All language subtitles for Pirates.of.Monterey.1942.1080p.BluRay.x264-GUACAMOLE

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Original subtitles

:::: OS PIRATAS DE MONTERREY ::::

AO LONGO DA HIST�RIA, OS HOMENS LUTARAM...

PARA OBTER NOVOS INSTRUMENTOS DE DESTRUI��O...

PORQUE ELES MUITAS VEZES PODIAM SIGNIFICAR A DIFEREN�A...

ENTRE A EXTIN��O E A SOBREVIV�NCIA.

EST�VAMOS NO IN�CIO DO S�CULO PASSADO...

QUANDO A JOVEM REP�BLICA DO M�XICO...

LUTOU VALENTEMENTE CONTRA AS HORDAS DEVASTADORAS...

DE PIRATAS MON�RQUICOS PARA PROTEGER A SUA MAIS VALIOSA J�IA...

A CALIF�RNIA.

D�-me uma rapariga loura...

e ficarei feliz, senhor.

Que haja raparigas onde quer que eu v�.

Apenas d�em-me isso e nada mais.

Raparigas morenas.

Raparigas louras.

Quem � que consegue ver a diferen�a � noite?

Raparigas altas.

Raparigas baixas.

O caso � uma rapariga para se ter.

Pio, h� uma semana, eu tirei-te um banjo.

Ontem, uma guitarra.

E, agora, gostaria de me deixar sem voz.

Sim, se n�o parares de cantar can��es sobre mulheres.

N�o pensas em mais nada desde que deixamos a Cidade do M�xico.

- J� sabe que eu sou um sonhador. - Sim, eu sei.

E tamb�m sei que a cada hora o perigo aumenta, enquanto percorremos esta estrada.

Devias estar preocupado e atento, e n�o a pensar em mulheres.

N�o precisa de se preocupar, Capit�o, eu fa�o isso por ambos.

Quando transferirmos a nossa "carga"...

para os vag�es em Los Angeles, ver� qu�o curta a estrada lhe parecer�.

Ent�o, ela ir� voar perante n�s...

como uma jovem t�mida, doce e encantadora...

at� chegarmos a Monterrey.

Espero que sim. Vamos ver se conseguimos fazer com que estes homens sejam mais r�pidos.

Aqui est�, senhor, Los Angeles. A Cidade dos Anjos.

Anjos! Espero que tenhamos boa sorte...

e encontremos muitos antes do anoitecer.

Pio, mais uma vez, estamos numa miss�o perigosa.

Estamos numa miss�o secreta.

Se falares com algu�m sobre ela, seja homem, crian�a ou mulher...

irei cortar-te a garganta, n�o s� de orelha a orelha, mas, a toda a volta como um colarinho.

Senhor, sabe que eu n�o perco o meu tempo...

a falar com homens e crian�as.

E com as mulheres, porque � que eu perderia o meu tempo...

a falar?

O que � que se passa ali em baixo?

Apenas a partida da dilig�ncia para Santa B�rbara, se�or.

� costume dos meus conterr�neos gritarem b�n��os...

para lhes desejar uma boa viagem.

Deixa os homens aqui com as mulas, Pio.

Depois, estar�s livre para negociar as carro�as e eu estarei livre para te vigiar.

Como quiser, se�or.

O que � que est�o a fazer a� parados, seus imbecis desgra�ados?

Escondam as mulas imediatamente.

E permane�am escondidos at� que eu regresse.

Capit�o, veja!

Senhoras.

Duas senhoras.

A voarem como se o diabo estivesse a persegui-las.

Sim, e o diabo ir� apanh�-las, se elas n�o abrandarem.

Espero que n�o esteja ferida, se�orita.

Obrigado.

Eu acho que estou bem.

- Socorro, eles mataram-me! - Filomena.

N�o, senhora, voc� est� muito viva.

Estava a ir t�o r�pido que as rodas n�o conseguiam acompanhar-vos.

Filomena...

n�o temos tempo para histerismos, agora.

N�o podemos perder a dilig�ncia.

Sim, se�orita.

- A dilig�ncia do Norte? - Sim, n�o podemos perd�-la.

Receio que j� a tenham perdido.

N�o.

Mas, as senhoras chegar�o a tempo de apanhar a pr�xima.

Mas, as dilig�ncias para o Norte partem uma vez por m�s. N�o posso esperar.

Temos de esperar. N�o temos asas.

Mas, se as senhoras est�o com tanta pressa para irem para Norte...

talvez se possam juntar a n�s.

Pio!

Juntem-se a n�s para jantar... na pra�a.

Senhor, tenho a no��o de que um homem n�o deseja ter o fardo de cuidar de duas mulheres...

numa viagem assim t�o dif�cil.

Mas, ter�amos muito sorte se voc�s nos acompanhassem.

Nada me daria maior prazer, se�orita.

Mas, o nosso percurso � algo diferente do vosso.

Se permitirem que arranjemos a roda poder�o, pelo menos, chegar � cidade.

� muito am�vel.

O americano � dif�cil de convencer...

mas, o outro parece muito cativado pelos teus encantos, Filomena.

Isto � que � ter sorte, certo, senhor?

M� sorte, eu diria. Se n�o calares a boca...

Senhor, mas, aquelas duas senhoras n�o est�o interessadas nos nossos assuntos.

Elas s�o damas da alta sociedade.

Podiam ser plebeias, n�o me importa.

Lembra-te, fomos avisados que algumas das fam�lias mais nobres s�o traidoras da Rep�blica.

N�o podemos confiar em ningu�m, entendeste? Em ningu�m!

Em ningu�m.

30 pesos?

Ladr�o! Achas que est�s a lidar com algum plebeu est�pido?

Olha para esta roda.

Est� t�o podre que eu podia tritur�-la com os dedos.

E por isso tens a aud�cia de pedir 30 pesos?!

Achas que sou algum idiota?!

Tem muito cuidado com aquilo que vais responder.

Pedir 30 pesos por aquela carro�a � um insulto.

Vamos, antes que eu te rache o cr�nio...

quanto � que pedes agora?

30 pesos.

N�o estejas a pedinchar tanto, Pio, precisamos das carro�as.

