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Original subtitles

N�o.

N�o. N�o! N�o!

Como p�de fazer isso comigo?

� uma pergunta simples, detetive.

Voc� fez esse relat�rio de roubo de motocicleta?

Fiz.

Apesar de saber que a moto n�o havia sido roubada?

Sim.

Eu precisava tirar o garoto das ruas.

Voc� sabia que Yannick Morin testemunharia

contra Charlie Lepire, n�o �?

- Sabia. - Voc�s s�o amigos.

Voc�s s�o amigos, sim ou n�o?

Sim.

Voc� pediu ao detetive Durac n�o depor Morin.

Detetive, ainda n�o acabou.

Escreva o que quiser. Um homic�dio me chama.

O corpo caiu aqui.

H� sangue nas paredes.

Estas pegadas. O assassino cobriu os sapatos.

Come�ou a arrastar aqui.

Estimam mais de 6 milh�es de esqueletos nas Catacumbas.

Reconheceu algu�m?

Meu pai me trouxe aqui quando eu tinha 10 anos.

E isto ainda me assusta.

Ele chegou at� aqui e a largou.

Esta parte � pr�xima ao fluxo de p�blico.

- O lugar ideal para deix�-la. - Como entraram?

Pela sa�da ali. Deve ter arrombado.

A v�tima n�o carrega identidade.

� s� isso que veem.

Boca cor-de-rosa. Ela sufocou com o sangue.

N�o � um jeito divertido.

N�o � mordida de vampiro, nem faca,

mas perfurou a traqueia.

Outra pegada.

Ele pisou no peito dela at� ela sufocar.

A camisa est� desabotoada. Desvirem-na.

Caramba!

Havia v�rios satanistas neste lugar h� um m�s

que usavam marcas como esta.

Voc� parece tenso, Normand.

Ele est� tendo uma mem�ria da inf�ncia.

Voc� lembra os escritos na entrada.

"Pare, aqui come�a o imp�rio da morte."

Isso eles acertaram.

"E, quem diria, o dia terminara bem. Fim."

Que livro engra�ado!

Obrigado a todos por serem bons ouvintes!

Bela hist�ria.

Os pais sabem que voc� � um satanista?

Deixem-me em paz, j� paguei a multa.

Voc� voltou l�?

N�o, e eu s� curtia aquilo pelas garotas.

Voc� conheceu esta?

N�o. Ela n�o parece bem.

Foi encontrada nas catacumbas

perto da entrada que usaram, com esta marca nas costas.

- � uma marca de L�cifer. - Se � o que diz...

Eu coloco a minha marca em todo lugar, algu�m copiou.

Eu juro que n�o tenho ido l�.

- Outras pessoas t�m entrado. - Quem?

N�o sei, eu ia levar uma garota l� na ter�a � noite,

mas vi algu�m saindo.

N�o dei uma boa olhada, mas jogaram algo leve no lixo,

talvez um len�ol.

Este macac�o foi encontrado na lata de lixo.

Mais um dia, e seria reciclado.

Da� devem ter sa�do as pegadas.

Mas por que um macac�o assim para um assassinato?

Prontos? Hora da morte entre 22h e meia-noite de ter�a.

H� vest�gios de estupro. Ela foi penetrada,

mas n�o h� s�men nem res�duo de camisinha.

E tem isto aqui.

O come�o de um calo nos l�bios vaginais.

Algo friccionou no tecido por algumas semanas.

As roupas.

Um n� amarrado na virilha.

Que curioso...

Ela gostava de dor?

Ou algu�m a for�ou a gostar.

Talvez estivesse num relacionamento submisso.

Tudo em rela��o a ela � estranho.

At� a arma do crime.

H� marcas nas v�rtebras de alicate bico de agulha.

Parem de me seguir.

Diga a ele que n�o preciso de prote��o.

Deem a volta no quarteir�o. Voltem em 5 minutos.

N�o posso ficar muito tempo.

Vou resgatar 3 menores de um bordel esta noite.

