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Vamos, saia daí!
Há um mundo por trás do pano.
Um mundo em que o objetivo é sobreviver.
Podemos cair nesse mundo
ou ser arrastados para ele.
Entrar é rápido...
sair pode ser impossível.
Boa aula. Divirta-se.
Adeus, querida. Boa prova.
-Olá. -Olá.
-Tudo bem? -Sim.
Tudo bem, tirando o trabalho de educação visual.
Ai, nem me fale! Ficamos todas loucas
por causa desse maldito trabalho.
Não se esqueça de que no sábado é a festa de Laurinha.
Claro que não esqueço, Mariana só fala nisso.
Que gracinha!
-Esperamos vocês. -Está bem.
-Beijinhos. -Até sábado, beijinhos.
Quem vive na noite
aprende depressa a ter uma vida dupla.
Nunca somos quem parecemos ser.
Somos aquilo que queremos que os outros pensem que somos.
Mas nem sempre funciona.
Cuide-se.
Qualquer sintoma de falta de ar, franqueza,
me ligue imediatamente.
Fique tranquilo, doutor.
E obrigado.
Até mais.
Achou que fosse deixá-lo ir para casa sozinho?
Eu não esperava por isso.
Está com uma cara boa.
Cuidado.
Obrigado.
Mas a carona não é de graça.
Faça o meu almoço.
Tudo bem.
Vamos.
O pássaro sentiu sua falta.
É, ele me faz companhia, e eu faço companhia a ele.
Um cara bonito como você
já deveria ter arranjado uma esposa.
Olhe quem fala.
Com as nossas vidas, ninguém nos aguenta por muito tempo.
A arma que usaram
foi usada em um assalto há uns anos.
Continua sem lembrar o que aconteceu?
É.
A memória foi a única coisa que não recuperei.
Eu conheço você, Viana.
Sei que gosta de resolver as coisas sozinho.
Mas meu medo é que isto seja só o começo.
A noite está cheia de histórias assim.
Os donos dos clubes fazem besteira,
e quem se ferra é quem está na entrada.
Mas agora já está tudo bem.
Já passou.
Volta hoje para o Clube?
Claro.
Sabe que...
em casa isto não cicatriza.
Só peço que fique atento
e que me avise se achar necessário.
Continua sem saber fazer omelete.
Aprendi com o seu pai.
A nós!
-A nós! -Saúde!
Ei. A você!
Está tudo indo bem.
Parece que sim.
Esta noite vou levar meninas novas ao Clube.
São sempre bem-vindas.
Não são muito experientes.
Pode dar problema.
Eu não conheço problemas.
Só conheço soluções.
Não se preocupe.
Tem certeza, Vera?
Vasco não parece muito contente
com minha presença no Clube.
Vasco ladra, mas não morde.
Até logo.
Então, vem sempre a estes eventos?
Sempre que tenho a oportunidade, sim.
Sempre me disseram que eu era um homem de sorte.
Começo a acreditar agora.
O que vai fazer quando sairmos daqui?
Provavelmente vou trabalhar.
Mas precisa jantar, não precisa?
Isso...
depende da companhia.
E o que tenho que fazer para ter sua companhia
a noite toda?
Faça uma proposta, e aí veremos.
Então, onde vamos jantar?
-Gosta de surpresas? -Adoro.
Então vamos.
Depois lhe digo.
Os políticos atraem sempre as atenções,
mas está aqui sozinha.
Não deveria estar ao lado do excelentíssimo deputado?
Parece ser o convidado especial.
Deus me livre ficar perto daquele homem.
É sério?
Por quê?
Olá para minha Jéssica mais linda!
Olhe.
Rute e eu vamos ver o meu daddy.
Ele vai nos levar para o barco dele.
E você? Já decidiu se vai?
Não posso.
Ei, o que há com você?
Ultimamente não sai com a gente...
Eu vou lá para o Clube à noite, pode ser?
-Pode. -Pronto.
Mas, olhe,
capriche nessa maquiagem, nesse visual...
Posso ir assim?
Não.
Madre Jessi de Calcutá.
Faça aquele olho esfumado incrível.
-Certo. -Vai ficar de matar.
-Está bem? -Sim.
-Até logo. -Até logo.
Mas, olhe...
Sorrisão, está bem?
-Aqui está. Algo mais? -Não.
-Com licença. -Diga.
Quero dois pastéis de nata
e uma taça de vinho tinto.
Como se chama?
