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Em 1853, as pradarias da Am�rica do Norte...
trovejaram com o som 60 milh�es de b�falos.
30 anos mais tarde,
na �poca desta hist�ria,
os ca�adores e os �ndios tinham massacrado...
essas manadas, restando apenas 3000 sobreviventes.
Nossa est�ria, tratando das �ltimas ca�adas de b�falos,
foi fotografada no Custer State Park,
e no Monumento Nacional dos Estados Unidos, em Badlands.
Queremos expressar nosso agradecimento �s autoridades,
e a Joe Foss, governador do Estado de Dakota do Sul.
N�s fomos permitidos a rodar o desbaste anual da maior manada...
de b�falos dos Estados Unidos.
Os b�falos foram abatidos
por atiradores experientes do Governo.
" A �LTIMA CA�ADA "
Legendas: Gerigato Dezembro/2014
- S�o suas? - Sim.
Perdeu muitas?
Todas.
Esses malditos b�falos loucos!
Tabaco?
Chamo-me Charlie Gibson.
McKenzie.
Sandy McKenzie?
N�o trabalhou de ca�ador para os engenheiros do Ex�rcito
h� alguns anos?
Sim.
Falam de voc� desde o Texas at�
o Territ�rio de Dakota.
Pelo que dizem deve ter matado mais b�falos que todos.
Demasiados.
Quatro anos de planos foram-se em quatro minutos.
N�o se faz muita fortuna criando gado, n�o dinheiro de verdade.
Sim.
H� bons pastos em Medicine Rock.
A terra � f�rtil e nunca falta �gua.
Desejava estabelecer-me, criar meu gado...
deixar de ca�ar b�falos.
Talvez sejam eles que ca�am voc�.
- Que quer dizer? - S� isto, senhor.
Uma pele de b�falo � vendida a 2 d�lares...
e uma l�ngua a 50 centavos.
N�o me interessa, Gibson.
Muito obrigado.
Bem, este pode ser o primeiro. Que me diz?
Ser� preciso algum dinheiro.
Eu tenho o suficiente.
De acordo.
Eu mudei de ideia, senhor.
Se quer matar b�falos, v� em frente. Eu prefiro tirar o cheiro f�tido.
Estou farto de matar.
Acho que � a �nica coisa que tenho sabido fazer desde pequeno.
- Matar � natural. - N�o para mim.
Claro que �. A guerra me ensinou.
Quanto mais matava, mais homem era.
Matar, lutar, a guerra... S�o coisas naturais.
A paz � tempo...
de recupera��o entre guerras,
para depois seguir lutando.
Eu tamb�m fui � guerra. Mas n�o o fiz para matar.
Est� bem, seja como quiser.
Voc� quer viver em paz, mas os b�falos n�o deixar�o.
Ser� voc� ou eles.
Voc� quer viver? Eles devem morrer.
As peles lhe pagar�o um novo rebanho.
Voc� mataria por suas raz�es. Eu, pelas minhas.
Alegro-me de voltar a v�-lo, Jimmy.
Bonitas peles!
Quanto quer para lev�-las � reserva?
- N�o penso voltar. - N�o?
Vou procurar um trabalho. Levarei isto para come�ar.
Tire essa roupa da reserva e vista-se como um homem branco,
corte seu cabelo e ningu�m o tomar� por um �ndio.
- Nem por mesti�o? - N�o.
Isso � o importante.
Vai procurando outra roupa.
Sandy.
Ol�, Ed.
Como vai o neg�cio de gado?
Bem, eu parei. � uma longa...
Calma com a arma, garoto!
Est� muito perto.
Guarde a arma, Charlie.
- Ele n�o � problema. - Como sabe?
N�o tem apar�ncia perigosa.
Ser� melhor largar isto.
N�o faz sentido que lhe firam antes do tempo.
Diga-lhe o que precisamos.
50 Kg de chumbo.
75Kg de p�lvora.
6 caixas de balas e uma de facas.
Achei que tinha deixado de ca�ar b�falos.
Isso te aborrece?
N�o a mim, senhor.
Meu s�cio, Charlie Gibson.
Prazer em conhec�-lo.
Levarei esta Winchester.
Precisamos de um peleiro.
Por onde anda o velho Pata de Pau?
Meteu-se numa briga e quebrou uma pata.
Sim, um peleiro de b�falos coxo?
As melhores m�os do Oeste. Mas duvido que queira vir.
Eu direi o resto do pedido mais tarde.
Tenha calma, menino.
Quem Ihe deu permiss�o?
S� estava Ihe dando...
Proteja seu pr�prio escalpo.
�ndio nojento.
Disparou na nuca, isso foi o ele fez.
Faz 7 anos, em Deadwood City.
Em Agosto de 76, eu estava l�.
Sacou antes que Hickok, isso � tudo.
Sacar antes que Wild Bil?
Um assassinato. Isso � o que foi.
Wild Bil jogava p�quer com Coleman...
e, de repente, entrou McCal, magro, feio e b�bado...
e disparou em Bill pelas costas.
As cartas de Bill eram todas ases e oitos,
por isso um p�quer de ases e oitos chama-se...
a "m�o do morto".
Chamam-Ihe "Pata de Pau"?
Pensemos...
Custer, Hickok, Calif�rnia Joe, todos mortos em 5 meses.
Eram gigantes, amigo! Gigantes!
Quer trabalhar como peleiro de b�falo?
