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DUNA: A PROFECIA
Gentileza da escola Suk permitir que voc� voltasse aqui assim de imediato.
Faz um tempo bem razo�vel que eu estudei aqui, mas...
Eu ainda sou uma Irm�.
Minha an�lise inicial n�o encontrou vest�gios de combust�vel.
Nem iria. A fonte de calor era interna.
Um desequil�brio agudo na rede meridiana.
Antes disso acontecer, notou alguma mudan�a f�sica? Algum sinal de ang�stia?
Ela teve um pesadelo.
E aparentemente foi assustador.
Ela sabia que algo iria acontecer. Eu devia ter escutado.
Se isso � muito dif�cil,
eu posso continuar sozinha.
N�o, eu quero respostas.
- Como uma coisa dessas pode acontecer? - As Irm�s Fundadoras iam preferir morrer
em vez de ter que seguir os passos da Raquella.
Qual � o seu problema com m�rtires?
Se n�o quer mais viver, voc� tem maneiras mais simples.
A Verdavidente morta logo antes do casamento real?
N�o � uma coincid�ncia.
� um assassinato.
Voc� acha que algu�m atacou a Kasha?
Eu acho melhor ficar bem atenta.
O exame inicial foi inconclusivo.
A Nazir est� fazendo outros exames. Os resultados v�o demorar.
Eu estou indo pra Salusa Secundus.
- Agora? - Chegou uma mensagem com a nave de hoje.
Pruwet Richese est� morto.
Queimado.
- Um segundo ataque? No pal�cio? - Tula...
Essa � a "verdade incendi�ria" que a Madre Raquella mencionou.
Eu tenho que proteger a princesa.
Sem a Kasha l�, algu�m tem que preencher a lacuna e resguardar os nossos planos.
Ent�o v�. Eu tomo conta das coisas aqui.
N�o acredita que eu seja capaz.
As emo��es atrapalham as decis�es, Tula.
Escolhas dif�ceis ter�o de ser feitas.
Mas tem uma que nos dar� uma chance maior de sucesso.
E desde quando eu me esquivo de escolhas dif�ceis?
� uma que envolve a Lila.
Ela precisa se conectar com as ancestrais.
N�o a treinaram pra isso.
N�s nunca vimos uma for�a assim. N�o sabemos como combat�-la.
N�o consegue aceitar porque se importa com ela.
- Eu a criei... - Mas ela n�o � sua filha.
S� ela pode nos dar as respostas que precisamos.
N�s temos que entender como essa profecia vai se desenrolar.
� perigoso, mas se voc� gui�-la, ela consegue.
Voc� j� fez isso.
A escola � sua at� que eu retorne.
Colocar a Lila em Agonia, coloca em risco n�o s� a vida dela.
H� segredos que trabalhamos muito pra esconder.
Voc�, eu, a Francesca, a Kasha.
� um risco que vamos correr.
Irm� Theodosia?
Me acompanhe.
Eu estou indo pra Salusa Secundus. E quero que voc� venha comigo.
A senhora sabe das minhas circunst�ncias?
Eu n�o pediria se a situa��o n�o fosse extrema.
- Quando partimos? - Imediatamente.
Onde ele est�?
O Imperador lamenta n�o estar aqui pra prestar condol�ncias.
Mas ele vir� assim que puder.
Que conveniente.
Duque Richese, estamos todos devastados com essa trag�dia. O Javicco tamb�m.
Olha pra ele.
Olha...
pro meu filho.
E fala que o brinquedo fez isso.
Eu compreendo sua raiva.
Mas o senhor, como todo mundo, sabe dos riscos das m�quinas pensantes.
S�o imprevis�veis.
Ele jamais deveria ter acesso a uma.
Antes de insinuar que isso seja minha culpa,
� melhor se lembrar de que
tem uma frota cheia de soldados na �rbita desse planeta
- e eles ainda s�o meus. - S� quis dizer que acidentes acontecem.
Este foi particularmente triste. N�s estamos em choque.
Agora, se me d� licen�a...
A trag�dia parece te seguir.