Jéssica.
Falou com quem?
Com ninguém.
Mas tenho estado atenta.
Está enganada sobre mim.
Não posso ajudá-la.
Ouça, eu sou de confiança.
Eu já disse que está enganada.
Este...
tipo de negócio não é para você.
Eu preciso de dinheiro.
Arranje emprego numa cafeteria. Estressa menos.
Eu preciso de dinheiro para pagar a faculdade.
Saia.
Muito bom, muito bom.
Você me trouxe direto para o hotel.
Olhe, a ideia é tentadora,
mas não.
Vamos jantar no restaurante do hotel.
Vamos jantar sozinhos?
Não, meu bem. É um jantar de negócios.
Um homem como eu não pode vir aqui sem companhia.
Se você se comportar bem...
ganha um bônus.
As damas primeiro.
Me diga uma coisa: já tinha vindo aqui?
Sim, mas só conheci a suíte.
Prática, não é?
Muito bem.
Então,
tenho que saber algo
sobre as pessoas com quem vamos jantar?
Muito bem.
Bem, Jaime é meu amigo
e parceiro de negócios há muitos anos.
Ele sabe que sou solteiro,
mas que tenho muito bom gosto nas companhias que tenho.
Já a mulher dele é chata...
Mas, bem, ela sabe que é com meus milhões
que ela paga o colégio dos filhos, então...
Já percebi que não vê seus amigos com bons olhos.
Sou realista.
Não espero muito das pessoas.
Olhe, estão chegando.
Olhe só quem está aqui!
Grande Jaime!
Ester, sempre muito linda e encantadora.
Muito obrigada.
-Então, Jaime, tudo bem? -Tudo bem.
-Tudo em cima? -Tudo bem.
Olhe, deixe-me apresentá-los. Esta é Maria.
Ester e o grande Jaime.
-Vamos nos sentar? -Claro.
Depois da senhora.
-Boa noite. -Fiquem à vontade. Sentem-se.
Olhe, olhe.
Sempre muito...
-Impecável, não? -Claro.
O que estão fazendo aí?
Parem já com essa merda. Vou chamar a polícia.
Quer me bater?
Quietinho.
Vaze.
Está tudo bem, Vasco?
Obrigado, Joana.
Quando fazemos parte de uma família,
e nos obrigam a ficar longe,
quando regressamos,
há o receio de que já tenham nos esquecido.
Boa noite.
Olá.
-Eu sou... -Sei bem quem você é.
Estão à sua espera no escritório.
Quem?
Vasco.
-Desculpe. -Tudo bem.
Tem certeza de que está bem?
Sim, sim.
Estou pronto para começar a trabalhar já.
O lugar continua a ser seu.
Mas vai ter companhia na entrada.
Já viu Joana lá em cima?
Sim, sim. Ela tem boa pinta.
Quero que ela fique com você na entrada.
Mas nós nunca precisamos de seguranças.
A decisão já está tomada.
Depois do que houve com você, não vou arriscar.
Ela é uma boa pessoa. Vai ver que vai gostar dela.
Dividimos o trabalho.
Eu recebo os clientes, e você faz a segurança.
Muito bem.
Não me leve a mal,
mas é que conheço quase todos os clientes,
e eles me conhecem.
Já estão acostumados comigo os recebendo.
Claro. Por mim, tudo bem.
Mas será que posso ao menos dizer
"boa noite"?
Pode e deve.
Viana!
-Senhor. -Como é bom tê-lo de volta!
Estávamos preocupados com você.
Muito obrigado, senhor.
Ninguém vai se esquecer
do excelente trabalho que tem feito, Joana.
Tem aqui uma colega à sua altura!
Trate-a bem.
Maravilha.
Para mim, é sempre um prazer vir a Lisboa.
Olhe, come-se bem,
boa companhia e muitos bons negócios.
Sim, e eu fico impressionada,
porque você sabe tão bem escolher as companhias!
Eu me considero um homem de sorte.
Sim, claro.
E um homem como você faz a sua sorte, não é?
-Com licença, já venho. -Está bem.
Bem,
Jaime.
Vamos falar de negócios.
E os prazos dos pagamentos? Tudo indo bem?
-Estão indo como previsto. -Muito bem.
Maria.
Eu sei o que está fazendo.
É acompanhante de luxo.
Nem vai negar?
Você parece tão segura do que diz,
por que vou negar?
Conheço Pedrosa há muitos e muitos anos.
