Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
INSPIRADO EM FACTOS REAIS
Porque é que há um restaurante chinês em Ottern?
Há imensos chineses.
- Aqui? - Em todo o lado.
Os restaurante chineses estão sempre vazios.
Lavagem de dinheiro.
A sério?
Como é que correu hoje?
Tratei das provas objectivas.
E?
Não é suficiente para uma absolvição.
Lá por haver um problema qualquer com os depoimentos das crianças
não significa que o abuso não tenha ocorrido.
É mais ou menos isso.
E?
O facto de estar sempre a perguntar isso também não ajuda.
O quê?
Não sei...
Fui uma vez a Pequim.
O pato à Pequim que se come lá
não tem nada que ver com o que se come cá.
Em Pequim, o principal do pato à Pequim é a pele.
O pato tem de ficar imóvel duas semanas antes de ser morto.
Como?
Atam-lhe as patas.
Porquê?
A pele fica mais fina.
O cozinheiro corta-lhe os pés,
abre-lhe um buraco no pescoço...
e insufla o pato como um balão,
fazendo com que a pele se separe completamente da carne.
A pele é comida em tiras em crepes.
Pele de pato em panquecas?
Qualquer coisa não está bem consigo, Azra.
É assim que vencemos o processo.
Enlouqueceu, Azra.
Pode fazer o pato à Pequim assim, mas não ganhar um processo.
NÚMERO DESCONHECIDO: 28, 42.
Azra, onde está?
Tenho de ir tratar de uma coisa.
Recebi um SMS
de um número desconhecido. Eu...
Acho que sei de quem é, mas tenho de ter a certeza.
Consegue descobrir?
- No telefone de onde me está a ligar? - Sim.
Uma hora. Mando-lhe um SMS.
Está bem.
São duas da manhã!
Não rezam a esta hora?
- Desculpe? - Tenho de consultar os dossiers.
Agora?
O senhor não estava a fazer nada.
Entre lá então...
À noite, isto parece um tribunal.
Acha?
De certa maneira, é bastante semelhante.
O quê?
Esta história com o seu Deus.
Café?
Expresso.
- Foi rápido. - Temos uma máquina.
Fico desiludido.
Esperava qualquer coisa moída à mão, filtrada,
com uma assiduidade monástica.
Está interessado nisto?
- Sim. - Isso é bom.
Porque eu não compreendo.
Sente-se.
Diz aqui: " Anexo as entrevistas
com Franziska Schmidt, de 17 de Agosto."
Mas está aí apenas uma entrevista.
Só uma, mais nada.
"A/c: Procurador Cordelis"
Uma gralha?
Se fosse outra pessoa, talvez, mas não a Laubach.
A Sargento Laubach? Eu conheço-a.
Vem à missa regularmente.
Sim, isso encaixa.
Sempre um pouco solene de mais.
Conte-me qualquer coisa sobre este espaço.
Porquê?
Ajuda-me a pensar.
O scriptorium.
Os meus antecessores sentavam-se aqui a copiar livros.
Um lia, o outro redigia.
Parece-me uma tarefa cansativa.
Extremamente laboriosa.
Há uma citação engraçada de um escriba do século XVIII.
"Oh, como é cansativo escrever!
"Cansa os olhos,
"enfraquece as virilhas...
"e, ao mesmo tempo, faz mal a todos os membros.
Três dedos escrevem e todo o corpo dói."
Como um dia aqui no tribunal.
Mas os livros eram mais bonitos.
Então, a fotocopiadora ali ao canto é bastante sarcástica.
- A moderna? - Sim.
A fotocopiadora é, em todos os aspectos, superior ao copista.
Cada folha é exactamente igual ao original.
A máquina não comete erros.
Repita lá isso.
- O quê? - Cada folha...
É exactamente igual ao original.
Veja.
A Azra diria: "Observe atentamente."
- Quem é a Azra? - Finalmente alguém que não a conhece.
- Um traço. - Não é um traço.
- O que é? - Um agrafo fotocopiado.
- Pois... - Agora, as outras páginas.
As páginas foram dobradas para serem fotocopiadas.
E agora, a última página.
- A última página tem um vinco. - Sim, o que falta?