Freddie, caf�, por favor.

- Voc� e as suas freiras? - �.

Vou com voc�.

� melhor irmos sozinhas.

N�o v�o nos machucar, nem as meninas.

Obrigada.

Preciso de um favor.

Preciso que converse com Ad�le.

Ela n�o me atende.

Esses policiais da Narc�ticos ficam contando hist�rias a ela.

N�o sou mensageira, Jo.

Coloquei algu�m para vigi�-la.

Meus velhos amigos podem us�-la para me atingir.

Obrigada.

"Dan�a da Morte". A morte marca os vivos.

� para um caso?

�, do Cemit�rio dos Inocentes. O cemit�rio n�o existe mais.

Os ossos foram colocados nas catacumbas.

A maioria deles de mortos da Peste negra, n�?

Quanto voc� sabe sobre a Peste Negra?

Sei que metade da popula��o de Paris morreu.

As igrejas faturaram com os enterros.

O clero fugiu, deixou para tr�s algumas freiras agostinhas

que cuidaram dos doentes.

Podemos sempre contar com as freiras.

Vou passar a sua mensagem a Ad�le.

Obrigado.

Voc� deve desculpas � minha esposa.

Terminem de fazer o beb� depois.

- O que queremos? - O dente que falta.

O assassino arrancou um dente.

Por isso arrastou o corpo, para n�o percebermos.

O que queriam com dentes de 500 anos?

Voc� se perguntou por que ele vestia um macac�o.

Estas pessoas morreram na Peste Negra.

N�o acho que ainda h� a bact�ria. Ainda tem?

S� tem um jeito de descobrir.

As bact�rias se acumulavam nas ra�zes dos dentes.

Foi onde achei a bact�ria no dente que trouxeram.

Ainda � contagioso?

N�o, detetive, morreu h� 500 anos.

Ent�o por que coletar o dente?

E o DNA?

Pode ser extra�do de bact�rias mortas?

H� um microbi�logo em Marselha que diz t�-lo feito h� 10 anos.

Se tiver o DNA da praga, pode-se fazer mais bact�rias?

Em teoria, sim.

E come�ar uma epidemia?

Sem d�vidas.

Na �ltima vez que uma peste passou pela Europa,

matou metade da popula��o.

Quando a bact�ria � inalada, infecta os pulm�es,

e a taxa de mortalidade nas primeiras 72 horas � de 95%.

Por que tir�-la de um dente velho?

Conseguir bact�rias n�o � f�cil,

mas tir�-las de um dente e replic�-las � poss�vel.

Se algu�m descobrisse, teria que ser morto.

Uma arma com bact�rias. Terrorismo. �timo.

Eu sinto cheiro de sexo, n�o de fanatismo.

Temos uma v�tima com um relacionamento submisso,

uma arma do crime improvisada,

um s�mbolo sat�nico para nos enganar,

um crime passional entre amantes...

Conseguimos identificar a denti��o.

Silvie Ferrier, desaparecida desde ontem.

� microbi�loga com especialidade em gen�tica bacteriana.

Silvie me deu uma c�pia da chave dela,

ela sempre perdia a dela.

Ela era genial, mas esquecia essas coisinhas pequenas.

- Ela tinha namorado? - N�o.

Ela disse que os homens do laborat�rio eram narcisistas

ou muito fracos.

Ela mantinha o apartamento muito limpo.

Ela deve ter contratado uma faxineira.

Normalmente, n�o ficava assim.

Quando falou com ela pela �ltima vez?

Ela me ligava quase todo dia,

mesmo quando eu visitava a minha fam�lia em Chicago,

mas parou h� algumas semanas, n�o sei por qu�. Com licen�a.

Alvejante. O mestre dela a fez usar isto para limpar.

N�o entendo.

Por que uma mulher inteligente deixaria algu�m trat�-la assim.

Isto � um relat�rio da Silvie que menciona a Peste.

Um recado: "Por favor, urs�o, n�o descarte minha teoria,

� meu presente para voc�. Sua ardente admiradora."

