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Original subtitles

Essas pessoas esperaram quatro anos...

Eles estão prontos agora. Um casal é um casal.

Não vamos discriminar.

Desculpem o atraso.

Eu posso falar?

Eu só estou dando a minha opinião.

Isso vai chamar atenção sobre nós.

Deixe-me lembrá-los

que a principal missão da nossa administração

é proteger...

Os interesses das crianças.

Exato! Não vamos fazer experiências.

Experiências com o quê?

Nós sabemos a nossa missão.

Pode explicar o que "experiência" significa para você?

Significa a primeira vez que se tenta alguma coisa.

É uma palavra do nosso vocabulário.

-A Claire está certa. -Obrigada, Caro.

Obrigada.

-Quietos! -Por favor.

Calma!

Que confusão é essa?

São eles...

-Você terminou, Claire? -Sim.

Bom.

Estamos todos cientes aqui

de que trabalhamos para o bem-estar das crianças.

Eu vou apresentar o caso Alloca ao próximo conselho de família.

Obrigado a todos.

Nós devíamos ter começado lá.

Obrigado, Charles.

O conselho de família decidirá.

Sim, eu sei.

Se eles concordarem, peço que faça suas visitas calmamente.

Como para qualquer outra família.

É claro, por quem você me toma?

Tenho certeza de que tudo dará certo.

Recém-casados!

Como vai você?

Oi!

Parabéns!

Um pouquinho.

Aqui. Opa! Chega.

-Você está bem? -É só para um brinde.

Temos que respeitar os costumes locais.

Eu preferiria comemorar o aniversário de um neto,

do que de uma loja.

Mãe!

-Gostou? -Ótimo. Ainda não lhe perdoei.

Lá vamos nós de novo...

Faz seis meses que eu tenho que almoçar sozinha.

Encontre um advogado, isso a manterá ocupada.

Eu achei que flores fariam você ser mais gentil.

-Eu sou gentil. -Como você está?

Ponha tudo ali.

Um, dois, três!

Um, dois, três!

ELE TEM MESMO OS SEUS OLHOS

Subpack by DanDee

Não volte a dormir. Vamos!

Eu não entendo, eu só tomei...

-três copos. -Três?

Talvez cinco. Eu não me lembro.

Você está ficando velha, não aguenta mais.

Tanto faz!

Deixe, você está atrasado. Eu cuido disso.

Eu termino de limpar. Você me encontra?

Não se esqueça do chaveiro.

Eu posso fazer isso. Vai custar caro.

Daqui a dois anos?

Sim. Certo.

Certo?

-Amo você. -Também amo você, Boo.

Pare com isso! Não me chame de "Boo".

Até depois!

Alô?

Sim.

-Ah! -Olá.

Você me assustou, Boo.

Você está bem? O que foi?

Eu recebi uma ligação.

Eram eles.

"Eles" quem?

Eles.

Eram eles?

Você está perfeito.

Sr. e Sra. Alloca.

O Sr. Vidal vai recebê-los. Por aqui, por favor.

Bem... Vai dar tudo certo.

O conselho de família propôs

confiar a vocês

um garotinho. Para vocês poderem adotá-lo.

Nascido há quatro meses de pais não identificados.

Ele teve hepatite ao nascer.

Não se preocupem, hoje ele é perfeitamente saudável.

O nome dele é Benjamin.

Benjamin.

Desculpem o atraso.

Claire.

-Senhor. -Esta é Claire Mallet,

responsável

pelo caso do Benjamin.

Certo. Até a decisão final sobre a adoção.

Perdi alguma coisa?

Não. Eu estava apresentando o Benjamin.

Por favor, continue.

Bem...

É hora de lhes dizer que estamos diante

de um caso bem particular.

É a primeira vez que acontece.

Vocês se lembram

que nos formulários

vocês expressaram alguns desejos.

Sobre a origem, o gênero da criança...

Et cetera, et cetera.

Vocês foram bem abertos.

-Sim. -Sim.

Nós levamos isso em conta.

Vocês mudaram de ideia? Vocês podem. Têm esse direito.

Se tiverem qualquer hesitação, vocês devem dizem.

Podemos amar todas as crianças do mundo,

mas não ser os pais de nenhuma.

Sim, nós lhes informaríamos.

Bom.

Muito bem.

Neste caso...

Deixem-me apresentar-lhes Benjamin.

Por favor, pensem com calma.

-Mas... -Mas?

É um menino?

Sim, Benjamin.

Sim. Benjamin,

é um nome masculino.

Ele é tão bonito!

Muito obrigada.

Isso é loucura, certo?

Tem certeza de que está bem com isso?

O que o bebê precisa?

Um papai e uma mamãe.

Sim, mas...

Neste caso...

Aqui, olhe...

Ele até tem os seus olhos. Não?

Benjamin Alloca.

Ele pode ser maestro.

Isso é para gente velha.

-Jogador de futebol é bom. -Jogador de futebol não.

Eles estão sempre contundidos.

Eu me preocuparia.

Claro que não.

-Ele pode ser jornalista. -Jornalista?

Sim.

Eles podem mudar o mundo.

Nós podemos mudar o mundo.

A primeira família Benetton. Somos nós.

Nós somos o "Eu tenho um sonho".

Depois da reforma, vamos fazer uma festa.

-Não é definitivo. -Cirurgião.

Cirurgião é ótimo.

Dr. Benjamin Alloca, para a sala de cirurgia.

Dr. Alloca!

Ele vai salvar vidas.

Ele vai viajar, fará seminários sobre o amor.

-Vai nos citar como modelos. -Você podia começar pelo quarto dele.

É, você está certa.

Não podemos ter um futuro professor aqui.

Vamos! Vamos trabalhar!

Farei um palácio para aquele garoto.

-Sério? -Sim, um palácio.

Sali, você não quer me ajudar?

Eu amo você!

Benjamin...

Bem-vindo.

Olá para você.

Olá...

Benjamin...

Ah, sim...

Está na hora de vocês o pegarem no colo.

Certo, Benjamin?

Sim, você quer.

Viu? Tudo certo.

Venha cá.

Olá...

Vamos lá.

O Benjamin é saudável.

Só é difícil dar mamadeira a ele.

Se tiverem algum problema, não hesitem em nos informar.

Estamos aqui para isso.

As crianças são cruéis na escola.

Imagine, o branquinho dizendo, "Meus pais estão aqui".

Todos olham, é um casal de pretos.

De negros.

Dá no mesmo.

Então, por que está dizendo isso? Você diz "brancos" não "branquelas".

Pare, está me deixando nervosa. Você dizia "pretos" antes.

Nunca. Ou talvez em certo contexto.

-Você não está sendo honesto. -Não, eu não sou assim.

Isso me deixa nervosa.

Foi você que...

Foi você, Claire.

Você sabe disso.

O quê?

Brancos adotam crianças negras. Não tem problema.

Ah, Baptiste! Mas as pessoas estão acostumadas.

Justamente! É hora de mudar mentalidades.

Você sabe o que eu faço no meu trabalho?

Nós encontramos famílias adotivas adequadas para crianças.

Nós não mudamos mentalidades. O que é isso?

Outros fazem isso por você. De outra forma, eu teria um serviçal.

Você não teria direito ao voto. Não poderia assinar cheques.

-Você vai fazer uma lista? -Se você quiser.

Por que eu estou conversando com você?

Porque eu sou branco.

-Ah... Para com isso. -Eu sou branco.

Faltam seis meses para a adoção. Acredite, este caso...

eu vou acompanhar muito de perto.