Todos que podem empunhar um fuzil, se cr� ca�ador de b�falo.
60 d�lares ao m�s, come�amos amanh�.
Sou o melhor, com exce��o dos �ndios.
Tenho esfolado mais b�falos
do que tem de habitantes no Mississippi.
Eu trabalhei em Santa F�, no ex�rcito, com Hickok.
Tenho arrancado...
e curtido peles at� me doer as entranhas...
e minha roupa ficar t�sa com a gordura.
E adoecer tanto, que poderia ter matado muita gente.
Quer o emprego ou n�o?
Com voc�?
Tenho trabalhado para os melhores ca�adores. Voc� n�o � um deles.
65 d�lares ao m�s mais o whisky enquanto estiver trabalhando.
Voc� n�o � um verdadeiro ca�ador, filho.
Desses s� resta um: Sandy McKenzie.
� meu s�cio.
Como mentiroso, voc� � o segundo de Dakota.
Seria o primeiro se n�o fosse por mim.
McKenzie n�o ca�a mais.
Foi esperto e parou a tempo, por que tinha alucina��es.
Alguma vez viu um ca�ador perseguido por b�falos, filho?
� um espet�culo de se ver.
J� sentiu essa de aparecer b�falos?
N�o. Nunca matei um b�falo. Mas tenho visto ca�adores pirados.
Todos terminam loucos, cedo ou tarde,
jovens e velhos, em um ano ou alguns meses.
Voc� tamb�m ficar� pirado, filho.
Um dia voc� acordar� e estar� l� dentro,
ziguezagueando como sangue ardente.
N�o fique com essa cara. Vi acontecer a melhores que voc�.
Ficam loucos. Come�am a matar e matar, como...
se eles n�o fossem nascidos como criaturas de Deus.
Apodera-se de um homem at� que o faz matar como um louco.
Acorda uma noite e ouve um estouro, milhares de b�falos,
os v� e ouve, mas n�o h� nenhum.
Est� aterrorizado. Totalmente aterrorizado.
At� que n�o pode deixar
de puxar o gatilho e disparar e matar...
Saque o rev�lver, amigo.
Saque!
Onde est�o suas coisas?
S� tem esses velhos cobertores, uma jaqueta de couro e sua sanfona.
Quanto custaria sua fian�a?
Nada. N�o tinha outro lugar onde dormir.
Todas as camas do povoado est�o ocupadas.
- Deve-nos dinheiro por... - Muito obrigado.
Ol�, garoto.
Calma, garoto.
Parece que perdeu seu rev�lver.
N�o quer perder a vida tamb�m.
Precisa de um gole.
- Como se chama? - Jimmy O'Brien.
Espere.
- Sua m�e � �ndia? - Sim.
Onde est� ela?
Ela est� morta.
E seu pai?
Quem te criou?
N�o, espere.
J� pode beber.
"Rosa amarela do Texas"
Quer conhec�-la?
Tamb�m perdeu o dinheiro, n�o?
Fizeram trabalho completo, eh?
Adulto para mudar, jovem para morrer.
Como vai viver?
Vou trabalhar. Sou um bom armadilheiro.
Meu s�cio e eu estamos procurando dois peleiros
60 d�lares ao m�s.
As peles valem tanto?
Sim. S�o usadas para fazer couro.
Bem, aceita?
Sim, senhor.
Iremos em seguida.
Quer dan�ar com ela?
Ela n�o gosta de �ndios.
Entendo.
Vamos.
L� est� nosso peleiro!
Pata de Pau!
Ol�, velho. Achei que estava perdido.
Ol�, filho. Continua ca�ando b�falos?
- Como est� velho? - Bem.
Eu tamb�m consegui um peleiro.
Cheira a �ndio.
Chama-se Jimmy.
Mantenha-o afastado de mim.
Venha comigo.
Que bonito, eh.
Arre, mulas!
Est� louco?
Com medo filho? Cal�a bem as botas!
Essa n�o � a forma de manejar uma mula.
Eu lhe ensinarei a manejar uma mula.
Arre mulas!
Vamos, mulas!
Olha a carro�a. Por mim, mataria este velho maluco.
N�s a consertaremos.
O velho e eu procuraremos onde fazer o acampamento.
O garoto e voc�, re�nam as mulas.
Est� me dando ordens?
Alegro-me de voltar a v�-lo, filho.
Por que voltou ao neg�cio de peles?
O dinheiro f�cil.
Nunca vi dinheiro f�cil evitar peso na consci�ncia.
J� tenho o peso na consci�ncia, s� me falta o dinheiro.
- Preocupado, filho? - Sim.
Como pode viver tanto, um louco como voc�?
Bem, � f�cil, sabe?
� f�cil para um homem viver num mundo de tolos.
N�o o irrite muito. Pode explodir.
Estou vendo.
Explodir� sem minha ajuda.
N�o se cansa nunca?
O que me cansa s�o as pessoas. Tire a rolha.
Trabalha mais com uma perna s�, que o resto de n�s.
Um homem trabalha com suas costas, n�o com seus p�s.
Como a perdeu?
A perna? Fiquei b�bado no meio de uma nevasca.
Fiquei dormindo, e congelei-me.
Sandy levou-me nas costas 20 Km, ele me salvou a pele.
Mas perdi a perna.
E n�o deixou de beber?
Ainda tenho uma perna s�, n�o, filho?
