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Imploro aos muitos deuses:
ajudem-nos,
protejam o meu amado.
Livre-nos das for�as malignas que nos separam.
No tempo dos fara�s, foi dito que o Egito seria governado por uma grande rainha.
E que a mem�ria de sua beleza e juventude perdurariam na Terra.
A noite come�ou com um sil�ncio ilus�rio, gatuno,
�s margens do rio Nilo.
Dois apaixonados iriam se encontrar.
Um encontro que afetaria seus destinos e o destino do Egito.
Voc� deveria ter nascido coruja, Tanit.
V� dormir, est� t�o tarde!
N�o estou com sono.
Seus passeios noturnos n�o podem continuar. Essa parede v� e escuta!
E se o sumo-sacerdote ouvir?
E se os guardas ou seu tutor lhe contarem?
Sacerdote, tutor, guarda, muro...
Meus dias e noites s�o tensos. Estou cansada!
- Sil�ncio! - Quero ser livre!
- Para ir e vir como qualquer garota. - Voc� n�o � qualquer uma.
Eu entendo, querida. Mas por favor, tenha cuidado.
Est� molhado! Se os guardas n�o o matarem, o frio vai mat�-lo.
� a �ltima vez.
J� tenho o barco. Podemos chegar ao mar e sair do Egito.
Tumos, sonhava com esse momento, mas agora estou com medo.
Se voc� for pego ser� morto.
Se me separarem de voc�,
vou preferir morrer.
Existem for�as poderosas contra os nossos planos.
Ent�o precisamos fugir enquanto podemos.
Veja, o seu futuro � certo.
Est� livre.
Sim, s� se aprecia o valor da liberdade quando a perde.
� tarde, Tanit.
Vamos aproveitar enquanto pudermos
do contr�rio, ser� uma vida de reclus�o para voc� e tristeza para mim.
Pense bem, Tanit. Quer perder isso?
Vou pegar o barco.
Tumos!
Fuja, Tumos! Eles n�o me far�o mal.
L� est� ele! Peguem-no!
Est� fugindo! N�o deixem que ele fuja!
N�o o pegamos, mas os crocodilos o far�o.
Deixem com eles.
Ah, minha filha!
- Ah, minha filha! - Ah, Penaba.
Tinha raz�o, me perdoe.
Quem pode me ajudar agora?
Ainda o mesmo garoto?
Como poderia ser outra pessoa? Eu o amo.
Sua teimosia vai nos arruinar.
� teimosia querer viver como todo mundo?
Querer viver com o homem que amo...
- � o seu destino! - Estou enterrada aqui!
For�ada a estudar, a aprender a preservar o legado,
refletir sobre a vida dos deuses,
sem saber da minha vida.
Minha origem.
Pode me dizer de onde eu venho?
De quem sou filha?
Para onde irei quando sair daqui?
N�o posso te contar mais
do que me � permitido como seu guardi�o.
Por que? Por que?
Meu �nico trabalho � acabar com sua desobedi�ncia.
Te imploro, mestre, n�o seja t�o duro com ela.
Ela � s� impetuosa, n�o desrespeitosa.
S� a protege para disfar�ar a pr�pria neglig�ncia.
E ainda que eu tenha feito o mesmo muitas vezes,
agora n�o posso mais ficar em sil�ncio.
Contarei ao grande sacerdote tudo o que aconteceu esta noite.
� cansativo, n�o �, Tumos?
Quando n�o se dorme � noite.
Que os deuses nos perdoem se
a arte eg�pcia for julgada pelo seu trabalho.
Essa maldita n�o fica parada. Se contorce como uma enguia!
Porque meus ossos doem. Estou cansada.
Sou uma dan�arina, n�o modelo.
Deixe-a descansar.
Quando vai me deixar posar?
Dan�arinas n�o s�o minha especialidade.
Mas n�o me canso nunca.
Posso ficar horas, dias posando.
Levaria mais de um dia para represent�-la em pedra, minha ciganinha.
Voc� conhece bem o modelo.
� meu dever.
Meu pai foi mestre de esgrima do pr�ncipe desde que come�ou.
Sim.
Mas conhecer bem o modelo nem sempre � uma vantagem.
Talvez tenha esculpido Amenhotep bem demais.
Bem demais?
Os olhos.
Sabe o que dizem as fofocas.
- O pr�ncipe � amaldi�oado pela loucura. - Ele � meu amigo. Essa � minha vis�o.
Existe uma tens�o em cada parte desse trabalho.
Existe tens�o em todo o Egito.
E � perigoso.
N�o � nada, mestre. S� um arranh�o.
Quero falar com voc�. Venha at� minha sala.
Tenha certeza de que ela � linda. Deve mesmo valer 100 ferimentos assim.
