All language subtitles for itn-the.cop.crime.scene.paris.s01e01.720p

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Original subtitles

Senhor Van Vliet? Senhor, terminei.

Pus seu jantar no forno.

Para as suas filhas.

- Balas, de Istambul. - Obrigada, senhor.

- Cordão de isolamento. - Quero o número do telefone ali.

- Sim, senhor. - Qual a temperatura? 24ºC?

Só nas suas calças, Normand. Estou congelando, diria 15ºC.

Repito, nada como um bom café da manhã para nos aquecer.

Só se for na cama com Roger Federer.

- Vamos! - Achei que era um bêbado.

Não se movia, estava no meu caminho.

Fui cutucá-lo. Aí, vi o sangue.

Não vejo seu parceiro.

É assim que recolhemos provas agora?

Tire esse idiota da minha cena do crime!

Saia daí!

Outra linda manhã.

Certo, o que temos?

Homem branco, 45, 50 anos,

encontrado às 5:15h sem relógio, identidade ou dinheiro.

Escoriações e ferimentos no corpo.

Dentes quebrados. Dois implantes.

Marcas de estrangulamento no pescoço.

Mas não há sangue no chão, deve ter sido desovado aqui.

O assassino se arriscou.

Notre Dame deve significar muito para ele.

- Os tímpanos parecem furados. - Com que finalidade?

O Juízo Final.

Seu rosto está virado para aquele anjo.

Ele acorda os mortos para serem julgados por Deus.

Com os tímpanos furados, não ouviria a trombeta.

Não receberá o perdão de Deus.

É uma mensagem do assassino. Isto foi uma vingança.

É só um pensamento.

BRIGADA CRIMINAL

Angel achou 43 contusões distintas no corpo.

Dedos quebrados.

Causa da morte: estrangulamento por ligadura.

- Uma corda ou fio elétrico. - Você ganhou o almoço,

- tinha razão sobre os tímpanos. - Sushi.

Tem checado seus níveis de mercúrio?

Com o que come de peixe, pode trabalhar como termômetro.

Se descobrirmos o que fez para merecer este castigo,

acharemos quem fez isso.

Angel rastreou o número do implante até um Peter Van Vliet,

51 anos, residente em Mol, Bélgica.

Perto da fronteira holandesa, bem longe de casa.

Músico.

"Peter Van Vliet, organista,

tocou nas maiores catedrais da Europoa."

Tocou até para o Papa.

Quero a polícia de Mol na casa dele.

E há o telefone do agente em Paris.

Deus!

Falei com ele na sexta.

Ele estava em casa ensaiando para uma turnê.

- Não disse que viria a Paris. - Algum inimigo, perseguidor?

Peter tinha admiradores. Ajudava os órfãos do Sudão,

angariava milhões para música infantil.

Martine, veja a disponibilidade de LeConte.

- Ligue para Sarina em Hong Kong. - Há uma Sra. Van Vliet?

Peter não era casado, vivia só.

Sarina? Oi!

Ouça, temos um problema com Peter Van Vliet.

Não estará disponível para a turnê.

Mas LeConte estará...

Preste atenção.

O que quer que eu lhe diga?

Peter tocava música religiosa em igrejas.

Suas fãs eram virgens de 30 anos e avós.

Quero uma lista de todos que conhecia em Paris.

Amigos, colegas, agentes sanguessugas...

Não me entenda mal.

Eu respeitava muito o Peter.

Ele era um gênio.

Peter Van Vleit era um imbecil.

O agente dele disse que eram amigos.

Isso é forçar um pouco, tivemos os mesmos professores,

- tocamos nas mesmas igrejas. - Mas você não tocou para o Papa.

Van Vliet nunca o deixou esquecer isso.

Mas as pessoas viram como ele era hipócrita.

- Como assim? - No último concerto em Chartres,

há 6 meses, ele chegou bêbado ou drogado.

Foi um desastre, ele tocou muito mal, insultou a plateia.