Pega��o no laborat�rio.

Silvie defendia que a bact�ria da Peste podia ser ressuscitada

com a introdu��o de uma bact�ria viva.

Aquela � a mesa dela. Muito controverso.

Ela fazia experimentos com o DNA da Peste?

N�o, � perigoso demais. Contra as leis da universidade.

Mas replicar as bact�rias daria a ela o pr�mio Nobel, n�o?

Seria uma descoberta, mas n�o teria como ser feito.

- Ela sabia disso? - Ela sabia a minha opini�o.

Voc� rejeitou o presente dela, "urs�o".

- Onde conseguiram isto? - No apartamento de Silvie.

Voc� � o "urs�o".

- Minha esposa me chama assim. - Ela e a Silvie.

N�o havia nada entre n�s. Ela sabia o lugar dela.

Agora tenho que trabalhar.

Parece que ele sabe o lugar das mulheres.

Santa Rosa, uma loja de roupas �ntimas.

Talvez um presente do "urs�o".

Silvie Ferrier. Eu lembro dessa entrega ao laborat�rio.

Era um deste tipo.

Cuidado, � muito caro.

N�s usamos os melhores materiais,

as hastes de metal mais sutis.

Comprada h� duas semanas, paga em dinheiro.

- Sem registro de quem comprou. - Nenhum nome na nota?

Aqui. Nenhum nome.

Mas tivemos que mudar os tamanhos, de P para PP.

Foi enviado para um endere�o em St-Germain.

- N�o � o endere�o do "urs�o". - Talvez um 2� apartamento.

Oi. Desculpe incomod�-la. Procuramos o Dr. Laurent Perrot.

Desculpe, � o apartamento errado.

Talvez voc� conhe�a Silvie Ferrier.

Conhe�o Silvie. Est�o investigando a morte dela?

Estamos. Podemos entrar, Srta...

Madeleine Haynes.

Eu liguei, e a m�e dela disse o que houve. N�o acreditei.

Por favor, entrem. Sentem-se.

Voc�s eram amigas pr�ximas?

Eu gostava de pensar que sim.

Nos conhecemos na aula de ioga e jant�vamos juntas.

Quem � Dr. Perrot?

Lingerie foi enviada para c�, talvez um presente dele.

O busti�? Eu dei para ela.

Silvie tinha pouca sorte com homens,

ent�o dei um presente para melhorar a autoestima.

Ela falava sobre o Dr. Perrot?

Ela disse que algu�m no trabalho estava de olho nela,

mas com Silvie nunca se sabia. Ela era muito reservada.

N�o como as meninas de onde venho.

- Austr�lia? - Por favor...

Nova Zel�ndia.

Eu vim para c� h� 2 anos para abrir uma galeria de arte.

N�o deu certo, mas decidi ficar.

Silvie foi a primeira amiga de verdade que fiz aqui.

- Parisienses podem ser t�o... - Metidos.

Eu ia falar "formais".

Formais e metidos.

O que a sua intui��o lhe falava sobre Silvie?

Que ela estava envolvida com algu�m.

Nos nossos �ltimos jantares, ela recebia mensagens

e fazia algo estranho, como desabotoar a blusa

ou ir ao banheiro.

Ela voltava com as bochechas rosadas.

Ela havia tirado a meia-cal�a.

Algu�m estava falando a ela o que fazer.

Pobre Silvie...

Ela parecia t�o animada.

Acho que aquele busti� deu resultado.

"V� ao banheiro, tire a calcinha e se toque,

mas eu a pro�bo de ter orgasmo."

Mensagem enviada deste n�mero.

N�o � o meu celular.

Aquele � meu celular.

Pessoas que t�m casos t�m mais de um celular.

Eu n�o tinha um caso com ela.

Talvez quisesse o estudo dela.

N�o, errado!

Voc� estava testando a teoria dela.

Se desse resultado, pegaria o cr�dito...

- Por isso voc� a matou! - Chega, Bayard.

