All language subtitles for The.Screaming.Woman.1972.1080p.BluRay.H264.AAC-RARBG

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Original subtitles

É bom tê-la de volta, Sra. Wynant.

Pablito sentiu falta do seu exercício matinal.

Martin, é melhor dar uma olhada no forno na estufa.

Não está funcionando direito.

- A estufa, senhora? - Algumas noites frias chegarão.

Certo, Sra. Wynant, cuidarei disso.

E o Sr. Howard cuidará do Pablito assim que ele voltar.

Howard, por quê?

Anna e eu visitaremos meu irmão em Santa Maria.

Vocês vão?

Sim, Sra. Wynant, é domingo.

Domingo?

Sim.

Domingo.

Bom dia, Martin.

Algum problema?

Sua mãe se esqueceu completamente

daquele carvalho que caiu na estufa ano passado.

Bem, você não a corrigiu, não é?

Não, Sr. Howard, eu não faria isso.

Obrigado, Martin.

Obrigado.

De onde você veio?

Melhor ir para casa agora.

Vamos, saia daí!

Não, isso é para gatos.

O que dizemos aos cães?

Bem, se você entrou aí, então pode sair.

O que é isso?

Enterrou um osso aí?

Está com fome, amigo?

Está bem, venha.

Com certeza sobrou um pouco de carne do jantar de ontem.

Bem, se você está dificultando...

O quê?

Tem...

Tem alguém aí?

Socorro!

Socorro...

Oh, meu Deus!

UM GRITO DE MULHER

Socorro...

Socorro!

Martin!

Martin!

Martin!

Martin, onde você está?

Martin!

Martin, eu preciso de você!

Martin!

Martin!

Howard!

Howard!

Howard!

Howard!

Howard!

Howard, onde você está?

BASEADO NO CONTO DE

DIRIGIDO POR

Howard!

Howard, onde você está?

Mãe, mãe!

- Qual o problema com você? - Venha rápido!

- O que foi? Espere! - Há uma mulher!

- Acalme-se! - Não, não!

- Entre, mãe. - Venha comigo!

- Mãe, por favor, controle-se! - Há uma mulher enterrada lá!

- Venha, preciso da sua ajuda! - Mãe, agora acalme-se!

Sabe que não gosto quando fica nervosa!

Por favor, mãe. Por favor.

Tome isto, Laura.

É só um pouco de vinho.

Beba.

Pronto.

Agora vocês vão me ouvir?

Há uma mulher enterrada no porão do defumadouro...

e ela está viva.

Sei o que estão pensando, mas é verdade!

Mãe, o defumadouro foi demolido anos atrás.

Sim, e o porão foi preenchido com terra.

É lá que ela está enterrada!

Entendi.

Ela está enterrada, mas está viva.

Não me trate como uma tola!

Mas como sabe que ela está viva?

Porque eu a ouvi pedindo por socorro.

- Debaixo da terra? - Sim, sim!

Mãe, se ela está viva e enterrada, como pode...

Não fique aí falando, ela vai sufocar!

Certo, vamos dar uma olhada.

Espere! Você sabe que o George veio passar seu domingo aqui

especialmente para discutir a oferta

- da Harrison & Co? - George, acha que estou demente?

Claro que não, Laura.

- Você vai me ajudar? - Certamente.

Então, venha.

Não seria tão eficaz se você mesmo encenasse.

- Eficaz? - O velho e quadrado George

pode estar ao nosso lado depois dessa exibição.

Ele é amigo da mamãe, Caroline.

E ele também é o John Honesto.

Ele teria que testemunhar o que viu e ouviu.

Chamaria o advogado da mamãe para testemunhar contra ela?

Seria jogo baixo com ele... com os dois!

Não pode ser evitado.

Dusty.

Dusty, vem aqui!

Dusty, vem aqui, venha.

Vem. Venha aqui.

O cachorrinho estava cavando bem...

Sim, mãe, onde?

Tenho certeza que foi aqui.

E ali.

Eu trouxe ajuda.

Você pode ouvir...?

Onde está você?

- Onde está? - Vamos para casa.

- Saia de perto. - Mãe, por favor!

Acha que não sei? Mal pode esperar eu ser declarada incapaz.

- Não quero fazer isso. - Talvez agora ache

que conseguiu ter o caminho livre.

Eu resistirei, Howard.

Não demolirei minha casa para mil barracos

- profanarem as terras. - Mas não precisará

- se apenas ouvir a razão! - Laura, só porque você pensa

- que ouviu algo, não... - Eu ouvi!

- E o cachorrinho cavava bem ali. - Ah, Laura.

Eu trouxe ajuda, ouça!

Eu trouxe ajuda!

Onde você está?

Por favor!

