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Certo, concentre-se.
Ótimo.
Ótimo. Ótimo trabalho, pessoal.
Assim.
Tudo bem, tudo bem.
Desça, desça.
Tudo bem. Foi uma boa tentativa.
Da próxima vez você consegue.
Tudo bem, a aula acabou. Desçam, por favor.
Você foi muito corajosa lá.
Vou chegar tarde em casa. Um grupo vai sair cedo,
tenho que checar o equipamento.
- Manteremos a cama quente. - Tudo bem. Venha cá.
E um para você. Venha cá.
- Até mais tarde. - Tchau, pai.
Pago.
- Maldito tira. - Boa jogada, Jo.
Para mim chega.
Para suas viúvas e órfãos.
Até mais.
Jo!
Jo!
Como assim, "até mais"?
Quer dar uma de bom moço? Você não bebe, não fuma.
Está levando esse infarto a sério demais.
Tenho que trabalhar.
Acho que o pescoço dele não devia curvar assim.
Não se meta, Normand. Vá contar postes ou algo assim.
42.
Até onde acha que o Homem-Aranha foi antes de cair?
Vejo marcas de giz até a metade.
É cocô de pombo.
- Alguém viu ele cair? - Não.
Os lixeiros o acharam lá pelas 6h.
O nome é Bernard Lang, 33 anos.
Trabalha numa escola de alpinismo.
Esposa e filhos. Arriscou tudo por uma façanha idiota.
O principal é ser o primeiro.
Alguém escalou este obelisco há 10 anos.
13.
Alain Robert, em 1999.
- Bom dia, linda. Como está? - Bem.
- O que é aquilo na mão? - Não é uma tatuagem.
O que me atrasou hoje?
Parece que um audacioso morto. Deve ter caído tentando subir.
Se tivesse mais cérebro do que colhões...
Tem mais a investigar do que acidentes. Passe adiante.
Quero saber por que ele estava subindo.
- Para chegar em cima. - Com alicate, nível,
baterias de lítio?
Não me parece equipamento de escalada.
É ele.
- Onde ele estava? - Estava...
Foi achado na base do obelisco da Praça da Concórdia,
escalando-o. Ele havia falado sobre isso?
Quando nossa filha nasceu,
Bernard prometeu parar com essas loucuras.
Sabe o que isto significa?
Algum problema com suas finanças?
O salário de Bernard da escola mal cobre nossas contas.
Estava preocupada, mas ele disse que tudo ficaria bem.
Acha que ontem à noite
estava fazendo algo por dinheiro?
Droga, Bernard...
Se caiu, mesmo de 6m,
teria fraturas de compressão na lombar.
- Não achei nenhuma. - Então ele não caiu.
Os outros ferimentos são post-mortem.
Para disfarçar o fato de que não morreu da queda.
- Alguém quebrou o pescoço dele. - Raspou as unhas dele?
Sim, achei uma massa, uma massa aderente.
Usar cola para escalar?
Tira toda a aura do esporte.
Adèle concordou em tomar café com você.
Amanhã, depois do trabalho.
- Ótimo. - Ela tem condições.
Nada de sua vida pessoal.
Só ela faz perguntas.
E nada de conselhos.
Ela pode parecer durona, mas, por dentro, é de vidro.
- Teve uma infância difícil. - Eu sei.
- Estive lá em parte dela. - Falei das suas mudanças.
Como você está vivendo.
Boa sorte, Jo.
Parece um tipo de massa aderente.
Ele pôs algo na coluna. Algo com bateria de lítio.
E que precisava de nível.
Uma câmera?
Mas para ver o quê?
Gire sua câmera 180º.
Aproxime!
Esse prédio é da família real saudita.
Terça à noite, o presidente do Fundo Soberano
deu uma recepção aqui para umas 75 pessoas.
Até que horas?
O último convidado saiu por volta de 22h.
- Qual o objetivo da recepção? - Puramente social.
