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Original subtitles

- Chris? - Jules.

Porque est�s a roubar as minhas canetas?

N�o s�o canetas.

S�o c�lulas cerebrais.

Ele est� a ter outro sonho sobre come�ar a faculdade.

- Oh, n�o. Mais um? - Sim.

Porque � que n�o posso sonhar com o Mel Gibson?

Pai? Pai?

Pai, tens de assinar uma coisa para mim.

Pega nesta caneta.

Pai, tens de assinar isto. � apenas um documento.

Aqui, pai.

Louis. L-o-u...

Eu sei o meu nome.

Obrigado, pai.

Chris, o que � que se passa?

Declara��o de dador de �rg�os para o desenvolvimento da ci�ncia.

- �s o n�mero 81. - J� tem 80 subscritores?

� isso mesmo. E o Sr. Carlson s� aceita 20 no programa de m�sica.

Quando a escola come�ar daqui a duas semanas...

as probabilidades s�o de que voltes a andar, Hamilton.

A seguir!

Espere um minuto.

- Tenho at� segunda-feira, certo? - � isso mesmo.

Bem, talvez se eu for�ar um pouco... Dan, achas que...

podes mostrar-me onde... - O est�dio de m�sica?

- Aqui est�. - � lindo.

� a minha vida! Eu nasci para isto, Dan.

Ela � minha! Ela � minha!

Dan, preciso de fazer algo que fa�a as minhas fitas sobressa�rem. Preciso!

� isso mesmo. Nas extremidades.

Ei, rapariga! Vamos tentar a pir�mide. Vamos? Primeiro os duplos.

Correto. Firme. Firme. Todos para cima!

Preparados? Um, dois.

Certo. Segurem-se. Certo, meninas. Fiquem assim. Nas pontas dos p�s.

Sorriam, meninas!

- Qual � o teu problema? - N�o sejas uma crian�a.

Para onde est� a olhar?

Ele tem uma boa m�o direita.

Ela � o meu tipo de rapariga.

As favoritas da polca. Sim, este vai combinar muito bem com James Brown.

- Doze d�lares?! - Toda a gente gosta de polka, sabe?

Que tal dez?

� bom ver-te, feto.

Agora quero ouvir-te chorar.

Ei, ei, afaste-se, H�rcules.

Precisamos de falar.

A maioria s�o pessoas baixas e insignificantes cujas vidas n�o valem nada.

Mas h� aqueles que s�o como deuses.

Muito bom.

E dever�eis reverenciar estas formas de vida superiores.

N�o vejo ningu�m assim por c�.

Talvez eu deva olhar para isto de uma perspetiva diferente...

Olha, eu sou um tipo porreiro, n�o achas?

- O qu�? - Sim, sim. �s um tipo simp�tico.

- Com sentimentos. -Sim. �s o Gandhi dos anos 90, certo?

Ol�, Kurt. Babe-O-Rama.

Em 3D.

O dever chama-me.

At� logo, feto!

Quem � que est� a falar?

Kurt. Cometi o erro de o humilhar na aula de inform�tica. Sim...

- Ele vai para Bentley? - Sim, vai.

Isso � �timo. Estou a ser transferido para o Inferno.

Oh, n�o...

- E a tua roupa? - H� m�quinas de lavar roupa no dormit�rio.

Alguma vez conheceste um rapaz da Fraternidade?

Chris, s� passou uma semana.

Chris, que documento � que eu assinei na semana passada?

Documento? Nada, pai. Era s� um pedido de transfer�ncia.

Come�o o curso de m�sica em Bentley.

Est� a ficar mais lento com a idade?

Pensei que t�nhamos concordado queiria continuar o programa cient�fico

em Hamilton.

Ouve, pai...

A ci�ncia � fixe. N�o �? Mas n�o se pode dan�ar com ela.

Ouve, pai. H� o Festival de Inverno. N�o �?

Os observadores est�o l�.

No ano passado, dois conseguiram contratos de grava��o.

E se n�o o fizer, deita a faculdade pela janela fora.

Para n�o falar da Faculdade de Medicina.

Pai, olha, a Julie est� na universidade.

-Ent�o, mais uma vez, ela e o reitor... - � s�rio, Chris.

Estou desiludido.

- Ei, tens 5 d�lares para me emprestar? - N�o, n�o tenho.

� isso que vamos ver.

- Ei! - Cuidado, K.. Acho que ele est� a gostar.

Dois d�lares?

O que � que � isto?

N�o foi uma perda total.

Devolve-me a minha cassete.

Queres? Pega.

Sacana.

Est�s bem, meu? Est�s a sangrar.

Eu n�o devia estar aqui contigo.

Fui aceite no curso de m�sica.

N�o podias fazer isto com um amigo teu?

N�o.

Diziam que eu estava bem quando n�o estava, s� para parecerem melhores.

E depois?

Bem, est�s bem.

Opini�o honesta?

A s�rio?

Parece uma gravata gigante.

� mesmo verdade.

Obrigado.

� ele.

Vamos apanh�-lo.

Ei, ei. Com licen�a.

Estou, telefonista? Pode p�r-me em contacto com a pol�cia?

Como � que se atreve?

Desculpe, o meu amigo teve uma queda quando era beb�.

Chris?

Que beleza!

Sim, h� um certo "je ne sais quoi".

D� c� isso.

- Bati � porta! - Uau...

Boa jogada, Lou.

Espera at� � pr�xima segunda-feira.

- Limpaste-o? - J� est�!

- Pai, preciso de falar contigo. - Claro, Chris.

O que � que se passa, querida?

Nada, m�e. � uma coisa de homem.

Uma coisa de homem.

A melhor maneira de nos livrarmos de um rufia � enfrent�-lo e lutar com ele.

Mesmo que percas, ele respeitar-te-� e deixar-te-� em paz.

Diz que devo lutar com ele?

Meu Deus, n�o! Ficarias de rastos.

-Vou falar com os pais dele. - N�o, pai. N�o est�s a perceber.

O gajo n�o tem pais, certo? Ele veio do futuro para me matar.

Ent�o eu falo com ele.

N�o, de maneira nenhuma. Pai, n�o te quero nas minhas batalhas.

Chris, ele vai destruir-te.

Pai, d�-me algum cr�dito.

Olha para ti. Nunca deste um murro na tua vida.

E depois? Podias ensinar-me.

Eu sou r�pido. S� preciso de alguns movimentos. Para ganhar respeito.

N�o, Chris. Eu n�o te criei para seres o saco de pancada de um "Neandertal".

Pai.

N�o tenho escolha.

Pai, esta � a av�.

Aqui.

- Podias voltar para Hamilton. - Desiste, velhote.

N�o, n�o, n�o...

Virar para o lado assim.

Posicionar as pernas.

Levantem a vossa guarda.

Isso � �timo.

Vamos ver o que consegues fazer.

Baixaste a tua guarda.

Baixaste a tua guarda.

