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Original subtitles

BRÖD, CONDADO DE KRISTIANSTAD VERÃO DE 1976

BASEADO EM INVESTIGAÇÕES DE HOMICÍDIOS REAIS

OCORRIDOS EM SKANE, SUÉCIA, DE 1989 A 2004.

OS DIÁLOGOS E EVENTOS FORAM RECONSTRUÍDOS

APÓS AS INVESTIGAÇÕES E ACONTECIMENTOS.

NÃO SÃO RECRIAÇÕES EXACTAS, BASEIAM-SE EM DECLARAÇÕES E RELATÓRIOS.

ALGUNS NOMES FORAM ALTERADOS.

Já está aqui!

- Ulf? Entra. - Obrigado.

- Quer um café? - Sim, obrigado.

Vamos para a cozinha antes de começar.

Tomar um pouco, vais sentir-te melhor.

Um pouco mais. Mais.

Bebe tu também.

Muito bem.

Vamos lá, meninas. Dispam-se.

Dispam-se já.

Vamos lá, despe isso. Vá!

O que é que ela tem? O que está a fazer?

Está a cair.

Foda-se!

A culpa é das raparigas! - Como assim?

- Não se sentam direito. - Pára!

E continua a tirar fotografias. - Isso.

Sorriam.

Não tive relações desde que a Louise foi embora com a criança.

- Ficaste zangado com a Louise? - Não, não estava zangado.

Nunca fui violento.

Se Louise diz que eu sou, é mentira. Nunca fui violento com raparigas.

Já posso ir para casa? Posso ir embora?

- Vamos parar por um momento. - Não, ainda não.

Conheceu a Louise no trabalho? - Sim.

Na altura, tinha problemas com o namorado,

por isso quis estar comigo.

Onde ficava a sua cabana?

- Na periferia de Höör. Arranjei-a. - Vamos parar agora.

Está bem.

UFFE O PERVERTIDO VOLVO? CABANA EM HÖÖR

Temos de olhar para tudo: carros, empregos, vizinhos. Vamos embora!

Também o registo de chamadas para sabermos a quem telefonou.

Ulf tinha um Volvo até 1993, de acordo com o registo.

E precisamos de investigar a cabana que tinha na periferia de Höör.

A CAÇA A UM ASSASSINO

PARTE 6

Não pode ser! Como pode ser condenado a dois anos.

Precisamos de mais provas para um mandato de busca.

Ulf tinha a cabana em 1989, vamos encontrar algo.

Bem, mas não podemos gastar todo o orçamento num caso.

Diga-me.

Aqui Pelle. Como está a correr? Tenho o procurador em cima.

Tenho más notícias...

Parece que mudou o registo. - Merda.

Agora temos apenas cinco semanas ou será acusado só de violação.

BRÖD, CONDADO DE SKANE VERÃO DE 2004

Quem és?

Sou da polícia.

Eu dir-lhe-ia para se meter na sua vida. e vou continuar na minha,

mas não se pode dizer isso a um polícia.

Está aqui para falar sobre a rapariga, não está?

Nós estávamos lá quando a encontrou, mas nunca soubemos mais nada.

Foi horrível que tenha acontecido tão perto de nós.

Foi muito desagradável.

É a área "da floresta do amor", por causa daquele muro de pedra.

Era onde costumavam apanhar as prostitutas.

De Kristianstad e Malmö.

E punham-se lá.

Está com calor? Beba um pouco de sumo.

Obrigado, mas estou bem.

Quer olhar por aqui?

Podemos mostrar-lhe o celeiro e os terrenos.

Acolhemos crianças nos anos 70.

Choveu muito desde então.

Raparigas que estavam no mau caminho. Que estavam em apuros.

Às vezes ficavam durante um ano, outras só durante um Verão.

Fugiam da cidade e do tráfico de Malmö.

E de Gotemburgo.

Vinham para o campo, para respirar ar fresco.

Oh, meu Deus. Está a arder. Deite-se e descanse um pouco.

Assim vai-se magoar.

DE VOLTA À QUINTA

Eram coisas delas.

Nem imaginávamos o que tinham feito antes.

Nada, não tenha pena delas. Cobravam por isso.

Elas queriam o dinheiro, claro. - E gostavam.

Queriam divertir-se e passar um bom bocado.

