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MARIA, NEM VADIA NEM PUTA
Não mexe comigo, porra!
NÃO NOS CALAREMOS
Tirei esta foto no dia em que decidi cortar os punhos.
Eu não aguentava mais.
#PREFERIAESTARENTERRADA
#DEIXANDOAPÁGINAABERTA
Era melhor acabar com tudo.
#ESSADORNÃOACABANUNCA
Emergência, como posso ajudar?
Oi, uma menina foi atropelada.
Ela está imóvel, deitada...
Como se chama?
Alma.
Certo, Alma.
Vamos para o hospital. Já vamos chegar lá.
Calma, você vai ficar bem.
Vamos.
Um, dois, três.
Natacha, é hora do jantar. Pode me ajudar, por favor?
Milhões de mulheres pelo mundo atendem ao chamado de várias organizações
e tomam as ruas para celebrar este dia 8 de março.
Seus cartazes, cachecóis e camisetas roxas...
Não sei pra que serve tudo isso.
Sério mesmo.
...discutiram a violência masculina, várias formas de opressão...
O que foi?
Acho que vendi pra uma policial.
O quê?
Ela armou uma armadilha pra mim.
E tem um carro estranho lá fora,
com certeza é alguém à paisana, vão prender todos nós, David.
Greta, calma. Onde está o carro?
Na rua.
Não é a polícia.
Os vizinhos trocaram de carro.
- Está tudo bem. - Quero morrer, juro.
Está tudo bem, Greta. Preciso que respire fundo
e me conte o que aconteceu, do início.
Não minta pra mim. É importante.
Oi, Alma.
Como está se sentindo?
Bem...
Os exames estão bons, você teve muita sorte.
Não tem fraturas nem hemorragia interna,
mas ficará em observação pelo menos até amanhã.
- Tudo bem? - Sim.
Meus pais estão aqui?
Sim, falei com seu pai.
Não se preocupe.
Vou deixá-lo entrar.
Vamos ver.
Ótimo.
Vou tirar o colar. Não precisa mais dele.
Aqui está seu pai, querida.
Tem que ser rápido.
Pai.
- Oi. - Oi.
Como você está?
Bem.
Quase... Não quebrei nada.
Ter uma cabeça dura pode ser útil.
Como foi atropelada?
Estava correndo e não olhei.
Queria ir ao protesto com a mamãe.
- Ela sabe que estou bem? - Claro.
Está em casa com Pablito. Ela mandou um beijo.
Ei,
não posso ir?
- Estou bem. - Sim.
De cavalinho, como quando ficou doente.
Lembra?
Descanse.
Venho buscar você amanhã cedo.
ALBERTO: ESTÁ ACORDADA?
ALBERTO: NÃO CONSIGO DORMIR. FOI POR POUCO.
- Posso beber água? - Agora não.
A médica já vem,
e ela decidirá se você pode comer ou beber.
- Descanse, tudo bem? - Certo.
Berta?
É você?
É a Alma.
Por que está aqui?
Fui atropelada.
E você?
Bom...
tentei me matar.
Provavelmente vamos jantar e voltaremos tarde.
- Sem festas. - Não se preocupe.
- Tenho um trabalho pra terminar. - Bom...
Está com fome, garoto?
Cuide deles, tá?
Separei 112 comprimidos.
Que contradição, né?
Igual o número da emergência.
É incrível você estar bem.
Não tomei todos.
Minha mãe chegou em casa antes do previsto.
Eu acho que...
ela sentiu que eu ia tentar de novo.
Já tinha tentado antes?
Duas vezes.
Porra, Berta.
Mas...
por quê?
Não aguento mais.
Não tenho forças
pra aguentar mais uma crise.
Não consigo.
Não aguento as crises de pânico,
os tremores,
a diarreia, o vômito...
Não me olhe como se eu estivesse doente.
Não estou.
Começou quando ele começou a me estuprar.
Quem?
Você o conhece.
Com certeza ele ainda te dá aulas de história.
O quê?
