All language subtitles for From.the.River.to.the.Sea.Um.Filme.Sobre.a.Guerra.em.Israel.2024.1080p.WEB-DL.NACIONAL.2.0_Track04

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Original subtitles

Da tradição Abraâmica,

surgiram três crenças que hoje são adotadas pela maior parte da humanidade.

Essas três crenças se chocam em Jerusalém.

O Judaísmo lamenta a destruição de seu templo e aguarda o Messias na Terra Prometida.

O Cristianismo chama de santa a terra onde Jesus teria sido sepultado.

E o Islã construiu a Mesquita de Al-Aqsa onde Maomé teria ascendido aos céus.

Nossos textos sagrados ensinam que Abraão tinha dois filhos:

Isaque e Ismael.

Nós, o povo judeu, descendentes de Isaque,

estabelecemos nosso reino na Terra Prometida

até sermos raptados e subjugados por invasores cruéis.

O domínio do Império Romano levou à Grande Revolta Judaica,

que foi brutalmente esmagada.

Eles apagaram a Judeia e deram outro nome à nossa terra:

Palestina.

Por séculos, vivemos perseguidos pelo mundo,

fortalecendo o movimento sionista, que luta pelo nosso retorno.

Na Primeira Grande Guerra, um novo aliado renovou nossa esperança.

Ecoando nossos clamores por um estado, o Império Britânico prometeu seu apoio

para a criação "de um lar nacional para o povo judeu na Palestina".

Mas quando a guerra foi vencida, eles colocaram seus interesses acima das promessas anteriores

e dividiram o território entre si.

Como se não bastasse, a promessa feita a nós também foi feita a outros povos.

Enquanto os descendentes de Isaque se espalhavam pelo mundo em tribos,

nós, o povo árabe, descendentes de Ismael, primogênito de Abraão,

migramos pelo Oriente Médio até que,

de Meca, surgiu aquele que nos guiaria,

o Profeta Maomé, que a paz esteja com ele.

Com a revelação final, nosso califado conquistou continentes, derrubou fronteiras,

e mostrou a força da verdade islâmica.

Por séculos, derramamos nosso sangue lutando pela santa cidade de Al-Quds,

onde nosso Profeta ascendeu aos céus.

Quando a Primeira Grande Guerra começou,

as forças coloniais britânicas pediram nossa ajuda,

em troca de uma promessa:

a independência de nosso Estado.

Ao menos, foi o que pensamos.

Fomos enganados pelos britânicos,

que ao vencerem a guerra tomaram posse de nossas terras

e fizeram outro juramento aos sionistas,

trazendo discordância mais uma vez à cidade santa.

Não eramos bem vindos na terra de nossos antepassados,

e para piorar,

outra grande guerra eclodiu.

Após as atrocidades cometidas na Segunda Guerra Mundial,

e a tentativa de genocídio que matou 6 milhões de judeus,

uma promessa foi feita:

nunca mais.

Finalmente, o mundo reconheceu a necessidade do povo judeu ter o seu próprio país.

As Nações Unidas propuseram o reconhecimento da Terra Prometida como nosso Estado soberano.

mesmo que fosse apenas uma fração dela,

e para manter a paz, a divisão do território, em dois Estados independentes:

Israel para os judeus,

e Palestina para os árabes palestinos.

Mas os árabes rejeitaram a proposta.

Não podíamos aceitar esta colonização de nossas terras

por pessoas que vieram aqui sem nossa permissão.

Então, conforme Israel declarou sua independência,

um exército de sete nações árabes declarou guerra contra nós.

Nossos vizinhos vieram em socorro da Palestina contra os invasores sionistas

apoiados por colonizadores europeus,

mas sem sucesso.

O que Israel veio a chamar de independência,

verdade seja dita, é a catástrofe do meu povo:

Al-Nakba.

Repetidamente, conseguimos defender nossa existência, até que o Egito,

nosso vizinho mais forte, desistiu da guerra e aceitou a paz.

Mas nem todos seguiram seu exemplo,

e o Oriente Médio continuou a cobrar seu preço em sangue.

Com o enfraquecimento de nossos irmãos árabes, novos movimentos de resistência surgiram,

dispostos a se martirizarem para derrotar os sionistas.

Criamos a Organização para a Libertação da Palestina

com o objetivo de devolver nossa terra ao povo palestino.

Israel continuou a lutar contra o terrorismo,

assinou vários acordos e alcançou grandes vitórias.

Isso nos levou a acreditar que o fundamentalismo estava cada vez mais distante

e a paz definitiva cada dia mais próxima.

Isso parecia ser "o fim da história" se concretizando.

Infelizmente, uma ameaça sinistra ainda se espreitava pelas sombras.

Observando,

rezando,

e se preparando.

Quem observa objetivamente o que tem acontecido na última geração

percebe que há uma luta.

Quem será o líder do mundo de valores na humanidade?

Ainda estamos em uma situação onde o Ocidente é a cultura dominante.

Hoje as coisas estão em perigo, uma certa desestabilização.

O mundo islâmico está tentando ser o líder.

Primeiro,

muitas pessoas no Ocidente perderam o desejo de ser a cultura

que liderou o mundo nos últimos séculos.

Eles querem viver suas vidas privadas

e abriram mão da hegemonia moral,

da hegemonia política, econômica,

como a Europa tinha, e as suas colônias.

Em segundo lugar, muitos na Europa

se arrependem e sentem remorso pelo que fizeram aos povos da África,

para as pessoas na América do Norte, na América do Sul, para os povos indígenas,

e nós, o povo do Ocidente, devemos cancelar tudo o que fizemos

para compensar os erros dos quais somos culpados,

o discurso pós-colonialista.

Em terceiro lugar,

muitos no Ocidente abandonaram o Cristianismo,

tornando-se ateus.

E quando você desiste da sua religião,

você desiste da sua história, da sua cultura,

você desiste do seu passado,

e essencialmente você não tem raízes,

e, portanto, não importa quem estará aqui,

se será um país com maioria cristã

ou maioria muçulmana,

ou qualquer... não importa.

Por quê?

Não há necessidade.

Eles não trazem filhos ao mundo.

E, portanto, eles já estão vivendo uma cultura

que está a caminho de deixar de existir.

Hoje, o que está acontecendo em Gaza

é parte de um confronto mundial

liderada pelos EUA e pelas forças ocidentais.

Palestina é

a terra que mais sofreu com a ocupação

Com a aprovação de todos os países do mundo,

inclusive do Conselho de Segurança da ONU,

dos EUA, Grã-Bretanha, França, todos concordam que essa terra fique ocupada.

Eles que plantaram a ocupação israelense nela.

Essa é a Palestina.

Por essa razão, os palestinos suportaram com paciência.

Eles não lutam em vão, eles lutam pela sua liberdade,

assim como qualquer outra nação.

Não é Guerra Fria.

É um aquecimento para a próxima guerra.

Aqui é o Oriente Médio, não o Ocidente.

Todos os lugares sagrados do Judaísmo, do Islamismo, do Cristianismo, estão aqui.

No Ocidente, tem cerveja, vodka, whisky, bar, jazz, ballet e espaguete.

No Oriente Médio se fala em nome de Deus.

Em nome do Antigo Testamento, em nome do Novo Testamento,

em nome do Alcorão, em nome da Bíblia,

em nome de Moisés, em nome do Profeta Maomé,

em nome de Jesus.

É um idioma diferente.

O conflito aqui é extremamente complicado.

E a maioria das pessoas querem uma história simples.

E a maioria das pessoas também

pensa em termos que são muito bons para engenheiros:

problemas, soluções.

Você vem para o Oriente Médio, esqueça as soluções.

Deixe-me explicar dessa forma...

Um modo de vida pluralístico

é aceitável para uma minoria da raça humana.

O conceito de "viver e deixar viver"

não é comum para a maioria da humanidade.

Isso é majoritariamente um produto da civilização ocidental.

No Oriente Médio,

se alguém não tem medo de você, você deve ter medo dele.

Acreditamos que não estamos lutando a guerra de Israel.

Estamos lutando a guerra de todo o mundo ocidental, humano e democrático.

Estamos simplesmente na linha de frente.

Estamos lutando contra o Islã radical

que nos chama de pequeno Satanás.

Mas eles chamam os Estados Unidos de grande Satanás.

Nesta grande luta,

o povo de Israel está exatamente no meio.

E isso nos convida a oferecer soluções

para as questões de valor que a humanidade enfrenta hoje.

Pode-se dizer, em todo o globo.

Meu nome é Einat Wilf, eu nasci e cresci em Jerusalém, em Israel.

Os anos 90 em geral foram essa década de euforia,

Onde não era apenas em Israel, era ao redor do mundo.

A União Soviética recém tinha colapsada,

os países do Leste Europeu tornaram-se livres,

o Apartheid na África do Sul tinha acabado,

A Irlanda do Norte assinou a paz,

então havia esse sentimento de paz e mudança

ao redor do mundo e do "fim da história".

Eu estava eufórica, como muitos isralenses pacifistas.

Meu nome é Yariv Horowitz.

Eu nasci em Israel.

Por muitos anos, fui exposto pela guerra Israel-Palestina

em vários aspectos.

Pensando se há algum caminho

para se manter vivo e viver em paz com os vizinhos,

essa é a grande pergunta que está em Israel por muitos anos.

Eu fiz muitos filmes durante os anos,

muitos falando sobre a paz,

sobre ter humanidade.

Principalmente filmes humanistas, espero eu.

Então, eu fui alguém que trabalhou com Shimon Peres, o vencedor do Prêmio Nobel da Paz.

Eu era membro do Partido Trabalhista, e depois me tornei membro do Parlamento.

Eu era parte do campo da Paz,

apoiadora dos Dois Estados.

Só deem aos palestinos o território.

Eu apoiei tudo isso!

O que é incrível é que eu estava começando a ouvir o que os palestinos estavam falando.

Realmente ouvir.

Os palestinos sempre nos contaram o que eles queriam,

Nós só não ouvimos.

Mas eles nos falaram.

"Do rio ao mar, Palestina será livre".

Esta é a bandeira da Libertação Palestina.