Bem, boa noite.

-Claire? -Sim?

Eu estava lendo.

Cozinha em conceito aberto.

Isso não é uma parede estrutural. O que eu faço?

Um buraco enorme! E colocamos...

-Mas, Boo... -Está perfeito, não mude nada!

Atatá! Benjamin!

Obrigada, senhora.

Meus pais? Eu ainda não contei a eles.

Nós o veremos todos os dias. É o período de adaptação.

Venha, vamos.

E um pequeno babador.

Sim, eu sou o papai.

Está bonito.

Adeus, cantores!

Adeus!

Tchau!

-Aí está. -Sim...

É uma lembrança das primeiras semanas que ele passou conosco.

Certo.

É importante ele ter lembranças do tempo que passou aqui.

-Para quando estiver mais velho. -Sim.

Sim.

Vai terminar todas as suas mamadeiras em casa. Certo?

-Vocês vão vir nos ver? -Nós prometemos.

Nós prometemos.

-Vamos indo? -Sim. Vão.

Deixe-me lhe dar um beijo.

Diga "Tchau".

Ele sorriu um pouquinho.

Sim.

É o grande dia?

Sim. É.

Benjamin.

Isso é legal.

-Sim. -Isso é legal...

Como lhes dissemos anteriormente,

eu irei visitá-los em casa para ver se tudo vai bem.

Pode ser na semana que vem? Terça-feira é bom para mim.

-Está bom? -Sim, muito bom.

Então, está bom.

Tchau, Benjamin.

Vejo você na terça-feira.

Diga tchau.

Ele está meio cansado.

Certo. Até logo, Sra... Alloca.

Até logo.

Muito obrigado.

Obrigada.

Ah! Isso é... legal.

-Obrigado. -Certo.

-O que eu fiz de errado? -Nada.

Devagar...

Como você está, meu filho?

Ele parece gostar da sua casa nova. Isso é legal.

Ele não viu a reforma.

-Eu posso dizer... -Não banque o esperto.

Temos que nos apressar. Não podemos receber a assistente social aqui.

-Não se preocupe. -Isso pegaria mal.

Você não acha que ela é esquisita?

Não, por quê?

Não, não é nada.

Falei com a minha mãe pelo telefone.

Disse que vamos lá no sábado.

Ótimo.

Mas você contou a eles?

Ainda não.

Prefiro contar pessoalmente.

Sim, você está certa.

Pessoalmente é melhor.

Eu devia ter contado pelo telefone?

Não sei. Você acha que teria sido melhor?

Não sei, estou perguntando a você.

Eu não sei.

O que eles estão fazendo?

Ela disse meio-dia e agora é 12h10.

Ousmane, a comida é suficiente?

Nós sempre achamos que fizemos o suficiente.

Devíamos ter mais mafê.

Meu neto!

Oi, mãe.

Oi. Estávamos ficando preocupados.

-Onde está o meu neto? -No carro.

Paul está estacionando.

-O papai está? -Por que não o trouxe?

Oi, pai.

Por que você não o trouxe?

-Olá. -Onde ele está, Sali?

Eles estão vindo. Estão lá embaixo.

Estão subindo.

Então...

Bem. Eu preciso lhes dizer uma coisa.

É sobre o... O bebê.

Eles lhe deram um doente?

-Não. -Viu, eu estava certa.

Não, o bebê está bem.

Então o que é? Ele é congolês?

-Não. -Disse para não pegar congolês.

Eles sempre têm problemas.

Ele não é congolês.

Querida, diga que Lamine não é congolês.

Quem é Lamine?

É o nome dele.

-O nome dele é Benjamin! -Não. Você vai mudar isso.

Ele não pode se chamar Benjamin.

-Eu não vou mudar... -É Lamine.

Como o pai do Ousmane, como o avô do Ousmane,

e como o bisavô do Ousmane. É a tradição.

A tradição.

Então, como o nome do papai não é Lamine?

Eles cometeram um erro.

O serviço de imigração, no passaporte.

Você está me aborrecendo.

Tradição é tradição. É isso.

Você vai chamá-lo Lamine.

-Ou Ousmane. -Menos Benyamin.

Benjamin, não Benyamin. Benjamin.

Benjamin. Isso não é judeu?

Pai, mãe, me escutem.

Bem. O Benjam...

Meu neto.

É ele. O meu neto.

Mãe.

Mãe!

Olá.

O que é isso?

Acho que chegamos meio cedo.

É o Benjamin, mãe.

Ele é o meu...

-Sim. -Ele é o meu...

Ousmane!

Ousmane!

-Mãe! -Ousmane!

Lá vamos nós.

Têm certeza de que não foi engano?

Sim, temos certeza.

É possível que tenham cometido um erro

com o bebê, com esses computadores...

É uma adoção, mãe.

Eles ofereceram, nós aceitamos.

Porque vocês aceitaram?

Bem, sim.

Sim...

Neste caso, não podemos chamá-lo de Lamine.

-Nem Ousmane. -Não, não.

-Quer segurá-lo? -O quê?

No colo?

Vou ver se precisam de mim na cozinha.

Bem, se precisarem de mim...

Eu devia ter feito carne branca!

Aqui. Venha aqui, bebê.

Sali. Foi bem, não?

Eles precisam de tempo.

Francamente, poderia ter sido pior.

Você vai ver,

logo eles estarão implorando para o levarmos ver os primos.

No Senegal.

Benyamin! Benyamin, de onde veio isso, Ousmane?

Como ela pôde fazer isso?

Eu preferia que fosse congolês!

O que nós vamos fazer, Ousmane?

É uma confusão!

Olá!

Você sabia?

-Você viu o bebê. -Por que não disse nada?

Eu não vejo problema.

-Você não vê problema? -Não. Ousmane!

Ela não vê problema.

Seja como for, essa criança nunca será meu neto.

François Hollande.

O que ele disse?

Por causa da greve, não podemos exibir a programação normal.

Lamentamos pelo inconveniente.

Vamos lá.

Não está mais com fome?

Bem, você comeu muito bem esta manhã. Muito bem.

Estou orgulhosa de você, meu amor.

Você vai dar um belo arroto para a sua mamãe.

Ah, esse foi bom.

Sim! O que mais?

Sim, alô?

Alô, aqui é a Sra. Mallet, da Vara da Infância.

Sim, olá.

O Benjamin está bem?

Sim, ele está ótimo.

Bom. Eu queria lhe dizer.

Surgiu um imprevisto para amanhã.

Posso ir aí hoje?

Às 18h30 está bom para vocês?

Sim, tudo bem.

Bom. Obrigada. Desculpe por isso.

Até depois, então.

Até depois.

Não me deixe na mão.

Não se preocupe, eu guardo para você.

Você tem tempo. O Dia dos Namorados é em dois meses.

-Posso vir buscar um dia antes? -Quando quiser.

Bem, você parece exausto

para um sujeito que acabou de abrir.

-Não, é porque... -O quê?

-Eu sou papai. -Não me diga!

Parabéns, amigo!

-Bem-vindo ao clube. -Obrigado.

Ei, você assistiu?

-Bem, não. -Você fez bem.

Quando você vê aquilo aberto, com aquela gosma...

Depois disso, libido zero!

Deixa de lado. Você vai usar depois.

Eu tenho dois adolescentes, então...

-Aqui. Um presente pelo primeiro. -Isso é legal.

Eu não vou vendê-las.

Ei! Dê um beijo no seu menino de olhos azuis.

O quê?

Dê um beijo no seu menino de olhos azuis.

Sim.

