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Zulu
Em 20 anos, foi a segunda vez
que houve uma confusão dessas no clube.
Mas tinha que ser.
Não havia outra maneira de resolver este problema.
-Levo você em casa. -Não precisa.
Facilite as coisas.
Acabei de livrar você de problemas.
Acha mesmo?
Sabe por que estou aqui, não sabe?
Agarre meu braço e diga que vai me levar pra cadeia.
O quê?
Agarre meu braço e diga que vai me levar pra cadeia.
Por favor.
Você vai comigo!
Como é?
Vou identificá-la na cadeia.
-Não fiz nada de mau! -Vamos embora!
Por favor, não fiz nada de mau! Pode me largar?
Como é possível?
Como é que uma coisa dessas foi acontecer?
Não era para Viana avisar se a polícia entrasse aqui?
Tem que ver o lado positivo disso.
Lado positivo...
Então a polícia entra, identifica os clientes,
leva duas meninas...
Duas mulheres de Martina.
Eu tentando modernizar este clube,
trazer clientela nova, fazer dinheiro...
E ainda tenho que gerir traições?
A pessoa que fez a denúncia não é nenhum traidor.
É apenas alguém que não gosta do rumo
que o clube está tomando.
Pai, você sabe quem foi.
Quem era aquela mulher?
Aquela mulher se chama Martina.
É ela quem traz as meninas do Leste Europeu?
Por favor, não volte ao clube. Não é seguro.
Se quiser conhecer a noite de Lisboa,
posso levar você a outros bares.
Não precisa. Obrigada. Já sou crescidinha.
Só não quero que corra perigo.
Alguma novidade sobre Andreia?
Ainda não.
Mas continua a acreditar que ela fugiu, não é?
-Acredito em provas, Jéssica. -É claro...
-Ande. Levo você para casa. -Não precisa. Vou sozinha.
-Olá. -Olá.
O que houve?
O que você tem? Algum problema no clube?
A mãe de uma colega de Mariana descobriu o que faço.
Como ela descobriu?
Ontem...
eu saí com um empresário.
Ele me pagou para ir a um jantar de negócios,
e ela estava lá com o marido.
Que maldita coincidência...
Pode crer.
E o que ela fez quando a viu?
Nada.
Mas depois exigiu que eu tire Mariana do colégio.
O que eu faço?
Você não vai tirar a menina, né?
E que alternativa eu tenho?
Várias. Se quiser, posso ir lá falar com ela.
Viana, sou acompanhante de luxo.
No colégio acham que dou aulas de dança.
E qual é o problema?
Só porque essa vagabunda se acha melhor do que você,
vai acabar com o futuro da menina?
É nela que estou pensando.
Só não quero que ela sofra.
Acha que ela não vai sofrer
quando tiver que abandonar os amigos?
Assim, sem mais nem menos?
Então o que eu faço?
Conte a ela.
A verdade às vezes é o caminho mais fácil.
Ela não pode saber como ganho a vida.
É melhor você contar tudo
do que ela saber por outra pessoa.
A sua fonte era boa.
As mulheres falaram?
Pouco.
Como é que entraram em Portugal?
Do que você suspeita?
Suspeito que cheguem a Portugal de barco ou de caminhão.
Vêm da Europa Central.
Sabemos que há redes de tráfico trabalhando na região de Lisboa.
Mas são difíceis de apanhar.
São mantidas detidas até serem postas para circular.
As mais bonitas acabam nos melhores clubes,
onde podem render mais.
Algumas dessas redes também pegam mulheres do cais
para vendê-las para milionários do Oriente Médio.
Essas são ainda mais difíceis de encontrar.
Prevalece a lei do silêncio.
As que falam ou tentam fugir sofrem as consequências.
Batem nelas com muita força, e elas deixam de servir.
Desaparecem.
Tem certeza de que nenhuma delas disse nada que possa ser útil?
Só uma delas falava português
e manteve-se calada.
Já as levaram para o juiz?
Voltam para casa amanhã de manhã.
Liguei a manhã toda.
Tive que resolver o problema que criou ontem.
Não tenho nada a ver com o que aconteceu.