Eu n�o baixei a minha guarda, pai.

Clique aqui.

Baixou a guarda. Levanta-te.

� isso mesmo, � isso mesmo, � isso mesmo.

Chris, eu n�o sou a tua av� Baker.

J� acabaste com a "coisa de homem"?

- Baixaste a guarda, pai. - Tu...

BOM FEEDBACK, ESTUDANTES

Ei, ei, ei. Deixem-me entrar!

Est�s morto, meu!

Ele n�o guardou um lugar para mim.

At� logo.

- Ol�, maninha. - Que raio est�s a fazer?

As riscas n�o combinam com xadrez.

- Este � o Herringbone. - Chris, o que � que se passa?

Tu � que �s o rufia, n�o �? Chris...

Olha, mana, eu n�o preciso de um serm�o agora, ok?

Preciso de um estilista.

Olha para mim.

Olha, "mana", eu s� preciso de passar pela porta da frente, ir � casa de banho

e mudar muito rapidamente.

N�o me estou a vestir para impressionar, sabem?

Sim, mas tens de parecer uma rapariga, n�o uma hippie com implantes.

Certo. Experimenta isto.

De maneira nenhuma. N�o. N�o vou depilar as minhas pernas. N�o.

- Relaxa. Vamos p�r um pouco de cera. - O que � que � isso?

Nem sequer enganaria o Stevie Wonder.

Os homens n�o v�em as coisas dessa forma.

At� os manequins nus os impressionam.

Vai correr tudo bem.

N�o, n�o, n�o. Curto e pontiagudo. Est� correto?

N�o, eu gosto de seios altos.

Ent�o gosta de silicone, porque os seios naturais caem.

Jules!

N�o acredito que tenhas feito isso.

Vou ter de o limpar.

Est�s atrasado.

Jules, se o Kurt me reconhecer, vou chegar muito atrasado. Est� bem?

Est� bem, est� bem, est� bem.

Posso ajud�-la, menina?

Duas delas.

- Chocolate? - Sim.

� $1,65.

Com licen�a.

Posso usar outro ado�ante?

- Obrigada, querida. - N�o tens de qu�.

$1,65.

- Aqui tem. - Muito obrigado.

Tens a certeza que aguentas dois?

J� fiz mais.

Sou uma tenta��o! Sim, sou!

� ele?

Ele pr�prio!

Bem, Jules, hora do espet�culo.

Oh, n�o, n�o, n�o.

- Pousa-o. - Certo, para baixo.

Obrigada, mana.

Est� tudo bem. Tem calma.

- Ol�, Sra. Welch. - Julie, o Chris deixou isto na cafetaria.

Parece caro.

Oh, obrigado.

Ei!

N�o te conhe�o?

Eu lembrei-me. Na loja, certo?

� isso mesmo. O maior idiota que j� conheci.

Que g�nio.

D�em-me uma semana.

A casa de banho das senhoras est� fechada, por isso tentei a casa de banho dos homens.

H� outra casa de banho por aqui?

L� em baixo, no corredor. Mas j� est� na hora da aula. Qual � o teu nome?

Cathy. Cathy Reese.

- �s um novato? - Sim.

N�o fujas.

Tu a�!

Vem c�.

A aula j� come�ou, minha menina.

- Eu sei... mas eu preciso... - Mostra-me o teu cart�o.

Acho que estamos atrasados para a mesma aula. Chamo-me Carlson.

- O teu professor de m�sica. - Ol�.

Prazer em conhecer-te, Chris.

Poucas raparigas t�m a mesma determina��o pela m�sica que tu tens...

Obrigado.

Bem-vindo ao Programa de M�sica Magn�tica.

Faltam apenas 60 dias lectivos para o Festival de inverno.

Por isso, toca a trabalhar.

Ter�o de se esfor�ar muito. A �nica desculpa para n�o participarem � morrerem.

Mesmo assim...

Quero-te aqui no dia seguinte.

Lamento o que aconteceu na loja.

- Pensei que era outra pessoa. - Sim, isso acontece sempre.

Chamo-me Kurt.

Olha, talvez pud�ssemos sair. Preciso de fazer as pazes.

N�o fazes o meu g�nero, Kirk.

� o Kurt. Claro que conhe�o. S� que ainda n�o me conheces.

Conhe�o-o melhor do que pensas.

Para onde est� a olhar?

- N�o me d�s um ultimato. - N�o estou a fazer. Estou s� a...

Agora est�s a dizer que se eu n�o dormir contigo, est� tudo acabado.

N�o estou a perceber.

Ent�o, para esclarecer: sou ou n�o sou a pessoa certa para si?

N�o ponhas palavras na minha boca.

Marie, eu gostava muito de esperar por ti, est� bem? Mas n�o posso.

Ei, n�o vou morrer por isto.

- Eu espero aqui at� se irem embora. - Com licen�a.

Para onde est� a olhar?

Est�s bem?

Sim, estou.

Eu ouvi o que aquele tipo te disse. Que idiota!

N�o, ele n�o � um idiota. O idiota sou eu.

O que � que quer dizer com isso?

Olha, n�o quero falar sobre isso, ok?

Ele ainda anda por a�?

Queres que eu veja?

Ele ainda est� a espiar.

Raios.

Queres que eu te distraia enquanto foges?

Eu quero faz�-lo. E tu?

Claro que sim.

Johnnie, eu sou a Chrissy. Vem falar comigo. Anda l�, John.

A Marie concorda em continuar a conversa, desde que aceite algumas condi��es. � isso mesmo.

E quais s�o eles?

P�ra de levantar a voz.

O qu�? Eu?

E a outra � que devia ouvir mais.

A sua aten��o vagueia. Olha para todo o lado, John.

- Ela disse isso? - Ei, olha. Ela est� a faz�-lo outra vez.

Fica calma, est� tudo bem. Eu sou uma rapariga, por isso eu sei.

Acalma-te e tudo correr� bem.

Ok, pe�o desculpa.

- S� quero uma resposta, est� bem? - Est� bem. S� uma resposta.

Fica aqui, est� bem?

Jo�o. Parece estar tudo bem. Ela vai sair num minuto.

Foi um prazer falar consigo.

- Muito obrigado. Foi muito agrad�vel. - Foi um prazer.

Este � o meu primeiro dia aqui. Pode dizer-me alguma coisa sobre o Bentley?

Sim, cuidado com uma l�der de claque homicida.

- E tu? - N�o, Lyne. Ela � a nossa Capit� Pep.

Ela andava a sair com o John antes de ele reparar em mim. Ent�o ela culpa-me por...

Porque pensou melhor?

- Chamo-me Marie Stark. - Ol�, eu sou o Chris Calder.

Fui transferido hoje. Gostas de ser um f�?

Sim, eu adoro-o. � a coisa mais parecida com uma aula de dan�a na escola.

Gastaram todo o dinheiro naqueles computadores e no programa de m�sica idiota.