Hoje em dia, não se pode, que seca. Não há diversão.

"Fotos do Uffe", quem é esse?

- O seu nome era Ulf... - Sim..

Mas já não me lembro do apelido.

Era muito... muito divertido.

Fazia muitas piadas. - Olsson?

Era Olsson. Tirava fotografias muito boas, mas...

Ficava tão violento que o deixamos de convidar.

Enlouqueceu e foi muito desagradável. Estava realmente doente da cabeça.

- Deixe-me ajudar. - Não, não.

Oh, por amor de Deus!

- Venha cá e deixe-me ajuda-lo. - Não, deixe-me.

Precisa de se limpar.

Tenha calma, descanse um pouco.

Tiveste febre, mas agora estás melhor.

Lembras de que te levei ao médico?

Sim...

Agora sim podemos ligar Ulf com o local do cadáver da Helén.

Não foi por acaso que o deixou lá.

Isto só prova que está ligado à área.

Sim, estamos perto.

Começo o interrogatório. São as 22:17 do 6 de Julho de 2004..

Monica Olhed interroga Key Olsson.

O interrogatório ocorre em sua casa.

Pode contar-me sobre a infância do seu irmão?

Fisicamente, era o mais pequeno de todos,

mas levou com toda a fúria da nossa mãe Gestapo.

Uma vez esfaqueou um tipo no pescoço.

Nunca foi apanhado, mas contou-me.

Depois foi para o mar.

- O que fazia o resto da sua família? - O que quer dizer?

O que é faziam quando o viam que lhe batiam?

Coisas de família... Não sei o que dizer.

Se me puser a pensar sobre toda a violência pela qual passamos...

Estivemos casados durante um ano.

Mimava-o preparando uma sandes todas as manhãs.

Mas ele não queria salsichas com queijo,

tinha de ser um presunto especial e...

era muito picuinhas com que eu lavasse as mãos.

Se eu não as lavasse, nem sequer tocava na sandes.

No Inverno de 1988 tentei cometer suicídio.

Cortei os meus pulsos no parque de estacionamento com o carro.

Ulf também estava lá, mas...

não disse nada. Enfaixou o meu pulso e foi para casa.

Apontou-me uma AK4 à cara.

Era da Guarda Nacional. Estava obcecado com armas.

Matou um gatinho que tínhamos com dois tiros.

Outro massacrou-o na casa de banho.

E... um enfiou-o na caixa de correio.

E outro estrangulou-o.

Estava louco.

E eu casei com ele, como fui capaz?

Agora acho inacreditável.

Como descreveria as suas relações sexuais com ele?

Não eram desconfortáveis. Nada fora do comum,

mas... o Ulf queria ter sexo todos os dias.

E eu fiquei cansada... depois de um mês inteiro.

Mas ele não queria saber.

Não parava de falar da sua ex-mulher.

Que o traiu. Não o conseguia esquecer.

Se alguém não cresceu neste ambiente, não consegue compreender o duro que era.

Trabalho como guia do castelo.

Os meus colegas de trabalho nunca iriam compreender.

Quando penso nisso, sinto-me terrível.

Penso em todas as pessoas que o via e ignorava, ninguém fez nada.

Eu não fiz nada.

Não creio que encontraremos pistas, é muito minucioso.

Temos de reanalisar tudo.

Tenho a certeza de que há algo, nalgum lugar, que o denuncie.

Ou acabe por confessar.

- Estou a ganhar a sua confiança. - Sim, mas nós não temos muito tempo.

O Tonny vai ter de demolir a cabana do Ulf.

- Acha que a Malmö pagará por tudo isso? - Deveria.

Não sabemos se vamos encontrar alguma coisa. Ulf já não vive lá há anos.

Saúde!

O teste de ADN está errado.

Não está. Pode dizer-me o que fez na semana da Páscoa?

Não sei, não me lembro.

Quero ir para casa ter com o meu cão.

Porque não se lembra?

Esqueço tudo o que não me interessa.

Há métodos para o ajudar a recordar.

Um psicólogo pode ajudá-lo.

Poderia tentar a hipnose. Estaria interessado?

Vamos viajar no tempo.

O meu pai não para de me bater.

Deve ser horrível, compreendo.

Estão a levar-me a uma festa chique com champanhe.

Há uma rapariga nua deitada.