- Quer? - N�o.
� um garoto esperto.
Precisamos de carne fresca.
Vou procur�-la.
De acordo.
N�o estou pronto para as tarefas dom�sticas.
Ca�arei um b�falo. J� � hora de ganhar algum dinheiro.
Mas faz um pouco de vento.
Justo como eu gosto.
"Quando assobi�vamos aos b�falos...
a noite come�ou a cair"
"E a �nica coisa que t�nhamos onde dormir...
era uma pele de b�falo.
"As moscas e os bichos n�o deixavam de nos picar...
e n�o nos davam tr�gua. "
"Garanto que n�o h� um lugar pior na terra,
que as pradarias de b�falos. "
Malditos mosquitos.
N�o vejo gra�a, esta p�lvora est� a pre�o de ouro.
Como � que n�o te picam?
Sim, me picam, Charlie.
Mas n�o tomo como ofensa.
Acha que tudo est� contra voc�.
O calor est� contra voc�,
o frio est� contra voc�
os curtidores e os �ndios est�o contra voc�.
At� acha que "Pata de Pau" est� contra voc�.
Eu n�o estou contra voc�.
Filho, est� preparando essas balas t�o r�pido...
que, talvez, Ihe falte precis�o.
N�o.
Voc� as prepara melhor que eu?
Bem mais r�pido e melhor.
Charlie � muito bom no que se refere a armas.
Charlie, como aprendeu a manejar armas?
N�o foi matando b�falos?
Matando �ndios.
- Poderia ensinar-Ihe um pouco. - N�o, n�o tenho gosto em matar.
- Sabe algo sobre �ndios vivos? - N�o.
- Ent�o como espera...? - N�o me diga.
Tenho a informa��o que preciso.
Apanhe isto.
Prova mascando tabaco.
De onde �, Sr. McKenzie?
Eu direi, garoto.
De onde tenha mais b�falos.
Ent�o pertence ao territ�rio de Dakota.
Por qu�?
� o �ltimo lugar onde se v�em b�falos.
Sim.
Os b�falos n�o tem fim.
Nenhum de n�s viver� para ver seu fim.
- N�o sei, j� est�o reduzidos. - N�o, voltar�o em abund�ncia.
Com matan�as a centenas e a ca�a dos �ndios, pode ser que n�o voltem.
E depois, matam-se entre si.
Como aquela vez, em Cheyenne Wells.
As manadas sa�ram em estouro...
no meio de uma nevasca no inverno de 61.
Deixaram uma trilha de pele e ossos,...
de 3 metros de altura, em mais de um quil�metro e meio.
Morreram uns cem mil b�falos.
Lembro-me que em 63...
tinha b�falos sem fim em Arkansas.
Em 64 j� tinham desaparecidos.
Desaparecidos.
S� ficaram ossos.
Milh�es de ossos.
As carca�as apareciam nuas.
Que nojo!
Que vergonha!
� espantoso o que � capaz de fazer o homem.
N�o � para estar orgulhoso.
Fala como se fosse um crime.
Talvez seja.
E por que o general Sheridan imp�s medalhas aos ca�adores?
Eu vi uma coisa uma vez.
Um b�falo morto de um lado e um �ndio do outro.
O ex�rcito estava a favor da ca�a.
Claro, durante a guerra contra os �ndios.
Matando os b�falos, os �ndios morriam de fome.
Como o ex�rcito n�o podia acabar com os �ndios,
ent�o quiseram que morressem de fome nas reservas.
Que tem de mal?
Tem todas as qualidades para ser um bom ca�ador de b�falos.
Continue assim.
Garoto, sele meu cavalo.
Onde acha que vai?
Vou acabar com esses malditos �ndios, ladr�es de cavalos.
- Agora, de noite? - Agora, agora mesmo.
Voc� segue o rastro e eu acabarei com eles.
Tenha calma. Recuperaremos as mulas.
Mas ningu�m pode seguir seu rastro na escurid�o.
Vou recuperar essas mulas.
Charlie,
roubar cavalos n�o � um crime para os �ndios.
N�o pensam como n�s.
Os �ndios nem sequer s�o humanos.
Aqui oferecem recompensa por eles.
Suas cabe�as t�m pre�o.
N�o s� as dos ladr�es de cavalos, as de quaisquer �ndios.
- Voc� vem? - N�o.
"Pata de Pau"?
N�o, filho, eu tamb�m tenho algo de ladr�o.
Al�m disso, voc� � quem leva o rev�lver.
� seu filho?
Levante-se.
A bala s� raspou. Tem sorte.
De onde voc� saiu?
Quer?
Recuperei nossas mulas.
Por que n�o matou a garota?
N�o seria sensato, n�o?
Garoto!
Tinha esta crian�a.
Pode n�o ser dela.
Fala a l�ngua desta mulher?
- O suficiente. - Pergunte se a crian�a � dela.
Diga que entre na cabana.
Diga que tenho fome.
Dizem que matar abre o apetite de alguns.
Sim? N�o.
Como est�, jovenzinho?
Que faz aqui, pescando?
Que quer? Isto?
Onde est� sua mam�e?
Onde est� sua mam�e?
Al� est� sua mam�e.
Eu... passava por...
- Senhor McKenzie... - D�-me um pouco de �gua quente.
Charlie,
quanto a essa garota �ndia,
voc�...
Senhor McKenzie, o que se faz para um b�falo ficar quieto?
