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Original subtitles

ZONA CENTRAL, CHILE 1978

Sr. Gustavo, por favor...

N�o.

- Porque n�o entendes? - S� preciso de mais uma semana.

N�o � poss�vel! Sabes disso!

N�o leve os meus filhos. S�o tudo para mim.

Levo-os e ponto final!

- Solte-a! - N�o te metas!

N�o lhe toque!

Disse para n�o te meteres, imbecil!

N�o!

- O que fez? - Levanta-te, mulher!

N�o... Porque fez isso? N�o...

- � uma ordem! Levanta-te! - N�o... Porqu�?

Eu disse, levanta-te!

TRISTE DESAPARECIMENTO DE TR�S RAPARIGAS

ASSASS�NIO EM RANCAGUA

ESTRANHOS DESAPARECIMENTOS

DESAPARECIDO

ASSASSINADAS

CAD�VERES CORRESPONDEM AOS DESAPARECIDOS

LOUCURA ASSASSINA

DESAPARECIMENTOS NO CHILE

ENCONTRADOS MORTOS

MORTE DE CINCO RAPAZES

AVI�O CAI EM CHIGUAYANTE

BUSCAS DE CRIAN�AS CONTINUAM

PREOCUPA��O COM CASOS ESTRANHOS

P�NICO NA ESTRADA DO LE�O

VIOLADAS E MUTILADAS

ASSASSINATO MACABRO

MAIS CRIMES

DESAPARECEU

COMUNIDADE CONTRA DESAPARECIMENTO DE JOVEM

M�E E DOIS FILHOS DESAPARECEM

TERROR NO CAMPO

ESTIVERAM SEQUESTRADOS

ACONTECIMENTOS ESTRANHOS

DESAPARECIDA

15 E 17 ANOS H� DUAS SEMANAS DESAPARECIDAS

DESAPARECIMENTOS MISTERIOSOS NA REGI�O

Sim?

Sobe.

Ol�.

- Como est�s? - Bem.

- Ainda bem. Est�s pronta? - Quase.

D�-me uns momentos e fico pronta. Entra.

Est� bem.

Disseste ao Pablo sobre o fim de semana?

- Para qu�? - N�o sei...

Grande lata.

Estava s� a brincar.

E quando me ias contar?

Estava prestes.

Parab�ns.

Quando vais?

Em Junho, mas tenho pap�is para tratar.

Acho que vou ficar l� por uns anos.

Tanto tempo.

Disseste aos teus pais?

N�o, n�o lhes disse nada.

Porqu�?

- De certeza que queres ir? - Sim, sim.

Tenho tantas coisas na cabe�a.

Preciso de parar para pensar.

S�o os teus pais?

V� l�, Ana.

N�o sabes como s�o. Est�o velhos.

Vai ser dif�cil para eles. N�o v�o perceber.

Ent�o porque te candidataste a uma bolsa?

Desculpa. Sei que s�o coisas da minha cabe�a, mas...

Agora, ou depois, vais ter de lhes contar.

Digo-lhes quando voltar.

Vou estar mais tranquila e com mais tempo para pensar.

Porque complicas as coisas?

Quando decides de uma vez, antes de parares mil vezes?

Qualquer dia.

E espero que me acompanhes.

Vamos.

Ol�!

- Como est�s, Susana? - Ol�.

- Estavas � espera? - N�o.

- Preparadas? - Sim.

- Que bom. - Vamos.

Porque est� aqui?

Bem, porque se d� bem com a Leo e queria vir.

Ol�, Susana.

Espero n�o ter estragado a festa.

- N�o, vamos. - Vamos.

- Ol�. - H� tanto tempo.

Desde o anivers�rio da Fran.

- Ficas desconfort�vel? - N�o.

- Podes p�r aqui a bolsa. - Obrigado.

Ana, est�s t�o calada?

- Quem? Eu? - Sim.

N�o � nada. Estou a apreciar a vista.

N�o podemos ir por aqui.

Volta � estrada principal.

De certeza?

Sim, j� estive em casa do Leo.

- Francisca, concentra-te. - N�o disse por aqui.

Parem. Que � isto? Os manos n�o se entendem?

Felipe, faz o que a Fran diz.

- Vamos depressa, n�o vamos? - N�o.

Deixam-me conduzir?

Digo-vos. N�o comecem com essas coisas, sim?

Combinado.

Cuidado!

