All language subtitles for Seven Cities of Gold 1955

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Original subtitles

<i>Esta é uma história...</i>

<i>da conquista espanhola da Califórnia...</i>

<i>e da procura das lendárias...</i>

<i>sete cidades de ouro.</i>

<i>Uma história de índios primitivos...</i>

<i>um exército de mercenários, e um homem de Deus.</i>

<i>O nome dele era Padre Junipero Serra, um padre franciscano.</i>

<i>Enquanto o exército conquistador carregava mosquetes,</i>

<i>ele carregava uma cruz.</i>

<i>Onde eles procuravam tesouros, ele procurava salvação.</i>

<i>O homem que viveu a nossa história...</i>

<i>falava espanhol e inúmeras línguas indígenas.</i>

<i>A única mudança que fizemos foi traduzir as palavras deles para inglês.</i>

<b>A CRUZ E A ESPADA</b>

Juan, despacha-te, estamos atrasados.

Carlos! Luís!

Levem-na para a carruagem.

Podemos levá-la para a Cidade do México.

Não se incomode, senhor. A terra é igualmente macia aqui.

Ela está morta.

Lamento.

- Acho que não poderia ter sido evitado. - Não, senhor.

Teria sido conveniente ter diminuído a velocidade da sua carruagem.

O Capitão Portola já lhe explicou, Padre.

Não há motivo para insolência.

Nem para arrogância, Tenente.

Está bem, padre, o que é que pretende que façamos?

Podemos acusar o condutor...

se pensa que isso poderá ajudar a mulher.

Reúnam um destacamento e enterrem-na.

Isso não será necessário, Capitão.

Você está com pressa. Ela pode esperar.

Um momento.

- Vai a caminho da Cidade do México? - Sim.

Podemos deixar-lhe um cavalo.

Excepto em casos extremamente urgentes,

a nossa ordem determina que caminhemos.

Com uma perna como a sua?

Já tenho isto há muito tempo. Somos velhos amigos.

Deixe-me ser seu amigo também, Padre.

Se eu lhe deixar um cavalo...

não o deixaria aqui para morrer, pois não?

Eu nunca deixo ninguém para morrer.

Carlos, deixa o teu cavalo ao padre.

Se íamos com muita pressa, Padre...

era pela glória de Espanha.

Sim! Sim!

Mestre Perez.

As vossas ordens estão aqui.

Aproxime-se do mapa.

Este pedaço de terra é a Califórnia.

Nós, espanhóis, descobrimo-la, mas, nada foi feito a esse respeito.

É uma terra rica que, de momento, não pertence a ninguém.

Mas, muitos países estão a começar a aperceber-se da sua existência...

e, é por isso que aqui estamos.

Para nos certificarmos que nos pertence.

Vocês irão ocupá-la desde a Baía Sul...

E desde a Baía Norte.

Trabalho para, pelo menos, um ano.

Encontrarão os pormenores aí dentro.

Iremos enviar quarto grupos. Dois pelo mar...

Vila, você zarpará primeiro.

Perez, você seguirá com as provisões.

O Capitão Rivera levará os primeiros soldados por terra.

Ele estabelecerá uma base avançada...

e esperará lá pelo grupo principal.

Esse grupo ficará sob o comando do Capitão Portola.

- Bem, cavalheiros... - <i>Às sete cidades de ouro!</i>

José, sabes quanto ouro é que o Cortés trouxe do México?

Seis milhões de lingotes de ouro cada um deles deste tamanho.

E navios carregados de escravos.

O avô do meu avô estava com o Cortés.

Deviam ver...

Deviam ver a minha mãe...

quando ela fala do ouro que ele trouxe.

Alguma vez ouviram falar da Batalha de Cholula?

Houve uma luta.

Eu já.

Eles reuniram todos os chefes nativos (caciques)...

e apontaram-lhes as armas.

Eles nunca tinham visto armas antes.

E, depois, o Cortés deu a ordem.

"Espetem as vossas lanças nas caras deles."

Eu conheço a história.

É tão antiga quanto lamentável.

O avô do seu avô...

caminhou com sangue até aos tornozelos.

Padre.

Padre, esqueceu-se dos seus modos.

Há coisas mais importantes.

Há, mas... nunca concordaríamos.

Bom dia, Vossa Excelência.

Padre Junipero Serra. Capitão Portola.

- Já nos conhecemos. - Óptimo.

O Padre Serra foi destacado para a expedição.

Ele será o guia espiritual.

O que é que isso significa?

Ele será o responsável pelo estabelecimento das missões.

Falará em nome da Igreja. E viajará convosco.

Compreendo.

O mapa não fornece quaisquer indicações sobre as cidades de ouro.

Esperava encontrá-las no mapa?

É claro que elas não estão no mapa.

Mas, devem estar por aí algures.

A lenda não teria sobrevivido tanto tempo se elas não existissem.

Ouvi falar delas a minha vida inteira.

Elas estão lá, à espera de que vocês as encontrem.

Posso falar consigo a sós, Vossa Excelência?

Acerca da nomeação deste homem, Serra, como conselheiro espiritual.

- Ele é um deficiente. - Sim, Don Gaspar.

Para alcançarmos a Califórnia, temos de atravessar terras de assassinos.

Considerando a importância da nossa missão...

não devíamos ser sobrecarregados com nenhum homem...

que não esteja fisicamente apto, há demasiadas coisas em jogo.

Eu acho, cavalheiros, que estão a discutir a minha enfermidade.

Sim, estamos.

Não vos irá causar qualquer tipo de incómodo.

Isso posso prometer-vos.

Poncho, podes arranjar espaço para isto por mim?

Com prazer, Padre.

