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Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Eu consigo fazer isto.

Orgia.

Tipo a mijar.

Que raio?

Ouve, aconteceu-te alguma coisa esquisita, nesta casa de banho? Tipo...

Isto. Isto é um pouco esquisito.

Touché.

A porra das pistas abundam.

Que se foda isto.

Não há problema.

Vamos lá. Toca a descer.

Edifícios velhos nunca são bons.

Castelo assombrado.

Muito bem.

Não é a cetamina, é a porra da Yeshiva.

Olá. Belo carrinho.

Por acaso, sabe a história deste edifício?

Dos judeus? Nada?

A porra da escada de incêndio.

Todos. Todos abriram o seu casamento.

Quem me dera ter um casamento para abrir.

- Não terás. - És tão má.

- Livra-te do Opening Up. - Não.

Posso pô-lo no Kindle?

Não quero fazer um podcast.

Acho que não ouves podcasts como eu.

Há tantos e são...

- Olá. - Olá.

Olá.

Muito bem, então, sim, este edifício é uma Yeshiva,

mas já repararam que há uma inscrição sobre a porta

que é altamente sinistra?

O que significa?

Não sabes? És meio judia.

Não por opção.

Vá lá. A religião é uma estupidez, está bem?

É racista, sexista,

não dá dinheiro... já não.

Quem precisa dela?

Maxine, vá lá, ajuda-me. O que diz isto?

Não vejo o que me mostras porque tens uma revisão de código às 11h30

e o John quer o cobertor de volta.

Este cabrão...

Tapou-me com o casaco dele enquanto eu dormia,

e eu: "Não faças essas merdas, meu."

Já passaram seis meses.

Isso não se faz. Eu podia ter percevejos.

Esqueci-me de que não gostas de cavalheirismo, mas é doce.

Pois, o cianeto também.

Mas o cianeto é doce?

Foi por isso que o Jimmy Jones o pôs no Kool-Aid, para os miúdos não notarem?

O Jones parece maluco. Viste as fotos?

DO JOHN PRECISO DO MEU COBERTOR.

PARA O JOHN FICO COM O CASACO.

Talvez devesse ser a nossa próxima instalação. Algo ao estilo Jonestown.

- Talvez devesse fundar uma religião. - Está bem.

Assim, podia mesmo causar impacto.

Muito bem, grandes ideias. Vejam isto.

Dolores Huerta.

Oitenta e sete anos. Quero dizer...

Tens sequer noção do tempo que te resta, Maxine?

Sim.

Vais fazer coisas fantásticas. Fantásticas.

Obrigada.

Não sabia que te ralavas com este tipo de coisas.

Na verdade, não me ralo.

- O que diz aqui? - Não sei.

A congregação a quem este edifício pertencia.

Sim, são eles.

E ainda existem, creio que na Rua 14.

Boa, porra!

Dolores Huerta.

SINAGOGA TIFERETH ISRAEL

Não é sábado.

Por mim, tudo bem. Olá.

Sou a Nadia.

Desculpe, estou sem fôlego. Fui buscar-lhe uma manga.

Gosta de manga?

Ficava mais ou menos de caminho, portanto...

Claro, aceite-a.

Como se chama?

- Shifra. - Olá, Shifra.

Será que lhe posso fazer umas perguntas sobre uma das propriedades desta sinagoga?

É a Yeshiva na esquina da Rua 10 com a A. Agora, é só apartamentos.

Não é do meu tempo. Talvez o rabino saiba, mas...

- Muito obrigada. - Não.

O rabino está a preparar-se para ir a Great Neck.

Vai fazer um discurso. É uma coisa importante.

Por isso, receio que não tenha tempo para si.

Tudo bem. Great Neck não me faz diferença. Adoro Great Neck.

Para ele, é um problema, porque não tem tempo para si, está bem?

Porque não volta noutro dia? Marque uma hora.

É o seguinte:

acho que talvez só tenha o dia em que o rabino vai a Great Neck.

Não vou simplesmente deixá-la entrar para falar com o rabino.

Não uma mulher solteira qualquer que entrou aqui.

Acha que vou tentar dormir com ele?

Não sei o que é capaz de tentar.

Para que conste, sou uma mulher bastante casada.

Ótimo.

- É mesmo. - Porque não traz o seu marido?

