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Original subtitles

BRASIL - PARAGUAI

BEM-VINDOS

INSPIRADA EM FATOS REAIS

N�o posso nem ouvir o jogo em paz.

Como vai?

Vamos, cara de lagarto. Por favor, solte-o.

Solte-o!

Miranda, me desculpe.

Quantas vezes nos vemos?

Tr�s, quatro vezes?

E voc� me parece ser um cavalheiro, um homem correto.

Estou disposto a fazer uma oferta.

J� disse que n�o sei de nada.

Eu nem disse ainda o que preciso.

Ainda n�o fiz nenhuma pergunta.

Vamos resolver assim:

eu pergunto algo, e voc� me responde.

Que tal?

�timo.

Qual � o nome do cara

que � informante da pol�cia?

H� algu�m, mas n�o sei o nome dele

nem com quem ele fala.

Ele entra em contato conosco semanalmente, mas juro por Deus que n�o sei quem �.

Pronto. Viu?

-Pode ir para casa. Vamos. -N�o.

N�o � suficiente.

Vejamos.

Vamos falar do futuro,

mas n�o do seu nem do meu.

Vamos falar do futuro dela.

Sabemos que sua filha precisa de tratamento.

E um pai faria qualquer coisa

pela vida de uma filha, n�o?

Sabemos que tem que lev�-la para longe

se quiser salv�-la, certo, papai?

Para os EUA

-ou Cuba. -Cuba.

Mandei gente para l�,

e eles t�m a melhor tecnologia.

Tamb�m sabemos que voc� est� duro.

Eu vou pagar tudo.

Isto aqui � pela passagem.

Isto seria para a estadia.

E tudo isto seria o custo do tratamento.

Se o problema era dinheiro, ent�o j� est� resolvido.

Miranda, sei que voc� � leal � sua gente,

e isso vale muito.

Mas acho que a coisa mais importante na vida

� a fam�lia.

Voc� recebeu a chance

de salvar a vida da sua filha.

Voc� s� precisa me dar um nome,

e amanh�, sua filha j� estar� a caminho de Cuba.

Os m�dicos est�o esperando por ela.

H� uma coisa que n�o entendo.

Supostamente, sou o traficante,

o filho da puta,

o assassino,

e voc�, supostamente, � o mocinho.

Mesmo assim, voc� n�o me deu um nome.

Mesmo que isso salve a vida da sua filha.

Calma.

-Julio. -Como?

Julio Santana.

Julio Santana. N�o � o nosso Capote?

Ele diz que a m�e dele est� internada no IPS.

Diz que a visita toda segunda-feira,

mas � tudo mentira.

� l� que ele entra em contato conosco.

Agora, eles v�o verificar isso.

Estou t�o orgulhoso de voc�!

Muito bem, Miranda.

Muito bem mesmo.

Que bom!

Adoro finais felizes.

Agora, este homem vai para casa

pegar sua filha e, depois, direto para o aeroporto.

Espere. Voc� precisa pedir uma licen�a especial

para deixar o trabalho.

Vamos, me d� um abra�o.

V�.

Uma licen�a mais permanente, seu filho da puta!

Vamos l�.

DOCA EM FUNCIONAMENTO

Merda, a imprensa est� aqui!

O que eles fazem aqui? Vamos, r�pido!

-Alto! -Entrem, por favor.

Entrem.

-O que est� acontecendo? -Est�vamos esperando voc�s.

-O que � isto? -Por favor.

Nada de imprensa!

Ortiz, o que est� havendo?

N�o posso falar agora. Por favor, v�o embora.

Ortiz, falei "nada de imprensa," caralho! Desocupem o local!

Evacuem a �rea agora, porra! Vamos!

Continuamos nossa transmiss�o,

ao vivo para todo o pa�s,

desta que � considerada a maior opera��o

feita por agentes da SENAD este ano,

em meio � guerra contra o tr�fico.

No entanto, informamos que, infelizmente,

eles fracassaram de novo e n�o encontraram nada.

Mais uma vez, nossos agentes s�o motivo de chacota.

Estamos aqui desde as 6h.

Vou me virar, porque estou ouvindo muitos gritos...

Os agentes da SENAD est�o brigando.

Aparentemente h� muita raiva e frustra��o.

Vamos tentar falar com os agentes

-mais tarde, mas por ora, n�o... -Vergonhoso.

De novo, n�o.

S�o um bando de imbecis.

...uma opera��o da SENAD neste galp�o...

O pa�s inteiro est� rindo deles.

Eles entraram e encontraram uma mesa cheia de salgadinhos.

Iba�ez?

Puta merda!

Nem o Iba�ez escapou dessa.

Iba�ez, sacanearam voc�, filho!

Vamos ficar aqui pelo resto do dia...

Caralho.

Filho da puta!

MINISTRO DA SENAD

Iba�ez, aquele espet�culo midi�tico

foi um golpe muito baixo.

Como � poss�vel que uma opera��o

tenha vazado assim?

Para piorar as coisas, voc�s brigaram.

Se socaram em p�blico.

Que vergonha, Iba�ez!

-Quer saber como a opera��o vazou? -Diga!

Ao fim da opera��o, pedi a todos que me entregassem seus celulares.

Parece que todos mandaram mensagens para algu�m

avisando que iam para casa jantar.

A maioria desses n�meros eram de celulares descart�veis.

Alguns enviaram diretamente para a imprensa.

Todos contaram a algu�m que executar�amos essa opera��o.

Ministro, isso n�o pode continuar assim.

E n�o estou falando de mim.

N�o � pela minha reputa��o.

Est�o rindo de n�s, ministro.

Assim � o servi�o p�blico, Iba�ez.

�s vezes, perdemos, e outras, ganhamos.

Como no futebol, entende?

H� dias em que nosso time n�o consegue marcar,

e h� outros em que fazem gol at� do meio de campo.

Os informantes podem ter falhado conosco desta vez,

mas, na pr�xima, teremos sucesso.

N�o estou falando de informantes.

N�o falo de nenhum dedo-duro.

Estou dizendo que toda a pol�cia est� podre at� a raiz.

Por que n�s n�o convocamos a imprensa na pr�xima?

Assim, poderemos nos preparar para sairmos bonitos na TV.

FRONTEIRA BRASIL-PARAGUAI

Jos�, cuide dele, est� bem?

Ele � seu filho, mas � meu beb�.

Angie, n�o se preocupe.

S� estamos indo trabalhar.

� a primeira viagem dele comigo e com os rapazes.

Se voc� tiver um problema com isso, ent�o dever�amos deix�-lo decidir.

Seba,

sua m�e e eu sempre quisemos que voc� estudasse.

Bem, sua m�e, mais do que eu.

Mas e voc�, o que quer?

Quer ficar em casa?

Ou quer vir comigo?

M�e, voc� sabe que n�o gosto de estudar.

Al�m do mais, nada melhor do que trabalhar com meu velho.

-Cuidado, aquelas pessoas s�o perigosas. -Seba,

-isto � para voc�. -Est� louco, Jos�?

-Isso � mesmo necess�rio? -Ou voc� tem coragem de carregar isso,

ou � melhor cagar nas cal�as.

Tchau, meu amor. Cuide-se.

� claro que tenho coragem, pai.

Escute, Seba,

esses caras j� sabem que queremos mais dinheiro.