Porque � que pediu uma transfer�ncia?

Para o programa de m�sica tola.

Ups... Qual � a tua pr�xima aula?

Gin�stica.

Gin�stica? Espera, Marie.

O Dan Holmes est� c�?

Chamo-me Dan.

Dan, preciso de ti.

Dan, sou eu.

- Dan... - Uau, eu sabia que era demasiado f�cil.

Dan, preciso de um atestado m�dico falso.

N�o, � preciso um atestado m�dico verdadeiro.

Olha, eu explico mais tarde, est� bem?

Imprimam um certificado para mim.

Eu conheci-a, Dan. Ela � linda.

Serei a melhor amiga dela.

Espera, espera um minuto.

-Vais vir vestido assim amanh�, meu? - Bem, n�o, claro que n�o.

N�o, n�o vou usar a mesma roupa dois dias seguidos. Eu...

- Ah, estou a perceber. �s doido, meu! - N�o, Dan. Dan, ouve-me.

Todos no programa de m�sica pensam que sou uma rapariga.

Por isso, ou continuo assim ou desisto.

Agora, se eu for a melhor amiga da Marie,

Saberei o que ela gosta num rapaz.

- Meu, isso � espionagem. - Esquece isso. Quem � a Miss Glatt?

- � esse mesmo. - � isso mesmo.

- Onde � que vais? - Ela conhece-me, Dan.

J� me viste antes. J� olhaste para mim. Estou a faltar �s aulas.

Sra. Calder, esta � a Escola Bentley.

A sua filha faltou � escola.

� isso mesmo. A tua filha, Chris.

Bem, Cathy. Diz aqui que o teu nome � Chris.

Chris Calder.

Tens alguma boa raz�o para me mentires esta manh�?

� um h�bito.

Bem, Pin�quio...

tamb�m diz aqui que �s um rapaz.

Tamb�m mentiu sobre isso?

Porque � que n�o est� de uniforme?

Asma. Tenho um certificado.

Por isso, esta semana vais estar de servi�o nos balne�rios.

Hoje pode limpar o ch�o.

Est� de servi�o aqui?

- Sim, estou. - Estou �timo.

- Est�s bem? - Sim, estou �timo. Estou �tima. Obrigado.

Est�s bem? Oh, meu Deus. Ei, est�s bem?

A tua blusa est� encharcada. Tenho um secador de cabelo, vou busc�-lo.

- N�o � preciso, est� �timo. - Tenho outra toalha, se quiseres.

N�o, obrigado.

O que � que se passa aqui?

Escorreguei e magoei a m�o.

- � melhor ir � enfermaria. - N�o! N�o, tenho de...

Tenho de ir...

Tenho de ir � casa de banho.

- Chris? - Pai.

Ent�o, como � que foi?

Discutimos um pouco, mas ele percebeu a mensagem.

Estavas ileso.

Sim, sim. Eu sei, eu sei.

A situa��o inverteu-se. O Kurt tem um queixo de vidro. Um murro e ele apaga-se como uma vela.

Deixa-me ver a tua m�o.

- Aqui. - Por outro lado.

Aqui.

- Sentes-te dormente? Um pouco, mas ainda consigo jogar.

N�o pensei que o conseguisse fazer. Estou orgulhoso de ti, filho.

Obrigado, pai.

Olha para o meu guarda.

Eu estava aterrorizado, Dan!

Quero dizer, todos eles � minha volta, � direita, � esquerda.

A tocar-me, Dan. Eu digo, esfregando-me contra mim.

Em cima de mim.

Puseram-me as m�os em cima. Percebem?

Foi assustador, Dan. Assustador.

Quero dizer, foi...

Foi o melhor momento da minha vida, Dan.

Chris, parece que est� tudo a zumbir na tua cabe�a.

Sim, eu sei. Tens raz�o.

Imagine estar com um monte de corpos femininos escorregadios.

- Escorregadio? - Sim, escorregadio.

� isso mesmo, sorrir.

Queixo para cima.

5, 6, 7, 8.

Mostrem alguma felicidade, meninas.

Hoje vamos ter alguma emo��o aqui.

Por favor, meninas, prestem aten��o � coreografia.

Vamos tentar de novo.

Vamos l�, meninas, desde o in�cio.

Marie, estavas linda.

Como � que os outros se esqueceram de fazer o Espacate?

Devem ter alguma les�o cerebral.

Chris, n�o vais participar?

Eu? A aplaudir? N�o. Nem pensar.

A Lynne n�o � contagiosa. N�o vais ficar infetado.

- N�o, eu... Sou p�ssimo a dan�ar. - Bem, eu ensino-te.

N�o, obrigado.

Venham, ter�o um �timo fim de semana no parque de campismo.

N�o, eu...

Acampamento de l�deres de claque?

Sim, � a Western State.

Encontr�mo-nos l� e prepar�mos novas coreografias,

antes de elegermos o novo Capit�o Pep.

Podemos partilhar um quarto.

Vais sofrer muito.

Est� bem, eu vou-me embora.

Mas aviso-te, vais ter muito que me ensinar.

Onde � que assino, Lynne?

E Espacate!

Muito bem, meninas. J� chega por hoje. Vemo-nos amanh� � mesma hora.

Precisas de trabalhar a tua flexibilidade.

D�-me as m�os.

Podemos treinar esta noite?

Preciso de estudar, tenho um exame de �lgebra.

- Eu sou muito boa em matem�tica. - Bem...

Considera-o como pagamento das tuas aulas de dan�a.

Est� bem.

�timo.

M�e, este � o Chris.

Podes chamar-me Emma.

Fiz uns bolos.

N�o te sintas envergonhada. Se quiseres mais, � s� pegar. Est� no frigor�fico.

Ol�, mana.

O John est� ao telefone.

Mana?

Est�s bem?

Desculpa. Acho que me engasguei com a polpa. Acho que me engasguei com a polpa. Eu fico bem.

- Pensei que o tinha esticado. - O John est� � espera.

Volto j�.

- Bem, Kurt, n�o fiques a� sentado. Apresenta-te. - Na verdade, j� nos conhecemos.

Isso � �timo.

� melhor eu ir, tenho uma reuni�o da P.T.A.

E depois?

Chrissy...

Tens um namorado?

N�o vais desistir?

Nunca. Tens um namorado?

- Porqu�? Gostas de raparigas? - Claro que gosto.

S� te vejo com rapazes.

O que acontece entre mim e as raparigas,

Mantenho-o em segredo.

Est� interessado?

Marie, ele est� sempre a assediar os teus amigos?

Infelizmente, sim. Kurt, sai.

� isso mesmo, saiam.

- Eu sei quando n�o me querem. - Eu duvido.

Lamento.

N�o faz mal. Os homens s�o assim mesmo.

Chris, alguma vez dormiste com um homem?

N�o.

Bem, nem por isso. Senti-me tentado. Tu sabes, o habitual.