Alguém chamou a polícia.
Alguém que trabalha para você.
Quem foi?
Não pode afirmar isso.
Vera, Vera...
Ontem eu trouxe uma mala com muito dinheiro.
Amanhã...
posso trazer um grande problema.
Quem chamou a polícia?
Foi seu pai?
Foi o porteiro?
Quem?
Isso interessa?
Também não sabe quem foi.
Isso significa que não controla o seu clube.
Ou sabe e não quer falar.
O que significa que a nossa confiança...
desapareceu.
E assim não quero trabalhar com você.
Não admito.
Abri as portas da minha casa,
o melhor clube de Lisboa,
um clube onde suas meninas estão seguras,
onde faturam bem,
e você fala assim comigo?
Não trabalho para você.
Não lembra? Temos um negócio.
Somos sócias.
Ou não somos?
Eu queria agradecer por ter falado com seu amigo.
Acha que foi uma boa ideia?
Aquela mulher estava precisando de uma lição.
A galera do tráfico é perigosa.
Mas não estão acima da lei.
E...
a sua filha? Ela reagiu mal?
Vera ficou furiosa.
Dei a entender que tinha sido eu
que tinha decidido chamar o SEF.
Fez mal.
Vera e Martina são amigas.
Vera é minha filha.
Ela nunca se virará contra mim.
Você sabe que é como se fosse...
Para ela, sou o único pai que ela teve.
Rogério o viu ao telefone nos fundos.
Sei que ele é seu amigo e tudo o mais...
mas ele anda metido em um esquema qualquer.
Quando eu descobrir qual é...
Ele também gosta muito de você.
Deveria falar com Maria.
Por quê?
Está com problemas com a filha no colégio.
Michele também não tem andado nada bem.
Sabe o que está havendo?
Não sei, mas desconfio.
Mais uma razão para afastarmos Martina do clube.
Temos que cuidar da nossa gente.
É.
Bem, vou pegar um táxi.
Não está de carro? Eu lhe dou carona.
Está bem. Mas, primeiro, me leve ao Chiado.
Tenho que buscar charutos.
Tudo bem, sem problemas.
Certo.
O que foi, meu amor?
-O que houve? -Foi Laura.
Disse que não posso ir à festa dela.
E ela disse por quê?
Não, mas disse que você sabia.
Espere aqui um instante.
Ester!
O que disse a Laura?
Vá para o carro, querida.
-O que é isso? -Não se faça de boba.
Você contou, não foi?
Por isso ela está destratando minha filha?
Eu? Que absurdo, Maria! E eu lá sou capaz disso?
Ouça uma coisa.
Pode se meter comigo, mas, se envolver Mariana...
E aí? Vai fazer o quê?
Tenha juízo.
Olhe à sua volta, Maria.
Quando os pais todos souberem que Maria, na verdade, é uma...
Quem você acha que vão apoiar?
Mariana não merece isso.
Deveria ter pensado nisso quando a inscreveu na escola.
E quando mentiu para todos.
Fale com a diretora.
E não demore muito.
Vá. Força.
Um beijinho.
Venha, filha.
Vamos embora.
Olhe, ele já chegou!
Pelo menos, não chegou atrasado.
Deveria ficar mais em cima dele, sabe?
Chega atrasado,
desaparece no meio do serviço...
Está tramando alguma coisa.
Rogério sabe que, sem mim, ele não seria nada.
Eu não confio nele.
Para que as pessoas confiem em nós,
temos que confiar nelas,
dar a elas alguma liberdade.
E só aí é que percebemos se são ou não de confiança.
Preciso mesmo que me diga se tem novidades ou não.
As russas não deram em nada. Não falaram.
Não disseram quem as trouxe. Vão ser deportadas amanhã.
Sei quem trouxe as russas.
Foi Martina.
Como é que sabe?
Não falou com ela, não é?
Eu me ofereci para ser uma das meninas dela.
Jéssica...
O que foi, inspetor? Eu pedi ajuda, não pedi?
E qual foi a sua resposta?
Exato.
Então decidi procurar sozinha.
Essas pessoas não brincam, Jéssica.