O resto da turnê foi cancelada. Não tocou na França desde então.

- Isso nunca havia acontecido? - Não.

Só bebia chá em público.

Enganou a todos.

Também enganou seu fígado, sem sinais de álcool ou drogas.

E o exame toxicológico veio limpo.

Obrigado. Gostei da blusa. É seda?

Só pode saber se tocá-la.

Van Vliet não bebia nem usava drogas.

Não, nas fotos das turnês nunca aparece com um copo.

- Quem é o jovem com ele? - Só diz que é um protégé.

Ele está com Van Vliet em Lyon, Bordeaux, Toulouse...

- Mas não em Reims e Chartres. - É, ele sumiu no meio da turnê.

Quero nome e endereço deste [protégé.

Está tudo bem?

Tenho que ir.

Eu sou a ressurreição e a vida.

Senhor Deus, lhe entregamos hoje a alma de Hélène.

Pedimos que em Sua misericórdia não veja a mulher que era,

mas a mulher que virá a ser.

Que sua alma, através da misericórdia de Deus,

descanse em paz.

Adèle.

Recebi uma mensagem.

Não sabia que sua mãe estava doente.

Podemos ir tomar um café?

Devo voltar ao hospital em uma hora.

Levo você. Só vou parar em casa. Moro a 4 quadras daqui.

Tudo bem.

O hospital não liberou você?

Eu não pedi.

Preciso do dinheiro.

É só um minuto.

- Gosta de ser enfermeira? - É um trabalho honesto.

Se abrir as cortinas, verá melhor.

Por que foi ao enterro?

Para ver você.

Importa-se?

Por favor.

Vamos tomar o café agora?

Caiu...

Caiu da mesa.

Vi as anfetaminas na sua bolsa.

Vasculhou a minha bolsa?

Está se drogando?

Não vou ser interrogada assim. Não por você.

Não veio aqui para pegar uns remédios?

- São para o meu coração. - E os do banheiro?

Estimulantes, barbitúricos...

Isto foi um erro.

Achei que depois de 12 anos...

Esqueça, não importa.

Segundo a polícia belga, a empregada viu Van Vliet

no domingo, às 19h.

A casa estava arrombada na segunda, quando voltou.

E havia sangue na sala onde ele ensaiava.

Sequestrado no domingo, espancado, morto

e deixado para nós às 5:15h.

Melhor que o FedEx.

Os belgas dizem que puseram fogo no carro dele há 4 meses.

Alguém parecido com seu [protégé foi visto fugindo da casa.

O nome do garoto é Guy Doré, 24 anos,

- mora perto de Beaubourg. - Vamos pegá-lo.

Jo, vejo que parou para uma bebida...

Não o droguei.

Deixei a turnê porque... Peter não me deixava tocar.

Se intimidava com meu talento.

Já disse, sou um prodígio.

Não, é um viciado que pegamos com a boca na botija.

Conheço seu traficante.

E conheço o traficante dele.

São todos meus amigos.

Em duas horas, vou saber todas as drogas que comprou no ano.

Inclusive as que pôs no chá de Van Vliet.

Tudo bem.

Eu o droguei com ketamina.

Estava com muita raiva dele.

- Mas não o matei. - Por que estava com raiva?

Não se pode ter uma carreira sendo criança prodígio.

Peter deveria me ajudar com isso.

Mas não estava interessado em me ajudar.

Só queria que eu fosse o cafetão dele.

- Cafetão dele? - É.

Ele via uma mulher na plateia ou na festa,

e me fazia dar a ela o telefone dele ou a chave do seu quarto.

Ele me usava.

Fale das namoradas dele.

Ele estava sempre atrás de mulheres,

principalmente as casadas.

Quanto mais arriscado, melhor.

Transava com elas com os maridos dormindo no quarto ao lado.

Isso o excitava.

Mas às vezes, o marido acordava.

Há 3 meses, Peter fez implante nos dentes.