De um lado, eles mostram o Monte do Templo, o Domo da Rocha e escrevem "Al-Quds Lana".

"Al-Quds Lana" significa "Jerusalém é nossa".

Desde quando Jerusalém é uma cidade palestina?

Afinal, nunca houve um estado palestino aqui, ou... uma capital palestina.

Do outro lado: "Palestina".

E isto é essencialmente o mapa do Estado de Israel. Todo o Estado de Israel.

Isso significa que a ideia de estabelecer a Palestina

tem como intenção abolir a existência do Estado de Israel completamente.

Do rio ao mar, do Rio Jordão ao mar.

E caso você esteja refletindo, pois, de novo, em inglês eles gostam de fingir

que "Palestina será livre" é uma ideia neutra onde todos vivem em harmonia.

A frase original, antes de ser traduzida para o inglês,

era "de água a água, Palestina será árabe".

Sem judeus.

Eu nasci em 1980,

um ano após a Ascenção da Revolução Islâmica ao poder no Irã.

Durante 18 anos, eu vivi na cidade de Esfahan.

Durante três anos eu estudei na Universidade Koshan.

Vocês já ouviram falar sobre essa Universidade nos jornais,

ela está relacionada ao reator de urânio.

Um desses reatores encontra-se em Koshan.

Quatro anos atrás, eu disse a uma mulher que

se continuarmos com essa visão de mundo no Oriente Médio,

chegará um dia em que não haverá sacos de lixo suficientes para nossos corpos.

Ela me disse que eu sou um profeta da desgraça.

Eu disse a eles, eu não sou um profeta da desgraça nem um profeta de boas notícias.

Eu sou simplesmente uma criança deste bairro chamado Oriente Médio.

Cresci com muçulmanos,

fui educado com muçulmanos,

estudei com eles em mesquitas,

estudei o Islã,

estive na inteligência por 15 anos.

Sei exatamente o que é esse mundo.

Se você continuar com essa visão de mundo,

chegará um dia em que sacos de lixo não serão suficientes para nossos corpos.

E então chegou o 7 de outubro.

Sempre explico para as pessoas que se eu tiver que definir em uma frase

o que que são essas pessoas que vão nesse tipo de festival...

são pessoas que escolhem amor.

Ninguém está interessado se você está parecendo estranha, se você está normal ou não está normal.

Então é uma coisa assim... muito...

libertadora e nova,

quebrando padrões que a sociedade impõe em você.

Passamos a noite, celebramos com todos os amigos,

todos chegaram, encontramos todos, celebramos, dançamos,

e então veio o nascer do sol.

E eu estava com uma pessoa que era o Ranani

Meu namorado.

A gente estava dançando e do nada a música parou.

Para a gente foi do nada.

E aí a gente começou a ouvir explosões.

Aí a gente olhou para cima e a gente viu

Muito míssil.

Muito míssil, de Gaza.

Eu moro aqui já fazem quase quatro anos,

O Ranani morava aqui por sete, oito anos.

A gente está acostumado com esse tipo de situação.

Não porque é uma coisa do dia a dia, mas porque a gente conhece os procedimentos.

Então a gente viu tudo isso acontecendo, e a gente só:

"Ok, vamos entender para onde a gente vai".

Meu amigo e eu estávamos muito calmos.

Fomos soldados do exército, e realmente, vimos, passamos,

dissemos "está tudo bem, há Domos de Ferro",

Os Domos de Ferro são essencialmente nossa proteção aqui no país,

contra foguetes, que detecta um foguete, e intercepta, derruba.

Então a gente começou a correr na rua,

em sentido Reim.

a gente viu o primeiro bunker de estrada,

que é literalmente um bloco de cimento,

É um retângulo de cimento que não tem porta.

Isso é um bunker de estrada.

E a gente foi aos primeiros entrar, a gente chegou no bunker era tipo 6:50 assim,

bem rápido, a gente saiu da festa, pegou as coisas e foi embora.

E ficamos conversando os três sentados no canto do bunker.

E de repente ouvimos tiros.

De longe.

Num momento, vemos uma multidão de pessoas.

Correndo para trás, correndo.

Uma multidão louca de pessoas, correndo de volta em direção ao festival.

E atrás deles um veículo com uma metralhadora na traseira.

E vemos, pa-pa-pa-pa-pa-pa-pa, por toda parte.

Foi passando um tempo e devagarzinho foram

entrando mais e mais e mais pessoas que estavam na festa.

E a gente tornou a ser 40 pessoas num lugar que

é para ser para 12 quando está cheio.

A gente começou a ouvir tiros do lado de fora,

A gente não entendeu nada do que estava acontecendo.

eles jogaram a primeira granada de gás para dentro do bunker.

eles jogaram a primeira, eles jogaram outra e mais uma, e equipamento de

aquecimento, umas bombas que aquecem o ambiente para as pessoas saírem.

A gente começou a sentir que a gente estava cozinhando, eles começaram a entrar,

eles começaram a atirar em todo mundo que estava se mexendo.

Aí eles começaram a construir,

na entrada do bunker,

uma fogueira onde eles começaram a queimar corpos de pessoas,

então toda essa fumaça também estava entrando para dentro do bunker.

E na minha cabeça a única coisa que passava era...

"Nossa, eu vou morrer que nem uma judia no Holocausto"

Porque...

a minha infância inteira como judia, você escuta sobre o Holocausto.

Minha família inteira,

por parte da minha avó,

morreu no Holocausto na Polônia.

Você se encontra num espaço pequeno, com gás, cheio de judeus...

A primeira coisa que vai na tua cabeça é isso.

O Ranani, pelo que eu percebi dele, começou a sentir impotente,

E aí ele virou para mim e ele falou que...

Ele queria mudar alguma coisa, precisava tentar combater isso de alguma maneira,

Ele só queria sentir que "ok, já que a gente vai morrer..."

"Pelo menos que eu morra tentando".

Essa é a sensação que eu senti dele.

E eu não vi mais ele lá dentro,

Minha perna esquerda começou a doer muito por umas duas horas,

por causa do peso das outras pessoas em cima de mim...

meu ouvido, eu sentia ele sangrando,

eu sentia meu olho ardendo...

E desmaiava...

e acordava...

E era tipo o mesmo ciclo, eu desmaiava e acordava,

xingava Deus por não me levar ainda, porque eu já estava numa agonia absurda,

Eu só queria morrer rápido, porque estava doendo, o corpo dói, dói o pulmão,

arde tudo, é um calor, você sente que está cozinhando, as pessoas gritando,

é uma cena horrorosa que você não quer nem imaginar,

Depois de umas cinco horas nessa situação,

eu vi um homem

entrando no bunker, e gritando:

"me haeadain barraim, me haeadain!"

Que é tipo "quem ainda está vivo, quem está vivo dá um sinal de vida!"

E...

Nesse momento eu levantei...

não sei como, eu empurrei as pessoas que estavam em mim,

levantei...

E eu virei (...) e ele não estava me vendo direito,

Por causa do gás, e era um cheiro também de...

de corpo queimado, que é uma coisa que não dá nem pra descrever, nem pra esquecer.

E ele pegou e começou a me apressar pra sair.

Só quando ele me apressou pra sair eu congelei,

porque...

entre eu e ele...

tinha um mar de corpos.

E só naquele momento eu percebi que eu estava cercada por corpos.

E esse cara na entrada ele me abraçou assim, tipo, me colocou entre os braços dele.

e me levou pra fora.

A primeira coisa que eu senti foi o calor da fogueira,

do lado do bunker,

a cena dos corpos queimados.

Me tirou e me levou para trás do bunker,

para parte onde é liso e não tem entrada.

E eu vi o Rafa deitado no chão...

olhando assim para cima,

tipo agradecendo Deus que ele estava vivo, meio em choque assim.

Se olhando e olhando para cima.

E a única coisa que eu consegui falar pra ele...

era "o Ranani morreu".

Ainda naquele momento eu não quis aceitar que eu vi o corpo dele lá.

Eu vi.

Mas eu não quis aceitar, eu quis acreditar que eu imaginei coisas.

E...

dentro essas 40 pessoas só 10 saíram vivos,

as pessoas que estavam debaixo de muitas outras...

e o irônico...

é que todo mundo...

a maioria das pessoas que morreram dentro do bunker

estavam extremamente feridos. Irreconhecíveis.

E aqueles que saíram vivos

não tomaram nenhuma bala,

porque a gente estava debaixo de todos aqueles.

O 7 de outubro foi o maior ataque terrorista

no território israelense.

Cerca de 3 mil terroristas do Hamas invadiram o território israelense,

entraram em uma festa que estava ocorrendo no sul de Israel no feriado judaico,

nessa festa assassinaram mais de 300 pessoas,

partiram para diversas comunidades,

entraram em dezenas de comunidades no sul de Israel.

os terroristas assassinaram cerca de 1.200 pessoas,

deixaram 5.500 pessoas feridas

e sequestraram 240 pessoas.

Eu falei "meu, o que que isso!?"

Eles estavam rindo!

Eles estavam matando e rindo!

Eu vi.

Eu vi a alegria deles quando chegaram lá.

E alegria em prejudicar pessoas inocentes.

E eu pude ver seus olhos.

Seu sorriso. Sua barba.

A sujeira aqui. Eu vi, nós vimos tudo.

E eu vi o sorriso deles quando nos viram.

Essa alegria.

Mas alegria que vem de uma fonte de...

de onde eles vieram... como... não dá para explicar.

Cerca de uma semana após o ataque do Hamas,

viajei para visitar os kibutzim que foram atingidos no ataque do Hamas.

Em minha vida, nunca vi tais cenas.

E a coisa que mais lembro é o cheiro.

Havia um cheiro que eu nunca tinha conhecido antes.

O que é chamado de cheiro da morte.

E havia destruição total.

Sangue por toda parte.

E um cheiro, apenas um cheiro terrível.

Isso é a coisa mais forte que ficou marcada em mim

dessa visita aos locais do massacre.

O dia 7 de outubro mudou algo na sua perspectiva?

Na minha perspectiva, sim, eu fiquei muito decepcionado,

muito decepcionado...