Como queres que seja a tua primeira vez?

Especial.

Com algu�m especial.

Com aquela pessoa especial.

Uau, isso parece uma can��o.

Onde � que gostaria que estivesse?

Numa cama.

- Onde? - Aqui.

O qu�?

Desculpa, eu... N�o tenho muita imagina��o.

Sim, eu sei.

� �bvio que passa muito tempo a pensar nisso.

Bem... Quero dizer, o John nunca me deu uma hip�tese.

O que faria se estivesse numa boa rela��o que

para fazer algo t�o profundo como o sexo?

Bem, eu acho que deve haver sentimentos numa rela��o.

- Sincero? - Sim.

Troca de experi�ncias?

E agora queres saber se � tudo basicamente...

feio, enganador, obscuro, primitivo e

que est� a ser manipulado para fazer algo de que se arrepender� mais tarde?

N�o exatamente. S� n�o sei se ele � o homem certo.

Ent�o deve come�ar a procurar o homem certo.

A pesquisa � um risco.

Nunca se sabe. O homem certo pode estar mais perto do que pensas.

Obrigado por me ajudares com a matem�tica, Chris. At� amanh�.

Boa noite, Chrissy.

Sabes, Kurt, ficavas melhor com o colarinho levantado, certo?

Mant�m as tuas m�os longe dela, entendes? N�o quero que estragues a nossa amizade.

Marie, eu nunca...

Nunca.

- Marie... - Ol�, Chris.

O que � que foi?

Uma carta de amor an�nima. Recebo-as sempre.

N�o queres saber quem a escreveu?

N�o. S�o sempre os mesmos tipos que me interrogam ao telefone.

- Adeus. - Adeus.

Ei! Ei, acalma-te. Ei, anda l�, meu! Ei! Ei!

Dan?!

Foi ele que te fez isto?

Sim, Kurt.

Ele disse que queria saber onde � que a barata vivia.

Dan, desculpa.

Ei, n�o lhe falaste de mim?

Bem, eu devia ter dito.

Como foi a vossa reuni�o?

Ele... � o irm�o dela.

- O qu�? - Isso mesmo.

Meu, est�s lixado.

Quero dizer, ele mata-te quando descobrir que andas atr�s da irm� dele.

Se calhar n�o...

- Vamos l�. - Ok, vamos l�.

- D� c� isso. - Pareces o Bozo, meu.

- Sim, Frankie? Veremos, p�. - Ol�, Kurt.

Est�s aqui. Vou treinar.

Posso ver?

Claro que sim, se quiser.

� um colarinho fino.

J� alguma vez pensou num la�o?

Certo, �timo. Podes ir agora.

Kurt, podes?

Esta � a terceira vez.

J� pensou em utilizar uma caneta?

Sabes, Kurt, estou preocupada contigo.

O que ela mais faz � sair com os rapazes e

agora, sei que gostas de as dominar fisicamente.

Pensa nisso. Gosta de desportos de contacto?

E se eu gostar?

Bem, isso significa que gostas de tocar noutros homens.

Nem pensar!

Ent�o porque � que deitaste o Dan no caixote do lixo?

Era o Frank.

Tentei impedi-lo.

Sim, j� ouvi isso sobre o Frank.

O qu�?

O comportamento agressivo pode ser o resultado da n�o aceita��o.

Se um rapaz est� sempre a bater nas pessoas... Quero dizer...

Ele �...

Bolas, parti uma unha.

Bem, como j� disse, a ideia n�o foi minha.

Kurt, n�o fazes ideia de como fico feliz por ouvir isso.

Talvez devesses pedir desculpa.

� s�rio.

Para mim.

N�o posso acreditar. Ele foi mesmo pedir-me desculpa.

V�s, e eu s� lhe dei um pouco de corda...

e ele estava todo derretido.

Eu sou o homem!

Ou n�o.

Vai, vai, vai. Corre!

Finalmente vamos apanh�-lo!

Que raio!

V� l�, Jules, estou a falar a s�rio. Como � que posso lidar com o Kurt?

N�o sei.

Sim, tu sabes. Como � que lidas com o Mitch?

Bem, o que � que queres fazer exatamente?

O que eu quero fazer � tornar o Kurt num rapaz sens�vel e calmo,

que ele me vai obedecer.

Quer dilu�-la?

Digamos que, tecnicamente, sim.

Bem, escrevam-no, porque s� o vou dizer uma vez.

� preciso mostrar o que se quer dizer...

Ei, gostas das minhas m�sicas?

S�o bons, mas alguns deles n�o t�m alma nenhuma.

Alma?

Algo mais. Quero ser capaz de sentir.

Demasiado quente para segurar. Nunca demasiado jovem, nunca demasiado velho.

Encontramo-nos no carro, est� bem?

Chris, vem c�.

John planeou uma noite maravilhosa na praia.

Ele ficou com um quarto lindo, com vista e tudo.

Vai ser perfeito e tudo gra�as a ti.

Eu?

Sim. Foste tu que me lembraste que o homem perfeito pode estar mais perto

do que eu imaginava.

Mas depois n�o se pode ir para casa?

E se eu te der a chave do meu carro?

N�o. N�o faz mal, eu arranjo boleia.

�s fant�stico, Chris.

Mais uma vez, obrigado.

N�o posso acreditar! Oh, meu Deus!

- Com licen�a. - Para onde � que est�o a olhar?

Ol�, Chrissy.

N�o sabia que estavas aqui.

Kurt, porque n�o nos arranjas uma mesa?

Acho que n�o � o que estou � procura, Kurt.

Estou � procura de algu�m que se consiga conter, que se consiga controlar.

Esqueci-me de dizer que sou uma rapariga muito exigente.

As vossas exig�ncias s�o mandamentos para mim.

Certo...

P�ra de atacar as pessoas durante duas semanas.

Porqu�?

Bem, eu estaria dispon�vel para qualquer pessoa que se transformasse por mim.

A s�rio?

Est� bem.

Que tal uma pr�-visualiza��o?

N�o h� antevis�es. S� a atra��o completa, e j� estou atrasado.

Depois levo-a para casa.

N�o, obrigado.

Devo mudar de roupa para ti, mas tu nem sequer entras no meu carro?

Tenho medo da forma como conduzes, Kurt.

Depois conduz-se.

Kurt, p�ra com isso.

Est� tudo bem, Chrissy.

Est� tudo sob controlo.

Simplesmente n�o se tem qualquer controlo.

Eu tenho. Mas tu tens?

Faz c�cegas?

- N�o, n�o tem. - Claro que tem.

S� preciso de descobrir onde.

Kurt, n�o!

Cuidado!

- Chris... - Distra�ste-me.

Desculpa, Kurt.

Sou al�rgico a l�nguas.

Ei, garanh�o! O que � que dizes, meu?

Posso dizer que...

muitas vezes.

Quantas vezes?