Um cara pegou ele com a mulher e partiu para cima dele.

Talvez isso não tenha sido o suficiente.

Meu marido não teve nada com a morte de Peter.

Passou o fim de semana fazendo canoagem com as crianças.

Ele foi embora, estamos negociando o divórcio.

Sabe de mais alguém que quisesse prejudicar o Sr. Van Vliet?

Peter não falava de seus problemas.

Quando estávamos juntos, só pensava em mim.

Você o viu recentemente?

No mês passado.

Ele vinha a Paris de vez em quando para me ver.

E para ver outras, com certeza.

- Eu não ligava. - Ele a fazia se sentir especial.

Soube que ele gostava de se arriscar.

Gostava disso? Sentia-se livre com ele?

Suponho que seja verdade.

Pode dar um exemplo do que ele gostava?

- Não vejo como... - Quanto mais soubermos,

maiores as chances de pegarmos quem o matou.

Peter era exibicionista.

Gostava de transar onde pudesse ser visto.

No carro, no banheiro de um restaurante.

Até aqui, tarde da noite,

insistia para transarmos em frente à janela.

Sempre a mesma janela?

Aquela ali.

No início, eu não queria...

mas Peter conseguia me convencer.

Quantas vezes em frente à janela?

6... Umas 6 ou 7 vezes.

Alguém estava lá vendo.

Muitos clientes sentam nesta mesa.

A pessoa teria insistido, tarde da noite, nestas datas.

Só temos o café há poucos meses,

mas essa garota... é esquisita demais.

Ela pedia chá e se sentava aqui,

olhando a Lua pela janela,

ouvindo música de órgão nos fones de ouvido.

Van Vliet dava um espetáculo para ela.

Esta garota esquisita. Tem seu nome ou telefone?

- Por que me daria o telefone? - Porque pediu a ela.

Relaxe, não vamos contar à sua namorada.

- Peter queria que eu visse. - Vocês eram amantes?

Não, nunca transei com Peter. Eu o admirava demais.

Era uma fã devotada.

Eu cuidava dele.

Devia ficar louca por vê-lo com outra.

Não, o fato de eu ver dava prazer a ele.

Ele era um demônio, sabia?

E um anjo.

- Foi à sua casa na Bélgica? - Não, não o perseguia.

- Essas fotos são de Peter? - São.

Se o perseguisse, e fosse à sua casa na Bélgica,

teria fotos da casa, mas disse que não o perseguia.

Só tem uma, que peguei no Google.

Mas é só. Eu não o perseguia.

De onde é essa foto?

Escola jesuíta, na margem esquerda.

Por que tem essa foto?

Há 7 anos, Peter ensinou música lá.

Só por um semestre.

Sortudos. Eles viram o anjo.

- E o demônio. - Como assim?

Conheci uma aluna, quando Peter ensinava lá.

Disse que ele teve um caso com a mãe de uma aluna.

Uma senhora muito religiosa.

Peter a seduziu e levou-a para a Bélgica.

Foi um grande escândalo.

Uma mulher religiosa...

Dono da moto: Yannick Morin, Rua de Belleville, 736.

Nada que chame atenção.

Me dê seu histórico.

Yannick Morin, nascido em 9 de fevereiro de 1987.

Duas condenações: agressão, cumpriu um ano;

posse com intenção de venda, cumpriu 18 meses.

Mas o que...

Ei!

Ei, babaca, me dê isso de volta!

Senhorita?

Oi, sou Jo Sinclair, quero falar sobre Adèle.

- Sou o pai dela. - Eu sei, ela me disse.

- Como a conhece? - A mãe dela vinha aqui.

Este é um centro para prostitutas.

- Você salva prostitutas? - Não, elas se salvam.

Quando a mãe foi diagnosticada com câncer,

eu e Adele ficamos próximas.

Foi muito corajoso indo ao enterro.

- Muitos teriam fugido. - Adèle tem um namorado...

- um traficante. - Não sou dedo-duro, senhor.