Numa cama.

Uma vez tive uma conversa muito perturbadora com o Ulf.

Pensei que eram parte das suas... fantasias.

O que ela faria se não pudesse ver o seu filho.

Infelizmente não escrevi tudo o que ele me disse.

Não suportava ouvi-lo, por isso desliguei-me.

Ouvi coisas em que não podia acreditar.

Quando Ulf foi preso, pensei que...

talvez o que ele me estava a dizer era sobre Helén.

CENTRO DE SERVIÇOS SOCIAIS Poderia dizer-nos do que se tratava?

CIDADE DE VIMMERBY CONDADO DE KALMAR

Sim, um assassinato. Uma agressão.

Agrediu uma menina. - Como?

Como se pode fazer mal a uma criança... Não me lembro...

Sim.

Ele disse que a menina queria comida e água,

mas ele não lhe dava. Ia morrer de qualquer maneira.

- Porque não disse nada? - Continue.

Ulf disse que estava a passar um mau bocado...

que tinha de "desabafar".

Costumava ir a Sävsjö.

Sävsjö? Foi aí que a Jasmina desapareceu, uma menina de seis anos de idade.

Permaneceu em silêncio todo este tempo?

- Não pensou em chamar a polícia? - É segredo profissional.

- És idiota? - Erik...

Palhaço...

Verificámos

todas as áreas de lazer onde as pessoas desapareceram ou foram assassinadas

e também lugares onde ia "desabafar".

Não posso fazer um interrogatório?

Não, ainda não. Deixa que a Monica continue, mesmo que seja lento.

Compreendo que seja difícil para você voltar a falar sobre isto,

mas há mais alguma coisa que me queira dizer?

Já não deve estar lá, mas quando vivíamos ali...

- Diga. - Um barracão de ferramentas.

Era muito especial para ele. Disse que o construiu ele mesmo.

Nunca me deixava entrar. Nunca estive lá. Tinha gatos ali.

Quando estava zangado, dormia lá.

Enrolado no chão.

Posso ir embora?

- Encontraste alguma coisa? - Não, apenas interesse.

O barracão seria aqui.

É impossível...

Dói-me a cabeça.

Tenho a receita em casa, mas não tenho dinheiro para comprar.

É medicina para a garganta e o estômago.

E antidepressivos.

Estão na farmácia, mas ainda não os recolhi.

Já reflectiu desde o último interrogatório?

Não tenho nada em que pensar.

Escreveu alguma coisa desde a última vez?

Desenhei o meu cão, mas não escrevi nada.

- Isto não está a avançar. - Sabes que pode demorar algum tempo.

É melhor ser um homem a lidar com uma pessoa como ele. Diz-se sempre.

- Sim. - Deixa que tente.

- É o seu suspeito. - Não há progressos.

O Erik vai interrogá-lo agora. É bom experimentar com um homem.

- Mas fui eu que o encontrei. - É a vez do Erik.

Se ele não conseguir nada, tentas novamente.

Acreditas na ideia de um único interrogador.

Não estás a fazer qualquer progresso. Quero que experimente o Erik.

Vais arruinar tudo se mudares de pessoa.

- Em que estado se encontra quando bebe? - Não sei.

Deve saber que não se pode esquecer.

No início faço piadas,

até me cansar.

- Fica violento quando bebe? - Não, vou para a cama.

- Como se sente em relação aos toxicodependentes? - Não gosto de traficantes de droga.

Eles arruínam a vida das pessoas.

Gosta de olhar para estas fotografias?

Como é que reage? - Não me acontece nada.

- Mataste a Jannica? - Não conheço a Jannica.

Pensei nisso com pessoas no meu trabalho...

Devia pensar nas ruas de Malmö, não no trabalho.

Nunca fui a um bordel em Malmö. Só fui quando navegava no mar.

Nem sequer me lembro de há seis meses atrás.

Como posso lembrar-me de há tanto tempo?

Quer dizer que não não se lembra do que aconteceu?

É inegável que o seu sémen estava no corpo de Helén.

- Isso não é verdade. - Ulf, pare de brincar.

Em que é que está a pensar?

No meu cão.

Escreveu o seguinte:

"'Vendo como os jornalistas distorcem tudo, não direi nada

sobre mim, a minha família, os meus colegas e os meus amigos.