Quem � ela?
S� sei que seu nome � Tanit.
Desde crian�a � criada para o templo.
Ent�o, n�o � �bvio que influ�ncias poderosas a controlam?
Poderosas demais para um jovem como voc�.
Eu a amo e ela me ama.
Bem...
Se vai enfrentar o sumo-sacerdote,
s� uma pessoa pode ajud�-lo:
o fara�.
Procure o filho dele, pr�ncipe Amenhotep. Ele � seu amigo.
Ele pode falar com o pai.
Amenhotep est� no deserto lutando com o ex�rcito contra os Caldeus.
Encontre-o.
Parece n�o perceber que sua vida corre risco.
E se sua Tanit for ordenada, nenhum poder terreno,
nem mesmo o fara�,
poder� ignorar os ritos sagrados.
Jovem,
sabe por que foi trazida aqui?
Eu... imagino o motivo, excel�ncia.
N�o queria cometer um sacril�gio.
Encontrou-se em segredo com o jovem que ama.
Os deuses exigem puni��o.
Mas sua juventude e posi��o
garantem um certo grau de miseric�rdia.
Ele tamb�m � jovem. E quanto a ele?
O garoto...
Sim.
As leis sagradas s�o claras,
a pena para heresia, sacril�gio e desobedi�ncia � a mesma.
A morte.
N�o, Merith. Vou s�.
Seria melhor se me levasse.
O deserto � meu lar, eu o conhe�o.
Fique aqui.
Ter� � sua frente milhares de enganos.
Devo enfrent�-los s�.
Tumos.
Existe um po�o, a algumas horas do port�o velho.
Pare! O que voc� quer? N�o podem entrar nessa casa.
Viemos buscar o escultor Tumos.
Ele n�o est�. N�o tem sido visto.
Os crocodilos podem t�-lo pego.
Vasculhem a casa.
Ele se foi.
Deixem-no. A noite vai passar.
Tenham f� no novo dia.
Tenha piedade! Ele n�o � um animal, � um ser humano como voc�.
Velho, deve ter muita f� nesse Deus �nico sobre o qual fala.
- Qual o nome dele? - Aton.
Por que n�o pede para ele cuidar dos feridos?
Ele ajuda as almas.
Vou pedir para ter piedade da sua.
Da minha? N�o preciso da ajuda de um Deus.
Um �nico Deus tem o poder de tirar minha l�mina
do seu pesco�o?
Aten��o, todos voc�s!
Que controle est� exercendo para causar tanto tumulto?
Pr�ncipe, esses prisioneiros s�o um peso para n�s.
- O que pretende fazer? - Prend�-los aqui.
A areia vai enterr�-los onde est�o.
Vossa alteza, voc� derrotou soldados corajosos e honrados.
- Eles merecem considera��o. - Isso � uma heresia!
D�-me a ordem para agir em seu nome, pr�ncipe. Diga.
A morte desses homens indefesos
seria um ato brutal de covardia
e uma demonstra��o de fraqueza do futuro rei do Egito.
Est� pedindo pela vida desses homens. O que pede para si mesmo?
Nada.
E voc�?
N�o tem medo?
Voc� pode destruir o meu corpo.
Mas meu verdadeiro destino est� nas m�os de um poder maior do que o Egito.
Nas m�os de Aton, o �nico Deus verdadeiro.
Seu Deus lhe deu a derrota. Os nossos deuses nos d�o vit�ria.
S� existe o Deus Aton. O Deus-sol.
- Os outros s�o falsos. - Chega!
Pare!
Farei valer meus direitos. Nem mesmo o comandante pode proteger um herege!
Pare!
Venha, corajoso.
Use a sua coragem com algu�m da sua idade.
Mostrem as armas!
Tumos!
Tumos, meu amigo tolo.
Desafiou a l�mina mais sangrenta do meu ex�rcito.
- O que o traz ao deserto? - Vim pedir sua ajuda.
Pois entre e me conte.
Lembre que o considero respons�vel pela vida dessas pessoas.
- Deve estar cansado e faminto. - O que far� com ele? N�o vai puni-lo?
N�o tenho autoridade m�xima para assuntos religiosos.
Se fosse punir todos os atos, n�o teria mais ex�rcito.
Antigamente pediria sua cabe�a por menos.
Amenhotep, voc� mudou.
Acha mesmo?
Bem, os tempos mudam, Tumos.
Os homens tamb�m.
Venha.
V� admirar as estrelas. Tenho um convidado.
Fique � vontade, meu amigo.
Est� com a sede de sempre?
Tumos, voc� disse que veio pedir minha ajuda.
Se tem d�vidas, est�o pagas. Meu bolso est� aberto.
N�o tenho d�vidas, mas preciso da sua ajuda.