- O que foi? - H� qualquer coisa na estrada...

Que raio, � um c�o.

Nojento.

- Que fazemos? - Tentamos n�o pisar.

- Mais, mais. - Aguentem.

- Passa-se alguma coisa? - Esta merda n�o arranca.

- � o motor? - Parece que sim, demasiada poeira.

Relaxa, Felipe.

N�o sou grande ajuda com isto.

- N�o percebes de carros? - Chama se precisares de ajuda.

� complicado, n�o �?

O qu�?

N�o sei. Est�s bem?

Bem.

Estou bem.

Tenho tido muito trabalho, o que � bom.

E tu?

Foi um ano dif�cil, mas estou feliz.

Feliz com o qu�?

Lembras-te da bolsa?

- Para Berlim? - Sim.

Candidataste-te?

E ganhei.

- N�o. - Sim.

Vou uns meses.

- Muitos parab�ns, Ana. - Obrigada.

Parab�ns.

- Obrigada. - Estou mesmo feliz por ti.

E o teu namorado?

Ainda n�o lhe disse.

Est�o juntos?

Sim, estamos a trabalhar nisso.

- A trabalhar nisso? - Estamos a processar as coisas.

Tanto tempo.

- De que estar�o a falar? - Porque n�o disseste que vinha?

N�o me culpes. Ele � que teve a ideia de n�o contar.

N�o pensei que fosse aceitar bem a not�cia, mas parece que...

Que interessa? Ele vai para Fran�a.

- Quando? - Muito cedo.

- Engra�ado. - O qu�?

- O qu�? - Que � engra�ado?

Ok. N�o dizes a ningu�m, ok?

- Est� gr�vida? - N�o.

Ent�o o que �?

- Ganhou a bolsa. - T�o fixe.

Sim.

Bem, parece que vamos ser vizinhos.

Que queres dizer?

Daqui a quatro meses, vou para o Sul de Fran�a.

Investiga��o num Instituto.

Estou t�o contente.

Muitas coisas para aprender, muito dinheiro.

Tanta coisa a acontecer.

Mas sempre quiseste isso.

Sim.

Sabes, � um pouco estranho, partir e ir para longe.

Pode parecer...

- Sinceramente... - O qu�?

Alfredo, ajudas-me?

Falamos depois.

Ol�, amigo.

Ol�.

Desculpe, tivemos um problema com o carro.

Pode ajudar-nos?

Pensei que fosse o radiador, ou falha el�trica.

N�o percebemos muito de motores.

D�-me um pano.

- O homem est� a ajudar. - Boa.

- Quem �? - N�o sei. Deve viver por perto.

� sexy, n�o �?

Achas?

Achas mesmo? Est�s solteira h� muito tempo.

Acho.

- Ligue-o. - A s�rio? T�o depressa?

Queria que arranjasse, n�o queria?

Obrigado. Salvou o fim de semana.

- Que est� a fazer? - Gostava de "agradecer".

- N�o quero dinheiro. - Por favor, aceite...

Eu disse que n�o queria dinheiro.

Bem, agrade�o por tudo.

Que raio! Vais-te calar?

Calma.

- Est� bem? - N�o te vais calar, pois n�o?

� uma pequena queimadura, est� tudo bem. Respire fundo.

- Est� bem, devia seguir viagem. - Est� bem, obrigada.

Tome.

Desculpe.

Sabe onde � a quinta de Castaneda?

Sim, n�o muito longe daqui.

- Sabe quanto tempo? - Cerca de 10 minutos.

- Muito obrigada, Sr...? - Juan Ferreira.

Juan, muito obrigada.

Tenha cuidado, menina. � um caminho solit�rio.

Obrigada.

Ol�.

Ok.

Foi mau oferecer dinheiro pela ajuda?

- Tamb�m me mandou calar. - Apetecia-me dar-lhe porrada.

- Para, h� alguma coisa na estrada. - N�o, n�o vou parar outra vez.

- N�o, h� alguma coisa. - Para.

Depressa, deixa-nos sair.

- Deviam ficar aqui. - N�o, vou sair.

Cuidado.

- Meu Deus, que aconteceu? - O que � isto?

- N�o fiques a�, faz alguma coisa. O que fazemos?

Ana. Ana.

Relaxa, relaxa.

Temos de sair daqui, Alfredo.

Agora.

N�o sei se a dev�amos levar nessas condi��es.