Não fui eu."

O que significa isto?

Não tenho nada a dizer.

Pelo que diz e pelo que cala.

Consegue imaginar o que os seus irmãos estariam a pensar se estivessem aqui?

Não me lembro de nada, não fiz nada.

Não se lembra se fez alguma coisa ou não fez nada?

- Eu não fiz nada. - Tem a certeza disso?

Ulf, vá lá. - Não me lembro de Helén ou de Jannica.

Estou a tentar lembrar-me se aconteceu alguma coisa.

O problema não é que não se lembre.

O problema é que não quer admitir a verdade.

Tem algo a acrescentar? - Não, obrigado.

Agora é a minha vez.

Desenterramos metade do jardim para nada.

O corredor deve ter estado inundado de sangue.

Não era sangue da Helén?

Era da Jannica.

O sangue diz que ela estava dentro de casa, mas não como lá chegou.

Não prova que ele a matou.

Há, mas não é suficiente. - Vão acusá-lo de violação.

Dentro de alguns anos ele estará livre. - E só cumprirá parte da sua sentença.

Precisamos de mais provas materiais.

Ou uma confissão.

Vou tentar novamente, mas não tenho a certeza...

Não pode ser relacionado com as chamadas ou as cartas?

Que maldito pesadelo.

VIMMERBY, POLÍCIA DE VÄSTERVIK SEGUNDA BUSCA DOMICILIÁRIA

Pelle?

Poderias analisá-lo rapidamente? O nosso tempo está a esgotar-se.

Vou ver o que posso fazer, temos alguns procedimentos.

Ficar-lhe-ia grato se pudesse abrir uma excepção. É para o assassinato de uma menina.

O que é que vai acontecer, Ulf? Como imagina o seu futuro?

Gostaria de continuar a trabalhar.

Tenho um trabalho de carpintaria em Vimmerby.

Vai continuar a sentir-se mal?

Sei que tem estado a sentir-se mal há algum tempo.

- Tenho a garganta inflamada. - Vai a um psicólogo pela sua garganta?

Não, isso é por outras razões sobre as quais não quero falar agora.

Aproveite agora que estamos a lavar a roupa suja

e sabe o que está lá, não os volte a guardar.

Como se vai sentir depois de aceitar o que fez?

Bom...

Vou ter medo de mim próprio. - Porque?

Não é bonito.

Isto afecta muitas pessoas, Ulf.

Não, não posso.

- Sabe que é verdade. - Eu sei que é verdade.

- Conhece Jannica? - Não.

Então porque é que existem amostras do seu ADN em sua casa?

- Isso é errado. - Não, não é.

Temos resultados, o ADN de Jannica estava na sua cabana.

Havia sangue de Jannica.

- O que pode dizer sobre isso? - É incorrecto.

É errado, Louise vivia comigo nessa altura.

Não, Louise mudou-se depois.

Disse-nos nos interrogatórios que só você entrava naquela casa.

Como pode explicar O ADN de Jannica?

Está errado.

Como foi lá parar?

Não me lembro dela em casa.

Imagino como era e não consigo dar-lhe um rosto.

Não me soa nada.

No entanto, havia muita gente perto da minha casa.

- Quem? - Havia ali um rapaz.

Pude vê-lo a correr através dos jardins das pessoas enquanto cortava lenha.

Encontrámos isto no disco que enviou a Pelle.

Reconhece-o? - Não me soa nada.

"Não há nada que possa dizer.

Se não tivesse sido intimidado e atormentado na Escola Hörby,

isto não teria acontecido.

Eu sou o único envolvido. Helén e Janika".

Olhe. - Não me soa nada.

Não me lembro de o ter enviado. Deve estar no meu computador.

Quer dizer que alguém invadiu o seu apartamento

e dactilografou isto no seu computador?

Sim, sei lá.

Se alguém entrar sorrateiramente, você sabe!

Se eu não estava lá, não.

Tenho saudades do meu cão.

- Precisamos de mais tempo. - Sabes que isso é impossível.

Temos o ADN e o sangue da cabana.

Não importa, gastaram demasiados recursos.

Não há mais dinheiro e não há mais tempo. Precisamos de fechar isto agora.

Achas que ele não vai confessar? - Não, sinceramente, não me parece.

- Então estamos a desistir de tudo? - Não temos mais dinheiro.