Onde você está?

- Onde você está? - Agora venha, vamos para casa.

Mãe, vamos tirar uma soneca.

- Não! - Lá vamos nós...

Está tudo bem.

- Por favor! - Precisa se acalmar, mãe.

É o seu primeiro dia fora.

- Onde você está? - Deve ir se deitar.

O médico disse que você não deve se agitar.

- Onde você está?

- Acalme-se, mãe. Venha. - Onde você está?

Não há nada ali.

Laura, não é verdade o que você está pensando.

Aqui, sente-se.

Não há nada de errado com você.

Mãe, por que não se deita? Descanse um pouco.

Pegue.

Uma pessoa sã não ouve vozes e vê coisas que não existem!

Porém, um insano não se questiona.

Bem, ele vê e ouve o que quer que seja.

Exatamente, e eu não, George.

Então, ou estou louca, ou realmente há uma mulher enterrada lá fora.

Laura, o que houve com você pode acontecer

com qualquer pessoa após uma grave crise emocional.

Agora, levante os pés.

Pronto.

Você acabou de passar...

pelo período mais difícil da sua vida.

Talvez eu ainda não tenha passado.

Talvez eu voltei para casa cedo demais.

Porque eu ouvi.

Eu vi aquele cachorro!

E só posso sentar aqui e conversar com você

enquanto aquela mulher está sufocando!

Por favor, aqui.

Bem, quando estamos fracos e vulneráveis,

nossa imaginação pode...

criar coisas muito estranhas.

Coisas que parecem muito reais, certamente.

Querido George...

Nem você acredita no que está dizendo.

Você está apenas exausta.

Uma pequena soneca,

e você verá as coisas de modo bem diferente.

Eu gostaria que isso fosse verdade.

Mas não é, George, não é...

Agora, apenas relaxe.

- Não é. - Pronto.

Maldito cachorro!

Cale a boca!

Cale a boca! Não vai calar a boca?

Não, você não pode sair, então cale a boca!

Dusty, aqui.

Aqui, sente o cheiro?

Aqui está a mamãe.

Vamos! Venha.

Vamos, aqui está a mamãe.

Isso mesmo.

- Alô? - Carl, eu esperei a noite toda

pela sua ligação.

Olha, achei que tínhamos combinado de você nunca ligar pra cá.

Você ficou de me ligar ontem à noite.

Você contou pra ela?

Sim, eu contei.

E? O que aconteceu?

Como ela reagiu, Carl?

É uma pergunta estúpida, não é?

Qual é o seu problema?

Querida, olha, eu...

Evie, não estou com vontade de falar agora.

Ela está aí agora?

Não... ela se foi.

Ela... quer dizer que ela se mudou?

Sim, ela vai mandar buscar as coisas dela.

Isso é maravilhoso!

Pobrezinho, deve ter sido difícil pra você.

Você precisa de um carinho. Estou indo aí, tá bom?

Não! Olhe, querida, tem os vizinhos.

Evie, por favor...

Foi muito difícil aqui ontem à noite,

e houve muito barulho.

Então, acho melhor nos acalmarmos um pouco, sim?

Bem, se a montanha não vai até Maomé,

por que você não vem aqui?

Querida, eu não posso!

Meu carro está na oficina. Tenho que pegá-lo hoje.

Olha, eu vou te ligar logo, eu prometo.

Tá bom. Carl, escuta...

Pelo menos você está livre agora?

Digo, realmente livre?

Sim, Evie.

É assim que eu estou.

Livre.

Ela está dormindo.

Voltarei para a cidade. Me ligue, se precisar.

George, eu gostaria de terminar nossa conversa,

se você tiver um momento.

Howard...

seria especulação.

É uma excelente oferta, mas até que sua mãe decida...

Senhor, a mamãe não é mais capaz de tomar essas decisões.

Isso é opinião, não um fato jurídico.

É um fato legal, senhor. Nos últimos 5 meses

- ela esteve num sanatório. - Mesmo assim.

Esta ainda é sua propriedade, e ela faz o que bem entender.

Agora que ela está ficando bem novamente...

George...

Uma coisa é tentar enganá-la, mas não a mim.

- Não sou médico... - Não, mas se preciso,

chamaremos um médico para testemunhar

- que ela não é mais capaz! - Nós, Howard?

Sua mãe é minha cliente.

Devo proteger os interesses dela.

Sim, mas não é interesse dela vender as terras?

Precisa ser realmente do interesse dela.

Estou entendendo.

Sim...

Bem, talvez...

seja melhor eu ter um advogado que proteja meu interesse.

É seu direito, mas você não tem amparo legal

enquanto sua mãe estiver viva.

Eu tenho se ela for declarada mentalmente incapaz!