- D�-lhe o que ele pede. - Deixe por minha conta.

Somos amigos, certo?

Tu e eu somos do Norte.

Eu sei que n�o �s um homem teimoso. Eu respeito-te, amigo, e agrade�o-te.

Eu conhe�o a tua fam�lia.

A tua esposa � a mulher mais linda que j� vi na minha vida.

E os teus filhos s�o t�o doces, t�o limpos, t�o bons.

Quanto � que pedes?

30 pesos.

Est� bem, ter�s os teus malditos pesos.

Mas, se alguma destas carro�as se estragar...

irei procurar-te novamente e colocarei as moedas pela tua garganta abaixo.

�s um bandido...

Senhora.

� um negociante muito inteligente, se�or.

� preciso ser com este bando de ladr�es.

Excelente, embora n�o possa estar a negociar assim tanto...

quando as carro�as s�o necess�rias para ir t�o para Norte.

Tem raz�o, � uma longa viagem.

� o mesmo que...

N�o, n�o...

n�s vamos por outro caminho.

E ir�o brevemente?

Muito em breve, assim que tivermos carregado as carro�as.

Mas, senhora, desde que eu a vi...

s� de pensar que tenho de sair de Los Angeles...

entristece-me.

N�o deixe que o entriste�a demasiado.

Est� tudo pronto, se�or.

Excelente trabalho, Pio. Os rapazes portaram-se bem.

Ouviram isto, rapazes? O se�or est� agradado.

Agora, vamos comer e ver se as raparigas de Los Angeles...

s�o t�o lindas como as nossas.

Ser� uma �ptima noite, se�or. Cantinas, dan�as, m�sica.

D�-me uma linda senhora...

Desculpa, Pio, mas, ningu�m ir� sair do acampamento.

Eu prometi aos rapazes.

Est� fora de quest�o.

O Juan vai ficar de plant�o...

e os outros estar�o de volta � meia-noite, prometo-lhe, se�or.

Eu prometo-lhe, nem que tenha de reduzir o meu pr�prio prazer.

N�o posso arriscar, Pio. Os homens devem ficar aqui e descansar.

Partiremos ao amanhecer.

Quem est� a�?

Socorro, Capit�o, aqui na carro�a!

Juan, o que � que aconteceu?

N�o sei, senhor. Estavam dois homens nas carro�as.

Eu tentei impedi-los.

Pedro, Arturo, procurem-nos. R�pido!

Trata dele.

Algu�m sabe demasiado sobre n�s, Pio.

N�o podemos esperar pelo amanhecer. Partiremos imediatamente.

Sim, se�or.

- O caminho est� livre, Capit�o? - Sim, o caminho est� livre.

Achas que aqueles homens, ontem � noite, eram mon�rquicos?

Talvez, Capit�o.

O escudo na adaga pertencia a uma fam�lia muito nobre.

N�o era a arma de um vulgar e mesquinho ladr�o.

Por causa deles, tive de perder uma noite magn�fica em Los Angeles.

Com aquela Filomena.

L� est�s tu outra vez.

Diz-me, Pio, alguma vez pensaste noutra coisa al�m de mulheres?

Quando eu fizer isso, ser� um sinal de velhice.

E, depois, irei implorar ao Capit�o que me mate como uma mula.

N�o te preocupes, amigo, para onde vamos haver� in�meras mulheres voluptuosas.

- N�o como a Filomena. - Melhores.

Para ti, a �ltima � sempre a melhor.

E a outra senhora era lind�ssima, n�o era?

Tamb�m sentes falta dela?

N�o, Capit�o, essa eu vou deixar para si.

Boa comida, m�sica.

Sabe, se�or, se pudesse expressar um terceiro desejo...

eu pediria um lindo...

Isto �, realmente, um "servi�o r�pido".

Parece surpreendido, se�or.

Surpreendido � pouco.

O que � que est� aqui a fazer?

Estou cheia de fome.

E isso explica tudo?

Est�vamos numa carro�a com as ma��s.

Isso � muito interessante.

E eu comi uma.

Isto � coisa tua?

Minha, se�or?

- Acha que elas e eu...? - Escondeste-as?!

Eu posso jurar pelo que quiser...

que nem sequer o imaginava.

O que viu nas carro�as al�m das ma��s?

Laranjas?

Quem � que vos enviou para nos espiar?

N�o est�vamos a espiar.

A se�orita deve ir para Santa B�rbara.

Eu ouvi o seu homem dizer que estavam a ir para Norte...

E decidiram utilizar-nos como escolta.

O que � que tem a dizer?!

Estou com um apetite terr�vel.

Certifica-te de que elas comem.

Com prazer, se�or.

Obrigada, Se�or Pio.

Como sou est�pido!

A comida!

- Se�orita... - Obrigada.

A parte mais tenra da galinha.

Ir� derreter-se na sua boca...

como o meu cora��o se derrete quando olho para si.

V�-se embora.

Pio, anda c�.

Imediatamente, Capit�o.

J� volto, minha pombinha.

Revista as carro�as, certifica-te de que n�o h� mais convidados.

Sim, Capit�o.

Mas, eu n�o consigo entender.

Primeiro, disse-me que n�o queria ver mulheres aqui...

absolutamente nada de mulheres.

E, depois, faz isto.

Se a se�orita estiver a dizer a verdade, iremos ter uma viagem muito agrad�vel at� Santa B�rbara.

Gostaram do jantar, senhoras?

A sua comida � excelente, se�or.

N�o consigo expressar o quanto agrade�o a sua generosidade.

Obrigado.

Certamente, espero que compreenda que pretendo pagar-lhe por tudo.

Claro. J� estava � espera disso.

Mas, n�o espere, nem por um momento, que uma viagem como esta ser� barata.

Nunca pensei que fosse.

Prometo que ser� generosamente recompensado quando chegarmos a Santa B�rbara.

Devo esperar at� ent�o, se�orita?

Temos muito ouro l�.

Est� bem, se�ora. Mas, no meu pa�s, um favor nem sempre � pago com ouro.

Ent�o, que outra forma � que sugere?

Ainda n�o consegui decidir, mas, temos muito tempo.