Entendeu?

Sim, mas, sabe, é exatamente assim.

-Sério? -Sim.

-Tchau! -O quê?

Eu dou.

Que babaca... Ele me fez acreditar...

Um presente?

-Uma surpresa! -Ah!

-Adorei! -Estou feliz.

É um produto de comércio justo e hipoalergênico.

Viu, ele está usando!

Você é tão lindo.

Aqui, garotas. Uns macaroons. Eu pago.

Ele é tão fofo!

Como é o nome dele?

-Benjamin. -Benjamin.

Ah, bem. Ele é a sua cara.

Obrigada.

Ele é fofo, certo?

Sim.

Você está sempre em alta.

Aliás, eu não contei que falei com eles.

Com quem?

Meus amigos que adotaram um bebê etíope.

-Sim. -Você precisa conhecê-lo. Juro.

Eu não gosto desse Pais Adotivos Anônimos trocando experiências.

Eles lhe darão alguns conselhos.

Eu não quero, Prune.

Ah, eu preciso trocá-lo.

-Estou indo. -Posso?

Por favor. Para você poder descansar.

Confie em mim! Eu preciso treinar.

Na próxima, posso ser eu. Nunca se sabe.

Estou feliz!

Venha cá, bebê...

Tenha cuidado.

Venha com a Tia Prune.

Não está esquecendo a fralda?

Ah, sim...

Assim. Vai dar certo, bebê.

-Onde é o banheiro? -Ali.

E os pais?

Eles estão bem.

Mas ainda estão falando sobre o Benjamin.

Um pouco. Você conhece a mamãe.

É a commedia dell'arte.

Mas foi o mesmo com o Paul. E melhorou.

E o papai?

O papai...

"Sabe,

quando chegamos à França,

foi para trabalhar.

Não para adotar meninos brancos.

O que é isso?"

A Tia Prune, ela vai trocar você de alguma forma.

Uma mesa para trocas, viu?

Devemos tirar isso antes.

Do contrário,

não podemos vestir a fralda.

Ah, isso fede!

O que eles lhe dão para comer?

Como se tira essa coisa nojenta?

Merda, é nojento!

Aqui... Uma fralda...

Viu, é legal!

Conseguimos. É legal.

Ele está fazendo xixi em mim!

Droga!

Não faça mais isso!

Tudo bem!

Você tem filhos?

É uma loucura. Sério, as pessoas...

Elas não sabem como é! Sério, vou lhe dizer...

Não, me deixe ir. Eu não consigo lidar com isso.

Droga, eu não consigo lidar com isso.

Olhe como ela o vestiu!

-Está falando sério? -É um trabalho. Eu não estou pronta.

-Isso devia ficar embaixo. -Ficou bonito.

Está tudo pronto?

Perfeito. Sim.

Paul.

Sobre os meus pais, vamos dizer que eles estão bem.

A Vara da Infância diz que às vezes...

Por favor.

Certo, tudo bem.

Sali. Relaxe. Não é um exame.

Vamos!

Vamos, amiguinho, vai dar tudo certo.

Sim, senhora!

Eu estou aqui!

-Olá. -Boa noite.

Por favor, entre.

Por aqui.

Tenha cuidado.

É lá em cima.

-Tenha cuidado. -Está uma bela bagunça.

Eu me atrasei.

Posso ver isso.

Olá, Sra. Mallet.

Olá...

Seus sapatos.

Algum progresso com a alimentação?

Sim, com certeza,

ele come bem.

E a creche?

Eu liguei, devem ter uma vaga em setembro.

Bom. E enquanto isso?

Eu vou ficar com ele.

Certo. Não é um problema com a loja?

Não. Quando for um dia agitado, eu ligo para alguém.

E com a família,

sempre temos uma solução.

Não se preocupe com isso.

Eu não estou preocupada, Sr. Alloca.

-E as visitas por cinco meses? -Bem, é como um carro,

sério.

Paul.

Eu não entendi.

Você tem que fazer uma revisão a certo momento, cinco, seis meses.

Foi uma piada.

Não, a visita ao pediatra?

Temos uma consulta no começo da semana que vem.

Bom.

-E os parentes? A família? -Ótimos.

Sério?

Obviamente, eles ficaram meio surpresos no começo.

Dá para imaginar.

Quem não ficaria?

Segundo os nossos estudos

sobre adoções mistas,

pode haver problemas de aceitação nas famílias.

Mas para vocês... Não.

Bem, não.

Não.

Bem, isso é bom.

Vocês são uma exceção, então.

Você tem pais compreensivos, Sra. Alloca.

Eles são muito compreensivos.

E você, Paul?

Vejo que você perdeu os seus pais. A pergunta não se aplica aqui.

Não.

Não se aplica.

Bem, obrigada. Tchau, Benjamin.

Diga tchau.

Nós nos vemos na semana que vem.

Comparar o Benjamin com um carro...

As perguntas dela pareciam uma lista de revisão.

Eu não confio nela.

Essa atitude dela. Eu não gosto nem um pouco.

O que isso faz na cozinha? Não deveria estar aqui.

Eu liguei para o Manu.

-Vamos trabalhar mais depressa. -Manu?

Ele está ficando na casa da mãe.

Eu contei a ele sobre o Benjamin, ele enlouqueceu.

Bem, é o Manu.

Não me culpe por não trabalhar mais rápido.

Certo. Mas você cuida disso.

Sim.

-Vamos, bebê. -Eu não o alimentei hoje.

Certo.

Mãe!

Minha filha.

Olhe, é uma bênção que esteja aqui.

Eu nunca teria conseguido sem você.

-Aonde você vai? -À mesquita.

Agora você vai à mesquita?

Eu fui ao Dr. Kimba.

Ele disse para eu levar comida branca para o bebê achar a família dele.

Que bobagem é essa?

Bobagem?

Você está falando comigo?

Você acha que se puser toda essa comida

na frente da mesquita,

quem abandonou a criança vai acordar

e voltar para pegá-la?

-Mais fácil rezar para ele ser negro. -Não me desrespeite.

Eu estou tentando fazer alguma coisa pelo meu neto.

-Ele é seu neto ou não? -Chega!

Sabe o que eu quero dizer.

Estou tentando resolver este problema.

O que você está fazendo?

Você acha que esta situação é normal?

Isso é bobagem.

O meu Manu está aqui!

-Papai! -Sim!

Eu sou papai!

Olhe para mim. Você está bem?

-Sim. -Entre.

-Onde está a mãe? -Está aqui.

Ela está aqui. Com o bebê. Está pondo o casaco.

Você está linda.

Você está linda! Está mais bonita como mãe.

Ela sempre foi a mais bonita.

Sim. Deixe-me apresentá-lo ao mais fofo, Benjamin.

Isto é... Vocês mandaram bem.

-Fizemos o que podíamos. -Não, esperem!

Vocês mandaram muito bem!

Sou o Tio Manu!

Eu lhe trouxe uma coisa de Bamako.

Devagar.

Ah, você cheira tão bem! Está bem.

Vamos fazer o aviãozinho!

Não se preocupe. O Tio Manu é o piloto!

Ah! Você ganhou a girafa Sophie!

Você tem tanta sorte!

Você vai se divertir com a Sophie.

Eu também adoraria tê-la tido.

Não se preocupe com nada.

Somos todos adotados. Afinal.

Certo, Manu!

Manu, você não devia ajudar o Paul?

Desculpe, mas... Eu tenho que ir.

Venha cá, bebê. Aqui.

Sua girafa.

Sua Sophie.

Café, Manu?

