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Anteriormente…
Eles vão inverter o Nexus da Lua e libertar os seres do limbo.
Mors spiralis!
Claudia, sabes o que vem a seguir. O que preciso que faças.
Disparem. Agora!
Não temos medo de ti.
Se os amas,
a Rayla, o Ezran, todos eles, farás tudo para os salvar.
Tem de haver outra forma. Outra forma sem ti.
Tenho um plano.
O PRÍNCIPE DRAGÃO O MISTÉRIO DE AARAVOS
LIVRO 7 ESCURIDÃO
CAPÍTULO 7 O TITÃ E O REI
Caro Ezran,
comecei a escrever-te uma carta.
Sobre o quão lamento ter-te magoado.
Sobre o quão triste estou por estarmos mal.
E sobre como tenho a certeza
de que conseguiremos resolver as coisas.
Mas isto não é essa carta.
Porque descobri que o meu pior medo se realizou.
O Aaravos voltou.
Ele libertou os espíritos dos mortos para o mundo dos vivos.
Eles não sobrevivem à luz do dia, mas o Aaravos tem uma solução.
Ele quer trazer a noite eterna.
Felizmente…
… eu também tenho um plano.
Novos e velhos amigos vão ajudar-nos a travá-lo.
O Aaravos precisa do Orbe do Sol em Lux Aurea para corromper o Sol.
Primeiro, vamos avisar a Rainha Janai e a Tia Amaya.
Têm de proteger o orbe a todo o custo.
Segundo, precisamos de outra pérola colossal.
Vou pedir à Arquimaga Akiyu para criar uma.
Depois, teremos de confrontar o Aaravos.
E precisamos de ajuda.
Terceiro, vamos reunir os arquidragões.
Domina Profundis, das profundezas do oceano.
Rex Igneous, de Umber Tor.
E Zubeia, se estiver bem.
É por isso que preciso de ti, Ezran. Traz a Zubeia até Lux Aurea.
Se os arquidragões segurarem o Aaravos uns segundos,
usarei magia do oceano para prendê-lo na pérola nova.
Não precisamos de o segurar uns segundos. Já o capturámos.
Se estivesse aqui, o Callum saberia.
Olá!
Rei Ezran!
É este o plano do Callum.
Prender o Aaravos noutra pérola com a ajuda dos arquidragões.
Caramba!
Mas tu já tens o Aaravos preso. Já não falta tudo.
Ele está à nossa mercê, graças ao Corvus e à Aanya.
Temos o Aaravos, mas devíamos ajudar o Callum.
Está bem, mas eu não posso sair daqui com o Aaravos preso.
Soren, tu e o Corvus vão buscar a Zubeia.
É como dizem:
"O caminho do que procuras está cheio de cogumelos."
- Ninguém diz isso. - Claro que dizem.
Rei Ezran, o que vai fazer com o Aaravos?
Vou entretê-lo até voltarem com o Callum e a pérola.
Estaremos preparados.
Uma visita do próprio rei?
É uma honra.
Errado. Estou aqui para te julgar.
Os teus crimes são incontáveis,
mas são lembrados pelas tuas vítimas.
Parece que já me declaraste culpado.
Culpado ou não, um rei deve olhar para os rostos
e ouvir aqueles que julga.
O que tens a dizer em tua defesa?
Eu…
… sou inocente.
Desculpe, é a Tia Amaya?
Bem, muito prazer na mesma.
É a Tia Amaya? Não?
E o senhor?
Adoro o visual.
Olá. É…
"Tia Amaya? Não.
Sou a Rainha Amaya.
Mas deduzo que conheces os meus sobrinhos."
É esse o plano do Aaravos. Vem buscar o Orbe do Sol e…
Vai matar o Sol.
Mas o Callum disse que podem impedi-lo.
"Impedi-lo?
Podemos lutar, mas será suficiente?"
Não, não será suficiente.
Nenhum exército consegue enfrentar um Titã das Estrelas.
Não podemos proteger o Orbe do Sol do Aaravos,
mas talvez possamos destruí-lo.
