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Deixe-me subir l� e tentar uma vez antes de entrar.
Acho melhor ficarmos na parte rasa por um tempo.
At� voc� ganhar confian�a.
Por favor.
Certo, v� em frente. Vou ficar de olho.
Ok, aqui vou eu.
* Tradu��o: RobOpen *
Sr. Gunn, h� um cavalheiro esperando no bar, para ver voc�.
A menos que seja amigo pessoal seu, terei que pedir a ele que saia.
N�o sei quem �, mas por que ele tem que sair?
Ele n�o est� usando gravata.
� mesmo?
Pedi a ele para usar gravata, v�rias vezes.
Qualquer cavalheiro neste bar tem que usar gravata.
De alguma cor em particular?
A cor � opcional, Sr. Gunn.
Leslie, precisa mais do que uma gravata para fazer um cavalheiro.
Mas eu resolvo o problema,
arranje uma gravata para ele e diga que eu volto logo.
Esperando um �nibus?
Um homem.
- Est� esperando h� muito tempo? - Anos.
Talvez voc� esteja parada no lugar errado.
N�o, eu verifiquei o itiner�rio.
- O ponto certo. - Expresso ou local?
Expresso. Direto para a Cidade dos Sonhos.
Nunca ouvi falar desse lugar.
N�o � o seu tipo de lugar.
Todas as pessoas que moram l� s�o casadas.
Pode ser um pouco duro com a YWCA local.
- Pete. - Hum?
Recebi uma carta pelo correio hoje.
S�rio?
O que dizia?
Eles querem que eu entre para um clube do livro.
Voc� vai entrar?
Eu entro se voc� entrar.
Por que voc� quer que eu entre?
- Pete. - Hum?
- Pete n�o � nada divertido. - O qu�?
Ler sozinha.
N�o tenho tempo para ler.
Sr. Gunn?
Vou me trocar.
Desculpe interromper, mas preciso falar com voc�.
N�o quer se sentar?
Quer uma bebida?
Eu n�o bebo.
Sr. Gunn.
Meu nome � Phil Matterson.
Preciso da sua ajuda.
Qual � o problema?
Tive um inqu�rito do legista hoje.
Eles chegaram a um veredito de homic�dio culposo.
Envolve a mim.
Sou instrutor de nata��o.
Semana passada eu estava ensinando uma mulher
a nadar na piscina que ela tinha acabado de instalar.
Eu entrei na casa,
a deixei por um minuto,
enquanto eu estava fora,
ela se afogou.
Voc� quer dizer que mesmo ela n�o sabendo nadar
voc� a deixou sozinha na piscina?
Na parte funda.
O promotor p�blico chamou isso de neglig�ncia grave.
Imagino que sim.
N�o foi neglig�ncia, Sr. Gunn.
N�o foi um acidente.
J� ensinei nadadores iniciantes o suficiente
para saber que n�o se deve deix�-los sozinhos.
Eles entrar�o em p�nico toda vez.
Ent�o por que voc� a deixou?
Eu n�o sei.
Sr. Matterson,
havia mais algu�m por perto quando isso aconteceu?
Ningu�m.
O marido dela estava em algum lugar.
Est�vamos sozinhos.
Voc� n�o deixa uma mulher que n�o sabe nadar sozinha
em 3m de �gua a menos que queira que ela se afogue.
E ainda mais, eu n�o tinha raz�o para sair.
Repito, por que voc� a deixou?
� isso que eu quero que voc� descubra.
Sra. Nielsen era o nome dela.
A casa fica no final da rua Darby.
A piscina fica nos fundos.
Meu endere�o est� na frente deste envelope.
Dentro tem um cheque para sua taxa.
Se n�o for o suficiente, posso conseguir mais.
Eu... Eu estarei em contato.
Sr. Nielsen?
Sim?
Meu nome � Gunn.
Gostaria de falar com voc� por um momento, se me permite.
Voc� � de uma editora musical?
N�o, sou um investigador particular.
Eu, uh...
Suponho que voc� quer me fazer perguntas
sobre o afogamento da minha esposa.
Se voc� n�o se importa.
Ah, eu n�o os culpo.
Se eu estivesse pagando meio milh�o de d�lares,
eu tamb�m faria perguntas.
N�o os culpa, Sr. Nielsen.
A companhia de seguros de vida.
Voc� est� aqui por causa
da ap�lice da minha esposa, n�o?
- N�o. - N�o?
Ah, entre, entre.
Eu estou, uh,
chamando essa de Valsa F�nebre Para Uma Susan Morta.
Susan era minha esposa.
Eu, uh, componho valsas.
� assim que eu rio
e � assim que eu choro.
Eu componho valsas.
Meu primeiro impulso
quando cheguei em casa naquele dia
e descobri que Susan tinha se afogado
foi destruir aquele instrutor de nata��o
com meus punhos nus.
Destru�-lo do jeito que ele a destruiu.
Ent�o eu...
Percebi que fui eu quem causou a morte dela.
Como assim?
Bem, eu n�o o contratei?
Voc� contratou?
Eu fiz. Eu devia ter verificado as refer�ncias dele com mais cuidado.