O que eles n�o sabem � que vamos pedir uma fatia do bolo,

se � que me entende.

Sabe por qu�?

Porque � a� que est� o dinheiro grande, entende?

Se recusarem, eles ficam sem pistas de pouso.

Mendoza, por que estamos indo por este caminho?

Por causa da pol�cia. Os fazendeiros est�o fechando as estradas...

Que pol�cia? Pare aqui, caralho!

O que aconteceu aqui?

� o filho.

O que aconteceu, seu filho da puta?

E voc�, Turco...

Voc�, saia da�.

Assim est� melhor.

Posso ajudar?

Bom dia, senhora. Procuro o coronel Fern�ndez.

Coronel reformado, voc� quer dizer.

Posso saber do que se trata?

Quem quer falar com ele?

Meus superiores querem conversar com ele, senhora.

Ele est� muito ocupado no momento.

Volte outro dia, filho.

-Quem �, Elvira? -Ningu�m, amor.

Coronel, sou o tenente Basilio Aldana.

Aldana, voc� � parente do tenente Apolonio Aldana?

Ele era meu pai, coronel.

N�o diga...

Seu pai foi um grande homem e um excelente soldado.

Obrigado, coronel.

Precisam do senhor no quartel-general das For�as Armadas, coronel.

No quartel-general? Vamos l�, ent�o!

O qu�? Por qu�?

N�o pode ir vestido assim.

-Mas � urgente! N�o �, soldado? -Positivo, senhor.

Ouviu, Elvira?

-Vamos. -Sim, senhor.

Meu Deus, esse homem!

Voc� disse que ir�amos ao quartel-general.

Positivo, coronel.

Ent�o,

por que estamos fazendo um desvio?

Aldana, est� me ouvindo?

Tenho ordens de lev�-lo para l�, coronel.

O ar condicionado est� ligado?

Abra a janela. Estou morrendo de calor.

N�o me provoque, soldado.

S� n�o atiro em voc� agora em respeito ao seu pai!

Voc� est� lidando com um coronel.

Responda! Aonde est� me levando?

J� chegamos, coronel.

PAL�CIO DO GOVERNO ASSUN��O, PARAGUAI

Certamente, todos voc�s devem estar pensando no ditado:

"Vaso ruim n�o quebra."

Parece que o ditado procede,

pois aqui estou eu, � frente da SENAD,

indicado pelo presidente.

Sou grato pela colabora��o do meu antecessor,

que me cedeu seu lugar.

Vejamos. Quem sabe quem sou, levante a m�o.

Voc� n�o �...

Agente especial Iba�ez, ao seu dispor.

O que houve com voc�? Por que n�o levanta a m�o?

N�o achei necess�rio, ministro.

Senhores, escutem.

Minha primeira ordem � que, ao dispersarem,

todos voc�s tirem o dia de folga.

Apenas os guardas de servi�o devem permanecer nos seus postos.

A partir de amanh�, come�aremos um novo cap�tulo.

Quero que todos voc�s estejam bem descansados.

Tenham uma boa tarde. Descansar.

Disseram que voc� queria urinar.

O qu�?

V� ao banheiro agora, espere que todos v�o embora

e depois v� ao meu escrit�rio.

-Entendido? -Sim, senhor.

Aldana, venha comigo.

N�o confio em ningu�m, filho.

Uns s�o corruptos, outros, incompetentes.

E alguns, as duas coisas.

Aquela �ltima opera��o

foi uma vergonha.

Humilhante.

Eu estava � frente daquela opera��o

e assumo toda a culpa, senhor.

Voc�s estavam fazendo palha�adas em rede nacional,

brigando em p�blico.

O que h� de errado com voc�s?

Com todo o respeito, senhor, � preciso embaralhar as cartas e d�-las novamente.

Embaralhar e dar as cartas? De jeito nenhum, Iba�ez.

� preciso jogar fora o baralho inteiro e recome�ar do zero!

J� dei a ordem para exilar todos os respons�veis.

N�o os quero aqui.

Dei a ordem a Aldana.

Eles ser�o enviados para Lagerenza ou para o Chaco.

Qualquer lugar, menos aqui. Eles que fritem no deserto.

Est� bem, senhor.

N�o sei como vamos conseguir sozinhos,

se vai mandar metade da pol�cia para o deserto.

J� tenho carta branca, soldado.

Todos voc�s est�o abaixo de mim. Acima de mim, s� o presidente.

Vamos formar uma nova pol�cia.

Agora � hora de recrutar.

E eu sei por onde come�ar.

PRIS�O MILITAR VI�AS CU�

Alto! Quem est� a�?

Aonde voc�s dois pensam que v�o?

Mais respeito! N�o v� que est� falando com o novo ministro da SENAD?

�timo! Agora o ministro � um milico velho.

Iba�ez, apresento a voc� o pior sargento de todos os tempos

e o melhor amigo que j� tive.

O instrutor de comando Fari�a.

-Agente Iba�ez. -Fari�a.

Muito prazer. N�o precisa ser t�o ranzinza.

O Fari�a vai nos ajudar a recrutar.

Aqui, n�o importa se s�o veteranos, novatos ou de outro planeta.

O que importa � que sejam gente boa.

Entendido, Fari�a? Gente leal.

-Detento Gorostiaga. -Coronel.

Descansar.

Qual � seu problema com o agente Iba�ez?

N�o tenho problemas com o agente Iba�ez, coronel.

Apesar de ele ter sido respons�vel pela intelig�ncia

em uma opera��o vergonhosa,

da qual infelizmente participei.

Fora isso, n�o tenho problemas com o Iba�ez.

Sim, aquela opera��o foi vergonhosa para todos n�s.

Por isso estamos aqui.

Eu estou aqui porque quebrei a cara do tenente-coronel Ortiz.

Voc� tamb�m quebrou a cara dele?

N�o seja engra�adinho, Gorostiaga. Tenha respeito, porra.

Sua ficha diz que voc� n�o � um mau soldado.

Pelo contr�rio, se formou na academia com louvor.

Instru�do pelo Ex�rcito Americano,

certificado pelos Navy SEALs,

estudou no Brasil, na Bol�via e na Col�mbia.

Parece que seu �nico problema � lidar com autoridade.

De soldado para soldado, e com todo o respeito, coronel,

quando os que est�o no comando perdem a vergonha,

a tend�ncia � perder o respeito pela autoridade.

Essa n�o � uma atitude apropriada para um militar.

E � por isso que escolhemos voc�.

Posso saber para que exatamente me escolheu, coronel?

Voc� gosta de ser sacaneado

pelos traficantes de merda, que sacaneiam voc� h� tempos?

N�o est� cansado de perder tantas vezes?

Ou voc� s� tem coragem de bater em um superior in�til?

Para isso, n�o � preciso ser corajoso nem inteligente.

N�o � quest�o de coragem.

� saber discernir o que � correto.

E enquanto algu�m desrespeitar

a mim ou a um membro da minha unidade,

n�o hesitarei em quebrar de novo a cara de um superior.

Est� louco?

Eu sou mais louco que voc�.

Agrade�a por eu n�o te dar uma li��o agora mesmo.

N�o confia em ningu�m? Qual � o seu problema?

Coronel, s� confio em quem fala comigo de frente,

como o senhor est� fazendo agora.