Como se chama, querida?
Como disparar e os b�falos ficarem quietos?
Por que n�o saem correndo?
Bem, escolhem um l�der.
� escolhido sempre o que anda procurando problemas...
sempre est� fora da manada, no lado alto.
Mas tem que mat�-lo, sabe?
Se apenas feri-lo, come�ar� a dar saltos,
correndo como um louco,
assustar� o resto dos b�falos,
e eles sair�o em estouro em vez de ficarem quietos.
Sempre tem que atirar nos que est�o fora da manada.
Isso �. Os que est�o passeando e distra�dos.
Os b�falos t�m algo curioso.
Se um cai morto, o resto come�a a dar voltas a seu ao redor,
cheirando-o e ruminando sem saber que fazer.
Mas...
se deixar que um come�e a se mover,
provocar� um estouro.
Conhece algu�m t�o r�pido com o rev�lver quanto Charlie?
N�o por aqui, garoto.
Pensei ter feito uma boa ca�a, mas me superou.
Teve que mat�-lo?
Bem, n�o parecia que voc� fosse fazer.
Grande medicina.
Para os �ndios � grande medicina.
Voc� n�o � um �ndio ao todo. Come�e a tirar a pele deste.
Eu n�o. N�o posso Ihe tirar a pele.
- Vai fazer sim. - Deixe-o em paz.
Eu tiro.
N�o se preocupe, garoto.
Come�e com algum dos outros.
Este render� mais que todo resto junto.
Ouvi que a pele de b�falo branco custa 2000 d�lares.
Nos demos muito bem.
Sim, verdade?
O Senhor Charlie, odeia os �ndios, verdade?
Bem, por que n�o?
Os �ndios comem sem educa��o, igual ao Charlie.
Os �ndios tratam mal �s mulheres, igual ao Charlie.
Os �ndios assoam o nariz com os dedos, igual ao Charlie.
Veja...
Charlie n�o gosta nem dele...
como pode gostar de �ndios.
Parece l�gico, n�o, filho?
Um b�falo branco!
Tiram-nos a comida.
E agora destroem nossa religi�o.
Onde aprendeu a falar ingl�s?
Pareceu-me ouvi-la falar em ingl�s.
- D�-me uma m�o. - Puxa, um branco.
"Pata de Pau", toque algo.
Algo animado.
Charlie?
O que sente ao matar tantos b�falos?
Que quer dizer?
J� sabe,
ter o rifle na m�o e sentir que tem...
o poder em suas m�os de dar ou tirar vidas.
S�o s� uns est�pidos b�falos.
� diferente de matar um homem?
Faz sentir-se diferente?
N�o sei.
Bem, o faz sentir importante ou especial?
� a mesma sensa��o que experimenta com as mulheres?
Sim, talvez seja algo assim, s� que...
� diferente.
Quando aponta para algu�m com um rifle, para o matar,
� como se algo importante fosse ocorrer.
Algo que ningu�m pode mudar...
nem fazer que seja como antes.
Matar...
� a �nica prova de que est� vivo.
Voc� me entende, tem matado mais b�falos que ningu�m.
Como se sente?
N�o Ihe importa!
Um gole, Sandy?
N�o, obrigado.
O que o preocupa? Tem algo contra mim?
N�o � por voc�, Charlie.
N�o, n�o � por mim.
Mas garanto que sabe porque �.
� por ela, verdade?
Verdade?
N�o o entenderia, Charlie.
Afaste-se dela.
Afaste-se dela.
Filho, v�m aqui!
Vamos!
Menino!
Vamos, vamos, prove.
Venha, prove.
Apanhe, espere.
N�o o entendo, Charlie.
Entendo-o demais.
Demais.
Bem!
Quer? Toma, apanhe-a.
Boa noite a todos.
Relaxe, Charlie. N�o vem com m�s inten��es.
Este � meu amigo, "M�o Manchada".
Crescemos juntos,
ca�amos juntos, lutamos juntos.
�amos procurar rem�dios juntos.
� um bom ca�ador.
- Pode pegar um pouco de carne? - Claro.
Quer fazer uma troca pela pele branca?
Que ofere�e em troca?
Esses velhos cavalos?
Provavelmente roubou-os.
- N�o. S�o poneys �ndios. - Isso � o que voc� diz.
Monte um e comprove.
Monta-se pela direita. N�o pela esquerda como n�s fazemos.
Charlie, � o que vale essa pele.
E n�o a quis desde o princ�pio. � "grande cura".
Est� falando como um �ndio.
Significa muito para o garoto. Que diz, Charlie?
Eu o matei e digo que n�o.
Diga que n�o h� troca.
N�o acho que este �ndio saiba o que significa "n�o".
Diga que pegue a carne e v� embora.
- R�pido. - N�o!
Espere.
Se quer lutar, lutar� pela pele.
Lutar? Quer dizer, com os punhos?
Ele tamb�m leva uma pistola, n�o?
Ele n�o entende.
Se ele o matar, ganhar� a pele. Mas se ele morrer, voc� n�o ganhar� nada.
N�o o entende, quer saber que ganhar� voc� com isso.
Prazer, garoto. Puro prazer.
Isto n�o � um duelo, Charlie. � um assassinato.
D�-lhe prazer cometer um assassinato esta manh�?
- T�o cedo? - Por que n�o fica fora disso?