Desculpe, come�amos do jeito errado.

E se come�amos!

Vamos come�ar com alguns fatos.

Eu pego.

- Obrigada. - Imagina.

Com licen�a por um minuto.

Qualquer dominador me faria pegar a caneta.

Ele n�o era o mestre da Silvie.

N�o significa que ele n�o a matou.

Ela est� certa. Sem sexo, sem morte.

Mandem o Dr. Perrot para casa e recomecem tudo.

M�s not�cias com o Dr. Perrot? N�o tenho nada melhor.

Todas as digitais no apartamento eram de Silvie,

e encontraram um teste de gravidez no quarto dela.

- Ela n�o estava gr�vida... - Mas achava que estava.

Pode ir, mas entraremos em contato.

Mal posso esperar.

N�o posso atender. Deixe uma mensagem.

- Se chegar perto, vou mat�-lo. - N�o, n�o, calma.

Sou Bayard, o parceiro do seu pai.

Ele n�o sabe que estou aqui, mas voc� precisa falar com ele.

Eu sinto muito pelo que houve com o seu namorado.

O seu pai n�o teve nada a ver com aquilo.

- N�o � o que o policial disse. - N�o pode ouvi-lo.

- Voc� n�o conhece meu pai. - Conhe�o o suficiente.

Quando eu era pequeno, algu�m foi morto na minha rua.

Todos estavam confusos, e um carro apareceu,

e de dentro dele saiu um detetive.

Todo mundo parou e olhou para ele

porque ele sabia o que havia acontecido

e todos os segredos. O seu pai � como ele.

Ele sabe.

D� uma chance a ele, por favor.

Ad�le, posso...

Posso lhe dar uma carona?

N�o, tenho a minha moto.

Estava na nossa cara. Silvie vestia tamanho P,

mas o busti� foi trocado por um PP,

para machuc�-la, como o n� na calcinha.

Mas o busti� foi comprado pela Madeleine.

Ela era a dominatrix de Silvie.

Madeleine Haynes.

Nenhum registro de entrada nem de passaporte.

- Nada de habilita��o. - Nem visto.

- Telefone, cart�o de cr�dito. - Nem conta banc�ria.

Ela � um fantasma.

Srta. Haynes, abra!

Onde est�o os meus vasos?

- Est�o com voc�s? - Sra. Albert, por favor. Entre.

Procuramos Madeleine Haynes, loira, de uns 40 anos...

A volunt�ria do asilo? Pergunte l�.

Ela saiu h� um m�s, mas sabem como encontr�-la.

A Sra. Albert a adorava. Madeleine lia para ela todo dia.

- A Sra. Albert estava no asilo? - Nos �ltimos 4 meses.

N�s a liberamos esta manh�. Estou acomodando-a.

N�o achei meus vasos da Tail�ndia.

Vamos procur�-los depois.

Ela n�o para de falar sobre esses vasos.

A Sra. Albert deixou Madeleine morar aqui?

N�o vejo como ela permitiria. Aqui � o castelo dela.

MINIST�RIO DE RELA��ES EXTERIORES

O asilo disse que ela deu seu nome como refer�ncia.

Madeleine me auxilia com arte da Tail�ndia,

que ela conhece bem, ela at� � fluente em tailand�s.

�timo. N�o conseguimos encontr�-la. Voc� tem o n�mero?

Deixe o seu cart�o com minha secret�ria,

- e n�s falaremos com ela. - N�o � assim que funciona.

- Sr. P�pin. - Sr. vice-ministro.

� assim que funciona aqui.

Us�-lo como refer�ncia � uma ousadia enorme.

- Voc� n�o se importa? - Ela � uma pessoa honr�vel.

� mesmo? O apartamento em St-Germain nem era dela.

Pertence a uma idosa do asilo.

Suspeitamos que ela tenha roubado 2 vasos antigos dela.

Provavelmente, um mal-entendido. Eu nunca estive na casa dela.

Onde passou a noite ontem? N�o foi para casa.