Eu ajudo. Qual � o problema?
Eu me apaixonei.
Maravilhoso. Eu a conhe�o?
Acho que n�o. O nome dela � Tanit.
Tanit.
Com certeza n�o conhe�o ningu�m com esse nome.
Imagino que v� se casar!
Amenhotep, isso depende de voc�.
De mim?
Infelizmente, existe um grande obst�culo.
Diga-me, vamos retir�-lo.
Tanit est� sob prote��o do sumo-sacerdote.
Creio que seu destino � ser ordenada sacerdotisa.
Que desperd�cio de beleza!
Precisa nos ajudar.
Gostaria, mas s� o fara� tem o poder de discordar do sumo-sacerdote.
Pode falar com seu pai.
Veja a minha posi��o. Estou longe de Tebas.
Meu pai est� velho e doente.
Todas as minhas cartas para ele passam pelo sumo-sacerdote.
Acha que Benakon concordaria se eu pedisse por voc�?
- Amenhotep, voc� � nossa �ltima esperan�a. - Quero ajudar.
Quero.
Talvez quando eu voltar com o ex�rcito.
Ser� tarde demais para mim e para Tanit!
Se n�o agir estaremos condenados. Benakon me condenou � morte.
Morte?
Est� me torturando.
Est� tarde, meu c�rebro n�o funciona.
Vamos descansar.
Durma, Tumos.
Conversaremos de novo amanh�. N�o se desespere.
Um novo dia abre novas possibilidades.
Durma, Tumos.
Durma.
Tanit, o que est� fazendo acordada t�o tarde?
Perdi o sono.
Minha mente est� por a�.
Quer que eu cuide de uma inv�lida?
O ar frio vai congelar seus ossos.
O sol j� se p�s 5 vezes desde que partiu.
E pode ser por mais 5 vezes antes que se vejam.
Volte para a cama ou vai ficar com o nariz escorrendo.
N�o desperdice o resto da noite. Durma.
As caravanas relataram tempestades de areia no deserto.
Sim, mas ele vai atravessar sem problemas.
Amenhotep!
� Tumos! Sou eu!
Tumos!
Amenhotep!
� seu amigo Tumos!
Tumos.
O que houve?
Tumos, voc� est� bem?
Estou bem.
Me perdoe, amigo.
- Eu podia ter matado voc�. - Tudo bem.
- Deve ter sido um sonho ruim. - Sonho?
Sonho, sonho...
Existe algo al�m de sonhos ruins? Por que os deuses me confundem?
Por que distorcem meus dias e estragam minhas noites
com cheiro de cad�veres no campo de batalha?
Por que me levam a matar, matar, matar
quando tudo o que quero � paz.
Precisa descansar.
- Precisa dormir. - Dormir?
O sono � o espeto no qual os deuses malignos assam o pr�ncipe.
Por hereditariedade e tradi��o, sou o filho favorito deles
mas me torturam al�m das minhas for�as!
E levantando as m�os para o c�u em ora��o...
As bestas do campo sobem em paz.
O pasto e as florestas prosperam.
As aves voam alto no c�u,
batendo as asas em sua homenagem.
E ele?
Qual a verdadeira fonte de sua coragem e tranquilidade?
- De quem? - Daquele sacerdote.
N�o tem medo de nada.
Tem um Deus e est� bem.
Est� l� fora no frio, mas seu calor interior me espanta.
Nascido novamente, brilha de longe.
Seus raios chegam � Terra.
Eles tocam o rosto de cada homem.
Voc� sobe ao c�u,
mas seus passos contam os dias terrenos.
Ave Amenhotep,
governador do Egito.
Que bobagem sugere, velho?
Meu pai � o rei.
Antes do sol aquecer duas vezes essas areias,
voc� ser� proclamado fara�.
Se sua profecia se realizar,
ir� comigo a Tebas como um homem livre.
V� em frente, quero muito saber.
H� uma unidade evidente em toda a diversidade da natureza.
O sinal de uma m�o divina.
Tome a si mesmo como exemplo.
Como pode conceber que um deus moldou seus bra�os,
outro suas pernas, e um terceiro a cabe�a.
Voc� � um artista.
Poderia haver uma �nica personalidade, criativa e espec�fica
numa est�tua criada por v�rios escultores.
N�o, eu n�o diria isso.
As partes n�o combinariam.
O exemplo � convincente.
Com minha mente eu seria capaz de entender isso.
Mas a f�... � mais que uma ideia.
Como poderia entrar no meu cora��o?
A f� vem como um rubor ao rosto.
Um pensamento encontra a mente e de repente a alma responde.
- O rubor surge nas bochechas. - Se eu pudesse...
S�o guardas do pal�cio. Parece o general Melard.
Ave fara�, rei do Egito.