Ele sempre andou acompanhado de mulheres desse tipo.
Mulheres de que tipo?
Do tipo que vendem o corpo.
Quer dizer, vocês podem chamar do nome que quiserem,
mas continuam a ser prostitutas, não é?
Como se atreve a deixar sua filha conviver com a minha?
-O que isso tem a ver? -Tem tudo a ver.
Tudo a ver. Não tinha o direito de enganar as pessoas.
Os pais acham que você é uma pessoa normal, honesta.
Sou uma pessoa honesta.
É mesmo?
Então o que escreveu sobre sua profissão
quando inscreveu Mariana na escola?
Puta?
Quem pensa que é para me julgar?
Sou mãe.
E não quero minha filha envolvida
de forma alguma com seu mundo.
Não tinha o direito de nos enganar.
Não enganei ninguém.
Não? Não enganou ninguém?
Então, se a direção da escola soubesse
como ganha a vida, como ganha dinheiro,
acha que tinha deixado inscrever Mariana na escola?
Acha mesmo
que teríamos deixado nossos filhos conviverem
com sua filha ou que vocês fossem lá em casa?
Sem falar
que está absolutamente fora de questão
no sábado...
irem à festa de Laurinha.
Ester, por favor.
Mariana não tem nada a ver com isso.
Ela também não sabe?
Então vamos fazer assim, Maria.
Para não ter que ser eu a explicar a Mariana
como que a mãe ganha o dinheiro para pagar a mensalidade,
sugiro que Mariana
saia do colégio até o final do período escolar,
porque senão vou ter que falar,
e é claro que terei que explicar à minha filha também.
E as crianças são muito cruéis umas com as outras.
Não quer isso para sua filha, não é?
Lembra-se de mim?
Conversamos esta tarde.
Você não costuma frequentar o nosso clube.
É verdade.
Vim por sua causa.
Não foi difícil averiguar onde costuma passar suas noites.
Bastou fazer algumas perguntas.
Não faça essa cara.
Fiquei curioso com o que disse sobre Salvador.
Pareceu que não gosta muito dele.
Se enganou. Eu gosto de toda gente.
Gosta?
Sabia que Salvador
tem dois casos pendentes por violência contra a mulher?
Ele foi violento com você?
Pode me contar sua história. Sou de confiança.
Se você foi vítima dele, pode me contar.
-O senhor é polícia? -Não. Sou jornalista.
E por que acha que vou confiar no senhor?
Fiquei surpreendida
de querer manter Joana na entrada.
Precisamos de músculo lá.
-Tentaram entrar no Clube. -Tentaram?
Não! Tentaram como?
Surpreendi dois caras com um pé de cabra
tentando arrombar a porta dos fundos.
Mas os apanhou em flagrante?
Não sei se os apanhei ou se fui apanhado.
O que quer dizer com isso?
Para quem queria entrar aqui, fizeram um péssimo trabalho.
Acho que queriam mais me dar umas porradas.
Paizinho, paizinho...
Não.
Joana chegou a tempo,
não se preocupe.
Mas não podemos fraquejar.
Não mesmo.
Não podemos, não.
Agora veja se não é melhor...
Já sei o que vai dizer.
A resposta é "não".
Faça o seu trabalho
e garanta que quem quer que seja
que tentou me intimidar
se arrependa.
Você luta?
Sim.
Artes marciais mistas.
Isso é aquela coisa das gaiolas, não é?
Costumamos chamar de cages.
Em inglês soa melhor.
-Boa noite, Joana. -Boa noite.
Bem-vinda ao Clube.
Mas o que é isso?
Martina tem autorização de Vera
para trazer mulheres todas as noites.
São sempre as mesmas?
Não sei.
São do Leste Europeu?
Vera me aconselhou a não fazer perguntas.
-Boa noite. -Olá, Viana.
Boa noite.
Boa noite.
Olhe lá...
Teve algo a ver com o assalto que houve esta tarde no Clube?
Por que pergunta?
Parece que quiseram bater no meu pai.
Mas eram meus esses homens?
Espero que não.
Depois da conversa que tivemos,
pensei que as coisas tivessem ficado esclarecidas.
Parece que temos uma situação para resolver.
Não quero você rondando meu clube.
E você não quer meus clientes drogados
na porta da sua casa.
E foi o seu pai quem pediu para vir falar comigo.
Não me conhece?
Não obedeço às ordens do meu pai.
Estou vendo.