- Juan? - Sim, padre?

Podes encontrar espaço para a pequena virgem?

Padre, está a sobrecarregar as mulas.

Mas, uma estátua da pequena virgem não pesa nada.

É o espaço, padre, não o peso.

Temos de carregar mais munições em Querado...

e você continua a trazer cada vez mais bugigangas.

Apenas mais umas pequenas coisas.

Padre, diga isso ao Capitão.

Não há nada a dizer.

Capitão, eu fui incumbido...

de levar a palavra de Deus a um grupo de índios primitivos.

Não posso, apenas, marchar até eles e explicar-lhes a Santíssima Trindade.

Preciso destas coisas para o meu trabalho, tal como vocês precisam das vossas armas.

Tenho de ganhar a confiança deles, não o medo.

Estas coisas são as minhas armas.

Alivie estas mulas das provisões e munições...

e estaremos todos mortos...

antes de você conseguir baptizar o seu primeiro índio.

Eu preciso do espaço, Padre.

E quero estar para além da cordilheira ao amanhecer.

Agora... se nos der a sua bênção, iremos começar.

Terá o seu espaço, Capitão.

Em nome de São José, o nosso padroeiro...

peço que esta companhia de homens seja abençoada na sua viagem.

Peço que eles regressem em segurança a suas casas e aos seus amigos.

Para aqueles que não regressarem...

peço que possam morrer como soldados honrados.

E que todos os seus dias sejam dados...

à maior honra e glória de Deus.

Não posso pedir esta bênção em nome de São José...

sem vos dizer mais uma coisa.

Vocês vão iniciar esta missão com péssima reputação como soldados.

Isso não é novo para os homens de Espanha.

Há muito tempo, nós viemos para o México.

Pegamos num grupo de índios simples.

Índios com uma afectuosidade infantil,

e transformamo-los numa raça de escravos.

A pele deles era mais escura do que a nossa...

e, por isso, eles eram-nos inferiores.

E, então, dissemos a nós mesmos que isso era justo.

Então, um punhado de soldados, tal como vocês...

roubou-lhes o ouro, o amor e a liberdade.

Agora, no amanhecer de uma maravilhosa missão...

vocês estão a começar da mesma forma.

Vocês planeiam atravessar os campos deles...

e roubar-lhes o ouro, deixando-os sem nada.

Planeiam pilhar, saquear, roubar e apropriar-se.

E tudo porque a língua deles é estranha...

e a sua pele é escura.

Em nome de São José...

e de todos os santos que rodeiam o trono de Deus...

eu digo, "Como se atrevem?!".

Como se atrevem a esquecer que são filhos de Deus?

Como se atrevem a esquecer...

que estão ligados a todos os outros filhos de Deus?

Bom... lembrem-se disso agora.

Gravem-no nos vossos corações.

Gravem-no profundamente.

E, depois, interroguem-se.

Que pele foi escolhida para o Paraíso?

Qual é a cor de uma alma imortal?

Avançar!

O padre vai trazer-nos problemas.

Não me parece.

Acabei de destacá-lo para o teu pelotão.

Obrigado.

Que tipo de padre é ele, afinal?

Não sei.

Mas, é um homem e pêras.

Tragam mosquetes carregados.

Tragam mosquetes carregados!

Precisa de mosquetes para passar por meia dúzia de índios?

Podem lá estar milhares. Não conseguimos ver.

E propõem-se a resolver isso matando cinco deles?

A única fora de conseguirmos passar...

é ensinando-lhes algo sobre o homem branco.

Concordo, Don Gaspar.

Eles pegarão nas suas bugigangas e abrir-lhe-ão a cabeça a meio.

Isso, Tenente, irá resolver um dos seus problemas.

Don Gaspar?

Pode avançar.

Dá-lhe uma oportunidade.

Missangas.

Devíamos ter-lhes mostrado o poder das armas de fogo aqui mesmo.

Não, espera.

Antevejo problemas.

Iremos acampar aqui.

Sargento, monte o acampamento aqui.

Boa noite, Capitão.

- Padre. - Já comeu?

Agora mesmo.

Vim agradecer-lhe.

Trouxe vinho.

Pensei que poderíamos beber em nome da amizade.

Não temos sido os melhores amigos até ao momento.

Nem por isso, Padre.

Você tem a sua forma de lidar com os índios e eu tenho a minha.

Hoje... você teve razão.

Aos homens de Portola.

Aos companheiros de Deus.

Vejo que está bastante ocupado, Capitão.

- Peço desculpa. - Boa noite.

Boa noite, padre.

Sente-se, padre.

Quer um pouco de vinho?

Padre...

deixe-me dar-lhe um conselho.

Não abuse muito da sua sorte com estes índios.

Mas, admito uma coisa... aquilo que fez exigiu coragem.

Exigiu fé.

E missangas, padre.

Não podemos fazer muita coisa, apenas, com fé.

Não podemos fazer nada sem ela.

Ouça, vou avisá-lo, Padre...

não desperdice a sabedoria da Igreja a tentar converter-me.

Limite-se aos seus "selvagens".

De onde é, Tenente?

De todos os sítios, mas, sobretudo de Sevilha.

É uma cidade adorável.

Cafés, teatros, casinos.

Mas, aqui é difícil lembrarmo-nos.

Não há um dia que passe que eu não me lembre de Espanha.

Do que é que se lembra?

De uma fragância, uma colina...

dos pássaros a virarem no céu sobre os penhascos de Majorca...

da minha juventude, da minha mãe.

No que é que você pensa?

Também penso numa mulher.

Não, não penso.

Penso em cem mulheres. Todas lindas, todas a rir.

Mas...

