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Original subtitles

Anteriormente…

Estás vivo!

És tu! Resultou!

Estou vivo!

Prometi ao elfo que amo que voltaria para ele

e não vou fazê-lo esperar mais.

Precisamos de uma pedra primária.

É preciso um ingrediente muito raro

que só há num lugar onde já houve unicórnios,

o Jardim dos Inocentes.

O mapa está totalmente em branco agora. Não tem nada.

Mas o Terry consegue vê-lo?

Temos de o deixar guiar-nos.

Não dissemos ao Terry que os unicórnios vêm aqui para descansar para sempre.

O passo final,

a pedra deve viajar por todo o mundo.

Agora, voa.

O PRÍNCIPE DRAGÃO O MISTÉRIO DE AARAVOS

LIVRO 7 ESCURIDÃO

CAPÍTULO 4 ASSUNTOS PENDENTES

Ali está! O Bosque Prateado.

Eu sonhei com isto.

Runaan, vai andando.

Que disparate! Vamos juntos.

Sim, mas tu queres estar com o Ethari, certo? A sós?

Sim.

Então, vai lá. Nós vamos atrás de ti.

Não o faças esperar.

Ainda não lhe disseste que foste banida.

Não consegui.

Não fui capaz.

Desculpe, mas estou ocupado. Volte mais tarde.

Já esperei demasiado tempo.

Olá, meu adorado fantasma.

Voltaste para me assombrar?

Assombrar-te?

Vejo-te em todo o lado.

Ouço a tua voz quando não estás.

Mas imploro-te, Runaan.

Deixa-me em paz.

Deixa-me esquecer-te.

Mas eu fiz-te uma promessa.

E eu quero aceitar que foi quebrada.

Não foi quebrada, Ethari.

Eu cumpri a minha promessa.

Sou eu.

Voltei.

O meu coração.

O meu coração!

Bom dia, Terry.

Esperar que a pedra primária desse a volta ao mundo parecia giro,

mas, na verdade, é uma grande seca.

Espero que os teus pesadelos te tenham deixado descansar.

Mostra-me onde encontraste as penas.

Certo. A pena grande e a pena muito pequena.

É perto da ponte.

- Volto já, amor. - Não se divirtam muito sem mim!

Agora, de volta ao céu.

Isto não é necessário.

Agora está perfeito.

Apresento-te…

… o elfo Callum!

Tira isso, Callum. Vamos embora.

O quê?

Porquê?

Porque não posso voltar ao Bosque Prateado.

Fui banida por ter abandonado os outros assassinos.

Eles morreram por minha causa.

Eu sei, mas e o Runaan e o Ethari?

Não podes…

São a tua família.

Pois são. E eu não posso ser um fardo para eles.

Eu é que tenho de viver com o que fiz.

Além disso, o meu lar é onde tu estiveres.

Rayla!

Porque não me disseste nada?

Pensei que era óbvio. Pensei que já sabias de nós!

Não é isso! Que passaste a fantasma!

Certo.

Certo. Isso.

Não queria que te preocupasses comigo. Se te tivesse dito…

Nem mais uma palavra, Rayla.

Somos a tua família.

Vamos resolver isto.

Há uma forma.

Foi aqui.

Há imensas penas.

Mas o que procuramos?

A pedra primária terá toda a magia de que precisamos.

Mas, para aceder ao limbo, onde as almas perdidas esperam,

temos de encontrar uma chave especial.

Olha para ali.

Uma mãe pássaro.

Sabes como sei?

Ela apanhou duas minhocas! Tem crias para alimentar.

Bem visto.

Ela é a chave.

Ela? A mamã pássaro?

Sim. Os que estão presos no limbo deixaram algo para trás neste mundo.

Têm assuntos pendentes.

O que estás a fazer? Para!

Eu disse para parares!

Vês?

Enquanto morre, ela só pensa nos filhotes.

Nas crias pequeninas dela,

que estão seguras e quentinhas num ninho,

e em como ela falhou.