O Pio ir� certificar-se de que durmam confortavelmente esta noite.

Durmam bem.

Obrigada.

SANTA B�RBARA A FESTA DAS COLHEITAS

Eles est�o muito felizes, n�o est�o?

Santa B�rbara est� sempre feliz com as colheitas.

Esta noite, eles v�o dan�ar e cantar.

E � poss�vel que at� haja um casamento ou dois.

Lamento que a nossa viagem tenha acabado, se�orita.

Eu gostava que Santa B�rbara ficasse a 160 km daqui.

Asseguro-lhe que isso � um elogio, se�or.

Est� a planear ficar aqui muito tempo?

S� esta noite. Amanh� come�aremos a viagem novamente.

Para Monterrey, talvez?

N�o, senhorita, n�o irei para Monterrey.

Se pudesse fazer a gentileza de parar por um momento, n�s desceremos aqui.

Temos de acender algumas velas em honra de San Crist�bal...

para lhe agradecer a nossa chegada em seguran�a.

Durante a viagem, j� tive oportunidade de expressar a nossa gratid�o ao se�or.

Mais uma vez, muito obrigada.

Obrigado? Isso � tudo, se�orita?

Tudo?

Se bem me lembro, prometeu-me que eu seria recompensado em Santa B�rbara.

� claro.

E eu quero manter a minha promessa.

Filomena.

Acho que isso ser� suficiente, se�or.

A sua mem�ria n�o lhe � muito fiel, se�orita.

Eu tinha outro tipo de recompensa em mente.

Eu gostaria de ter a honra da primeira dan�a na "fiesta" consigo, esta noite.

Minha querida, lembre-se de que isso � imposs�vel.

Uma se�orita da sua posi��o n�o pode dan�ar em p�blico com este...

Bem... um estranho.

Filomena, n�o esperas que eu quebre uma promessa...

feita a algu�m que foi t�o gentil e generoso.

Se�or, esta noite, a primeira dan�a ser� sua.

Obrigado, se�orita.

Se�ora...

esta noite haver� dan�as na cidade.

Vai querer reservar uma para mim?

� evidente que terei de participar na fiesta esta noite.

E se o se�or quiser dan�ar comigo...

n�o irei cometer o erro de recusar.

Se�ora.

Mas, por favor, eu n�o sou uma uva para ser espremida.

- Dan�a muito bem para... - Um americano?

J� passei muito tempo nestas terras para conhecer bem os vossos costumes.

Na verdade, eu gosto da maioria deles.

Isso � muito simp�tico, obrigada.

Ador�vel, n�o �?

Lindo.

Foi uma noite muito feliz.

Mas, agora, devemos dizer adeus.

Adeus quando come�armos a conhecer-nos?

� muito tarde e amanh� tem de partir para Norte.

Voc�s t�m um prov�rbio do qual eu gosto muito.

"Hoje � o amanh� que nos preocupou ontem."

� isso.

N�o deixe o amanh� estragar esta noite.

Receio que esta m�sica e tanta anima��o...

estimularam a sua imagina��o, se�or.

Talvez um passeio sob as estrelas me esclarecesse.

Eu n�o devia fazer isto.

Porqu�? � uma "fiesta".

Esta flor faz-me lembrar um costume.

N�o, essa n�o. Esta.

� a flor do meu nome.

- Margarida. - Margarida?

Um nome ador�vel.

Sabe como lhe chamar�amos no Missouri?

- Como? - Maggie.

Maggie? N�o gosto. Sou franca.

�s vezes, chamamos-lhe Rita, � muito melhor.

� uma quest�o de opini�o, Maggie.

N�o gosto.

Acha que eu sou uma das suas Maggies?

Nenhuma delas. Hoje, voc� � a �nica Maggie.

A minha Maggie.

- Bom dia, amigo. - "Buenos dias".

- Bom dia, Juan. - "Buenos dias", meu Capit�o.

- Pedro, onde � que est� o Pio? - Naquela carro�a.

Vamos, vagabundo, como � que consegues dormir numa manh� como esta?

Porque n�o? � como qualquer outra manh�.

N�o, n�o, � uma �ptima manh�.

O que � que se passa? Nunca o tinha ouvido falar assim.

Talvez porque nunca me tenha sentido assim antes.

Pio, sabes qual � a coisa mais linda na vida?

O qu�?

Uma mulher.

Est�-me a dizer isso a mim?

Prepara as carro�as para a viagem. Eu juntar-me-ei a ti mais tarde.

Onde � que vai, Capit�o?

Tomar o pequeno-almo�o com a se�orita.

D� os meus cumprimentos � minha querida Filomena.

Bom dia, se�orita.

- Voc� � o Sr. Kent? - Sim.

Lamento inform�-lo de que a Se�orita Navarro j� n�o est� aqui.

Ela e a sua criada partiram ao amanhecer.

Partiram? Para onde � que elas foram?

N�o sei, senhor. Alguns homens vieram com cavalos...

e partiram durante a noite.

Mas, ela deixou-lhe uma mensagem, se�or.

� NOITE, UM BEIJO. DURANTE O DIA, ADEUS.

VOC� TAMB�M DEVER� ESQUECER.

COMO TEM ASSIM TANTA IMAGINA��O, SER� F�CIL PARA SI...

IMAGINAR QUE NUNCA ACONTECEU. ADEUS.

Obrigado, se�orita.

Pio, anda, temos de sair daqui.

O que � que se passa, Capit�o?

Ainda n�o sei, mas, n�o vou esperar para descobrir. Chama os homens.

E pensar que fui cair no truque mais antigo do mundo.

Uma bela mulher.

O "se�or" acha que ela era mon�rquica?

Quem me dera saber a resposta para isso, Pio.

Senhor, veja.

Se�or, o que � isto?!

Uma emboscada! � essa a resposta � tua pergunta.

- O que � que devemos fazer, Capit�o? - Temos de seguir em frente.

- Atravessando o fogo? - Sim. Atravessando o fogo!

- Mas, Capit�o?! - Esquece. Faz aquilo que eu digo!

Temos de atravessar o fogo! Vamos!

Segura-te, Pedro, vamos atravessar!

Alto! Sargento!