- Ele pode falar com o rabino. - Está bem.

- Está bem? - Está bem.

- Ele pode falar com o rabino. - Não há problema.

- Vou chamar um carro. - Está bem.

Olá. Gostaria de pedir um carro.

E... sim, para Long Island, às 13h45.

Obrigada.

- Olá. - Olá, parvo.

- Obrigada por atenderes. - Foi bom ver-te, ontem à noite.

Pois, conversa da treta.

Graças a ti, pude usar a minha gabardina, hoje. Pareço o Columbo.

- Ninguém está zangado com o Peter Falk. - Claro.

Preciso da tua ajuda.

Explicarei quando chegares cá.

Tenho um mistério/emergência de imobiliário.

Não posso. Tenho uma reunião com um cliente dentro de dez minutos.

Para quê? Para venderes um monumento de Nova Iorque a um bilionário russo

que precisa de um quarto para um papagaio? - Isso não é completamente justo.

Então, admites que é um pouco justo.

Ouve, se vieres cá, faço-te um broche.

Se eu for aí, fazes-me um broche?

Sim, fá-lo-ia na mesma,

mas, se vieres cá, será uma transação,

e acho que isso seria giro.

Está bem. Qual é a esquadra?

Não estou numa esquadra. Estou numa sinagoga na Rua 14.

- Sinagoga Bishulim. - Espero que não seja um crime de ódio.

SINAGOGA TIFERETH ISRAEL

Obrigado.

Shalom!

Vamos lá.

Isto é um local de culto. Significa algo para mim. Fui educado como católico.

Certo, mas fodes como um judeu.

- Isso não é mau. - A sério?

Muito bem, tenho uma lista de perguntas para o rabino, está bem?

Shifra.

Olá.

Veja quem é. É o meu marido, o John.

Não vejo nenhuma aliança.

Ouça.

Aqui entre nós, tenho 36 anos, não tenho filhos, montes de fibromas.

Além disso, tenho isto agarrado ao cabelo. O que...

Trouxe-lhe um homem.

Pode ajudar-me um pouco?

Só para que saiba, não sou judeu, mas sou circuncidado.

Bom, já é metade.

Eu também tenho fibromas.

Entre. Sente-se.

- Quem é o senhor? - John Reyes.

Imobiliária Lutz e Reyes.

Tenho algumas perguntas sobre a velha Yeshiva na esquina da Rua 10 com a A.

Estudei lá. A minha primeira lembrança é de me esconder debaixo de uma secretária.

ASSOMBRAÇÃO CONCEÇÃO DE INFERNO

Devia proteger-nos da explosão da bomba atómica.

Acredita?

O que está nesse papel?

Há alguma história de assombrações no edifício?

Acontecimentos sobrenaturais, mortos a ressuscitarem, coisas dessa natureza?

Disse que trabalhava em imobiliário?

Estive a observá-la, Shifra.

Devo dizer que não me parece que esteja aqui por gosto.

- Desculpe? - Ouviu bem.

- Sabe as orações, sequer? - Sim, sei as orações.

Muito bem.

Qual é a oração para beber vinho?

Está bem, fácil demais.

E para proteger alguém em perigo? Sabe essa?

Eu sei as orações.

Tipo, se uma pessoa pudesse morrer. Como é essa?

Venha sentar-se aqui.

A minha ex descobriu que a traía e pôs-me na rua.

A minha filha acha que sou um cretino.

Pensava que queria estar com a Nadia,

que se virou e disse que era demasiada pressão.

- O que doeu. - Ouça.

O misticismo ensina que há sabedoria inacessível ao intelecto.

Só se consegue alcançá-la através da entrega, sendo nada.

Vire as costas ao mundo físico e vire-se para o mundo espiritual.

Talvez a Nadia seja só uma forma de continuar distraído,

de evitar o abismo, quando abraçá-lo é a única forma de avançar.

Certo.

E o edifício sobre o qual ela quer saber não está assombrado?

Os edifícios não são assombrados.

As pessoas é que são.

- O que significa isso? - Os anjos estão à nossa volta.

Não pode beber isso.

Correto.

É imbebível.

Ouça, obrigada pela oração.

Fico-lhe muito grata.

Quero dizer, não servirá de nada, mas obrigada.

Shifra.

Rabino, muito obrigado.

Estamos despachados. Vamos.