Para nossos parceiros e suas esposas.
Houve uma apresentação cultural: músicos, dança da espada.
Tudo muito agradável. Por quê?
Achamos que alguém pôs uma câmera para espioná-los.
O que aconteceu após a recepção?
Nada, e a sala não foi usada desde então.
O que tem aqui?
É uma despensa.
E uma lanchonete.
Alguém passou muito tempo aqui.
Eu estava descansando depois da recepção.
Limpei tudo e fui até ali para o meu intervalo.
Um intervalo e tanto, com tantas cascas de pistache.
Pôs sua cadeira aqui, encostou a cabeça na parede...
Tem até uma marca de gordura do seu cabelo.
O que estava fazendo? Espionando?
O que tem do outro lado da parede?
O Hotel Crillon.
Um quarto de hotel.
Ouvi uma mulher através da parede.
Estava com um homem.
Estava fazendo... ruídos de sexo.
Nunca ouvi uma mulher assim.
E havia outros ruídos.
Que tipo de ruídos?
Como alguém apanhando.
E essa mulher... gritava e...
Estava me deixando enjoado.
Segurança do hotel.
Segurança do hotel.
Bem...
A suíte foi reservada por duas noites
pela Corporação Nykvist.
Eles têm conta conosco.
Chegaram terça à noite, ainda não foram embora.
A porta não foi aberta desde as 3h de terça.
Alguém foi amarrado à cama.
Deixaram o hotel.
Uma lente de contato azul manchada.
Parece sangue.
Foi uma festa e tanto.
Queremos o vídeo do corredor de terça à noite.
São eles ao chegarem.
A porta só foi aberta 43 minutos depois.
O cara saiu.
A porta do quarto foi aberta de novo 38 minutos depois.
E ele trouxe amigos.
Pare, no pescoço dele. A tatuagem.
Parece um tridente, algo assim.
O Tridente de Netuno, conheço o cara.
Era segurança em um cassino.
Foi pego com drogas há 3 anos. Jan alguma coisa.
Vou procurar.
E a última vez em que a porta se abre é depois das 3h.
A festa tinha terminado. E o casal?
Se usaram a escada, e não o elevador,
- não passaram pela câmera. - Se a mulher estivesse viva.
Jo, encontrei.
Jan Nemec, preso numa briga por drogas
e assalto à mão armada.
Agora, talvez, homicídio.
Fica dizendo "homicídio". Ninguém foi morto.
Vamos tentar perguntas fáceis. Quem é este?
Não sei.
E o cara negro?
Também não sei, o outro cara o chamava de Remi.
Passou duas horas no quarto com caras que nem conhece?
Como explica isso?
Quem mordeu você? A mulher?
Quem é? O que fez com ela?
- O que fez com ela? - Pare! Vou lhe dizer.
Este cara veio a mim em um bar em LaFayette.
Me ofereceu mil pratas para transar com a namorada.
O negro estava com ele. Ia ganhar grana também.
Quando chegamos no hotel, ela estava amarrada na cama,
pronta. Ela estava curtindo.
Ele disse que ela gostava de violência, então começamos.
Vocês 3 e a mulher.
O Pato Donald, o cara que pagou, só ficou olhando.
E essas marcas?
Estava com a mão na boca da mulher, ela me mordeu.
O cara mandou dar um tapa nela, eu dei.
Pegou numa das lentes dela. Foi um exercício e tanto.
Pegamos o dinheiro e nos mandamos.
A mulher ficou amarrada na cama, viva.
O nome dela?
Chamávamos de "ela", "dela", "coisa".
As cortinas. Abertas ou fechadas?
Abertas. O Pato Donald disse que a mulher gostava assim.
Por que o chama assim?
Uma coisa que fazia quando se concentrava.
Fazia assim com os lábios.
Como um pato.
Hilário.
- O que acha que aconteceu a ela? - Acho que está viva.