Voc� tem uma camiseta e um terno pendurados ali,

e uma bolsa de lavanderia na lata de lixo.

- Voc� mudou de roupas. - Trabalhei at� tarde.

Fiquei num hotel.

Madeleine quis isso porque tinha que sair do apartamento?

N�o gosto de suas insinua��es. Sou um homem casado.

Madeleine Haynes � suspeita de homic�dio.

- Ela matou a amante. - Uma das amantes.

Uma microbi�loga, que estava envolvida

com experimentos com a bact�ria da Peste Negra.

A Peste Negra? S�rio? Cansei da sua idiotice.

� hora de irem.

Sabemos que Madeleine gosta de dominar.

Ela o fez fazer um n� na sua cueca?

Com um contato desses, ela se vira bem.

Como uma cobra.

"Fazer n� na cueca"? O cara � membro do governo.

- No que estava pensando? - Ele protegeu uma assassina.

N�o ligo, meus detetives n�o falam dessa forma.

A namorada dele pode ter a bact�ria da Peste.

Cad� as suas provas? Encontrou vest�gios?

N�o, estamos buscando.

Amea�aram tirar o caso de n�s, algo que nunca me aconteceu.

Agora consigam algo.

Voc�, fique.

O que est� fazendo?

Todos est�o mirando em voc�, e voc� continua errando.

Eu j� falei, Jo: n�o vou perder meu emprego por voc�.

O Corregedoria far� a sua recomenda��o semana que vem.

Eles querem o seu distintivo. Haver� uma investiga��o.

Todos v�o testemunhar: eu, Bayard, a sua filha...

N�o posso parar este trem. Desculpe.

Voc� foi de grande ajuda. Obrigado. Manteremos contato.

Por que est� falando com a minha filha,

contando mentiras sobre mim?

Eu n�o contei nada que ela n�o soubesse.

Fique longe dela.

Pressinto que a verei muito mais.

Como dizem: "Filho de peixe, peixinho �."

O que est� fazendo?

Maldito!

St. Clair!

Temos esconderijos para ela. Isso se ela quiser ir.

Acho que testemunhar contra voc� n�o � bastante para assust�-la.

Quem matou Yannick tem medo do que ela pode dizer.

- O que ela sabe? - Nada.

N�o importa, n�o v�o arriscar.

- Por favor, fale com ela. - Pode contar com as freiras.

Pare, pare.

Desculpe.

N�o, tudo bem. Deus vai perdo�-lo.

- N�o, n�o... - Deus vai perdo�-lo.

Eu soube que voc� tem me procurado.

Eu amo ser requisitada. Vamos nos divertir, detetive.

Sem distra��es.

- Acha que n�o vou prend�-la? - Talvez.

Um brinde � minha pris�o.

Desde que cheguei a Paris, ningu�m me mostrou a cidade.

J� fui ao topo da Torre Eiffel, fui arrastada pelo Louvre.

Que saco! Eu quero conhecer a Paris

que s� quem cresceu aqui conhece.

Voc� escolheu o cara errado.

N�o, acho que � mais do que certo.

Meu amigo vice-ministro me deixou ler a sua ficha.

Ele tamb�m disse que voc� � contra

prender pessoas sem ter provas.

Voc� n�o tem medo de mim, n�o �, Jo-Jo?

Est� bem, Madeleine, ou qualquer que seja seu nome,

vamos nos divertir.

Por isso se tornou policial? Para passar o sinal vermelho?

Ou por causa da sua m�e?

Li na ficha que ela foi morta por um namorado dela.

Foi por isso?

O pequeno Joachim queria pegar o assassino da mam�e.

Que pena ele n�o conseguir proteg�-la.

Sabe por que virei policial? Porque eles transam muito.

Est� passando o efeito do meu drinque.

Vamos beber algo mais forte. Algo para despertar.

- Para voc�. - Para mim?

Deixe $ 100 para ele.

Quero que dance comigo.

- Oi. - Por onde esteve, querido?

Voc� ainda acha que fiz tudo aquilo com Silvie?