Se acharem que estão sendo traídas,
matam sem remorsos.
É o negócio delas.
Acha que mataram Andreia?
Então, se não sabe,
vou continuar a procurar sozinha.
Por favor,
tem que confiar na polícia.
Eu tenho tentado.
Vou lhe pedir uma coisa.
Não vá ao clube esta noite, por favor.
Depois do que houve ontem, os ânimos vão estar agitados.
Tenho que entender se Martina desconfia de mim.
Não, não tem.
Vi o que seus pais passaram
com o desaparecimento da sua irmã.
Quer mesmo se colocar em risco?
Andreia não fugiu.
O caso da sua irmã não está esquecido.
Bastos, não posso ter isto aqui.
Sim, mas o nosso acordo?
Você vende isso e ganha 10%.
-Qual é o estresse? -A polícia esteve aqui ontem.
Eu já soube.
Olhe lá,
quem é que dedurou?
-Foi você, não foi? -Está de brincadeira.
Cuidado, Rogério. Muito cuidado.
Às vezes o tiro sai pela culatra.
Não sou dedo-duro.
Que merda é essa, cara?
O que está fazendo aqui?
A via não é pública?
Já não lhe avisaram
que não é muito bom ficar rondando o clube?
Rogério,
diga ao porteiro para ter mais calma.
Rogério, essa merda é droga?
Quer uma?
40 paus.
Sabe o que seria bom?
Você sair daqui e levar essa merda junto.
As coisas podem começar a sair muito mal para o seu lado
se puser drogas no clube, ouviu?
Sabe que pode ter muitos problemas,
mas muitos problemas,
se voltar a me ameaçar,
ouviu?
Me dê isso.
Vou levar isto porque parece que tem
um dedo-duro denunciando os outros para a polícia.
Não quero que meus amigos tenham problemas.
Vasco vai ficar sabendo disso.
Viana, vá à merda!
Tem essa mania de afrontar todo mundo...
Aí você se ferra,
e a gente se ferra junto.
Todas as ações têm consequências.
A minha obrigação é zelar pelo clube
e por Vasco.
Ele confia demais nas pessoas erradas.
Pediu a Viana para falar
com o amigo dele da polícia, não foi?
Por quê?
Por que fez isso comigo?
Foi para me prejudicar?
Eu nunca faria nada para prejudicá-la.
Mas estava deixando Martina mandar no clube.
Eu tinha que fazer alguma coisa.
Não confia,
não acredita em mim...
Não vê que sou capaz de gerir o clube?
Eu sei que você é capaz.
Mas também sei que é muito ambiciosa.
Isso é ruim?
Se significa pôr em risco
aquilo que construí durante mais de 20 anos, é.
Sabe tão bem quanto eu que, se não mudarmos as coisas,
se não faturarmos mais, vamos ter que fechar o clube.
E a sua solução é
encher isto de mulheres ilegais?
O meu projeto
é atrair jovens clientes,
é modernizar esta casa,
é oferecer uma alternativa.
E transformar o Clube em um puteiro.
Que merda...
Sei que quer mandar nisto.
Convenceu sua mãe a falar comigo sobre a reforma.
Depois fez um acordo com Martina
para ficar com uma parte do dinheiro das russas
sem me consultar.
O dinheiro que ganhamos com as meninas de Martina
entrou nas contas do clube.
Aumentamos ou não a faturação este mês?
Tem que resolver a questão com Martina hoje.
Senão amanhã
já não faz mais parte da gerência.
Desculpe, senhor Arnaldo, eu não...
Eu não consegui mesmo ir hoje.
Sei que tinha dito,
mas é que surgiu um imprevisto lá na faculdade.
Não...
Não, eu disse que estava estudando.
Está bem. Prometo que não volta a acontecer.
Peço mil desculpas.
Certo.
Adeus. Até amanhã.
Você está bem?
O que houve? Não comeu nada.
Não estou muito bem hoje. Não quero falar.
Certo. Então hoje não vamos sair, não é?
É por causa daquele policial?
-Ele a ameaçou? -Não, não ameaçou nada.
Fizeram uma festa do pijama e nem me chamaram?