Parece uma tentativa de chantagem.
Para extorqui-la e a esse Pato Donald?
O chantagista pagou Bernard para pôr a câmera na coluna.
E como ele acabou morto?
Talvez tenha pedido mais.
Quero que tragam Remi para confirmar o que Nemec contou.
E falem com quem reservou o quarto.
Não "quem", "o quê".
O Depto. de Viagens da Corporação Nykvist reservou-o,
mas não há um nome de hóspede, só instruções
para deixar a chave num envelope.
Quem mandou o Depto. de Viagens reservá-lo?
Não pedi um quarto de hotel e não mandei este e-mail.
Estava em Nice, voltei esta manhã.
Deve haver mais de 50 computadores nessas salas.
Pode ter sido mandado de qualquer um.
Queremos saber de qual, Sr. Nykvist.
Por quê? Sumiu uma toalha do hotel?
É um pouco mais sério do que isso.
Claro, meu Dept. de TI vai cooperar com vocês.
Mantém uma conta no hotel, não? Quem costuma colocar lá?
Tenho lojas por toda a Europa.
Quando meus gerentes vêm à cidade, é onde ficam.
- Um hotel de 5 estrelas? - A empresa define quem você é.
As lojas Nykvist só vendem marcas de luxo.
Assim, só podemos consumir marcas de luxo.
É um trabalho horrível.
Por mim, todos ficaríamos no Holiday Inn.
Reconhece as pessoas nesta foto?
São fotos ruins. Não posso ver os rostos.
Pode olhar de novo, por favor?
Com atenção.
Sinto muito. Não os reconheço.
Viu o que ele fez com os lábios? Como o Pato Donald.
Ouvi dizer que expressões faciais são herdadas.
Como o sorriso torto que puxou do seu pai.
Com licença,
devíamos nos encontrar com o filho do Sr. Nykvist em casa,
mas meu parceiro, sem querer, apagou o contato do celular.
Pode nos dar?
Claro.
É ele.
Piet Nykvist?
Não tenho tempo.
Queremos falar sobre sua festa no Crillon.
Foi uma festa particular.
Todos adultos. Não é da sua conta.
Achamos que foi filmado e que o estão chantageando.
Ridículo, ninguém está me chantageando.
Talvez queiram a ela. Qual é o nome dela?
Esqueci.
O bom de prostitutas é não ter que lembrar nomes.
Prostituta? Sério? Achamos a lente de contato dela.
Receita e cor únicas.
Vamos encontrá-la.
Vamos ver para quem ligará nos próximos 5 minutos.
Sim?
Polícia.
Queremos falar com o dono do celular nº 060754-5828.
Está registrado neste endereço.
Sou François Coberg.
- O que há com o celular? - Tentamos rastrear uma ligação
para este número, queremos falar com quem recebeu a ligação.
O número pertence à minha mulher.
Isto é dela?
Pode ser.
- Ela está em casa? - Não.
Onde foi tirada?
Responda.
Minha mãe.
Sr. Coberg, sabe onde sua mulher estava há 3 noites?
Meu filho fez uma pergunta, detetive.
Talvez não saiba quem somos.
Você é Liliane Coberg. A Caravelle é sua.
Seu pai fez uma fortuna com produtos de couro,
o que a tornou uma das mulheres mais ricas da Europa.
Não significa que devo responder a suas perguntas.
Mas você deve responder às minhas.
Não sei onde Katie estava.
Meu filho e minha nora vivem separados há um mês.
Estamos com dificuldades.
Somos discretos por causa das crianças.
Onde ela está?
Com os pais dela.
Bem, já têm o que queriam.
Adeus.
Sr. Coberg.
Está seguindo sua mulher?
Não.
Isto seria indigno.
Não ligo para esses distintivos. Estão na minha casa.
Vão falar com a minha filha na minha frente.
Então vamos levá-la. Venha.
Pai, pode ir, vou ficar bem.
