade, eu vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda,

direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível."

Mateus 17:20.

E qual é o motivo para uma viagem tão incomum?

Vou encontrar meu noivo.

E onde ele está?

Não sei.

Muito interessante.

E o senhor?

Estou indo para Chengdu.

É uma longa viagem por terra.

Talvez me falte a sua fé para chegar mais rápido.

Ou simplesmente os meios para viajar dessa maneira.

Não será perigoso?

A estrada também, não é?

Eu ia lhe perguntar se não queria vir conosco.

Encurte o seu caminho.

A senhora me parece muito decidida.

Eu tinha confiado a minha alma ao Senhor,

mas agora que a vejo eu transfiro a você essa responsabilidade.

E o que fará em Chengdu?

Falarei com o bispo.

Eu escrevi uma carta a ele para anunciar que renunciarei à minha diocese.

Eu desejo voltar para Yorkshire,

para ler o jornal, comer torrada com geleia de mirtilo...

Pode parecer um pouco fútil como projeto de vida,

mas estou convencido de que não será menos inútil do que o que eu faço aqui.

Não cabe a mim julgá-lo, mas...

acho muito doloroso ouvi-lo falar assim.

Deve ser muito triste abandonar as convicções de uma vida assim.

Que nada, minha filha.

É muito libertador.

A tripulação fez os preparativos durante a noite

para acomodar o reverendo e seu burro.

O burro, porém, nunca chegou a embarcar.

Antes do amanhecer ele quebrou as suas amarras e fugiu.

A viagem foi tranquila, mas a tripulação mostrava sinais de exaustão.

Molly parecia indiferente a isso,

Ela estava com pressa.

Ela mal dormia e tinha pesadelos.

"Ela tossia muito e ficava mais pálida a cada dia.

A monotonia das margens do rio

foi quebrada pela visão inesperada de um Buda gigante.

O reverendo Carpenter ficou em silêncio,

mas pareceu comovido com esta aparição.

Molly pensou que nem tudo estava perdido para o pastor.

Ela sorriu para ele.

Diga-me, reverendo, está certo sobre o que vai dizer ao bispo?

Não tem medo de se arrepender?

Eu sou lento, minha filha.

São três anos desde que eu comecei a pensar sobre a carta ao bispo.

Então, se eu me arrepender, não será por um tempo.

Mas a vida é cheia de surpresas,

encontros e desencontros inesperados.

É verdade.

Ele diz que vamos atracar aqui.

É noite e o próximo trecho está cheio de correntes.

Será ruim por mais de dez quilômetros.

Não podemos perder tempo, estamos no meio do nada.

Pergunte a ele se eles conseguem puxar o barco durante a noite.

- Então? Eles podem continuar? - Não, não à noite.

É o trecho mais perigoso do rio. Eles precisam entrar muitas vezes na água.

Na água...

Diga que devemos continuar. Sou eu que decido.

Reverendo, se quiser, podemos parar para deixá-lo descer.

Se você seguir em frente, eu irei com você.

Mas talvez devêssemos continuar pela manhã.

Vamos continuar agora. Diga a ele, Ngoc!

- Mas, srta. Molly... - Você quer sair, Ngoc?

Ficará tudo bem, se Deus quiser.

Há tumultos na região. É muito perigoso ficar aqui.

Temos que continuar.

Está resolvido.

Aquele trecho do rio nunca devolveu os corpos.

Os corpos dos barqueiros e do reverendo Carpenter nunca apareceram na praia.

Molly não se afogou porque Ngoc a resgatou.

De manhã, frio e tremendo, Ngoc não conseguia parar de soluçar.

Molly aguentou os soluços o quanto ela pôde.

Mas ela finalmente perdeu a paciência.

Ela agarrou Ngoc bruscamente e a empurrou para longe do banco.

Elas caminharam em silêncio através da floresta.

Elas chegaram a uma pequena Aldeia.

No centro da aldeia,

alguns homens que tinham sido condenados à morte estavam acorrentados a um poste.

Eles vestiam roupas do Ocidente

e tinham sido acusados de roubar um ocidental

a quem eles provavelmente tinham assassinado.

Molly e Ngoc foram informadas de que eles seriam executados naquele dia.

"Tanto melhor!", disse Molly.

Molly deixou a aldeia, seguida por Ngoc.

Ambas estavam exaustas,

mas Molly tinha caído em um transe só seu.

Ela nem piscava.

Ela caminhava lentamente, em silêncio.

Ela só falou uma vez.

Ela pediu a Ngoc:

"Cante, Ngoc.

"Assim eu saberei que você está caminhando ao meu lado mesmo que a neblina fique ainda mais espessa."

Ngoc começou a cantar, mas Molly não estava mais ouvindo.

Ela parou de andar

e fechou os olhos.

Quando Molly foi encontrada, ela estava congelada.

Ela estava azul.

Estava morta há várias horas.

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