Sou o Sargento de Gomara.

Como � que se atrevem a entrar no complexo militar de Monterrey?

� proibido.

Patr�n, fale com mais respeito.

- Sabe com quem est� a falar? - Pio.

Trago uma carta do Vice-Rei da Cidade do M�xico para Sua Excel�ncia, o Governador.

Deixe-me v�-la.

Mil perd�es, senhor, mas, nestes tempos precisamos de ter cuidado.

Se, por favor, me acompanhar, irei lev�-lo a Sua Excel�ncia.

Pio, pega numa das espingardas, mant�m-na escondida e tr�-la at� mim.

Sim, senhor.

Em frente!

Carlos!

Philip, meu amigo!

Ol�, amigo, estou t�o feliz por te ver.

E eu por te ver, Carlos.

Continuas com as tuas velhas piadas.

Sim. E se eu n�o tivesse uma pontaria t�o boa, tu serias um "gringo" morto.

E tu estarias metido em problemas por matar um visitante inocente.

O que � que te traz a Monterrey?

Pensei que, nesta altura, serias um velho homem casado com...

N�o, at� agora consegui fugir desse perigo, ainda sou, apenas, um traficante de armas.

Pensei que te t�nhamos curado disso no M�xico.

Estas espingardas s�o para voc�s. O Sargento est�-me a levar a Sua Excel�ncia.

Eu farei isso, Sargento.

J� que nos trouxeste as espingardas, o m�nimo que poderei fazer � levar-te l� pessoalmente.

Anda da�.

Ent�o, s�o amigos h� muitos anos?

Exactamente, Vossa Excel�ncia.

Quando ele deixou West Point, ele lutou ao nosso lado no M�xico...

onde tive o prazer de prestar servi�o militar com ele.

Ele est� a ser demasiado modesto, Vossa Excel�ncia.

Aquilo que ele, realmente, fez no M�xico foi salvar-me de um pelot�o de fuzilamento.

E voc� retribuiu-lhe o favor, se�or.

E prestou-nos um grande servi�o ao trazer-nos estas novas espingardas.

A nossa situa��o aqui deixa muito a desejar.

Se�or...

D� para acreditar, Philip, que temos pouco mais de 100 homens aqui no forte.

Certamente, n�o s�o suficientes para proteger a capital dos mon�rquicos.

Tem algum motivo para esperar um ataque aqui, Vossa Excel�ncia?

Se�or, neste momento, tudo pode ser esperado.

Fomos informados de que h� um misterioso navio ao largo da costa...

que poder� ser o "San Felipe".

Trata-se de um navio que anda a executar ataques ao longo da costa...

saqueando cidades, arrasando e incendiando tudo.

Piratas?!

Sim, piratas mon�rquicos.

- Carlos, vai ver quem �, por favor. - Sim, certamente, se�or.

- Major. - Carlos.

Vossa Excel�ncia.

Bom dia, Alfonso.

Ele � o nosso comandante do posto, o Major de Rojas.

E este � o "Se�or" Philip Kent da "St. Louis Armament Company".

- Major. - Como vai, Sr. Kent?

Ele trouxe-nos as novas espingardas da Cidade do M�xico.

Espl�ndido, Vossa Excel�ncia.

Est�vamos preocupados com a sua chegada em seguran�a, se�or.

Eu pr�prio tamb�m fiquei algo preocupado, por uma ou duas vezes.

A prop�sito, est� um homem muito persistente l� fora que insiste que tem de v�-lo.

� claro. � o Pio.

O Pio?! Ele est� aqui?!

Vossa Excel�ncia, o Sargento Pio Sebasti�n Descantes...

foi o vil�o que costumava dar-me ordens quando eu estava a fazer a instru��o.

Depois, estivemos juntos no M�xico, onde o meu encantador amigo aqui...

consegui afast�-lo de mim.

- Ora, mande-o entrar. - Obrigado, senhor.

Pio!

Carlos!

- Como � que est�s, velho amigo? - Estou bem. E tu, velho Don Juan?

Ainda tratas as mulheres t�o mal como dantes?

Ora... sim.

N�o.

Obrigado, Pio.

Com a permiss�o do comandante, talvez ele possa encontrar acomoda��o...

- para os homens e os cavalos. - � claro.

A cozinha e os est�bulos est�o � sua disposi��o.

Quero que a sua estadia em Monterrey seja agrad�vel, Se�or Kent.

Obrigado, Major.

Naturalmente, Philip, ir�s partilhar o meu quarto enquanto estiveres aqui.

Est� bem, Pio.

Aqui tem, senhor.

� verdade que consegue disparar 5 vezes mais r�pido do que as nossas actuais espingardas?

Dou-lhe a minha palavra, Vossa Excel�ncia.

Com estas espingardas, os 100 homens equivaler�o a 500.

Elas s�o carregadas atrav�s da c�mara ao inv�s do cano, sem uma vareta.

E junto �s balas vai a p�lvora.

Com um pist�o pronto para fazer fogo.

Caramba, � espantoso.

A velocidade do tiro deve ser magn�fica.

Quanto tempo ir� demorar para treinar as nossas tropas no uso desta arma?

- O tempo que Vossa Excel�ncia desejar. - Espl�ndido, espl�ndido.

Vossa Excel�ncia, esta espingarda ir� tornar aquelas que agora temos obsoletas.

Tem toda a raz�o.

Se�or, estamos-lhe extremamente gratos.

A Sra. De Sola e eu estamos ansiosos para que compare�a na recep��o esta noite.

- Sabe, o nosso amigo Carlos... - Por favor, senhor...

Gostaria de ter o prazer de lhe fazer essa surpresa.

Espera at� esta noite, amigo, e ent�o ver�s...

o que � que eu tenho andado a fazer desde a �ltima vez que nos vimos.

- Como quiseres, Carlos. - Obrigado, senhor.

- Vossa Excel�ncia. - Fico feliz em v�-lo, doutor.

Se�ora.

Querida, a� vem o seu americano.

Ele � um muito bonito, tamb�m.

Se�ora de Sola. Boa noite, Excel�ncia.

Mil perd�es, Vossa Excel�ncia, mas o Major De Rojas...

teve alguma dificuldade em encontrar um fato que me servisse.