Acho que voc� � capaz de tudo.

Se eu n�o fosse, homens n�o gostariam de mim, n�?

Aqui est�. Voc� sabe que quer beber.

Venha comigo.

Quem s�o eles? O que fizeram? � pessoal, n�o �?

O que est� no carro matou algu�m importante pra minha filha.

Ele a magoou.

Ele magoou a sua filhinha e voc� n�o pode fazer nada.

Voc� n�o pode prend�-lo, n�? N�o tem provas suficientes.

Mas pode mat�-lo.

Seja um bom papai, vingue a sua filha.

� nosso segredo.

Atire voc�.

A� voc� teria raz�o para me prender.

Eu quero sentir voc�, n�o o couro.

- N�o aqui, vamos a outro lugar. - A sua casa.

Minha filha est� l�. O seu hotel.

Onde voc� est� hospedada?

N�o vai rolar, Jo. Talvez na pr�xima vez.

Borrei o seu batom.

Posso deix�-la em algum lugar?

Eu encontro o caminho. Boa noite. Foi divertido.

Sinto muito n�o podermos nos ver novamente.

O que � isso?

Uma m�sica que ouvi em uma cafeteria.

Mande este batom para o laborat�rio e tire o DNA.

- De quem �? - A tal Madeleine. Isto tamb�m.

As digitais dela est�o na fivela.

Ela usa sexo para sobreviver.

Ali�s, ela est� gr�vida. Uns 4 meses...

A per�cia encontrou a forma viva da bact�ria

no apartamento ocupado por Madeleine Haynes.

Eles acham que Silvie estava a apenas um passo de criar

uma forma ativa da doen�a.

Isso se ela n�o deu esse passo antes de morrer.

Ou Madeleine. Talvez por isso ela a tenha matado.

Silvie estava tentando provar a teoria,

enquanto Madeleine tinha algo mais s�rio em mente.

Ou Silvie descobriu que a amante estava gr�vida

- e se sentiu tra�da. - �, o teste de gravidez.

Teria sido bom perguntar em vez de passear com ela.

Conseguimos identificar as digitais.

A Interpol a identificou como Nicole Wallace,

suspeita de 9 mortes em NY e Austr�lia.

Ainda estamos esperando os resultados do DNA.

S� uma coisa: a pol�cia de NY a declarou morta em 2008.

Ela � suspeita de matar a filha de 3 anos na Austr�lia.

Depois ela foi pra Tail�ndia, onde foi condenada

como c�mplice de roubar a matar turistas.

Ficou presa 8 anos.

Depois foi para NY, onde matou amantes e maridos,

normalmente com veneno, e agora Silvie Ferrier em Paris.

Nicole Wallace mudou o nome e o visual muitas vezes,

mas com certeza voc� vai reconhec�-la.

Reconhe�a o olhar dela.

Vejo semelhan�as,

mas, de acordo com a pol�cia de NY, ela morreu.

�, mas eles nunca encontraram o corpo.

Todos que ela matou eram pr�ximos a ela.

Se voc� n�o for o alvo, algu�m pr�ximo a voc� �.

Vai, atende. Eu espero.

N�o � importante.

Isto n�o pode ser verdade.

Por qu�? Acha que a conhece?

Sabia que ela est� gr�vida?

Senhor, o carro chegar� �s 18h para o jantar no Shangri-L�.

Deixe-me ajud�-la.

Estou muito ocupado.

Pode levar estas coisas sem p� nem cabe�a com voc�.

O n�mero que voc� viu � de um celular sem registro

ao qual P�pin come�ou a ligar 5 meses atr�s.

Deve ser Madeleine.

Liguei a outro que ela usava para ligar para Silvie.

Ela tinha um para Silvie e um para P�pin.

Ela guarda a vida em pequenas caixas,

como o detetive de NY escreveu:

"Nicole Wallace foi molestada pelo pai desde os 3 anos.

Ao crescer, usou a sexualidade para destruir homens e mulheres.