Est� certo. Diga-lhe que jogo a pele branca...
por seus dois cavalos...
e esse rid�culo chap�u que usa.
"Pata de Pau", conte trinta passos.
Que diz, garoto? Ele desiste?
N�o, diz que � um bom dia para morrer.
Est� pronto ent�o?
Ser� melhor que explique que deve sacar antes de disparar.
Deixe, garoto. Darei essa vantagem.
Vamos l�!
Eu gostaria de saber o que pensava fazer com essa pele.
Teria esticado sobre uma �rvore at� que secasse...
e a teria oferecido ao Sol, � sua religi�o.
Os �ndios n�o t�m religi�o, uma religi�o para valer.
Sim, eles t�m, filho.
Igual a nossa, mas sem passar o chap�u ap�s rezar.
Que me parta um raio!
O que aconteceu?
N�o est� morto.
Perdeu a pr�tica, filho?
- Que me parta um raio! - Partir�, garanto.
Toma, filho.
- Terminou com isto? - Sim.
Com esterco em feridas como essas...
Um homem branco estaria morto.
Tudo pela pele de um maldito b�falo.
N�o o entendo.
- � "petey" - O qu�?
"Petey", � assim como os �ndios chamam os b�falos.
Significam muito para eles.
Carne, roupa para o inverno.
Com as peles fazem tendas, roupas e escudos para a guerra.
Ao esfolar a pele da pata, aparecem umas marcas...
que respondem � todas suas perguntas.
"Petey" significa b�falo,
b�falo significa vida para os �ndios.
Por isso fizeram dele uma religi�o.
Bem...
V� pegar o poney.
Que tenta demonstrar?
Bem, ele sabe que vai morrer.
Deve voltar para casa, para seu povo.
O garoto o acompanhar�.
� um longo caminho at� a reserva sioux.
Os poneys s�o do �ndio.
Quero esses cavalos.
Se quer voltar...
que v� andando.
De certa forma, Charlie...,
voc� � um caso especial.
Nunca tinha visto um rev�lver controlar um homem antes.
Agora amadure�a e guarde essa arma.
- Quer que volte aqui? - Sim.
Des�a desse cavalo, garoto.
N�o Ihe disse que guardasse a arma?
Poderia arrancar seus olhos a tiros antes que desse outro passo.
Sim, certamente me mataria, Charlie.
Mas, at� que o fizesse, eu o abriria de cima a baixo.
Ele est� morto.
Ser� melhor ir ver as mulas e as acalmar com um pouco de m�sica.
Os lobos acabar�o inquietando-as.
Gostaria de saber se essa mulher gosta de Charlie ou o odeia.
O que h� com voc�?
N�o tem sentimentos, como as mulheres brancas?
Por que n�o me insulta?
Diga que me odeia. Diga algo.
N�o fique a� parada, como um animal est�pido.
Se n�o gosta, diga-me.
Sabe que n�o a tomarei desta forma.
Quer ver quem pode mais?
Bem...
mudar� de opini�o.
E quando o fizer...
"Estar�...
sem afeto...
como um c�u sem nuvens."
Voc� gosta dele?
Por que continua aqui?
- Onde iria? - Para seu povo.
Eu ajudarei voc�.
Meu povo morre de fome.
Este garoto deve viver, � por isso que fico.
Voc� adotou como um irm�o o garoto do cabelo vermelho.
Por qu�?
� bom com o menino.
Por qu�?
N�o sente �dio por meu povo.
Por qu�?
Eu fui criado junto a seu povo.
Eles me ensinaram a montar, a ca�ar e a viver.
Esse beb� n�o � seu, verdade?
Mataram sua m�e.
N�o tem ningu�m?
Nenhum parente, quero dizer?
O beb� pertence a todos.
Isso � um fato.
Quem Ihe ensinou isso?
Os mission�rios.
� in�til falar com ela.
Charlie, estava pensando em ir � cidade.
Vender as peles que temos.
Qual a pressa?
Ainda temos muita ca�a por aqui.
Talvez seja melhor que fiquemos separados uns dias.
Suponho que � uma boa ideia.
Irei pela manh�.
Um momento.
Supomos que voc� fica aqui e eu vou.
Deixaria ela aqui?
Voc� gostaria disso, verdade?
Como saber que voltar� com o dinheiro?
Bem, n�o sabe disso com certeza, Charlie.
Tenho que me livrar deste cheiro de b�falo.
D�-me um desses frascos de col�nia suave.
Aqui tem. Um d�lar.
Tome.
Whisky, Ronnie.
Esse esterco de b�falo d� muita s�de.
Setenta carro�as esta manh�.
Por aqui deve passar esterco para adubar todo Ohio.
N�o seria mau se sua carro�a fosse cheia de esterco de �ndios.
Por que n�o se cala e atende o balc�o?
- Eu? - Sim, voc�.
O que eu disse?
Qualquer coisa que diga j� � demais.
Convida-me para um drink, campe�o?
- Estou seca. - Ou�a...
Ned...
Como se chama, benzinho?
Adivinhou, campe�o.
Como vai o neg�cio, Peg?
Os clientes est�o desanimados hoje.
Deve ser o calor.
Muita gente parece sufocar o calor embaixo do colarinho.
Voc� tem um pesco�o enorme, senhor.
Ser� melhor que venha comigo.
Quem � voc�?
Um homem. Com muito temperamento.