Devia ter sabido que ele era um alco�latra.
Um alco�latra confirmado. Um alco�latra cr�nico.
O que isso teria a ver?
Voc� n�o sabe?
Receio que n�o.
Ele deixou Susan sozinha na piscina para pegar uma bebida.
Foi por isso que ela se afogou.
Ah, com licen�a.
Amanh� � noite, darei um recital de piano com valsas.
Voc� gostaria de comparecer?
� no centro comunit�rio, 8 horas, entrada livre.
Vou fazer uma sess�o de perguntas e respostas depois do recital.
Sim, tentarei ir.
Posso estar nervoso. � meu primeiro.
Sr. Nielsen, se me permite perguntar,
quantos anos tinha sua esposa?
No auge da vida, 40.
Por que ela esperou at� t�o tarde para come�ar a nadar?
Bem, ela nunca teve tempo para isso antes.
Ela era muito ocupada.
Sr. Nielsen, voc� tem alguma raz�o
para suspeitar que o afogamento de sua esposa n�o foi acidental?
31, 32, entre.
34, 35,
36, 37,
38, 39, 40.
Nossa, homem, uau.
Bem, uma coisa que voc� tem que admitir, Sr. Gunn.
Parece habitado.
Eu, uh...
Falei com o Sr. Nielsen ontem � noite.
Ah? O que ele tinha a dizer?
Que voc� � alco�latra.
Ex. Ex-alco�latra.
N�o bebo h� 12 meses.
Exceto a que voc� tomou enquanto a Sra. Nielsen estava se afogando.
Sim.
Por que voc� n�o me disse que a deixou para beber?
Eu...
Eu estava com medo de voc� n�o aceitar o caso.
Madison, qual era o seu relacionamento com a Sra. Nielsen?
Instrutor para aluno.
S� isso.
Sente-se.
O marido dela me contratou para ensin�-la a nadar.
Ele sabia sobre seus antigos h�bitos de beber?
Claro.
Ele diz que n�o.
Ele sabia muito bem.
Ele � amigo do meu terapeuta.
Foi assim que consegui o emprego.
Mas acho que ele imaginou...
Todos n�s imagin�vamos que eu estava curado.
N�o sei por qu� tomei aquela bebida na piscina da Susan.
Na piscina da Susan?
Sim, Susan. Susan Nielsen.
Ela me pediu para cham�-la de Susan.
Era a piscina da Susan,
O dinheiro da Susan e a casa da Susan.
Tudo.
O marido dela � um desempregado vagabundo sem dinheiro.
Ela o sustentava.
Voc� conheceu Nielsen por meio do seu terapeuta, voc� disse?
Um b�bado reformado tem dificuldade em encontrar um emprego, Sr. Gunn.
Meu terapeuta sabia que Nielsen estava procurando algu�m
para ensinar a esposa a nadar, ent�o ele me recomendou.
Conte-me sobre seu terapeuta.
Bem, o nome dele � Professor Curzon.
Foi ele que me curou da bebida.
Voc� ainda o v�?
Na semana passada foi meu tratamento final.
Ele me deu alta como curado.
Na semana passada?
Um dia antes da Sra. Nielsen se afogar.
Onde � o escrit�rio dele?
Ele trabalha em casa.
Vou precisar de um endere�o.
Claro.
Tem um monte de cart�es de visita em algum lugar aqui.
Um monte, em algum lugar.
Ele est� sempre tentando me fazer distribu�-los para meus amigos.
Desculpe.
Ah. Aqui est�o eles.
Isto � seu?
Sim. O professor Curzon estava tentando
me interessar por arco e flecha.
Boa terapia, mas n�o gosto muito de esportes.
Hum.
Bem, eu, uh...
Estarei em contato.
Phil Madison.
Ah, sim. Agora me lembro.
O nadador. Um alco�latra.
Eu me lembro bem dele.
Ele veio at� mim para pedir ajuda.
Mas eu finalmente desisti.
Tive que dar alta por ser incur�vel.
H� quanto tempo foi isso, Professor Curzon?
Ah, deve ter sido h� seis meses ou mais.
Ele era um b�bado absoluto.
Faltava motiva��o, se � que voc� me entende.
Mentiroso cr�nico tamb�m.
Verdade absoluta � necess�ria no meu tipo de tratamento, Sr. Gunn.
E que tipo de tratamento � esse, Professor?
O melhor.
Este � o homem, Tenente.
Como ele est� se chamando dessa vez?
Professor Curzon. Diz que � terapeuta.
Em sua �ltima acusa��o, ele era Professor Samuels.
Professor Pierce era o pseud�nimo que ele usava antes disso.
Um homem de muitos nomes.
Homem de confian�a?
E n�o � terapeuta.
Embora ele use um truque bonitinho
para fazer as pessoas ensarem que ele �.
- Mentir? - Hipnotismo.
Ele engana as pessoas fazendo-as pensar que ele � o melhor.
- Por qu�? - Golpe.
Tenente, voc� pode me emprestar o psiquiatra da pol�cia por uns minutos?