- Não sei. - Venha comigo.
Certo. Repare.
A parte de trás do agrafo, um traço interrompido.
Agora, veja estas folhas.
Não há agrafo.
Apenas o texto.
Sim, mais tarde.
Imagine a sequência.
A entrevista é levada pela polícia para o gabinete do Procurador.
Alguém a copia.
São seis páginas.
A sexta página não tem de ser dobrada no canto.
O agrafo fechado está na última página.
Mas está em falta.
E a página foi dobrada.
Quer dizer que havia outras folhas.
A pessoa que fotocopiou isto cometeu um erro.
Não acho que tenha sido um erro.
Tenho de fazer um telefonema.
Bom dia, Sra. Laubach.
Sim, fala Schlesinger.
Se não estou em erro, não a acordei.
Iniciamos o dia 17 do julgamento
do processo criminal contra Ernesto Perez...
517-12...
- Não. - Senhor advogado de defesa?
Solicito que a sessão seja adiada quatro horas.
Porquê?
Para apresentar uma moção que não pode ser adiada.
- O que significa isso? - Falta de isenção.
Ele vai rejeitar os juízes por falta de isenção.
Muito bem. Adio então novamente a sessão.
Peço a todas as partes que permaneçam na sala.
Porque considera então que não somos isentos?
Não acho que não sejam.
Mas quis apresentar uma moção por falta de isenção.
Não contra vocês.
Sabe que o Procurador não pode ser afastado por falta de isenção.
É verdade.
Mas eu vou pedir o afastamento do Procurador.
O Dr. Cordelis não pode continuar a participar neste processo.
- Como? - Desculpe?
Volume 28, folha 42.
Volume 28...
Folha 42.
Um entrevista com Franziska Schmidt feita pela Sargento Laubach. E então?
Plural.
Como?
Tem alguma coisa a dizer?
- Isso é... - Onde quer chegar, Dr. Schlesinger?
Muito bem, então digo eu.
A 17 de Agosto,
a Sra. Laubach enviou duas entrevistas ao Procurador.
Duas. Plural.
Contudo, a segunda nunca chegou a ser incluída nos dossiers.
Desapareceu.
E este desaparecimento teve um motivo.
A segunda entrevista teria significado o fim dos julgamentos.
Isto é verdade, Dr. Cordelis?
Eu...
Sim?
Há uma segunda entrevista, sim.
E porque não consta dos dossiers?
Porque...
Não era relevante.
Desculpe?
Não lhe compete decidir o que é ou não incluído nos dossiers.
- Como se atreveu?! - Muito bem...
Porquê, Dr. Cordelis?
Porque...
Porque era completamente falso.
Falso?
O que era falso?
A Sra. Laubach realizou a entrevista.
Ela não sabia quase nada acerca do processo.
Interrogou a criança de uma forma completamente diferente...
... da Sra. Reuth.
Que género de entrevista foi?
O que disse a Franziska?
Disse apenas coisas disparatadas.
Mas o quê, exactamente?
Disse que...
Não posso repetir aqui.
Pode, sim.
Tem de o fazer.
Sei que é difícil, acredite.
Diga lá, por favor.
A Franziska disse que eu tinha abusado sexualmente dela.
Come às vezes?
Bolos.
Porque permitiu que o Procurador se mantivesse no julgamento? Venceu-o.
- Precisamente. - O quê?
- Conseguimos o que queríamos. - Uma nova testemunha especializada.
Apreciamos um ser humano porque passou um mau bocado.
E porque também somos humanos.
O Procurador fez tudo errado.
O que ele fez foi desastroso.
Mas ele não é malvado.
No meu mundo, as pessoas caem no abismo quando cometem erros.
O seu mundo é um abismo, Azra.
Apraz-me que tenha conseguido
produzir tão rapidamente relatórios sobre os casos, Prof. Brandenburg.
Convoco-a a depor na qualidade de testemunha especializada.
Partilhou connosco, ao longo de vários dias,
a avaliação que fez a centenas de depoimentos de crianças.
Peço-lhe agora que sintetize a sua avaliação, Prof. Brandenburg.
Com certeza.