Sim, eu quero uma cerveja.

Tenham um bom dia, trabalhem bem.

Sim, tchau. Tenha um bom dia.

Obrigada. Tchau.

Tchau.

-Então... Benjamin. -Sim, somos nós.

-Olá. Ele é o novo pequeno! -Sim.

-Ele é fofo. -Sim.

A mãe dele não pôde vir?

É uma adoção.

Sim, mas e a mãe?

Eu sou a mãe.

Certo! Bem.

Na verdade, eu pensei que você...

Certo. Está claro agora.

Você é a mãe.

Certo.

Sim, está claro agora.

Eu não sei o que há de errado, desculpe.

Porque ele é muito bonitinho.

E você também.

Vamos?

Certo.

Por favor. No fim do corredor, à sua direita.

Quem é o próximo?

Nós.

Ótimo.

Ótimo.

Você nunca pensou em ter filhos, uma família?

Vocês são a minha família.

Não, os seus próprios filhos.

Sim, claro. Quando eu for mais velho.

Mas você tem que me explicar uma coisa.

O que eles fumam no Serviço Social?

Essa foi boa. Não é Serviço Social.

É a Vara da Infância.

A tradição é dar um bebê negro à uma família branca.

Isso é legal, é como o Natal para o bebê.

Estou só imaginando como chegamos a esse ponto.

-O quê? -E tenho uma teoria simples.

É chamada evolução.

-Evolução? -Evolução, amigo.

Antes, era o papai, a mamãe.

Hoje, é papai e papai. Mamãe e mamãe.

Bem, sim.

-O que você está dizendo? -Pegue uma família mista.

As crianças vão para o papai, à mamãe...

Você está procurando o seu quarto.

Pense nas crianças com seus tablets.

A Internet é rápida. Super rápida.

É por isso que acabamos

dando bebês brancos a famílias negras.

Por causa dos tablets?

Não, é a evolução! Caramba!

Você não está me ouvindo.

Não, eu não estou mais ouvindo.

Você devia me ouvir, do contrário...

Você não vai entender nada!

Olá, mana. Como você está?

-Olá. -O sol está ótimo.

Esse é tão bonitinho!

Olá para você!

Você só tem um?

Bem, sim.

Posso achar mais dois ou três para você.

Não se esqueça da minha comissão.

Ah, você é novata!

Vou lhe dar o meu cartão. Ligue-me quando quiser.

Você e eu podemos fazer negócios juntas!

Ah... Ele é lindo.

Como é o nome dele?

Benjamin. E eu não sou a babá dele.

Eu também não sou babá.

Sou "assistente infantil".

Bem, eu sou a mãe dele.

Mãe dele! Essa é boa.

Sério, mãe dele!

Ela achou que eu era da polícia?

Meninas, sabem o que ela me disse?

Boo...

Ele está começando a gostar do quarto dele.

Boas notícias para nós!

Hoje acharam que eu era a babá dele.

-O quê? -Duas vezes.

Acharam que eu era a babá dele.

Bem... O que você achava?

Que iam confundi-la com a Branca de Neve?

Claro que vão achar que você é a babá.

E eu sou o segurança da loja.

Seu pai é faxineiro, sua mãe é empregada doméstica.

E a sua irmã, quer saber?

Ela vende crack em frente à escola dela.

-Sim, mana! -Você é um idiota.

Posso voltar?

Obrigado, Boo.

Não me chame de Boo!

Pare com isso!

-Eu assustei você. -Um pouco.

Não foi a minha intenção.

Não, eu estava distraído. Quando estou fechando, eu...

Não temos uma reunião amanhã?

Sim, mas...

Surgiu um imprevisto para amanhã. Não recebeu a minha mensagem?

Bem, não.

Caramba.

Se for problema...

Não, tudo bem...

Certo.

Pronto. Bem, é por ali.

Bom.

As flores são bonitas.

Droga, que porcaria...

Ela me dá casos ruins, não posso aceitar.

Essa empresa é uma bagunça.

E você? Conte-me sobre sua vida como mãe.

Está boa.

Você parece triste. Espero que não seja depressão pós-parto.

Não, isso é para mães que passam pelo parto.

E daí? Se você quiser ter depressão pós-parto...

O que seria bom

é um fim de semana na Normandia.

O bebê poderia ver o mar.

Está complicado agora.

Fica complicado quando você diz que está complicado.

Prune, estou dizendo que está complicado. Isso é complicado?

Tenho que ir. Eu ligo depois.

Ela está me irritando!

Boo?

Temos visita.

Sou eu!

Boa noite.

Boa noite.

Aí está você.

-Ele é fofo. -Sim, é...

Ele é um anjo.

Ótimo.

E os seus pais?

Ótimos.

Ainda ótimos.

Quero muito conhecê-los.

É complicado conhecê-los, na verdade...

É mesmo? Por quê?

Eles estão no Senegal. Certo?

Sim.

O funeral, sim...

Sim, um funeral enorme.

Sim, lá as condições são difíceis.

Não é fácil lá.

As doenças, o calor...

É difícil. É um país difícil.

Em uma família, você pode ter um desastre.

Quando não é a guerra.

Sim, muitas guerras. As tribos...

E a mutilação genital.

Certo. A mutilação genital.

Eles estão bem?

Sim, sim.

Ótimo. Eles não demoram.

Perfeito, eu os vejo quando voltarem.

Isso é... O que é isso?

Um trabalhador contratado para a reforma.

-Sim. É... -Ele vai derrubar a casa.

E acordar o bebê.

Estou indo. Com licença, Sra. Mallet.

Vá. Certo.

Cuidado! Usando a marreta.

A mulher do Serviço Social está aqui.

Manu, não é um bom momento. Minha vida está em risco.

É a Vara da Infância, só isso. Desculpe.

Desculpe! Não fez muito barulho lá em cima?

O bebê, quieto?

Não se preocupe com isso. Eu estava dizendo ao...

-Zlatan. -Zlatan.

Que ele pode ir para casa.

-Certo, Zlatan? -Obrigado, chefe.

Certo, multumesc, vocês vão ver...

Zlatan. Você tem que ir, agora.

O chefe não está feliz. Chateado.

Ele fica chateado com frequência?

Bom chefe. Certo. Mulher chefe, muito boa.

Sim, claro.

Ele tem o direto de pedir.

Você tem que declará-lo, mesmo sem documentos.

Mas...

Terminaremos na semana que vem.

Mal posso esperar para conhecer os seus pais.

Claro, assim que eles voltarem...

Eu prometo.

Eu acompanho a senhora, Sra. Mallet.

Certo, acompanhe-a.

-Sim, por favor. Declare-o. É a lei. -Sim!

Eu cuido disso.

Você é burro ou o quê?

-É só purê de maçã! -Do que você está falando?

O que você disse à Sra. Mallet?

Nada de especial, ela é legal.

Ela tem um sotaque ótimo. Um pouco literal.

Você fala romeno?

-Um pouco. -Coma seu purê de maçã.

Você pisou na bola, Manu.

Eu juro que você pisou.

Essas visitas são importantes.

Eu fiz isso para ajudá-los.

E se ela disser que você trabalha ilegalmente?

Vamos perder tudo.

A loja, a criança, tudo.

É importante vocês me declararem.

Eu não aguento mais isso.

Por que estão zangados?

Vocês têm um filho, pronto.

É uma transição! Nos investigam por seis meses.

Ainda não é definitivo.

-Eu não sabia. -Você me irrita!

Desculpe...

Eu não sabia que faziam contratos temporários com as crianças.