� meu dever informar que seu pai, o fara�
agora est� entre os imortais do Egito.
Como ele morreu?
Sentia dor?
Morreu como viveu.
Em paz e com firmeza.
Fiz uma promessa e � hora de cumpri-la.
N�o posso aceitar a liberdade
- s� para mim. - Aceite tamb�m para os seus homens.
- Ave fara�. - Viva o meu pai.
E viva para mim.
Mareb, selecione homens suficientes
para minha escolta de retorno a Tebas.
- Quando ir� partir? - Depois de amanh�.
- A escolta estar� pronta. - O comando das tropas do deserto
- ser� seu, Mareb. - � uma honra.
Majestade.
Meu novo posto j� mudou meu rosto para um velho amigo?
- Amenhotep. - Agora e sempre.
Voc� ia perguntar algo.
Ia lhe dizer algo.
Eu...
Compartilho da sua dor.
Obrigado, amigo.
Lembro que tem sua pr�pria dor. Agora acabou.
Pode voltar a Tebas com os guardas
pois ter� uma ordem do novo fara�, permitindo que fique com a mulher que ama.
Amenhotep, obrigado por pensar em mim em um momento como esse.
- Onde est� seu comandante? - L� est� ele!
Pare! Quem est� procurando?
- O Preceptor. - N�o est� aqui.
Voltar� amanh� ao anoitecer...
Ent�o, quero ver Tanit.
- Quem � voc�? - Tumos, de Tebas.
Tumos, aquele que o grande sacerdote procura? Prendam-no!
Se quiserem continuar vivos, acalmem-se e abaixem os bra�os.
Tenho um salvo conduto do novo Fara�.
Leia as ordens para o seu mestre.
Tanit? Tanit!
Tanit!
"N�o deve ser incomodado em nenhum lugar do reino,
com o devido respeito de um amigo..."
Sorte sua ter isso.
E que voc� saiba ler. Cuidem do meu cavalo.
- Tumos, quase morri sem voc�. - Deixe-me olhar para voc�.
Venha e me conte o que houve.
Que not�cias traz?
Conte-me tudo.
Este documento � a primeira ordem oficial do novo fara�.
Significa que estamos livres. Livres.
- Ningu�m pode nos separar. - Nem o sumo-sacerdote?
Nem Benakon.
Vamos fazer planos loucos e maravilhosos!
- Temos muito tempo. - Como assim?
Setenta dias � o luto tradicional pelo fara�. Teremos que sofr�-lo.
Vou sobreviver a 70 dias de tortura alegre
e ent�o, o grande momento...
Amenhotep nos prometeu uma festa de casamento.
Vou explodir de alegria!
Imagine...
Eu, Tanit, esposa do famoso escultor Tumos,
m�e de seus filhos.
Muitos filhos!
Esposa.
Esposinha maravilhosa e modesta.
Mestre, por favor.
N�o sei o que ela v� em voc�. Voc� � t�o feio.
Mestre, lhe devo muito
pelo que fez e por tornar isso poss�vel.
Sim, mas estou ansioso para conhec�-la.
Estou pronto.
Venha.
Senhor da Terra,
Patrono do C�u,
Guardi�o das almas,
mais poderoso de todos os deuses do Egito.
Agora testemunharemos uma oferta de sacrif�cio.
Louvando teu nome, de acordo com os nossos antigos ritos.
As leis inviol�veis do nosso universo.
E de nossos deuses.
Com essa espada consagrada
a ordem do grande deus Amon ser� executada.
Compartilhando seu sangue,
o nome Tanit ser� esquecido.
Tanit n�o existe mais.
Em seu lugar surge um esp�rito puro e casto,
para cumprir o destino para que foi preparada.
De agora em diante ser� conhecida como
Nefertiti.
Levante-se, Nefertiti.
- Eles a levaram. - Acalme-se.
O fara� vai voltar logo. Ele vai encontr�-la.
N�o vou esperar.
Vou ao deserto mostrar como � sua autoridade em Tebas.
Ele vai vasculhar o Egito.
- Peguem-no! - Fuja!
Venha, minha querida.
N�o deve mais tremer.
Deve ficar feliz. � a garota mais aben�oada do Egito.
N�o entendo esses ritos estranhos.
- Sou uma sacerdotisa agora? - N�o, querida.
Sua posi��o � bem diferente.
Agora � a prometida do reino. Futura noiva do Egito.
Prometida?
Vai casar-se com Amenhotep assim que ele voltar do deserto.
Mas isso n�o � poss�vel.
O Egito ter� um novo fara� e uma nova rainha.
Mas ele � amigo de Tumos, n�o permitir� essa desonra.
Ele deu a palavra dele!
As necessidades do Estado n�o s�o uma desonra.