Não iria compreender a forma como penso nelas.

Quem compreenderá o pecado melhor do que um padre?

Apaguem a fogueira! Assumam posições defensivas!

Sentinela!

Relatório!

Um único índio, senhor.

Eu alvejei-o, mas, ele desapareceu na escuridão.

- Dobre as sentinelas e patrulhe o desfiladeiro. - Sim, senhor.

Ele está morto?

O nome dele era Juan Jesus Ortega.

O único filho de uma casa na Catalunha.

E, agora, terei de lhes dizer...

que ele morreu às mãos de um selvagem.

A morte dele poderia ter sido evitada...

se tivéssemos dado o exemplo...

e matado alguns índios à entrada daquele desfiladeiro.

Padre.

Posso...

Posso ver a sua perna?

Percebes de Medicina?

Apenas através de um livro... e já foi há muito tempo.

A perna está inchada. Já ficou inchada antes.

Sabes se ele estará em condições para continuar?

Não percebo como é que ele chegou até aqui.

Não haverá problema nenhum. Pode lancetar a úlcera.

Aqui não, Padre.

Poderá morrer se não regressar à Cidade do México.

Não precisam de se preocupar. A minha perna está óptima!

Está?

Uma maca estará preparada pela manhã.

Será escoltado até ao primeiro aquartelamento militar.

Mas, Capitão, o estabelecimento da missão foi-me confiado.

Há padres com os outros grupos.

Eles poderão fazer todo o aconselhamento espiritual que precisamos.

Está zangado comigo, eu sei.

Esperei vários anos por esta incumbência, irei continuar.

Partirá após os fogos da manhã se extinguirem.

Adeus, Padre. Tenente.

Eles têm razão, padre.

Eu não deixaria que uma mula prosseguisse com uma perna nesse estado.

Se fosse a perna de uma mula, como é que a trataria?

Para um animal, existem determinados cataplasmas, demasiado fortes.

Coloque um.

- Não sou um cirurgião, padre. - Esqueça.

As mulas eu trato...

não as pessoas.

Não sou um homem que pense que é mais do que aquilo que é.

Imagine que eu sou uma das suas mulas.

Padre.

Imagine que a mula dele fez uma viagem difícil, que efectivamente fez...

que a perna desta mula está dorida, que efectivamente está.

Faria menos por essa mula do que por qualquer uma das outras?

Existe um remédio.

- Resina quente e terebentina. - Vá buscá-los.

Sim, padre.

Diz-me, velha amiga...

como é que as mulas rezam?

Padre.

Está tudo bem, Juan, estou pronto.

Padre.

Onde é que ele está?

Ali está ele... na colina.

Sargento, forme os homens e prepare-os para avançar.

Formar!

A maca está pronta, padre.

Isto é uma despedida.

- Eu... desejo-lhe boa viagem. - Eu não irei regressar.

Não será necessário.

Está a ignorar a minha ordem?

Capitão, sabe que a minha vida é dedicada à obediência.

Mas, a razão da sua ordem desapareceu.

O abcesso desapareceu.

Sim, Capitão, e eu vou para a Califórnia.

Diga-me, Padre, como é que conseguiu?

Com missangas, meu filho...

com missangas.

Cabo, viu o padre?

Não, senhor, não vi.

Padre...

o Capitão Portola quer que você permaneça com a coluna militar.

É perigoso ficar para trás,

e, além disso, está a atrasar-nos.

Encontrei algumas flores.

O Padre Palou quer que eu o informe...

de quaisquer nova plantas que possamos encontrar.

Esta não é a altura de andar a apanhar flores.

Mesmo que seja uma flor que nunca ninguém apanhou antes,

vou-lhe pedir que lhe dê um nome.

Chamar-lhe-ei "Scurra".

É a palavra latina para "idiota" e você está a fazer algo idiota.

Agora, venha.

Espere.

Alto! Alto!

Olhe para os seus amigos agora.

Acha que as suas bugigangas irão ajudá-lo desta vez?

Vejam! Vejam!

Isso nunca me teria ocorrido.

Chamar-lhe-ia um milagre, padre?

É uma sorte que eles sejam ignorantes e idiotas, como eu.

É um mundo idiota, padre.

O problema é que... não é idiota como você.

Meio cheio. É o dia dos milagres.

Mas, precisamos de mais um para encontrarmos o caminho.

Podemos seguir o trilho até à coluna militar.

Será melhor deitarmo-nos e cobrirmos as nossas cabeças.

Vamos prosseguir. Podemos alcançar aquela luz.

- Não há luz. - Há uma luz.

Dormiu bem?

Tive um sonho louco.

Encontramos uma pequena casa, e um homem e a mulher dele...

deram-nos toda a água que conseguimos beber.

Nunca houve vinho como aquela água.

Como é que eles eram?

A mulher era muito gentil, bonita.

- E o homem? - Ele era um homem com barba.

E a criança?

Não havia nenhuma criança.

Ele estava atrás de si. Ela levantou-o do cesto.

Foi o meu sonho, padre. Não havia nenhuma criança.

O vestido da mulher era azul,

e o estranho casaco do homem tinha mangas vermelhas.

Está a tentar dizer-me que eu falei durante o sono?

Não, Tenente, estou-lhe a dizer que não foi um sonho.

Acho que sei aquilo que me está a tentar dizer.

Era a Família Sagrada...

e eles desceram do Céu para nos dar uma ajuda.

Que disparate, padre.

Não aceito isso.

Bem...

que caminho devemos tomar?

Norte? Noroeste?

Não importa.

Seja qual for o caminho que você escolher estará correcto.

Não fomos salvos para morrer neste deserto miserável.

Noroeste.