Primeiro seus homens em Arrakis, agora algu�m morre assim que voc� chega.
Eu n�o chamaria de trag�dia.
N�o precisa fingir comigo, Majestade.
Seus sentimentos a respeito de Pruwet Richese
e do casamento ficaram bem claros.
N�o, n�o, n�o.
N�o, quando conversamos, se eu...
fiz alguma insinua��o...
Voc� deve entender que eu estava expressando uma preocupa��o.
� claro.
- Eu n�o pedi para matar o menino. - Mas queria que eu matasse.
O que eu fiz, eu fiz pra te agradar.
E eu posso fazer de novo.
N�o, n�o. N�o. Isso �...
Isso � loucura.
Guardas!
Prendam-no.
Levem-no para as celas suspensas.
- Com discri��o. Ningu�m deve saber. - Eu cuidarei disso, Majestade.
Voc� sabe por que n�s separamos as crian�as de suas m�es
quando uma Irm� d� � luz?
Isso previne que haja uma liga��o que seja acima da Irmandade.
Assim, n�s somos iguais entre n�s.
Por que est� me perguntando?
Antes da Madre Raquella morrer...
ela experenciou um momento de vid�ncia.
Em seu �ltimo suspiro, ela profetizou tiran-arafel,
uma for�a tir�nica com a qual ter�amos que lutar
e que pode nos destruir.
Destruir a Irmandade?
O acerto de contas chegou.
Um novo inimigo est� surgindo pra enfraquecer o nosso poder.
Foi o que matou a Madre Kasha?
O que faremos?
N�s n�o.
Voc�.
N�s precisamos que fale com a Madre Raquella.
Achamos que ela sabe como acabar com isso.
Raquella?
- Eu... - Voc�...
� a tataraneta dela.
Se desbloquear sua mem�ria gen�tica, ser� capaz de acess�-la.
E ela nos contar� mais detalhes sobre a premoni��o.
Leva anos pra se preparar pra Agonia. Eu...
Acabei de come�ar.
� um risco enorme.
Mas poucas t�m a sua aptid�o natural.
E eu acredito que consiga faz�-lo.
Mas deve ser escolha sua.
As hist�rias das suas habilidades transcendem o tempo e o espa�o.
E eu sempre me perguntei se eram verdade.
N�o estou correspondendo �s suas expectativas?
Eu acho que voc� poderia ser mais convincente.
� mesmo?
Foi pass�vel de comprova��o?
Com honras, meu caro pr�ncipe.
Cada um vive o luto do seu jeito.
Voc� n�o vai me ver chorar.
Eu mal conhecia o pirralho. Meu pai nos deixava em planetas diferentes.
O meu era localizado numa regi�o mais remota do universo.
Mas, o que aconteceu com ele...
me pareceu muito cruel.
Eu duvido que a minha fam�lia v� esquecer essa hist�ria.
�, o momento foi...
infeliz.
Ser� que n�o seria melhor se eu fosse embora?
O Duque vai usar a frota pra tomar o trono,
agora que n�o tem casamento?
O pal�cio n�o tem import�ncia.
O verdadeiro poder � de quem controla o planeta deserto.
As Casas Maiores, a Guilda Espacial, a Irmandade...
Todo mundo sabe.
O que importa s�o aqueles lindos floquinhos de poeira laranja.
Arrakis.
� de onde ele �.
Quem?
O soldado em cust�dia.
O meu pai acha que eu n�o presto aten��o,
mas eu vi o Mestre Espadachim levar ele pra cela.
Por causa do meu irm�o?
O que o seu pai planeja fazer com a frota?
Voc� n�o estava me ouvindo? O meu pai n�o confia em mim.
Mais um pouco e eu vou ficar in�til.
In�til eu jamais diria.
Isso � um desastre. Isso � um desastre completo.
O menino foi queimado vivo por um dos meus soldados.
O soldado de Arrakis?
- Isso. - Como?
Ele alega ter sido engolido por um verme da areia.
- Alega? - Ele est� sob vigil�ncia.
Est� me dizendo que Desmond Hart sobreviveu a um ataque de um Shai-Hulud?