O resto para mim nem � gente.

Essa � exatamente a atitude que procuro.

Voc� vai trabalhar lado a lado com o Iba�ez.

V�o criar uma nova unidade de opera��es especiais,

e voc� estar� � frente dela.

"Todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo."

"Porque est� escrito:

Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrar� a mim,

e toda a l�ngua confessar� a Deus.

De maneira que cada um de n�s dar� conta de si mesmo a Deus."

-A palavra de Deus. -Louvamos a Ti, Senhor.

Angelita, quero que saiba que sempre estarei ao seu lado

e que nada faltar� � sua fam�lia.

Minha fam�lia est� morta e enterrada.

Agora, eles s� precisam de paz.

Vamos fingir que essa foi a �nica sujeira que voc� jogou na minha fam�lia.

N�o � minha culpa que tenham morrido,

mas sim que n�o estejam vivos.

N�o tente me enganar, Salcedo, Sei como as coisas s�o de verdade.

N�o quero que fique sozinha. Isso n�o seria bom para ningu�m.

Pe�o � Virgem Maria que d� ju�zo a voc�...

e que voc� finalmente encontre o caminho certo.

Gosto do caf� puro e sem a��car.

Parceiro, esse nosso chefe � um garanh�o!

Os corpos do Assad e do filho dele ainda nem esfriaram,

e o cara j� est� metendo na vi�va.

Por isso sempre digo, parceiro.

As mulheres n�o s�o seres humanos.

Voc� tem que ficar de olho aberto,

ter muito cuidado,

sen�o elas te largam e logo est�o com outro cara.

Tenho muita experi�ncia com mulheres.

A� vem o chefe.

Voc� est� fora, cara! V� para casa, amig�o.

Fari�a, esses quatro caras que voc� trouxe s�o in�teis.

Eu os encontrei em cinco minutos. S�o um bando de amadores.

Isso � tudo que tem, ou tem algum candidato s�rio?

Quatro? Eu escolhi cinco.

Cinco?

L� est� o quinto. Deixou esse escapar, amigo.

Soldado, levante-se e apresente-se!

O que foi, soldado? Fala espanhol?

Ele est� mandando vir aqui!

Ele entende espanhol, mas � melhor falar com ele em guarani.

Permiss�o para falar, Senhor!

-Franco-atirador Chamorro, ao seu dispor! -Muito bem, Chamorro.

Soldado, apresente-se!

Sargento Ayala, capit�o!

Mas meus camaradas me chamam de "Tremelique"!

Como consegue atirar, Tremelique?

Todos me perguntam isso, capit�o.

A tremedeira some assim que ponho o dedo no gatilho.

Ent�o voc� tem um problema, soldado.

Apenas um inc�modo, senhor.

� um bom soldado. � louco, mas � o melhor que temos.

� vontade, Tremelique.

-Este vir� conosco, Fari�a. -Sim, senhor.

Fari�a, quem � aquele?

Russo, venha aqui.

Ele parece ter alguns parafusos a menos.

Russo, mostre ao capit�o.

Confie em mim, capit�o. Vamos precisar desse.

Esse louro � incr�vel!

Posso continuar, sargento?

Ele � forte!

SENAD - ASSUN��O

-Gorostiaga. -Que foi?

Sua equipe n�o parece muito disciplinada.

Esses novos caras que voc� trouxe, por exemplo.

O que sabe sobre eles?

S�o jovens, rec�m-graduados

e n�o est�o contaminados.

Al�m do mais, s�o muito bem recomendados.

O �nico que eu j� conhecia antes � o Esp�nola.

O que � isto?

Encontrei algo importante.

Achei que tinha sido claro

quando pedi as transcri��es a voc�.

Tr�s c�pias de cada.

Eu s� queria economizar tempo e papel.

Essas informa��es s�o muito importantes.

Escute, senhorita...

Eu entendo. � sua primeira semana aqui.

Mas j� � hora de algu�m explicar a voc� como as coisas funcionam aqui.

Aquele ali � o Iba�ez.

Ele � nosso chefe. Ele me d� uma ordem, e eu obede�o.

Porque ele � meu superior. O mesmo vale para voc�.

Quando dou uma ordem, deve segui-la imediatamente.

Porque estou acima de voc�.

Entendido?

Posso falar um minuto com o senhor?

Sim.

N�o ouviu o que mandei voc� fazer?

Sou a agente Jara. Tenho algo a informar ao senhor.

Betty, n�o �?

Bem, Betty, vejo que voc� n�o est� acostumada com uma cadeia de comando.

Sinto informar que aqui na SENAD tudo passa pela cadeia de comando.

-Achei que j� t�nhamos falado sobre isso. -Sim, senhor.

Entendo perfeitamente.

No entanto, o senhor tamb�m disse que, se a informa��o fosse urgente,

o senhor preferia receb�-la o quanto antes.

O que seria t�o urgente que n�o possa passar por mim antes?

Vejamos. Fui encarregada de traduzir as palavras

que sejam diferentes em significado e uso,

ou seja, uma express�o pode ter v�rios significados,

dependendo de quem se est� falando e para quem.

Faltam algumas c�pias.

Nestas grava��es, encontrei express�es e g�rias

que, dependendo da origem, podem significar

coisas totalmente diferentes.

Traduzi do guarani, do portugu�s e do portunhol.

Anotei todos os significados poss�veis,

-reconstitu� partes de falas que... -Agente.

...estavam inaud�veis

-e encontrei uma informa��o... -Agente.

...que parece ser importante o bastante.

V� fazer o seu trabalho.

-� uma ordem. -Juan, cale a boca por um segundo.

Betty, sem rodeios, qual � a informa��o?

Daqui a duas noites, todos os telefones que t�nhamos grampeado

se reunir�o em um mesmo lugar.

Todos no ch�o!

No ch�o, porra!

No ch�o! Limpo!

Limpo!

Tudo limpo!

�ltimo c�modo!

Impressionante. Um trabalho meticuloso e organizado.

Deveria haver mais mulheres no minist�rio.

Deram as coordenadas do encontro?

Quantas l�nguas voc� fala? Seis? Sete?

N�o entendo por que todos se encontrariam.

Como aprendeu tantas l�nguas?

-Eles falaram de algum informante? -Posso pedir uma coisa?

Um de cada vez, por favor.

Eles se encontrar�o no rancho do Assad.

Falo cinco idiomas, mas consigo entender oito.

Parece que ser� um casamento.

N�o acho que seria da vi�va, pois ainda est� de luto.

Tive que aprender, senhor, sen�o ficava por fora de tudo.

E n�o, Iba�ez, n�o mencionaram nenhum informante.

Por que aceitou este emprego?

Na verdade, me candidatei para um emprego nas Na��es Unidas,

mas eles ainda n�o me ligaram.

Preciso trabalhar,

meus pais n�o s�o mais vivos, e eu moro com meu av� doente.

N�o tive escolha.

Betty, sabe quem est� falando? Com quem ele est� falando?

N�o.

N�o consigo saber s� pelas vozes.

Seria �timo poder relacionar

tudo que escuto aos rostos deles.

Assim eu conseguiria ligar todas as conversas.

Posso fazer uma pergunta?

E se mand�ssemos algu�m para esse casamento?

Eu pensei: � um casamento.

Em todo casamento, h� convidados.