Pergunte à Adèle o que quer saber.

- Ela não vai falar comigo. - Trabalhe nisso.

E não pense que ela quer sua proteção.

- Nunca disse isso. - Mas é policial, não?

Se quer mesmo ser presente na vida dela,

deve encontrar outro caminho.

Talvez possa me dar umas ideias enquanto bebemos.

Conheço um bistrô na esquina.

Podemos conversar na minha sala.

Só conversa na sua sala? É terapeuta?

Sou freira.

Não bebo à noite com homens atraentes.

A mensagem que recebi.

Foi você.

Foi ideia da mãe de Adèle, antes de morrer.

Ela deixou algo para você.

Tenho que voltar ao trabalho, mas boa sorte.

- Obrigado, irmã. - Karyn.

Boa noite.

Foi uma tragédia. Uma tragédia particular.

Só queremos o nome da mãe com que Van Vliet se envolveu.

Os dois são adultos, não é assunto para a polícia.

Byard, vamos fechar a rua e nos posicionar no portão.

Por que fechar a rua?

Um posto de comando.

Para entrevistarmos professores, pais, ao buscarem os filhos.

O nome dela era Pauline Langlois.

A filha era da aula de música de Van Vliet.

Ela era a última pessoa de quem esperaria isto.

Uma mulher devota de caso com o professor da filha.

- Demitimos Van Vliet. - O que houve com a Sra. Langlois?

Ele a levou para a Bélgica. Ela levou a filha.

- E o Sr. Langlois? - Ficou arrasado, claro.

Rezou muito pela volta da filha.

Não sei se suas preces foram atendidas.

Com licença, cavalheiros.

Me encontre em uma hora, na Notre Dame.

Leia isto.

Obrigado.

"No século 17, o padre Antoine Estienne foi executado

em frente à Notre Dame por matar seu filho ilegítimo.

Estienne foi quebrado na roda, mas como não admitiu a culpa,

não obteve absolvição do padre presente.

Foi, então, queimado em frente ao portal do Juízo Final."

O Juízo Final.

Dois homens torturados, ambos sem absolvição.

Deixados no mesmo lugar, talvez mais uma coincidência.

Uma criança morta.

A filha da mulher que Van Vliet levou para a Bélgica.

Ele a matou.

Se eu fosse o pai dela, após rezar por sua volta,

também não esperaria pelo julgamento de Deus.

Não vi o Sr. Langlois na segunda, fui a Saint-Cloud.

- Gosta de corridas de cavalos? - De apostar.

Não dou a mínima para os animais.

A última vez em que viu Langlois?

Domingo de manhã? Não falei com ele.

Estava atrasada para a missa.

Conhece a esposa dele? A que se divorciou?

Não.

O Sr. Langlois se mudou para cá há 6 anos, sozinho.

Olhando a casa, nota-se que ainda está só.

Ele mencionou o homem que se casou com a mulher

- ou a filha? - Disse que morreu num acidente.

- Ele também tem um filho. - Um filho?

Isso é novidade.

- Ele não é de falar muito, não? - Não mesmo.

Ele lê muito.

É, vende livros na Internet, é como paga o aluguel.

Não sabiam?

E se chamam de policiais.

Jo, ele é fã de História.

- Você está bem? - Não se preocupe comigo.

Vou estar no seu enterro, e bêbado.

- O que tem aí? - É Langlois.

Ele se especializa em livros de História e religião.

Devia saber sobre o padre Estienne.

Desovar Van Vliet na Notre Dame é justiça poética.

Ele não resistiu.

Temos um boletim sobre Langlois e uma unidade na casa dele.

- E a ex-esposa? - Bem, não a encontramos.

Ela se separou dele, foi para a Bélgica

- e sumiu do radar. - E os filhos?

O garoto teria 17 anos. A menina, Claire...

Não há certidão de óbito na França.

Não conseguimos nada com nossos amigos em Mol.

Devem achar que ser policial é serviço de meio expediente.