Tumos tem a ordem do fara�.
N�o ouse ignorar isso.
Tenho uma ordem anterior.
Mais forte que a do novo fara�.
Uma ordem do deus Amon.
Sancionada pelo antigo fara� antes de morrer.
E confirmada pelo seu pai.
Mas essa assinatura � sua. E o seu escudo.
N�o h� motivo para segredos entre n�s.
Agora posso lhe contar.
Eu sou seu pai.
Por que demorou tanto para me contar?
Foi melhor assim, filha.
A rela��o entre igreja e estado nem sempre s�o entendidas pelos jovens.
Um dia ir� me agradecer.
Mestre, mestre, o que aconteceu?
Onde est� Tumos?
Tumos...
Povo de Tebas.
Como novo fara�, afirmo meu compromisso
de me dedicar, como fez meu pai,
para a busca do seu progresso,
sua felicidade e sua prosperidade.
� muito bela, meu amor. Tenho orgulho de voc�.
E estou certo que Amenhotep te achar� muito atraente.
Espero apenas que me rejeite.
Vamos. Temos pressa.
J� est� tudo preparado para sua apresenta��o.
N�o darei um passo,
at� receber not�cias de Tumos.
V�o!
Onde ele est� agora?
Est� seguro.
Em um lugar bem longe de voc�.
Ficar� l� at� que seja coroada Rainha.
Amenhotep sabe que sou a mesma mulher que iria casar com Tumos?
N�o � a mesma mulher.
Tanit est� morta.
Informarei Amenhotep sobre o plano de violar a palavra dele
e desonrar o amigo dele.
N�o se sentiria bem com isso.
Pelo contr�rio, selaria o destino do seu jovem amigo.
Est� dizendo que matar� Tumos se eu falar?
A vida dele est� em suas m�os, minha filha. Seu sil�ncio � a salva��o dele.
Preciso que prometa solenemente que nada de mal vai acontecer com Tumos.
Tenha f�, minha filha.
Venha. Precisa ficar animada diante do fara�.
J� acabaram os deveres do dia? Estou com dor de cabe�a.
O sumo-sacerdote tem uma apresenta��o importante a fazer.
Primeiro gostaria de registrar a obje��o dos nossos sacerdotes
� presen�a de um sacerdote estranho
t�o pr�ximo ao trono do Egito.
O fara� sabe que ele ter� algumas obriga��es normais
enquanto ocupar o trono.
Mas ele tem o direito de pensar por si s� em quest�es pessoais.
Se eu escolher a filosofia do Deus �nico no futuro,
isso � uma quest�o minha.
Disse que tem uma apresenta��o a fazer.
Tenho uma proclama��o transmitida aos sacerdotes pelo deus Amon.
Ela designa a mo�a que ocupar� o trono do Egito ao lado do fara�.
Tumos. Tumos.
Mestre.
Mestre.
Afaste-se.
Afaste-se!
Mestre. Mestre.
Finalmente, Tumos. Venha, n�o temos tempo.
V� ao po�o em Raddah.
Espere por mim l�. V� o mais r�pido que puder.
Depressa.
Tumos! Tumos!
Responda, por favor!
- Ele est� vivo? - N�o sei.
Estou com medo.
� Nefertiti!
A mais bela rainha a ocupar o trono do Egito.
� ador�vel rainha.
N�o, fiquem nos seus lugares.
Alguns rostos aqui me s�o estranhos.
Onde est� o meu querido amigo Tumos?
Dakim!
Por que ele n�o estava no templo? Por que n�o veio ao banquete de noivado?
O nome dele foi retirado da lista.
Por ordem de quem?
- Minha ordem. - Por qu�?
Sinto muito que fa�a essa pergunta agora.
N�o queria dar uma not�cia triste nesta ocasi�o feliz.
Tumos est�...
Morto.
Como isso aconteceu?
Ficou preso no deserto como puni��o por uma indiscri��o.
Ordenei sua soltura, mas ele fugiu.
Encontraram a manga de sua t�nica suja de sangue.
Parece que foi atacado por um animal selvagem.
Foi essa informa��o que recebi, fara�.
Ela foi vencida pelo cansa�o, nada s�rio.
Foi um dia cansativo para ela
muito cansativo.
Cerim�nias matam mais reis e rainhas
do que conspira��es e frotas inimigas.
O banquete continua!
O socorremos tarde demais.
N�o saberemos disso at� que o m�dico chegue.
N�o quero que tenha de cuidar de voc� tamb�m.
Precisa ir dormir.
N�o posso.
� imposs�vel dormir at� eu saber que est� seguro.
Por que a rainha quis humilhar seu marido e insultar o fara�?
N�o tive a inten��o de mago�-lo.