Eu estou.
Ele diz que o verme deu a ele um dom.
Um tipo de poder. Eu n�o sei, ele � claramente maluco.
Voc� sabe quem ser� o culpado.
Se o Richese descobrir, ele vai achar que eu dei a ordem.
A Kasha n�o confiava naquele soldado.
- Onde ela estava quando eu precisei? - Se acalme, Javicco.
Temos que seguir com cuidado, mas vamos resolver.
- �, e como vamos resolver? - Voc� viu o corpo do menino.
A morte n�o foi natural.
- O Desmond Hart pode ter valor. - Como assim?
Muitos apontariam as armas pra n�s,
e esse homem alega que est� em nossa defesa.
S� estou dizendo pra n�o corrermos pra executar amigos
e agradar inimigos.
O qu�?
Voc� estava falando s�rio sobre...
fazer sacrif�cios? Se tornar um m�rtir?
No final da guerra, minha fam�lia estava em campo com a Rayna Butler,
na Batalha de Corrin.
Eles sabiam que n�o sobreviveriam,
mas ganharam tempo pras frotas chegarem com armas at�micas,
pra acabar com as m�quinas pra sempre.
A vida humana � sagrada.
� por isso que n�o h� honra maior que oferec�-la.
E n�o devemos ter medo,
porque � na morte que nos reunimos com as nossas ancestrais.
Voc� acredita nisso mesmo?
Reverendas Madres sabem mais do que ningu�m que os mortos n�o se v�o.
Eu queria ter mais certeza das coisas.
Madre Tula.
Est� preparando o veneno de Rossak?
� um experimento meu.
� pra uma das nossas Ac�litas? Algu�m vai passar pela Agonia?
Voc� pode informar a Valya que a pr�pria Irm� Lila tomar� essa decis�o.
E por mais que envie espi�s, ela n�o tem o controle de tudo.
A Madre Valya est� certa de estar preocupada.
N�o se pode deixar o destino do Imperium nas m�os de uma crian�a.
Ela tem o direito de escolher.
Mas n�o � s� a vida da Lila que est� em jogo, n�o �?
S�o as vidas de todas as mulheres que vivem aqui.
Est� prestes a conhecer as pessoas mais poderosas do Imperium.
Cada uma delas tem um prop�sito...
mas s� uma delas � a sua miss�o.
A princesa.
Torne-se confidente dela.
Cad� a recep��o real?
Eu n�o avisei que n�s vir�amos. � melhor peg�-los de surpresa.
- E em rela��o � Casa Richese? - Deixa que isso eu resolvo.
Onde ele est�?
Onde est� o homem que assassinou meu filho?
J� ordenei para fazerem uma investiga��o completa.
Onde est� escondendo ele? � t�o idiota que nem percebeu.
Um dos seus pr�prios soldados.
Exijo que entregue o suspeito pra mim e deixe o meu povo interrog�-lo,
- ou nosso contrato est� nulo. - Duque Richese...
Eu fiz concess�es pelo seu luto.
Voc� queria uma plateia e eu te dei uma.
Mas n�o pense que ir� me dizer o que...
Majestade.
Madre Superiora. Que surpresa.
Eu vim assim que soube da not�cia.
Ferdinand, Orla,
n�o h� trag�dia maior do que uma vida promissora ceifada.
A Irmandade sente muito.
Todos n�s sentimos a perda do nosso futuro em comum.
Mas sua informa��o est� errada.
N�o h� suspeito preso por envolvimento com a morte do seu filho.
Se estiver mentindo...
levarei as minhas naves e a sua opera��o de especiaria.
Remova agora.
Talvez a�, o senhor entenda o futuro que est� perdendo.
Meu Duque, n�o vamos deixar que o luto controle a nossa conversa.
A Madre Superiora est� aqui.
Est� bem.
Mas isso ainda n�o acabou.
Arrancamos a l�ngua dele por insol�ncia?
Saia daqui.
Onde est� a Kasha?
Sei que ela est� sonegando informa��es sobre a revolta em Arrakis.
E eu quero saber por qu�.