Estou tentando saber se nossa Jéssica
encontrou o amor do seu amado policial.
Mas por essa carinha...
Ele é casado, é isso?
Não, ele não é casado.
Quer dizer...
Acho que ele não é casado. Não sei.
Olhe, hoje eu também fiquei na mão.
E aí?
O velho já foi dormir?
Não!
Não. Tinha aniversário do neto mais velho.
Nossa, Samara, o que é isso?
É que ele é mesmo velho!
Não, não estou brincando. Para ter neto, é velho mesmo.
Ele é experiente.
E me trata muito bem.
E que idade tem o neto mais velho?
Faz hoje 17, inspetora Rute.
Não!
Que nojo! O trocinho...
-Idiota! -Duas palhaças...
Está tudo bem?
Bastos tem rondado por aqui.
Passa, de vez em quando, o carro aqui na porta,
mas não para.
Por quê?
Por nada.
Viana, talvez devesse começar a confiar mais em mim.
Afinal somos uma equipe, não é?
Boa noite.
Hoje veio sozinha.
Não trouxe suas amigas?
Nunca conheci um porteiro que fala tanto.
Não tenho medo de falar.
Há uma expressão na minha terra que diz...
E quer dizer:
a palavra é como um pardal.
Quando a dizemos,
já não apanhamos.
Que bonito...
Eu gosto muito de passarinhos.
Posso entrar?
Ou tenho que ligar para Vera e dizer que estou com o porteiro
falando de aves?
Por favor.
Divirta-se.
Ela pode mandar lá na terra dela, mas aqui...
pia fininho.
Nunca gostei de ditados populares,
mas há um que uso com frequência:
quando tem muita gente mandando,
dá sempre merda.
Como está?
Excelente.
Pensei que não vinha hoje, com a confusão de ontem.
E você?
Problemas com a polícia ou nada?
Não. Eu...
Tenho passaporte português.
Temos que falar sobre o futuro.
Quando quiser.
Você e Vasco...
Como se dão?
Mal.
Não pode ficar...
dependendo só do clube.
Você tem muito potencial.
Boa noite. Posso ajudar?
Queremos champanhe.
Queríamos saber se a loura no fundo pode vir à nossa mesa.
Que champanhe vão pedir?
-O mais caro. -Olhe só...
Michele. Tem uns senhores querendo...
Não, Graça, por favor. Hoje, não.
-Então? -Não.
Não...
Não.
Nem que eles estivessem bebendo ouro, Gracinha.
Nossa, mas...
Que surpresa! Eu realmente...
não esperava te reencontrar.
E eu não esperava outra coisa.
Já levo o champanhe à mesa.
Não se preocupe.
Eu nem gosto de champanhe, sabe?
Então, se quiser, posso mostrar a nossa carta de vinhos.
O que queria mesmo saber é que comida preciso pedir
para ter sua companhia.
Tem certeza de que não quer a companhia de uma das meninas?
Absoluta.
Estou me divertindo com meus amigos,
mas a noite tem que acabar, não é?
É mesmo?
Depois da noite, vem o dia.
Posso?
Pode sempre.
Viana falou comigo.
O que pensa em fazer?
Não sei.
Só não quero fazer nada que prejudique minha filha.
Os amigos de Mariana são todos daquele colégio, não é?
Não acho nada justo que tenha que ser ela a mudar de escola.
Não fez nada de errado.
Mas eu fiz, não foi?
Assaltou alguém? Magoou alguém?
Menti.
Nem você acredita nisso.
O que disse que era?
Professora de dança.
E isso é mentir?
Quantas vezes tentou me ensinar a dançar?
Se formos por aí, então não sou mesmo grande professora.
O que eu faço, Vasco?
Ela não tem mais nada para fazer.
Vai virar a filha dela contra a minha.
Faça o que fizer, não se deixe enrolar por eles.
São uma cambada de moralistas que têm inveja da mulher que é
e do efeito que tem sobre os homens.
Essa que é a verdade.
Não sei se isso me consola.
Os problemas têm sempre mais do que uma solução, Maria.
E às vezes a mais óbvia não é a melhor.
Acredite no que digo.