Ele sempre age como se falasse com um de seus vendedores.
Tudo bem, estamos acostumados.
Queremos saber onde estava há 3 noites.
Saí com amigos.
Este amigo?
Meu marido viu isso?
Não, viu uma de você sozinha, sem Piet Nykvist.
Não dissemos onde foi tirada.
Mas precisamos saber o que aconteceu no hotel.
Estive lá com meu amante. O que acha que aconteceu?
Nossa imaginação é péssima.
Fizemos amor. Eu adormeci.
Saímos pela escada e pelos fundos,
para evitar fotógrafos.
E estes dois?
Amigos de Piet.
Eu os ouvi na sala.
Estava dormindo no quarto com a porta fechada.
E esse machucado no seu rosto?
Bati a cabeça indo ao banheiro no escuro.
Perdi minha lente de contato.
Sabemos que Nykvist ligou e a instruiu há algumas horas.
Caso não saiba, havia uma câmera filmando você.
- Achamos que para chantageá-la. - Alguém a está espionando.
Talvez os Cobergs.
Alguém quer prejudicá-la, Katherine.
E queremos ajudá-la.
Meus filhos.
Estão com o pai, ele insistiu.
Não quero perdê-los.
Quando Katie se acalmar, vai voltar ao seu lugar.
Com o marido.
É hora de irem.
Se quiser, pode beber. Não me importo.
Parei de vez.
Quer alguma coisa?
Gosto do bife daqui.
Só café.
Foi aqui que minha mãe conheceu meu pai.
Ele era americano.
Quando cresci, passei a vir aqui para ver se o encontrava.
35 anos.
- Certo, Freddy? - Toda noite, de 22h às 23h.
- Como foi o trabalho? - Só arco-íris e rostos felizes.
Quero me desculpar.
Fiz uma lista.
Tome.
É isso? É a sua lista?
- Meu recital de piano. - Eu estava bêbado.
- Comecei a cantar junto. - Eu me lembro.
Deu um soco na minha professora na frente dos meus amigos.
Eu tinha 11 anos.
A mamãe contou que, quando estava grávida,
disse a ela para se livrar de mim.
Eu era um babaca.
Estou tentando não ser mais esse sujeito.
Sei que você estar aqui hoje é mais do que mereço.
Eu sei disso.
Quero me redimir com você.
Quero cuidar de você.
Sabe qual é a do seu namorado? Não vai acabar bem.
O quê?
Você bateu nele.
Que droga!
Tudo bem, sr. Jo?
É isso, foram todas.
François e Katherine Coberg querem recuperar o casamento,
e seus detetives surgem com insinuações perversas
sobre infidelidade e espionagem.
É irresponsável. Os jornais vão adorar tudo isso.
Lembro que há crianças envolvidas.
Têm 4 e 2 anos, meio jovens para ler jornais.
É seu esquadrão de elite?
Um homem que bebeu até infartar?
Já deu seu recado, Sr. Duroy. Até logo.
A Inglaterra tem os Windsors, e nós, os Cobergs.
Espero que tenha mais do que piadas.
Katherine e François Coberg vão enfrentar um divórcio caro,
com a guarda dos filhos.
Os Cobergs podem querer uma vantagem.
Um vídeo de Katherine com 3 homens pode servir.
Os Cobergs pagaram Bernard Lang para pôr as câmeras,
mas algo deu errado, e Bernard acabou morto.
Especulação.
A única testemunha a alegar orgia é um bandido.
- E o terceiro mosqueteiro, Remi? - Nada ainda.
Certo. Querem me convencer?
Liguem Bernard Lang aos Cobergs.
O que são essas fotos?
Bernard levava grupos particulares aos Alpes.
As bandeirinhas são logotipos de empresas?
Queriam fortalecer o espírito de equipe entre os funcionários.
Quase sempre, ele tinha que carregá-los até o topo.
