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Onde Martina prendeu minha irmã?
O que faz aqui? Não pode falar comigo.
Sei que esteve com Andreia!
E sei que ela está em Lisboa. Onde ela está?
Não sei. Não sei nada, juro.
Ou você começa a falar agora,
ou vou chamar a polícia.
Tenho um amigo que é inspetor,
e ele vai tirar você daqui, ouviu?
-Vai arranjar problema... -Não quero saber!
Fale!
-Não sei de nada... -Fale!
É melhor falar agora, senão vou gritar, ouviu?
Sim, eu a vi, mas deu problema.
Deu problema?
O que aconteceu com Andreia? Onde ela está?
Fale!
Não fale assim. Pare!
Deu problema com um cliente.
Então onde Martina prendeu minha irmã?
Não sei. Só Martina sabe.
Não fazemos perguntas, e você também não deveria fazer.
Ela vai fazer você desaparecer.
Agora saia daqui.
Na vida, como no jogo,
às vezes temos que apostar alto para ganhar tudo.
Mas é nessas horas que revelamos nossa mão
e ficamos vulneráveis.
E isso...
pode ter consequências.
Onde é que tem essa câmera?
Onde é que vocês arranjaram essas imagens?
Em uma pasta no seu computador.
Sim, senhor.
Estou vendo que a menina é importante para você.
Pare com essa merda de atitude e fale de uma vez.
Tudo bem.
Eu vou ajudar a polícia.
Mas vocês têm que me ajudar.
Eu não tive nada a ver com a bomba do Clube.
Vocês não têm provas, não é?
Então está bem.
Vamos lá resolver isso.
Depois eu colaboro.
Acho que você não está entendendo
onde está metido.
Este vídeo, gravado pela sua empresa,
não é de hoje.
E essa mulher que aparece no vídeo
está dada como desaparecida há meses.
Provavelmente foi raptada.
Por que não entregou essas imagens à polícia?
Quer que eu adicione "sequestro"
à lista de acusações?
Ou...
prefere esperá-la morrer para eu acusá-lo de homicídio?
Cuide dela.
Você foi a mais valiosa.
10 mil euros...
Você vai...
para um homem muito rico.
Não fique triste.
Vai ter tudo o que quiser.
Não quero...
Não faço...
Se tentar...
fugir outra vez,
vai morrer.
Se não fizer o que ele pedir,
vai morrer.
Você é bonita.
Mas sempre há outra mais bonita do que você.
A empresa de Bastos faz vigilância
em dois armazéns na zona industrial.
As imagens da câmera são de um deles.
Mas ele não disse qual era?
O armazém
que tem as câmeras apontadas para a rua
é este.
Temos que descobrir de onde Andreia veio
e quanto tempo demorou para chegar aqui.
Um, dois... Que merda!
Mas ainda restam muitos armazéns para checar.
Tentem identificar quem é o cara que aparece na câmera.
Olhe, Rogério disse que precisa falar com você.
O que esse cara quer agora?
Sei lá. Disse que é por causa da russa.
Fui eu
que disse a Martina que tinha sido Viana
que ligou para o SEF.
Por que fez isso?
É complicado.
Entregou Viana a uma mulher perigosa
capaz de pôr uma bomba no carro.
O que tinha a ganhar com isso?
Você que quis falar comigo.
Se não começar a contar tudo, eu vou embora.
Martina tem um acordo com Vera.
Quase todas as meninas do Clube são dela.
E são ilegais.
Traz novas todas as noites.
Chamam a atenção
e fazem o que tem que fazer.
E...
as contas do clube começaram a melhorar.
Vasco sempre foi contra.
Até pediu para Viana ligar para um amigo dele
da Polícia Judiciária para acabar com tudo.
Mas agora...
A batida que fizeram
acabou com os negócios da russa.
Foi ela que lhe pediu para pôr a bomba no carro?
Não.
Ela não pediu nada. Mas se ferrou.
Não a vi mais nessa noite.
Acha que foi um dos homens dela que pôs a bomba?
Não sei.
É possível.
Está disposto a dizer tudo isso a um juiz?
Muito bem.
Passou a ser testemunha no processo.
E o que isso quer dizer?
Que hoje vai dormir em casa.
Esses clientes que sua amiga arranjou
vão acabar com o Clube.