E ele?
-Ele lhe obedece? -Meu pai é meu problema.
Esta situação
não é boa para o negócio.
Vamos ter que nos entender.
Certo.
O que você propõe?
Um acordo.
Você não volta a pressionar o meu pai,
não volta a aparecer aqui com seus gorilas,
e eu posso fechar os olhos para os outros negócios.
Está dizendo então...
que vou poder vender aos seus clientes, é isso?
Estou dizendo que não quero vê-lo na minha porta
e não quero saber o que faz.
E se eu não quiser?
Vamos ter problemas.
Os meus clientes vão continuar a aparecer
com overdose na porta das suas casas.
E vai ser pior...
para os dois.
Como é que vai ser?
Seu pai...
-Seu pai... -O acordo é entre nós.
Ele não precisa saber.
Não é?
Nós dois saímos ganhando.
O que acha?
Acho que você é igual à sua mãe.
Não...
Mas esses homens não eram meus.
Não minta para mim.
Não tenho razão para mentir, nós temos um acordo.
Mas, se a princesa quiser,
posso lhe vender um dos nossos pacotes de segurança.
Desligou na minha cara.
Sabe como ela é.
Sei, sei.
Mas você sabe melhor do que eu.
Muito cuidado, ouviu?
Não pode dar bandeira.
Preciso que continue a pôr meu produto lá dentro.
Se o risco aumenta,
a minha comissão também deveria aumentar.
Como é que é?
Repita isso.
Esqueça, era só uma sugestão.
Enfie suas sugestões no rabo.
Muito obrigada.
Senhor Viana, está de volta!
Boa noite.
Como vai a faculdade?
A faculdade...
é mais difícil do que esperava, mas está indo.
Hoje as suas amigas vieram mais cedo.
Sim. É que Samara agora arranjou um namorado.
Olhe que sorte!
-Posso entrar? -Pode.
Obrigada. Boa noite.
O que foi? Eu gosto dessa menina.
Sabe com quem anda a amiga dela?
Com quem?
Até que enfim!
Desculpe, atrasei um pouco. Isto dá trabalho.
-Tudo bem? -Sim.
-Bom, vamos? -Sim.
Olhe, conhece essa mulher?
Não, acho que não.
É que ela a olhou com uma cara de quem queria te comer.
Se bobear, quer.
Ai, meu Deus!
-Alô! -Então?
-Olá. -Olá.
Olhe, o daddy nos convidou
para passar um fim de semana com ele no veleiro.
Não foi, daddy?
Estão convidadas. Não podem levar os namorados.
Não, elas não têm namorado.
Não.
A única que tem namorado sou eu.
Viana!
-Já conhece Samara? -Já, sim, senhor.
-É muito bonita, não é? -Sem dúvida.
Ai, daddy! Assim eu fico envergonhada.
Nada pode envergonhá-la, minha linda.
O que é que posso fazer? Sou um pateta!
-Tenha uma boa noite. -Obrigado.
A menina tem idade para ser filha dele.
Filha ou neta.
-Ela é maior de idade. -E daí?
Isso basta?
Há casos piores.
Estava achando estranho ainda não ter aparecido.
Irina não está autorizada a entrar.
Sério?
Eu vim só falar com Vera.
Você sabe que não pode entrar.
Pelo visto, eu tinha razão. O Clube não é lugar para você.
Mas eu posso falar com Vera ou não?
Volte amanhã.
Boa noite.
Algum problema, me ligue.
Eles não me deixam entrar.
Irina está comigo.
Por favor.
Agora é assim? Essa mulher é quem manda?
Não sei como era antes,
mas Martina tem sempre entrada livre.
São ordens de Vera.
Você cheirou hoje?
Não.
Não quero problemas.
Vá trabalhar.
Não, correu tudo bem.
Falta só a caixa daquela vodca especial.
É que...
tenho um cliente que faz questão.
Sim. Veja então o que pode fazer.
Veja se arranja alguma coisa.
Está bem. Um abraço.
O que houve?
Isso era exatamente o que eu queria perguntar.
O que mudou, Vasco?
Quem é que manda agora neste clube?
Não mudou nada. Sou eu quem mando.
-Não parece. -Ei...
O que houve? O que quer dizer com isso?
Você sabe quem é Martina?
Já entendi.
Ela bota para dentro quem quer.
Não bota, não.
Mas, olhe, ainda agora, botou para dentro Irina.
E é por isso que está assim?