Aqui! Aqui!

Aqui!

- O que é que está a fazer? - Uma entrada no meu diário.

"Ao 17º dia, o nosso primeiro gaio azul."

Diga-me quando puder ler no seu diário... "Porto de San Diego".

Tudo aquilo que quero é subir uma colina...

ver o acampamento do Rivera e os nossos navios ancorados no porto.

Ver caras espanholas e comer comida fresca.

Quando escrever isso no seu livro, irá valer a pena lê-lo.

<i>Os navios chegaram! Os navios chegaram!</i>

O acampamento do Rivera está a uma légua marítima!

Não me diga que fez isto com missangas.

O acampamento do Rivera está a uma légua marítima, senhor.

Leva-lhes as notícias.

Diz ao sargento da messe que quero vinho extra...

preparado para esta noite.

Monte o seu acampamento acima do nosso e envie o padre, rápido.

- O que é que se passa? - Peste.

- Dr. Pratt. - Olá, Padre.

Estamos em quarentena. Todo o acampamento.

Escorbuto e tifo.

Um soldado moribundo precisa de si ali dentro.

- Aquilo é água doce? - Quem me dera que fosse.

Dr. Pratt, onde é que está o Padre Vizcaíno e os outros capelões?

Doentes. Todos eles.

Foi a seca.

Já não chove há seis meses.

Já morreram 60 dos nossos...

enterrados na areia, em Dead Man's Point.

Veio tarde demais, padre. Ele foi-se.

Ele está morto, padre.

O peso do lençol não irá atormentar o pobre corpo dele agora.

Febre e morte.

Trouxemos os nossos presentes habituais para os índios.

É difícil dizer, Capitão.

Já enterramos 60.

Apenas não sei...

quanto tempo mais estaremos em quarentena.

Teremos de prosseguir conforme planeamos.

Perez, terás de regressar à Cidade do México para ir buscar provisões.

Vila, terás de nos levar à Baía de Monterrey de barco.

Não posso fazê-lo.

Da tripulação do navio...

os únicos que restam são o cozinheiro e o contramestre.

Posso dispensar-te 16 soldados.

- Eles são marinheiros? - Não.

Bem, isso significaria a perda do navio.

Muito bem, serás o comandante pelo mar.

O "San Antonio" pode regressar ao México...

para ir buscar provisões e reforços?

É o teu navio, Perez. O que é que me dizes?

Não sei. Temos, apenas, metade da tripulação.

- Consegues fazê-lo? - Posso tentar.

É tudo aquilo que podemos fazer.

A minha companhia avançará para a Baía de Monterrey por terra.

Quando é que partimos?

Partimos amanhã.

Aprenderam alguma coisa com os índios aqui nas redondezas?

- Eles irão atacar? - Não sei.

Teremos de deixar aqui um pelotão de guarda.

Isto será a nossa base permanente de provisões.

Um de vocês assumirá o comando.

Vila, não estás suficientemente bom.

Pratt...

estás demasiado ocupado com os doentes.

- José, terás de ser tu. - Eu? Ficar aqui? Não.

Não vim de tão longe para ficar retido aqui.

Terás de ser tu.

Capitão...

não precisa de ser o José.

Eu posso encarregar-me da missão.

Vou deixar um pelotão de soldados, padre...

e vou deixá-los sob o comando de um soldado,

não de um padre.

Isto é um forte e um hospital.

Também é uma missão, Capitão, ou sê-lo-á antes do amanhecer.

Escolho este local para a igreja da missão...

de San Diego de Alcalá.

Em nome do Pai, do Filho...

e do Espírito Santo, amém.

Lamento que não venhas connosco, José.

Os seus lamentos trazem-me enorme conforto.

Não tive alternativa. Este sítio tem de ser defendido.

És o único homem em quem posso confiar.

Sinto-me honrado.

E amargurado.

Eu sei no que estás a pensar. Sempre lutamos juntos.

Viemos desde Espanha juntos.

Mas, as minhas mãos estão atadas.

Viemos à procura de cidades de ouro.

Transformou-me num enfermeiro para os doentes e num vigilante de um padre.

Não perderás nada ao ficares aqui.

Para tornar a tua provação muito mais fácil de suportar,

terás a tua parte de qualquer coisa que encontremos.

A minha provação já é mais fácil de suportar, velho amigo.

Boa sorte, Capitão.

Tenente.

Em frente!

Inspeccione o gado, Sargento.

Sim, senhor.

- Vês alguma coisa? - Não, senhor.

Abaixem-se!

Não disparem! Não disparem!

Esperem até que eles se aproximem.

Carreguem este canhão.

Fogo!

Juan! Juan!

- Leva este homem para o hospital. - Sim, senhor.

Carlos, Pedro, dêem-me uma ajuda!

Como é que poderemos ajudar?

Vá para o hospital e prepare ligaduras.

Venha e sente-se.

Disparem o canhão!

Disparem o canhão!

Temos um refém. Parece ser importante.

Traga-o para aqui.

- A artéria parece estar cortada. - Mantenham-no imóvel.

Aperte bem isto enquanto eu limpo a ferida.

Mais apertado.

Mais apertado, padre.

Isto é a tortura do homem branco?

Eu não tenho medo

Sou o Matuwir, neto de Miscomi, o chefe.

É para estancar a hemorragia, aqui em cima.

Fará com que o braço fique melhor.

É uma ferida mortal.

Já as vi antes.

Alivie o torniquete daqui a 15 minutos,

e, depois, aperte-o novamente durante mais 15.

Terá de ser repetido durante a noite.

Enviar-lhe-ei um homem.

Não há necessidade. Eles já têm muito que fazer.