Ao entender que existe o mal também.

Existe a pura maldade.

O mundo é tão avançado, e todos nós aprendemos a história, filosofia,

direitos humanos.

Eu não podia acreditar que ainda

existia um percentual de pessoas tão grande nesse planeta,

nem tantas, 15%, 10%...

Que ainda não chegaram lá.

Eles ainda estão em...

"Se você vai ter relações com esse garoto, nós vamos te matar na família!"

"Porque se você é gay, nós vamos te matar!"

É muito...

É primitivo para caralho.

E está tudo bem, eles podem viver assim, mas

não venham me matar se eu vivo de forma diferente.

Meu nome é Mosab Hassan Yousef,

Eu nasci em Ramallah, a Cisjordânia.

É a parte conhecida por Israel como Judeia e Samaria.

onde a Autoridade Palestina tem tentado estabelecer um estado palestino.

Eu sou o filho de um dos fundadores do Hamas, Sheikh Hassan Yousef.

Eu cresci entre a liderança do Hamas,

bem perto das decisões tomadas,

testemunhei a evolução do Hamas.

Então, com todo esse conhecimento,

Eu ainda penso sobre como é muito complicado

entender todas as dimensões desse conflito.

Se eu te disser que conheço meu pai completamente, eu estaria mentindo para você.

Eu não sei nem se ele mesmo sabe quem ele é.

Sua afiliação ao Hamas

É mais como uma persona, um trabalho que ele assumiu,

um título ou uma identidade

que ele teve que se conectar.

Na minha opinião, tudo isso é falso.

São apenas...

Não quem ele é.

Mas o que ele insiste em ser.

Onde ele está muito convencido dessa identidade religiosa.

Dos primeiros condicionamentos de sua vida,

literalmente, são só os primeiros 15 ou 20 anos da vida dele.

Para nós,

a Terra Santa era a Palestina.

Era assim que se referiam. Então crescemos acreditando

que havia algo como a Palestina, como um país.

Além disso, a doutrinação islâmica

que considera Jerusalém

e toda a região como pertencente ao Islã,

que os muçulmanos nunca deveriam entregá-la

para não-muçulmanos.

Então crescemos com essa crença,

de que devemos emancipar,

lutar até libertarmos a Mesquita de Al-Aqsa,

até que nós expulsemos completamente o povo judeu daquela terra.

Então, não é apenas uma questão da Palestina,

Mais importante: é uma terra islâmica

e é o dever de cada muçulmano ao redor do mundo

lutar até que ela seja libertada.

Quando eu fui preso,

eu estava cheio de ódio contra Israel.

Eu queria me vingar.

Na prisão, Israel estava procurando por colaboradores.

E quando Israel me abordou para trabalhar para eles, pensei que

poderia enganá-los e manipulá-los a favor do Hamas.

É por isso que concordei a princípio.

E eu tinha apenas 19 anos... na realidade acabava de completar 18 anos.

Então, concordei com a intenção oculta de prejudicar os israelenses,

Quando vi o Hamas na prisão israelense, em 1996,

Eu fiquei chocado por causa do abuso do Hamas.

Eles abusavam do poder...

Naquela época, o Hamas funcionava como um pequeno governo.

Eles tinham um governo completo, ministros, liderança.

Eles tinham tarefas diferentes. Eles tinham ala de segurança.

Eles matavam pessoas, eles torturavam pessoas...

eles acusavam pessoas inocentes...

Eles destruíram vidas dentro da prisão e fora dela.

A única fonte que realmente parecia crível e confiável

era o inimigo que eu pensava o tempo todo que queria destruir,

que era Israel.

Os primeiros anos da minha relação com o serviço de inteligência israelense

baseavam-se em suspeita, em dúvida.

Não confiávamos completamente um no outro.

Mas eu me concentrei na minha educação e me concentrei em aprender.

Me concentrei em explorar

e conhecer meu inimigo do outro lado.

Depois isso se transformou em amizade,

e pontes de confiança foram estabelecidas

até que a Segunda Intifada começou.

A Segunda Intifada foi uma campanha

de matança deliberada de civis

de forma indiscriminada

por bombardeiros suicidas em ônibus, em cafeterias, em restaurantes e hotéis.

Quando a Segunda Intifada começou, eu me vi em reuniões com o Yasser Arafat.

Eu me vi em reuniões da liderança do Hamas,

eu me vi no epicentro de todo o conflito.

Eu era capaz de fazer algo sobre isso.

Eu estava apto a parar a violência.

Basicamente a estratégia de Yasser Arafat

foi sua estratégia de globalizar a intifada.

ele pensou

que se transformássemos isso em um caos global,

o mundo inteiro pressionará Israel a resolver este problema.

Ele começou sequestrando aviões comerciais,

eles foram para as Olimpíadas em Munique,

assassinaram muitas pessoas.

Foi uma estratégia de Yasser Arafat, uma estratégia da Libertação Palestina.

Meu nome é Yaakov Amidror.

Eu sou um major-general da reserva após 36 anos de serviço no Exército de Israel.

Eu era o Conselheiro de Segurança Nacional do Estado de Israel

e o Conselheiro de Segurança Nacional do Primeiro Ministro.

E Arafat foi o primeiro líder sério após a Guerra de Independência.

que surgiu para os palestinos, conseguiu unir quase todos,

e liderá-los tanto na arena internacional quanto contra o Estado de Israel,

para algo que é quase um Estado.

Mas quando ele chegou a esse ponto,

provou que não conseguia passar da fase de líder terrorista

para a fase de líder de Estado.

Não é verdade que estávamos constantemente tentando matar o Yasser Arafat.

Se estivéssemos tentando o tempo todo, teríamos conseguido.

Eu sou Uzi Dayan.

Em todos esses anos no exército de Israel, eu cheguei à patente de Major General.

Eu fui Vice-Chefe de Gabinete e diretor do Conselho Nacional de Segurança

Meu pai era o irmão mais novo de Moshe Dayan.

Havia uma equipe que tentava descobrir como poderíamos eliminar Yasser Arafat.

Não conseguimos,

principalmente porque ele estava sempre rodeado por muitas pessoas,

E não podíamos matar 300 civis libaneses, mulheres e crianças,

só para talvez matar Arafat também.

Acho uma pena não termos matado ele naquela época.

Porque no final,

Arafat se mostrou o nosso maior inimigo do processo.

Eu o conheci pessoalmente. Estive em seu escritório várias vezes.

Yasser Arafat, por um lado, se apresentava como pacifista.

O vencedor do Prêmio Nobel da Paz.

Mas em segredo, ele dava ao Hamas a permissão

e as bênçãos para a realização de ataques com bombardeios suicidas.

Isso era o que eu presenciei em suas reuniões. Eu coloco a minha mão no fogo por essa informação.

E eles não estão procurando pela paz. Eles não estão procurando acabar com o conflito.

Eu conheço a maioria deles em um nível pessoal,

sua vida secreta, sua vida pública, sua família,

seus primos... como eles conduzem negócios, a mentalidade deles.

E...

os considero indignos de confiança.

Talvez os americanos tenham esquecido o ataque em 11 de setembro,

o maior ataque terrorista em Nova York.

Foi um acidente?

Quero revelar um segredo para você agora.

A pessoa que criou a Al-Qaeda.

A organização que destruiu as Torres Gêmeas,

ele é palestino.

O nome dele é Abdullah Azzam,

ele vem de perto da minha aldeia,

ele era professor na minha escola!

Bem, em nome do misericordioso e compassivo, eu sou Mohammad Masad.

Nasci no ano de 1975, na aldeia de Burqin, perto de Jenin.

Nasci em Gaza, em Khan Yunis,

em uma família palestina chamada Ayman Abu Sabouh

Meu pai trabalhou por sete anos em Israel,

quando ele ouvia sobre o assassinato de judeus, ele dizia:

Graças a Deus, que todos eles morram.

Toda criança tem um sonho

e meu sonho era ser médico.

Quando cheguei à idade escolar, a primeira lição que nos ensinaram foi a palavra

Palestina.

E nos ensinaram aritmética.

Cinco judeus, matamos três judeus,

quantos sobraram?

Dois.

Vamos matá-los também, sim.

Primeiro de tudo, eu fui preso pelos israelenses, porque eu estava com os palestinos, eu era um bombardeiro,

eu estava tentando queimar os israelenses, jogando coquetéis molotov para queimá-los!

Aos 19 anos, fui preso.

Fui preso por Israel.

E fui levado ao tribunal.

E disse ao tribunal que queria ser judeu.

E os judeus me deportaram de volta para Gaza.

Não tinha só os judeus no tribunal. Havia palestinos que também me ouviram.

As pessoas da Libertação Palestina me libertaram da prisão israelense,

então eu retornei, juntei-me a eles,

e voltei a ser um terrorista maior e mais sofisticado,

pensando em planos mais ricos para prejudicar Israel,

e para destruir o Estado de Israel.

Me deportaram de volta para Gaza.

E lá passei por experiências muito difíceis.

Me penduraram pelos pés no teto, cabeça para baixo.

Sob água fria, água quente.

Choques elétricos, pregos nas minhas mãos.

Me lembro de estar dentro do colchão, com chutes por todo lado, e chutes nas pernas.

E meu pai diz: este não é meu filho.

Estes são os filhos traidores.

Você trouxe vergonha para a família.

Eles mataram muitos dos meus amigos porque se opuseram.

Um deles, o melhor homem, o melhor de todos,

que só queria o bem para a população, se opôs à Autoridade Palestina nas redes sociais,

eles o mataram com paus, machados, facas,

seu nome era Nizar Banat, todo esse incidente está documentado.

Eles o mataram diante dos olhos de seus filhos.

Mataram nossos amigos, mataram nossos irmãos por se oporem à corrupção deles.

Por se oporem à guerra, por se oporem às ações desumanas deles.

Depois de um mês, eles me expulsaram de casa.

Eu era como um sem-teto vagando pelas ruas com as mesmas roupas, uma camisa curta, calças e sapatos tamanho quarenta.

eu fugi de lá para o Egito,

do Egito para a Turquia, da Turquia cheguei a Israel.