Você tem noção do que isso implicaria?

Sim, senhor, eu tenho.

E você a exporia a esse tipo de humilhação pública?

Não quero ter que fazer isso.

A menos que consiga convencê-la a mudar de ideia.

O que acha que estou tentando fazer?

Não vê que não temos dinheiro para manter isso aqui?

- Eu sei. - Então me ajude.

$2 milhões, George, e podemos manter a casa e 3 acres de terra!

É lógico ou sensato ela querer recusar a oferta?

Howard, se você quiser,

você pode dizer ao Harrison que está analisando a oferta dele.

Porém, tente.

Tente conversar novamente com sua mãe daqui a alguns dias.

Senhor, e se ela continuar inflexível?

É isso.

A menos que você force uma audiência de avaliação mental.

Minha nossa...

Eu não sei...

Devo admitir que após o que houve hoje,

pensar em ver a mamãe despojada de toda sua dignidade,

na frente de um tribunal cheio de repórteres...

Eu odiaria fazer isso.

O velho Howard de sempre.

Achei que finalmente você estava se tornando homem.

Que ideia ridícula a minha.

Socorro...

Me ajude...

Socorro!

Telefonista?

Isso é uma emergência.

Transfira-me para a polícia.

Sim, senhora.

Perdão, não entendi.

Enterrada?

Em sua propriedade?

Seu nome e endereço, por favor.

Sim.

Sim, Sra. Wynant.

É claro.

Agora mesmo.

Do que está rindo?

Você é quem irá para lá.

Pensei que eles a internaram.

Obviamente, ela voltou.

Obviamente, mas com o que ela sonhou desta vez?

Uma mulher enterrada viva em sua propriedade.

- Viva, é? - E gritando para ser desenterrada.

- Bem, quem não gostaria? - Agora vá.

Por favor, sargento.

Não há ninguém naquele lugar que saiba usar uma pá?

Acho que eles são todos Duvidosos Thomas, como você.

Sabe quantas vezes já estive lá procurando

vagabundos inexistentes que seguiam aquela senhora?

Harry, vá.

Qual é, Sargento...

Por que não liga para ela e fala com o filho dela ou alguém?

Você me ouviu dizer que iríamos já.

E onde diz no manual do xerife

que devemos gastar nosso tempo agradando velhas malucas?

Harry, ande logo.

Sim, senhor. "Faça seu trabalho, Harry."

E tire esse sorriso da cara quando chegar lá.

Ela pode ter endoidado, mas mostre um pouco de respeito.

Sim, por todos os impostos que ela paga.

Não, por todos os anos dela,

e se você tiver sorte, também poderá chegar lá um dia.

Obrigado, sargento.

Poupe-me do sermão sobre abstinência.

Me lembrei como você não suportava o gosto disso

- quando nos casamos. - É um progresso.

Agora não suporto mais nada sem isso.

A você, querido Howard, por tornar tudo isso possível,

e à sua extraordinária força de caráter.

Ouça, Caroline, sempre falei que queria evitar

uma audiência com ela e ainda quero!

Claro, evite tudo que seja desagradável.

Tudo que exija uma decisão

e fuja da responsabilidade como se fosse uma praga.

Bem, se essa é a imagem que tem de mim,

você pode se sentir satisfeita por tê-la moldado.

Não, essa massa endureceu muito antes de eu te conhecer.

Isso não a torna muito burra por se casar comigo?

É mesmo.

Por que trabalhar tanto para adquirir um gosto por isso?

Há uma solução mais simples pros seus problemas, Caroline.

Depois que você herdar alguma propriedade.

Bem, bem, aí está.

Um ponto pra você pela franqueza.

É a realidade, Howard.

Estive me olhando friamente no espelho.

Mal estou com 30, e já no caminho da decadência.

Preciso ter o meu dinheiro.

Bom saber que nosso relacionamento não será complicado pela emoção.

Com certeza, pois já morreu lentamente anos atrás.

Droga.

- Sim, oficial? - Posso falar com você um minuto?

Claro, entre.

Sua mãe ligou para a delegacia, Sr. Wynant.

Sinto muito por isso.

Tudo bem, faz parte do trabalho.

Mãe, devia ter me dito sobre a polícia.

- Você trouxe a pá? - Não, Sra. Wynant.

- Temos uma aqui. - Sim, senhora.

Mãe, você já teve muita emoção.

- Acho que deveria... - No nordeste da propriedade,

você encontrará um antigo defumadouro desativado,

cujo porão foi aterrado.

É lá que ela está.

- Sim, senhora. - E depressa.

- Sim, senhora. - Depressa.

Minha nossa...

É aqui.

Pode ver que não há evidência física

que comprove a história da mamãe.