Foi uma ordem sua?
Majestade, terei que ser eu a dar a terr�vel not�cia.
- Kasha Jinjo est� morta. - Ela o qu�?
Ela foi queimada.
- Um inc�ndio? - N�o.
De dentro pra fora.
Gostaria de interrogar o suspeito da morte de Pruwet Richese.
Como eu j� disse,
n�o h� suspeito algum.
Majestade, quaisquer que sejam os motivos
de estar escondendo a verdade do Duque,
eu sei que tem boa inten��o.
Mas h� algu�m preso por esse assassinato.
E se estiver por tr�s da morte do menino,
acredito que esteja pela morte da Madre Kasha tamb�m.
O homem � meu prisioneiro. Eu falo com ele.
Javicco.
N�o � todo dia que temos a sorte
de ter a Madre Superiora da Irmandade
como nossa Verdavidente.
Muito bem.
Minha esposa sempre foi a campe� nos debates. Tudo bem.
Pode fazer o seu interrogat�rio.
N�o, n�o pode ser verdade.
Lembre do treinamento.
Tente sair do seu corpo.
Permita que sua consci�ncia se estenda para seus nervos...
para o seu fluxo sangu�neo...
Bom.
A Kasha se orgulhava da mulher na qual a Princesa Ynez se transformou.
Ela nos escreveu, contou-nos como estava indo bem nos seus estudos.
Ela tinha certeza de que um dia, Vossa Alteza seria a Reverenda Madre.
E eu consigo ver agora que � verdade.
Me leva embora daqui, por favor. Eu ainda quero ir com voc�s pra estudar.
A Irmandade tamb�m quer que fa�a isso. Eu preciso confirmar com seu pai.
Enquanto isso...
A Irm� Theodosia ficar� com Vossa Alteza.
Ela � uma das nossas Ac�litas mais promissoras.
Foi escolhida pra ser sua colega. E talvez ainda sejam.
N�s seremos.
Eu tenho certeza.
O que quer saber?
Eu posso falar sobre as aulas.
A biblioteca � incr�vel. Alguns volumes s�o de antes da celulose...
Quero que me conte exatamente como a Kasha morreu.
Desmond Hart.
Quem � voc�, de verdade?
- Nada al�m de um soldado do Imperium. - Ah, por favor, voc� � mais do que isso.
Eu n�o ousaria mentir, Madre Superiora.
De onde voc� �?
De Bellos.
Mundo dif�cil para uma crian�a.
O que te trouxe at� o pal�cio?
- F�. - N�o.
Eu te aconselho a n�o fazer joguinhos comigo. Eu sempre ven�o.
N�o tenho nada a esconder.
A senhora e suas Irm�s podem dizer o mesmo?
- N�o sou eu que estou numa cela. - Ainda n�o.
- Voc� matou Pruwet Richese? - Matei.
- Voc� admite a trai��o? - Eu admito justi�a.
E com a autoridade de quem determinou essa senten�a?
Voc� matou a Reverenda Madre Kasha?
Ela n�o era digna de permanecer ao lado do Imperador.
Ela trazia corrup��o no cora��o.
Da mesma forma que vejo o sangue manchando os seus caminhos.
"V�?"
Como assim?
O Shai-Hulud levou o meu olho
e me concedeu o dom de ver o que nem a senhora consegue.
- A quem voc� serve? - Ao Imperium.
E apenas ao Imperium.
Ele acredita na verdade que diz, mas o que ele diz � mentira.
Enxerguei a sua Verdavidente pelo que ela era.
Ela sabotou os seus instintos
e enfraqueceu o seu poder at� que tivesse que bajular homens inferiores.
Imperador, esse homem admitiu, ele � um assassino.
Obrigada, Madre Superiora. Temos o que precisamos.
- A senhora nos ajudou a pensar. - A pensar no qu�?
Ele sabotou o casamento e assassinou a mulher que veria as mentiras dele.
Do outro lado do universo?
No mesmo per�odo de tempo?
Eu aguardo at� que a senhora me explique como.
At� que haja prova, eu ordeno que guarde isso pra si mesma.