Bayard,
ele trabalhava para os Nykvists, não para os Cobergs.
Acharam Remi.
A proprietária ligou. Parece overdose.
Rigor mortis total. Talvez umas 24 horas.
Havia uma agulha na banheira, mas só vi uma marca nele.
Não era viciado.
Alguém injetou nele e o deixou aqui para se afogar.
Primeiro Bernard, agora ele. Alguém quer se proteger.
Eu não fui.
Era para a ralé da administração.
- Não gosto de grupos. - Exceto em quartos de hotel.
De novo, não. Chega.
Sente-se antes que bata em você.
Este homem está morto.
E este aqui também.
Você é o elo comum entre eles.
É o bastante para uma acusação de homicídio.
Deus...
- Ele foi longe demais. - Quem?
Meu pai.
Contei a ele sobre Katie, sobre o que ela gostava.
A humilhação.
Ele veio com a ideia de filmá-la para usar contra os Cobergs.
Ele tem negócios com eles.
O segurança dele conhecia Lang.
Contratou Lang para pôr uma câmera na coluna.
Depois que eu e Katie saímos, o segurança foi falar com Lang.
Disse que o encontrou morto.
E a câmera tinha sumido.
Antes de você ir ao hotel,
o segurança estava seguindo Katie?
Sim, há alguns dias.
Não lhe ocorreu que ele estava sendo seguido?
Vista-se. Você vai conosco.
Talvez alguém seguindo Katie pegou o rastro do segurança.
Alguém trabalhando para os Cobergs.
Viu o que estava acontecendo, matou Lang e roubou o vídeo.
Se os Cobergs estão atrás de Katherine,
vamos atrás deles.
É Katherine.
E esse, o cara que a segue.
Eu não fumo. Suma daqui.
Que diabos...
Identidade.
Um tarado tem observado menininhas na área.
Leon Neel, Caravelle Ltda. Trabalha para os Cobergs, certo?
Apoio Logístico.
O que é isso, Sr. Neel? Exige porte de arma?
O GPS do celular o coloca na Praça da Concórdia
- na noite em que Lang foi morto. - Não significa nada.
Estava seguindo Katherine, tinha que estar lá.
Você é ex-membro da Inteligência, certo?
Significa que não conseguiremos muito de você.
É por aí.
Essas pessoas...
É como se não existíssemos.
Mande uma mensagem para Katherine.
O que vai fazer?
Provocar.
"Tenho um vídeo de você no Hotel Crillon.
Se está interessada, responda."
Agora, esperamos.
Adèle me disse que não correu muito bem.
Eu queria bater na minha cabeça.
Ela vai ficar melhor sozinha.
Não vai.
- Senhorita? - Você!
- Venha comigo. - Me solte.
Tire as mãos de mim! Socorro!
- Polícia. Deem o fora! - Alguém me ajude!
- Sumam! - Disse que é policial...
Piet contou o que houve no hotel.
O vídeo foi ideia do pai dele.
Mas foi roubado, e esses dois foram mortos.
Talvez por alguém trabalhando para os Cobergs.
Para proteger você.
A família do seu marido.
Mortos em seu nome.
Era isso que você queria?
Então fale comigo.
Eu não sei de nada.
Ninguém me diz nada.
Eles só me usam.
Como assim?
Meus pais praticamente me jogaram para François.
Queriam um casamento de sociedade.
Me mandaram às mesmas escolas que ele, à mesma faculdade.
Houve um evento de moda.
Minha mãe me deu um vestido sexy para chamar a atenção dele.
Eu concordei.
Achei que era o que eu queria também.
Por isso deixou François?
Não.
Não...
Os meus filhos.
Os Cobergs queriam um herdeiro.
Isso estava especificado.
Nós tentamos, mas François...
Então minha sogra teve a brilhante ideia
de usar o esperma do marido dela.
Imagine a decepção quando nasceu uma linda menininha.