Mas qual é o seu problema com Irina?
Meu problema não é com Irina.
Você sabe o que Martina faz.
Sei.
Mete russas no clube.
E elas saem com os nossos clientes.
Imagino que cobram uma comissão, claro.
O mais certo era ser 100%.
Então agora deixamos entrar gente dessa laia?
Ela é amiga de Vera.
E temos tido problemas com Bastos.
Não posso travar tantas batalhas ao mesmo tempo.
E as coisas têm corrido bem, os clientes estão satisfeitos.
E você sabe que precisamos ter a casa cheia.
Essas mulheres são ilegais, Vasco.
Você não sabe disso.
Sei.
E você também.
E o que pode fazer em relação a isso?
Sem prejudicar o clube, claro.
Só estou fazendo o que me pediu.
Não tenho certeza de nada,
mas também não ando nisto há pouco tempo.
Certo, obrigado. Até logo mais.
Então, Viana,
não me diga que o puseram para tomar conta
da porta dos fundos!
Por onde andou?
O que tem a ver com isso?
Nada.
Não esperava encontrá-la aqui sozinha.
Por quê?
Porque a mandei àquele evento.
Os homens que frequentam aquele tipo de eventos
normalmente gostam de mulheres bonitas.
São bons clientes.
Esperava que os trouxessem aqui, para conhecer o clube.
Eu acho que não dei muita sorte hoje, não.
Ultimamente não tem tido muita sorte, não é?
Quase não a vejo sair daqui acompanhada.
Mas Maria saiu de lá com um empresário.
Foi?
Onde é que ela está?
Esses eventos pagam a vocês muito bem.
Mas eu só ganho direito se vocês os trouxerem aqui.
Se não são capazes,
paro de dar os seus nomes.
Filha da puta...
Está tudo bem?
Ei, está ouvindo?
Acorde!
Acorde!
O que você tomou? Está me ouvindo? Olhe para mim.
Olhe para mim. O que você tomou?
Achei que tomasse conta das suas mulheres.
Minhas?
-Você está bem? -Estou. Estou ótima.
Mas uma das suas mulheres está desmaiada no banheiro.
Falou com alguém?
Não.
Não falei com ninguém.
Quero que você confie em mim.
Vá falar com esses homens.
Vá.
-Olá. Boa noite. -Eita!
Posso fazer companhia?
Sim.
Um vinho?
Obrigada.
Você está drogada!
Ela está bem?
Tenho que ir andando.
Espere.
É uma mulher muito especial. E sabe disso, não sabe?
O extra.
Quero voltar a vê-la.
O que tenho que fazer?
Tem o meu número.
Maria, Maria...
Eu decidi...
Eu vim aqui lhe contar a história.
Mas eu...
Mas eu só posso contar se você me garantir
que o meu nome jamais será revelado.
Conte a história primeiro, depois falamos disso.
Olhe, eu não precisava estar aqui.
Vim só contar a história.
Eu sei, eu sei. E isso já é muito.
Não! Não se preocupe. Protejo minhas fontes sempre.
Então me conte.
Qual é a sua história com Salvador?
Salvador me violentou.
Na verdade, ele me estuprou.
Quem trabalha na noite
sabe que o silêncio é de ouro.
Quebrar essa regra tem sempre consequências.
Eles não podem estacionar aqui.
Não faça nada.
Desculpe, não pode estacionar.
Somos do SEF.
Não posso deixá-los entrar sem falar com os patrões.
Estes senhores podem entrar.
As autoridades têm sempre entrada livre no Clube.
Por favor.
Boa noite, meus senhores.
-Boa noite. -Boa noite.
Temos que avisar a senhora Vera.
Ela já sabe.
As câmeras.
A melhor defesa é o ataque.
Mesmo quando parece que estamos fazendo um gol contra,
às vezes estamos só impedindo que destruam
o que ajudamos a construir.
Muito boa noite.
Temos informações
de que existem mulheres em situação ilegal
neste estabelecimento.
Por isso, vou pedir a todas as senhoras
que venham para este lado da sala.
Vamos, não nos obriguem a buscá-las.
Essa é portuguesa. Eu conheço.
Na noite
ninguém perdoa ser enganado.
Os traidores, os dedos-duros
e principalmente aqueles que têm ligações com a polícia
são alvos a abater.
Mesmo que sejam inocentes.
Tradutora: Gabriela Cardial BRAVO STUDIOS
.
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