- Bem, há algumas pegadas. - Elas são minhas.

E do nosso advogado e dela, mas não havia nenhuma antes.

- Sem sinal de escavação? - Não.

- O terreno não foi cavado? - Não.

Nós procuramos, mas não achamos nada.

- E o cachorro? - Nenhum sinal dele também.

Alguns moradores das casas atrás daquelas árvores

têm cães, e um deles pode ter perseguido um esquilo

ou estava tentando pegar uma marmota,

e os latidos e os gemidos foram um gatilho para a mãe.

- O que era aqui? - Era um defumadouro,

há muitos e muitos anos.

Não sei, parece incrível, mas algum cheiro das carnes

que eram curadas aqui ainda pode estar no solo?

Não, eu duvido.

Onde essa mulher deveria estar enterrada?

A mãe disse em algum lugar nesta área aqui.

Este lugar não é mexido há anos.

- Levaríamos o dia todo para cavar. - Sim.

Sr. Wynant, a sua mãe estava falando com o chão?

Sim.

Suponho que saiba que minha mãe ficou...

- longe por um tempo. - Sim, senhor.

O médico disse que ela podia voltar para casa.

Eu também achei que sim,

e ela chegou há menos de uma semana.

Esse é o primeiro dia dela fora de casa.

Tenho certeza que foi muito real para ela.

Talvez se você disser a ela

que tirou um pouco de terra e não conseguiu achar nada,

- isso ajudaria. - Sim.

Acho que seria a melhor coisa a fazer.

Bem, só para garantir que não mentirei.

Obrigado, agradeço sua ajuda.

Então, você a encontrou?

- Não, senhora. - Você cavou onde eu disse?

Sim, senhora, e pode parar de se preocupar.

O que quer que ouviu, não foi ninguém enterrado.

O que ouvi foi uma mulher pedindo socorro.

Sim, senhora.

Eu poderia pedir uma equipe com picaretas e pás,

mas como é domingo e estamos com falta de pessoal,

eles provavelmente não chegariam aqui até amanhã.

Sim, e se ela já não estiver morta,

certamente estará até lá.

Obrigada pelo esforço, policial.

Obrigado, policial.

- Vocês deram boas risadas? - Sabe que não é verdade, mãe.

Eu sempre soube quando mentia, Howard,

desde que você era pequeno.

Onde estão Martin e Anna?

É dia de folga deles, eles foram para Santa Maria.

Santa Maria?

Sim, para visitar seu irmão, ele lhe disse isso.

Mãe...

O policial disse a verdade.

E isso é outra mentira.

Vocês foram rápidos demais para fazer qualquer escavação.

Precisa de mais alguma coisa?

Se ainda não tem o bastante, o depoimento do policial garante.

Feche a boca, Caroline. Suas presas estão aparecendo.

Olá?

Você consegue me ouvir?

Onde está você?

Você consegue me ouvir?

- Consegue me ouvir? - Socorro...

Sim, eu vou socorrer você!

Eu vou te tirar daí!

Eu vou te tirar daí!

Você consegue me ouvir?

Eu não posso fazer isso.

Vou buscar ajuda.

Vou encontrar alguém para ajudar.

- Olá. - Oi.

- Você mora nesta rua? - Eu, sim.

- Todos vocês? - Ela não. Ela é minha prima.

Os pais dela estão visitando minha casa.

- A casa da sua mãe? - Sim.

- E você? - Sim, eu moro logo ali.

- Qual é o seu nome? - David.

- Sua mãe também está em casa? - Sim.

Ela está tirando uma soneca, ela e o papai.

Entendi.

Vocês sabem se alguma das mulheres desta rua

está desaparecida, ou algo assim?

Não, eu não. Por quê?

Bem, eu só queria saber.

David, você é forte?

- Claro. - Acha que poderia me ajudar

- a cavar um pouco? - Pra quê?

Eu perdi uma joia, um brinco,

mas eu sei exatamente onde está.

Bem, não sei se eu posso.

Eu agradeceria muito, David.

Como vê, meus dedos já não são fortes como antes.

É artrite.

As mãos dos adultos ficam assim às vezes.

- Eu pagaria pela sua ajuda, David. - Quanto?

Um dólar?

Um dólar! Tá bom!

- Eu também sou uma menina forte. - Eu também!

Obrigada, mas esse é um trabalho para um só homem.

- Vou pegar a pá do meu pai. - Não, não, eu tenho uma pá, David.

- Venha, vou mostrar onde está. - Tá bom!

Estou cansada desse jogo idiota.

Vamos entrar em casa e assistir TV.

- Lá? - Sim, não é longe.

- Eu não sei. - Qual é o problema?

Bem, você não é a senhora que mora lá, é?