Não são do nosso nível.
É o que temos.
Fiz uns telefonemas...
para avisar às pessoas que estou de volta
e que o Clube vai voltar a funcionar normalmente.
Você está dispensado. Pensei que tivesse sido clara.
Ligou para quem?
Para todos.
Quando se é deputado, empresário,
ator, jogador de futebol,
é bom ter alguém de confiança
que nos ligue para avisar se tem um fotógrafo na porta
ou, pior, a esposa.
E eles também têm como saber se Maria já voltou de férias,
se Michele está.
E os clientes?
O que disseram?
Que vão voltar.
E você? O que quer?
Tempo.
Pode fechar a porta.
Já saiu todo mundo.
Como eu fazia com seu pai...
Vamos, cante.
Cante.
Um dia desses, levo você para passear.
Está bem?
Alô.
Dona Adelaide?
Sim, mãe? O que quer?
A leitura do testamento do seu pai é esta tarde.
Qual testamento?
Está falando do quê? As coisas não passam para nós?
Era o que faltava!
O que você sabe que eu não sei?
Táxi!
Deixaram você sair?
Pelo visto, você também.
Ande, lhe dou carona.
Não precisa.
Entre.
O que é isso, cara?
Me largue!
Diga,
o que contou à polícia?
Nada!
Nada?
Ora,
não me faça de idiota.
-Você contou da droga. -Não, não contei.
-Não? -Não.
Então como o deixaram sair?
Porque eu não sou um merda como você.
Tenho um bom advogado.
Diga,
o que contou para eles?
Eu não contei nada sobre você.
Mas falou de alguém, não?
-Não, não falei. -Falou.
É claro que falou.
Resta saber de quem.
Da russa.
De Martina. Só falei de Martina.
Você está ferrado.
Essa mulher vai acabar com você.
Me ajude.
E a minha droga? Está onde?
Não está comigo.
O quê?
Diga.
Tive que esconder por causa da polícia.
Certo. E com quem está?
Uma pessoa de confiança.
Quem é que está com meu produto?
Irina, do Clube.
A drogada?
Você deu a minha droga a uma drogada?
Foda-se...
Filho da puta!
O número que ligou não está disponível.
Então mudanças de planos.
Avançamos já.
Martina não estava no hotel.
O recepcionista não sabe de nada.
Evaporou!
Devem ter avisado sobre nós.
Mas Simões e Betti ficaram lá de vigia.
Esqueça, ela não vai voltar ao hotel.
Temos que encontrar o armazém antes que seja tarde.
Tenho que pensar. Qualquer coisa, me ligue.
Vá lá.
Bernardo.
A minha irmã está em Lisboa.
Preciso da sua ajuda para encontrá-la.
Estou com medo de que aconteça algo.
Por favor, me ligue.
Adelaide, o que houve?
Vamos ler o testamento de Vasco.
Aqui?
Sim.
Foi ele que pediu.
Assim como também pediu que estivesse presente.
Não posso... É um momento da família.
Viana,
você é como se fosse da família.
Sempre foi.
Vera quer que eu vá embora,
mas não posso fazer essa vontade.
O problema de Vera é não estar acostumada
a dizerem "não".
Esperamos por quem?
Rogério.
Aonde vamos?
Há um lugar seguro. A polícia procura vocês.
Martina, tenho uma coisa importante para dizer.
-Não há tempo. Falamos depois -É importante. É sobre Andreia.
Não precisa me mandar nada. As digitais chegaram.
Agora preciso do resultado da balística, por favor.
Não estou nem aí!
Me passe na frente, por favor. É urgente.
Obrigado. Até já.
O que houve?
Preciso falar com o inspetor Paixão.
Ele não está.
Eu sei, percebi que não está. Mas é urgente.
É sobre minha irmã, Andreia.
Andreia está em Lisboa, tenho certeza.
E foi Martina que a levou.
Tenho certeza absoluta de que foi Martina.
O que sabe sobre Martina?
Estava complicado de chegar!
Peço desculpa.
Bom, vamos?
Algum de vocês viu Irina?
Estou tentando ligar há horas, e ela não atende.
Está tudo bem? O que é isso no seu rosto?
Eu caí.
Ótimo.
Vamos seguir?
Primeiro, as disposições gerais.