Mas foi o que fez. Olhei para a lua por tr�s noites,
- enquanto dormia aqui sozinha. - Eu... n�o... estou bem.
Voc� � uma inv�lida encantadora.
Saud�vel demais para ser negligenciada.
Precisa me dar tempo.
Tempo para me adaptar.
Est� com medo.
Ou isso � parte do jogo feminino de evas�o?
Estou com medo.
Nunca estive s� com um homem assim.
N�o estamos s�s agora, meu amor.
As mentes de todos est�o aqui desejando um herdeiro para o trono.
Sabe disso.
N�o posso.
Imploro para que n�o me pressione. N�o quero mago�-lo.
Quanta considera��o!
Acha que sua evas�o me d� prazer?
Existe algum pr�mio maior do que o trono pelos favores de uma rainha?
Eu daria o trono a algu�m mais submissa. Eu nunca o quis.
Temos uma obriga��o para com nosso povo.
Se insiste na fria firma de um contrato,
e � isso o que ser�,
o �ltimo espasmo de uma paix�o morta...
Se isso satisfizer seu orgulho,
tome.
- Sei que fui cruel. - A vida � cruel.
Para mim,
voc� � um lindo instrumento do humor diab�lico dos deuses.
Vejam! � Tumos!
Mestre, prometeu procurar Amenhotep.
- Tentei. - Conseguiu, n�o?
Bem... eu...
N�o � f�cil chegar ao fara� com Benakon bloqueando o caminho.
Como est� Tanit?
- Preciso saber. - Esque�a por agora.
- Concentre-se em melhorar. - Que som � esse l� fora?
Mais uma s�rie de enfadonhas demonstra��es do Estado.
Viva a rainha!
- Viva Amenhotep! - Rainha?
Amenhotep j� casou?
- Preciso ver. - Tumos.
Tanit!
Tanit!
Tanit!
N�o. Venha.
Mentiu para o fara� e para mim!
Achava que ele estava morto,
mas parece que meus informantes deram a not�cia errada.
Voc� queria, ansiava acreditar.
Confesso que pensei nisso como o fim de um impedimento perigoso.
Voc�s estava muito exaltada.
N�o admiro a frieza e falta de considera��o pelos meus sentimentos.
Tem que entender minha situa��o.
Agora conhece Amenhotep.
E deve ter notado que
suas faculdades mentais est�o em r�pido decl�nio.
Se o Egito n�o puder contar com um Fara� capaz de governar racionalmente,
ao menos poderei cuidar de tudo, sob os ausp�cios da rainha.
Tem suas ordens.
Estarei sempre pronto a conduzi-la pelo caminho certo, minha filha.
Ent�o saiba,
que se o destino um dia me confiar o governo do Egito,
governarei sozinha, sem sua ajuda ou conselho.
Estar� impotente sem o apoio dos sacerdotes.
Nem mesmo os maiores, dentre os fara�s, ignoraram esta realidade.
Algu�m ousar� um dia.
N�o superestime meu carinho paterno, minha filha.
Lembre-se sempre que acima de tudo
eu sou o l�der espiritual do povo eg�pcio.
Sem d�vida, apagou todos os seus sentimentos humanos.
E por isso, n�o poderia
cultivar nenhum afeto por voc�.
V� agora!
E s� volte quando a rainha o chamar!
No que est� pensando?
- Na rainha? - S� sobraram desertos, oceanos...
S�culos...
Beba comigo.
Aos desertos, oceanos e s�culos.
Vamos comemorar juntos. Voc� e eu.
Juntos. Como sonhei com isso.
Vamos rir do passado.
Vamos aceitar tudo o que o futuro tem a oferecer.
Merith, a n�s.
A voc� e a mim.
Vamos, est� tarde. Calce-os.
Vamos.
- Tem muito trabalho. - Eu sei.
Pode ver um novo Tumos, mestre.
Sem mem�ria e sem sentimentos.
Levado pelo vento com a sorte.
Bem, a sorte trouxe uma encomenda real.
- Uma encomenda real para mim? - Sim, para voc�.
Foi escolhido para fazer a est�tua da rainha.
� verdade.
Tanit.
- Por que n�o voc�? Voc� � o mestre. - N�o. O trabalho � seu.
Escolher voc� foi uma homenagem a mim.
Estou satisfeito.
- Quem me escolheu? - Seper, o sacerdote novo.
Ele sugeriu a est�tua. A rainha escolheu o artista.
O fara� concordou com prazer.
- N�o sei se posso. - N�o pode recusar.
� uma ordem real.
N�o v� o que a rainha est� fazendo por voc�?
Vejo. Uma consci�ncia perturbada.
N�o importa o motivo que acha.
N�o percebe o que significa para voc�?
Isso ir� elev�-lo �s alturas. Ser� um dos mestres escultores do Egito.