Dado é dado, certo?

E não fume aqui em casa!

Não posso fumar, não posso beber.

Vá tomar um banho para variar.

Acho que vou tomar um banho.

Tenho certeza de que eles não estão dizendo tudo.

Você sabe que os pais adotivos sempre escondem alguma coisa

por medo de serem julgados.

Às vezes, eles exageram. Tem que deixá-los confortáveis.

Está tentando me ensinar o meu trabalho?

-De forma alguma. -Eles estão confortáveis comigo,

mas eu não confio neles.

Preciso mudar o meu método.

Claire, eu sei que você se importa com este caso,

mas você precisa manter a objetividade necessária.

Eu mantenho.

-Vamos voltar! -Sim.

O clima está ótimo.

Sabe quantos graus está?

7ºC.

Quer ler seu horóscopo? Você é de Gêmeos, não é?

Amor: você pode ter um caso muito safado.

Eles são ótimos.

-Já está trabalhando, Manu? -Sim.

-Dormiu bem? -Sim, muito bem.

Não trouxe o bebê?

Ele está dormindo.

-Não tem mais café. -Então faça!

Merda!

Espere. Aqui...

Podemos fazer alguma coisa aqui.

O quê? Ele chorou ontem?

Ele acordou às 3h, às 5h e às 7h.

Desculpe, eu não ouvi nada.

Eu percebi.

Sali, estou exausto. A loja, a reforma...

Isso, nunca é culpa sua!

Diga para ele parar!

Está bem, tenham um bom dia.

Vou tomar café na loja.

Desculpe, amor.

Estou cansada.

Tudo bem.

Precisamos nos aproximar de novo.

Seria legal sair para o fim de semana.

É.

Precisamos de um tempo.

Tenha um bom dia também.

Sali, não está brincando, sua amiga é mesmo solteira?

Não curto sexo casual.

Não sou um esquisitão da Internet.

Quero um relacionamento real.

Sali!

-Essa é Prune? -Sim, é ela.

Venham, pessoal!

Ela é bem animada.

-Oi! -Oi!

-Como vai? -Ótimo!

É muito legal aqui.

Olá. Oi, Prune.

-Manu. -Manu, Prune. Prune, Manu.

-Aqui! Isso é para você. -Valeu!

Pode me trazer uma fralda?

Já vai!

Vamos tomar um banho!

Não, a piscina não é aquecida.

Sou guerreiro.

Não.

Não acredito. Ele vai fazer mesmo?

Esse é o Manu, ele é capaz de tudo.

Ele se jogou mesmo!

Querida, eu cortaria tudo. Seria uma minissaia estilosa.

Ela está falando sério?

Não conhece o estilo americano?

Não conhece Beyoncé, Nicki Minaj,

Rihanna? Elas usam.

Sim!

Olha...

Pare de usar essas roupas velhas de vila. O que é isso?

A propósito, ainda tem problemas com sua filha?

Nem me fale. Nem com o Dr. Kimba está funcionando.

Esqueça o Kimba.

Tenho contatos na vila.

Minha irmã teve o sétimo filho.

Ela tem problemas de dinheiro, mas posso lhe dar o bebê. Ajudaria.

Não, minha filha

não concordaria com isso, eu acho. Nem eu...

Mamita, sou sua amiga, estou aqui por você.

Tem alguém em casa.

Depende. Para quê?

-Para começar, olá. -Olá.

Vou me apresentar, sou a Sra. Mallet. Trabalho no governo,

na assistência social infantil.

Estou cuidando do caso do Benjamin.

-Mamita! -Sra. Cissé.

Como vai? Ótima, e você?

Então?

Então, posso lhe falar por cinco minutos?

Sim...

Você é a mãe de Salimata Alloca?

Claro, entre.

Obrigada.

Primeiro, quero lhe dar condolências pela tragédia.

-O quê? -Sim, eu sei.

Sua filha me contou do funeral na África...

Eu conheço bem essa dor.

Seja forte. Não tenho palavras. Seja forte.

É bonito aqui.

Eu adoro, cara.

É a primeira vez?

-Sim. -Não é, papai?

Olhe só para ele. O que vou fazer?

-Olho para ele e me derreto. -Você está bem, Manu?

Venha, cachorrinho!

Vamos!

Dê-me ele aqui. Vá ver seu amigo.

Já vou!

Vamos brincar com a pipa.

-O que está fazendo? -Já vou!

Você está quase...

Não, pare!

Eu dormi tão bem, fazia tanto tempo!

Você precisava.

-O que tem no cardápio hoje? -Já está com fome?

Sim. Precisa de ajuda?

Sim?

Vá em frente.

Ótimo! Uma vez, no Chile,

fiz empanadas para 200 pessoas num funeral.

O quê? É muito bom!

Divirtam-se. Tem robalo na geladeira.

Robalo, é um tipo de peixe.

Manu cozinha super bem.

Que temperos você tem?

Muitos.

Ele cortou a cabeça do peixe!

-Eles estão chegando! -Quem é?

Você vai ver. Você vai ver!

Olá!

-O quê? -Por que não me disse?

Que babaca!

Se eu tivesse lhe dito, você não teria vindo. Olá!

Olá, minha Prune!

Quero suas malas.

Onde colocou os pijamas?

Olá.

-Olá. -Olá.

Ora, olá.

Se ninguém fizer uma piada, teremos um problema.

Certo.

Então o Serviço Social fuma mesmo!

Este é o Paul.

E o Benjamin.

E... o que você acha?

-Sobre o quê? -Sobre adoção.

Eu acho ótimo.

O que eu quero é...

Se fosse para ter filhos,

preferiria tê-los naturalmente?

Do que está falando?

O quê?

O relógio biológico.

Tique-taque, sabe?

O que é isso, tique-taque?

Bom... Se precisar de mim, estou aqui.

Se quiser só me foder, não precisa falar de filhos.

Espere... Eu sei disso!

Só acho mais elegante.

Boa noite, meu amor.

Boa noite.

Que língua é essa?

Norueguês. Minha mãe é norueguesa.

Certo.

E de onde você é?

Créteil.

Subúrbio de Paris.

Você e eu sabemos a verdade.

Você está dizendo merda há 20 minutos.

Por quê?

Está dizendo que precisamos ter filhos.

Ele não disse isso!

O casal no supermercado, com o carrinho...

Ele não disse isso!

Nós não precisamos...

É uma visão judaico-cristã.

-Não precisa... -Ele não está fazendo sentido.

Nem sempre. Às vezes.

Não sabemos.

E vocês?

Bom, nós estamos bem. O lance são meus pais.

-Não tenho notícias deles há 2 meses. -Quem quer um filho?

Legal.

Alguns solteiros adotam.

Não é conservador ou judaico-cristão...

Manu!

Como fazem barulho!

As crianças não conseguem dormir assim!

Está pronto para ter filhos.

Ele fez a sobremesa? Não sente o cheiro do chocolate?

Pronta em dois minutos!

Merda!

Como foi com a assistente social?

Está bem. Não digo que não ficamos nervosos com os encontros.

-Eu fiquei péssima! -Exatamente.

Claro. Parece que você tem que passar num exame.

Sim.

Só que seu filho está em jogo.

Não é tão ruim assim. É raro tirarem uma criança de um lar.

Nossa assistente social me deixa constrangida.

Sempre é um desafio. Uma vez por semana.

-Uma vez por semana? -Sim!

Foi assim conosco?

Nunca. Foram 2 ou 3 vezes em 6 meses.

Está vendo, Paul?