A minha casa principal,
localizada na Avenida de Roma, em Lisboa,
é transferida diretamente para o nome da minha mulher.
A minha segunda casa,
localizada na Rua de Inglaterra, em Vilamoura,
passa diretamente para o nome da minha filha, Vera.
Ao meu amigo Rogério Feio
deixo a minha coleção de isqueiros de ouro Dupont,
que sei que sempre invejou e estimou
e para a qual contribuiu com algumas peças
encontradas no final da noite no meu clube.
Por fim, em relação ao Clube,
o sr. Vasco deixou uma nota específica para a forma
como o Clube será dividido.
Dividido o quê? Dividido nada!
Isso não passa para a família, como as casas?
Deixe o senhor falar.
O sr. Vasco deixou tudo escrito.
Se me permite...
"Em relação ao meu clube..."
Dediquei toda a minha vida
a construir a melhor casa de divertimento noturno
de Lisboa.
Foi o meu projeto de vida.
Sacrifiquei férias,
dias de semana, tempo com a família...
O Clube fez de tal maneira parte das nossas vidas
que minha filha, Vera, apesar de ter tido
excelentes notas no curso de advocacia,
escolheu trabalhar comigo na noite.
Por essa razão, deixo-lhe 40% das cotas do Clube.
Porque sei que tudo o que fez foi pelo bem desta casa.
À minha mulher, deixo 20% das cotas,
para que mantenha minha memória viva.
Por fim, os restantes 40%,
deixo ao cuidado da pessoa que esteve sempre comigo,
que sempre foi leal a mim
e que sei que seria capaz de fazer de tudo
para defender o Clube.
O meu amigo Alberto Viana.
Até que se reforme, será ele o gerente,
desde que mantenha o Clube em funcionamento
e não despeça ninguém da equipe.
Não vai. Não deixo. Isso não vai ficar assim!
Saia daqui. Saia, saia!
Querida, você tem que se acalmar.
Por que ele fez isso?
Por quê?
-Porque não sou filha dele? -Não diga isso.
Sabe que Vasco sempre a tratou como filha.
E vai dar o Clube ao porteiro?
Ele não deu o Clube ao porteiro.
Grande parte ficou na nossa família.
E Viana vai virar gerente.
-Vai, sim. -Não vai.
Não vai porque não vamos deixar.
Nós temos 60%.
Nós vamos tomar conta desta merda.
Vera, não vamos fazer absolutamente nada.
A última vontade do seu pai
era que Viana assumisse a gerência do Clube.
-Não! -É o que vai acontecer.
Não vou deixar.
Olhe, querida,
se ele fez isso,
é porque achou que seria o melhor para você.
Por favor, confie nele.
Quando tomamos um murro no estômago,
nos encolhemos para a dor passar.
Mas e quando não é dor?
Quando é mágoa, saudade,
gratidão...
O que fazemos?
Tudo bem, Viana?
Me dê um cigarro.
Tem certeza?
Há 20 anos que conheço você. Nunca vi você fumar.
Me dê a merda do cigarro!
Esse era para dar para Vasco.
Não deu tempo.
Então agora você é o meu patrão.
Vá à merda.
Não, é sério.
Acho que Vasco até fez uma boa escolha.
Acha? A sua sorte é que não posso demitir você.
Eu sei.
Mas acabaram as drogas, ouviu?
E não quero mais conversas com Bastos.
Bastos vai me matar.
-Ele não vai matar ninguém. -Devo dinheiro a ele, Viana.
Mas agora trabalha para mim.
E eu protejo os meus.
Oi, filha. Como foi o seu dia?
Mãe, o que é ser uma acompanhante de luxo?
Laura disse que é o que você faz no seu trabalho.
Eu pensei que você fosse professora de dança.
Sempre quis ser professora de dança, meu amor.
Sabe que...
eu adorava dançar quando tinha sua idade.
Só que...
Só que depois machuquei o tornozelo.
Doeu muito?
Doeu um pouco.
Foi um pouco complicado.
Tive que desistir de ser bailarina.
Coitada...
Então eu comecei a dar aulas de dança.
Só que não ganhava muito dinheiro nessa época,
e eu tive que procurar outra coisa.
Outro trabalho?
Sim.
Nessa época ganhávamos muito bem
dançando em clubes, boates, e eu fui.
Então você dança em boates?