Talvez os senhores pudessem se passar por convidados.

E eu poderia ir tamb�m.

S� assim poderei entender as grava��es.

Preciso ver os rostos para lig�-los �s vozes.

-Estou certa de que isso funcionar�. -Betty.

Estamos muito orgulhosos do seu trabalho aqui,

mas esse seria um trabalho para agentes de campo.

N�o para uma analista.

Mas � um casamento.

As pessoas v�o a casamentos acompanhadas, n�o � mesmo?

Preferiria ir sozinho?

Se eu for como sua acompanhante, poupar�amos muito tempo.

Est� completamente louco, Iba�ez.

De jeito nenhum. � um risco desnecess�rio.

� arriscado, como tudo que fazemos aqui.

Poder�amos obter muitas informa��es.

Poupar�amos muito tempo.

N�o posso ter uma civil sob meu comando.

Ela n�o � treinada nem agente de campo.

N�o posso me responsabilizar pelo que possa acontecer.

N�o sei por que estamos perdendo tempo discutindo por isso.

Voc� nem sequer tem um plano para entrarmos l�, n�o �?

Tenho um plano, sim.

A Betty j� descobriu quem vai tocar no casamento.

Adivinhe quem vai tocar.

Ei, babacas!

V�o � puta que os pariu!

N�o posso ensaiar assim!

Seus idiotas, n�o est�o no tom! Qual � o problema de voc�s?

Voc�, amig�o, largue os sandu�ches, palha�o!

Vamos! Se tocarmos assim ao vivo, v�o nos matar!

Eu sou Roberto Vallejos! Toquem melhor, seus idiotas de merda!

S�o s� tr�s acordes, porra!

Vou fazer um intervalo. Quando voltar,

� melhor tocarem direito!

E nada de erros, ouviram?

Ouviu, idiota? Acorde, seu filho da puta!

Est� olhando o que, seu cuz�o?

Tome. Enfie isto no cu para ver se acorda.

S�o um bando de retardados.

Vou demitir esses merdas e arrumar outra banda.

Roberto Vallejos sou eu e minha m�sica, porra.

Cad� meus baseados? Eu tinha guardado um monte aqui.

Achei que voc� fosse policial.

N�o.

Voc� me assustou. Quer?

Agente especial Iba�ez, Narc�ticos.

Este � o capit�o Gorostiaga, Opera��es Especiais.

Oi.

Sr. Vallejos, sou um grande f� seu.

-� mesmo? -N�o, nem a pau.

TODOS OS S�BADOS FESTA COM ROBERTO VALLEJOS

Isto � medicinal.

Vai sair, querida?

J� disse que � s� trabalho, vov�.

O senhor � muito ciumento.

Tamb�m era assim com minha m�e?

Sim, eu metia um baita medo no seu pai.

Quando ele ligava e eu atendia, ele desligava imediatamente.

Ele tinha medo de mim.

N�o gosto que voc� trabalhe � noite, querida.

O que tem feito?

O �nico trabalho noturno que conhe�o � de...

Chega, vov�. O senhor n�o sabe de nada.

J� disse que vou a um casamento.

Vou com um colega de trabalho. A prima dele vai se casar.

Assim como no seu tempo,

os rapazes continuam chamando as mo�as para irem a casamentos.

Vai sair com seu chefe?

Se ele for casado, vai enrolar voc�.

Vai dizer que vai largar a fam�lia por voc�.

Vov�!

N�o v� se meter em encrenca, querida.

Deixe disso.

Chega, vov�.

Sabe muito bem que n�o estou namorando meu chefe nem ningu�m.

Tamb�m sabe que, caso eu me case

e tenha um milh�o de filhos, o senhor vai morar comigo.

Cuidado, querida.

N�o se preocupe. N�o vou me meter em encrenca.

Boa noite, meninas.

Est�o se divertindo? Obrigado.

Com licen�a, chefe. Como vai?

Os convidados est�o chegando, e eu quero saber

se voc� quer uma aten��o especial para algum deles.

Capote, relaxe. Divirta-se, beba rum,

pegue uma garota, sei l�.

Cheire umas carreiras. Fa�a o que quiser.

� uma festa.

Obrigado, chefe. Um brinde para o senhor.

Com licen�a.

N�o sei como ainda deixa esse dedo-duro vivo.

O filho da puta tem sorte de estar vivo.

Nunca deixe que ele saiba o que voc� realmente pensa.

N�o h� motivo para mat�-lo.

� melhor darmos sentido � vida dele.

Onde est� sua mulher?

M�e, por favor, n�o quero fazer isso.

Prefiro me matar.

Se matar, Mar�a Jos�?

Eles mataram seu pai e seu irm�o. Levaram tudo que era nosso.

Escute bem. Sempre que abrir suas pernas,

s� quero que pense em uma coisa: vingan�a.

Porque est� escrito: "Sangue se paga com sangue."

Achei que voc� tinha voltado atr�s nisso.

N�o sabia que t�nhamos essa op��o.

Voc� cheira t�o bem, gata...

N�o acredito no que est� fazendo comigo.

N�o s� minha vida est� em risco, mas tamb�m minha reputa��o.

Sou Roberto Vallejos, argentino com orgulho.

N�o acredito nisto. Voc� est� completamente louco.

N�o pode me dar qualquer mulher para se passar por minha namorada.

N�o, cara. Voc� est� enganado.

Olhe para este lugar.

Nem imagino que tipo de mulher mora a�.

Voc� me ferrou feio.

Vou sair nas capas de todos os jornais...

Por favor, cale a porra da boca.

-Quer? -Sim.

O que est� fazendo? Ficou louco?

-Roberto Vallejos, em carne e osso. -Sim.

Ouvi muitas coisas de voc�.

Sim, escuto muito isso.

Talvez por causa dos meus sucessos.

Sim, ouvi as grava��es.

Sempre falando com seus amigos,

comprando drogas o tempo todo...

Foi o que eu disse ao Iba�ez e ao Gorostiaga:

"Todos dizem que o Roberto Vallejos fuma a melhor erva do pa�s."

Tamb�m escuto muito isso.

Pode tirar uma foto nossa?

� melhor uma selfie.

-Obrigada. -De nada.

Ent�o voc� gosta de c�mbia? Legal! Betty, n�o �?

Pare de fingir, Gorostiaga. Voc� sabe meu nome.

Mas n�o sabe nada sobre mim.

Coloque isto.

Betty, o que est� fazendo aqui? Isto � muito perigoso.

� uma miss�o de intelig�ncia, Gorostiaga.

-Intelig�ncia? -Certo?

Certo. Coloque estes �culos. Vai parecer inteligente.

T�m uma c�mera no meio.

Tudo que voc� vir, n�s veremos. Entendeu?

Certo. Terei cuidado ao olhar.

Sim. Tente n�o olhar para mim o tempo todo.

Sei que fico bonito com este terno, mas controle-se.

D� para ver que � alugado.

Cuidado.

Entrem.

Salcedo, meu querido!

Meu artista favorito.

-Est� bonit�o! -Obrigado.

Senhora, como vai? Muito prazer.

Roberto Vallejos, argentino com orgulho.

A Betty �...

-Namorada dele. Faz pouco tempo. -Isso, sim.

Como vai? Muito prazer.

O prazer � meu. A senhorita � muito cheirosa.