O sexo � um meio para atingir um fim."

Ela faz sexo para sobreviver.

"Wallace se acha mais inteligente que a pol�cia.

Ela se mete nas investiga��es e planta provas

para incriminar pessoas inocentes."

Ela forjou a letra de Silvie no relat�rio

para incriminar o chefe.

"Ela zomba do investigador com pistas falsas."

Ela ligou para uma escola de culin�ria no dia 8

e uma loja de material industrial,

de onde deve ser o macac�o.

Descobriu? Diga ao seu pai que ele � um g�nio!

O pai de Normand � louco por m�sica.

Ele reconheceu a m�sica que Madeleine cantarolou.

Uma �pera antiga, "La marquise de Brinvilliers".

"�pera baseada na vida de Marie Marguerite D'Aubray,

que, no s�culo 17, com seu amante,

envenenou o pai e os irm�os para herdar seus bens."

Ela matou a fam�lia para sobreviver.

St. Clair.

Diga que estou indo agora. Diga a ela!

Ela chegou para trabalhar com tosse.

Sentiu calafrios e febre ao meio-dia.

H� uma hora, come�ou a tossir sangue.

Um caso grave de bronquite. Vou marcar uma radiografia.

Uma mulher com sotaque australiano

teve contato com ela?

Teve, sim, ontem � noite. Uma turista.

Ad�le tratou a dor de est�mago dela.

Maldita. Precisa testar a minha filha

- para Peste Negra. - Peste Negra? Senhor...

A bact�ria Yersinia pestis. Aquela mulher a contaminou.

Por favor, testem-na e tratem-na.

Est� bem, levem-na pra ala de doen�as contagiosas.

Ad�le, vai ficar tudo bem. Papai est� aqui.

Trataram-na em menos de 24 horas,

e a encheram de antibi�ticos. Ela vai ficar bem, Jo.

O policial nova-iorquino disse que ela era inteligente.

Ela quis vingan�a ao atacar a sua filha.

Talvez ela nos queira fora do caminho.

O jantar de P�pin. Quem estar� l�?

O escrit�rio dele me mandou a lista.

S�o 20 pessoas. Uma delega��o da Coreia do Sul,

o vice-ministro P�pin, a esposa e os filhos dele.

A fam�lia dele. � isso.

Madeleine est� gr�vida dele, quer P�pin para si pr�pria.

Ela vai se livrar da competi��o.

Como a Marquesa de Brinvilliers.

Detetive. Detetive.

Est� fora de jurisdi��o.

A fam�lia do vice-ministro corre risco.

Voc� n�o pode entrar, senhor.

Voc� disse que ela ligou para uma escola de culin�ria.

� preciso inalar a bact�ria, e o calor vai mat�-la.

Voc�s precisam sair agora.

- Voc� que fez? - N�o, o chef. Ele foi pra casa.

Ele � �timo, mas eu que fa�o o trabalho.

S�o 20 convidados, mas s� 19 sobremesas.

- Um deles � diab�tico. - Quem?

Eu. O que est�o fazendo aqui?

Largue isso agora.

N�o respire. Afaste-se.

Afaste-se.

A bact�ria est� no a��car. Iam respirar ao comerem.

Todos menos o Sr. P�pin.

Ignore o que ele diz. Continue trabalhando.

V� em frente. Sirva sua fam�lia. Sacrifique-os pelo seu orgulho.

Est� bem. Por que arriscar?

Todos saiam. Quero toda a equipe sob cust�dia agora.

Todos tomaram antibi�ticos como precau��o.

Havia uma subst�ncia desconhecida no a��car.

Se fosse Yersinia pestis, todos morreriam em 24 horas.

O chef foi encontrado em casa, esfaqueado.

Incont�veis vezes.

Ela usou-o para envenenar o a��car e o matou.

Acredita agora, vice-ministro?

Ligue para ela.

Diga que sua fam�lia est� doente.

Voc� precisa v�-la.

Agora.

Uma coisa que me esqueci de fazer ontem � noite.