Tem um problema. Não deveria deixá-los fazer isso.

-Não tem motivo... -Aqui está a sobremesa.

Caseira.

Linda.

Sim. Na verdade...

-Quer um pouco? -Não.

-Sim! -Por quê?

Ah...

-Prune, Prune! -Estou sem fome.

-Qual é! -Não, estou sem fome.

Por que não?

-Fiz para você. -Sinta o cheiro!

Estão brincando com a comida, que horror! Isso é péssimo!

-Manu! -Vou fumar um baseado!

Manu, Manu!

Manu, Manu!

Vamos!

Venha, vamos!

Paul! Precisa devolver a criança!

Tentei ligar no fim de semana.

A moça da administração veio. É um desastre!

Que moça?

A moça de nome esquisito. Mallette!

Mallet?

Sim. Você mentiu para ela.

Nunca fomos ao Senegal.

E quanto à história de mutilação genital?

-Ousmane está fora de si. -O que você disse, exatamente?

Não quero que você vá preso. Nem minha filha!

Entendo que queiram um filho.

Tem sentido.

Eu tenho uma solução. Ela vai lhe dizer.

O nome dele é Bissam, ele tem 4 meses.

Ele é muito forte. É um rei.

Não chora, nem faz cocô.

A irmã dela, mãe dele, está pronta para fazer a kafala.

-O quê? -Kafala.

Você tem razão, esse povo das Índias Ocidentais é sem noção.

É tipo uma adoção, mas não é.

Já houve uma na família. Não vai ser problema.

Isso não tem sentido.

Não tem sentido?

Paul, por favor. Minha filha não pode ir presa.

Ninguém vai preso. Venha comigo.

Alguém não quer me ver lá.

O que eu faço com o bebê? Ele está no avião.

Nada. Cuide da loja!

Sali não quer me ver.

Ela não quer ver a mãe.

Sra. Diakité Moda.

Ela não quer me ver.

Quer, sim. Vamos!

Não vou entrar.

-Se ela não quer ver... -Sali.

-Temos um problema. -Qual?

-Mallet foi falar com sua mãe. -Você mentiu.

Está bem, Mamita.

Vamos ligar para a assistente social. Não vamos deixar passar.

O que houve?

Deveria ter ouvido. Você é muito cabeça-dura.

Faça a kafala.

Já chega dessa kafala.

Alô? Sim, oi. Quero falar com o Sr. Vidal.

Diga-lhe que é urgente.

Ele precisa ligar para o Sr. Alloca.

Obrigado. Ele vai ligar, não? Obrigado.

O que você vai fazer?

Não sei.

Não é certo mentir para o governo.

Vocês vão acabar presos. Ponto.

E você vai junto. Você também é responsável.

-Eu? -Sim!

E por favor, isso é ridículo. Vai entrar ou não?

Ninguém me convidou para entrar.

Mesmo? Vai entrar, vai segurar seu neto no colo

e fazer as pazes com sua filha. Venha.

Mamita.

Esqueça, Paul.

Não, não, já chega.

É o neto dela.

-O que está fazendo? -Confie em mim.

Venha cá. Vamos ver a vovó.

Sua vovozinha.

Olhe só para ela. Sua amada vovó.

Segure seu neto.

Ele não é meu neto.

Mamita, quer queira, quer não, ele faz parte da família.

Vamos.

Pronto.

Você está com a vovó.

-Não sinto nada. -Mesmo?

Estou dizendo.

Espere.

Não, já chega. Dê-me o bebê.

Venha com a mamãe.

Está feliz agora?

Está tudo bem, querido.

-Aqui, coma. -Está tudo bem.

Por que ele não come?

Mediu a temperatura dele?

Talvez sejam os dentes?

Ele fez cocô.

-O quê? -Cheirem.

Ele fez cocô.

Não sinto cheiro de nada.

Sim, tem cheiro de cocô.

Queria ver vocês comendo sentados em cocô.

-Espere. Cadê as fraldas? -Na sacola.

Onde ela está?

-Não sei. -Onde você o troca?

No quarto lá em cima.

Venha cá, bebê.

Vou cuidar da sua bunda branca.

Com eles, você não tem chance.

Não sei o que fazer com a Sra. Mallet.

Salimata, uma fralda!

Lá vamos nós.

Você ficou maluca?

Você os vê a cada semana?

Foi ver os avós? Eu disse para manter uma distância objetiva.

Mas eles mentiram. Mentiram sobre a reação dos avós.

Isso não justifica seus métodos! O que fará depois?

Vai perguntar aos vizinhos? Pedir que a polícia os interrogue?

Enfim, é culpa minha.

Eu deveria saber que se deixaria levar. Você foi contra essa adoção.

-Eu não me deixei levar. -Como chama isso?

Charles, eles mentiram, você ouviu?

Você vai me ouvir!

Por que estamos fazendo isso?

Você se esqueceu? Por amor, por humanidade.

Para criar uma família.

Eu a avisei, mas não bastou.

Está fora do caso Alloca.

Amor, pode pôr a mesa, por favor?

-Por onde andava? -Fui ao mercado.

Não minta para mim.

Eu ouvi que você tinha um compromisso.

E estou com fome.

Não banque o africano. Não comigo.

Cuidado, Mamita!

Respeito!

Você quer respeito?

Se continuar assim, vou bancar a esposa moderna.

-O quê? -Vou pedir o divórcio.

Divórcio?

-Tem certeza de que ela não vem mais? -Claro.

Gostei da Sra. Mallet.

Quer o número dela?

Alô? Sim, Boo.

Sua mãe não viria?

Sim, mas surgiu uma emergência.

Enfim, vou buscá-lo às 17h.

Tudo bem pelo seu pai?

Ele não estará lá o dia todo. Não se preocupe.

Dou um jeito!

Está bem, um beijo.

Amo você. Tchau.

Era a Sali?

Não fume aqui. Sim, era a Sali.

Para quem eu diria: "Amo você"?

Não conheço sua vida toda. O pessoal das Índias...

Sim, Tem dias em que eu queria ser caribenho.

Na família, não é possível.

Pare de rir. Estou dizendo que ele é branco.

Branco. Branco?

Walaï, meu irmão.

Não albino?

Graças a Deus, não. Daria azar. Ele é loiro.

Loiro como Claude François?

Sim.

Meu amigo,

sua filha e o parceiro dela enlouqueceram!

-Não sei o que fazer. -Vamos ajudá-lo.

Queridos amigos, me ouçam.

Acabei de saber de algo muito sério.

Ousmane acaba de me contar

que Salimata, filha dele, e seu parceiro, das Índias Ocidentais,

tiveram um filho branco!

Ele comeu bem.

Claro que comeu bem.

Que tipo de bebê come ouvindo música?

Vamos transformá-lo num cantor.

Não, cantores têm problemas.

Depende.

Beije sua avó adorada.

Que bebê fofinho.

-Ele puxou pela minha família. -Ele é seu filho.

Ele é uma cópia sua.

-Uma cópia! -Uma cópia!

Selfie! Selfie!

Uma foto! Venha cá.

Com o bebê fofinho.

Ponha a cabeça aí.

Mexa-se.

-Pronto. -Cócegas, cócegas.

Xis!

Olhe para ele!

Ousmane! Tem que ir! Ponha-o nas suas costas.

Não sou responsável pelo bebê.

-Ele vai me matar. -Precisa esconder a cabeça dele.

Pegue meu casaco, querida.

Amor, você chegou.

Ah, Ousmane! O homem chegou.

Mamita!

-Por favor. -Mamita!