Ela faria tudo para voltar para eles, mas não pode.

Acabou.

E é por isso que ela terá assuntos pendentes.

Guardião Lyrennus.

Mestre de Espadas?

É impossível! Pensámos que tinhas morrido.

Que vocês estavam mortos.

Se estão vivos, os outros…

Perdemos os outros assassinos. Todos menos uma.

Uma que foi injustiçada pelo Bosque Prateado.

A Rayla está viva.

Estás a falar de um fantasma.

Estou a falar da minha filha.

Mortuos videre.

Exigimos que a Rayla regresse ao Bosque Prateado.

Invocamos o Ritual da Nova Lua.

Venham comigo.

Neste vazio, está o Poço dos Esquecidos.

Foi onde fizeram o feitiço para te banir

e só aqui pode ser desfeito.

Para invocar o ritual, um de vocês tem de ligar o seu destino ao dela.

Ambos o faremos.

Não voltaremos a separar-nos.

Como quiserem.

Se falhares, fantasma,

eles terão o teu destino.

Serão banidos deste lugar para sempre.

Venham.

O ritual espera-nos.

Os forasteiros não são bem-vindos aqui.

Certo, claro.

Não quer que um Elfo da Terra vos siga até lá abaixo, pois não?

Mentiste-me!

Eu nunca minto. Só disse que precisávamos de uma pena grande e de uma muito pequena.

Mais nada.

O que tu fazes é pior do que mentir.

Dizes meias verdades e deixas o resto no ar.

Fazes as pessoas mentir a elas próprias. Isso é engano.

É manipulação e está errado. Vou dizer à Claudia.

Isso não mudará nada.

Ela ama-me.

Agora, sou o pai dela e ela é a minha filha.

És doentio!

Sou?

E a Claudia?

Ela sabe muito mais do que te diz e faz isso para te proteger.

Para me proteger?

De que estás a falar?

O mapa mágico.

Eu e a Claudia não o vemos.

Precisávamos de alguém com um coração puro para nos levar ao Jardim dos Inocentes.

Alguém como tu.

- Ela disse-me que conseguia vê-lo. - Não, não disse.

Suponho que assumi isso.

E o jardim é um lugar de descanso, tal como te dissemos,

mas há mais.

É um cemitério.

Um lugar onde os unicórnios vieram para morrer.

Como pude ser tão estúpido?

A Claudia sabia disto e agora tu também sabes.

Ela usou-me.

Sim, e eu não tenho prazer com a tua dor, mas isto era inevitável.

O coração puro é uma dádiva da infância.

Durante alguns anos maravilhosos,

todos temos olhos inocentes para ver a beleza do mundo de uma forma simples.

Terrestrio, tiveste sorte

e tiveste essa maravilha inocente durante mais tempo.

Não!

Vi gerações de humanos e elfos

a aceitarem a escuridão que se esconde em todos, ao lado da luz.

Não há preto ou branco, só tons de cinzento.

Todos somos complexos.

Mas, por favor, acredita em mim, há beleza neste fardo.

Ficarás de coração apertado, mas acabaram-se as meias verdades.

Juntos, faremos o que tem de ser feito,

por muito perigoso

e vil que seja.

Como a própria Lua,

todos nós podemos renascer das trevas.

Para renasceres,

tens de provar que mereces o perdão e a absolvição.

Avança, fantasma.

Enfrentarás os cinco elfos que enganaste,

aqueles cujo sangue e dor só tu carregas,

e serás julgada.

Olá outra vez.

A vida é preciosa.

A vida é valiosa.

Nós tiramos vidas, mas não o fazemos de ânimo leve.

Tiraram-vos as vossas vidas,

mas os vossos sacrifícios não foram em vão.

Callisto, deste o teu fôlego pela liberdade,

e nós libertámo-nos de uma guerra horrível e inútil.

Andrómeda, deste os teus olhos pela verdade,

e nós descobrimos a verdade que mudou o mundo.

Skor, deste a tua força pela honra,

e agora os humanos e os elfos tratam-se com honra de novo.