Maria, este � o "Se�or" Philip Kent.

- A minha esposa, se�or. - Se�ora.

� uma bela adi��o ao pres�dio, se�or.

Estou muito feliz por aqui estar.

Diga-me, Capit�o, voc� � casado?

Ele � solteiro, minha querida.

Mas, posso relembrar-te de que tu n�o �s.

O meu marido est� a brincar, se�or.

Apenas quero dizer que � um solteiro demasiado bonito...

para ficar aqui a salvo durante muito tempo.

Aqui est�s, Philip. Est�vamos � tua espera.

Est�s muito elegante.

Fez um belo trabalho com ele, Major.

E agora, Vossa Excel�ncia, com a sua autoriza��o, n�o h� raz�o para mais demoras.

Minha querida, acredito que o grande momento chegou.

Sim.

- Perdoem-me, se�ores. - Vossa Excel�ncia.

Espero que se divirta, Sr. Kent.

- Se me der licen�a. - Obrigado mais uma vez, Major.

Com licen�a, doutor.

Chiquilla, vou anunciar o noivado.

Se�oras, se�oritas e caballeros.

Tenho o imenso prazer de anunciar o noivado...

do meu amigo Tenente Carlos Ortega...

com a nossa bela visitante de Los Angeles...

a Se�orita Navarro.

- Aquela n�o � nossa se�orita? - Sim.

Ent�o, a minha Filomena tamb�m deve estar aqui.

Pio, tu n�o conheces a Filomena e nunca viste a Se�orita Navarro antes.

Como assim, se�or? Durante tr�s dias e tr�s noites...

Ouviste aquilo que eu disse.

N�o mostres qualquer sinal que as conheces. � uma ordem.

Amigo, quero apresentar-te a minha noiva...

a rapariga mais encantadora do mundo.

Marguerita, este � o meu amigo Philip Kent.

Se�orita.

O que � que achas?

N�o valeu a pena esperares por esta surpresa?

Certamente. Dou-te os parab�ns, Carlos.

E para si, se�orita, desejo-lhe muitas felicidades.

� muito am�vel.

As duas pessoas que mais amo no mundo.

Esta � a noite mais feliz da minha vida.

Como recompensa, ir�s dan�ar a primeira dan�a com a Marguerita.

Mas, Carlos, eu n�o devia dan�ar contigo?

Certamente devia, Carlos.

N�o, querida, ele percorreu um longo caminho, numa miss�o perigosa.

N�o h� melhor recompensa para ele. Por favor, eu insisto.

Foi inteligente da sua parte n�o mostrar qualquer sinal de que me conhecia.

Foi? N�o tenho assim tanta certeza.

Lamentei n�o o ver outra vez naquela manh�, mas, tivemos de partir muito subitamente.

Dadas as circunst�ncias, eu entendo porqu�.

Nenhum de n�s poderia prever este desfecho.

Provavelmente n�o.

O importante, agora, � n�o magoar o Carlos.

Sim, seria conveniente que deixasse Monterrey imediatamente.

N�o tenho a certeza de que essa seja a melhor forma de proteg�-lo.

Como assim?

Simplesmente que...

Que eu n�o sou o tipo de mulher com quem ele deveria casar.

Bem...

Ent�o, os beijos em Santa B�rbara n�o significaram nada para si?

Eu n�o estava noivo do Carlos.

D�-lhe assim tanta satisfa��o nunca estar errado?

Parece-me que estamos a dar demasiada import�ncia ao assunto.

Afinal, um homem precisa de se divertir, ocasionalmente, ap�s uma longa viagem.

Voc� dan�a muito mal, se�or.

Ent�o, amigo...

Vieste embora cedo.

O que � que aconteceu?

Eu n�o estava com vontade de dan�ar.

Entendo.

Depois da Marguerita, as outras raparigas pareceram-te demasiado brandas.

Diz-me, Philip, ela n�o � a criatura mais ador�vel que alguma vez conheceste?

Ela � muito bonita.

E � gentil, al�m de bonita.

�s vezes, acho dif�cil acreditar que possa ter tanta sorte.

Que uma rapariga como aquela possa amar-me.

Todos os apaixonados pensam o mesmo, Carlos.

E o que � que tu sabes sobre o amor, velho gringo?

Estou a perder o meu tempo contigo.

Adeus, amigo.

- Sargento, vigie este homem. - Sim, senhor.

V� chamar o m�dico, rapidamente.

O que � que aconteceu, se�or?

O Carlos foi atacado por aquele homem. Ele foi alvejado.

Sargento, leve-o para a casa dos guardas e duplique os sentinelas no complexo.

Sim, senhor.

Afastem-se.

Eu irei assumir a situa��o, se�or.

E, agora, pode dizer-me, exactamente, o que � que aconteceu?

Apenas que algu�m estava a tentar roubar as novas espingardas.

Mas, ningu�m sabia disso al�m de n�s.

Algu�m devia saber.

Devolvam as espingardas ao arsenal imediatamente.

Vou ter com o prisioneiro e faz�-lo falar.

Poder� haver outros envolvidos.

N�o h� necessidade de ficar alarmado. N�o � nada de grave.

Irei examin�-lo nos aposentos dele.

- Onde � que est� o prisioneiro? - Ali, Major.

Est�pido, idiota, eu devia ter deixado que eles te matassem.

Tudo estava a correr maravilhosamente bem e tu estragaste tudo.

As novas espingardas, tu disseste que as querias.

Ouve, eu sei que as tuas inten��es s�o boas...

mas, n�o era o momento para as apanhar.

Devias ter esperado pelas minhas ordens, Manuel.

Agora, o Governador pode suspeitar de todos...

e, portanto, comprometer o sucesso da nossa empreitada.

N�o h� forma de tratares da minha fuga?

N�o, o que quer que acontecesse, eu seria responsabilizado.

Ouve, Manuel, ir�s ter de ficar aqui durante algum tempo...

e n�o podes falar.

Mas, e se eles me torturarem? E se eu...?

N�o, eles n�o te ir�o torturar.

Eu serei o respons�vel pelo interrogat�rio.