Tudo começou no divórcio dos meus pais.
Foi uma época terrível.
Eu estava um caco.
Merda!
Eu te odeio!
Filho da puta!
Ele foi o único...
que percebeu.
Ele foi gentil comigo e...
- Olá. - Oi.
Ele disse que tinha passado pelo mesmo,
que sabia como eu me sentia.
Então,
me agarrei a ele como a uma boia salva-vidas.
Eu o procurava no pátio.
Olá.
Me sentia bem com ele.
Por que está sozinha?
Ele me dizia que eu era especial.
Comecei a pensar que ele gostava de mim também.
Contei meus segredos...
minhas intimidades...
e mandei fotos pra ele.
Uma tarde,
ele me levou à sala dele...
e...
ele me obrigou
a tocá-lo.
Ele se limpou no meu uniforme.
No caminho pra casa, joguei no lixo.
Assim, eu podia fingir...
que não tinha acontecido...
que não aconteceria de novo.
Mas não foi assim.
Não contou pra ninguém?
Pra quem?
Eu tinha medo...
de que não acreditassem em mim...
ou...
pensassem que eu estava pedindo.
O abuso acabou, mas...
algo estava quebrado dentro de mim.
Fiquei muito deprimida.
Toda noite,
eu me drogava com o que conseguia encontrar.
Foi quando tentei me matar pela primeira vez.
Senhoritas... Volte pra sua cama.
Vou te dar um remédio pra dormir.
Você está bem?
Vai continuar fingindo que não sabia, Alma?
Você estava lá.
Bom dia, querida.
- Como está? - Cadê a Berta?
Ela foi pra enfermaria.
Acha que ela contou a alguém?
Não sei.
Porra.
Depois de ontem, tudo é possível.
- Oi, amor. - Oi.
Te mandei mensagem a noite toda.
Eu dormi.
Não está brava, não é?
Era brincadeira.
Não, eu sei. Vou ao banheiro.
Porra.
A origem dos fundos pode ser líquida, os fundos próprios da empresa,
ou passiva...
Isso significa que seus lucros aumentam gradativamente...
Acabaram de voltar de uma viagem, fomos a um hotel...
Nata.
Ei.
Passei por uma viatura indo pra casa,
mas ela passou direto.
Ei, eu acho que,
depois de ontem à noite...
é melhor acabar com isso.
- O quê? - Essa coisa das casas.
Passei o dia todo preparando aquele momento,
e você fode tudo.
Não sei por que fico surpresa. Você estraga tudo.
Mas acabou, porque...
Esquece.
Chega, terminamos.
- Quê? Espera, Nata, escuta... - Não me toca!
Queria que seus amigos me comessem. Você me dá nojo.
Quê? Você disse que queria transar com vários.
Era uma fantasia, idiota. Eu queria te excitar.
Quer uma orgia? Mostre a bunda pro Christian.
Talvez você goste.
- Não fale assim. - Falo como quiser.
E não me irrite, ou conto pra minha mãe e pode esquecer o Canadá.
- Nata. - Mais uma coisa.
Eu e você terminamos, tá?
Então, até o fim do ano, fique triste e cale a porra da boca.
Nata, espera.
Espere o próximo ônibus, não quero ir com você.
- O que é isto, Natacha? - Que susto, mãe!
- Por que está aqui? - O que é isto?
Bom,
me emprestaram. É... pra uma festa à fantasia. Mariah Carey.
Invadiram outra casa ontem à noite.
Os vizinhos viram meninos saindo,
e uma menina vestida de pijamas de Natal.
Nata, era você.
MER: ESTOU TE ESPERANDO. VOCÊ VEM?
MER: ESTÁ TUDO BEM?
MER: ESTÁ TARDE. VAMOS REMARCAR?
MER: ESPERO QUE ESTEJA BEM.
DESCULPA, FIQUEI SEM BATERIA À TARDE. FOI SÓ UM PROBLEMINHA, NADA SÉRIO.
MER: TE VEJO NO SÁBADO?