Queremos ajudar-te.

A hemorragia parou. Já não é necessário o torniquete.

É melhor dormir um pouco, Padre.

- Ficarei a vigiá-lo. - Eu fico.

Matuwir...

muitos dos teus estão feridos.

Aqui podemos curá-los.

Eles não virão.

Eles virão se tu lhes disseres, Matuwir.

Matuwir não é o chefe.

Ainda não.

O meu avô fala por todos os Dieguenos.

Mantém isto assim até o braço estar bom.

Deixa que a cura fale aos vossos feridos.

Diz-lhes para virem.

- Eles são seus inimigos. - Somos todos irmãos, Matuwir.

Quer dizer...

que nascemos da mesma mulher?

Debaixo do mesmo céu, sob égide do mesmo Deus.

Isso é suficiente para os irmãos.

Tesoura.

Anda.

Está tudo bem.

Diz-lhes para virem, Matuwir. Diz-lhes para virem.

- Deixou-o ir? - Sim.

Tinha uma razão ou deixou de ser razoável?

Pensei melhor.

Bem, não lhe interessou aquilo que eu pensei?

Pensou que eu o traria para cá apenas para lhe salvar a vida,

para que ele pudesse voltar e tentar matar-nos novamente?!

- Não. - Então, porque é que o deixou ir?!

Porque era a única forma de podermos continuar com ele.

Não estou interessado na salvação das almas, padre.

Estou, apenas, interessado na segurança dos meus homens.

- Também eu, Tenente. - Então, deixe-me tomar as decisões!

Eu estou no comando aqui, e irei emitir todas as ordens.

Você poderá ir-se embora.

Atanuk diz para o matar, mas, você poderá ir-se embora.

O Atanuk fala pelo seu avô?

- Ninguém fala por Miscomi. - Foi por isso que eu vim vê-lo.

Como você é branco...

ele acredita que você veio roubar o nosso Sol.

Eu vim para que sejamos amigos e para vos falar do meu Deus.

Qual é o vosso Deus?

O Deus dos Ursos?

Ele é o Deus de todas as coisas.

Ele fez o Sol, as montanhas, o vento.

Ele fez a tesoura?

O meu avô diz que não gosta da tesoura.

Os meus antepassados contam histórias de homens...

que vêm com o vosso Deus. Homens maus.

Então, eles eram homens que não obedeciam ao meu Deus.

Se nos deixarem permanecer junto das grandes águas,

nós não seremos maus.

O meu avô pergunta se pode ficar com a tesoura.

Ele pode ficar com ela.

Ele diz que não gosta da tesoura, mas, irá ficar com ela.

Poderão permanecer junto das grandes águas...

mas, nenhum dos meus filhos irá conhecer o seu Deus.

Tentarei ensiná-los.

Gostavas de lhe pegar?

Não posso deixar que fiques com ele,

mas, podes ir vê-lo à missão sempre que o desejares.

Vão!

Vão!

Terá muitas colinas para atravessar.

Irás visitar um dia destes...

ao local onde estão os sinos?

Estou melhor aqui.

Se vieres, eu irei mostrar-te...

como reproduzir o som nos sinos.

Eu irei.

Mas, não escolherei o vosso Deus.

Não terás de escolhê-lo, Matuwir.

Ele escolher-te-á.

Como é que está o catequismo deles, padre?

Eles não estão interessados.

Irá demorar 500 anos a baptizar um deles.

Trabalhamos há 1700 anos, Vizcaíno...

e alguns ainda nem sequer baptizamos.

Qual é o nome dela, padre?

Qual delas?

A bonita, é claro.

Para mim, elas são todas bonitas.

Bem, eu sou mais discriminatório. Sabe a qual eu me refiro.

- Ula? - Ula.

Que nome tão bonito. Assenta-lhe bem.

Venho ver o Manto Cinzento.

Estes tambores são da tua aldeia?

- Tambores de guerra? - Tambores da morte.

Para o Matuwir, irá fazer o sinal do bem.

O Matuwir está com problemas?

O velho chefe, Miscomi, ele irá dormir todos os Invernos.

- Ele está morto? - Sim.

Matuwir pede o sinal do bem para o Miscomi.

Diz-lhe que eu irei.

Você fará a magia...

e deixará que o Miscomi durma sob o bom tempo de Deus.

Matuwir irá até à igreja.

Ele irá casar-se e você irá fazer o sinal do bem.

De bom grado, Matuwir.

Mas, primeiro, tens de receber a água da salvação.

Matuwir não tem medo.

Vem até à igreja, Matuwir.

Dir-te-ei as coisas que deverás saber.

Espera.

O bom tempo de Deus.

Os bispos também deviam dizê-lo.

Manto Cinzento!

- Matuwir casar-se-á. - Óptimo.

Qual delas?

Todas.

As três?

Matuwir é chefe.

Esta é a Rano.

A tribo Yuma matou-lhe o marido.

Estas são as filhas dela...

Dira e Kukura.

Matuwir.

De acordo com os nossos costumes, isso não é permitido.

Mas, elas são irmãs. Trata-se de uma mulher sem marido.

É correcto que Matuwir se case com elas todas.

É, pelo menos, uma ideia.

O nosso costume não é esse, Matuwir.

Rano...

vai-te embora.

Eu fico com estas duas.

A lei de Deus dita um marido e uma mulher.

Terás de escolher. Só uma.

Matuwir deu a sua palavra.

Ele andará pelo caminho do Manto Cinzento.

A Dira é boa e prudente...

mas, não tão bonita como a Kukura.

Dira...

vai-te embora.

Não ter tantas mulheres a falar ao mesmo tempo.

Isto é bom.