Em primeiro lugar, quero dizer que mentir é muito mais difícil do que dizer a verdade.
O esforço mental imposto à pessoa que mente é muito maior.
Porquê?
Um relato verdadeiro faz-se recorrendo apenas à memória.
Umas coisas são recordadas, outras não.
Relata-se simplesmente o que aconteceu.
Uma mentira, em contrapartida, é uma construção.
Alimenta-se apenas do que conhecemos e vivenciámos.
Certo.
Inventar um depoimento sobre um evento complexo
e mantê-lo ao longo de um longo período, é esgotante.
Pormenores casuais, cadeias de acção interrompidas,
complicações inesperadas,
descrições equivocadas de elementos do enredo...
Na maioria das mentiras, nada disto existe.
Mas, atenção, estas características não são absolutas individualmente.
Porquê?
Podem ser simuladas. A mentira pratica-se.
Não é possível, através da determinação dessa característica,
retirar uma conclusão convincente de credibilidade.
Em contrapartida, a não existência dessas características
não pressupõe necessariamente a existência de mentira.
Pode acontecer que a testemunha estivesse simplesmente com medo.
É possível ver à transparência um mentiroso experiente?
É difícil, mas, sim, às vezes é possível.
E neste caso concreto?
Afirmou não acreditar que as crianças estivessem apenas a mentir.
Não, não estão. Regra geral.
Infelizmente, neste caso, as coisas são um pouco mais complicadas.
Muitos dos critérios deixam de se aplicar se o testemunho for sugerido.
- Se as respostas forem orientadas. - Sim.
Nem o interrogador nem o interrogado têm de ter consciência disso.
Pode ser feito sem intenção.
- Sim, os critérios deixam de se aplicar. - Porquê?
A pessoa que depõe não tem de se mostrar particularmente credível,
nem de se focar em circunstâncias imaginadas.
Limita-se a dizer o que o interrogador deseja ouvir.
Sim.
Então uma criança pode até acreditar na veracidade das suas declarações,
ainda que estas sejam falsas.
Acaba por acreditar que viveu realmente
aquilo que o adulto inconscientemente o convenceu ter vivenciado.
Daí serem tão perigosas entrevistas mal conduzidas.
E qual foi a conclusão a que chegou neste caso?
As crianças de Ottern
referiram um grande número de suspeitos e de cenas de crime.
Contudo, os seus depoimentos raramente contêm pormenores originais.
São raras as descrições coerentes e nítidas,
não há referências a incidentes inesperados,
nem conteúdo coloquial invulgar.
Os depoimentos das crianças foram influenciados
por terem sido feitas demasiadas alegações.
Afinal, foram questionadas quase ininter- ruptamente de uma forma orientada.
Teria sido possível evitar isto?
As entrevistas foram conduzidas por pessoas com pouca formação,
em particular pela Sra. Reuth, que não era uma profissional.
A Sra. Reuth conduziu as entrevistas desde o início
com base num elevadíssimo grau de sugestão.
Talvez por ter ouvido logo no início o parecer do pediatra,
que declarava que as crianças haviam sido vítimas de abusos.
Presumo que tenha sido por isso.
Ela confrontou repetidamente as crianças com nomes, alegadas cenas de crime,
pormenores abstrusos.
As crianças deixaram de conseguir distinguir
entre o que tinham vivenciado e o que tinham ouvido.
Passado algum tempo, limitaram-se a repetir o que lhes fora dito.
- Posso fazer uma pergunta? - Sim.
os depoimentos das crianças mudaram com o correr do tempo?
Sim.
O que é surpreendente é que os depoimentos das crianças
se tenham tornado cada vez mais semelhantes
quanto mais a Sra. Reuth as questionava.
Isto tem apenas uma explicação.
Qual é?
Não houve qualquer abuso sexual partilhado.
Não houve orgias sexuais.
Se as crianças tivessem vivenciado algo do género,
as suas descrições teriam sido semelhantes no início,
podendo, mais tarde, diferenciar-se.
As recordações diluem-se, como todos sabemos.
Mas, neste caso, aconteceu precisamente o oposto.
Os depoimentos começaram por ser muito diferentes,
e, com o tempo, foram-se tornando cada vez mais parecidos.