Deve ir até lá, mostrar como se faz.

Como conseguiu o machucado no pescoço?

Não me lembro.

Um traficante fuleiro, Yannick Morin,

foi tratado no hospital ontem, com o nariz quebrado.

Disse que o assaltaram e tentaram levar sua moto.

O estranho é que não deu queixa.

Bem, um traficante...

Mais estranho ainda, você pegou a ficha dele ontem.

Se o está investigando, quero um relatório.

- Se é pessoal... - Sei o que pensa, está enganada.

Sei que você ainda usa. Ele é seu traficante?

Dois anos?

Não é o que o médico lhe deu, se não largar os maus hábitos?

Pena você não achar algo que o mantenha vivo.

Meus maus hábitos são o que me mantém vivo.

MOL, BÉLGICA

Então, o invasor entrou por aqui.

Digitais? Marcas de sapatos?

Estamos esperando um perito de Bruxelas.

A sala de ensaio é por aqui.

Por aqui.

Para o outro lado.

Casas antigas...

- Encontramos sangue aqui. - De Van Vliet?

Achamos que sim. Mandamos para Bruxelas.

Van Vliet deve ter sido surpreendido enquanto ensaiava.

Foi derrubado.

Achamos uma foto da feliz família.

Soubemos que a filha morreu em um acidente.

Um ano após chegarem,

a empregada achou-a morta no quarto. Foi há 6 anos.

No quarto?

- Que tipo de acidente? - Parada cardíaca autoinduzida

pela síndrome do "jogo do desmaio":

suspensão intencional de oxigênio ao cérebro

para induzir euforia. É comum entre adolescentes.

- O que está lendo? - A autópsia.

Seu legista também é de Bruxelas?

Não, é daqui. Meio expediente.

Diz que havia hematomas na genitália.

- Investigou a causa? - Claro.

A empregada surpreendeu a menina com um garoto em casa

uma semana antes. Ficou explicado.

Foi como eu disse à polícia. Achei a menina na cama.

O cachecol em volta do pescoço.

O outro lado estava amarrado à cabeceira.

- Tentou reanimá-la? - Como? Estava morta.

Entendemos que o Sr. Van Vliet era seu patrão.

Mas ele está morto, não precisa mais protegê-lo.

Se algo acontecesse a um deles...

não ia querer saber a verdade? A mãe de Claire não a merece?

O Sr. Van Vliet me chamou ao quarto da menina.

O cachecol estava em volta do pescoço.

Ele me mandou chamar a polícia e dizer que eu a achei assim.

E que eu tinha visto um rapaz no quarto dela há uma semana.

- Ele disse o que fez com ela? - Não, mas eu sabia.

A saia dela estava aberta, e... senti cheiro de álcool.

A mãe de Claire suspeitava dele?

Acho que sim. No ano seguinte, voltou à França com o filho.

Van Vliet a fez mentir.

Parece que embebedou a garota e a matou,

talvez por acidente, em um jogo sexual.

Para provar um motivo na morte de Van Vliet,

precisamos de uma autópsia da menina.

Tarde demais.

Ela foi cremada.

As cinzas foram enviadas à mãe na França, há dois anos.

Tem o endereço da mãe?

Com licença, procuramos a Sra. Langlois.

Sra. Langlois?

Gostaríamos de conversar, por favor.

Tudo bem.

Como me acharam?

A polícia, em Mol.

Estamos investigando o homicídio de Peter Van Vliet.

Você está bem?

Sabemos o que fez à sua filha, achamos que foi morto por isto.

Deus...

O corpo foi achado na Notre Dame.

É tudo culpa minha.

Se não me apaixonasse por aquele monstro...

Coloquei Claire na mesma casa que ele.

Sabe quem o matou?

Maurice.

Deve ter sido o meu ex-marido Maurice.

- Estava com muita raiva de nós. - Por isso se escondeu?

Sim.

Deixei meu filho com um primo em Neuilly.