Então eu deixei os palestinos, me desconectei deles,

Fugi para Israel, e comecei a viver em Israel.

Os israelenses puderam ver que eu sou um ser humano e mudei de ideia.

Mas só porque denuncio os palestinos,

todos os dias, toda hora, eles enviam alguém para me matar.

Eles colocaram uma bomba debaixo do meu carro.

Eu não posso dirigir um carro, há 4-5 anos,

Eu não tenho medo por mim,

eles me conhecem, eu correria em direção à morte contra eles.

Eu não tenho medo da morte e não tenho medo de nada.

Mas infelizmente, o mundo não sabe o que está acontecendo. Aparentemente o mundo é cego, não vê.

Ninguém fala sobre como eles mataram nossas crianças de uma maneira cruel.

Vocês vêem eles cortarem as cabeças dos bebês...

Pendurando-os numa corda...

Como se fosse roupa para secar...

Eu tinha que pensar,

e se o Hamas conseguir um dia destruir o estado de Israel e construir um Estado Islâmico?

como eles querem.

É isso o que eles vão fazer com o nosso povo?

Porque quando você mistura política e religião, você tem a entidade mais corrupta

de todos os tempos. Isso é como a pior coisa que poderia acontecer.

E isso é o Hamas.

Allahu Akbar! (Deus é o maior!)

Entenda, isso é uma guerra religiosa. Não importa como você olhe para isso.

Hezbollah, ISIS, Al-Qaeda,

então qual é a diferença entre eles?

Todos eles mataram judeus em nome de Allah, em nome do Profeta Maomé.

A cultura do Oriente Médio é uma cultura de luta,

principalmente por água,

porque a maior parte da área do Oriente Médio é deserto.

Meu nome é Dr. Mordechai Kedar.

Estudei árabe

desde jovem na escola.

Servi no corpo de inteligência na inteligência militar por 25 anos.

Depois fui do departamento de árabe na academia.

O Saara, Arábia Saudita, Síria, Iraque, Jordânia...

é um deserto.

No deserto, uma pessoa deve preservar a fonte de água,

porque é a condição para sobrevivência no deserto.

Portanto, qualquer outro é um inimigo,

porque uma vez que ele fica sem água, ele procura por água,

e ele vai te matar para tomar sua água.

E portanto, no deserto,

e estou falando de centenas de milhares de anos,

desde que os humanos tentaram viver no deserto do Oriente Médio,

o outro é por definição um inimigo.

E isso está profundamente enraizado dentro da cultura do Oriente Médio.

O Islã entrou no mundo apenas há 1400 anos.

e tentou organizar as relações entre as pessoas,

mas a percepção de que o outro é um inimigo,

isso não mudou.

O Islã usou isso, porque no momento em que você define o outro não-muçulmano como um inimigo,

você justifica a jihad contra ele.

Jihad é quando você faz guerra por Alá.

A guerra entre nós, entre os judeus e os muçulmanos, começou já no tempo do Profeta Maomé.

Há 1450 anos,

quando o Profeta Maomé e os muçulmanos queriam converter os judeus,

queriam que os judeus que viviam lá aceitassem o Islã,

e esse foi o primeiro conflito.

É um dever religioso

ao qual todos os muçulmanos são obrigados a Jihad.

E a jihad se aplica se há um território islâmico capturado

pelos não-muçulmanos,

até essa terra ser emancipada. Ser liberada.

Agora aqueles que não podem lutar físicamente devem lutar com seu próprio dinheiro.

É crucial entender um aspecto muito significativo,

que o conflito israelense-árabe é essencialmente um conflito religioso.

Em outras palavras, o pensamento de que é meramente uma questão de território,

ou de competição em termos econômicos ou estratégicos,

perde a profundidade da questão.

O conflito começou religioso e continuou territorial.

O que isso significa?

Em 1948, retornamos ao Estado de Israel,

estabelecemos o Estado de Israel,

e o conflito que era primeiro religioso, tornou-se

tanto religioso quanto territorial.

De acordo com o Islã,

O judaísmo e o cristianismo estão obsoletos.

Em árabe: "religião falsa".

Em hebraico: uma "religião anulada".

Ambos, judaísmo e cristianismo.

O Islã se vê como uma religião que veio ao mundo para cancelar o judaísmo e o cristianismo,

e para adotar para si tudo que já foi judeu ou cristão.

Portanto, Abraão, Isaac, Jacó, Davi, Salomão e Jesus

eram todos muçulmanos.

De acordo com a percepção islâmica, Salomão construiu uma mesquita em Jerusalém.

É assim que o Islã vê a história.

O judaísmo, por ser uma religião obsoleta,

não merece um Estado.

O povo judeu,

eles são descritos da pior maneira possível

como a nação desobediente que caiu da graça de Alá,

e eles estão sob uma maldição,

e eles devem ser punidos

pelas mãos dos muçulmanos.

Então, basicamente Alá deu permissão

para os muçulmanos serem

a espada de Alá na terra.

Agora, o que piorou a situação,

há mais de 20 anos, Hamas veio e tomou Gaza,

e toda essa geração se tornou antijudaica,

doutrinação todos os dias, ideologia todos os dias,

que Israel deve ser destruído,

e quem deve destruí-los?

O exército de Maomé.

Eles nos ensinam coisas que não estão em nenhum dos livros sagrados.

Eles nos ensinam que se matarmos um judeu,

entramos no paraíso, e somos recompensados com rios de mel, virgens, fragrâncias e coisas bonitas.

Então, como crianças pequenas, queremos a recompensa

e não temos medo do castigo.

Veja,

eu acho que eles representam o que é chamado de linha dura.

Agora, numericamente, é muito difícil saber quantos são.

Pode-se dizer que, há o Islam Ortodoxo com o discurso dominante

e há vozes diferentes, com uma reflexão sobre o quanto são leais ou não para com o Islam original.

É uma questão interna do próprio Islamismo.

Por um lado, há muitos surtos severos de violência,

por outro, há muitos que não querem o terrorismo.

Eu sou um muçulmano árabe.

E eu estudei meu Alcorão, no qual eu acredito.

O Hamas não é do Islã.

Não há justificativa para um muçulmano matar um cristão, matar um judeu, matar um inocente,

matar de qualquer forma, é proibido para um muçulmano matar qualquer coisa.

É proibido para um muçulmano derramar sangue, a menos que ele esteja defendendo sua vida ou a vida de inocentes.

Então os próprios árabes

vão para o exército israelense para lutar contra esses fundamentalistas,

e eles também são muçulmanos.

Olá, meu nome é Nader, 39 anos, moro em Zarzir.

Eu sou muçulmano.

A declaração de identidade do Estado de Israel.

Eu sou israelense em todos os aspectos.

Este é o meu país, esta é a minha casa.

Eu comando o Batalhão de Reconhecimento do Deserto, um batalhão de beduínos que se voluntariam para as IDF.

Nós realmente temos lutado ombro a ombro com nossos irmãos judeus

desde a fundação do estado, de 1948 até hoje,

e continuaremos dessa maneira.

Eu direi isso em árabe para todo cidadão muçulmano:

O Hamas é uma organização terrorista.

Eles sequestraram mulheres, sequestraram homens, mataram crianças,

violaram mulheres, mataram idosos.

Nenhuma religião permite isso,

nem a lei islâmica, nem a lei judaica, nem qualquer lei.

O Hamas afirma seguir a lei islâmica,

mas eles estão longe disso.

O Hamas constrói túneis em vez de escolas e hospitais.

O Hamas traz destruição ao coração de Gaza.

Eu era criança, quando visitávamos o meu avô,

estavam cavando no chão com os meus tios,

e eu perguntei a eles: o que estão fazendo?

O que é isso?

Ele sorriu e disse que estavam procurando água.

Que eles cavavam no chão para procurar água. E a cada três ou quatro meses

eles cavavam outro poço "procurando água".

Faziam isso em Gaza, em Khan Yunis, em Rafah...

E na verdade, eram túneis.

Toda a faixa de Gaza tem 40 quilômetros

por 10 quilômetros, grosso modo,

E dentro há um número de centenas de quilômetros de túneis.

Agora, em vários casos,

acima dos locais onde os túneis se cruzam,

são construídos espaços civis como

escolas,

mesquitas e até mesmo hospitais.

A maioria dos reféns israelenses,

foram levados em Gaza para dentro dos túneis.

7 de outubro, 8h15 da manhã, cinco terroristas entraram na casa deles,

eles fecharam a porta do cofre enquanto meu avô segurava

a maçaneta, eles atiraram cinco balas na maçaneta, uma delas o feriu,

eles entraram no quarto seguro, levaram minha avó,

arrastaram meu avô nu em casa.

Meu avô e minha avó lutaram a vida toda pela paz, pela coexistência,

fazendo tudo para que as duas nações vivessem em um bom lugar.

Em 1984 ele foi a Gaza dizer ao líder, Ashad al-Shawah,

que se Gaza quisesse um futuro,

eles têm que construir escolas e investir em educação,

caso contrário algo muito ruim acabaria acontecendo.

Toda semana ele ia à fronteira, levar cidadãos doentes de Gaza

para obter quimioterapia e outros tratamentos muito caros nos hospitais de Israel

que eles não podiam receber nos hospitais em Gaza

e os trazia de volta antes de cuidar do seu jardim de cactos,

de sua família...

tocava piano, fazendo um jantar de sexta-feira como toda família deseja, isso é tudo o que uma família quer.

E isso é o que nós não temos desde 7 de outubro.

Shiri, que até este ponto, é muito difícil encontrar

uma foto dela sem uma criança nos braços.

Ela é professora de jardim de infância por profissão.

Nós conseguimos uma foto dela segurando seus dois jovens filhos,

Ariel, que tinha quatro anos na época, e o bebê Kfir,

que tinha 9 meses

quando ele foi tirado de sua cama.

Você pode ver o horror nos olhos de Shiri quando você olha o vídeo.

o quanto ela estava aterrorizada pela segurança de seus filhos.

Ela provavelmente estava sem Yarden naquele ponto.