Digamos que pus os pneus na m�quina do amor.

E o Kurt disse que j� o tinha feito v�rias vezes.

Como � que ele pode dizer uma coisa dessas?

Que porco!

Ent�o � melhor eu esclarecer isto.

� melhor treinarmos em tua casa esta noite.

- Na minha casa? - N�o queres o Kurt por perto, pois n�o?

Pois �. Hoje � segunda-feira, n�o �?

- Pode ser �s 8 horas? - N�o h� problema.

- Est� bem. �s 8 horas em minha casa. - Est� bem.

A prop�sito.

Como � que correu com o John ontem � noite?

Dif�cil. N�o era exatamente o que eu esperava, mas...

Penso que tudo correu bem.

Fico feliz por ti.

At� logo.

Kurt.

Ol�, Chrissy.

Podemos estar sozinhos?

Claro que sim,

Perdeste, paga-me 5 d�lares.

Desculpa, Chrissy. N�o te queria magoar.

Pensaste que eu n�o ia descobrir. Eu estava a come�ar a gostar de ti.

Cheguei a pensar em adiar as duas semanas, mas agora, esquece!

Desculpa, Chrissy. Eu cometi um erro.

Podes dar-me outra oportunidade?

Pod�amos ter tido algo muito especial, Kurt.

Adeus.

Lamento.

Precisamos de falar.

Na minha sala de estar.

Importas-te de esperar um pouco, Tony? Vou falar com um aluno.

Outro caso stressante?

Um pouco mais a s�rio.

Acho que ela tem um problema de identidade sexual.

-Vou ser o mais breve poss�vel. - N�o h� problema.

N�o h� necessidade de estares nervoso.

N�o estou nervoso.

N�o estou aqui para te julgar, Chris.

Mas vendo o que est� a acontecer, acho que devo fazer alguma coisa.

- A ver o que se est� a passar? - Acho que sabem do que estou a falar.

Se eu sei?

Acho que ambos sabemos desde o teu primeiro dia aqui.

Ainda ningu�m juntou as pe�as.

Mas em breve o far�o.

Acreditem em mim. Os sinais s�o claros.

Ser� que v�o?

A forma como olhas para as raparigas.

Como isso o afecta. Estas coisas chamam a aten��o.

- Ser�? - Como uma ferida aberta.

Eu sabia! Eu sabia que tu sabias. A minha vida acabou!

-Contaste aos meus pais, n�o foi? - Acalma-te, Chris.

Nada sair� daqui. Tens a minha palavra.

A s�rio?

-Ent�o n�o vou para a cadeia? - N�o sejas tolo. Eu quero ajudar-te.

Queres? A s�rio?

� horr�vel viver em mentiras.

Sempre que olham para ti, passa-lhe pela cabe�a: "Posso contar-lhes?".

As pessoas s�o muito preconceituosas.

Eu fiz tudo mal, Miss G.

Pensei que ela estava furiosa.

Se tivesse um rapaz vestido de rapariga na minha turma, ficava doida, sabe?

�s um rapaz?

O que � que eu sou?

Ele disse que se houvesse um rapaz vestido de rapariga na tua turma, tu...

S�... s� como exemplo. � totalmente hipot�tico. Eu...

- �s um rapaz! - N�o, n�o, n�o...

-� o meu cabeleireiro. Ele odeia-me. - Tenho de dizer ao diretor.

Espera um minuto. Pensei que tinhas dito que isto n�o ia dar em nada.

Pensei que eras l�sbica e n�o um ensaio sobre a Gaiola das Loucas.

Ent�o est�o a julgar-me! Est�o a castigar-me por n�o ser l�sbica!

Chris! O que � que se passa?

A verdade. Agora.

A verdade? N�o aguento mais. N�o confio em ningu�m.

N�o consigo abrir-me com ningu�m.

A cada passo que dou, afundo-me mais e mais.

� como uma corda apertada � volta do meu pesco�o!

Quando � que come�ou?

Eu tinha 11 anos...

Na puberdade, sabes como �.

No in�cio era apenas um par de cuecas. Puro fetiche.

Um dia, a minha fam�lia foi para fora da cidade...

e experimentei os vestidos da minha irm�...

Depois senti um lado de mim que nunca tinha sentido antes.

Os teus pais sabem?

Meu Deus, n�o! Se eles descobrissem, eu n�o saberia o que fazer.

Muito bem, Chris.

� preciso explorar esses sentimentos.

J� pensaste em fazer terapia?

N�o. N�o tenho dinheiro para isso.

Dou conselhos a v�rios estudantes.

Rapazes como tu.

Bem, n�o exatamente como tu.

- Conselhos? - � para isso que estou aqui.

E prometes n�o contar a ningu�m?

Eu prometo. Mas ter�s de te encontrar comigo todos os dias.

E, claro, j� n�o vai � casa de banho das mulheres.

J� n�o terei de limpar o ch�o?

S� gosto de ser �til. � tudo.

Obrigado, Sra. Glatt. A s�rio que sim.

Achas que sou atraente?

Chris, o que importa � o interior.

Tem toda a raz�o.

Adoro o teu uniforme.

Kurt, gostaria que eles espalhassem a palavra sobre algo que n�o fez?

- Deus, n�o. - Ent�o qual � a diferen�a?

E achas que o Chris gosta que lhe chamem f�cil?

Ol�?

Ol�, John.

Sim, estou a sentar-me.

O que � que aconteceu?

Pensei que tinhas percebido.

Est� tudo bem!

Chris?

Chris?

Chris?

Pai! M�e! Parem o que est�o a fazer! Estamos a sair.

- Chris, onde estiveste? - Estava a fazer reservas no

-Casa do P�o de Queijo. Por minha conta. - � muito am�vel da tua parte, Chris.

Pensei, sabes, tenho-te visto muito pouco ultimamente.

Ol�. Ol�, Dan. O que � que se passa, Dan?

Foi esta noite, n�o foi?

Tinha-me esquecido. N�o, n�o. Est� marcado. �s oito horas. Adeus, adeus.

M�e, pai... Mudan�a de planos.

Esqueci-me que tinha concordado em ajudar o Dan com a matem�tica.

N�o pode cancelar?

Gostava de o fazer, mas n�o posso. O exame � amanh�.

Vais sem mim.

Muito bem, Chris.

- Tens a certeza? - Estou �ptima.

Desculpa, m�e.

Desde quando � que fazes a barba ao Dan?

Enganaste o teu pai com o P�o de Queijo, mas eu sei que te queres livrar de n�s.

Certo, m�e. Ouve o que te digo. Estou � espera de uma rapariga �s 8 horas, est� bem?

E porque � que n�o nos disse?

Porqu�? Porque tu e o pai disseram-me para n�o trazer raparigas quando est�o fora.

� isso mesmo. Bem, prefiro t�-lo aqui do que num carro algures.

Embora me lembre de uma vez num Buick.

Enfim...