Eu gostaria de fazer perguntas a ele.
O que voc� est� pensando?
Bem, n�o � sobre minha mente que eu quero perguntar.
Sim, eu diria que sob certas condi��es,
voc� pode curar um alco�latra hipnotizando-o.
Veja, doutor, se voc� disser a algu�m
sob hipnose para fazer algo quando acordar,
ele vai lembrar que recebeu ordens?
Provavelmente n�o.
E ele obedece as ordens?
- Depende. - Do qu�?
Das ordens que receber.
No transe, voc� diz ao sujeito que quando ele acordar,
ele realizar� um certo ato em um certo momento, e ele o far�.
Desde que o ato n�o v� contra
quaisquer valores pessoais ou morais.
Por exemplo?
Bem, voc� n�o pode fazer um homem honesto roubar
ou um homem pac�fico assassinar.
Bem, essa foi uma boa teoria, Pete.
Sim.
O que foi, Tenente?
Pete achou que esse falso professor sobre o qual est�vamos falando,
poderia ser usado para permitir que a Sra. Nielsen se afogasse
contra sua vontade.
Boa possibilidade. Uma boa possibilidade, Tenente.
Mas voc� acabou de dizer que...
O sujeito n�o pode ser obrigado a fazer nada que ele normalmente n�o faria.
Mas lembre-se, seu instrutor de nata��o � um ex-alco�latra.
Sob hipnose,
tomar uma bebida poderia ser bem normal para ele,
at� mesmo atraente.
Certo.
Digamos que lhe damos uma sugest�o hipn�tica.
Dizemos a ele que assim que ela estiver na parte funda da piscina,
ele precisa beber alguma coisa.
Certo. No dia seguinte, quando ela est� cruzando para o fundo,
ele de repente sente um impulso irresist�vel
de beber alguma coisa.
Vira uma compuls�o.
Independente das consequ�ncias, ele precisa tomar aquela bebida.
Ent�o ele a deixa sozinha na parte funda da piscina.
Ele bebe. Ela se afoga.
E o instrutor de nata��o n�o pode dizer
por que ele a deixou sozinha.
Ele n�o tem mem�ria consciente da sugest�o hipn�tica.
Na verdade, ningu�m pode dizer
por que ele foi buscar aquela bebida.
Exceto o hipnotizador.
Eu lhe digo, ele n�o sabe de nada.
E n�o tem como ele descobrir.
Bem, por que ele estava me fazendo todas essas perguntas?
E voc� diz que ele estava aqui falando com voc�.
Peter Gunn � um idiota.
Ele provavelmente veio me ver
porque eu atirei uma flecha nele.
Voc� o qu�?
Eu s� queria assust�-lo um pouco.
Bem, agora ele vai ficar ainda mais desconfiado.
E da�? Ele n�o pode provar nada.
N�o.
Ser� divertido v�-lo tentar,
se � que voc� me entende.
Pessoalmente,
estou ansioso para ver o Sr. Gunn novamente.
Ent�o, novamente,
posso faz�-lo de bobo.
O que � a vida sem alguma divers�o, Nielsen?
Bem, agora precisamos acabar com Peter Gunn.
Ele � mais divertido vivo.
N�o posso me dar ao luxo de ser pego, Curzon.
Arriscar faz a adrenalina fluir, Nielsen.
Pessoalmente,
eu vivo com adrenalina fluindo.
Agora ou�a aqui.
Eu paguei voc� para matar minha esposa por uma causa muito nobre.
Preciso do dinheiro do seguro.
Quer dizer, minha m�sica precisa ser publicada.
Tenho que pagar por aquele recital hoje � noite.
Quer dizer, o mundo precisa da minha m�sica.
Escute-me.
N�o posso ser pego, ouviu?
N�o posso. N�o posso.
Alguma coisa?
Frequ�ncia cinco.
Frequ�ncia o qu�?
Frequ�ncia musical 5.
O que �?
Recital de Valsa.
O Sr. Oliver Nielsen tocar� suas pr�prias valsas originais no piano.
Teatro comunit�rio. �s 20horas, entrada livre.
Quinta-feira, � noite.
Haver� sess�o de perguntas e respostas ap�s o recital.
Voc� gosta de valsas, Tenente?
Obrigado, obrigado.
E agora, como sele��o final,
tocarei uma valsa composta
em mem�ria de um ente querido que se foi.
Dei o nome de Valsa F�nebre para Susan Morta.
Obrigado, Susan,
por tornar tudo isso poss�vel.
Gostaram?
Acho que ela teria gostado.
Encontramos o Professor Curzon, Sr. Nielsen.
Oooh.
Ela tratava a m�sica como se fosse uma piada.
Tive que mat�-la.
Ela amea�ou me deixar.
Cortar minha mesada
se eu n�o parasse de ficar em casa o dia todo perdendo tempo.
Pobre Susan, ela sentia que compor uma bela valsa
era perda de tempo.
E ela odiava quartetos de cordas.
Voc� consegue imaginar que perda teria sido para o mundo
se a Sra. Strauss tivesse se sentido assim?
* Tradu��o: RobOpen *
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