E, Ram,

tu deste o teu sangue pela justiça.

Mas o que é a justiça?

O rei morreu nessa noite.

Uma vida por outra vida. Isso é justiça?

Quanto sofrimento é suficiente para pagar pelos nossos erros?

Não tenho as respostas.

E lamento imenso.

Mas vou ter-vos comigo para sempre.

Cinco elfos.

Significa que o último deves ser tu.

Runaan…

Rayla, só tens de te perdoar a ti própria.

Guardião, não acabou?

Acabou?

Achas que isto acabou? Depois de tudo o que fizeste, fantasma!

Lyrennus, não faças isto!

Não deixes que a tua dor interfira no teu julgamento.

A dor dele? Como assim?

Mataste o meu filho!

Ram?

Eu sou o quinto elfo com quem procedeste mal!

Tens o sangue do meu filho nas tuas mãos!

Não!

E eu nunca te perdoarei, traidora!

Continuarás a ser um fantasma

e a tua família pagará o preço contigo!

Eu sei que te devia ter dito. Eu sei!

Mas, Terry, eu já fiz muitas coisas más

e tu sabes que foram por boas razões.

Qual é a diferença disto?

Tu não me deixaste escolher.

Usaste-me. Nunca tinhas feito isso.

Não é assim que se trata alguém que se ama.

Não se trata assim ninguém!

Se deixar que me trates assim, não consigo continuar a ser eu.

És sempre tu!

Estás a ser tu agora!

Não.

O Aaravos disse que isto me mudaria, mas eu amo-me tal como sou.

E, se me deixar mudar por alguém de quem não gosto,

não sou a pessoa por quem te apaixonaste, pois não?

Isto significa o que eu penso?

O filho do guardião está morto e a culpa é minha!

Ele nunca me perdoará.

Isto não está certo.

O que fizeste foi difícil, mas foi a coisa certa.

Tu sabes disso. Eu sei.

Terei de lhe implorar. Vou dizer-lhe o que quer ouvir.

Não! Não te traias, Rayla!

Mas, Runaan, não posso deixá-lo sofrer pelo que fiz.

Não podes carregar a dor dele.

O teu sofrimento não curará as feridas dele.

Seja qual for a escolha dele, somos uma família e estamos juntos.

Ele não nos pode tirar isso.

Fantasma. Pensei que ias fugir de novo.

Estou aqui, mas não para te dar o que queres.

Não vou implorar que me perdoes.

Como te atreves?

Perdeste uma pessoa.

Estás zangado, magoado e sozinho.

O que sinto não importa aqui.

Fizeste um juramento e quebraste-o.

Tem de haver justiça!

Todos demos uma parte de nós por aquela missão.

O teu filho deu sangue pela justiça

e ninguém devia ter de dar sangue pela justiça. Ninguém!

Mas o meu filho está morto!

Nunca mais o verei.

Nunca. Alguém tem de pagar.

Tu tens de pagar!

Lamento muito pelo Ram,

mas nem o teu ou o meu sofrimento o trarão de volta.

Se me queres castigar, não te posso impedir.

Mas não creio que te trará paz, apenas mais dor.

Honrarei a tua escolha, guardião.

Como a Nova Lua, renasceste,

Rayla do Bosque Prateado.

Vais ficar bem?

Vai lá. A tua família está à espera.

Estou em casa, finalmente!

Isto é uma coisa de grupo ou…

Não sei se devo participar no abraço ou ficar ao lado…

Está bem!

Onde está o Terrestrio?

Foi-se embora,

porque descobriu a verdade.

Eu sabia que ele se iria embora.

Ele disse que me amaria para sempre, acontecesse o que acontecesse.

Mas teve de ir embora, por ele.

E porque tinha assuntos pendentes.

Vale a pena?

Olá, pequeninos.

Lamento imenso.

A vossa mãe não voltará.

Está tudo bem.

Eu vou cuidar de vocês.

Legendas: Ruben Oliveira

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