Amanhã, traz a Kukura à igreja.

Olá.

Vejo-te muitas vezes na missão.

- Eu também te vejo. - Bem, não por muito tempo.

Sempre que eu olho para ti, tu olhas para outro lado.

Porquê, Ula?

Como é que sabes o meu nome?

Eu sei o teu nome porque quero conhecer-te.

Eu sei o teu nome.

É José.

Mas, é tudo aquilo que sei sobre ti.

Bem, é um bom começo.

O que mais gostarias de saber?

Quantas mulheres tens?

Nenhuma. Não tenho mulher, Ula.

- Bom? - Bom.

- Agora vou. - Não.

Portola! O Portola vem aí!

Portola!

<i>O Portola vem aí! O Portola vem aí!</i>

- Vamos continuar com a costura? - Hoje não. É melhor irem-se embora.

Don Gaspar.

José.

Levem essas macas para o hospital.

- Sargento? - Sim, senhor.

Levem estas macas para o hospital.

Certifiquem-se que os homens são alimentados.

Sim, senhor.

- E os animais, José... - Vou tratar disso.

O que é que aconteceu?

Pior do que possas imaginar.

- O navio de abastecimento não voltou? - Não, ainda não.

Padre.

Levem este cavalo.

Tens guardas junto das provisões?

Sim, senhor.

Duplica-os.

Os homens regressaram todos, Capitão?

Cinco estão mortos.

Padre, alguma vez viu homens morrerem de fome?

Yortez, trata dos animais.

Alimentem estes homens imediatamente.

Sabes, José...

pensei em ti muitas vezes.

Cidades de ouro.

Tiveste sorte em ter ficado para trás.

A Baía de Monterrey é mais bonita...

- do que o nosso pequeno porto? - Não há nenhuma Baía de Monterrey.

Esse mapa foi desenhado há 160 anos.

Derrocadas, erosão, as marés devem tê-la enchido.

O que é que encontrou?

Terra seca, colinas sem vida...

e selvagens demasiado inúteis para combater.

Devia ter feito a viagem, padre.

O diabo, em todas as suas formas, deve ter marchado connosco.

Estava a contar com aquele navio de abastecimento.

Graças a Deus que temos comida.

Sim, eu vi-a.

Algumas arrobas de milho que nos alimentarão durante uma semana.

Temos provisões suficientes para aguentar até à chegada do navio.

- Se ele vier. - Ele virá.

Não estou com paciência para o seu optimismo, padre.

Se ainda não veio, nunca virá.

Iniciaremos o regresso ao México amanhã de manhã.

Não pode.

Não pode desistir da missão.

Não posso?

Todos trabalhamos tão arduamente para construí-la.

Sim, todos trabalhamos arduamente. E tudo se resume a nada.

Nada?! Alega que construir uma missão não é nada?!

Missão?

Pergunte ao padre quantos índios é que ele já baptizou...

na preciosa missão dele.

- Quantos, padre? - Vou-lhe dizer... nenhum.

Nem sequer um índio pagão em nove meses.

- Nem um. - Demora o seu tempo.

Isso é algo que não temos neste momento.

Sejamos honestos, padre. Ambos falhamos.

Nenhum de nós pode pedir a mais homens que arrisquem a vida.

Estou-vos a dizer... o navio de abastecimento virá.

E se não vier?

É suposto termos de enterrar homens...

para que você possa pendurar sinos nas árvores?

Posso emitir as ordens de marcha, senhor?

Sim, Tenente.

Ele tem razão, Padre.

Ele tem razão, hoje.

Somos soldados, padre, não padres.

Não nos podemos dar ao luxo de viver no amanhã.

Partiremos para a Cidade do México amanhã.

Então, sempre é verdade aquilo que estão a dizer na aldeia.

Os soldados estão de partida.

Tu também irás?

Sim, Ula.

Eu irei contigo.

Não podes ir, Ula. É uma viagem longa e difícil.

Mas, as mulheres Diegueno são muito fortes.

- Eu marcharei contigo. - Ouve-me, Ula.

És uma mulher forte...

mas, também és a irmã do chefe.

O Matuwir nunca o permitiria.

A tua tribo impedir-nos-ia antes de termos marchado 1 km.

Impossível.

Nada é impossível.

Quantos homens além dos carregadores de macas pode levar?

15.

Os restantes irão por terra, pelo mesmo caminho que viemos.

Quantos cavalos estão prontos para a viagem?

31.

Sargento, diga aos homens das mulas para...

Sim, Padre?

Quero falar consigo a sós, Capitão.

Estamos a meio de um planeamento. Pode ficar para mais tarde?

Não.

Cavalheiros, chamar-vos-ei em breve.

Vejo que encomendou os sinos que se encontram a bordo do "San Carlos".

Sim, é habitual. Pensei que ficaria satisfeito.

E estou.

Nunca ouvi dizer que um navio que transporta sinos para as missões...

se tenha perdido no mar.

Por essa razão, o navio de abastecimento não se pode perder.

Não entendo.

Ele transporta sinos para as missões. Eu encomendei-os.

Mas, você já tinha sinos.

Encomendei mais...

para todas as missões que iremos criar ao longo da costa.

Não tomamos decisões militares com base em sinos para missões.

Quando regressarmos ao México, Capitão...

poderei dizer que você não tem nenhuma fé...

na protecção de Nossa Senhora?

Por favor, padre, eu sou um soldado. Tenho de ser realista.

E eu tenho de ser teimoso.

Estou a dizer que o navio de abastecimento não está perdido.

Quanto tempo gostaria que esperássemos?

Até estarmos todos mortos?

Até ao Dia de São José.