Leve-o para sua casa um pouco.

-Não posso. Estou ocupada. -Deixe-o na Sra. Cissé, então.

Vou lá quando as bananas descerem.

O quê?

Quando as bananas descerem. É um código.

Ela sabe o que significa.

A mãe de uma garotinha

queria instalar câmeras.

Eu disse que não. O que é isso? Reality show?

Aïcha!

Aïcha!

Aí vem a estrela.

Pegue-o.

-Fique com ele por uma hora. -Já tenho o bastante.

-É para Mamita. As bananas caíram. -Como é?

-As bananas caíram. -Está bem.

Venha me ajudar, o que está fazendo?

Bom, só...

Você, qual é a sua?

A Sra. Intelectual está lendo.

Venha cá, bebê!

Fique de olho no celular, ela vai ligar para você.

-Está bem. -E não podemos ver você.

Maquiagem, perfume, joias.

Não se esqueça dos cremes!

Hoje, você é a elegância em pessoa.

-Elegância? -Sim.

Isso é elegância?

-Ela é linda. -Que bom.

Há quanto tempo nos conhecemos?

Há...

trinta e cinco anos.

Foi na 8ª série, não foi?

Não! Foi na 5ª. Eu tinha 9 anos.

Você se lembra de muitas coisas!

Como é mesmo, capitão?

Diga você!

Você se lembra?

Como é mesmo, capitão?

Como é mesmo, capitão?

Como é mesmo, capitão?

Como é mesmo, capitão?

Quer ser o padrinho do Benjamin?

Isso é alguma piada? Não é boa.

Não, não é piada.

Merda...

Não pode dizer isso assim!

Bom, sim!

-Minha mãe vai ficar muito feliz. -Sim!

Padrinho! Merda!

-Merda, caraca! -Manu!

Cuidado!

Não sei.

Veja, abobrinha.

-Fique de olho nos bebês. -Vou ficar.

O que é isso? Seu nariz está escorrendo?

Senhoras, olá. Olá.

-Olá. -Todos esses bebês são seus?

Claro. Eu me esforcei, não foi?

Principalmente pelo ruivo.

Olhe só para ele!

Encontramos uma comediante!

-Você acha que isso é engraçado? -Não.

Meu colega não acha engraçado. Nem eu.

Vocês têm os papéis?

Como é?

Tem seus papéis, por favor?

Por que os mostraria a vocês?

-Por favor, nos mostre seus papéis. -Acha mesmo que a hora é boa?

Senhora, por favor.

Por favor. Não vou repetir.

Mostre-nos seus papéis.

Você também, senhora.

-Mas espere aí. -Tem seus papéis?

-Por que... -Você fala francês?

-Mostre sua identidade, por favor. -Por que está pedindo a ela?

Desculpe, senhora, estou fechando...

Paul!

Tentei ligar para você várias vezes! A polícia ligou.

-Benjamin está na delegacia. -O quê?

-Já? -Na delegacia?

Por que não atendeu?

Eu vou junto.

Não, estacione o carro!

E descarregue!

-A delegacia? -Eles nos pediram para vir.

Eu sou o padrinho.

O que houve?

A babá dele foi presa por não mostrar os papéis.

Ela fez um escândalo e nem sabia o nome dele.

Quando foi isso?

Há uma hora. Charles.

Ele não tem nem um ano, e já está na delegacia.

Não acredito.

Talvez Claire estivesse certa, afinal.

Mandá-la de volta ao país dela? Acha que ela veio aqui se divertir?

Ela vai acabar em um campo de concentração!

Já chega! Está me dando dor de cabeça!

Levem-na.

Não me toquem!

Vamos recomeçar.

Esta criança

é seu neto, sim ou não?

Ele é meu neto, senhor.

Por que disse o contrário?

Eu disse que minha filha o estava adotando.

Está fingindo que não entende?

Quem é que cuida das crianças?

Ninguém, é a filha dela.

O cara é sem noção ou o quê?

Meu colega me pediu para colher seu depoimento

por deixar uma criança com uma ilegal, e não declarar.

Ilegal?

-Não. -Não declarar?

Só porque somos negras.

É sempre a mesma coisa.

Berthier. Os pais.

Salimata!

Falamos disso mais tarde.

Nós somos os pais adotivos de Benjamin Alloca.

Onde ele está?

Uma assistente social veio buscá-lo. Ela é do órgão encarregado.

Do órgão encarregado?

Com licença, Berthier.

Estamos falando do mesmo bebê? O que nós vimos era caucasiano.

"Cauca" o quê?

Ouçam, é uma pena, mas

decidimos que Benjamin deve ficar no berçário.

Até um novo conselho tutelar decidir seu destino.

Podem pedir para visitá-lo.

Lamento.

Não vou sair daqui.

Sali, por favor, Sali...

Não vou sair daqui.

Não vou sair daqui.

Esperei essa criança por muitos anos.

Tremendo a cada ligação.

Esperando a correspondência, e querem tirá-lo de mim?

Estão brincando? Sabem o que significa esperar?

Esperar no escuro, sem saber.

Eu engoli em seco. Fiquei quieta. Vão tirá-lo de mim?

Estão brincando? Vocês me deram o bebê!

Vocês me deram! Sra. Mallet!

Sra. Mallet! Não pode fazer isso!

Por favor, calma.

Não me toque!

O caso não está encerrado.

Vocês não têm esse direito.

Ele é meu filho.

Mas ele é meu filho.

Pare.

Não pense que estou feliz porque tinha razão.

Não pensei nada.

Só estava pensando em como chegamos até aqui.

Sua mãe não está aqui?

Não, ela está na casa da Sali.

De novo?

Levaram o filho dela, pai.

O filho não era dela.

Pai.

Desculpe, mas no que pensou quando veio para a França?

Como é?

Quando veio para cá

e nos teve, a Sali e eu, achou que nos trancaria em casa?

Do que está falando?

Eu quis o melhor para vocês.

Exatamente. Do que tem medo?

Qual é o problema de sua filha adotar uma criança branca?

Não é assim que funciona.

Sair do seu país... É assim que funciona?

Vir para cá sem conhecer ninguém?

Sem dinheiro, nem documentos?

Trabalhando todos os dias em obras

para irmos para a faculdade.

Bom, não é assim que funciona normalmente.

Mas você pode se orgulhar disso.

Agora, se o mundo mudar,

você também é responsável por isso.

Todos nós precisamos nos acostumar.

Agora, é irreversível.

Benjamin, vamos.

Você não comeu nada.

Ela não pode fazer isso.

Ela não pode fazer isso.

O que fazemos?

Não pode continuar assim. Force.

Não pode morrer.

Por quanto tempo vai se castigar?

Deus a abençoe.

Não sei, talvez estivessem certos.

O quê?

Talvez eu tenha ido longe demais. Sei lá.

Eu gosto disso.

Estou muito triste.

Não está melhorando.

Havia algum problema na casa dos Alloca?

Acho que não.

Precisa ligar para eles. Ele está muito mal.

Mesmo se quisesse, não poderia. Precisamos esperar o conselho.

O bebê corre perigo. Ele se recusa a comer.

Claire!

Precisamos achar famílias amorosas para essas crianças.

E tivemos sorte. Eles se encontraram.

Então, faça alguma coisa.

Anna, não posso, não tenho esse direito.

Você é péssima mesmo.

Acabei. Vou embora.

Venha! Beba. Anime-se.

Está bem.

Paul, não se preocupe, ele vai ligar.

Manu, quer uma bebida?

Quero, sim.