O feitiço é delicado e perigoso.
Só o Mago do Fogo mais poderoso consegue fazê-lo.
Só uma pessoa entre os Elfos do Sol pode fazer isto.
Nem pensar.
Condenaste-me à morte e, agora, atreves-te a pedir-me um favor!
Nunca destruirei o orbe
enquanto há uma hipótese de ser restituído.
"Nem para salvar uma vida?"
A vida de quem?
A minha?
Não, a do Sol.
E tu és o único que pode salvá-lo.
Saudações!
Gostava de ver o Rex.
Receio que seja impossível.
Infelizmente, não o vemos há meses.
Têm a certeza?
Tenho a certeza de que vi alguém ali.
Absoluta. Ele não está ali. Não fazemos ideia onde possa estar.
Temos imensas saudades dele.
Pronto, adeus. Volta daqui a uma década ou assim.
É uma pena. Trouxe um presente delicioso.
É a primeira vez que este doce sai do Bosque Prateado.
Estou a ver que já conhecem a minha maior vulnerabilidade.
O facto de ser guloso.
Qual é o teu pedido, elfo do Bosque Prateado?
Prova isto primeiro, dragão, e, depois, falamos.
Inocente? Tu não acreditas nisso.
É a verdade.
Chamas-me inimigo, mas eu sou o teu maior aliado.
Olha à tua volta.
O Sol Regem destruiu a tua cidade e morreu porque eu quis.
Eu já tenho aliados.
Os elfos e os dragões, todos vítimas da tua maldade.
Receio que os elfos e os dragões sejam aliados fracos.
Durante séculos, vi-os a impor a ordem deles,
degradando e oprimindo os humanos.
Referes-te aos elfos e aos dragões que tu traíste?
Eu traí-os, sim,
partilhando o dom da magia.
Isto não prova a minha inocência?
Eu fiz o que fiz pela humanidade.
Por vocês.
Pareces conhecer a minha história, por isso, deves conhecer a minha tragédia.
Deves saber como os teus aliados destruíram a minha Leola
por partilhar a magia com os humanos.
Eu continuei a empoderar a humanidade para libertar Xadia.
Que foi oprimida por eles.
És muito bom a contar quase toda a verdade.
Quase toda?
Que verdades deixei de fora?
Tu ensinaste-lhes magia negra.
Não os salvaste. Corrompeste-os.
Tu chamas-lhe corrupção.
Eu chamo-lhe cedência.
As crianças pensam que o mundo deve ser de uma certa forma ou de outra.
Com maturidade, aprendemos que vivemos entre ambas.
Eu só ajudo a humanidade a amadurecer, para serem livres.
Isso não vale a cedência?
És extraordinário, Ezran.
Bondoso, corajoso e sábio.
Vai começar uma nova era em Xadia. Acho que tu sabes disso e tens medo.
Não tenhas medo. Aceita isso.
Junta-te a mim.
Tens o poder para transformar num triunfo o que pode ser uma tragédia.
Para tornares a nova era um amanhecer para a humanidade.
Mas só se conseguires superar a tua hesitação infantil.
Só se conseguires ceder e deixar-me ajudar-te.
Olá! Muito prazer.
Muito prazer. Caramba! São imensos.
Lamento, mas a Rainha Dragão ainda não está recuperada.
Mas precisamos da ajuda dela para travar o Aaravos.
Quando vai ficar bem?
Esta magia de corrupção é das mais poderosas que já vi.
Transformou o ser mais grandioso
num monstro de escuridão pura.
Estás a dizer que, se a Zubeia sair agora,
a corrupção será irreversível?
Não. Tragam-na daqui a uma semana ou duas. Volto a pôr os unguentos e ela fica bem.
Vocês são fofos, mas eu tenho de me ir embora.
Pessoal!
Tens razão, Aaravos, eu liderarei o mundo para uma nova era.
Mas não vou ceder contigo.
Continua.
Dizes que devo acreditar em ti porque és poderoso e antigo
e que eu sou jovem demais para perceber.