Porta abrindo.
Quer ir de cavalinho?
Calma, filha, está tudo bem. Vem cá.
Eu fiz uma sopa. Quer?
Depois, obrigada.
NÃO FIQUE SÓ OLHANDO JUNTE-SE A NÓS
GENTE GENTIL É O MEU TIPO DE GENTE
Está doendo?
Sim?
Vai ter que usar outro corte de cabelo.
Você está bem?
Ei...
Quer conversar?
Eu encontrei...
Encontrei Berta
no hospital.
Foi coincidência. Ela...
Ela tentou se matar.
Ela não aguenta mais viver.
Bom,
está tudo bem, meu amor.
Eu nem sempre a tratei bem, mãe.
Não é culpa sua.
- Tem certeza, filha? - Sim.
- Mesmo? Não tem volta. - Tudo bem.
Quero que a ferida apareça.
Inteira?
Inteira.
Vamos lá.
- Vou cortar. - Tá.
- Estou começando. - Espera.
- Sim ou não? - Certo. Com cuidado.
Sim.
Lá vai.
Meu Deus...
Você está linda.
Você acha?
Sim. De morrer.
Como estão as coisas em casa?
Não me mataram e enterraram no jardim,
como assassinos familiares,
e já é mais do que eu esperava.
O que vai fazer com a policial?
Acha que devo ir vê-la?
Acho que é a pior ideia de todas.
Acho que deveria apagar o número dela e evitar aquela loja por um tempo.
Vou pensar. Talvez.
Sabe de algo da Nata?
Acho que ela está de castigo.
Eu e seu pai estamos decepcionados, Natacha.
Pra que serviu tudo que gastamos com sua educação?
Pelo amor de Deus, você é uma selvagem.
Vão chamar a polícia?
Claro que não.
Entende as consequências financeiras e legais de tudo isso?
Mas não significa que você não será punida.
- Vou pro meu quarto. - Não terminamos.
- Está usando drogas? - Quê?
Não. Pai.
A polícia achou baseados na casa.
- Não minta pra mim. - Eu não fumo.
De quem compra?
Nunca comprei, nem bolei um!
Não quer colaborar? Tudo bem.
Então não tenho escolha.
Ela me levou pra reabilitação.
E se cagou de medo.
Assim que chegamos lá, apareceu um drogado desdentado,
e ela saiu correndo como se fosse o palhaço de It.
É isso.
De castigo e sem mesada.
Não posso sair no fim de semana.
Mas não importa, não tenho nada pra fazer.
Devia denunciá-los, Nata.
- Denunciar por quê? - Por tentarem te estuprar.
Cara, como você é chata.
Não aconteceu nada.
Não te machucaram, mas pensaram nisso.
E se a polícia não tivesse chegado?
Você não entende.
Não posso acusá-los de nada.
O que as pessoas diriam de mim?
- O quê? - Que sou uma puta.
Que eu pedi, que queria que acontecesse...
Eu li sobre uns casos,
muito graves, e, no fim,
ninguém escutou nem acreditou na vítima.
Nata,
todos têm que saber que Alberto e os amigos são uns merdas.
Obrigue-os a contar a todos o que tentaram fazer
e pedir desculpas.
Eles deveriam ser marcados
pro resto da vida.
Essa batida na cabeça te deixou meio perturbada.
O que deu em você?
Estou mal.
Sim.
Desculpa.
É O DAVID. ESTE É MEU NÚMERO NOVO. COMO VOCÊ ESTÁ?
MELHOR, FOI SÓ UM SUSTO. O CARRO ESTAVA DEVAGAR.
E VOCÊ, COMO ESTÁ?
Bem.
Ei, tínhamos um encontro, né?
Podemos remarcar, se quiser. Acho que não está a fim de festas.
Mas eu quero te ver.
Um cigarro e um passeio pelo bairro?
Podemos ter um não-encontro.
O que acha?
Ei.
Oi.
Que fique claro, este não é nosso encontro.