Não, meu amor, não é bem isso.
Então o que você faz?
Bem, a mamãe vai a clubes e boates
e conhece pessoas.
E depois acompanha essas pessoas
em jantares, festas, viagens...
E elas dão dinheiro?
Sim.
Isso que é ser acompanhante.
E algumas pessoas pagam muito bem
para eu lhes fazer companhia.
Devem se sentir muito sozinhas.
Deve ser.
Por que Laura disse que isso é uma profissão ruim?
Porque...
as pessoas para quem faço companhia
são homens, meu amor.
E alguns desses homens me pagam para ser
uma espécie de namorada deles.
E pessoas como a mãe de Laura
acham que isso não está certo, acham que isso é errado.
Então dão muitos nomes à minha profissão.
E alguns deles são palavrões.
Escute uma coisa.
Escolhi esta vida e não devo nada a ninguém.
Nem você.
Não podemos deixar ninguém tratar você mal
por causa da minha profissão.
Não quero que fique triste nem envergonhada, pode ser?
Foi assim que conheceu o meu pai?
É por isso que ele não quer saber de mim?
Veio rir da minha cara?
Eu seria incapaz disso.
Então veio aqui fazer o quê?
Você não ficou mais espantada do que eu
com esta situação.
Duvido.
O seu pai era a pessoa que eu mais admirava.
Era um grande amigo.
Eu é que deveria ter morrido no lugar dele.
Infelizmente não posso fazer nada em relação a isso.
Mas posso fazer o que ele me pediu:
tomar conta do Clube
até chegar a hora de você voltar a ser gerente.
Eu sou a gerente.
E nós sabemos que não está indo bem.
Porque você acha que vai fazer melhor.
Eu acho que, juntos,
podemos fazer melhor.
Mas que piada!
Juntos!
Sem russas,
sem esquemas,
como o seu pai sempre quis fazer
e sempre fez.
Oi, Rogério.
Não.
Não sei de Irina.
Está bem. Ligo para você se eu souber.
Outro.
Então, o que houve?
-Querendo saber de Irina. -Também me ligou.
Pelo visto, ninguém sabe dela.
Irina está sempre por esses caminhos perigosos.
Merda de cocaína...
Ela não sabe parar.
Acho que é muito colada com aquela russa,
e ela não é boa coisa.
Essa russa ainda vai usá-la e jogá-la fora. Vai ver.
Coitada. Não gosto daquela russa.
O que falta em Irina, na verdade, é uma amiga
dessas...
de verdade.
E você? Como está?
Eu vi as notícias.
Que porrada que Salvador levou, não?
Ele me procurou, Maria.
Veio me oferecer dinheiro para eu não denunciá-lo.
Teve a coragem...
de me dizer que aquilo foi um jogo.
E que uma mulher...
que fazia o que eu faço
tinha que compreender.
Michele...
Mas eu até consigo entender o que ele pensa.
Ele não pagou para transar comigo, Maria?
Pode querer pagar para eu ficar calada também.
Ele violou você. E você vai denunciá-lo.
Não tenho nem idade mais para ser ingênua, Maria.
Quem vai acreditar em mim?
Uma puta brasileira.
Posso ajudar?
Eu espero que sim.
Eu vim fazer uma denúncia.
Eu fui estuprada pelo senhor Jorge Salvador.
Aqui é Paixão, câmbio.
Aqui é Morais. Estamos chegando à zona industrial.
Concentrem as buscas no armazém 1 e 2.
Armazém 1 e 2, afirmativo.
O armazém 3 pertence a um transitário português.
Prossigam com cautela.
Esses caras estão armados e são perigosos.
Assim que tiver a informação, comunique.
Certo. Câmbio, desligo.
A informação de Jéssica se confirmou.
A casa era usada por algumas mulheres, todas russas.
Encontraram alguma?
Não. Uma vizinha disse que viu uma van preta de passageiros
que passou à tarde e as levou.
Estão fugindo.
Então sempre é verdade o que dizem na rua?
Diz-se muita coisa na rua.
Agora é você quem manda aqui?
Sou o novo gerente.
Boa!
E quer contratar os meus serviços de segurança?
Quero que você se foda.
Rogério não lhe deve mais nada.
Olhe só esse cara!
Não deve?
Não me deve nada?
Você consegue me surpreender.