Que del�cia!

Sabemos quem voc� �, Srta. Wallace.

Rastreamos as suas mortes da Austr�lia, Tail�ndia e EUA.

Deixou cad�veres no caminho, mas o jogo acaba aqui.

N�o sei do que est� falando.

Sou Madeleine Haynes, da Nova Zel�ndia.

N�o matei ningu�m.

Voc� deveria ter me avisado que este era o pre�o

de recusar ir para um hotel com voc�.

A sua escolha � simples. Confesse ou morra.

Morrer? Acredito que n�o haja pena de morte na Fran�a.

Nos EUA h�,

e voc� matou uma cidad� americana no exterior.

A m�e de Silvie era americana.

Ela tinha cidadania francesa e americana.

Voc� est� mentindo. Ela teria me dito.

Talvez ela estivesse muito ocupada

esfregando o ch�o e lambendo a sua bota.

Se voc� confessar, vai servir aqui.

Se n�o, vai ser tratada como ilegal

que entrou no pa�s com documentos falsos

e voltar� para o �ltimo pa�s em que esteve, os EUA.

V�o prend�-la, julg�-la e execut�-la.

Voc� gostaria disso, n�?

Voc� n�o faz ideia como.

E eu achei ter encontrado minha alma g�mea.

Antes de eu falar algo de que me arrependa,

quero um advogado.

Tenho o nome de um na minha carteira.

Podem ligar para ele, por favor? Obrigada.

Isto j� aconteceu no aeroporto,

me confundirem com Nicole Wallace.

Podemos ser parecidas, mas o erro foi consertado

quando descobriram que ela morreu.

Que inteligente, forjar a pr�pria morte...

Algu�m me disse que as �ltimas palavras de Nicole

foram para um detetive em Nova York.

"Diga a ele que ele foi o �nico homem que amei."

Quem pensou nisso deve fazer cart�es comemorativos,

porque se eu tivesse forjado a pr�pria morte,

todos que me conhecem sabem que eu n�o sinto tal coisa.

�, voc� � incapaz de amar.

Como voc�, talvez. N�o � esse o seu maior medo?

� o maior medo de todos.

Voc� tem medo de n�o amar a sua filha,

de apenas se sentir culpado e envergonhado.

N�o fale sobre a minha filha.

Voc� s� est� viva porque ela n�o morreu.

Ter um beb� com P�pin, ter um lar com ele,

era a sua �ltima chance de felicidade.

Voc� faria qualquer coisa, mataria qualquer um.

Eu entendo.

Fico feliz que sua filha esteja viva, Jo.

Eu tive uma filha uma vez.

Uma menininha linda, mas a tiraram de mim.

Uma transfer�ncia para o chef de um banco norte-coreano.

Madeleine deve ter armado para parecer trabalho de l�.

Recebi not�cias de Nova York.

O DNA da Srta. Haynes n�o � o de Nicole Wallace.

E algu�m deve ter vazado os resultados para P�pin,

porque ele est� vindo aqui com um esquadr�o de advogados.

Algum problema, Jo-Jo?

J� perdemos tempo suficiente.

Diga como matou Silvie Ferrier e como tentou matar minha filha.

- Preciso de um advogado. - Voc� n�o tem direito a um.

Pare de falar ou vamos lhe entregar aos americanos.

V�o enfiar a agulha, suas veias v�o queimar...

- Sente-se! - Chega, detetive.

Madeleine, sinto muito. Foi um erro de identifica��o.

Parece que o alvo eram os sul-coreanos.

Voc� est� livre. Meus advogados cuidar�o de tudo.

Solte-a!

- Voc� est� bem, querida? - Nunca estive melhor.

4 anos atr�s, a pol�cia de Nova York,

confirmou o DNA de Nicole Wallace

por um cora��o enviado pelo correio.

N�o podia ser o cora��o. Algu�m deve ter alterado...

O cora��o � o �nico �rg�o de que ela n�o precisa.

Papai...

voc� est� aqui.

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