Nova inseminação, e, dessa vez, tiramos a sorte grande.
Um belo menino.
A culpa é minha.
Eles veem fraqueza e pisam em cima.
Não posso deixar meus filhos vivendo perto disso.
O jeito como me olha...
Deve me considerar uma mãe inadequada.
Deixando que abusem de mim, como Piet e aqueles homens.
Eu não julgo.
Só estou triste.
Só sou boa para isso.
Mas, no hotel, pelo menos foi escolha minha.
Jo.
François Coberg e seu advogado estão aí, criando confusão.
Dormont mandou soltá-la.
Vamos tirá-la da cidade, longe de tudo isso.
- Não me diga o que fazer. - Quieta.
Não envergonhe François.
Isto é culpa sua.
Humilhou-a em público!
Deve desculpas ao Sr. Coberg.
Venha.
O que acha disso?
Averiguei as coordenadas do GPS do telefone do Sr. Neel.
Nos últimos dias, ele estava bem longe, perto de Rambouillet.
Uma estrada pavimentada, nada em volta a quilômetros.
Esteve lá todas as manhãs, por duas horas.
Talvez seja uma velha pista de testes.
Marcas recentes de derrapagem.
As mesmas marcas, daqui até o cascalho.
Como alguém testando uma derrapagem controlada.
Ele bateu no barril.
Lascas de tinta.
Pessoal, estão trabalhando em um plano.
As lascas são de um Audi S5 azul.
O mesmo carro de Katherine.
O laboratório pôs os cálculos que achamos em um programa.
Velocidade, massa, velocidade de deriva.
Temos aqui um massacre controlado.
72km por hora.
Um acidente encenado.
Envolvendo o carro de Katherine.
Os Cobergs pensam numa saída mais barata do que o divórcio.
Acidente encenado?
Vocês são doidos.
Nunca estive neste lugar.
Não, segundo seu telefone.
Então prenda o meu telefone.
Talvez tenha estado lá, mas eu, não.
A pista e 40ha em volta
foram comprados em 1954 por uma subsidiária da Caravelle.
Os Cobergs são os donos do lugar.
Meu advogado está vindo.
Não aceito isso.
Tem uma velha pista de corrida perto de Rambouillet, não?
Meu pai a comprou.
Queria construir um carro de corrida.
É um pasto agora.
O que isso tem a ver com qualquer coisa?
Achamos provas lá, podem estar querendo prejudicar sua nora.
Que provas, cocô de vaca?
Sabe, Sra. Colberg,
muitas sogras se preocupariam com a possibilidade
de alguém poder prejudicar a mãe de seus netos.
- Não sou como muitas sogras. - Certo.
Muitas sogras não usariam o sêmen do marido
para engravidar a nora.
Um homem com seus vícios e associações criminosas
não está em posição de julgar minha família.
Sorte sua meu marido não estar vivo para lhe dar uma lição.
Essa merda veio do Ministério da Defesa e caiu na minha mesa.
Não dou a mínima para Liliane Colberg, etc.
Mas ligo quando meus detetives deliram sobre provas.
Quer uma amostra da minha urina? Tudo bem.
Chega.
Não é delírio.
Vi nos olhos de Liliane Colberg.
Querem matar Katherine.
Após matar duas pessoas para proteger sua reputação?
Não a reputação dela.
A deles. Conseguiram o que queriam dela.
Um herdeiro para levar avante o nome da família.
- Agora ela é um inconveniente. - Sim, e uma ameaça.
Porque quer tirar os filhos de François e da mãe.
Este plano de assassinato é medieval.
Do jeito que pensam, eles são medievais.
A certa altura, Jo, discutir com você perde a graça.
Torna-se uma marcha da morte.
Vá para casa. E fique longe dos Cobergs.
Katherine está aí desde as 22h.
Pedi que Eddie e Lisa a observassem.
Eles me ligaram há 20 minutos.
Ela estava com duas "babás".