D�-me uma bela rapariga...

e ficarei feliz, se�or.

Se�ora.

Cale a boca, idiota.

Eu n�o o conhe�o. Foram essas as minhas instru��es.

Bem, � claro que voc� n�o me conhece. Nem eu a conhe�o.

Que �ptimo primeiro encontro este �.

Dizem que os primeiros encontros s�o sempre os melhores, se�or.

Porqu� o primeiro? O segundo? O terceiro?

E talvez o quarto possa ser melhor.

Permita-me que me apresente.

Sou o Pio Descantes, Sargento do americano, o Capit�o Kent.

Sauda��es, Sr. Pio, eu sou a dama de companhia da Se�orita Navarro.

Filomena � o meu nome.

� um enorme prazer, se�ora.

Posso esperar que durante as festividades...

me possa conceder uma dan�a?

Sabe dan�ar, n�o sabe?

Como se voc� n�o soubesse.

Claro, se�or.

At� � dan�a.

At� � nossa dan�a.

- Bom dia, se�ora. - Se�or Kent.

Como � que est� o paciente? A descansar confortavelmente?

Obrigado, amigo, eu estou bem.

Agrade�o-te por teres vindo, eu estava a sufocar entre mulheres e po��es.

E o prisioneiro?

J� conseguiram faz�-lo falar?

O De Rojas est� a interrog�-lo e vai apresentar um relat�rio ao Governador mais tarde.

Ent�o, saberemos algo.

Ele, certamente, estragou a minha feliz festa de noivado.

O que me faz lembrar, Marguerita...

que todos aqueles convites para as festividades do noivado...

- ter�o de ser cancelados. - Cancelados?

Importa-se, se�or?

Mas, n�o podemos deixar os convidados sem divers�o.

Al�m disso, eu j� estarei de p� daqui a um dia ou dois.

O m�dico disse que n�o.

O que � que podemos fazer? Os convidados?

Porque � que n�o pedes ao Sr. Kent para ocupar o teu lugar como acompanhante da Marguerita?

Assim, a Marguerita n�o perderia todas as festas e os convidados n�o ficariam desiludidos.

Claro. Como � que eu n�o pensei nisso?

Philip, amigo, ir�s aceitar?

N�o consigo lembrar-me de algo mais entusiasmante.

Fica na cama o tempo que quiseres, amigo.

N�o iremos perder uma �nica "fiesta" daqui at� ao dia do casamento.

Eu n�o esperava que ficasses t�o entusiasmado.

O que � que achas, querida? Achas que podemos confiar neste Casanova?

Certamente parece que essa � uma nova faceta do car�cter do "se�or".

Nunca pensei que ele gostasse tanto de dan�ar.

Ainda h� muitas coisas que n�o sabe sobre mim, se�orita.

Mas, teremos muito tempo para nos conhecermos melhor.

Ent�o, tudo est� resolvido.

Agora, o Carlos deve descansar para se recuperar rapidamente.

Ent�o, � melhor que ambos v�o andando.

Agora que a minha noiva encontrou um acompanhante t�o bonito...

os ci�mes ir�o fazer-me melhorar.

Obrigado, amigo.

N�o te preocupes, Carlos, irei tratar bem dela.

- Adeus, Marguerita. - Adeus.

Espere um minuto, se�orita.

Parece estranho que o destino esteja sempre a tentar juntar-nos, n�o parece?

Destino?

Diga-me, porque � que est� a fazer isto?

Porque � que me insulta?

Por ter dito que seria entusiasmante estar ao seu lado?

Sim.

Talvez eu tenha falado a s�rio.

Da mesma forma que disse aquelas coisas em Santa B�rbara?

N�o. N�o propriamente.

Sabe, onde quer que voc� esteja, parece haver entusiasmo...

e eu considero o entusiasmo algo muito interessante.

Ontem � noite, implorei-lhe que deixasse Monterrey.

Porque � que n�o se vai embora?

Porque muitas coisas t�m acontecido ao meu amigo Carlos.

Ent�o, est� a planear ficar aqui indefinidamente?

At� que certas quest�es sejam esclarecidas, sim.

A prop�sito, deixou cair isto ontem � noite, no baile.

Est� a tentar dizer-me que n�o consegue extrair nenhuma informa��o daquele homem?

� in�til, Vossa Excel�ncia.

J� tentei de tudo.

Fome, sede, chicotadas.

- Nada ir� faz�-lo falar. - Mas, ele deve ser persuadido a falar.

At� que saiba os nomes dos c�mplices dele...

o pres�dio estar� em grande perigo.

Ainda acredito que podemos conseguir sacar-lhe alguma coisa.

Acredita? Como?

At� agora, Major, voc� foi a �nica pessoa que interrogou o prisioneiro.

Certamente, n�o est� a sugerir que...?

N�o estou a sugerir nada. S� que algu�m com uma abordagem diferente poder� ter mais sorte.

Gostaria de ser capaz de encontrar um homem desses, se�or.

Bem, eu j� obtive excelentes resultados em casos semelhantes.

Talvez a t�cnica ianque o apanhe de surpresa.

Podemos ter algo aqui, Major. Uma mudan�a de m�todo.

Veria algum inconveniente se o se�or tentasse?

N�o, se Vossa Excel�ncia assim o desejar.

Ent�o, prossiga.

Quando � que ele poder� ver o prisioneiro?

Bem, tudo ser� in�til at� amanh�, senhor.

O homem... o homem est� inconsciente, neste momento.

Manuel, eu...

Tenho not�cias para ti.

M�s not�cias.

O que � que aconteceu?

Sua Excel�ncia deu autoriza��o ao americano para que te interrogue.

Ele talvez te v� chicotear... torturar.

Manuel, achas que conseguir�s aguentar...

e n�o dizer nada?

N�o tenho a certeza.

O carcereiro estar� aqui para te trazer comida, em breve.

Mas... os guardas?

Isso ser� tratado.

Ouve-me, eles v�o alvejar-te.

O qu�?!

Mas, n�o com balas. As armas ir�o disparar p�lvora seca.

Compreendes?

Penso que sim.

Sen�r Kent, os meus parab�ns.

Nunca acreditei que os homens conseguissem tornar-se t�o proficientes numa semana.