�s est�pido, ou qu�?

Podemos pensar sobre isto?

Sobre o qu�?

Nunca ajudas ningu�m?

Onde v�o?

Ela est� em choque.

Ol�, boa tarde.

Vimos esta mulher e...

Filho da puta!

Que est�o a fazer? Animais!

Corre, corre.

Despacha-te!

Anda, Susana, Gostava que conhecesses algu�m.

Anda.

N�o podes ser...

Dev�amos ter ido embora contigo.

Pe�o imensa desculpa.

Se ficares comigo, matam-te.

O qu�?

Ela tem de comer.

Levem-na.

Felipe! Ana!

Ana!

Para ti... Para ficares bonita.

Bonita?

Est� algu�m a�?

Que est�s a fazer?

Pedro.

Anda.

Vai para o teu quarto.

N�o havia necessidade.

Trata disto agora.

N�o fiz isto.

Fazer isto n�o faz de ti mais homem.

Onde est�o os meus amigos?

Que queres?

Deixa-me ir.

Que nos v�o fazer?

Ajuda saber?

Por favor...

Por favor, tirem-me daqui.

V�o ser entregues.

- A quem? - A gente importante.

Ao poder.

�s pessoas que pagam por voc�s.

Agradece por estares aqui agora.

Quando estiveres naquele inferno, vais implorar por voltar.

Que est�s a fazer, idiota? Que est�s a fazer?

N�o podes fazer isto. N�o s�o nossos.

Sabes isso.

Nunca mais fa�as isto. Ouviste?

Nunca mais.

N�o.

N�o.

Fora daqui.

Ela n�o se consegue mexer.

Fora daqui!

Senta-te!

Est�s bem?

Sim. E tu?

Felipe?

O que queres?

- H� algumas coisas que... - Cala-te!

H� coisas que n�o falamos � mesa.

Os nossos outros amigos?

Ent�o...

Como dormiu ontem?

- N�o lhe toques! - Tira as m�o de cima de mim!

Relaxa.

Esqueceste-te do que me disseste?

Disseste que me tiravas daqui se brincasse contigo.

Que quer ela dizer?

Ele n�o te contou? N�o?

- Ela est� a mentir. - N�o, n�o estou.

N�o lhe disseste que �amos juntos?

O qu�?

Disseste-lhe isso?

Disse que se me metesse com ele,

�amos embora juntos.

Est� a mentir. Nunca disse nada a esta gaja.

N�o?

Que merda � que ela disse?

Apanha-a, sacana!

Deixa-me ir.

- Volta para dentro. - Solta-me!

Cala-te.

Como v�o as coisas?

Como sempre, muito trabalho.

E tu, menina? Que faz aqui?

V�, diga l�.

Est� bem?

Claro que est�. Tem o que pedimos?

Podem ficar aqui.

- E os seus amigos, menina? - Est�o l� dentro.

Despache-se, Juan, as outras caixas.

Ok.

- Vou buscar o dinheiro, ok? - Ok, 40, como sempre.

- Vamos. - N�o.

- Vamos, por favor. - N�o, vai tu.

- Que se passa? - Ajude-me.

Avisei-a.

Disse-lhe que era perigoso.

Tire-nos daqui.

Os seus amigos est�o bem?

Entre no carro e esconda-se.

Ana!

Os teus amigos...

- Vem buscar o dinheiro. - N�o posso, tenho que fazer.

Tenho mais encomendas para entregar.

Vai busc�-lo.

N�o tenho tempo.

Est� bem, mas s� por uns minutos.

H� quanto tempo fazes entregas, Juan?

H� cerca de 30 anos.

Conhecias a minha m�e, certo?

Sim.

Devia gostar muito de ti.

Assim parecia.

E ent�o?

E ent�o?

N�o sei.

Diz-me tu.

Est� bem, Carmen, solta-a.

Porqu�?

Porque � diferente. N�o � como os outros.

Como a que est� dentro do teu carro?

- Bem, tenho de ir. - Sem o teu dinheiro?

Obrigado.

N�o te mexas.

Que est�s a fazer?

� isto que queres, Juan?

Abre a porta.

� isto que queres?

Abre aporta, gordo!

Devolve a rapariga. Devolve-a e podes ir.

Para n�s �s como fam�lia, Juan.

Mas n�o sou, e voc�s s�o todos loucos.

"Loucos"? Chamaste-nos "loucos"?