Se o navio não estiver aqui nessa altura, partirei sem discussões.

Quando é o Dia de São José?

Daqui a nove dias.

Nove dias.

Exactamente, Capitão.

Nove dias, o tempo exacto de uma novena.

Suponho que, se eu disser que não...

irá dizer a toda a gente no México que eu duvido das novenas.

Muito bem, Padre, iremos esperar nove dias.

Obrigado.

Padre...

você é um homem muito difícil.

Não, Don Gaspar.

A Nossa Senhora é uma mulher muito persistente.

A última carne de vaca e 50 kg de feijão seco.

Água potável?

Trouxemos 30 barris a bordo, senhor.

Não parece ter muita fé na novena, Capitão.

A fé de um soldado.

Temos mais três dias pela frente, padre.

O navio estará aqui.

Se não estiver, quero que este esteja pronto para partir totalmente carregado.

Com os riachos a secar...

poderemos não ser capazes de conseguir água.

Não se preocupe, Capitão. O Senhor arranja sempre uma solução.

Padre, já vi muitos exércitos...

que acreditaram no Senhor...

mas, nunca nenhum deles viajou sem um contramestre.

Manto Cinzento!

Matuwir está aqui.

O Matuwir trouxe a Kukura para ver o Manto Cinzento.

Óptimo.

Prossigamos com a lição.

Kukura, senta-te.

Vês?

É como eu te disse.

Tudo foi tratado.

Tratado?

Falei com o Matuwir...

e ele diz que desde que o meu coração seja teu...

posso abandonar a minha tribo.

Falaste com o Matuwir?

Falaste-lhe sobre nós?

Eu disse-lhe que era a tua mulher.

Foi errado dizer a verdade?

Bem, não é uma questão de estar certo ou errado.

Isto era algo entre nós. Meu e teu.

Não tem nada a ver com o teu irmão.

Mas, ele também é o meu chefe.

Eu disse-lhe que tu não querias que eu fosse contigo...

por causa do nosso povo.

Bem, não é só isso, Ula.

Ontem à noite, o Matuwir reuniu o Conselho dele.

Eles disseram que eu posso ir contigo.

A vossa Igreja terá dois casamentos.

Como assim?

Isso é o segredo da Ula.

Ela dir-lhe-á.

Ouve, Ula...

Eu não te quero magoar...

mas, tenho de te dizer coisas que não vais gostar de ouvir.

Não sabes como é na Cidade do México ou em Madrid.

As coisas são diferentes e estranhas, tipo...

Como algo que nunca imaginaste.

Apenas não te irias conseguir relacionar com o meu povo.

Não tenho medo.

Não conheces o meu povo, Ula.

Eles nunca te irão deixar sentir em casa.

Agora...

volta para a tua tribo.

Não quero que venhas comigo.

Não quero que te magoes.

Tu não me queres?

Não, não é isso, Ula. Não quero que te magoes.

Tu não me queres.

Ula, espera. Ula, pára.

Ula, não quis dizê-lo dessa forma.

<i>Ula, pára!</i>

Ula, não tive intenção!

Ula, pára!

Ula! Ula!

Ula, não tive intenção de dizê-lo daquela forma.

Não, ouve-me. Espera!

- Não tive intenção, Ula. - Deixa-me!

A sério que não tive.

Ula!

Como é que escreveu no seu livro, padre?

Que eu a ataquei?

Que eu a matei?

É isso que todos vocês pensam, não é?

Bem, eu não peço desculpas a ninguém.

Não estou a escrever nada, José.

É algo para tu e Deus se lembrarem.

Não me venha dar sermões. Não sou uma criança, sou um homem.

E irei para o Inferno como um.

Se isso é blasfémia, é isso que eu sinto.

Não é viril ir para o Inferno, José.

É o seu orgulho.

Bem... porque não orgulho?

Espera que eu seja brando...

à frente dos seus pagãos pintados?

Implore pelo perdão deles?

Prefiro vê-los amaldiçoados primeiro. É claro que sou orgulhoso.

Foi pecado, José.

Acho que eu sou um assassino?

Beba um pouco mais de vinho, José.

Então, diga-o, padre. Diga-o!

Força, se acha que é verdade. Diga-o!

Nenhum homem é um assassino excepto no seu próprio coração.

Então, quem é que tem o direito de dizê-lo?

Um grupo de selvagens?

Você.

Então, eu digo isto:

Eu sou feito de carne e osso, não sou de gesso.

E não sinto culpa, nem vergonha, nem medo...

e toda esta situação não significa para mim nada mais do que isto.

Rituais fúnebres?

Desta vez não.

Isto são tambores de guerra.

Com aquela rapariga morta, estamos metidos em sarilhos.

Não podemos defender esta guarnição contra um ataque em larga escala.

Não.

Posso levar o grupo principal para Sul...

e montar uma vigilância na rectaguarda.

Não estará pronto ao amanhecer.

Posso levar o que precisamos e deixar o resto.

Posso tentar.

Pode tentar algo melhor.

O quê?

Pode punir o agressor publicamente.

Pode mostrar-lhes que nós não aprovamos aquilo que o José fez.

Sim, posso chicoteá-lo no centro da praça.

Eu não chicoteio soldados espanhóis em benefício dos índios.

O Matuwir quer ver o Manto Cinzento.

O Matuwir veio por ele.

A primeira vez que veio aqui, eu arrastei-o, a morrer.

Teve sorte em escapar com vida.

Tenente, lamentamos pela Ula.

Todos nós.

Ele também lamenta.

Que conversa é esta acerca do meu arrependimento?

Ela está morta e eu não tive nada a ver com isso.

Se quiser mostrar-se humilde perante ele,

isso é um problema seu, não meu.