Eu e Maurice tivemos um casamento péssimo.

Ele era controlador, eu estava sempre com medo.

Por isso fiquei com Peter.

Até agora, Maurice tenta me controlar.

- Ele entrou em contato? - Sim.

Na semana passada.

Ele tentou me ligar, mas não atendi.

Deixou uma mensagem.

Disse que precisava falar comigo.

Quer nos ajudar a pegá-lo?

- Polícia! Não se mexa! - Não se mexa!

Peguem ele!

- Quem é você? - É o meu filho!

Não machuquem ele! Alex!

Langlois estava escondido aqui.

Procurem no bosque! Mandem unidades àquelas casas!

- E chamem a unidade K-9! - Ele fugiu!

Alex?

Queremos pegar leve com você, mas vai nos dizer aonde ele foi.

Acha que seu pai se preocupa com você?

Ele deveria estar aqui, não você.

Não. O meu pai me ama.

Ele nos ama. Ele queria ver minha mãe, mas...

Por que estava com ele?

Ele me disse que Peter estava morto.

Precisava ficar comigo.

As pessoas com quem moro estavam fora, eu concordei.

- O que mais disse sobre Peter? - Peter era do mal!

Ele matou a minha irmã! Bagunçou a minha família!

Seu pai deu a ele o que merecia. É o que está dizendo?

Seu pai é um herói. Pode dizer. Diga, Alex.

Meu pai é um herói!

Não quero mais falar.

Meu filho se ressentiu muito com o divórcio.

Mas finalmente se acalmou.

Trabalha na academia do meu primo.

Ele se recusa a cooperar com os detetives.

- Talvez se falasse com ele... - Não adianta.

Ele ama o pai.

Às vezes, ele vê o mundo como uma criança.

Como assim?

Ele ainda espera que eu e Maurice reatemos.

É impossível, claro.

Maurice é rancoroso demais.

Certo, Sra. Langlois. Manteremos contato.

Obrigada.

Leve-a para casa, por favor.

Quais as chances de o garoto entregar o pai?

A mãe tem razão, ele adora o pai.

Solte-o.

Mantenha-o sob vigilância, caso Langlois tente contato.

Como estão nossas provas?

O laboratório procura provas no carro do Sr. Langlois,

caso tenha transportado o corpo de Van Vliet.

E temos o celular do Sr. Langlois.

Se tem GPS, podemos rastreá-lo.

Polícia! No chão, agora!

Calma, o Sr. Langlois não é um Jesse James.

Jesse James não deixaria o filho levar uma bala por ele.

- Você ainda não me condenou. - Seu carro está sendo examinado.

Questão de tempo até provarem que o corpo de Vliet esteve lá.

Li muitas histórias policiais.

Deixaria provas no carro, se o tivesse matado?

É a sua história.

"Eu o matei, mas sou muito esperto para deixar provas."

Eu disse: "Se o tivesse matado."

- Mas queria matar aquele inseto. - Sim, claro.

Ele roubou a sua esposa...

Não ponho a culpa toda nele.

Se tivesse sido um marido melhor,

um pai melhor...

Não amava os seus filhos?

Eu amava Claire.

Eu amo Alexander mais do que a própria vida.

Van Vliet os levou de você. Levou Claire para sempre.

É... e eu o odiava por isso.

Deus sabe que eu não devia, mas odiava.

Pensei em coisas terríveis que podia fazer a ele.

Mas me odeio mais por ter sido negligente com minha família,

por permitir que esse monstro a destruísse,

por não lutar mais para nos manter unidos.

Você acredita no Juízo Final?

Acredito que haverá um ajuste de contas.

Acredito que já fez isso. Conhece este livro?

Havia uma cópia no seu apartamento.

Esta passagem descreve a execução do padre Estienne.

Foi acusado de matar seu filho ilegítimo.

Ele recusou-se a admitir a culpa.

Foi executado sem receber absolvição da Igreja.