Yarden foi levado para Gaza em um carrinho de golfe.

Sua cabeça...

foi esmagada pelos terroristas.

Vídeos posteriores que só recentemente mostraram quão...

quão brutal foi quando eles o levaram para longe de sua esposa e filhos.

Eu digo a você, é a pior coisa que pode existir no mundo ser uma família de um refém.

E por que isso? Porque você não tem um encerramento.

Você sabe que está vivendo sua vida sem saber se isso vai acabar,

sem saber o que aconteceu com a sua família,

do que aconteceu com seu menino, com sua filha.

Este é meu filho.

David não está mais conosco.

Esse foi um momento muito difícil.

Meu filho era soldado no serviço militar obrigatório.

Os soldados ficaram ali para cuidar desse grupo de pessoas.

Nesse momento apareceu um grupo com seis terroristas,

Estavam muito armados e tinham granadas.

Eles planejavam entrar no Kibutz.

Então, nossos filhos, com suas mortes, os impediram.

Graças a eles, os terroristas não entraram no Kibutz.

E eles foram lutar para tentar salvar o máximo possível de pessoas.

Nosso filho foi ferido no dia sete de outubro,

Depois de ter lutado uma batalha muito longa contra os terroristas.

Ele matou muitos terroristas.

Protegeu e salvou muitos soldados que estavam lá com ele.

Nossas vidas mudaram porque sentimos falta,

vazio e muita dor,

E está tudo

muito difícil para nós.

Ao lado da cama de Amichai, prometemos a ele,

que, a partir de seu heroísmo, que demonstrou no campo de batalha,

e pelas histórias que ouvimos de seus amigos,

Continuaremos vivendo,

Continuaremos fazendo boas ações, como Amichai costumava fazer,

do jeito que o educamos.

Eu tinha cinco anos,

quando passamos pelo Holocausto.

Meus pais foram levados para Auschwitz.

Agora, o que aconteceu aqui em Israel,

É algo completamente diferente.

É verdade que crescemos sem pais, é verdade que foi difícil.

E muitas vezes não havia o que comer.

Às vezes, não trocávamos as roupas do corpo durante semanas,

Mas nada disso se compara com o que aconteceu agora.

Ele se chama Israel Amichay,

Ele tinha 33 anos de idade quando morreu.

Essa é minha filha.

A mãe dele.

Graças a Deus, eu tenho pais incríveis.

Ambos são sobreviventes do Holocausto,

Nosso filho se chama Israel Amichay,

Ele nasceu no dia da comemoração de PESSACH,

Essa é a comemoração sobre o nascimento do Povo de Israel,

Ainda, bebê de um mês,

colocamos uma bandeira pequena de Israel em suas mãos.

Em seu enterro,

O caixão veio com a bandeira de Israel em cima,

os soldados do exército acompanharam ele.

Eu senti a força que estávamos recebendo,

Pelo fato de termos um país,

meus pais e as nossas raízes.

E eu senti muito forte,

que não se trata

de uma história qualquer,

e que somos um povo eterno,

e que tudo começa no passado.

E nós fazemos parte de uma grande corrente.

E eu tenho o privilégio de ser filha dos meus pais.

Nosso filho continua carregando os valores

que crescemos sobre eles,

E eu sou muito orgulhosa disso. Dói muito,

está sendo muito difícil,

ele nos faz muita falta,

Mas é um sentimento de grande honra,

de ser a filha dos meus pais,

e a mãe do meu filho.

Nós não somos um povo que gosta de participar de guerras!

Nós apenas lutamos em guerras que não temos escolha.

Vivemos rodeados de inimigos,

que pensam o tempo todo,

em nos ferir e nos exterminar.

Nós sempre quisemos viver em paz!

Nós enviamos nossos filhos para o exército,

Querendo que nossos filhos voltem sãos e salvos.

Eu não quis que meu filho morresse.

Nós somos um país que preza pela vida, gosta de viver

e abençoa a vida.

Este é meu irmão Shilo Raucherber.

Ele tinha 23 anos de idade,

e chegou no exército à patente de Comandante.

Ele serviu no Batalhão 51 na Brigada Golani.

No geral, eu vim falar que eu apoio essa guerra.

Não pode ser em vão que eles perderam suas vidas.

O que prova, ainda mais, que é necessário fazer algo definitivo com isso.

Eu acho que esse conflito foi o impacto mais forte que teve em Israel

desde 1948.

Meu nome é David Ricardo Ram,

Coronel na reserva de Israel,

responsável pela região Oeste e Sul de Israel

na Guarda Nacional.

Chegando a cidade de Ramallah

tivemos um tiroteio com três terroristas

que estavam indo a Jerusalém.

Conseguimos, claro, parar e prender os terroristas,

mas um deles conseguiu, me dar um tiro.

Quase um milagre, eu mexi a minha cabeça meio milímetro

e a bala passou entre o capacete e a minha cabeça

me feriu na parte de trás.

O tiro entrou por aqui

e saiu por aqui.

O que eu tentei ensinar, em toda a minha vida,

pros meus oficiais

que o inimigo é o inimigo armado,

que tem intenção de me matar

e também tem o poder, não só a intenção.

Por isso eu sempre dizia: os limites têm que ser muito certos.

O inimigo é um.

Quem quer te matar, tem as ferramentas. Quem não tem, não pode.

Enquanto a gente não tirar a ameaça terrorista contra os civis de Israel

este conflito não pode terminar assim.

A questão é:

o que trará paz no Oriente Médio?

Então uma possível resposta é fazer concessões

para o outro lado, ok? Fazer concessões.

Mas

não funciona.

Como foi provado na 2ª Guerra Mundial, ok?

Que tal desarmamento?

Desarmamento trás paz?

Não, não traz.

Agora, você sabe o que possibilitou a Paz Romana?

que significa:

"se você quer paz, prepare-se para a guerra."

Para você ter uma ideia

a cada mil pessoas,

aqui no território israelense,

uma foi sequestrada,

foi assassinada pelo ataque do 7 de outubro.

Pessoa vêm e estupram e torturam e queimam!

Você sabe, nós não aceitamos mais isso passivamente!

Ok?! Nós não aceitamos isso passivamente.

Nós respondemos!

É importante para o futuro do Estado de Israel que fique claro para todos no Estado de Israel

que qualquer um que cometa tal ato bárbaro contra o Estado de Israel,

com crueldade inimaginável contra crianças, mulheres,

idosos,

civis,

um festival de música,

tal entidade não será permitida existir por Israel.

Qualquer um que atualmente esteja na liderança do Hamas, não importa onde ele esteja, é um homem morto.

Nós temos uma operação especial para localizar todos os três mil que invadiram o Estado de Israel,

e nós os mataremos um por um, nenhum deles permanecerá vivo,

e iremos atrás de toda a liderança do Hamas,

não importa onde.

Porque desde 1948,

nós somos uma nação soberana, ok!?

E nós temos um exército, e temos uma força aérea.

vocês não podem mais fazer isso conosco!

Se você está atirando da casa do seu próprio filho,

O que eu devo fazer? Eu deveria...?

Eu deveria levar o tiro?

Eu não quero levar a porra do tiro. Eu tenho um filho.

Eu não quero levar o porra do tiro

Eu derrubo o prédio.

Rahaf Mahmoud Asaad Ismail Quazaat.

Nós costumávamos ir à escola.

A vida era bonita.

Quando a guerra começou,

no primeiro dia de guerra,

estávamos prontos para ir à escola.

Os membros do Hamas lançaram foguetes,

mas pensamos que os judeus tivessem lançado mísseis.

Nossa mãe disse para não irmos à escola, pois começaria uma guerra.

Nós trocamos de roupa

e não fomos à escola.

Meu pai e meu tio saíram para ver. Achavam que os tanques tinham recuado.

Os judeus atiraram no meu pai. Ele foi martirizado naquele momento.

Meu tio voltou e disse que meu pai havia sido martirizado.

Meu pai se tornou um mártir.

Naquele momento,

não acreditamos que ele havia sido martirizado.

Na última vez, antes de minha família ser cercada,

meu pai ligou a TV e ficamos assistindo.

Ficamos assistindo TV por um bom tempo.

Na manhã seguinte, fui à casa da minha irmã.

Eu dormi na casa dela, e minha família ficou em casa.

Minha sobrinha e meu sobrinho ficaram com a minha família.

Eles foram cercados, e eu fiquei em Gaza.

Agora, estão no sul. Meu pai e metade das minhas irmãs foram...

No fim das contas, se não amputar, pode afetar negativamente o paciente,

podendo levar à morte.

Já vimos casos de amputação infantil.

Vemos aproximadamente três casos de amputação por dia.

Meu nome é Razan Muneer Sobhi Arafat. Tenho 12 anos.

E sou de Zeitoun, em Gaza.

Eu estava sentada no chão, e minha família estava no cômodo.

Era a hora da chamada para a oração da tarde.

Minhas irmãs e eu estávamos na casa do nosso tio.

Queríamos sair rapidamente, mas, de repente,

me vi debaixo de areia, e havia pedras sobre mim.

Fomos surpreendidos sem aviso, sem comunicação,

sem nada, e sabíamos que estávamos na zona segura.

A área ao sul de Wadi Gaza foi classificada como zona segura.

Acordamos com o bombardeio. A casa estava caindo sobre nós.

Minha esposa e eu fomos os primeiros a acordar.

Acordei chocado com a quantidade de escombros e destruição

caindo sobre a minha cabeça.

Eu disse: "Socorro, pessoal! Socorro!

Meus filhos estão dormindo sob os escombros."

Em poucos instantes, chegaram mais de dez pessoas.

Eram jovens do bairro. Disse a eles:

"Meninos, meus filhos, Maysa, Tariq e Reem, estão aqui embaixo.

Por favor, não derrubem aqui." Eles disseram: "OK, onde?"

Rapidamente, começaram a remover as pedras grandes.

Começaram a mover pedras, encontraram um cobertor e o puxaram.

Eles o agarraram e carregaram pelas quatro pontas.

Então, eles o jogaram para o lado.

Foi assim que encontraram Maysa meio morta.

Tariq e Reem foram levados ao hospital.