Para n�o transformar o Imperium em um circo de medo e rumores.
� s� isso.
Suspendam o prisioneiro novamente.
Voc� tem que controlar o Duque.
O meu conselho tem limites.
Principalmente sob circunst�ncias t�o excepcionais.
N�o me interessa como vai fazer. Leve-o sob a r�dea curta.
Mas e o Desmond Hart?
Eu n�o sei o que h� por tr�s dele,
mas o objetivo � claramente se aproximar do trono.
N�s n�o podemos perder a frota.
O Corrino est� escorrendo pelos nossos dedos
e ele tem que ser lembrado do nosso valor.
Eu vou falar com ele hoje � noite,
mas antes, tenho que encontrar com um dos nossos contatos em Zimia.
Ent�o voc� descende da nossa fundadora?
Eu n�o diria que voc� se parece com ela.
A Madre Tula disse que a morte da Kasha foi parte de um acerto...
que amea�a a Irmandade.
Elas precisam que a Raquella explique como combater isso tudo.
- Eu posso ser a ponte. Eu devo tanto... - N�o seja rid�cula.
Est�o s� usando voc�.
Elas sempre falam isso...
A Irmandade acima de tudo.
N�o as Irm�s.
Elas n�o ligam pra voc�.
N�o como ligam pra Ordem como um todo.
Eu tamb�m ligo pra Ordem.
Esse � o meu lar.
A minha fam�lia.
Eu acredito na miss�o.
� dif�cil ter uma miss�o quando se est� morto.
Me perdoa. � s� me dizer o que fazer.
Fique de boca fechada.
Aqui, os lucros do ataque em Arrakis.
Sem contar na parte que seus contrabandistas j� pegaram.
Nem todo mundo � movido pela lealdade � causa, n�?
Olha quem est� aqui. Se ajeitem, pessoal.
Est�o na presen�a do pr�prio Mestre Espadachim do Imperador,
descendente direto do c�lebre her�i de guerra Vorian Atreides.
Cala a boca, Horace, ou eu enfio a minha distin��o toda no seu rabo.
- Como foi o funeral? - O pal�cio todo estava distra�do.
Eu consegui ver tudo, at� a Sala do Trono.
Ningu�m percebeu nada.
Bom trabalho. Precisamos de uma pe�a final.
E a� poderemos atacar o pr�prio Corrino.
Tem certeza que � a hora certa?
O casamento da princesa foi arruinado,
as pessoas est�o tomadas pela compaix�o.
Parece que algu�m se acostumou com os confortos do pal�cio.
- Trocou seu nome famoso ou... - Ofereci a minha espada e o meu nome
� rebeli�o porque as Casas Maiores est�o acumulando especiaria.
For�ando o povo a recorrer � viol�ncia pra sobreviver.
Se o �nico jeito de acabar com isso � derramando sangue,
ent�o n�o duvide nem por um segundo da minha lealdade � nossa causa.
Viu essa chama Atreides? Essa � a energia que temos que ter
se formos tirar aqueles criminosos do Landsraad.
N�s j� fomos oprimidos por eles por tempo demais.
Temos que anunciar essa rebeli�o de um jeito que n�o possa ser ignorado.
Vamos ali beber.
Ele confia em voc�, mas eu te vi naquela noite com a princesa.
Cuidado. A gente n�o pode se prejudicar.
Quer saber de uma coisa?
Todos esses anos que eu passei aqui na Irmandade,
eu fingia que voc� era a minha m�e.
Eu vou te contar um segredo, eu tamb�m.
Por que acha que eu te dei a minha lembrancinha mais preciosa?
Pena que voc� n�o a conheceu.
Voc�... Voc� conheceu a minha m�e?
Conheci.
Onde ela est� agora?
Eu sinto muito, mas ela morreu. Ela morreu dando � luz.
Ent�o, ela deve estar l�.
Na minha Outra Mem�ria?
Voc� n�o pode domar a Outra Mem�ria.
N�o d� pra prever quais vozes v�o aparecer se desbloque�-la.