- Por quê? - Meus pais dizem que ela é meio...

- O quê, David? - Bem, eles dizem que ela é...

Nada.

Bem, eu não moro lá, David. Estou apenas visitando.

Você conhece ela? A Sra. Wy...

- Sra. Wynant. - Sim.

Ela é, como dizem...

- Você quer dizer, doente? - Acho que sim.

Doida, eles dizem.

Ela não estava bem, mas acho que ela está bem agora.

Ela não vai ficar brava por irmos na propriedade dela?

Ouvi dizer que ela é muito má.

A minha mãe disse que ela odeia todo mundo.

Não, David. Ela não vai se importar.

- Tenho certeza disso. - Bem... Tá bom.

É aqui onde tenho tentado cavar,

mas um garoto forte como você pode fazer facilmente.

- Bem aqui? - Bem aí!

Muito bom, David.

Você certamente é forte.

Como o brinco entrou tão fundo?

Bem, haviam cavado aqui outro dia, e depois que eu vim aqui,

colocaram terra de novo.

Com certeza ficou mais difícil depois disso.

Eu recebo o dólar mesmo não encontrando?

É claro, é claro.

- Socorro... - Ei!

Você ouviu!

Claro que eu ouvi.

Como você fez isso?

Você tem uma dessas coisas de "ventíquolo" na boca?

Ventríloquo, David.

Sim, deixa eu ver!

Socorro!

Ei, você não fez isso.

Sua boca estava fechada!

Veio lá debaixo!

David, há uma mulher enterrada lá embaixo.

- O quê? - Temos que tirá-la.

Por isso preciso da sua ajuda.

David, volte!

David, o seu dólar!

David!

- Sim? - Eu preciso de ajuda.

- O quê? - Você poderia me ajudar?

- Ajudá-la como, senhora? - Bem, sei que parece estranho,

mas preciso de alguém para cavar só por alguns minutos.

Minhas mãos não são fortes o suficiente.

Não faço a menor ideia do que está falando.

Não fica longe. É do outro lado daquela ravina.

É uma propriedade privada.

Sim, eu sei. É minha, eu moro lá.

Mas, como vê, preciso de ajuda.

- Você é a Sra. Wynant? - Sim.

Phil? Phil, quem é?

- A Sra. Wynant. - Quem?

Sra. Wynant?

Se puder fazer a gentileza de me dar uma mão.

Por que você quer cavar?

Olha, eu estou assistindo futebol.

Não pode pedir ao seu jardineiro, seu filho ou outra pessoa?

Mas, escute...

Há uma mulher...

enterrada lá.

Acho melhor ligar para o xerife sobre isso.

Parece um assunto para eles.

Não quero me envolver nisso, poderia até destruir provas.

Mas você não entende. Ela está viva, e cada minuto conta!

Pode usar nosso telefone se quiser ligar para o xerife.

Não.

Deixe para lá.

Todo esse dinheiro.

Bem, ela com certeza pode se virar.

Talvez eu devesse ligar para o filho dela.

Não.

Eles devem ter um desses números não listados.

Geralmente, eles têm.

Além disso, ela parecia inofensiva para mim.

- Sim, o que é? - Perdoe-me por incomodá-lo,

mas a dona da casa está?

- Por quê? - Eu só quero...

ter certeza que ela está bem.

- O quê? - É ela!

É mesmo?

O que há com a senhora? O que está tentando fazer?

Lamento por ter assustado o David, mas...

Assustado? Você o deixou apavorado!

Provavelmente terá pesadelos por semanas.

Que tipo de maluca você é?

Por favor, é muito importante.

Há alguém em apuros.

Você se diverte assustando crianças?

Acredite, eu não pretendia assustá-lo.

Gente como você devia ser presa.

- Você precisa me ouvir. - Não, você escute.

Se não parar de incomodar, chamarei a polícia e apresentarei queixa.

Ei, vamos entrar!

Ted está ansioso para ir, ele vai acabar com você hoje.

- Helen, estou aqui! - Ela não está, Bernice.

Como assim? Combinamos de almoçar e jogar bridge no Wilma's.

Onde está sua bolsa de golfe?

Bem, ontem à noite, Helen e eu tivemos uma...

Puxa vida, não me diga que vocês tiveram outra briga.

Sim, e também foi bem barulhento.

Acho que alto o bastante para entreter toda a vizinhança.

E ela foi para a casa da mãe de novo.

Bem, ela disse que ia mandar buscar as coisas dela.

Tão feio assim?

Sim, feio assim.

Eu vou pedir desculpas ao Ted.

Eu sei que deveria ter avisado antes.

Não acho que seu amigo queira jogar golfe hoje.