Acalme-o um pouco, Peg!
O que se passa, benzinho?
Sente-se mal?
Que bela camisa.
Desculpe, senhora.
N�o entendi.
Quer pedir-me para dan�ar com voc�.
Dan�a, senhora?
Obrigado.
Voc� dan�a divinamente!
Acho melhor que v� para seu quarto.
Descanse, benzinho.
Estou procurando algu�m.
Algu�m que...
Tem sangue de �ndia em suas veias?
Claro que n�o.
N�o os deixamos entrar mesmo com muito dinheiro.
Pare�o uma �ndia para voc�?
Saia. Vamos, longe daqui.
Um momento, benzinho.
Que foi, benzinho?
N�o gosta de mim?
Obrigado, senhora.
Boa noite.
Maldito canalha!
Que esperava?
Que esperava? Amor e romantismo?
Um cora��o de ouro?
Se acha muito bom para n�s ou algo assim?
� um porco asqueroso!
� igual a todos os malditos ca�adores de b�falos!
Por que discutia, Sandy?
Que h�? Tem vergonha de n�s?
Cheira bem!
Cheira como um b�falo fedorento.
Igual a todos n�s.
Isso � mentira!
N�o h� nemhum cheiro de b�falo em mim.
Em mim, n�o.
N�o, senhor.
Desculpe.
N�o devia fazer isso.
Homem! Voc� ainda me deve 20 d�lares!
Voc� tamb�m acha que matei todos os b�falos?
� um crime.
� um crime contra a Natureza e contra os �ndios matar os b�falos!
Charlie?
Onde est�, Charlie?
Vamos, Charlie!
Vamos!
Charlie!
Charlie! Charlie!
Charlie?
Charlie?
Onde vai, Charlie?
Ainda pensa que matei todos os b�falos?
Eh, Charlie?
- Eu n�o sou Charlie. - O qu�?
Equivocou-se de homem, senhor.
Sim.
Boa noite.
- Ol�, velho. - Alegro-me de voltar a v�-lo, filho.
Veja!
Tome um gole de caf� da manh�.
Sim, mudamos o acampamento. Foi id�ia de Charlie.
Todo dia um de n�s vem aqui para ver se aparecia.
Charlie vive em uma gruta, tem o luxo de um lar.
N�o esperava que voc� voltasse.
Por que voltou? O odeia, n�o?
N�o sei com certeza.
N�o o odeio. Tenho pena.
E sinto-me respons�vel por ele, e sobretudo...
acho que o entendo.
Entend�-lo n�o vai par�-lo de continuar matando.
Talvez n�o.
- N�o veio det�-lo, n�o? - Sim.
E tamb�m vou libertar a mulher.
Sr. McKenzie!
Alegro-me de v�-lo, Sr. McKenzie!
Ele voltou.
Sandy voltou!
Sandy, alegro-me de v�-lo! T�nhamos saudades!
Diga-Ihe quanta saudades, "Pata de Pau"?
Pergunte ao garoto, fala de voc� como se fosse seu irm�o.
"Pata de Pau", pega uma garrafa e toque algo. Faremos uma festa.
Tivemos que mudar o acampamento.
Que parece? Acabaram-se os b�falos!
Garoto, v� avisar a mulher para que cumprimente Sandy.
N�o sei...
N�o sabe que aconteceu aos b�falos.
Parece que as grandes manadas desapareceram.
Ainda vemos alguns todos os dias, nas manadas pequenas.
De cinco, dez, �s vezes vinte, mas nunca mais voltar�o.
Agora que est� aqui, eles voltar�o. Tome um gole.
Venha aqui!
�ndia est�pida!
Um dia deste, Ihe ensinarei a falar.
Olha estas peles. Temos trabalhado muito.
Quanto dinheiro trouxe?
Bem, vendi 10 peles por 1000 d�lares.
Gastei 70.
Consegui vender o resto no pre�o que quer�amos.
� fant�stico, fant�stico. E isso, sem contar a branca.
Quanto Ihe deram por ela? Aposto que mais de 2000.
N�o me diga que a vendeu por menos.
N�o a vendi.
N�o estava l�, desapareceu.
� um mentiroso.
� um mentiroso, est� me escondendo algo.
Levante-se.
Eu disse para levantar!
N�o venha cheio de palavreado.
Deve me tomar por uma crian�a est�pida ou algo assim.
Sabe que eu n�o revisei essas peles.
O garoto ou a mulher a preparou...
Voc� roubou a pele do b�falo branco, verdade?
Apanhou a pele branca!
Basta!
Como sabe que n�o fui eu?
Pode ser que vendi essa pele, Charlie.
Que raz�es teria ela para pegar?
Que raz�es precisam os �ndios para roubar?
Se o Deus b�falo pegou. N�o queria que voc� a tivesse.
N�o sabemos nada, Charlie?
Talvez tenha pegado essa pele para voc� mesmo.
Bem-vindo a nosso lar doce lar, filho.
Nem um maldito b�falo!
Todo o dia cavalgando, correndo daqui para l�,
pensando o tempo todo que os ouve correr e nada.
Por qu�? O que est� acontecendo?
Faz quatro dias que tem voltado e n�o tem trazido nem uma pele.
Nem uma! Olhe essa cartucheira.
N�o me diga que � porque n�o tem visto nenhum. Por qu�?
Eu Ihe direi por que.
Voc� tem um acordo com a mulher para vender a pele branca, por isso.