Seu futuro estar� garantido.
Por que n�o?
Por que n�o ser como ela? Um oportunista.
Sim, eu vou fazer.
Vou tirar vantagem disso.
Onde est� o outro?
Tudo o que trouxe est� ali.
Est� nervoso.
Sente-se aqui.
Est� nervoso porque a rainha vai chegar.
Ela n�o � diferente de outros modelos que j� fiz.
Olhe para l�.
Muito bem.
Minha rainha.
Amenhotep, n�o tem nada a dizer ao seu velho amigo?
Meu velho amigo?
Tumos.
Tumos.
Algu�m me disse que...
Me perdoe, n�o estou muito bem.
Muitas press�es, sabe?
As cerim�nias sugaram minha energia.
Estou t�o feliz em v�-lo novamente.
- Voc� parece estar bem. - E voc� parece...
N�o. Sem elogios. Vejo meu rosto na prata do pal�cio.
N�o gosto do que vejo. Eu n�o...
Voc� vai fazer uma est�tua da minha noiva.
N�o quero atrapalhar. Eu incomodo se ficar assistindo?
- Seria uma honra. - Por favor, comece.
Se minha rainha se sentir bem,
sente-se aqui.
A rainha deve voltar o olhar para...
para minha assistente.
Vamos come�ar.
Parece que voc� me procurou no deserto
na minha �ltima campanha para pedir ajuda para...
Para que foi?
Fui pedir sua ajuda
para casar com a mulher que eu amava.
- Claro, foi isso. - Foi sua primeira ordem oficial.
Foi mesmo.
Voc� me disse que era bonita, eu lembro.
Era linda.
Eu achava.
Mas a beleza n�o � a qualidade que os artistas retratam.
Ela � mais profunda quando � verdadeira.
Mais profunda do que o que � capturada pelo martelo e talhadeira
ou pelos olhos de um amante cr�dulo.
Minha rainha.
Ent�o o casamento n�o aconteceu.
N�o aconteceu.
Foi voc� ou ela que mudou de id�ia?
Pelo que me lembro
foi ela.
Que infelicidade!
E...
- O que aconteceu? - Nada.
Eu era apenas a divers�o do momento.
O tempo muda as coisas
para todos.
Novas atitudes. Novas oportunidades.
Eu acho que...
n�o estou disposta para esse mart�rio essa manh�.
Estou cansada.
- Depois que eu descansar, talvez. - � verdade.
Romances terminados s�o tristes.
Para que ela precisa posar? Conhe�o cada sombra e tra�o do seu rosto.
Poderia fazer de cabe�a mil vezes.
Ela ainda ama voc�.
Eu podia ver nos olhos dela.
- Eu... poderia mat�-la. - Merith.
N�o.
Quero ir embora.
Voltar para meu povo no deserto.
Para esquecer tudo relacionado a Tebas!
Mas n�o vai.
Vai?
Todos amamos o fara�,
mas nossos deuses antigos s�o supremos.
Amenhotep � amaldi�oado pelos deuses.
Os sacerdotes est�o ocupados hoje.
H� algo no ar.
Meu sangue gelou. Conhe�o essa tribo.
S�o chacais do deserto.
Ainda com a carne do meu povo sob suas garras.
Me pergunto o que vieram fazer em Tebas?
Ou quem os trouxe?
Eu confiei muito no meu relacionamento com a rainha.
Devo confessar que a minha influ�ncia,
meus esfor�os de persuas�o sutis n�o deram resultado.
A dura realidade, meus irm�os,
� que os sacerdotes est�o diante de um poss�vel fim.
Tem um plano de a��o?
Eu tenho...
Por mais que rejeite a viol�ncia,
deve ser criado um incidente para fazer o fara� e a rainha ca�rem em si.
Com a permiss�o da rainha.
Talvez prefira encerrar a sess�o de hoje.
Tumos.
Por que me odeia tanto?
N�o tive controle sobre o que aconteceu.
Tem tudo o que uma mulher ambiciosa quer.
Quanto a mim,
tenho meu trabalho.
N�o tenho nada do que quero.
Nem por um instante deixei de am�-lo.
Mas voc� � a rainha. E casada com meu amigo.
N�o existe casamento.
N�o o enganei,
mas n�o sou uma esposa para Amenhotep.
O que est� dizendo?
Existe um la�o legal entre voc�s.
Nunca vou deixar de am�-lo
enquanto eu viver.
Por favor...
Por favor, tente entender.
Eu...
Pelo menos n�o me odeie, eu n�o aguento.
Amenhotep vir� logo
para ver o trabalho terminado.
Est� terminado.
O meu trabalho aqui acabou.
Tanit, eu...
Preciso ir embora. Preciso partir.