Meu sobrinho veio me buscar.

Então, fomos ao Hospital Al-Awda. Lá, encontrei Tariq e Reem martirizados.

Por que eles mataram pessoas e para quê?

Eles são responsáveis ​​perante Allah. Eles são!

A todos os níveis políticos e militares

que causaram a morte dos nossos filhos

por conta da ganância...

Pedimos a Allah que se vingue deles.

Me diga seu nome completo, Syla.

Syla Akhush.

Em que série está, Syla?

Segundo ano.

Terceiro?

- - Segundo. - Segundo!

Você se lembra do que aconteceu no dia do bombardeio?

Estávamos indo da escola para casa

e ouvimos um estrondo.

Então, fui até a minha mãe.

E minha mãe, minhas irmãs e eu ficamos desabrigadas.

Então, eu fui atingida, e os estilhaços me deixaram deformada.

O que você deseja, Syla?

Quando você crescer, o que você quer fazer?

Eu gostaria de viajar, receber tratamento

e voltar tudo como era antes.

E que a guerra termine para poder ver a família e as pessoas de novo.

Em toda guerra,

há muito mais civis que são mortos do que combatentes. Muito mais civis!

A proporção geral é cerca de 9 para 1,

9 vezes mais civis são mortos

Aqui em Gaza, é aproximadamente dois para um.

Há algo que as pessoas precisam entender:

a guerra com o Hamas é assimétrica.

Do ponto de vista deles, todo alvo é legítimo,

não importa se são crianças, se são bebês,

se são mulheres, civis estrangeiros,

qualquer coisa que entre no alvo deles é, do ponto de vista deles, uma vítima legítima.

Tal guerra leva tempo, especialmente porque os terroristas usam as pessoas que estão lá,

que estão ao seu redor, como parte de sua defesa.

Isso é chamado de escudo humano.

Isso é muito complicado, porque o Hamas opera dentro de uma população civil.

O absurdo é que o interesse do Hamas

é aumentar o número de vítimas civis.

Porque quanto mais vítimas civis houver,

melhor é a base que eles têm no sistema internacional para argumentar contra o Estado de Israel.

Quando eu era um piloto de caça

e ia em missões de bombardeio de alvos terroristas em Gaza,

nossos serviços de segurança ligavam para as pessoas

que moravam perto dos alvos e diziam, "ouçam, sabemos que debaixo da sua casa há um depósito de munição,

um depósito de mísseis, saiam da casa porque estamos vindo atacar esse depósito".

Que exército no mundo avisa antes de atacar?

Estrategicamente é quase uma loucura

Eu aviso antes de atacar, o inimigo se prepara.

Pode ser que, ainda as cabaças do Hamas muitos estão vivos porque Israel avisa antes.

E no fim,

há a questão de quem sofre mais?

Mas eu não me conecto tanto com o diálogo de quem sofre mais,

porque uma mãe que perdeu seu filho,

mesmo que ela morasse no prédio mais luxuoso em Tel Aviv, ela sofre mais

do que uma mãe em Gaza que não perdeu seu filho.

E uma mãe em Gaza, que tem sorte, com sua casa gigante

que não foi destruída e vive uma vida boa,

mas seu filho foi morto, ela sofre mais do que

alguém que seu filho não foi morto.

No fim esse sofrimento não é apenas nacional é também um sofrimento pessoal,

e o preço é muito alto para ambos os lados, e tem que parar.

Porque Israel passou por um sofrimento grande no dia 07 de outubro,

o trauma, também como cidadão israelense é enorme,

o medo, a sensação de que você vive sob constante ameaça, os mísseis, realmente difícil.

Mas quando olhamos para o que acontece em Gaza, vemos que o sofrimento fica ainda maior,

em termos de número de mortos, da capacidade de sobreviver,

a impossibilidade de viver uma vida normal,

a impossibilidade de viver em um ambiente mais protegido,

e por eles terem o Hamas, eles sofrem muito com o Hamas.

O que eles basicamente dizem é

mesmo se o seu exército for muito forte é irrelevante,

porque nós vamos matar os seus cidadãos,

nós vamos atirar nas suas cidades

e se você quiser nos destruir

você não conseguirá, porque nós estamos escondidos atrás dos nossos filhos

hospitais, mesquitas, escolas e etc.

A pressão que nos colocam é por esta razão,

o Hamas simplesmente acaba e se rende,

e se não se render, as armas do Hamas causam mais destruição do que esta guerra e nós sofremos mais.

O crime nessa história toda,

independentemente de quem está por trás da Palestina,

e quem está se beneficiando da Palestina como uma ideologia.

As verdadeiras vítimas nisso são as crianças,

Até quando vamos permitir entidades estrangeiras

que se aproveitam do ódio,

se aproveitam dessa ideologia

à custa de crianças morrendo em cada guerra,

e então explorando a tragédia das crianças

para espalhar mais propaganda e mais ódio,

e alimentar as chamas deste conflito até que se torne global.

A tragédia é que os palestinos foram tão úteis

que toda vez que as vozes dos palestinos

poderiam ter se levantado para dizer, "Sabe de uma coisa? Já chega."

Gastar todos os nossos esforços,

todas as nossas habilidades

para destruir o estado judeu

é um completo desperdício de recursos.

Nós não queremos mais isso.

Queremos construir para nós mesmos, viver ao lado deles.

Estamos cansados de tentar destruí-los.

Toda vez que eles poderiam ter tomado essa decisão, eles eram tão úteis para outros

que esses imediatamente se apressavam em dizer: "Não, não, não.

Vocês são vítimas puras de pura maldade. Não mudem nada.

Continuem lutando por justiça, por direitos."

É uma tragédia, e estamos todos presos nela.

Os países islâmicos

não agem como um corpo único

quando o assunto é poder.

Mas há países que

tem o poder como o seu objetivo.

O Irã é essencialmente a cabeça do polvo, enviando seus braços de terror por todo o Oriente Médio

com o objetivo de destruir o Estado de Israel.

Portanto, entendemos que estamos essencialmente em guerra com o Irã.

O Irã, ou melhor dizer, a República Islâmica do Irã,

É contra o Estado de Israel.

E por falar muito nas mídias, na televisão e na própria sociedade,

contra o Estado de Israel,

desde a infância os iranianos sabem o que Israel representa para eles.

Na sociedade iraniana, especialmente na sociedade muçulmana religiosa,

acredita-se que as minorias são impuras.

Também existe discriminação religiosa na própria estrutura do Regime Iraniano.

Por exemplo, se um muçulmano assassina uma pessoas da minoria religiosa,

sua punição será uma multa financeira.

Mas, se uma pessoa da minoria religiosa, por exemplo, um judeu

assassinar um muçulmano, sua punição será a morte.

Um aspecto muito importante deste conflito que deve ser entendido

que o conflito iraniano é majoritariamente

contra o mundo sunita.

Existem duas grandes denominações no mundo árabe,

A denominação xiita e a denominação sunita.

As duas denominações tem se chocado por 1.400 anos.

É um conflito sangrento.

Quando o Profeta Maomé morreu, o Islã se dividiu.

Alguns afirmaram que o sucessor deveria ser de sua família, e outros disseram que deveriam ser de seus seguidores.

Em outras palavras,

A disputa sobre o sucessor do Profeta Maomé é o que dividiu o Islã.

Existe no Islã uma percepção

que eu chamaria de

"Pax Islamica",

Ou seja,

a paz islâmica.

Se o mundo inteiro

se converter ao Islã

o mundo viverá em paz.

Não haverá fronteiras,

não haverá países,

o mundo inteiro será um estado islâmico.

Todos reconhecerão Alá,

reconhecerão Maomé,

e todos cooperarão uns com os outros.

Mas a maioria dos países islâmicos,

ou a maioria dos povos islâmicos

veem isso como uma questão escatológica.

Apocalíptica.

E que só acontecerá no fim da história.

Muito poucos no Islã veem isso como uma questão concreta para agora.

E estes são principalmente os iranianos.

O Irã de hoje

é um remanescente de um grande Império Persa

que se estendia da Europa à Índia e à África.

Eles ainda sonham em recuperar essas terras que um dia governaram.

Há 1.300 anos, o Islã chegou ao Irã

e islamizou os persas.

Agora, quando você combina as antigas percepções imperialistas iranianas

com a moderna percepção islâmica iraniana,

você entende que a motivação imperialista do Irã é uma questão de dupla motivação.

Por um lado, o imperialismo territorial persa, por outro o imperialismo religioso do Islã.

Os iranianos não gostam dos árabes.

Os iranianos veem os árabes como inferiores.

Os iranianos acham que são os mais inteligentes,

e dizem que não querem ser como os árabes.

Os iranianos produzem armas avançadas e equipamentos de combate,

Então, o plano dos iranianos é dominar todos os países árabes,

incluindo a Arábia Saudita e os lugares sagrados de Meca e Medina.

Eles acreditam que eles são os dominantes legítimos do mundo islâmico,

não os sunitas.

E eles se odeiam muito.

De fato, o Irã odeia o mundo sunita, e isso inclui o Hamas.

A ironia disso.

Mas eles usam Israel como um veículo

para infiltrar, para doutrinar, para desestabilizar a região

e sangrar o Oriente Médio até um ponto em que eles consigam conquistá-lo.

O Irã fez uma aliança com os palestinos, uma grande organização sunita,

algo inaceitável e incompreensível na lógica religiosa.

Só que, para os interesses práticos, é muito compreensível.

Há interesses iranianos na região compatíveis com os interesses

de palestinos que lutam por liberdade e independência.

A liberdade e a independência da Palestina precisavam do apoio de países estrangeiros.

Não vimos nenhum país árabe apoiar a resistência da Palestina,

nem dar assistência política, diplomática e militar. O único foi o Irã.

Por isso, os palestinos recorreram ao Irã.

E eles têm todo um sistema de proxy cujo papel é construir um anel de fogo ao redor do Estado de Israel.

O fato é que a República Islâmica do Irã não queria os Estados Unidos.

Não queria a ocidentalização.

Ela adotou uma prática

que eles chamam de Sahar Ha'xihi.