Não é.
Ela ficou em choque.
Não acreditava na merda em que tinha se metido.
Estava apavorada.
Sei.
Eu também.
Toda vez que fazia uma curva, imaginava uma blitz policial e...
me cagava de medo.
Calma.
Está tudo bem. Tenho tudo sob controle.
Não é isso.
Estou sensível desde o acidente. Deve ter sido a batida.
É um baseado?
- Não. - Aff!
Sem maconha no primeiro não-encontro.
E no segundo?
Veremos.
Sabe qual foi a melhor parte do acidente?
Qual?
Me doparam com analgésicos,
fiquei chapadíssima.
- Sério? - Sim.
Toparia ser atropelada sempre.
Economizaria uma grana.
Posso ver a ferida?
Viu? Tenho uma cicatriz.
Melhor que tatuagem.
Melhor que a sua, com certeza.
Você está muito bonita.
Gosto do seu beijo.
Eu andei praticando.
Só preciso convencê-la de que parei de vender.
Olha, vou dizer a ela que é a última vez que levo pra ela.
Ela vai me deixar em paz.
Preciso de uns cinco gramas.
Para, Greta.
Para.
Para.
Você não...
Não gosta de mim...
Fui diagnosticada com câncer ano passado.
É...
Bom, é isso.
Era câncer de mama.
E...
fiz uma mastectomia.
Não mostrei meu corpo a ninguém porque não me sinto à vontade.
E você está bem agora?
Sim. De saúde, sim.
Mas não estou tão bem assim depois disso.
No dia em que te vi na loja,
aconteceu alguma coisa.
Uma coisa que não sei explicar.
Depois daquele dia,
voltei à loja porque queria
te ver de novo.
E...
Quando eu estava lá, senti que você estava me procurando.
Então, fiquei por ali.
Estava te esperando.
Subi de nível nos doces industrializados.
E então a maconha
foi a desculpa perfeita pra te ver de novo.
Sei que foi uma loucura.
Não achei que meu futuro seria assim,
mas, até bem pouco tempo atrás,
eu achava que não teria um.
Sou patética, né?
De jeito nenhum.
Mer, você está me investigando?
O quê?
Não entendi.
Sei que você é policial.
Se está, pode me dizer.
Por que eu te investigaria?
Pela maconha?
Estou em outro departamento, não no antitráfico.
Quem disse que sou policial?
Umas pessoas me mostraram fotos suas indo trabalhar.
- Fotos minhas? - Sim.
Beleza.
Eu...
Certo, eu achei que você tinha armado pra mim
e estava me investigando...
pra prender meu irmão.
Se sabia que eu era policial, por que veio aqui hoje?
Pra que tudo isso?
Porra.
Queria transar comigo pra me chantagear?
Sim.
Quantos anos você tem?
Dezessete.
Beleza.
Eu prometo, você e seu irmão não terão problemas, mas...
é melhor ficarmos por aqui.
É melhor você ir.
- Não precisa. - Preciso, sim. Quero que fique com ele.
De verdade.
- Quer carona pra escola? - Sim.
Alma!
- Conseguiu de novo. - O quê?
Todos estão falando de você de novo.
- É o cabelo. - Ficou legal.
Mas não é isso.
Alguém disse que você morreu. Agora você é uma lenda.
Sei.
Alma, como você está? Tudo bem?
- O que acha? - Irado, hein?
- Mandou bem, cara! - Meu Deus!
Olha, fizemos resumos pra você se preparar para as provas.
- Valeu, vocês são demais. - Imagina.
Eu vi a ambulância. Posso ver?
- Posso tirar uma foto? - Não.
- Não pode. - Tá.
Alma.
- Oi, pessoal. - Olá.
Como está? Vamos ver.
Bem, foi só um susto.
Nada mal.
Que bom que se recuperou rápido!
Acabou a bateria da máquina de barbear?
- Ignore. - Desculpa.
Você está linda. Parece uma rainha viking.
Obrigada.
Sim, acabou a bateria.