John, vá lá! Para. Sabes que te alcançarei, John.

John!

O que foi aquilo? Queres dizer-me?

Que perguntas eram aquelas? Tens algum problema mental?

Mataste alguém?

Meu Deus! A sério? Não, não matei ninguém.

Se tivesse matado, disfarçaria, iria para o México, formaria uma banda.

Então, qual é o problema?

Dizes-me o que o rabino disse?

Não. Passaram seis meses. Mantive-me à distância. Dei-te espaço.

Depois, recebo um SMS a convidar-me para os teus anos.

- Foi a Maxine. - Um broche de transação

com um rabino a acompanhar. O que se passa contigo?

- Queres saber? - Sim.

Não te posso dizer, está bem?

Há muitas peças em jogo. Entendes?

É complicado explicar, portanto...

Estraguei a minha vida, e a culpa não é tua.

Mas, se pudesses reconhecer que aconteceu, seria ótimo.

Aconteceu, John.

Eu sei que aconteceu.

Obrigado.

Não te quero arrancar o cabelo.

É como uma pequena...

Cuidado. Olha para isto.

Mamma mia.

Consegues transformá-lo numa cadeira de restaurante?

Claro. Fui empregado de mesa, na faculdade.

E sempre muito pedrado.

Boa. Que bom.

São 6h30.

É tarde. Nunca aguentei tanto tempo.

Espera. Deixa-me recuar o meu camião de duplos sentidos.

Antes disso, o que disse o rabino?

Nada. Que venderam o edifício porque ninguém queria estar lá.

Falou de misticismo e de como se atinge a sabedoria através da entrega.

Porque te interessa tanto? O que tem aquele edifício?

Estás bem?

Vá lá, eu estou bem.

- Tenho saudades de ti. - Pois.

As pessoas têm saudades. Também tenho saudades de ti.

Em concreto, que saudades tens de mim?

Não tenho nada em concreto.

- Espera. - O que é?

Ouve, eu sei que não será tão emocionante como quando andávamos às escondidas,

mas acho que temos algo muito bom

e que vale a pena continuar.

E talvez seja o melhor que qualquer um de nós pode fazer.

Sim. Bom...

... sabes, obrigada...

... por isto, que é adorável.

Obrigada por esse discurso depressivamente pragmático,

mas tenho montes de tempo.

Demasiado, na verdade.

Aonde vais? Vais-te embora?

Sim, tenho de ir.

- Esta casa é tua. - Trabalhas mesmo em imobiliário.

Não vamos voltar a juntar-nos.

Não, John, não nos vamos voltar a juntar.

Especialmente quando o teu melhor argumento é um corpo quente.

Porque é tão ofensivo para ti considerar-me uma opção real?

Sabes uma coisa?

Claro. Está bem? Porque não?

Quero estar contigo, John.

- Para o resto da minha vida. - Não!

- És mesmo cretina. - Não.

- Se te faz feliz... - Vai-te lixar.

... estamos juntos... para sempre.

- Alinho. - Não tens o mínimo respeito por mim.

- Alinho completamente, John. - Parvalhona.

Para começar, este casaco é meu. Muito obrigado.

Sabes que mais disse o rabino?

Disse: "Está a usá-la para se distrair do abismo."

Mas está enganado, porque o abismo és tu.

Garanto-te que só te sentes assim agora.

Não, garanto-te que me sinto sempre assim.

Não preciso desta merda.

Oatmeal.

Oatmeal!

Oatmeal!

- Que porra é esta? - Perdão!

- Vá para casa, menina. - Vai tu para casa, menina!

Vai tu para casa, monocelha.

Em que estás a pensar?

Perguntei o que estás a pensar.

Isso é uma peruca, ou um chapéu?

Onde estão os teus sapatos, meu?

Roubaram-mos ontem à noite, no abrigo,

por isso, não vou voltar para lá, nunca mais.

Não durmo entre ladrões.

E alguém te roubou os sapatos?

Que porra se passa na América?

- Diz-me o teu nome. Conheço-te? - Não, podes chamar-me Cavalo.

Está bem, Cavalo. Sou a Nadia. Queres um pouco?

- Posso dizer-te uma coisa? - Sim... sabes...

Eu não me diria nada, se fosse a ti,

porque não sou o tipo de pessoa a quem se conta segredos.