Acho que é ao contrário.
Passaste tanto tempo a ver o mundo com ódio
que não consegues ver outra forma de obter o que queres. Eu consigo.
Agora, és tu que estás a ocultar uma parte da verdade.
O quê?
A humanidade só pode ser vista através da história.
Se me permites, vou contar-te a tua história, Ezran.
As partes que não te contaram.
Há 3 mil anos,
o arquidragão Shiruakh lutou contra o Elfo das Estrelas Laurelion.
O Shiruakh deu a dentada fatal,
mas, na tempestade cósmica que a morte de um Grande trouxe,
o dragão também morreu.
Um das suas grandes presas foi transformada numa arma,
a arma que pode matar um Elfo das Estrelas.
É conhecida como Novalâmina.
Isso não tem que ver comigo.
Não?
A Novalâmina chegou à tua antepassada,
a jovem que teve um papel crucial na minha desgraça.
Podia ter usado a arma para me destruir, mas optou por me prender,
para me poupar a vida.
Porque achas que o fez?
Quando a tua antepassada morreu, a arma perdeu-se na história.
Ela levou o segredo com ela.
Então, vou fazer como ela.
Voltarás a ser preso, Aaravos.
E, desta vez, nunca escaparás.
Preso?
Por quem?
Pelo teu irmão?
Não entendo.
O que se passou?
Houve uma tempestade?
Nada da natureza conseguiria matar todos os seres vivos desta praia.
Isto foi um ataque.
As poças de maré.
Não estão quentes, estiveram a ferver!
A Akiyu está em perigo!
Não fales do Callum.
Tu e o teu irmão têm muita afinidade.
O Callum vê o mundo como eu,
entende a necessidade de ceder.
Em breve, o teu irmão usará a magia negra
para salvar quem ama.
Viste isso escrito nas estrelas?
Não.
Vi isso escrito nos olhos dele.
Estás a mentir! O Callum nunca faria isso!
Eu nunca minto, Ezran.
No fundo, tu já sabes isto.
O Callum seguirá o caminho das trevas, mas não tens de o deixar ir sozinho.
Podes juntar-te a ele.
A nós.
É uma pena.
Gostei da nossa conversa, jovem rei. Mas já estive aqui tempo demais.
Olha.
O Sol já se pôs.
Não!
Não!
Akiyu!
Não.
O que…
O que se passou?
Não estamos sozinhos.
Claudia!
Eu sei que és tu. Aparece!
Para de te esconder!
Callum, eu estava escondida, mas não pela razão que pensas.
É porque fizeste algo horrível?
Porque tens medo de enfrentar as consequências?
Não.
É porque não te queria matar também.
Petra volare!
Pavimento liquefactum!
Galida pavimento!
Fulgur hastem.
Veinus frigoris!
És impressionante, Callum. Aprendeste magia primária.
Mas a magia negra será sempre superior.
Por favor, Claudia.
O que é suposto fazer? Vá lá, Callum! Eu não te odeio. Não te quero matar.
Mas tu não me dás opção.
Não te mexas.
Larga o bastão. Atira-o para longe.
Como é suposto fazer isso sem me mexer? Disseste para não me mexer.
Já!
E agora?
Agora, esperamos que o Callum fique bem.
E, depois, decidimos se vives ou se morres.
Draconis praesidium.
Murus aquae!
Foi-se embora.
A culpa é toda minha.
Eu devia saber.
Sem a Akiyu, não há pérola e não podemos derrotar o Aaravos.
Não há tempo para te culpares.
Há mais alguém, algum mago que possa criar outra prisão?
Não, não há mais ninguém.
Mas talvez haja outra forma.
Runaan, tenho de te pedir um favor.
Venham, sombras famintas.
Espíritos furiosos e cruéis, venham.
Temos de ir.
Não te esqueças, Ezran.
Eu nunca minto.
Crianças da noite,
rejubilem na escuridão.
Em breve, nunca mais terão de temer o amanhecer.
Vossa Majestade.
Legendas: Ruben Oliveira
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