Sahar Ha'xihi significa construir coalizões xiitas...

em países que têm xiitas.

No Iraque, 70% são xiitas.

e foi criada lá a força paramilitar de mobilização popular Al-Shaabi.

O Iêmen tem 30% de xiitas.

Eles são os Houtis.

No Azerbaijão, também há xiitas que apoiam o Irã.

Eles são os Husseiniyoun.

Afeganistão e Paquistão têm cerca de 10% de xiitas cada, eles criaram lá os Fatemiyoun e os Zainabiyoun.

O Líbano tem 30% de xiitas,

eles são o Hezbollah.

Agora, para fortalecer essas milícias,

eles precisam gastar dinheiro.

Eles precisam tirar impostos do país e despejá-los neles.

Há uma espiral de máquinas de sacrifício aqui.

Os iranianos estão dispostos a sacrificar o Hezbollah, os árabes xiitas.

O Hezbollah, os árabes xiitas, estão dispostos a sacrificar os inimigos de Israel, o Hamas,

porque eles são sunitas,

e o Hamas está disposto a sacrificar os cidadãos de Gaza.

Então, nesta espiral, todos estão dispostos a sacrificar o outro.

O Irã é o grande desmantelador do Oriente Médio.

O Irã financia os grupos terroristas,

dá treinamento, dá conhecimento.

E os grupos terroristas que atuam aqui no Oriente Médio:

o Hamas, o Hezbollah, os Houthis

a Jihad Islâmica, entre outros são proxies do Irã.

Eles atuam de a cordo com as diretrizes que eles recebem do Irã

que é pai do terrorismo do mundo.

É por isso que o jogo iraniano é muito, muito maior do que Israel.

O sonho dos iranianos,

ou mais precisamente da República Islâmica do Irã,

é primeiro controlar o Oriente Médio.

Mas em segundo lugar, em última instância,

conquistar o mundo.

A ofensiva feita pelo Irã

lançando 350 mísseis

e aviões não tripulados

em direção ao território israelense,

com uma quantidade de 60 toneladas de explosivos.

O exército israelense, junto com os nossos parceiros

conseguiu interceptar 99% dessas ameaças.

Inclusive, alguns mísses foram interceptados em Jerusalém,

em cima da mesquita.

Olha, eu acho que quando alguém diz algo, essa pessoa o diz com intenção.

E se o regime no Irã hoje constantemente fala sobre querer destruir o Estado de Israel,

e eles veem isso como uma missão messiânica, então devemos acreditar que é isso que pretendem fazer.

E isso é um perigo não apenas para o povo judeu, é um perigo para a paz de todo o mundo.

O mundo precisa acordar para isso antes que seja tarde demais.

O mundo deve entender a evolução ocorrida no Oriente Médio,

porque está acontecendo aqui o surgimento de um país imperialista,

muito problemático, chamado Irã,

em que seus líderes e governadores

estão convencidos de que eles

estão sendo guiados pelo Deus Alá.

E todas as decisões deles são decisões divinas,

portanto, se decidirem

estabelecer um projeto nuclear militar,

essa é uma decisão divina.

O perigo é que o uso de produtos do projeto nuclear,

também possa ser por decisão divina,

contra o Cristianismo, contra o Judaísmo,

e contra os outros “infiéis” na Índia, na China,

em Taiwan ou no Japão.

O mundo deve entender

esse imperialismo iraniano

que pode “comer”

todas as partes boas do mundo tal qual conhecemos.

Quando ele possibilitou ao Irã

desenvolver armas nucleares

na fase crítica de enriquecimento de urânio,

esperando até que os iranianos

completassem todo o processo de enriquecimento,

e ele constantemente dizia,

"É muito cedo, muito cedo, muito cedo, muito cedo.

Ops, tarde demais."

Ok, essa era a atitude dele com o Irã.

Levou dois anos para convencer os americanos de que era sério.

Por dois anos, os americanos nos disseram que estávamos errados.

Todos os especialistas nos disseram que do ponto em que estavam em 1995,

levaria entre 10 a 15 anos

para terem uma arma nuclear, o que significava 2010 no máximo.

Desde então, Israel tem trabalhado para atrasar o processo no Irã.

Até agora, tem funcionado para nós, mas está chegando ao fim.

O Estado de Israel enfrentará uma decisão muito difícil

sobre o que fazer com o programa nuclear do Irã

se não quiser que o Irã se torne nuclear.

Eles estão indubitavelmente preparando uma bomba atômica.

Enganaram o mundo inteiro por muitos anos, alegando que não a estavam desenvolvendo, mas a desenvolveram.

Desenvolveram mísseis que podem levar esta arma nuclear muito além de Israel.

Israel é apenas o posto avançado da cultura ocidental no Oriente Médio.

O que é certo é que os países árabes, muçulmanos, sunitas estão presos ao Irã.

Para resolver o problema deles.

Ou os americanos precisam abraçá-los,

ou se não os abraçarem, os países árabes, sunitas irão para os braços

da Rússia e da China.

Para a Rússia e a China,

trata-se de mais uma peça no seu tabuleiro de xadrez contra os EUA.

E com todo seu cinismo,

países que eles próprios lutam contra o terrorismo e matam terroristas,

e matam civis e terroristas,

condenam o Estado de Israel, que é visto como um aliado dos Estados Unidos,

e por se relacionar com os Estados Unidos paga um preço,

não está relacionado com o que pensam sobre o Estado de Israel.

Eles trabalham em sincronia.

para criar uma nova ordem mundial.

Então, essas coisas não são segredo.

Eles foram declarados por China, por Rússia,

por Irã e seus proxies

e o 7 de Outubro não aconteceu do nada.

E se Israel cair contra a jihad sunita ou xiita,

essa jihad imediatamente se moverá para a Europa

para tomá-la também por causa do incentivo que isso lhes dará,

e o Oceano Atlântico não é largo o suficiente

para manter a América do Norte e do Sul

seguras desta Jihad, especialmente após o grande assentamento de muçulmanos

tanto na América do Norte quanto na América do Sul.

Eu sou iraniano, mas não sou de uma comunidade judaica do Irã,

sou iraniano dos muçulmanos do Irã.

Então, leve em consideração,

que minhas opiniões são de alguém que foi uma minoria.

Minha forma de falar, minha percepção de mundo,

fazem parte de eu ser minoria.

Da Argélia chegou Mohammad.

Chegou para a França.

Agora, no mundo liberal, ocidental francês que inventou o liberalismo,

dizem que deve-se receber o outro.

Então o receberam.

E tem mais uma coisa chamada de Direitos Iguais.

Então, agora Mohammad que chegou da Argélia,

ele tem os mesmos direitos que a francesa loira e sexy Jennifer.

Direitos Iguais.

Tudo bem.

Então, Mohammad, trabalha muito na França,

e um dia recebe

a cidadania francesa.

Mohammad liga para outro Mohammad na Argélia,

e diz que tem muitos idiotas na França.

Que ele tem os mesmos direitos que a Jennifer.

Então, o Mohammad traz mais um Mohammad,

e mais um, e mais um,

e esses liberais idiotas, abraçam a todos,

agora, tem lá nove milhões...

Daqui a cinquenta anos, não existirá mais a França.

A minha opinião sobre os europeus...

Que alguns muçulmanos me perdoem,

mas os europeus abrem as portas dos países deles

para os muçulmanos

e dão asilo a eles.

Eles veem, ouvem e falam sobre como lidam com as pessoas,

dando abrigo e sendo hospitaleiros.

Eles dão um salário

aos refugiados da Palestina e de alguns países árabes.

Claro que isso não é desculpa para uma pessoa se deslocar,

mas vejo nesse ato de piedade que eles deram aos muçulmanos

um sinal há muito perdido em alguns países árabes.

O projeto de imigração de palestinos e não-palestinos para a Europa vai acabar colidindo

porque significa uma grande presença de estranhos na Europa

que terminará em confrontos que obrigarão os imigrantes a retornar,

porque a Europa sofrerá no futuro.

A partir do choque de culturas, isso está acontecendo e é natural.

Coisas muito diferentes colidem e acabará por fazer com que os estrangeiros retornem.

No mundo muçulmano há uma expressão chamada de Jihad Hashaket.

Que significa,

que quando um muçulmano se encontra em um país ocidental liberal,

e ele continua, dizendo,

nossa arma é o ventre das nossas mulheres.

Porque o ventre da mulher muçulmana faz filhos,

e a democracia ocidental diz

eleições.

O povo decide na urna.

Então, quem vai decidir daqui há cinquenta anos?

Isso significa que o mundo ocidental liberal,

que não tem consciência de seu nacionalismo,

está se suicidando por dentro.

E ele não está entendendo isso.

Trata-se, apenas, de um processo bem lento,

Eu entendo que sou muito radical para este mundo.

Mas, tenho a completa convicção de que estou certo no que falo.

Quando falamos de 15% a 20% de população de imigrantes ilegais,

isso é uma grande ameaça

contra qualquer sociedade

que vai eventualmente para a implosão

Eles fogem do seu país porque seu país foi

destruído por sua cultura, e então eles levam a mesma cultura para a Europa

Se você quiser que os bons cidadãos tenham uma boa vida,

você tem que vigiar para que os maus não possam destruir a sua boa vida.

Nós vivemos em um mundo real,

não em La La Land.

Primeiro, isso vai desestabilizar a Europa.

Segundo, agora, enquanto falamos,

produziu fascismo na Europa em um nível que não vimos antes,

e um movimento para a direita radical na Europa que nunca vimos antes.

Porque as pessoas querem se defender contra isso.

Veja, em 1990,

um documento foi encontrado nos EUA

que foi publicado em maio de 1991.

Esse documento é chamado na tradução ao inglês

de An Explanatory Memorandum,

ou seja, um memorando que explica

os objetivos

da Irmandade Muçulmana nos EUA.

Um documento que foi publicado há mais de 30 anos

e nele eles falam

declaradamente que chegaram aos Estados Unidos

para transformá-la em um lugar islâmico.