Como vai?

Ent�o, vai cantar para n�s ou n�o?

V� l� cantar e dan�ar. Se quiser, tomo conta desta belezura.

N�o precisa. Adoro festas.

Principalmente quando n�o conhe�o ningu�m.

Sabe-se l� como vai terminar.

Amor, cante uma para mim, est� bem?

Com licen�a.

Voc� � um cara de sorte.

Se aquela mulher cozinhar como anda,

eu poderia com�-la toda.

Esse � o An�bal. Eu o reconheci das grava��es.

Acho que ele trabalha na regi�o do Chaco.

Para ser sincera, ainda n�o tenho certeza.

Esse � o Pequeno Braulio. Achei que fosse mais alto.

Ele e o Salcedo se odeiam,

mas eles precisam um do outro.

Me diga uma coisa, Salcedo.

Agora que voc� se casou com a filha do Assad,

isso quer dizer que as pistas de pouso s�o suas?

Isso n�o est� me cheirando bem.

Pequeno Braulio, chame do que quiser,

mas s� posso dizer que, de agora em diante,

a sua fam�lia e a minha far�o melhores neg�cios

do que nossos pais fizeram.

Espere um pouco, Salcedo.

Tudo que eu pagava ao Assad,

agora preciso pagar a voc�?

Ficou louco?

Eu estava pensando em um novo modelo de neg�cio.

De agora em diante,

50% de tudo que passar por minhas pistas ser� meu.

Est� louco?

� isso, ou pousar no Aeroporto Silvio Pettirossi.

Todos esses caras que voc�s est�o vendo

est�o lutando uns contra os outros

para ver quem ser� o novo mestre dos c�us.

Estou dizendo, o Salcedo j� ganhou.

Sabem o que mais me incomoda?

O Salcedo nos deixou v�-las, como se n�o se importasse.

Por qu�?

Ele nos acha t�o in�teis assim, para n�o se importar com o que sabemos?

Festa bonita, n�o?

Muito boa, senhor. Parab�ns.

Obrigado.

Ent�o, voc� trabalha para Roberto?

Sim, o Sr. Roberto � meu chefe.

Que bom. N�o gostaria de mudar de chefe?

Digo, trabalhar comigo.

Sua oferta � muito generosa,

mas gosto muito do Sr. Vallejos.

Ele � um bom chefe.

N�o estou falando de Vallejos, seu babaca.

Estou falando do ministro Fern�ndez.

Tenho uma lista enorme de gente que trabalha infiltrada para mim.

E eu pago muito dinheiro a eles.

� garantido.

Vou dar um n�mero de celular a voc�,

caso esteja interessado em entrar no esquema.

Repito, � uma oferta generosa,

mas comigo, n�o rola, parceiro.

Quer saber de uma coisa?

Eu respeito muito

os homens de muita coragem.

N�o s�o como esses frouxos.

Gosto de quem fala na cara.

Javier, vai tirar as fotos?

Sim, meu amor. O que voc� quiser. Venha aqui.

At� mais, bigode.

Posso ter um minuto da sua aten��o?

Quero dizer algumas palavras.

Quero fazer um brinde. Vejo muito amor nos rostos de todos!

Ergam as ta�as!

-Viva o casal! -Viva o casal!

Som na caixa!

Nosso disfarce j� era. Vamos dar o fora.

Naquele momento, n�o tivemos escolha a n�o ser abortar a miss�o e ir embora.

Bem, pelo menos identificamos todos,

o que ser� de alguma ajuda.

Ser� de grande ajuda.

O Salcedo entregou o pr�prio disfarce.

N�o sabia que precis�vamos dos rostos para lig�-los �s vozes.

Um deles � o Santana,

nosso informante, mas n�o podemos confiar nele.

Como o Gorostiaga disse,

eles n�o est�o nem a� para o que sabemos ou n�o.

Sabem por qu�?

Porque nunca demos duro neles.

Mas agora, vamos dar duro neles.

Agora que sabemos quem � quem,

nossa corajosa agente Betty decifrar�

o restante das grava��es,

e assim que tivermos todas as informa��es necess�rias,

vamos chutar a bunda do Javier Salcedo com tanta for�a

que at� os netos deles n�o v�o conseguir se sentar direito.

-Opera��o confirmada. -Entendido.

FOR�A A�REA PARAGUAIA

Caminh�o chegando.

Sinal verde.

-No ch�o! -Todos no ch�o!

Chefe, est� tudo bem?

Posso ajudar com alguma coisa?

Voc� pode me ajudar

de 141 milh�es de maneiras diferentes, irm�o.

O que foi, chefe? Por que est� fazendo isso comigo?

O que houve?

-N�o entendo. -Sente-se, cale a boca e escute.

Quero saber algo importante.

Quais s�o os n�meros dos telefones que voc�s grampearam?

Tamb�m quero saber se eles j� decifraram os c�digos ou n�o.

N�o sei do que est� falando, chefe.

Juro que n�o sei.

Ora, quer que eu me irrite com voc�?

-N�o, chefe. -Voc� quer me irritar.

N�o, chefe.

J� sei que voc� � um dedo-duro que trabalha para a SENAD.

Na verdade, j� sei h� um bom tempo

que voc� trabalha para a SENAD.

S� queria ver at� onde isso iria.

Veja, � bem simples.

Tem algo que ainda n�o entendi.

Se voc� n�o sabia dos carregamentos, como a SENAD soube?

Responda.

N�o sei, chefe.

N�o sei muita coisa.

Eu juro.

Trabalho para eles como informante,

mas faz muito tempo que n�o entro em contato com eles.

Dante, por favor!

Juro que n�o tive nada a ver com isso.

Sou fam�lia...

Sou da fam�lia!

� mesmo uma pena,

porque eu realmente gostava de voc�.

Calma.

Sua vida vale pouco para mim.

Por favor.

Voc� � como um cordeiro.

"Mil cair�o ao teu lado, e dez mil, � tua direita..."

Em nome de Cristo...

Bom dia, sogrinha.

Leite?

N�o sabia que voc� estava em casa.

N�o ouvi voc� chegar.

Cheguei tarde.

Que foi?

Algum problema?

Um homem n�o pode mais passar a noite

com a esposa na sua pr�pria casa?

Vai ficar para jantar?

N�o se preocupe, sogrinha.

Vou passar uns dias fora.

Tem um carregamento chegando

por via a�rea.

S�o um bando de idiotas,

filhos da puta.

Vou demitir o rabo deles.

Puta que pariu... Qu�?

N�o... Desculpe, n�o sabia que era o senhor.

Parado! Largue a arma!

-M�os para cima, caralho! -Largue!

Largue a arma!

M�os para cima! Parado, seu filho da puta!

-Cuidado. -Desculpe.

A cola ainda est� fresca, Gorostiaga.

Que legal! � seu?

O ministro fez tantos desses avi�ezinhos que n�o sabe onde enfi�-los.

N�o acho que seja por isso.

Acho que ele est� muito agradecido pelo seu trabalho,

e essa � a forma de ele dizer "obrigado".

-Voc� acha? -Acho.

Acho que voc�s fazem todo o trabalho.

N�o, s� estamos lutando por a�.

� a �nica coisa que sabemos fazer.

O que voc� faz, as informa��es que nos d�...