-Obrigada. -Força.
Gabriel, essa casa é linda demais!
Gente...
Nossa!
-É sua, é? -Não.
É da minha empresa. Ela está à venda.
Muito linda.
Eu adorei que você voltou e me procurou.
Eu voltei só por sua causa.
Quero estar com você com calma e sem pressa.
Você diz umas coisas tão queridas...
-Aquela nossa última noite... -A última vez é passado.
Com você, Michele, só quero viver o presente.
Deixe-me pôr uma música.
Nome?
Quem chamou a polícia?
Quem chamou a polícia é um problema do clube.
Não foi o clube quem teve prejuízo.
Trouxe mulheres ilegais para dentro da minha casa.
Não era o combinado.
Atraiu atenções desnecessárias,
pôs em risco o bom nome do clube...
Falhou nesse ponto.
Tem certeza?
Para que este negócio corra bem,
eu trato dos assuntos do clube, e você, das suas meninas.
Não quero confusões aqui dentro.
Eu...
controlo as minhas mulheres.
Onde há traição
há consequências.
Mas você...
não controla os seus homens.
Acabou a noite?
Para mim, ainda não acabou.
Os meus amigos já saíram.
E o senhor ficou.
Meu nome é Cláudio.
Carlos. Meu nome é Carlos,
mas todos me chamam de "Graça".
E é?
O quê?
Você é de graça?
Tem aqui o cartão do meu quarto,
com o número do hotel,
para não se perder quando sair...
Graça.
Calma, calma.
O que você tem?
-Calma. Ela desmaiou. -Ei, ajudem!
-Ajudem! -Socorro!
-Água! -Tragam um copo d'água.
-Ela não acorda. -Ajudem!
-Ajudem! -Ela não quer acordar!
Socorro!
Onde é isso?
É uma das câmeras que instalamos do lado de fora,
onde Jonny tem o material.
Mas já está funcionando?
Eu a estava testando,
e, de repente...
Não, espere! Espere.
Faça uma cópia disso.
Certo.
É sério que disse isso?
Você queria que eu dissesse o quê?
O velho não conseguiu levantar aquilo.
Coitado, ele estava muito tenso!
Só tenso, não duro.
Mas voltando àquele assunto...
-Qual assunto? -Como assim, "qual assunto"?
Qual assunto? O policial.
Rute, não quero falar sobre isso, ok?
Porque não quero.
Como vocês se conheceram?
O que está acontecendo? O que ele tem com você?
-Não quero falar. -Ele quer te mamar...
Podem parar com essa merda dessa conversa?
Por favor, me respeitem!
Bernardo é da Polícia Judiciária
e investiga o desaparecimento da minha irmã.
Pronto, é só isso. Está bem?
Não quero falar sobre isso.
Você tem uma irmã?
Tenho.
Andreia.
Ela desapareceu há uns meses sem dizer nada a ninguém.
Mas nunca falou dela... Não sabíamos que tinha irmã.
Não sabíamos nada.
Eu sei, desculpe.
Eu não podia falar sobre isso.
E nós estamos procurando Andreia.
Boa noite. Até a próxima.
Espero que tenham se divertido.
A noite está só começando,
querido.
Viana, me empresta as chaves do seu carro?
Me esqueci de trazer os charutos.
Depois queria falar com você sobre uma coisa.
Está bem, nos falamos depois.
Olhe, você não está sendo duro com a menina?
Mande-a para casa, cara.
Consegue tomar conta daqui sozinho.
Bom...
Agora pode deixar que eu fecho o clube.
Tem certeza?
Tenho. Pode ir.
-Até amanhã. -Até amanhã.
Há muita coisa nesta vida que é tão estranha
que se torna difícil de acreditar.
Mas isso não quer dizer
que seja estranha demais para ter acontecido.
-Até amanhã, Vasco. -Até amanhã, Joana.
Vasco! Socorro! Vasco!
Não!
É meu pai! Me largue!
Me largue! Eu quero ir lá!
Eu quero ir lá!
O que você fez? Me largue!
Me largue!
Me largue...
Pai!
Tradutora: Gabriela Cardial BRAVO STUDIOS
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