Conte com a gente pra tudo, certo?
Pessoal, pra sala, está quase na hora!
- Eu também? - Principalmente você.
Certo, tchau.
Jackrussell arremessa!
Merda. Passou longe.
Deve ser culpa de Kevin e Jota.
Eles são esquisitos.
Aqui estamos, em casa.
QUE MERDA ESSE SEU CABELO RASPADO, SUA PUTA.
QUANDO EU DESCOBRIR QUEM VOCÊ É,
VOU CORTAR ESSA SUA MINHOQUINHA E DAR PROS PÁSSAROS COMEREM.
Puta.
Como você está, Gregory?
O quê?
Oi.
Ela te contou também, né?
Por isso você está sempre triste.
- Bom dia, querida. - Oi.
Entre.
Berta disse que vocês se viram no hospital.
- Como você está? - Ótima.
Sem consequências, só o corte de cabelo.
- Combina com você. Ficou linda. - Obrigada.
Suba, Berta está no quarto dela.
Berta!
Alma veio ver você.
Ei.
Como você está?
Novinha em folha.
Me deram uns remédios da hora.
Agora vejo tudo rosado e quero viver tudo que a vida tem a oferecer.
Fico feliz.
O que faz aqui tão cedo?
Queria conversar.
O que foi?
Há três anos,
eu estava lá.
Estava com dor de barriga,
e, como sempre, os banheiros estavam entupidos.
Então, fui ao dos professores.
Eu ouvi a voz dele.
Olhe nos meus olhos.
Sempre olhe nos meus olhos, ouviu?
Gosto muito disso.
Ele parecia irritado.
Não entendi o que ele falou, mas não parecia bom.
Fiquei remoendo isso.
Não consegui explicar.
Decidi não contar a ninguém e fingir que não tinha acontecido.
Me desculpa, Berta.
- Me perdoe. - Não.
Não precisa pedir desculpas.
Você tinha 13 anos, estava assustada.
- Não foi culpa sua. - Mas se eu falasse...
Talvez ele fosse preso e eu evitasse a depressão
e três tentativas de suicídio, mas talvez não.
Sabe...
Eu sempre achei que você sabia de algo.
Não podia ser coincidência que você tenha começado a me evitar,
e você saía correndo quando me via no corredor.
- Devia denunciar, Berta. - Não.
Eu acredito em você. Posso ir junto.
Não.
Não, sério, você me ajudou mais do que imagina, mas...
não.
- Ao menos conte o que ele fez. - Não posso. Não vou denunciar.
Não é só por você, Berta.
Podemos impedir que várias meninas
passem pelo que você passou.
Ele deve estar atrás de outra vítima.
Não posso. Não tenho provas.
Seria minha palavra contra a dele.
- Eu estava lá. - Não, você me viu falando com ele.
Não sabe o que aconteceu na sala dele.
- Acredito em você. - Isso não importa.
Enfim,
se eu o denunciasse, teria que reviver tudo isso.
Eu reviveria...
todos os dias daquele ano.
Não consigo, Alma.
Só de pensar nisso, dá vontade de morrer.
Por favor, Alma.
Prometa que não vai contar a ninguém.
A psicomorfologia estuda as características físicas de assassinos,
psicopatas e pedófilos.
A ciência diz que há sinais
que nos permitem reconhecer o mal no rosto de criminosos.
Mas a verdade é que a natureza
deveria fazê-los se destacar mais
para avisar a todos o que eles escondem.
Talvez uma pigmentação incomum na pele,
um tique que os faça coçar a cabeça o tempo todo
ou uma voz interior que faça com que se exponham como predadores.
SOU UM ESTUPRADOR
Isso impediria que adolescentes, perdidas pelo mundo,
acabassem na zona de caça.
Mas não. Eles estão por aí,
ao nosso redor,
invisíveis,
passando despercebidos como tubarões debaixo d'água numa praia.
Então...
Vou ter que marcar a porra da sua cara.
Legendas: Lara Scheffer
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