Sem isso, somos completamente cegos.

Obrigada, Gorostiaga.

Mesmo assim,

acho que n�o fa�o o suficiente.

Acho que todo mundo acha isso, n�o?

De toda forma, obrigada.

Falta muito?

Por qu�?

N�o sei. Se voc� sair daqui a pouco e eu tamb�m estiver de sa�da,

posso acompanh�-la at� em casa. Est� muito tarde.

N�o se preocupe, sempre volto sozinha para casa.

N�o tem problema.

�, eu percebi.

Voc� sempre anda sozinha, e eu quero ir com voc�.

Tudo bem?

Bem, sim.

-Vou pegar meu casaco. -Est� bem.

O que houve, Iba�ez?

Agora?

N�o pode esperar at� amanh�, amigo?

De manh� cedo?

Tudo bem.

Estarei a� em 15 minutos, Iba�ez.

Betty...

Pode ir. N�o se preocupe comigo.

Ainda preciso esperar a cola do aeromodelo secar.

Pode ir. Tudo bem.

Tchau.

Aquilo que voc� disse,

que �s vezes acha que n�o faz

-o suficiente aqui... -O que tem?

N�o sei, me lembrou de algo que meu av� dizia.

Ele n�o era um homem religioso,

e o mais pr�ximo de uma prece

que j� o ouvi dizer...

Ele a repetia, e ela ficou na minha cabe�a.

Ele dizia...

"Sou uma parte pequena do universo,

mas o universo fica incompleto sem mim."

Boa noite, Betty.

O que houve com voc�, querida?

-Voc� est� bem? -Sim, vov�. � que o senhor me assustou.

O que � esse avi�o?

� s� algo do trabalho. Melhor nem perguntar.

Sim, mas...

Argentino com muito orgulho! E a�, tigr�o?

-Belo cabelo. -Solte.

Pare. N�o estou para brincadeiras.

O que houve?

Eu o chamei aqui porque tem algu�m querendo falar com voc�.

Quem?

N�o estou gostando nada disso, Iba�ez.

Pare! Guarde isso, ot�rio!

Esconda isso!

Acha mesmo que eu chamaria voc� para mat�-lo?

Est� louco! Eu trabalho aqui, irm�o.

-Vindo de voc�, esperamos de tudo. -N�o aqui.

Pare.

Querem falar s� com ele.

Se acontecer algo com meu parceiro, a culpa ser� sua.

Sabe por que meu marido e meu filho est�o mortos?

Sra. Assad, o que faz aqui?

Meu marido e meu filho est�o mortos porque mexeram com esses filhos da puta.

Ent�o por que nos chamou?

Meu marido estava convencido de que essas pessoas

eram capazes de tudo, contanto que usassem nossas pistas de pouso.

E quer saber? Meu marido estava errado.

E agora, meu filho est� morto.

Senhora, lamento muito sua perda.

H� um carregamento a caminho.

Um carregamento muito importante.

E ele aterrissar� em uma das minhas pistas.

E como posso acreditar na senhora?

Dante � seu genro.

-Que beleza de genro, n�o? -Sim, uma beleza.

Est� bem, n�o acredite em mim. V� fazer o seu trabalho.

Claro. Deixe comigo.

Senhores, um brinde � nova SENAD.

-� nova SENAD! -� nova SENAD!

Fari�a, quantos eram?

No galp�o, eram mais ou menos oito.

-E quantos de voc�s? -Cinco.

Vou explicar uma coisa. Quando um traficante � pego no flagrante,

ele se borra todo. Ningu�m quer morrer, nem mesmo n�s.

N�o estou inventando isso.

O que voc� diz, Betty?

N�o sei, Gorostiaga.

Eu acho que a Morte sorri para n�s todos os dias,

e o m�nimo que podemos fazer � sorrir de volta.

Do que est� falando, Betty?

Me diga voc�. Estava escrito no seu Facebook.

Que profundo, Gorostiaga!

-Ol�. -Ol�.

Um brinde ao ministro Fern�ndez.

Fari�a, o que significa isso?

Bebendo no trabalho?

N�o fa�a isso, amigo.

Conhe�o o ministro h� 20 anos.

Ele sempre estraga as festas.

N�o gosto de comemorar antes da hora.

Ainda falta muito.

N�o temos tempo para festas.

Sentem-se.

Ministro, o Gorostiaga e eu recebemos informa��es

sobre um carregamento importante

que chegaria por via a�rea entre amanh� e 24 de outubro.

Sabemos onde ele aterrissar�?

De acordo com nosso informante,

ser� em uma das pistas do Assad.

Sabemos que s�o dez pistas

que pertencem ao Assad.

Bem, agora, � vi�va dele.

Estas tr�s est�o inundadas. Ent�o podemos descart�-las.

Restaram apenas estas: Vakareta, Laguna Tuerta,

Old John, Villa Emilia, Toro Rey, Kuarahy e Poncho Azul.

A quest�o � que as pistas ficam

a v�rios quil�metros umas das outras.

E a �nica maneira de entrar nelas e realmente

ficar de olho nelas � pela floresta, bem aqui.

Al�m disso, devemos levar em conta

que os pilotos, quando aterrissam, costumam deixar o motor ligado.

�s vezes desligam, mas, de toda forma,

carregam e descarregam em quest�o de minutos.

Se n�o soubermos exatamente a hora e o local de aterrissagem,

ser� imposs�vel peg�-los.

A n�o ser que esses c�digos sejam decifrados.

Ainda estamos trabalhando nisso.

Eles mudaram os telefones, Gorostiaga.

Mas estamos trabalhando nisso dia e noite.

A Betty e os rapazes grampear�o todos os telefones deles.

Sim, senhor. � quest�o de tempo.

Espero que sim,

porque, neste momento, estamos �s cegas,

e o que quer que esteja acontecendo,

est� acontecendo agora.

Veja, Gorostiaga, o que eu fa�o

n�o � t�o simples e b�sico quanto pegar uma arma,

apontar e atirar.

Nem mesmo o piloto sabe onde vai aterrissar.

Minutos antes, ele recebe uma mensagem,

sempre cifrada.

Aqui, cruzamos todas as mensagens.

O c�digo est� sempre mudando. Nunca viram as mesmas coisas duas vezes.

Ou seja?

Ou seja, n�o poderemos interceptar o carregamento a tempo.

S�o sete pistas. Podemos tentar eliminar o m�ximo que pudermos.

Como isso seria poss�vel?

Estas ficam no meio de planta��es.

� verdade. H� pelo menos 400 hectares

de planta��o de maconha l�, ministro.

Exatamente.

E se formos at� l� e atearmos fogo nelas?

Entre a fuma�a e nossa presen�a na �rea,

essas tr�s pistas ser�o desativadas.

Ent�o s� nos restam Vakareta,

Laguna Tuerta, Poncho Azul e Old John.

Restaram quatro. Isto � mata cerrada.

Posso ir para l� com a minha unidade

e aguardar ordens.

Ent�o, a Betty vai decifrar os c�digos necess�rios,

e voc� aguardar� ordens, Gorostiaga.

-Certo, Betty? -Claro, ministro.

O que houve, Esp�nola?

-Entre. -Esp�nola, o que houve?

Mandaram isto para o senhor, ministro.

O que � isso?

-Puta que pariu! -Puta merda!