Vai dizer-me o que fez com essa pele branca.
Onde a escondeu?
E ent�o? O que me diz?
Se voltar a encostar nessa mulher...
eu mato voc�.
Quer dizer que tentar�.
� isso.
Eu tentarei.
Isto � �timo.
Isto � �timo.
B�falos!
Escutem isso!
Escutem.
Deve ter dez mil b�falos.
Est�o voltando. Eu disse que voltariam.
Vou ca�ar alguns!
Agora mesmo!
Est� possu�do, n�o h� d�vida.
- Isso n�o eram b�falos. - Claro que n�o.
Eram trov�es.
Voc� tem que ir.
Sim.
Esta noite.
Quando Charlie estiver dormindo.
Veja onde est�o os animais.
Eu estarei l�.
Devia ter uns cem mil b�falos.
Matou algum?
N�o, n�o tive chance.
Mas os viu?
Isso era dif�cil.
lam sempre em minha frente, deviam ir muito depressa.
Ouvia-os, via a poeira que levantavam,
como se fosse uma nuvem, mas...
Se corriam t�o r�pido, acabar�o se cansando.
Sim, � verdade.
Os b�falos dispersam-se nos remansos...
e vales, ao redor dos lagos de �gua.
Sim, pensei nisso.
Tomara que encontremos manadas maiores que a �ltima. N�o, Sandy?
"Pata de Pau", tudo bem se brindamos por isso?
Sim. Pega uma garrafa, n�o?
Sim. � uma esp�cie de rem�dio que cura.
Bem, sinto-me um pouco mau.
Eu lhe disse que os b�falos voltariam.
Podemos ganhar uns 200 ou 300 ao dia.
Seria como nos velhos tempos, n�o, Sandy?
- Tomara. - Faz frio.
Frio!
N�o sabe o que � o frio, at� passar um inverno aqui.
"Escurid�o branca" � a neve, a chamam assim.
Sabia?
Uma noite fazia um pouco de frio, como agora...
e, de repente,
levanta-se um vento frio.
T�o frio que congelaria uma vaca at� seu traseiro.
E n�o h� nenhuma barreira que pare esse vento do Polo Norte at� aqui.
Frio assim � capaz de abrir um buraco no gog�.
Existe rem�dio, depende do que beba.
Um gole, garoto?
Onde est� minha mulher?
Que foi, Charlie?
N�o somos uma boa companhia para voc�?
Sim, a melhor do mundo.
Um, dois,...
tr�s, quatro,
cinco, seis,
Acabou. Acabou tudo.
Mas os b�falos n�o acabaram.
- Calma, Charlie. - Nunca acabar�o.
Vamos, velho b�falo!
Coloca-me na dire��o certa, Sandy, rapaz.
Onde ela foi?
N�o sei.
Sele uma mula!
Onde est� Sandy?
Acho que saiu cedo para procurar os b�falos que viu ontem � noite.
Sim. E levou a mulher e o menino para Ihe fizer companhia?
Se fugiu com ela voc� saberia, n�o?
Est� tremendo, filho.
Melhor relaxar, vou preparar o caf�.
Levou minha mulher. Vou traz�-la de volta.
N�o apanhar� o Sr. McKenzie.
N�o montando em uma mula.
� poss�vel.
Ser� melhor o acompanhar, talvez ele consiga.
Acha que o Sr. Charlie atiraria no amigo?
Sim.
Sim, acredito.
Que vai procurar l� em cima?
Uma gruta que Sandy e ele costumavam usar no mau tempo.
Por que o Sr. McKenzie levou o cavalo do Sr. Charlie?
Porque sabe o quanto importa a Charlie.
- O Sr. Charlie o encontrar�. - Sim.
Hey, garoto, pegue ele.
"Pata de Pau"! Pegue-o!
Tome, segure este.
O que fez?
Com esse cavalo eu o teria alcan�ado em um par de horas!
Foi o que pensei.
Ajudou ele ontem � noite, verdade?
- Tenha calma, filho. - Por isso me embebedou.
- Encontrarei ele de qualquer forma. - N�o encontrar�.
- Quem impedir�? - Eu.
Ou�a, Sandy �, provavelmente,
- o melhor amigo que tem. - � um ladr�o!
Se montar nessa mula, eu o matarei.
N�o fa�a isso.
Farei sem pena, que Deus me perdoe, mas vou atirar.
N�o me obrigue a fazer, filho.
Amanh� ver� como tenho raz�o. Esque�a de Sandy,
esque�a da mulher. N�o precisa deles.
Hey, filho,
tome o seu rev�lver.
S� at� amanh�, Charlie.
Pensar� com mais clareza sem uma arma.
Bang, bang,
Sandy � o respons�vel. � sua culpa.
Vamos encontr�-los.
Ser� melhor que enterre o velho.
- Depois. Primeiro... - N�o, Sr. Charlie.
Cedo come�ar� a nevar.
E a neve cobrir� as pegadas do Sr. Sandy.
Bem, amanh� ent�o.
Ou depois de amanh�. Em algum dia.
Faremos ele pagar por tudo que tem feito.
N�o h� balas, Sr. Charlie!
Estava vazia!
Onde est� o resto?
O resto do gado, a farinha, a carne, o milho?
N�o � do ex�rcito?
Pensei que...
Esperava...
Vamos nos aquecer, senhor.