Olha, sinto muito, Ted.

Eu só seria uma chatice para vocês...

Helen foi para a mãe dela, ou algum lugar.

Por que não joga golfe?

Tire sua mente dos problemas. A Helen pode ser a bola de golfe.

Olha, Ted, eu sinto muito.

Sei que deveria ter ligado.

No domingo, darei a você duas tacadas a mais.

Está bem.

Não terá dificuldade em conseguir outros, não é?

Sem problemas.

Perdão.

- Como vai você? - Como vai?

Você sabe se alguma mulher desta rua está desaparecida?

- Perdão? - Sei que a pergunta é estranha...

Bem, Sra. Wynant!

A que devemos a honra da visita da grande dama de Wynant Hill?

- Ken... - Eu conheço você?

Certamente não, Sra. Wynant,

mas pode apostar que eu nunca a esqueceria.

Receio não compreender.

Eu sou o cara que construiu essas casas

que chamaram a atenção para estas terras,

e então você e seus amigos chiques tentaram me queimar.

- Ken, por favor. - Todos os seus advogados

tentando todos os truques para rezonear esta propriedade...

e assim vocês manterem gente ralé, como nós,

fora do seu bairro.

Você quase conseguiu.

Você quase me quebrou.

Agora, o que eu posso fazer por você?

Eu preciso da sua ajuda.

Agora você precisa?

Por favor, é muito importante. Há uma mulher...

Não. Seja o que for, não.

Mas deixe eu dizer algo, Sra. Wynant.

Você fez valer o meu dia!

Fez valer a minha semana!

Adeus, Sra. Wynant.

Senhor, poderia me ajudar?

Não sei mais o que fazer.

Senhor, pode me ajudar, por favor?

Não sei mais o que fazer.

Sinto muito. Qual é o problema?

Ninguém acredita em mim,

mas tenho certeza que não é minha imaginação.

Há uma mulher enterrada logo depois daquelas árvores.

- Enterrada? - Sim. Sim!

Me desculpe, eu não entendo.

Não acreditam em você? Para quem contou?

Ao meu filho, ao xerife, todo mundo.

- O xerife? - Todos, mas eles acham...

Eles acham que estou fora do juízo.

Entendo.

Não sou forte o bastante para cavar, e eles não ajudam,

mas ela está lá, eu sei que está.

Bem, como você descobriu...

Digo, como você sabe que ela está lá?

Porque eu a ouvi.

- Você a ouviu? - Sim, pedindo socorro.

Então, ela ainda está viva?

Bem, eu diria...

Como ela pode ainda estar viva?

Digo, como alguém poderia respirar debaixo da terra?

Eu não sei, mas sua voz estava muito fraca,

como se ela tivesse poucas forças,

ou estivesse lentamente sufocando.

Quando você a ouviu?

Digo, faz quanto tempo?

A última vez, talvez uma meia hora?

Ela pode estar morta agora.

Sim.

Ainda assim, é uma história bem difícil de acreditar.

Mas estou dizendo a verdade.

Um garotinho a ouviu também.

- Um garotinho? - Sim, mas isso o assustou.

Ele fugiu.

Por favor, você precisa me ajudar.

Sim...

Sim, eu vou ajudá-la, mas antes sente-se um pouco.

- Não há tempo. - Só um minuto.

- Cada segundo conta. - Bem, eu sei,

mas você parece tão exausta.

Você também não acredita em mim.

Eu acredito, e vou ajudá-la, mas primeiro sente-se

e me conte os detalhes, rapidamente,

para que eu possa ajudá-la.

- Nada ainda? - Nem sinal dela.

Você olhou em toda a casa?

Cada centímetro, duas vezes.

Certeza que ela não está na propriedade?

- Sim, sim. - Vamos ver com os vizinhos. Entre.

Certo.

- Agora, sente-se melhor? - Certeza que sabe onde achá-la?

Absoluta. Vou cavar onde você estava cavando.

- Talvez seja melhor eu ir junto. - Não, não será necessário.

Assim que eu a encontrar, volto aqui.

Esse é o cachorrinho!

Dusty? O que tem ela?

Ela estava cavando no local onde a mulher está.

Dusty tem um ótimo faro.

Sr. Nesbitt, onde está sua esposa?

Minha esposa? Está visitando a mãe dela.

- O que vai fazer? - Vou pra casa, Sr. Nesbitt.

- Ainda não melhorou. - Deixe-me passar, Sr. Nesbitt.

Não!

Sinto muito.

Nunca pretendeu ir lá cavar, não é?

Sr. Nesbitt, a sua esposa ainda pode estar viva.

É improvável.

Eu não quero achar uma câmara de gás para mim.

E o que pretende fazer comigo, Sr. Nesbitt?