Seria uma mentira se eu prometesse que voc� veria a sua m�e.
- Mas ela pode estar l�. - Ela pode.
Mas se n�o estiver pronta...
n�s podemos achar outras op��es.
Muito bom te ver, Irm� Mikaela.
Pena s� que as circunst�ncias n�o sejam as melhores.
Eu n�o acreditei quando soube.
S�rio, eu idolatrava a Kasha.
Todo aquele poder que ela tinha ao lado do Imperador,
em vez de ficar nas sombras.
- As sombras tamb�m t�m poder. - �.
Agora eu sei disso.
Um morde e assopra, n�?
Empoderamos as Casas Maiores pra manter a ordem,
mas permitimos a rebeli�o pra manter o poder sob controle.
O ataque rebelde � colheitadeira foi uma bel�ssima manipula��o.
Obrigada.
Mas eu quero os nomes dos rebeldes envolvidos nos ataques em Arrakis.
Espera a�, vai queimar a c�lula toda?
Temos que refor�ar a nossa influ�ncia. Amenizar o medo do Imperador.
A fraqueza dele n�o � mais uma vantagem.
Temos que apoi�-lo agora pra afastar os predadores.
Pode ir come�ando com o espi�o no pal�cio.
O nome � Keiran Atreides.
Atreides?
Algum problema com isso?
Nenhum.
Boa manobra.
D� pra ver que tem praticado. S� nada do que eu te ensinei.
N�o sei se eu fico ofendido ou impressionado.
A Kasha me ensinou os movimentos,
me preparou pra quando eu entrasse na escola.
Voc� quer falar disso?
Eu n�o quero falar.
Ent�o a gente n�o fala.
- Eu te machuquei? - Eu estou bem.
Eu continuo vendo eles.
A Kasha e o Pruwet.
Ele era s� uma crian�a.
Quando eu tinha a idade dele,
meu pai enfrentou uma rebeli�o em um dos planetas distantes.
Eu me lembro. A Corrente Quebrada.
Eles eram s� um mundo. Uma lua, na verdade.
Mal conseguiam se erguer contra o Ex�rcito Imperial.
Da�, uma noite...
um deles invadiu o pal�cio...
e me levou da minha pr�pria cama.
O Constantine n�o conseguiu impedir...
Ent�o ele falou pra levarem ele junto.
Eu nunca tinha ouvido isso.
Os meus pais n�o quiseram parecer fracos para as Casas Maiores,
ent�o eles encobriram.
E o Constantine tamb�m nunca fala sobre isso.
� tudo pol�tica.
Somos apenas pe�as num tabuleiro.
Jogadas em busca de poder...
e especiaria.
N�o d�.
Uma coisa era quando eu estava indo embora, mas...
Voc� tem raz�o.
Seria ruim pra n�s dois.
Voc� � um profeta, Desmond Hart?
Se fosse antes, eu riria da sua afirma��o.
Eu n�o acreditava em nada.
E agora?
Eu n�o sei.
Eu consigo fazer umas coisas.
Coisas lindas...
e coisas terr�veis.
Acho que quando recebemos um dom,
temos que us�-los pra que n�o o tirem de n�s.
O Duque Richese est� reivindicando a frota e j� amea�ou tomar Arrakis.
Por que n�o entregar voc� a ele e resolver nossos problemas?
Eu ainda sou um soldado.
Eu estou � sua merc� e ao seu comando.
Posso mostrar como pretendo humilhar aqueles que pretendem atac�-los.
Ou influenci�-los com um conselho corrupto.
Crise. Sobreviv�ncia.
Progresso.
Nossa fundadora, Madre Raquella, foi envenenada.
Pra sobreviver, ela aproveitou a pr�pria qu�mica do corpo,
transmutando as toxinas em n�vel celular.
Fazendo isso, ela despertou algo mais profundo.
As vozes da m�e dela, da m�e da m�e dela, e assim por diante,
at� que todas as mulheres que vieram antes
abriram a mente pra ela e falaram.
Lila Cho Grace Na Berto-Anirul...
est� na hora de despertar quem te criou.