Fari�a, ateie fogo nas planta��es imediatamente!

Gorostiaga, prepare-se para movimentar suas tropas.

Sim, senhor.

E voc�, Iba�ez, traga o nome dessa pista de pouso.

Sim, senhor.

DESTACAMENTO - ZONA VERMELHA

Merda, que calor faz aqui � noite!

Parece que a primeira noite � sempre a pior.

N�o, Tremelique. Aqui, todas as noites s�o assim.

-Porra, Russo! -Russinho.

-O que foi? -Estou com fome.

Russo, sorte sua que eu trouxe isto

para dar um pouco de sabor ao que voc� est� cozinhando.

Tome, Russo.

Assim, n�o, imbecil.

Precisa p�r a�.

Est� sentindo o cheiro?

Fede a banheiro p�blico.

-Puta merda, Chamorro! -Quem fede � voc�, caralho!

Como est� tudo em Vakareta, Chamorro?

S� chuva dourada, capit�o.

Est� cheirando o qu�?

Porra...

-Russo, faz pezinho. -O qu�?

Pezinho.

N�o sabe o que � pezinho?

Vou mostrar.

Olhe para mim.

Russo, olhe para mim.

Voc� faz assim com as m�os, eu ponho meu p� a�,

voc� me levanta,

e eu subo.

Pezinho.

N�o seria "m�ozinha"?

Ande.

Porra, Russo!

Que merda voc� est� fazendo? Me subiu ao contr�rio!

Russo!

Voc� me subiu errado!

-Russo! -Dane-se voc�. Tchau.

Comando, aqui � a base. Na escuta?

Base, aqui � o comando. Positivo.

Est� tudo quieto aqui.

Estou no aguardo das informa��es.

E...

Muito obrigado por todo o trabalho

que est�o fazendo a�. C�mbio.

Recebido, comando. Por aqui, sem novidades,

mas muito agradecido pelo trabalho de voc�s tamb�m.

C�mbio e desligo.

Eram eles, n�o?

Eles est�o bem?

Eles est�o bem. V� para casa. Terminamos isto amanh�, certo?

Eles est�o l�. O m�nimo que podemos fazer � estar aqui para eles.

Puta merda! Esse Gorostiaga...

Dizem que os feios s�o os mais sortudos.

Chamorro, de onde voc� �?

-De Pilar, capit�o. -� mesmo?

� onde nasce o povo mais lindo do Paraguai.

Ent�o voc� nasceu na cidade errada, Chamorro.

Sim, claro. O bonit�o.

Miss Pilar.

N�o ligue para isso.

Me diga. Onde aprendeu a se esconder? Em Pilar?

Vou contar s� para o senhor, capit�o,

porque tem boi na linha.

Meu av� uma vez me contou

a hist�ria da Guerra do Chaco.

Ele foi chefe de uma patrulha de observa��o no fronte.

Meu av� era um homem s�bio

e sabia se esconder.

Matava on�as, javalis... Sabia seguir cheiros.

Foi assim que ele me ensinou a ca�ar on�as.

"Ca�ar on�as"?

Sim, capit�o.

Ele encharcava as roupas com mijo de vaca,

porque a on�a come qualquer coisa que consegue encontrar.

"As on�as s�o espertas, filho," ele me dizia,

"porque conseguem sentir o cheiro de qualquer coisa a grandes dist�ncias...

e � pelo cheiro que sabem o que h� no seu caminho.

Sabem se � uma pessoa ou uma barata.

Para mat�-la, � preciso subir em uma �rvore muito alta,

e, l� de cima, esperar e observar seus movimentos.

E, quando ela se aproxima...

devagarzinho...

� a� que voc� d� um tiro

bem no meio dos olhos."

Adeus, on�a.

Por isso ningu�m consegue me encontrar t�o facilmente, capit�o.

Ent�o voc� � ca�a e ca�ador ao mesmo tempo.

Isso mesmo, capit�o.

Ent�o a chuva dourada � de fam�lia.

Porra, Tremelique!

Capit�o.

Quando � o casamento?

Que casamento? De quem?

Meu?

N�o, soldado, n�o sou disso.

Nem mesmo com a braba, capit�o?

A que gosta de quebra-cabe�as?

N�o sei do que est�o falando.

Para mim, est�o falando grego.

� �bvio que ela gosta do senhor.

Sabe de uma coisa, capit�o?

Os olhos dela t�m formato de cora��o, como aquele emoji do WhatsApp.

S�rio?

-Eu falei! Me deve 100 mil. -Que nada, idiota.

Seus filhos da puta!

E voc�, Russo? Tem namorada?

N�o, capit�o.

Mora com a fam�lia?

N�o, moro sozinho.

E seus pais?

Morreram quando eu era crian�a.

Os meus tamb�m, soldado.

Como acabou nas Opera��es Especiais?

Foi gra�as ao sargento Fari�a.

Ele era o melhor amigo da minha m�e

e me adotou depois do acidente.

Foi assim que cheguei at� aqui.

O Fari�a � um grande homem.

Capit�o...

falando s�rio,

acho que a Betty gosta da sua pele.

Seus idiotas!

Bem, vou vigiar primeiro.

Descansem. Amanh� ser� um dia cheio.

-Boa noite. -Boa noite.

Russo!

Mijo de vaca para ca�ar on�as,

e mijo humano para ca�ar outras coisas.

Base, aqui � o Gorostiaga testando os comunicadores.

Recebido.

Boa noite, pessoal.

Cara, uma esmola para me ajudar?

Palha�o.

O que houve, amigo?

Os p�ssaros est�o distraindo voc�?

Pare de brincadeiras, cara.

Sabe como � na floresta.

Quanto maior o sil�ncio, mais perigosa ela �.

Calma, amigo. Vamos dar um jeito nisso.

Deixem tudo.

Voltem para suas casas...

suas fam�lias...

e saibam que contam com meu apoio e considera��o.

Ficarei aqui

para continuar com a opera��o.

V�o.

Voc� n�o tem culpa da morte dele.

Se eu n�o tenho culpa,

ent�o quem tem?

Ele estava na academia, e eu fui procur�-lo.

Ele tinha cumprido com seu dever, j� estava descansando.

Eu fui at� l�.

Voc� devolveu a vida para o Ricardo.

Ele era um soldado, precisava viver como tal.

Voc� deu op��es a ele,

e ele escolheu seguir voc�, meu amor.

De que adianta? Ele est� morto agora.

Ele nunca criticaria voc�, Ram�n.

Aqueles traficantes filhos da puta

est�o mudando todas as regras.

Estou com medo, Elvira.

Se algo acontecesse com voc�, eu morreria.

Acha que eu abandonaria voc�

depois de tantos anos?

Nunca, meu amor!

Por que n�o vai dormir, querida?

N�o posso, vov�. Tenho que trabalhar.

Muita gente depende disto.

Est� escalando um time de futebol brasileiro, querida?

Do que est� falando, vov�?

Estou vendo pela lista que est� escrevendo.

Estou falando disto.

O Balu, por exemplo, foi lateral do Cruzeiro por muito tempo.

Era um bom jogador.

E o Ad�lio tamb�m era um craque,

muito habilidoso, mas ningu�m o conhece.

Por qu�? Porque jogava com o Zico.

O Tost�o era centroavante, camisa 9.