Compreendo.
Foi errado misturar conversas de intervenções terapêuticas
com investigações mal conduzidas.
Pode afastar a possibilidade de ter havido abuso sexual?
Ninguém pode fazer isso.
Mas os depoimentos das crianças apontam para que seja pouco provável.
Posso afirmar com segurança que estes depoimentos
não são apropriados como prova para condenar alguém.
Obrigada, Professora Brandenburg.
Está bem encaminhado...
Vai deixar-nos?
Vai. Hoje vai ser pronunciado o veredicto.
A conta.
Já foi paga.
Pela Azra...
Espero que a sua estadia tenha sido agradável.
Está a falar a sério?
Porque não "inesquecível"?
Dê-nos cinco estrelas no TripAdvisor se gostou da estadia.
- O que me está a pedir? - Uma avaliação.
Os cristãos não estão sempre a dizer: "Não nos deixes cair em tentação?"
Abandonem a sala, por favor.
Em nome do povo, pronuncio o seguinte veredicto:
O arguido é absolvido.
Os custos e as despesas necessárias serão suportadas pelo Tesouro Público.
Sentem-se, por favor.
O mandado de detenção do tribunal distrital é revogado.
A este respeito, declara-se o seguinte:
as acções ou qualquer outro comportamento de agressores,
em particular de agressores sexuais,
nem sempre seguem os princípios da razão.
Contudo, a base da instauração deste processo
assenta no pressuposto de que uma série de adultos, numa colaboração planeada,
teria abusado sexualmente de crianças,
tê-las-ia levado à prostituição
e, neste contexto, produzido filmes pornográficos infantis.
Até à data, não foi encontrado um único vídeo que pudesse constituir prova.
É inexplicável que membros de um círculo de pornografia infantil bem organizado
trabalhassem de forma tão perfeita,
e, por outro lado, levantassem suspeitas de uma forma tão amadora...
... através de comportamentos conspícuos e disputas abertas.
O tribunal conclui assim
que o abuso sexual intra-familiar,
sob a forma de um círculo de pornografia infantil,
não teve lugar.
ABSOLVIÇÃO EM OTTERN!
FALHA TOTAL DO SISTEMA DE JUSTIÇA.
O VEREDICTO É UMA VERGONHA.
QUANTO TEMPO É QUE ISTO DEMOROU? TRÊS ANOS?
QUEM ESTÁ POR TRÁS DESTES CRIMINOSOS?
ACABEM COM ESTES JULGAMENTOS DEMORADOS.
POR MIM, ERA ENFORCÁ-LOS TODOS.
Que fiz eu?
Todos fizemos coisas de que não nos orgulhamos.
No fim, é aquilo a que se chama experiência.
O senhor não percebe, pois não?
O quê?
As crianças foram colocadas num lar.
Eu sei.
Mas o que evidentemente não sabe
é que durante os últimos oito meses
elas foram repetidamente vítimas de abusos sexuais por parte do director.
Desta vez, com provas legítimas.
A Sra. Laubach lidera a investigação.
O Procurador-Geral tomou o assunto a seu cargo.
As crianças pediram ajuda, mas já ninguém ligou.
Há vídeos dos abusos...
E, ainda esta manhã, uma confissão total do director do lar.
É a isso que chama experiência?
- O peixe morreu. - E?
Vou deitá-lo ao canal Landwehr.
Um enterro?
Enterro?
Não sei. Chamava-lhe isso?
Os peixes vivem na água.
Não se enterram quando morrem.
Na água não é um enterro, pois não?
Não sei...
O director do lar de Ottern que abusou das crianças apanhou seis anos.
Ainda bem.
Pois é.
A minha cliente está contente consigo.
Os honorários foram transferidos, juntamente com um bónus.
Não quero nenhum bónus.
Sim?
- Dr. Schlesinger? - Sim?
É a Laubach.
É sobre o seu cliente.
Não quer investigá-lo novamente, espero?
Não, ele estava inocente, não há dúvida disso.
Então, o que é?
O seu cliente morreu.
Conhece uma pessoa chamada Azra?
Tradução (do inglês) CLÁUDIA BRITO
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.