Ser� em Agonia, mas s� dessa vez.
Quando se encontrar na escurid�o, procure a luz.
Suas ancestrais v�o acordar ferozes, famintas.
N�o deixe te influenciarem.
S� o que importa � a luz.
� o que vai te trazer de volta � vida.
De volta pra n�s.
E voc� vai emergir...
uma Reverenda Madre.
Para este veneno, n�o h� ant�doto algum.
Acalme a respira��o, controle a sua mente
e desbloqueie a sabedoria da Outra Mem�ria.
Apenas siga a minha voz.
Deixe que ela te guie. E respire.
Inspire.
Inspire!
Quebre o veneno pra que n�o sobre nada al�m de mol�culas.
� isso, Irm�.
Agora expire
Libere a energia.
Deixe que ela te alimente.
Raquella...
- A chave para o acerto... - A chave para o acerto...
� quem nasceu duas vezes.
Uma...
em sangue, outra em especiaria.
Nasceu duas vezes. Quem seria?
Um fantasma cheio de cicatrizes.
Uma arma nascida na guerra.
Em um...
- caminho muito curto. - Caminho muito curto.
Qual � a natureza desse poder? Como n�s combatemos?
O que � isso?
Raquella! Raquella!
Andamos juntas, de m�os dadas, com apenas uma luz nos guiando.
Nossos passos s�o certeiros, n�o vacilamos.
Sabemos que renasceremos no infinito.
Raquella!
Minha ovelhinha.
Minha ovelhinha.
Minha m�e?
� voc�?
Foi o que te disseram? Pra fazer voc� vir?
Sinto muito, minha neta, ela n�o est� aqui.
Mas eu estava te esperando.
Pare!
Harkonnen...
voc� roubou o meu futuro.
E eu vou tirar a sua esperan�a.
Lila. Saia j� da�. Siga a minha voz.
A luz.
Saia j� da�!
Lila. Lila, n�o!
N�o, Lila.
N�o, Lila, volte.
Por favor. N�o.
Eu sei como � perder um filho.
Sei que n�o existe dor maior.
Mas fazer amea�as � minha fam�lia.
Rescindir o acordo que t�nhamos pela frota. Isso n�o pode ser ignorado.
Seu tolo fr�gil.
Voc� acha que pode me silenciar?
Eu vou te arrancar desse trono,
vou te jogar para os lobos e deixar que engasguem com voc�.
E voc� � quem?
� voc�. Voc� � o...
O que ele est� fazendo? Por favor, pe�a pra ele parar.
Piedade!
Piedade! Piedade!
Piedade!
Volte para casa.
Enterre o seu filho.
N�o diga nada do que aconteceu aqui. Deixemos que essas...
situa��es tr�gicas desapare�am da hist�ria.
N�o pode imaginar as consequ�ncias...
Madre Superiora.
Me parece que as circunst�ncias mudaram na minha aus�ncia.
Bom,
eu sou um homem dif�cil de enjaular.
Preciso falar com o Imperador Corrino. Tenho uma informa��o sobre os rebeldes.
Infelizmente, a Casa Corrino n�o precisa mais dos seus servi�os.
Seus privil�gios no pal�cio foram revogados.
Esse � o seu jogo?
Voc� acha que pode me substituir?
- O que voc� quer? - Eu te disse o que eu quero.
Eu quero o que � melhor pro Imperium.
E isso � apagar cada tra�o seu e das suas Irm�s de todos os planetas.
Eu tenho uma escola de jovens mulheres.
- N�s n�o amea�amos ningu�m. - N�s sabemos que n�o � verdade.
Est� me confundindo com algu�m com medo.
- N�o sou um menino de nove anos. - E a Kasha Jinjo tamb�m n�o.
Pare. Pegue a sua l�mina.
Coloque no seu pesco�o.
Agora enfie na sua garganta.
Enfie na sua garganta.
Eu sempre me perguntei qual seria o seu maior medo.
Agora eu sei.
N�o � que ningu�m te ou�a.
� que algu�m te ou�a...
mas n�o se importe.
Tradu��o: Bianca da Costa
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