No acampamento, os pássaros da manhã cantam.

A Ula não responde.

Aquilo que foi feito está errado, Matuwir.

E é contra a lei do homem branco.

Isso consegue fazer a Ula cantar?

Irá entregá-lo.

Matuwir, não posso entregá-lo.

Isto significa despedir-me de um amigo.

José?

Idiotas! Porque é que eles me encaram?

Há algo que quero que faças.

Vai para a igreja e fica lá.

- Não pode estar a falar a sério. - É uma ordem.

Agora... vai para lá e fica lá.

Água ontem à noite.

Lama agora.

Pó ao meio-dia.

Tenho alguma água benta na igreja.

Não muita, na verdade... só um pouco.

É melhor deixá-la lá, Padre.

Pode aparecer um anjo sequioso.

Há 30 barris de água potável no "San Carlos".

Podemos lá chegar?

Podemos tentar.

Perez!

Rivera!

Está bem.

Vão ao "San Carlos" o mais depressa possível.

Carreguem a água toda e regressem.

Muito bem, verifiquem as armas.

Podemos tomar uma posição no lado sul, senhor.

Óptimo.

- Pode colocar o seu homem no lado norte. - Capitão! Veja...

O "San Carlos"!

Tenente...

chame o destacamento.

Devia estar satisfeito, Padre.

Com o "San Carlos" no fundo do mar...

haverá imenso espaço no porto...

para o navio de abastecimento, se ele cá conseguir chegar.

A novena ainda não acabou, Capitão.

Ainda temos 12 horas. Isso é muito tempo.

Sim, é, Padre.

É muito tempo para homens moribundos.

Vamos entregar o José.

O Capitão Portola tem conhecimento disto?

Não, padre. Fomos nós que decidimos.

Por favor, afaste-se, padre.

Regresse aos seus aposentos, Sargento.

Você não é o nosso comandante.

Não irei permitir que leve um homem desta igreja.

Sabe o que significa a palavra "santuário", Sargento?

Sim, Padre.

Há um santuário no nosso país, mas, não aqui.

Quem é você para dizer onde existe santuário?

É onde o Senhor está...

numa catedral ou aqui, numa cabana de lama.

<i>Há uma luz a arder ali.</i>

<i>Enquanto essa luz arder, haverá santuário.</i>

Fique aqui, meu filho.

<i>Afaste-se, padre.</i>

<i>Eu sei que está cansado, Sargento...</i>

<i>mas, se violar esse santuário...</i>

<i>poderá não descansar para toda a eternidade.</i>

Não serei ameaçado, Padre.

Sou um soldado e um homem.

É uma criança doente.

Agora, vá para a cama.

Irá dar a comunhão aos homens pela manhã, padre?

Sim.

Vou ordenar um ataque.

Mas, o navio...

Os nove dias terminam ao amanhecer.

Iremos atacar, Padre.

E serão todos mortos?

Bem, se formos, não ficará muito insatisfeito.

O que é que isso significa, Don Gaspar?

Se morrer, tornar-se-á um mártir.

Quanto aos restantes, seremos, apenas, soldados mortos.

<i>Ordens!</i>

<i>Alto!</i>

Faces!

Quero que estes homens a cavalo que tomem o riacho e o aguentem.

Sim, senhor.

Padre!

Pode dar a comunhão aos homens antes de atacarmos?

Meu Deus...

Estou profundamente arrependido por Te ter ofendido...

e detesto todos os meus pecados...

porque temo a perda do Paraíso...

e as dores do Inferno.

Mas, acima de tudo, porque Te ofendi...

meu Deus...

com todo o bem...

eu arrependo-me disso toda a minha vida.

Estou fortemente decidido, com a ajuda da Tua graça...

a confessar os meus pecados...

a fazer penitência,

e a emendar a minha vida.

Amém.

Padre.

Eles arrancaram-lhe o coração.

Foi um grande.

Iremos enterrá-lo no Glen.

Há um eco lá.

Conseguimos ouvir os sinos depois deles deixarem de tocar.

Vou buscar uma maca.

Mãe de Deus!

Depois de todas as nossas orações e sofrimento,

depois do sacrifício do José.

Avante!

Padre, está pronto?

Podemos dizer que eu baptizei uma flor.

Padre, esquecemo-nos de preparar o sino para a viagem.

Eu não me esqueci.

Então, não desistiu?

Eu nunca desistirei.

<i>Avante!</i>

Sargento!

Sargento...

oriente-se no topo da colina.

Sim, senhor!

O "San Antonio"!

O "San Antonio"!

O "San Antonio"! Vem aí!

O "San Antonio"! Vem aí!

O "San Antonio", senhor.

É o "San Antonio".

Sargento, formar!

Vamos voltar!

Formem ao descer da colina!

Vamos voltar!

Podemos viver dois anos com a comida que trouxemos.

Haverá ainda mais na época das colheitas.

Carreguem tudo isso para o complexo.

- Faces! - Sim, senhor.

Reúne um grupo para remover as munições.

Sim, senhor.

Espera um pouco.

Primeiro as missangas, os espelhos...

as fitas, os presentes...

e, depois, as munições.

Trouxe-lhe um presente, padre.

Estes são para a missão em Monterrey.

Encontraremos a baía, Don Gaspar. Iremos encontrá-la.

Iremos encontrá-la, padre.

E uma baía ainda maior que fica a Norte.

Aquela à qual daremos o nome de S. Francisco.

Uma voz clara e estridente...

uma que os meus índios irão adorar.

Consigo ouvi-los a chegar.

Consigo ouvi-los a chegar.

<b>Legendas em PT-PT por mpenaf</b>

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