E a velocidade � incr�vel.

Sim, carregar e disparar as espingardas � t�o r�pido como o Sr. Kent afirmou.

- Espere at� ver como os alvos ficaram. - Tenho a certeza de que sim, se�or.

Major, mande os homens regressar ao pres�dio e certifique de que as espingardas voltam ao arsenal.

Sim, Vossa Excel�ncia.

Tens no��o de que retiveste o Sr. Kent tanto tempo que iremos atrasar-nos para a "fiesta"?

Estas malditas espingardas est�o a estragar o nosso dia.

Lamento, minha querida, ter interrompido as tuas actividades sociais...

- mas, estas espingardas s�o muito importantes. - Esquece. Estamos prontos para ir.

- Adeus, querido. - At� logo, minha vida.

Ent�o, amigo, como � que correu a pr�tica de tiro ao alvo?

Lamento que n�o tenhas visto, Carlos. Os homens lidam muito bem com as espingardas.

Durante quanto tempo ainda vais fingir que est�s doente?

N�o penses que gosto disso.

Afinal, um homem pode sentir ci�mes, ocasionalmente, at� do seu melhor amigo.

Muito bem, prossigam todos.

- Diverte-te, querida. - Assim farei, Carlos.

Eles formam um casal maravilhoso, Tenente.

Sim.

N�o � muito divertido ter de fingir.

Fingir?

Fingir que somos bons amigos...

rir de coisas que n�o s�o engra�adas para n�s.

Pelo contr�rio, tudo isso � muito divertido.

Diz-me... � mesmo verdade que deixaste uma Maggie em St. Louis?

Uma em St. Louis, outra em New Orleans, outra no M�xico e...

E outra em Santa B�rbara?

Houve uma.

N�o era diferente das outras?

N�o era diferente das outras.

O que � que est�s a tentar fazer? Porque � que fugiste daquela forma?

Eu queria que me seguisses.

Philip.

Por favor, Philip, n�o v�s.

Eu preciso de te dizer uma coisa.

H� um momento, menti quando disse que n�o achava gra�a em fingir.

A verdade � que n�o fingi.

Falar contigo, rir, dan�ar...

tudo isso teria sido maravilhoso se tu tamb�m n�o tivesses fingido.

Talvez eu n�o o tivesse feito se o Carlos n�o tivesse presente.

O noivado entre o Carlos e eu...

foi arranjado entre as nossas fam�lias quando �ramos crian�as.

Eu n�o me apercebi que n�o estava apaixonada por ele at�...

At� o qu�?

At� ter dan�ado contigo em Santa B�rbara.

E porque � que fugiste na manh� seguinte?

Eu n�o fugi. Fui ter com amigos do Carlos, que tinham vindo � minha procura.

Na noite em que o Carlos foi alvejado, tamb�m te foste encontrar com amigos?

Ia a caminho de ver o padre. Tinha de lhe confessar...

que me tinha apaixonado por um homem que n�o era o meu noivo.

Era isso que me querias dizer?

Sim.

Mas, h� uma outra coisa.

Pensaste que eu era uma espia, n�o pensavas?

Bem, eu... sim, parecia poss�vel.

Ent�o, ouve... e acredita nisto se conseguires.

A minha fam�lia � mon�rquica...

mas, eu n�o.

Quando a Filomena e eu nos escondemos na carro�a em Los Angeles...

est�vamos a fugir.

E, apenas, sab�amos que tu estavas a ir para Norte.

Deves acreditar em mim, Philip. Deves.

Eu acredito em ti.

Mas, isso n�o muda a nossa situa��o em nada.

Estavas a mentir quando me falaste sobre as outras Maggies, n�o estavas?

Isso n�o importa agora.

� a �nica coisa que me importa.

Entre.

- Bom dia, tia. - Bom dia, Marguerita.

Anda, senta-te ao meu lado.

Eu quero falar contigo.

Sim?

O que � que est� a preocupar-te, chiquita?

A preocupar-me?

Ora... nada.

Ningu�m fica acordado a noite toda por nada.

Desde a meia-noite, tenho-te ouvido a andar para cima e para baixo.

O casamento � um assunto s�rio, tia, e surgiram algumas complica��es.

O ataque ao Carlos e...

E o americano.

Os meus olhos n�o me enganam.

E s�o muito astutos quando as pessoas que eu verdadeiramente amo sofrem.

N�o te podes casar com o Carlos.

Isso iria deixar tr�s pessoas infelizes.

Tu, o Carlos e o Sr. Kent.

Ele ama-te, o americano, e tu tamb�m o amas.

Sim, amo-o, tia, mas, estou noiva do Carlos.

O Philip n�o aceitar� a felicidade �s custas de um amigo.

� por isso que lhe pediste para se ir embora?

Foi-se embora? O Philip?

Ele e o seu homem, Pio, sa�ram recentemente.

Mas, n�o seria muito dif�cil alcan��-los.

Mas, e o Carlos?

Eu tratarei do Carlos.

Despacha-te.

Tia... obrigada.

� bom estar livre outra vez, n�o �, senhor?

Tanta confus�o e aquelas mulheres...

era o suficiente para asfixiar um homem.

Sabe, se�or, que aquela Filomena n�o era assim t�o...?

Ela disse-me que tinha uma bela propriedade...

com algumas ovelhas de estima��o e porcos.

Mas, porque � que um homem se deveria preocupar com os porcos?

Acho que o seu sistema � o melhor.

Uma rapariga aqui, outra ali, sem dar a nenhuma delas a menor import�ncia.

Eu tive de vir, Philip, eu tive de vir.

Senhor, eu prosseguirei com as mulas.

N�o podemos magoar-nos desta forma.

N�o me podes deixar.

N�o estarias a ser honesto contigo mesmo ou com o Carlos, n�o entendes?

O Carlos n�o seria feliz casado com uma mulher que n�o o ama.

Eu amo-te, Philip. Um casamento com o Carlos seria uma mentira.

Se eu pudesse ter a certeza disso, querida.

Tenho a certeza disso mais do que qualquer outra coisa na minha vida.

Ent�o, temos de ir ver o Carlos e contar-lhe a verdade.