Saíram da boate sem ela, há meia hora.
Katherine estava bebendo champanhe com umas pessoas.
Os Cobergs retiraram sua proteção.
É isso.
Ela sumiu. Foi ao banheiro,
parecia que ia desmaiar, não voltou, fui ver,
ela sumiu!
O carro dela! Droga! Vamos!
Onde ela aprendeu a dirigir assim?
Para onde foi?
As barreiras. Ela atravessou. Está na água!
Senhor, onde está a sua filha?
Desmaiou no banco de trás.
Ponha-o no seu carro e fique de olho. Chame a ambulância.
Tudo bem. Ajude aqui.
Katie...
Ela vai ficar bem, acham que foi dopada com algo.
Recebi as fotos do acidente. Dê uma olhada.
- Como ela está? - Não conseguiram revivê-la.
Sinto muito.
Me diga o que aconteceu.
Do início.
Katie me ligou.
Não se sentia bem. Me pediu para buscá-la.
Peguei um táxi.
Encontrei-a fora da boate.
Peguei a chave do carro.
Ela se sentou atrás e desmaiou.
Eu estava dirigindo.
Olhei para trás para ver se ela estava bem.
E bati em algo.
Quando vi, estava na água.
O carro estava afundando,
e eu não podia ver nada.
Pegou um táxi até a boate?
Sim, encontrei-a fora e peguei a chave do carro.
Tem o recibo do táxi?
Não, não pedi recibo.
Você estava dirigindo, e o que aconteceu?
Eu estava dirigindo.
Olhei para trás para ver se ela estava bem.
Bati em algo.
- E quando viu... - Estava na água.
E não podia ver nada.
Sim.
Pensou no que ia dizer. Você ensaiou?
Não.
Estava só repassando na minha cabeça o que se passou.
O que poderia ter feito para salvá-la.
- Ela ligou para você. - Sim.
Não há registro da ligação no telefone dela.
Ela pode ter usado outro telefone.
O que importa? Minha filha está morta.
Eu disse isso?
Desculpe, quis dizer que ela estava viva.
Ela conseguiu.
Você disse que...
Me enganei, e ela vai esclarecer sobre a ligação.
Estava muito bêbada, talvez não se lembre.
Certo, não vai se lembrar porque não fez nenhuma ligação.
Você apareceu na boate para levá-la para casa
após ter sido drogada.
Do que está falando?
Vê essas marcas,
depois de ter batido nos postes?
São idênticas às que vimos na pista há 3 dias.
Idênticas. As marcas são iguais.
Alguém ensaiou como colocar o carro no canal
e fazer parecer um acidente.
Não, isso não é verdade.
Foi um acidente.
Bati em algo.
"E quando vi, estava na água.
E não podia ver nada."
Sua própria filha.
A garotinha que você segurou quando nasceu.
Você esqueceu?
Não estou nem aí para você.
Quero eles.
Disseram que nunca a deixariam levar os filhos de François.
Depois do que houve no hotel,
Liliane Coberg chamou-a de "mancha tóxica"
no bom nome da família.
Disse que era melhor ela morrer num acidente
do que envergonhar a família.
Tinham um motorista exímio. Eu estava no banco do carona.
Tive que dizer que estava dirigindo.
François disse que era preciso.
Seria mais convincente.
Disseram que se eu recusasse, arruinariam meus negócios.
Iam cuidar da minha outra filha,
arranjar um bom casamento para ela.
Com um dos seus amigos ricos.
Um bom casamento...
Deus...
Isto é inaceitável!
Quem acreditará naquele homem insignificante?
Outro homem insignificante.
Vejo você amanhã.
Adèle?
Há quanto tempo está aqui?
Você está bem?
Quero falar com você.
Você parou mesmo?
Sim, com tudo.
Pai, estou doente.
Tomo tantos comprimidos...
Eu quero parar.
Can't find what you're looking for?
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