N�o leves isto demasiado a s�rio. Tens muito tempo para escolher.

- M�e! - Sabes, os casamentos...

duraria muito mais tempo se todos namorassem mais tempo.

Pega.

Espera um minuto...

Tens 16 anos.

- A m�e. - Vou desaparecer com o teu pai.

Ol�, Mr. Calder. O Chris est� a�?

Sim, �. Entra.

Chris.

tens uma visita.

- Desculpa, como � que te chamas? - Marie.

- Queres beber alguma coisa? - N�o, obrigado.

- Pepsi? - N�o, obrigado.

Chris!

- �s amiga do Chris? - Sim.

N�o � �timo?

Chris!

Norma, esta � a nova amiguinha do Chris, a Marie.

- Prazer em conhecer. - Ol�.

- Louis, vamos atrasar-nos. - Norma, temos uma visita.

Como � que se conheceram?

Na escola. Estava na casa de banho, a esconder-me do meu namorado.

Desculpem, estava a preparar-me.

Anda, vou mostrar-te o meu quarto.

Prazer em conhecer.

Chris!

A �ltima porta ao fundo do corredor.

Sabes que n�o podes trazer raparigas para aqui quando n�o estamos c�.

Pai, eu n�o fazia ideia que ela vinha c�.

- Claro... Veste-te. - Est� bem.

Na lavandaria.

- Eu n�o seria t�o duro com ele. - Ele conhece as regras.

Sei que ele � respons�vel e gostava muito de me ir embora.

Ol�, mi�dos.

Ol�, chamo-me Marie.

Chamo-me Julie.

J� percebeste que vamos ter de ficar em casa?

Espera, pai. N�o vai acontecer nada. Eu prometo.

M�e?

Louis, ele nunca saber� comportar-se como um adulto se n�o o tratarmos como tal.

� isso mesmo, pai.

N�o faz mal. Mas s� porque a Julie est� em casa.

N�o me deixes ficar mal, Chris.

Julie? Julie. Julie.

Pe�o desculpa. O meu...

Eu pensava que ele era melhor. Ele s� dizia o que eu queria ouvir.

Esquece.

- O que � que aconteceu? - N�o aconteceu nada.

Claro que aconteceu.

Foi o que aconteceu, nada.

N�o dormi com ele e acabou tudo.

H� muitos rapazes que te v�o amar, por isso espera pelo momento certo.

- Gostava de ter uma irm�. - A mim tamb�m.

Quero dizer, comigo na escola.

- Chris? - Com licen�a.

Chris, somos n�s.

Pai? A m�e? Pensei que tinham sa�do.

Onde est� a rapariga?

Ele est� a falar com a Jules.

Sim?

- Desculpa ter duvidado de ti. - N�o h� problema.

Sabes, os homens s� se preocupam com o f�sico.

O Chris pode contar-te muitas hist�rias. N�o � verdade, Chris?

Sim, claro.

Uma vez houve um tipo que pensou que soprar-me ao ouvido me excitava.

Era como se estivesse no aeroporto.

Porque � que fazemos isto?

Para ter beb�s.

Por falar nisso, o Chris j� te mostrou uma fotografia dela quando era beb�?

N�o.

� t�o bonita. O Chris estava apenas a usar o chap�u do pai.

Eu sei que est�s aqui. Ah, aqui est�!

- Julie, n�o. - V� l�, Chris, gostava de o ver.

Que disparate.

D�-me licen�a por um segundo.

Jules!

- O que � que est�o a fazer? - Chris, eu podia ter-lhe dito.

� verdade. Porque n�o me disseste?

Porque adoro a minha irm� mais nova.

Vamos fazer o nosso treino hoje.

� isso mesmo!

- Vais � festa do Dia das Bruxas? - Sim. E tu, vais?

N�o podia deixar de o fazer.

Preparado?

- Viste a Chrissy? N�o. Onde est� o teu fato?

Debaixo das tuas roupas. Se quiseres vir comigo, eu mostro-te.

Fazer uma pausa.

Tens a certeza que n�o podes ir?

Muito bem, Chris. Espero que fiques melhor.

Boa noite.

Chris! N�o te esque�as de dizer ao teu pai para ligar � minha m�e, est� bem?

Certo, boa noite.

- De cal�as? - Sim.

Acho que as sess�es com a Miss Glatt est�o a resultar.

Meu, da maneira como as coisas est�o a correr, � um pouco estranho n�o estar vestido de rapariga.

A saia ficava-lhe bem.

E para piorar as coisas, ela quer que eu leve os meus pais � terapia.

- N�o... - Sim.

Dan?

Boa noite, Marie.

- Eu conhe�o-o? - Sim, conhece. E eu tamb�m te conhe�o.

Tem uma grande imagina��o.

N�o me mimes.

- Ol�, Marie. Tiveste not�cias da Chrissy? - Sim, ela est� em casa doente.

E vesti-me a rigor.

- Marie, espera... - Ei, meu.

Vai partir-te o cora��o.

O que � que quer dizer com isso?

Ela � uma mulher, � esse o seu papel.

- Algu�m partiu o teu cora��o? - O meu?

Nunca.

Sou demasiado inteligente para eles.

Espera. Ouvi algo sobre uma rapariga chamada Chris. Ouvi dizer que ela � dif�cil.

Chrissy...

Sim... Eu sa� com ela.

Gostas dela?

Est� bem, podes contar-me.

Sim...

Pensas nela quando ela n�o est� por perto?

Conseguem imaginar o que ela deve estar a pensar?

Achas que se ela te conhecesse melhor, ia gostar de ti, n�o achas?

Sim.

Detesto ter de te dizer isto, amigo, est�s apaixonado.

- N�o! - Sim. Sim. Acalma-te. Acalma-te.

- O que � que eu devo fazer? - Diz-lhe como te sentes.

- Sai daqui. - A s�rio, as mulheres gostam disso.

- N�o posso. - Estou a dizer-vos, ela n�o vai...

resistir-vos-�. Acredita em mim. Aprende comigo. Eu conhe�o-o bem.

- �? - �.

- Muito bem. Muito obrigado. Muito obrigado. - Foi um prazer.

- Feliz Dia das Bruxas. - Para ti tamb�m.

Esta � a casa Calder?

Sim, � verdade.

�timo.

O Chris est� em casa?

O Chris? Ele foi-se embora...

A s�rio?

Acho que os vou deixar aqui ent�o.

Obrigado, Sr. Calder.

Para quem s�o as flores?

Para a Julie.

Podes tomar conta deles? N�o me estou a sentir muito bem.

"Chrissy,

Pe�o desculpa por sexta-feira � noite.

Da pr�xima vez, terei mais cuidado com as minhas m�os.

Com amor, Kurt."

Chrissy...

Christopher.

Por favor, digam-me que � uma piada est�pida.

Chris?

- Tens um minuto? - Sim, claro, pai. O que � que se passa?