Não tenho certeza.

Lamento, não queria que você...

tivesse me deixado nessa sinuca de bico.

Eu não quis machucar ninguém!

Tivemos uma discussão, houve um acidente!

Certo. Não importa mais, não é?

Importa, sim.

Se foi um acidente, não premeditado,

com circunstâncias atenuantes, você não é um assassino.

Não, um casal briga e o homem mata a esposa,

e ainda a enterra.

Não.

Sem chance.

Mas você...

Uma mulher com seu histórico,

se ela aparentemente cometer um suicídio,

ou sofrer um acidente,

ninguém ficaria surpreso.

Devo gritar, Sr. Nesbitt,

ou você abrirá a porta?

- Entre. - Olá, eu sou... Mãe!

Sabe o que fez todo mundo nesta rua passar?

É ele! É a esposa dele que está enterrada lá.

- Sinto muito, senhor. - Tudo bem, Sr. Wynant.

Fico feliz que você veio.

Deixei sua mãe entrar porque ela agia de forma estranha.

Ela falou sobre uma mulher enterrada na mata.

- Eu ia te ligar. - Lamento, senhor, eu entendo.

Howard, ele está mentindo.

Foi ele quem a enterrou.

- O cachorro era dele! - Pode dizer seu nome, senhor?

Claro, é Nesbitt, Carl Nesbitt.

- Existe uma Sra. Nesbitt? - Sim, existe.

Ela passa todos os domingos na casa da mãe dela.

Eu ia ligar para ela, se quiser falar com ela.

- Não acho ser necessário. - Howard, qual o seu problema?

Ele é um assassino! Ele ia me matar também!

Ele está mentindo! Vocês não enxergam?

Você ainda pode salvá-la, por favor! Não...

Ela realmente não faz muito sentido, não é?

Ela não deveria...

- estar sob cuidados médicos? - Ela estava.

É, acho que a levarão de volta agora.

Deve ser terrível para a família dela, não?

- Desculpe por isso, Sr. Nesbitt. - Certo.

Não, doutor! Por favor, doutor, não!

- Você precisa segurá-la. - Não, doutor, por favor!

Você não pode! Não há mais ninguém para ajudá-la!

Por que faz isso comigo? Você sabe que não sou louca!

Claro que você não é louca, mas você chegou a tal estado

que não me deixa alternativa.

Após você descansar e se acalmar, conversamos.

Mas isso matará ela!

Se ela ainda não morreu, não demorará até estar, não vê?

Laura, por favor. Não resista.

Você precisa descansar um pouco.

Aquela pobre mulher...

Se apenas alguém...

Alg...

Ela vai dormir agora.

Vou descer em um minuto.

Tudo bem, senhor.

Eu ficaria de olho nela.

Por quanto tempo ela dormirá, senhor?

Bem, ela está totalmente exausta, e apliquei uma droga poderosa.

Normalmente, eu diria que ela deve dormir até de manhã.

Normalmente?

Sua mãe tem uma grande força de vontade,

e ela está extremamente agitada.

É improvável, mas se ela lutar contra essa sedação,

é possível que dentro de cinco ou seis horas

ela consiga acordar.

E o que fazemos, então?

Isso dependerá do estado de espírito dela.

Se necessário, fico à disposição. Pode me contatar a qualquer hora.

E eu virei para vê-la pela manhã.

- Doutor? - Sim?

Desculpe, senhor, teria um momento?

- Certamente. - Acha que podemos conversar...

Senhor, o que...

O que isso significa?

Digo, você pensou que ela estava pronta

para retornar, e eu também, mas...

parece que ela teve algum tipo de regressão.

Bem, você não pode esperar que eu faça um diagnóstico

baseado em um incidente de histeria.

Mas já dura o dia todo.

Não começou com histeria, mas aberrações.

Ela insiste que viu e ouviu coisas que estavam em sua cabeça.

Acha que ela pode estar se lembrando

daquela mulher na Flórida,

que foi enterrada viva pelos sequestradores?

A ideia de uma mulher enterrada viva,

pode ser uma espécie de transferência.

Diga-me...

Aconteceu alguma coisa?

Algo que ela poderia se sentir ameaçada?

Bem, talvez o fato de ela saber que tivemos

ofertas para vender a maior parte das terras,

e talvez o fato de ela saber que não temos muita escolha.

Não sei, senhor. Tentei falar com ela sobre,

mas ela tem sido muito insensata neste assunto.

- Irracional, você quer dizer. - Sem dúvida, o colapso dela

foi desencadeado pela morte do seu pai.

Mas antes disso,

antes de partir, e quando voltou, ela esquece as coisas:

Que dia é hoje, o que aconteceu há alguns anos,

o que aconteceu há alguns momentos.