Van Vliet foi desovado em frente ao Juízo Final.

Tímpanos furados para não ouvir o chamado

para receber absolvição de Deus.

Van Vliet e o padre Estienne.

Uma piada interna de um fã da História.

Meu trabalho não é facilitar o seu.

Se quer me condenar, deve trabalhar por isso.

Lembro o dia em que foi tirada.

Eu a levei para a escola.

Ela gostava de um garoto, mas ele a ignorava.

Ela chorava nos meus braços.

Eu contei uma piada idiota

e a fiz sorrir.

Não, não há nada.

Nada nas câmeras do pedágio e nada no carro.

- Ele fez o dever de casa. - Está brincando conosco.

A sua raiva...

Sujeitos assim, quando matam, a raiva acaba, se vai.

Mas ele, não.

Cuidado. Caleb ajudou a fazer o [mezze.

O cheiro está ótimo.

- É para você, tio Jo. - Obrigado.

Veja só esses olhos. Veja só.

Quando ele nasceu, sabia que era o meu fim.

Vai sentar aqui?

Karyn, preciso vê-la.

Com licença, um instante.

Marque um encontro. 15 minutos, em qualquer lugar.

Adèle tem medo de você. O namorado foi espancado.

Ele é traficante, isso acontece.

Jo, pode mentir para mim, mas não para ela.

Peguei a droga dele, ele veio atrás de mim.

Ouça, preciso que ela me dê uma chance.

Você entende?

Esta foto.

Eu tirei esta foto.

Quer fazer um acordo com ela?

O que vai pôr na mesa? Qual o seu jogo?

Oi...

Esvazio minha cabeça de todos os pensamentos.

Me liberto de todos os desejos.

Vejo meu alvo.

Me concentro... e...

Isso!

Viu isso?

Ei...

você pode subir. Terá refeição e cama.

É isso aí.

Melhor ser cachorro do que bichinho de estimação.

Reclamaram que o cinto da esteira 2 está caindo.

Espere, espere.

- Quero falar com você. - Estou muito ocupado.

Pode falar e trabalhar.

Odiaria ter acordado cedo para nada.

Sobre o que quer falar?

Devo mesmo lhe dizer por que estou aqui?

Quanto você levanta?

100kg.

Ah, 100kg.

A van de seu primo. Ele a usa no trabalho, não?

Acho que sim. Com licença.

Deve registrar a quilometragem. O que ele dirá

se achar uma diferença de 960km no hodômetro?

Olhe lá fora.

Lá fora.

Ele levou o carro para o fim de semana.

Deixou a van com você.

Sei que não foi o seu pai.

Se ele fosse entrar na sala de Vliet para surpreendê-lo,

teria aberto a porta do jeito normal.

Isso faria barulho.

Van Vliet seria alertado.

Porque a maçaneta gira no outro sentido.

Ele teria lutado com seu pai.

Mas não houve luta.

Porque o invasor sabia como girar a maçaneta.

Porque quem sequestrou Van Vliet

morou naquela casa por dois anos.

Sinto por você, garoto.

Só queria ver seus pais juntos, como qualquer filho.

Mas esta tragédia os estava afastando.

A ferida que continuou sangrando,

que seu pai não podia perdoar.

Você decidiu fazer algo a respeito.

Você matou Van Vliet como uma mensagem para o seu pai.

Uma mensagem escrita numa linguagem que ele entendia.

A linguagem da História.

Você esperava curar a ferida e...

trazê-lo de volta para sua mãe.

Eu estraguei tudo.

Meu pai descobriu o que eu fiz.

Mas disse que assumiria a culpa, que tinha que fazer isso.

Disse que todos achariam que tinha sido ele.

Eu planejei tudo.

Só que...

Só que não pensei.

Nunca quis prejudicar o meu pai!

- Não! Não! - Eu quero morrer!

Me deixe ir!

Não...

Por que me impediu?

Pena o garoto não estar aqui para ver isso.

Alô.

Adèle?

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