- Como est�o as coisas com a Marie? - Bem. Porqu�?

Dormiste com ela?

Pai!

Chris.

Tu...

�s homossexual?

- O qu�? - Se for, �timo. Eu compreendo.

Pai, do que � que est�s a falar?

Um rapaz trouxe-te flores.

N�o devia ter lido o cart�o, mas...

Por favor, Chris... Podes confiar em mim.

Isto � uma piada, pai. � isso que est� a acontecer. Apenas uma piada.

� o mesmo tipo que anda a meter-se comigo desde o in�cio das aulas.

Agora ele quer complicar as coisas contigo. � s� isso.

Ent�o...

n�o h� nada entre ti e aquele Kurt?

O pai! Ele ainda me chateia na escola. Mas um romance? Por favor.

Pensei que tinha acertado com ele.

E eu pus as m�os. Devia ter arrancado as m�os.

Pai, ele desarrumou o meu arm�rio. Rabisca nas paredes da casa de banho.

Com coisas feminizadas. Sabes, esse � o problema. Coisas feminizadas.

Informaste a dire��o?

Sim, mas n�o fizeram nada.

Isso � absurdo. Falo com eles amanh� de manh�.

N�o, pap�! Pai, eu sou um adulto. Eu trato disso.

N�o. Chris, h� certas alturas em que tenho de interferir.

Pai, n�o podes!

Porque n�o?

Ele n�o me incomodou muito, pai.

Descobri que ele est� apaixonado por mim. � por isso que ele est� sempre a perseguir-me.

Por isso, pensei que se f�ssemos jantar fora, ele saberia que n�o h� esperan�a.

Mas ser� que ele tentou alguma coisa?

S� um beijo. Na bochecha, pai.

Mas eu n�o me importei. Ele at� est� a fazer terapia.

- Uma atitude adulta, Chris. - Obrigado, Chris.

De que est�o a falar a esta hora?

- Coisas de homem. - Coisas de homem, m�e.

Bem... Eu gostava de falar de coisas de mulheres... grandalhonas.

- Boa noite, filho. - At� amanh�, filho.

- Ol�, Alanis. - Sim?

- Aqui est�o os cartazes do Festival. - Fixe!

- Cuida da tua voz. - Claro que sim. Ei, malta!

Muito bem. Muito obrigado, meninas.

�timo.

Pr�ximo, por favor!

Sim, conseguiram! Western State, aqui vamos n�s!

- N�o posso acreditar! - Chris!

- Adeus, Chris. - At� logo.

Isso n�o vai ajudar a sua imagem.

V�em o que t�m para vestir?

� claro que as nossas sess�es n�o ajudaram.

E ainda n�o contaste aos teus pais!

Estou t�o envolvida no Festival que ainda n�o me sinto preparada.

N�o posso esconder isto da dire��o para sempre!

Agora, como te recusas a trazer os teus pais, s� me resta uma op��o.

Charlene, p�e-me no comando.

Menina G, n�o fa�a isso.

Alyson? � a S�nia. Olha... Chris!

Eu trago-os. Eu prometo. Eu trago-os aqui, est� bem?

- S�nia? - Alyson.

- O que � que aconteceu? - Vamos almo�ar na segunda-feira?

- Segunda-feira? Claro que sim. - Isso � �timo. Muito obrigado.

Adeus.

Quando, Chris?

Preciso de algum tempo para me preparar. Na pr�xima semana. Eu prometo.

Depois do acampamento da claque?

Sim. Quero deixar uma coisa bem clara para algu�m.

Acho que isto me vai fazer bem, Miss G.

�timo, Chris.

Ele est� a fazer progressos.

Oh, obrigado. N�o o poderia ter feito sem ti.

Obrigado.

Vou estar de olho em ti na Western State.

E na segunda-feira vais trazer os teus pais aqui!

Est� bem.

Mais alguma coisa?

Eu tamb�m levo estes.

"O que as mulheres realmente querem".

"O homem expressivo".

"Sensibilidade - Como control�-la".

"O amor � a for�a". J� li este.

- � para a minha irm�. - A s�rio? Isso � �timo.

64,25 d�lares, por favor.

- $64,25? - Sim.

O fim de semana inteiro em Portland? Quantas pessoas v�o?

M�e, est�o todos a ir.

Alguma rapariga?

Alguns.

- H� algum acompanhante? - Tenho a certeza que ele se vai portar bem.

Obrigado, pai. Podes ter a certeza que sim.

C� estamos. Meninas, levem as vossas bagagens. Vejo-vos daqui a meia hora para o treino.

N�O S�O PERMITIDOS HOMENS

Ol�? Sim, um minuto.

- Pai? - Obrigado.

- Estou? - Sr. Calder?

Sim, sou eu.

Chamo-me Emma Stark, sou a m�e da Marie.

A sua filha � ador�vel, Sra. Stark.

O teu tamb�m. Ela disse-lhe que estou a organizar um cortejo?

Com licen�a. O que � que disse?

- Teremos uma comitiva. - Antes disso.

- A Chris � uma rapariga fant�stica. - A Chris?

Sabe...

ela?

Claro que sim. Ela � a melhor amiga da Marie.

At� s�o colegas de quarto no acampamento da claque.

- Acampamento de l�deres de claque? - Em Western State.

O Chris n�o vos disse que se tinha juntado ao grupo? A Marie diz que ela � �ptima!

Mr. Calder? Ol�, Mr. Calder? Ol�?

Louis?

O que � que aconteceu?

Ele � um l�der de claque.

Isso � bom. Est�o a mostrar que t�m esp�rito estudantil.

Raios, Norma. Ele � da equipa da claque.

Ela tem ido � escola como uma rapariga.

- Tenho de sair... - Ei!

Sabia que.

Mas n�o sabia que era t�o grave.

Ele est� a vestir-se como uma mulher. O que � que pode ser mais grave?

Ele podia casar-se.

Com um homem ou uma mulher?

Ouve, pai...

Ele f�-lo s� por causa do Kurt.

O Kurt gosta dele vestido assim?

N�o, pai. Ele f�-lo para se esconder. O Kurt pensa que � uma rapariga.

- Ele pensa? - Sim, ele pensa.

O que � que ele pensa?

Louis, espera!

- Sim, tens raz�o. Este � aborrecido. - Muito aborrecido.

Conhece outras dan�as?

Sim.

Roger Rabbit... Robocop...

- Lambada, a Dan�a Proibida... - Sim! Vamos dan�ar Lambada.

N�o acho que devamos.

Porque n�o?

� proibido.

V� l�, Chris, n�o importa. Tu ser�s o homem.

Preparado?

Isto far� com que as cabe�as se virem.

Vira-te de costas.

Marie...

Tenho de vos dizer uma coisa.

Acho que deves saber isso...

Chris!

Marie?

Oh, meu Deus.

Seu idiota! Eu n�o acredito nisso!