É minha primeira festa de despedida.

-As pessoas gostam quando vou embora. -Tome, sua bebida de despedida.

Vamos.

A Sali está bem?

Sim. Ela precisa descansar.

-O advogado ligou? -Não.

Você o pagou?

Se o pagou, está ferrado. Sabe como eles são.

Pegam o dinheiro, somem e você não os vê nunca mais.

Ele é meu amigo.

Ele é o melhor.

Nunca se sabe. Aqui, beba.

Beba!

-Vamos. -Não.

Vamos. Não deve perder a esperança.

Sim.

A reforma acabou.

Então, ao Manu!

Ao Manu, pelo fim da reforma.

Ao Manu.

Bom... Obrigado. Sim, eu...

Fico feliz que tenha dado tudo certo.

Sim, ficou bonita.

É estranho.

Há pouco tempo, abrimos a loja.

Tínhamos a casa.

Benjamin.

E agora...

Achei que conseguiríamos.

Não gosto de vê-lo assim.

Paul. Ouça...

Você ficou com minha filha por muitos anos querendo filhos,

mas ela não podia ter.

Sim.

Eu nunca lhe disse,

mas você é um homem bom. Ela tem sorte de ter quem a ame.

É.

E...

sobre o garoto.

Ele teve sorte de ter vocês dois como pais.

Ele teve muita sorte. Sim, muita sorte!

Mas agora...

Meu Deus, o que eu fiz?

É culpa minha se ele não tem uma família.

Não, Mamita.

-Meu pequeno Lamine. -Não.

Lamine, sim.

Não, não. Não.

Não, não, Mamita. Não é culpa sua.

Claro que não.

-É. É culpa dela. -Não.

Viram? Manu diz que é.

Não... Manu!

É um pouco culpa dela!

Ah, meu neto!

Você precisa beber.

-Ei! -Não.

Paul!

Benjamin não está bem. Ele não come. Vão mandá-lo para o hospital.

Temos que ir.

Não vou deixar meu afilhado passar fome!

Sou o padrinho! Vamos!

Não, o advogado mandou esperar, vamos esperar.

O advogado? Ele que se dane!

-É! -Ele que se dane!

O bebê tem que comer!

Vamos, Paulo!

-Vamos! -Vamos!

-Vamos! -Vocês têm razão, vamos.

-Preciso fazer uma coisa. -Vamos!

Depressa, vamos.

Vamos, Manu!

Esperem por mim!

Vamos!

Manu!

-A chave do carro! -A chave!

Vamos depressa!

Pegou a chave?

Sim, está comigo.

Depressa, depressa, depressa!

Manu!

-Espere. Está com a sua carta? -Sim, acho que sim.

Nada de "achar". Está com ela ou não?

Eu não queria dirigir!

Peguei o último lugar.

Já chega de tanto falar, vamos!

Vá! Vá!

Vá! Vá!

-Cuidado, tem radar ali! -Onde?

Estou aqui, afilhado.

Para cá!

-Tem certeza? -Não, é para lá!

É para lá!

Benjamin!

Vim ver Benjamin Alloca.

É como "a louca",

só que sem o u e junto.

-Que Benjamin? -Benjamin?

Benjamin, meu filho!

-Ele está ali! -Onde?

Benjamin!

Olá, bebê!

Olá, meu bebê.

O que estão fazendo aqui?

Viemos ver Benjamin.

Mas quem são vocês?

A família dele!

Bom, então...

Os pais, venham.

Obrigado.

Não, eu disse "os pais".

Vou alimentar meu filho.

-Espere. -Nós somos os pais dele.

Só viemos alimentá-lo.

Ele precisa comer.

Mamita, está vendo?

Ele está se mexendo, não está morto. Está vivo.

Você é médico?

-Deixem a criança. -Não temos tempo.

Eles chamaram a segurança!

Estão sequestrando uma criança!

-Devemos correr? -Vamos!

Corram, eu seguro as pontas.

O que está havendo?

Rápido, rápido!

Ei, vocês!

Senhor.

Manu!

-Pegue a cama. -Eu seguro a porta.

Saia daí.

Depressa! Não somos o Super-Homem.

-Segure a porta. -Ele está comendo.

Vão se ferrar!

Prune, tem uma criança aqui.

Você tem muita energia.

Está pronta, filho.

Vamos lá.

Tome.

-Não está quente demais? -Está bem morninha.

Não! Mãe, tudo bem!

A energia está ruim agora.

Bebê, faça um esforço.

Ele não quer comer.

-Depressa! -Sim, mas...

Ele não quer comer.

Deveríamos cantar para ele.

Coma.

Venha, Manu.

Por favor! Eles estão vindo. Meus supervisores estão vindo.

Por que uma família inteira está no meu hospital?

Caro colega...

Não sou seu colega. Você tem 5 minutos. Senão, vou chamar a polícia.

-Disse isso aos Alloca? -Sim.

Está louca? No que estava pensando?

No Benjamin.

Eu sei o que fazer. Se eles acham que vão ficar com ele...

Eles vieram só alimentá-lo.

Não, eles o estão sequestrando.

No meu hospital. Temos reféns.

Vou chamar a polícia.

Não, não chame!

Eu cuido disso.

Claire!

Está bem, vá ver o que está acontecendo.

Não sou chaveiro, sou o cara da manutenção.

-Vamos invadir. -Não. Vamos esperar.

-Vamos invadir. -Não! Vamos esperar o diretor.

Senhora!

Paul, Sali! Abram, é a Sra. Mallet.

É a Claire Mallet!

Eu o vi, Zlatan. Eu o vi!

-Porra, ela me reconheceu. -Paul, Sali!

Saiam com o Benjamin.

Mandaram um negociador.

Só vamos sair depois que meu afilhado arrotar.

Essas são as condições.

Vamos precisar de chupetas

e fraldas.

Cale a boca.

Queremos pizzas também. Quinze minutos.

Quem divide uma quatro queijos?

Tudo o que fiz foi pelo Benjamin. Não contra vocês.

Nós só queremos alimentá-lo.

Eles chamaram a polícia! Por favor, saiam antes que seja tarde!

Senão, não poderemos ajudá-los.

As janelas!

Devem ter atiradores.

A vovó está aqui, bebê.

O que fazemos?

Não posso detê-los por muito tempo.

Eles vão nos matar.

Eu imploro.

Vamos, bebê, está tudo bem.

Está tudo bem.

Sentimos muito, não queríamos causar problemas.

Prometa-me

que vai achar uma família boa para ele.

Vocês são a família dele. Desculpe, eu...

Eu estava completamente enganada.

Isso nunca tinha acontecido antes, então...

Vocês são os primeiros.

São uma família linda.

Não entendo.

Vamos dizer isso ao conselho.

Ele arrotou.

-Beleza! -Beleza!

Venha cá, Sra. Mallet!

Senhor, o que fazemos?

Nada.

Mamita! Nós conseguimos!

Então nada de invasão?

Sabe, Benjamin,

nós somos uma família.

Mamita!

-Benjamin, você é o máximo! -É isso aí, cara!

Meu pequeno Lamine!

Ele é uma graça! Você cresce tão rápido!

Diga "oi" para o vovô.

Parabéns a você

Nesta data querida

Parabéns para o Benjamin

Muitos anos de vida

No três!

Um, dois, três!

Você não soprou, eles trapacearam!

Eles sopraram sua vela.

Ele quer dormir.

Agora que está tudo bem,

deveríamos falar sobre a circuncisão dele.

Paul!

Legendas: Claudia Pina Netflix

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