Vamos l� para fora.

N�o.

Vem c�.

- O que � isto? - Come�ou uma nova vida, Ana.

- Que vida? - Este � o teu momento.

- N�o fa�as nada est�pido. - Para que � isto?

Tem uma bala, portanto dispara.

N�o. N�o sou assassina.

Tens um minuto.

Sen�o ela morre.

Quem �?

- Ana... - N�o interessa.

Se o matares salvas os teus amigos.

N�o consigo.

- Parece que n�o est�s a perceber. - Agora.

N�o, Ana.

- Quem � ele? - Tens dez segundos.

N�o.

- O tempo est� a passar, Ana. - N�o.

Por favor, n�o quero morrer assim.

- N�o, por favor. - Mata-o!

Mata-o!

Bem feito. Mostra quem �s.

Era ele ou tu, Ana.

Ana!

Levem-na.

Juntem-nos. Vamos entreg�-los.

Chelita.

Chelita.

Chelita.

Ouve-me.

Com o tempo...

vais perceber tudo.

Se n�o tivesses ficado comigo, eles tinham-te morto,

ou preso como um c�o num quarto daqueles.

Fran, consegues ouvir-me? Como te sentes?

Sentimos muito pelo Felipe,

mas se n�o tentarmos escapar, ningu�m vai saber do que se passa.

- Fran. Fran. - Para! Deixa-a em paz!

Temos de o fazer juntos! N�o consigo sozinho!

� imposs�vel! J� viste como s�o!

N�o vou ficar aqui sentado,

� espera que nos matem!

N�o podemos fugir, Alfredo.

S�o tr�s e um deles � uma mulher.

Posso com eles, mas preciso de ti. Preciso de ambas, Fran!

Vai-te embora.

Porqu�?

Porqu�?

Agora, vai-te embora! N�o te quero ver mais!

N�o, desculpa...

Larga-me!

Suas cabras, levantem-se!

N�o.

Mexam-se.

Corre!

Por aqui. Segue-me.

Apanhem-nos, seus merdas!

- Onde est�o? - N�o sei. Vamos.

Sa�ram antes de n�s.

H� uma gaja a� dentro!

Corre, corre.

Ol�. Desculpa, estamos a tentar escapar, precisamos de ajuda.

Uns homens est�o atr�s de n�s. Estamos em perigo. Ajudem-nos.

Que se passou?

� uma longa hist�ria. Tirem-nos daqui.

Depressa. Saltem.

Obrigado.

- Boa tarde, amigo. - Boa tarde.

- Viu um casal a passar? - Sim.

H� pouco. Vi pessoas a correr para ali.

Tentaram parar-me mas segui viagem. Foram em frente.

- Sim. - Sempre em frente?

- Sim. - Conhecia?

N�o.

N�o os conhecia mas viu-os a irem para ali.

J� lhe dissemos. Foram em frente.

- N�o queremos problemas. - Mas se n�o quer ajudar.

- N�o! N�o se mexam! - N�o! N�o lhe toques!

Angelica, Angelica!

Baixa a arma ou mato-o!

- Ou o qu�, sacana? - Mato-o!

Baixa!

Atira!

Agora recua.

V�o-se embora sem a rapariga?

Deixam-na aqui?

Aqui comigo?

- N�o podemos deix�-la. - Desculpa, Ana.

Que vais fazer sem o teu pai, mi�da?

Vou ser o teu pai, certo?

Toca-me, mi�da!

Corre!

Vemo-nos em casa!

Ol�. Desculpa, mas precisamos de ajuda.

Uns homens est�o atr�s de n�s e mataram uma fam�lia.

Sabe onde podemos ir?

Corre, Ana!

- Estou com medo. - Calma.

Ana!

Vai, Ana!

Para com isso!

Vai para dentro.

Porqu�?

Depois do que fizemos por ti!

Morre!

- Ajuda! - Que se passa?

- Ajude-me! Est�o a seguir-me! - Quem?

O qu�? Agora?

Jorge, Vai-te embora.

- Porqu�? - N�o devias saber disto.

H� quanto dura isto?

N�o vai acontecer outra vez.

Temos...

uma carnificina...

e temos de limpar tudo.

N�o foi propositado.

Vamos busc�-los todos, Sr. Gustavo.

Quem � ele?

O nosso primo Jorge, Sr.

E atreve-se a falar, sem a minha autoriza��o?