N�o vai ficar assim...

Pap�! Mam�!

Chris!

Olhe para si pr�prio.

- Os meus seios s�o muito altos, n�o s�o? - S�o �ptimos.

J� chega! Peguem nas vossas coisas! Vamos embora!

E tira esse maldito suti�!

Chris, precisamos de falar.

- Devias ter-lhe feito frente! - Pai, n�o est�s a perceber.

Eu percebo perfeitamente. O meu filho � um cobarde.

- N�o tens de lhe chamar isso. - Ele vai voltar para Hamilton.

- Pai, vou perder o Festival! - N�o h� discuss�o.

N�o vou deixar o meu filho usar roupa de mulher.

A transfer�ncia demora uma semana.

Por isso, ele vai ficar em casa doente.

Se te aproximares de um Bentley, vais ter problemas!

- Chris? - Chris?

Lamento. Quarto errado. Quarto errado.

Kurt?

Kurt, o que est�s a fazer?

O teu cabelo � lindo.

- Kurt, o que est�s a fazer aqui? - Onde est� o Chris?

- Ela foi-se embora. - Ela foi-se embora?

Gastei 50 d�lares numa peruca e ela desapareceu?

Gra�as a Deus que esta saia estava em saldos.

Kurt, h� uma coisa que tens de saber sobre o Chris.

Marie, tu dirias qualquer coisa para me manteres longe dela.

- N�o, tu n�o entendes. - Marie, tu � que n�o entendes.

Gosto muito dela.

N�o...

Eu amo-a.

� isso mesmo. Eu disse.

Adoro-a!

Oh, Kurt, n�o.

N�o, Marie. Escondi os meus sentimentos durante muito tempo.

No in�cio tive medo...

mas o Chris mostrou-me que o amor � a for�a.

Abracei o meu lado feminino.

O Chris quer abra�ar o meu lado feminino.

O qu�?

Kurt, por favor, esquece-a, est� bem?

O que � que � isso?

- � da Jupiter Records. - Fixe!

- Que raio! - O que � que se passa, p�?

Ler a �ltima parte. A �ltima parte.

"V�o participar no Festival de Inverno de Bentley.

Eu vou l� estar � procura dele.

Acabou o jogo, p�.

Bem, acho que podia come�ar uma banda s� de raparigas ou assim.

Muito engra�ado, p�.

- At� amanh�, Lisa. - At� amanh�.

Menina Glatt.

Posso ajudar-vos?

Sou eu.

Chris.

Preciso de falar contigo.

Disse-lhes a verdade?

N�o, e n�o sei se posso.

Eu f�-lo-ia no Pep Rally.

� frente de toda a gente? E mostrar aos meus pais o que eu fiz?

Chris, est�s a pedir-me para te ajudar a enganar os teus pais.

-N�o posso fazer isso. - Perderei tudo aquilo por que lutei.

N�o fui eu que escolhi o teu arm�rio.

Gastou muita energia a esconder-se das suas batalhas.

Porque n�o gasta um pouco de energia para os enfrentar?

Cara Chris Calder,

a sua cassete mostra que � um jovem com um talento musical consider�vel.

Uma vez que a Jupiter Records se dedica ao desenvolvimento de novas

compositores e cantores, estamos interessados em v�-los em a��o.

Uma vez que vai participar no Festival de Inverno de Bentley,

Estarei l� � tua procura.

Hora do espet�culo, rapariga.

Pensei que estavas doente.

N�o o queria perder.

Escola de Bentley.

N�o, n�o fui eu. S� queria verificar se a Chris Calder foi � escola hoje.

- Sim, ela veio. - Ela veio. � que...

Ela estava?

- Ela � boa, K. - Ela � mais do que isso, meu.

Ela � �nica.

- A culpa � toda tua. - A culpa � minha?

N�o o deixava brincar com armas.

- Qual � a tua cor favorita? - Roxo e dourado!

- Canta! Bem alto agora! - Roxo e dourado!

Certo, Packers!

Agora tens de votar em quem achas que deve ser o pr�ximo Capit�o Pep.

Para as ajudar, as raparigas v�o dizer-lhes porque � que acham que devem ser votadas.

A primeira �...

- Sra. Chris Calder. - Sim!

Espera, espera. Espera aqui.

Gostava muito de ser o Capit�o Pep.

Mas estou a sair do grupo.

Eu n�o perten�o a ele.

Gosto muito da Bentley School e vou continuar a vir c�.

� que estou a ficar muito cansada de pensar no que vestir.

Pelo menos da forma como me conheces...

Eu n�o sou uma mulher.

E ultimamente tenho-me comportado muito mais como um homem.

E agora tenho de tratar de uma coisa.

Marie...

Marie! Marie, espera um segundo. Marie!

T�nhamos um encontro!

E comprei-te flores.

Uma briga de casal?

Espera a�.

O Kurt n�o sabia nada sobre isso, est� bem?

Sim? E a reuni�o que tiveram?

A nossa reuni�o? N�o aconteceu nada.

Embebedei-o e disse-lhe que o t�nhamos feito.

Se ele descobrisse, n�o diria nada.

Ent�o n�o est�s...

Se fosse, acho que eu seria o primeiro a saber, certo?

Se for esse o caso...

ent�o o Kurt precisa de acertar as contas consigo.

Muito bem, Kurt.

Podes bater-me.

- Est�s a brincar, meu? - H� algum problema?

Certo, malta.

Vamos procurar raparigas a s�rio.

- Desculpa, pai. Baixei a guarda. - Est� tudo bem, est� tudo bem.

Vamos l�. Vamos l�.

Marie? Consegues ouvir-me?

O qu�?

Pe�o desculpa por te ter mentido e manipulado, est� bem?

Tens todo o direito de me odiar.

Sim. Podes crer.

Quero voltar a ser teu amigo.

O tempo que pass�mos juntos foi fant�stico.

Tenho cara de idiota?

A �nica raz�o pela qual ele vivia comigo era para me levar para a cama.

Mas isso n�o muda nada.

Quero saber quem �s.

Preocupo-me com os teus sentimentos.

Sinto-me p�ssima e, no fundo, acho que n�o te importas com o que sinto.

Pe�o desculpa. A s�rio que sim.

J� n�o posso confiar em ti. Foi tudo uma grande mentira.

Pe�o desculpa por te ter magoado.

Tentarei ser melhor na pr�xima vida.

Muito bom. Muito bom.

Vamos dar um super espet�culo, pessoal.

- Boa sorte com o espet�culo, Chris. - Sra. Welch.

Fica bem aos teus olhos.

Obrigado.

Chris.

-s�o os pr�ximos. - N�o faz mal.

Boa sorte.

Obrigado.

Queres... sair comigo hoje?

N�o.

Hoje n�o.

- Vamos dar as boas-vindas... - Tenho de ir.

no quinto Festival de Inverno da Bentley School

ao Chris Calder e � Alanis!

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