Lamento imenso interromper, se�or...

mas, receio que a sua visita ter� de esperar.

Agora, t�m de vir connosco.

D� uns passos � frente e levante as m�os.

Parece estar em inferioridade, se�or.

Levem-nos para a "hacienda".

Se�orita.

Major De Rojas.

O Sargento perdeu a cabe�a.

Diga-lhe para nos libertar imediatamente.

As minhas desculpas, se�orita.

Mas, talvez o Sr. Kent, como militar, entenda.

Entender o qu�?

Que estou a assumir o controlo da Alta Calif�rnia.

E que era necess�rio libertar todas as estradas de testemunhas prematuras.

E pessoas intrometidas.

Eu entendo. Entendo muitas coisas claramente, agora.

Acerca do arsenal naquela noite. A emboscada.

Sim.

E o ataque em Los Angeles.

Eu tratei de tudo isso.

O prisioneiro que fugiu. Voc� ordenou que ele fosse morto.

Sim, eu temia que, se voc� o amea�asse, ele pudesse ceder.

Sabe, eu... conhecia-o muito bem.

Ele era meu irm�o.

Seu irm�o?

Voc� � desumano.

Poderia t�-lo deixado fugir.

Isso teria levantado suspeitas sobre mim.

E a nossa causa estaria em perigo.

Mas, a morte dele ser� vingada, se�orita.

Voc� ser� o culpado, Kent.

E quando eu conseguir apoderar-me do pres�dio...

Apoderar-se do pres�dio? Com o qu�?

Venha. Vou-lhe mostrar.

Veja.

O "San Felipe".

A bordo est�o homens suficientes para tomarem o pres�dio.

E estar�o armados com as suas novas espingardas.

Est� louco. As espingardas est�o em seguran�a no arsenal.

Sim, mas, est�o sob a minha cust�dia, senhor.

Lembra-se?

Sargento de Gomara.

Volte para o complexo e prepare-se para entregar as espingardas aos nossos homens...

- quando eu der a ordem. - Sim, senhor.

Por favor, se�orita, fique � vontade.

Volta para estrada e certifica-te de que ningu�m passa para o oceano.

Muito bem, meu Major.

Tu ficas aqui de plant�o.

N�o compreendes, meu querido...

ela s� podia fazer uma coisa, que era ir ao encontro dele.

Qualquer outra coisa teria sido desonesto.

- Desonesto? - Sim.

N�o te podias casar com ela, quando ela ama o Philip.

Eles amam-se, n�o entendes?

Sim, eu entendo.

Entendo que o meu melhor amigo me traiu.

Que a minha namorada me foi infiel.

E, depois, voc�... voc� que tinha a obriga��o de proteg�-la...

providenciou para que eles ficassem juntos. Juntou-os deliberadamente.

Carlos, isso n�o � verdade.

Eu estive com eles o tempo todo.

- Acredita em mim, n�o aconteceu nada. - Nada?!

Considera que n�o � nada quando um homem se esquece de toda a honra? De toda a dec�ncia?

O Philip n�o se esqueceu.

Ele foi embora esta manh� por tua causa, Carlos.

Est� � espera que eu acredite em tal coisa?

Carlos, o que � que est�s a fazer?

Vou descobrir por mim mesmo.

Carlos!

- Est� aqui h� muito tempo? - Quem sabe.

Tr�s ou quatro horas, talvez.

- Viu um homem e uma mulher na estrada? - Um homem e uma mulher?

Um homem alto, um americano, com uma se�orita?

Exactamente. Para onde � que eles foram?

Sim, venha, vou-lhe mostrar.

Por aqui, se�or.

- O que � que significa isto?! - Sil�ncio.

Onde � que est� o Major?

Ele foi at� � praia, esperar pelo Capit�o C�rdoba.

Leva-o para dentro.

Ouve-me, Carlos. Por favor, ouve e deixa-me explicar.

N�o preciso de quaisquer explica��es.

Se eu tivesse uma arma, Kent, ter-te-ia matado assim que aqui entrei.

Isso n�o ajudaria nenhum de n�s, Carlos. Tens de nos ouvir.

Porqu�? Houve um tempo onde eu teria ouvido.

Ao que qualquer um de voc�s tivesse a dizer.

Ent�o, ouve agora. O Philip e eu amamo-nos.

Lutamos contra isso, mas, n�o adiantou de nada.

�amos a caminho de te avisar quando fomos capturados pelo De Rojas.

O De Rojas? O que � que ele tem a ver com isto?

Vem at� � janela e irei mostrar-te.

- � o "San Felipe"? - Sim.

O navio do De Rojas.

Ele � o teu traidor, Carlos. Ele vai tentar atacar o pres�dio.

Bem-vindo, Capit�o C�rdoba.

Fico contente em v�-lo, Major. Est� tudo pronto?

Mais do que pronto. H� muito tempo.

Bem, vou mandar os meus homens desembarcar em breve.

- Major de Rojas. - Sim.

Capturamos o Tenente.

�ptimo.

Capit�o, quando os seus homens tiverem desembarcado...

- leve-os para a "hacienda". - Sim.

Desembarquem!

R�pido!

Soldados... em sentido!

O Sargento de Gomara fica aqui.

Os restantes est�o dispensados.

O que � que se passa? N�o entendo.

Fale, Sargento.

Mas, se eu n�o sei de nada.

D�-me tr�s minutos com ele, Excel�ncia.

Venha comigo, Tenente.

Abra a porta.

Abra-a.

Eles est�o na "hacienda" do Rojas.

Ambos.

Mas, ele disse-me outra coisa.

Pare com isso. Fique quieto!

Apanhe o sabre.

- Est�s ferido, Philip? - N�o.

Como � que est�s, Carlos?

Estou muito bem, amigo...

mas, quase todas as vezes que algo emocionante acontece, eu estou inconsciente...

ou ferido.

Bem, boa sorte, amigo.

Adeus, Carlos.

Marguerita.

N�o v� muito longe.

Como padrinho, eu tenho esse privil�gio.

Eu n�o quero que estragues a minha Maggie.

Maggie?

Qual � o teu problema, est�pido?

Porqu�?

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