Primeiro comemos os cavalos, depois os c�es.
Tomara tenha notado a fome que h� aqui.
Podem ficar com as mulas.
Muito obrigado, Sr. McKenzie.
Isso nos manter� durante um dia ou dois.
Depois vir� o ex�rcito com os mantimentos.
Vir�. Sei que vir�.
N�o � sua responsabilidade trazer esses mantimentos.
Diria a esta gente que se fossem, mas...
onde iriam e como chegariam at� l�.
Poderiam entrar na cidade e mendigar comida, mas...
quem daria a um �ndio?
E poderiam mat�-los, se tentassem roub�-la.
Como se chama esse oficial que devo ver?
Major Smith.
Amanh� � um bom dia para encontr�-lo, se chegar at� l�.
Eu irei com voc�.
Quando cheg�ssemos l�...
Charlie estaria esperando.
E se acontecer algo...
Ent�o...
ent�o aconteceria aos dois juntos.
- Estava procurando-o. - Ol�, Charlie.
Espero que tenha peles para mim.
- Quero meu dinheiro. - Claro, claro. Tome um gole.
Quase mil d�lares, sem contar as que trago agora.
Onde est� McKenzie?
Deixou-me.
N�o � verdade, garoto?
Ele fugiu, de modo que quero o dinheiro, todo.
- A metade pertence a ele. - Eu digo que n�o.
Roubou-me a pele de um b�falo branco e fugiu. � um ladr�o.
N�o � verdade, garoto?
N�o. N�o � verdade.
O qu�?
O Sr. McKenzie n�o � um ladr�o.
Est� b�bado, filho. Deveria ir dormir.
Eu apanhei a pele branca.
Para conseguir cura, para meu amigo.
Quem vai crer em um �ndio mentiroso!
Isso � a �nica coisa que sabe fazer. Matar.
Vamos. Eu Ihe darei esse prazer.
Mate-me.
Mas escute, Sr. Charlie.
Nunca vai me obrigar a dizer uma mentira...
sobre o Sr. McKenzie.
Nunca.
Mas aposto que dir� a verdade, garoto.
Vou surr�-lo at� que me diga a verdade.
At� que admita que Sandy pegou essa pele de b�falo branco.
Ele a pegou, certo?
Como roubou a mulher.
N�o.
Sandy � um ladr�o. Diga!
Diga, garoto. Qual a diferen�a?
Onde vai, garoto?
Desculpe pelo que fiz.
N�o v�, garoto. Preciso de voc�.
Nos daremos bem.
Para valer, Sr. Charlie?
Sou um �ndio. Lembra?
T�nhamos 52 vacas apartadas para seus �ndios.
Umas morreram congeladas e as outras roubaram.
Um dia mais e n�o teria ficado nenhuma.
Isto n�o pode esperar. Estamos prontos para partir.
Saber� manejar essas r�deas?
Hey, Major, parece que consegui um ajudante.
Se congelar alguma pelo caminho...
- corte-a em peda�os e leve. - Sr. McKenzie!
- Desculpe. - Obrigado, Major.
Ol�, garoto. Como est�?
Como est� o velho? Como est�o?
Charlie matou-o.
Matou-o?
Por qu�?
O velho tentou impedir que ele o seguisse.
Tentou matar-me tamb�m.
Ele est� aqui.
Quer encontr�-lo?
Conhe�o Charlie, ele me encontrar�.
Bem, est� pronto para voltar para seu povo, garoto?
Sim, senhor.
Vamos.
- Eu vim pelo meu dinheiro. - Olhe estas peles, peleiro!
As despelaram faz tr�s horas e j� est�o duras como um presunto!
E est�o �midas pela parte de dentro.
Dez d�lares por cada.
Quero em ouro ou prata, n�o em papel.
Ou�a, Ed, dizem que McKenzie est� na cidade.
Dizem que uma �ndia o acompanha.
E que � bonita tamb�m.
� verdade isso? Sandy est� aqui?
Chegaram e se foram. A �ndia, o garoto mesti�o e ele.
Levaram mantimentos e gado do ex�rcito.
Foram-se, com certeza. Irei pegar seu dinheiro.
Tamb�m Ihe interessa levar mantimentos?
Sandy!
Hey, Sandy!
Des�a da�!
Venha preparado!
N�o tem nenhuma chance, Sr. McKenzie.
Talvez n�o.
- Posso disparar daqui. - N�o.
Se n�o descer, matarei as mulas e o gado!
Estou esperando!
Charlie!
Deixe que o garoto e a mulher saiam com o gado!
Ent�o descerei!
Sim, ele pode sair!
Ela fica!
Eu fico.
Vamos logo!
De acordo, garoto.
N�o v�, Sr. McKenzie.
V� andando...
ou come�ar� a matar o gado por pura maldade.
Sandy!
N�o saia agora!
Por qu�?
Est� muito escuro! N�o confio em voc�!
Venha pela manh�, assim que o sol sair!
Est� esfriando depressa.
Charlie!
Charlie!
As coisas mudar�o.
Assim que acabar com Sandy, as coisas mudar�o.
Isto � s� o princ�pio, garoto.
Mantenha-me quente.
Quente e preparado para enfrentar ele amanh�.
Ele vai mat�-lo.
Talvez.
Ou talvez eu o pegue.
Bem...
Charlie?
Morreu congelado.
Legendas: Gerigato Dezembro/2014
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