É horrível, mas temos mais violações.

Há agressões não resolvidas e outros homicídios sem resolver.

Quero ver o Attas. Quando é que posso ver o meu cão?

O registo da chamada no cartão que estava no casaco.

Telefonou-te em Maio.

O que queres dizer? Ele não me ligou.

Olha para ele. Ligou a Per-Åke Åkesson.

Telefonou da torre de Mörbylånga, nas redondezas de Kalmar.

A chamada durou 3 minutos, 28 de Maio. Para Per-Åke Åkesson.

- Esse não é o meu número. - Eu sei disso,

mas telefonou a um Per-Åke Åkesson.

Era uma sexta-feira à noite. A minha mulher estava a ver televisão.

É por causa de Helén. Helén de Hörby.

E Jannica. Matei-as às duas.

Porque não o denunciaste? Era polícia.

Claro que o fiz.

Liguei imediatamente para Malmö e falei com Krister Berg.

Trata-se da investigação de Jannica e Helén...

Vi que tinham um suspeito,

pensei que estavam a seguir a minha pista.

Estou a ver que sim. O tipo que telefonou, qual era a sua voz?

Parecia ser do norte de Skåne.

Não muito jovem, com uma voz muito rouca e baixa.

Falou muito lentamente.

É tudo o que me lembro.

Foi uma chamada curta. Na verdade, depois voltou a ligar.

O que é que ele te disse?

Disse: "Está tudo feito. E desligou.

Berg sabia disso, isso é sabotagem intencional.

Sim, é horrível, mas temos de ir em frente.

Amanhã temos uma reunião com o procurador.

É a nossa última oportunidade para declarar o homicídio.

Vamos aprofundar o que temos e procurar um ponto fraco.

A carta com o disco e a sua confissão

foi enviada de Kalmar no dia 28 de Maio.

E a chamada em que confessou os assassinatos

foi localizada em Mörbylånga, perto de Kalmar.

É difícil provar que ele a enviou.

Sim, mas ele estava em Kalmar nesse preciso momento.

- Será isso suficiente? - Sim.

Graças ao cartão com as suas impressões digitais, prova onde ele estava,

bem como o facto de o ter utilizado para a chamada telefónica em que confessa os assassínios.

Isso é impressionante. Ele ligou quando estávamos a investigar pessoas.

Foda-se, apanhámos o gajo. - Sim, isto deve ser suficiente.

O sangue na casa não funcionou, O ADN no corpo também não funcionou,

mas um pequeno cartão de merda num bolso é suficiente para o apanhar.

O que é que achas, Tor? Tem de ser suficiente.

Sim, penso que é suficientemente, é tudo o que precisamos.

Juntamente com o ADN e provas circunstanciais,

não há dúvida.

Eu trato do resto, mas penso que o caso se mantém.

Acabou.

É nosso.

O homem que foi detido pelo assassinato de Helén Nilsson

enfrenta mais acusações pelo assassinato de outra mulher.

O Procurador acredita que será considerado culpado.

Finalmente é possível colocar uma lápide sobre o túmulo de Helén.

A sua família e o povo de Hörby

viverá em paz porque o assassino deste crime horrível

estará atrás das grades.

Encontramo-nos com o inspector Krister Berg.

Ele diz que está muito feliz com o trabalho da polícia no caso.

Como resumiria esta investigação policial?

É um exemplo de bom trabalho policial.

Não quero nomear ninguém,

é uma investigação com muito trabalho de equipa.

Contrariamente ao que se diz,

temos uma organização policial avançada com um alto nível.

Como se vai sentir depois de aceitar o que fez?

Vou ter medo de mim mesmo..

- Porquê? - Bem... Não é uma coisa bonita.

ULF OLSSON FOI DECLARADO CULPADO

E CONDENADO A ATENÇÃO PSIQUIÁTRICA COM REVISÃO DEPOIS DO LONGO JULGAMENTO.

SUICIDOU-SE NO DIA 10 DE JANEIRO DE 2010.

ALÉM DOS CASOS QUE FORAM EXPOSTOS,

OS AGENTES PER-ÅKE ÅKESSON, MONICA OLHED E A SUA EQUIPA

RESOLVERAM CINCO HOMICÍDIOS ENTRE 1991 E 2004.

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