O que seria isso, senão desequilíbrio?

Isso é fisiológico.

Não é uma condição geriátrica incomum

causada pelo endurecimento das artérias.

Mas, senhor, ela não é tão velha.

Meu caro, às vezes pode acontecer com qualquer um na casa dos 40.

É uma série de pequenos derrames

que apenas temporariamente, interrompe o suprimento de sangue

em uma pequena porção do cérebro, mas pode ser tratado.

Definitivamente, muitas vezes não é uma condição psiquiátrica.

E o que aconteceu hoje?

Bem, como eu disse, chega de diagnóstico prematuro.

- Doutor? - Sim.

Se o senhor fosse chamado para uma audiência de avaliação mental,

em face do que aconteceu hoje,

qual seria a sua opinião profissional?

Vocês planejam fazer uma?

Bem...

Nós estamos considerando.

Entendo.

Então, doutor?

Minha opinião profissional?

Eu ainda não tenho uma.

O que está fazendo com essa pá? Vai enterrar um corpo?

O quê? Phoebe?

Sim. Maomé veio para a montanha.

Vamos comemorar.

- Olá. - Oi.

Isso não recompensador por dirigir até aqui.

- Algum problema? - Não, não, é que...

Deixe eu apagar as luzes.

Por causa dos vizinhos.

- Vamos, entre. - Eu estava para fazer um drinque,

mas pensei que seria muito melhor se você fizesse pra mim.

- Está feliz por eu ter vindo, né? - Sim, claro.

Venha.

Caroline, aonde você vai?

- Sair. - Onde?

- Ver os vivos. - Verá alguém em particular?

Qualquer um em particular.

O mesmo com quem você estava até as 4h30 desta manhã?

Você tem me vigiado.

Isso faz uma garota se sentir amada.

- Não, Caroline. - Desculpe?

Você não vai a lugar algum.

Howard, não seja tão idiota.

Se eu me separar de você agora, não receberá nenhuma propriedade.

- Você se separar de mim? - É, estou cansado de ser

- o corno de Wynant Hill! - Bem, mas que interessante,

você parado nas patas traseiras, rugindo como um marido indignado.

Interessante, mas está muito atrasado.

Estou falando sério, Caroline.

Ótimo.

Pois tenho um comunicado para você, querido Howard.

Liguei para um advogado esta tarde e ele me deu uma informação.

Uma nora pode forçar audiências de avaliação mental neste Estado,

sem a colaboração do marido.

E graças à maravilhosa performance de sua mãe hoje,

diante de um grande e variado público,

tenho praticamente certeza do resultado.

Então, pode seguir com o divórcio de qualquer forma.

Querida, sinto muito, mas acho que não vou ser

uma boa companhia para você esta noite, é isso.

Você está tenso por estarmos aqui, não é?

Sim. Acho que é isso.

Menino bobo. Essa é a sua casa agora.

Ela está fora da sua vida pra sempre.

Venha se sentar nessa cadeira.

Deixe meus dedos treinados

relaxarem essa tensão no seu pescoço.

Não, querida, olhe. Não estou com disposição pra isso.

Acho melhor me deixar sozinho por um tempo, sim?

Você está me provocando, é?

Querido...

Querida, pare com isso.

Tudo bem, eu aceito a provocação.

Agora, você faz outra bebida, tudo bem, meu menino?

Enquanto eu ponho algo mais confortável, tá bom?

- Não! Eu disse para parar ou... - Ou o quê?

Ou o quê, Carl?

- Desculpe, querida. - Você machucou meu braço.

Sinto muito.

Pensou que eu ia pegar algo dela, é?

Acha que eu sou desse tipo?

Eu disse que sinto muito.

Por favor, tente entender.

É que há outras coisas na minha mente.

Entendi. Na verdade, não te causo repulsa, eu só te entedio!

Não, querida. É o que você disse, é essa casa, sabe?

Acho que terei que pensar em morar em outro lugar,

sabe, começar de novo.

Sim, Carl, temos que pensar em muitas coisas novas.

Um monte de coisas novas.

Talvez seja melhor pararmos antes de começar.

Não preciso arranjar mais incomodação pra mim.

Espera...

Por favor.

Querida, eu te ligo. Em breve, tá bom?

Sim, se você quiser.

Por Deus!

Você salvou a vida dela, Sra. Wynant.

Ela salvou a minha.

Posso levá-la para casa, senhora?

Sim.

Sim, obrigada, sargento.

Tem sido um longo dia.

O que aconteceu? Ouvi algo no rádio.

Caroline,

o seu caso acabou de ser arquivado.

Tradução e legendas: willy_br

Contato: willybr.legender@gmail.com

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