Você tem noção
de quanto dinheiro esse merda me deve?
Ele não lhe deve nada, eu já disse.
Deixe Rogério em paz
e não volte a aparecer aqui no Clube,
e eu não digo à polícia que a droga era sua.
A polícia?
Me prender?
A polícia não faz nada comigo.
A polícia pode andar em cima de você
até descobrir que é você quem vende a droga
e que foi você quem pôs a bomba no meu carro.
Acha que os seus clientes
querem ver um cara que está sendo investigado pela polícia
fazendo a segurança das casas deles?
Vá se foder, cara.
Estou dando uma hipótese.
Mas a minha vontade
era de lhe dar um tiro nos cornos.
Mas não consegue, não é?
-Não. -Eu só não mato você agora
porque seria ruim para o clube.
A polícia até seria capaz de me dar uma medalha.
Senhores, só faltam dois armazéns.
Os outros estão limpos.
Este é alugado por uma empresa de importação
com sede em Malta.
Pode ser o que estamos procurando.
Mantenham-se alerta, por favor,
e lembrem-se:
estamos lidando com um grupo que está armado.
Prontos?
-Vamos entrar. -Vamos!
Silva, à direita! À direita!
Pires, vá na frente. Pires.
Continue.
Três, dois, um...
Avancem!
Estou com você.
Continue. Não consigo ver nada no fundo.
-Silva, está aí? -Vá, vá, vá.
-Dividimos? -Sim.
-Dividimos? -Esquerda. Vão pra direita.
Vamos. Três, dois... Avancem!
Vamos, vamos!
Vasculhem tudo!
Tudo, tudo, tudo.
Silva.
Olhe! Devagar, devagar.
Certo.
Eles a venderam.
Mas quem é essa mulher, cara?
Quem é essa Martina?
Alguém que deveríamos ter levado mais a sério.
Ei! Temos um corpo.
Merda...
Não é Andreia.
É Irina.
Uma das mulheres do Clube.
Não teve sorte.
Não tiveram tempo de se desfazer do corpo.
Eles a deixaram para apodrecer.
Ei, lindona!
Tenho uma novidade para você.
Qual?
Esqueci minhas chaves. Não quer beber?
Vamos.
-Eu já desço. -É?
Vou ficar te esperando?
Ei, pare!
-Ei! Samara! -Jéssica!
Me largue!
-Não! Não! -Jéssica!
Quero impressões digitais, ADN, qualquer prova dos dois lados.
Examine com urgência.
Quando souber dos resultados, avise.
-Sim, senhor. -Obrigado.
O que houve?
As câmeras de vigilância do Bastos
pegaram uma van preta de passageiros
saindo daqui pouco antes de chegarmos.
Temos parte da placa.
-Emita um alerta. -Já emitimos.
Sim?
Tenha calma.
Quando isso aconteceu?
Uma van preta de passageiros.
Certo.
Vá agora para a delegacia.
Um inspetor vai falar com você.
Então, o que aconteceu?
Jéssica foi raptada.
Um homem armado em uma van preta.
É Martina.
Van preta, Mercedes. Interceptada na saída IC 2,
perto de Santa Iria de Azóia.
Já a encontramos.
Aviso a todas as unidades:
mantenham a distância e não intervenham.
Não intervenham.
Aguardem a chegada da Polícia Judiciária.
Vamos, vamos, vamos!
Jéssica...
Jéssica! Jéssica Amado!
Sou Andreia.
Jéssica...
A minha irmã! Conhece a minha irmã?
Então correu tudo bem?
Sim.
Você deixou um assunto para eu resolver.
Os clientes antigos voltaram todos.
Graças a você.
Acho que estão curiosos para saber se me safo.
Todos nós estamos.
Não são os únicos.
Já estão apostando.
Há quem me dê 6 meses,
há quem me dê menos...
Para o bem de todos, é bom que estejam enganados.
Quanto tempo você me dá?
Eu não brinco com coisas sérias.
Tudo em ordem?
Tudo calmo.
Boa noite.
Tudo bem?
Divirtam-se.
Gosto da noite,
o brilho dos neons,
a música da cidade,
o perfume das mulheres bonitas...
Uma noite perfeita
é sempre melhor do que um dia perfeito.
Tradutora: Gabriela Cardial BRAVO STUDIOS
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