Sou o abismo.

- Quero cortar-te o cabelo. - Sim.

- Sim? - Sim.

- Vem cá. - Está bem.

Está bem.

- Ótimo. - Ótimo.

Muito bem.

Vais matar-me.

Não vou.

Podes mudar de ideias.

Está bem.

Vês isto?

É a tua velha versão.

Isto é quem eras dia após dia, após dia,

mas agora foi-se.

Porque isto... é a tua nova versão.

Agora, podes ser...

... quem quiseres ser.

Nunca entenderei porque estás a ser simpático para mim.

Vê.

Pareço a minha mãe.

Isso é bom?

- Este cobertor é uma porcaria. - Sim.

MISSÃO DE SALVAMENTO DA BAIXA DE MANHATTAN

Baixa.

Vão-se lixar.

Pronto, querido.

Está um frio do caraças.

Morri enregelada.

Caraças, que sombrio!

Claro.

Um doce aniversário, bebé.

Tenho de ir, Max. A festa foi ótima, mas tenho de ir ver de um tipo.

Nads, mas que porra?

Desculpa. É importante.

O que é importante?

Bom, não será importante para ti.

Tenho muitos interesses e acho muitas coisas diferentes interessantes.

Acho que um tipo que me cortou o cabelo ontem pode morrer amanhã,

e não sei como as mortes de amanhã funcionam, quando volta a ser ontem.

Ele está no ontem, ou nem existe?

Não sei como as mortes funcionam para os outros, está bem?

E isto é fundamental, Maxine, por isso, preciso mesmo de saber, está bem?

- Parece importante. - Adeus.

A escada de incêndio.

Que vaca.

Cavalo!

- Está lá? - Olá.

- Nadia? - Olá.

É bom ouvir a tua voz. Passou muito tempo.

- Sim. - Ouve,

a Maxine convidou-me para a tua festa. Estás aqui?

Não, não estou. Estou a procurar um tipo que conheci na outra noite.

Está bem. Bom, isso é... é uma boa forma de me fazeres sentir especial.

Ouve, cabrão doente, não tem que ver com sexo.

É um sem-abrigo.

Como um grande... Basicamente, é dono do Tompkins.

Não tem que ver com sexo, é um sem-abrigo.

Pelo menos, o teu gosto em termos de homens melhorou.

Não é bonito gozar com os sem-abrigo, John.

Não estou a gozar com os sem-abrigo. Estou na tua festa. Não estás aqui.

Quero ver-te.

Merda!

Encontrei-o. Pelo menos, encontrei as coisas dele. Significa que está perto.

Acho que finalmente percebi algo sobre como este mundo funciona.

Devias. Tens 36 anos.

Vais voltar em breve? Porque gostava de te ver.

Na verdade, não vou voltar.

Porque não vais para casa com outra pessoa, está bem?

- Vai para casa com alguém de quem gostes. - O que significa isso?

Ouve, vês a miúda de blusa vermelha

prestes a discutir com o namorado?

Considera-o uma oportunidade, sim?

Vai lá.

Não estou interessado. Ouve, vem para cá, está bem?

Johnny...

... adeus.

EXÉRCITO DE SALVAÇÃO

Não sei.

Precisas de alguma coisa?

Não.

- Precisas de alguma coisa? - Estou bem.

Quem és tu?

Sou só uma pessoa que está aqui a guardar os teus sapatos.

Não sei em que cena esquisita estás envolvida, mas...

... se vais ficar aí sentada, não me toques enquanto durmo. Tenho reflexos.

- Mortíferos. - Não te vou tocar.

Posso ficar aqui a fazer as minhas palavras cruzadas?

Quero lá saber.

Está bem.

Não são suas.

Quero cortar-te o cabelo.

SEGUNDA-FEIRA 11H30 DA MANHÃ MTG. - REVISÃO DE CÓDIGO

Pronto, ganharam.

Por favor, afaste-se da porta.

Vai subir.

Elevador a subir.

Está bem.

Estamos a ter uma falha de energia temporária.

Pega no telemóvel! Liga para o 112!

Não! Não consegue travar.

Depressa, deitem-se todos! Deitem-se!

Meu, não ouviste as notícias? Vamos morrer.

Não importa. Estou sempre a morrer.

Legendas: Florinda Lopes

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