Estes dois s�o goleiros, Zetti e Gilmar.

Estes tr�s s�o volantes.

Estes cinco s�o zagueiros.

O Cafu foi um grande lateral.

Por que n�o me disse que gostava de futebol?

-Ministro, bom dia. -Bom dia.

Bom dia, ministro.

Estamos todos aqui.

Falta a Betty.

N�o s� a Betty, ministro.

Perdemos contato com todo o pelot�o.

O Gorostiaga fez uma chamada via SATCOM,

mas caiu de repente.

Eles sumiram do mapa, senhor.

Pronto! O c�digo s�o os nomes!

Meu av� me ajudou.

O c�digo � futebol.

S�o todos nomes de jogadores brasileiros.

Vejam. Balu, Alem�o, Aldair...

-O c�digo est� aqui. -Pode repetir esses nomes?

Sim. Balu, Aldair, Alem�o...

Depois, � Mazinho...

Nesse caso, tem que seguir um padr�o,

a ordem das pistas com algum esquema de futebol.

Pode ser 4-4-2. Este � um t�pico 4-3-3, se observarem aqui.

Aqui seria o lateral-direito, e aqui, o lateral-esquerdo,

a linha defensiva, com os dois zagueiros aqui.

Meio-campistas, meia-direita, meia-esquerda,

e este � o centroavante.

Ent�o o que devemos fazer � prestar aten��o

ao nome de um jogador de futebol em qualquer uma dessas posi��es.

Isso.

Perfeito. Muito bem, agentes.

Como passaremos essa informa��o ao Gorostiaga e seu pelot�o?

O qu�? Por qu�? O que aconteceu?

Eles est�o isolados no meio do nada, sem comunicadores.

Algu�m tem que avisar a eles.

DESTACAMENTO OPERA��O FUMA�A PURA

Calma, companheiros. Deixem-nos passar.

S� est�o indo para suas fazendas.

Essa gente � nossa m�o de obra nas planta��es.

Calma, Tremelique.

Sou eu. Iba�ez.

Est� perdido?

Puta merda! Ainda bem que encontrei voc�.

Algu�m tem que avis�-lo.

Acho que � melhor se n�s contarmos a ele.

Tremelique e eu, como parceiros deles.

O Fari�a era uma on�a. Esses filhos da puta se enganaram.

Significa muito voc� ter vindo

nos avisar, Iba�ez. E obrigado pelas informa��es.

� meu trabalho. Agrade�a a Betty pelas informa��es.

Ent�o voc�s dois fizeram um bom trabalho.

H� alguma confirma��o de que Dante � o assassino?

-Sim. -Sim.

Era Dante quem patrulhava os campos.

Ele mesmo.

Ent�o, este � o plano.

Amanh�, quando recebermos o sinal verde na pista de pouso...

iremos para l�.

Colocarei Tremelique a 200m dali,

e mataremos todos aqueles filhos da puta, sem deixar rastros.

E depois, iremos para casa.

Esse � o plano, Iba�ez.

Se formos fazer isso,

� melhor conseguirmos um bom advogado,

porque iremos todos presos por homic�dio.

FORMA��O 4-3-3

Djalma S.

Verifique. Djalma S.

Djalma Santos. Jogou no Palmeiras.

Era lateral-direito...

mas tamb�m jogava de zagueiro. Merda!

Naquela �poca,

os zagueiros n�o jogavam t�o agressivamente como agora.

Se o c�digo estiver correto,

tem que ser lateral-direito.

Vakareta.

Passe essa informa��o rapidamente e com seguran�a.

Vamos, n�o h� tempo a perder.

Betty!

Est� na escuta? Aqui � a base.

Recebido. Vakareta. C�mbio e desligo.

Capit�o!

Temos permiss�o. Pista Vakareta.

Acordem todos!

Iba�ez! Vamos!

Todos de p�! Agora!

Vamos l�, Iba�ez.

Ol�, Sr. Dante. Vai usar a pista de pouso hoje?

N�o � da sua conta. Volte para sua casa.

Ande, suma daqui!

Vamos! Saia!

Prestem aten��o, todos.

O carregamento est� chegando.

Tr�s caminh�es no campo, cinco ou seis homens armados,

com armas de longo e curto alcance.

Tremelique, d� sua M4 para o Iba�ez.

Esta � a pista.

N�s estamos aqui.

O primeiro caminh�o j� chegou.

Caminh�es 2 e 3. E esta � a casa.

Russo, Chamorro,

venham por aqui e capturem o caminh�o n�mero 1.

Iba�ez, voc� vem comigo. Vamos dar a volta na casa.

Capturaremos os caminh�es 2 e 3.

Tremelique, vigie o per�metro daqui.

-Prontos? -Prontos.

-On�a? -On�a!

-O punho, Iba�ez. -V� se foder, Tremelique!

-On�a! -On�a!

-Est� pronto? -Pronto.

-Parado! Brigada antidrogas! -Parado!

No ch�o, porra!

No ch�o, filhos da puta! J� falei!

Vamos, caralho!

Olhe para mim!

Voc� se lembra de mim?

Dedo-duro leal.

Eu mesmo.

O homem que voc� matou h� alguns dias,

com dois tiros nas costas...

Lembra-se dele, n�o?

Sabe quem era aquele palha�o?

Era meu amigo, o sargento Fari�a!

Voc� � a mesma merda que eu!

Puxe o gatilho!

Voc� � a mesma merda que eu!

Puxe o gatilho!

N�o tem coragem, filho da puta!

Seu covarde in�til!

Quer saber? Voc� tem raz�o. Eu sou um merda.

Mas eu tenho coragem!

Puro, sem a��car.

E seu cachorrinho, vai querer o qu�?

Coisas da casa, Javier, n�o se preocupe.

Al�.

Como?

Onde est� Dante, porra?

O qu�?

N�o, eu vou a�.

O que houve?

O que houve, Javier?

Agora, todos os palha�os est�o aqui.

Voc� n�o tinha que estar

no Aeroporto Pettirossi chupando o pau de um policial?

Senhores, de agora em diante,

eu cuido das pistas de pouso.

Entendido?

Por mim, tudo bem, senhora.

Meu respeito.

EVID�NCIA

FOR�A A�REA PARAGUAIA

QUADRILHA DE TRAFICANTES � PRESA

A SENAD D� UM DURO GOLPE NO NARCOTR�FICO

-Parab�ns, rapazes. -Obrigado, ministro.

Sinto muito por Russo.

� dif�cil acreditar que o Fari�a n�o esteja mais conosco.

N�o, Gorostiaga.

N�s, os loucos e sonhadores, sempre estaremos presentes,

onde quer que estejamos.

Louro, at� meu av� corre mais r�pido que voc�, amigo.

Russo, pezinho.

Quando eu sair daqui, vou te dar uns "punhos".

Gorostiaga...

Betty, o que faz aqui?

� muito perigoso.

Ministro, uma foto por favor? Aqui, com a tropa.

-Uma foto, vamos. -N�o, nada de fotos.

-Vamos, Russo. Pare de chorar. -Esperem por n�s!

Valeu, Russo. Para a c�mera.

Pare.

Querem falar s� com ele.

Se acontecer algo com meu parceiro, a culpa ser� sua.

Se est� esperando alguma piada,

n�o vai rolar.

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