Eu recomendo a todos ler este documento,

porque este documento

foi apresentado

na sentença

da Holy Land Foundation, uma Fundação da Terra Santa,

fundação inicialmente

pertencente ao Hamas nos EUA

e que pessoas foram presas

por causa de suas atividades

terroristas nessa fundação.

Eles planejaram a longo prazo,

os mesmos membros da Irmandade Muçulmana

de dominar os EUA de dentro.

Na minha opinião, esse é o mesmo plano

para conquistar os países da América Latina de dentro.

Isso pode levar um pouco mais de tempo,

mas, no Alcorão há um versículo que diz

O Deus Alá é o pai da paciência.

Isso pode levar 100 anos,

200 anos, 300 anos, não importa,

O futuro pertence a quem

tem paciência,

e eles têm muita paciência.

Isso também precisa ser entendido.

Eles estão realmente pedindo

ou militando pelos "direitos dos palestinos"?

Ou eles estão na realidade projetando suas próprias frustrações?

e seus próprios problemas usando a Palestina

como um veículo, como um dispositivo?

Então, ao longo dos anos, conforme eu encontrava governos ocidentais,

comecei a separar o "fazer o bem" do "sentir-se bem".

O problema é que temos muitas pessoas, seja manifestantes universitários ou

líderes de países, que apenas querem se sentir bem.

Então eles dizem que estão lutando por um cessar-fogo...

Como isso acontecerá?

Como você vai impor isso? O que isso significa?

Mas eles gostam de dizer essas palavras,

posso garantir a você, eles estão se sentindo muito bem.

Mas eles não estão fazendo o bem.

Essas pessoas não têm nenhuma responsabilidade sobre o que estão dizendo

Se Deus nos livre alguém as ouvisse,

iriam perder tudo que é importante para eles

A Universidade de Harvard, para minha surpresa,

produziu algo academicamente sólido,

a Pesquisa de Opinião Pública de Harvard.

E eu a li com muito, muito cuidado.

Agora, pessoas entre 18 e 24 anos na América

estão dizendo ao mesmo tempo,

Israel deveria ser entregue ao Hamas

51%, ok?

E Israel tem o direito de se defender

mesmo em áreas povoadas.

Então, não é só que eles dizem coisas estúpidas,

eles também se contradizem, ok?

Eles simplesmente não sabem sobre o que estão falando

O Qatar compra universidade

por meio das doações que ele faz para instituições acadêmicas.

Ele compra centros de pesquisa,

compra departamentos, compra pessoas,

paga salários, convida-as para eventos,

e desta forma ele financia as pessoas nas universidades.

Mas não apenas as pessoas acadêmicas.

Eles são os porta-vozes do Hamas.

O Qatar recebe líderes do Hamas.

O Qatar é um país

que apoia o terrorismo

de todas as formas possíveis,

para dominar o Ocidente

através de seu Jihad financeiro,

que é também um tipo de luta,

que fazem contra o Ocidente.

Ao longo dos anos, o Qatar tem construído mesquitas na Europa, nos EUA e no Canadá.

Estabelecendo associações, pagando salários.

Qatar está financiando e comprando as pessoas.

Então parte das pessoas, aqueles que recebem o dinheiro deles.

Em um segundo, o Qatar pode mandar nestas instituições, que eles doam, a escreverem artigos contra Israel.

Essas instituições não vão escrever contra o Qatar, porque o Qatar paga eles.

Porque eles acreditam que o Ocidente é infiel,

materialista e permissivo,

e por isso que a cultura ocidental tem que ser destruída

através dos meios que o Ocidente está suscetível a ceder,

com infiltração financeira, infiltração nas universidades,

infiltração na política e infiltração na mídia.

É assim que o Qatar transforma

sua força e sua capacidade em Jihad,

Jihad de migração, Jihad midiático e Jihad político,

e todos os outros tipos de atividades contra o Ocidente em geral,

e Israel em particular.

Porque no Qatar entendem

que Israel é a vanguarda da cultura ocidental no Oriente Médio.

É assim que precisamos entender

o que o Qatar está fazendo no Ocidente, para conseguir eliminá-lo.

Muitas pessoas, antes de mais nada,

foram influenciadas pela propaganda em relação à Palestina.

Eles não sabem que isso é na verdade uma ideologia

que vem à custa da individualidade.

E não o contrário.

E por quê?

Porque eles não sabem, eles nunca estiveram lá.

A democracia pertence ao Ocidente.

Os Estados Unidos tentam promover a democracia no mundo.

E aqui está uma base democrática dentro de um mar de ditaduras árabes e islâmicas.

Essa guerra é diferente de todas as outras guerras que tivemos até então.

É uma guerra decisiva na grande luta entre o bem e o mal.

Senhoras e senhores,

este é um apelo de alerta,

um pedido de atenção

de todos os países do mundo

para que compreendam para onde está indo o Oriente Médio.

E ele não está indo para um lugar

que muitas pessoas do mundo desejariam.

Qual é a maneira de acabar com a guerra?

É possível que haja paz entre nós e Israel?

Sim.

Repete a pergunta.

Eu pessoalmente não acredito na paz.

Com nosso inimigo palestino.

O máximo que consigo imaginar são alguns arranjos de segurança para garantir que nos protejamos.

A verdadeira paz consiste em o mundo reconhecer o direito dos palestinos

à autodeterminação e à criação de um Estado independente.

É por isso que eles lutaram por 70 anos

e lutarão por mais 70

se o mundo não reconhecer esses direitos.

O que aconteceu no processo entre nós e os palestinos, nós tentamos muito.

De todas as maneiras, negociações, concessões territoriais.

Até... unilateralmente.

Eu acho que, no geral, o que aconteceu é que Yasser Arafat falhou em ser um líder acima do terrorismo,

e, portanto, ele matou o processo de paz.

E matou a ideia de dois estados para dois povos.

Então, em 7 de outubro, o Hamas enterrou essa ideia.

Agora nós, israelenses, vamos garantir que essa ideia não volte à vida.

Por Deus, enquanto houver ocupação, não haverá paz.

Se você toma a minha casa, o meu lar e a minha terra,

como haverá paz entre nós?

Como conviveremos em paz se você toma

a minha terra, o meu dinheiro e os meus pertences?

Não há paz, não haverá paz.

É impossível haver paz.

Você massacrou a mim, meus filhos e minhas filhas.

Eu nunca perdoarei você.

Não haverá acordo em que se possa confiar.

Qualquer acordo com eles.

Ou qualquer retirada nossa.

Mesmo que não haja acordo.

Termina ou com 122 vítimas por mês em 2002.

Ou com um ataque bárbaro.

Que inclui estupro, assassinato e sequestro de crianças.

E decapitações.

Barbárie nunca vista.

Nunca vista no século 21.

Simplemente não confiamos neles.

Acho que o mundo entrou em um contrato conosco em 1948.

E o mundo deveria manter sua palavra.

O mundo não deveria tratar Israel como algo diferente, como um padrão

que é impossível de alcançar e indesejável de alcançar.

E o mundo deveria nos deixar defender a nós mesmos.

Se eu tiver que escolher entre existir,

defender-me e não ser querido,

e ter minha existência minada,

eu não tenho um dilema, ok?

Eu sei exatamente o que faço.

Então as pessoas não vão gostar de mim.

Azar, ok?

Se tivéssemos feito o que as pessoas gostavam,

não existiríamos, ok?

Quando tentamos ser adoráveis para todos,

perdemos um terço do nosso povo.

Então, desculpe, nós tentamos, não funciona muito bem.

E eu sei que ninguém está mais otimista,

talvez, mas eu estou.

Porque quando eu era criança, nos anos 70, tivemos uma guerra com o Egito,

que não temos mais, nós tivemos com a Jordânia,

nós tivemos com Dubai,

nós tivemos com Marrocos, e nós não temos mais.

Então, em um jeito, há uma chance que mesmo o muçulmano e o palestiniano vão escolher coexistir no mundo,

e não é só com nós os judeus.

Esse ciclo vicioso de violência deve chegar ao fim.

E se não o interrompermos, vai queimar tudo até virar cinzas.

E chega, porque tantas crianças estão sofrendo,

não apenas crianças judias

mas também crianças árabes.

E é realmente nossa responsabilidade quebrar o ciclo de violência,

mesmo que cada um de nós tenha que abrir mão do nosso interesse

no que quer que seja,

para quebrar o ciclo e permitir que uma nova geração coexista junta.

Não tenho o que fazer, eu nunca mais confiarei no mundo

como eu confiei antes,

a minha inocência não será a mesma,

para sempre viverei o pensamento sobre a morte dos meus amigos,

e...

e a pergunta é, o que você escolhe fazer com isso?

Todo jantar, toda noite,

parece que...

não há sentido.

Eu gostaria de falar para o meu filho,

que sou uma mãe muito feliz,

Por ter tido a oportunidade de cria-lo durante seus trinta e um anos e meio.

Que sou muito feliz por ele ter se tornado essa pessoa admirável que foi.

Altruísta, que ama as pessoas,

que ajuda as pessoas,

E eu tenho certeza de que tudo o que ele fez naquele dia,

Foi por amor às pessoas que havia nele.

É difícil sentir saudade dele,

É difícil entender que ele já não está conosco,

Mas, eu tenho a certeza de que ele fez a coisa correta.

Para o meu filho nós queremos dizer que estamos muito orgulhosos dele.

Ele nem imagina quanto.

Eu gostaria de abraçá-lo, antes de tudo,

Pedir-lhe perdão.

Perdão por ele ter precisado morrer por nós.

Perdão por ele ter precisado lutar essa guerra.

Mas, principalmente, eu gostaria de poder abraçar ele.

Acho que sempre continuaremos unidos,

não importa como.

Até hoje, não sai da minha cebeça.

Nada sai da minha cabeça.

Nunca.

Ele me prometeu uma história de amor.

Desde o início.

E ele me deu uma história de amor.

Até o maior clichê.

Até o maior clichê.

O que eu aprendo com a vida?

Agradecer a Deus, por cada dia que estou viva.

Por tudo o que tenho.

Essa é a maior mensagem.

Ser otimista,

agradecer a Deus pelo que temos.

Não nos falta nada.

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