Ajudou-nos a traz�-los.

A s�rio?

Ent�o, o que quer?

Quero trabalhar para si.

Bem, primeiro tem de aprender a confiar nos outros.

Est� bem.

Abra a boca.

Confia em mim, Jorge?

Confia?

Agora...

Mostrem-me o que prepararam.

E limpem isto tudo.

� culpa tua, Ana.

Francisca.

Para sairmos daqui temos de nos manter juntos.

�s sempre a mesma.

�s sempre a v�tima.

Tu est�s limpa.

O teu corpo n�o foi violado por estas bestas.

O que nos vai fazer?

V�o ser salvas.

- N�o! N�o me toque! - E v�o ser libertadas.

- Por favor. - Por ti.

Por todos voc�s.

Ao amanhecer...

vai ser a tua vez, meu amigo.

E voc�s v�o ficar aqui para procriar e povoar...

a nossa pequena cidade.

Da escurid�o � claridade...

Senhor, por favor aceita-os no teu reino...

e purifica os seus corpos...

para toda a eternidade.

- A culpa � minha. - N�o, n�o digas isso.

N�o dev�amos ter parado.

A culpa n�o � tua, Ana.

Calma, desta vez n�o podemos cometer erros.

Juro, mesmo que me mate, preciso de sair daqui.

Tu ouviste o que o velho disse.

Isto vai ser o Inferno.

Quem �s tu? Porque est�s aqui?

O homem contigo na estrada � o teu pai?

Sabes uma coisa?

N�s podemos encontr�-lo.

Se nos ajudares, encontramo-lo.

Podemos ajudar-te.

Querida, podes contar connosco.

H� uma chave.

- Ali. - Sim.

Tens de vir connosco.

Se eu n�o conseguir continuar, se me apanharem...

Promete-me que continuas a correr.

Promete.

Prometo, mas n�o percebo porque me dizes isto.

Porque te conhe�o bem, Ana.

Sei que cumpres as tuas promessas.

Anda! Depressa!

- Que est�s a fazer? - N�o consigo mais, Ana.

Vou tentar det�-los o m�ximo que puder.

- Tens de ir buscar ajuda. - N�o.

- Ana, prometeste - N�o.

Sim, tu consegues. Agora vai.

- Porque fazes isto? - Desculpa, Ana.

Ana, v� l�. Vamos.

Quero-os aqui antes do nascer do sol.

- V�o apanhar-nos! - N�o consigo!

Acalma-te, por favor, ou v�o apanhar-nos.

Lamento imenso.

Temos de ir, Fran. Vamos!

Onde est� a rapariga?

Cuidado. Vamos.

Encontramo-nos outra vez, suas cabras!

Que merda fez ele?

Que merda.

N�o percebes?

Se escapam...

isto acaba tudo?

Isso n�o vai acontecer.

Mexam-se.

Mexam-se!

- Ai. - O tornozelo est� partido!

- Tenho de ir buscar ajuda. - N�o. N�o v�s, Ana, por favor.

Desculpa. Fica aqui, eu volto.

N�o me deixes, por favor! N�o, Ana!

Ana! Ana, ajuda!

Relaxa e respira. Est� tudo bem, fica aqui.

N�o v�s, por favor.

Eu volto. Fica aqui.

N�o v�s, por favor.

Desculpa.

Para tr�s ou mato-o!

Sabe quem sou?

Pense no que lhe vai acontecer...

se matar algu�m como eu.

J� pensou no perigo em que p�e os seus pais?

- Porqu�, seu idiota? - Para, Carmen!

- Ela n�o pode estar fora! - N�o lhe podes tocar!

Esta gaja n�o pode sair daqui!

Que est�s a fazer?

N�o queres perceber?

Est�s a cometer um grande erro.

Deixe-a ir.

Baixa a arma.

- Deixe-a ir. - Rende-te.

Deixe-a ir!

Estou a morrer.

N�o! Morre, sua cabra!

N�o. O que fizeste?

Cometeste um grande erro!

Pode matar-me agora!

J� est�s morta e enterrada.

- Que te aconteceu? - Ajude-me!

Est� bem. Mas diga-me o que se passou.

- Vamos! Ajude-me! - Vamos ao hospital.

- Relaxe, j� acabou. - Vamos! Depressa!

Est� bem, mas acalme-se, por favor.

Vamos! Depressa!

Legendas: Manuela S� Mota

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