O que voc� est� dizendo?
Preciso sair do Egito.
N�o! N�o vou deixar voc� ir!
Isso � loucura.
Basta uma testemunha... Sabe o que pode lhe acontecer.
Voc� est� em perigo e n�o posso aceitar.
N�o vou ouvir isso.
Deve haver algo que possamos fazer.
Preciso ir embora.
Por voc�.
Amanh� de manh� vou visitar o templo
para escolher um lugar para sua est�tua.
Antes de partir.
Tumos.
N�o devia ter vindo.
Ser� reconhecida.
Se Amenhotep souber...
Pobre Amenhotep, ele sabe muito pouco do mundo exterior.
� perigoso.
O risco que assumi mostra o quanto estava desesperada para v�-lo
mais uma vez.
Diante de v�s, Aton, estrela viva,
germe da vida, as sombras somem
e os homens se aproximam em j�bilo, levando suas m�os ao c�u
por v�s.
Iluminai o mundo e esquentai os cora��es
de vossos filhos, � Deus-Sol onipotente.
- Como entrou? - Pela passagem do jardim.
- Est� ferido? - N�o tenho ferimentos.
Nunca tive tanto medo.
Achei que seria nosso fim.
Estava feliz por estarmos juntos.
O pal�cio j� est� sabendo. Precisa ir.
Adeus, Tumos.
Tanit, dias obscuros se anunciam.
O incidente no templo foi apenas o prel�dio.
O pior est� por vir.
Sem Seper, Amenhotep vai perder o controle do trono.
Por que n�o fugimos do Egito juntos?
Para viver como planejamos.
� um sonho lindo, meu querido.
Mas como torn�-lo real de forma honrada?
Voc� n�o est� presa ao trono e ao fara� pelo cora��o.
N�o h� argumenta��o justa contra voc�.
Eu aceito qualquer risco desde que possa ficar com voc�.
Expresso o sentimento dos sacerdotes
em rep�dio aos excessos tr�gicos
que custaram a vida de muitos fi�is.
Por�m, estaria sendo omisso com o trono
se n�o mencionasse a import�ncia da irrup��o espont�nea
por parte do povo de Tebas.
O atentado brutal desta manh�
n�o foi uma express�o espont�nea dos sentimentos do povo de Tebas.
Tenho certeza que foi um banho de sangue
realizado por selvagens do deserto.
Instigados por agitadores fan�ticos.
� um sinal claro de que ningu�m aprova que o
amado Fara� se afastou dos assuntos espirituais
que sempre o conectaram com seus s�ditos.
Eu te imploro, Amenhotep,
reafirme sua f�, sua devo��o
aos deuses de nossos antepassados.
Bem vinda seja a verdade.
Chego � conclus�o
que o templo de Amon se entregou � pol�tica!
Seus sacerdotes desistiram do seu papel como l�deres espirituais.
E eu aceito a sua ren�ncia.
Foi assassinado brutalmente
um homem bom e santo
que me confortava.
Em nome dele...
Em nome do meu querido Seper,
eu proclamo a adora��o do Deus �nico como a nova religi�o.
E ordeno a destrui��o dos templos dedicados ao falso Deus.
Declaro seus cargos vagos.
E seus deveres terminados para sempre.
Voc� deve sair da cidade.
Fara�, posso lembr�-lo que...
Se eu fosse usar o poder do fara�,
eu o condenaria � morte.
Mas voc�, que investiu contra o Deus �nico,
um Deus que se op�e � viol�ncia e sangue,
um Deus de amor e miseric�rdia,
ser� o primeiro da corte a se beneficiar de Seus ensinamentos.
Os dias passam r�pido.
Precisa agir agora.
Passei a noite reunido com nossos deuses
e a conclus�o � dolorosa, irm�os.
Amenhotep e a nova religi�o devem ser impiedosamente destru�dos.
Agora devemos nos oferecer � preserva��o de nossas cren�as sagradas.
Temos uma chance de atrair pessoas para nossa causa.
- O dia da penit�ncia. - Isso.
Pessoas de todo o Egito vir�o a Tebas
para os pedidos e ora��es anuais ao Deus Amon.
Elas ainda temem as divindades antigas.
Ser� f�cil manipul�-los para se revoltarem contra o Deus Sol.
Os melhores do ex�rcito est�o no deserto.
Devemos aproveitar a aus�ncia deles. Garanto o apoio de todos os homens em Tebas.
Nosso dia est� escolhido, irm�os.
Vamos dar o golpe por Amon e nossos deuses.
Com a ajuda deles, a vit�ria � certa.
Tumos, meu amor.
- Precisamos mudar nossos planos. - O que est� dizendo?
O sumo-sacerdote quer destruir Amenhotep e tomar o trono.
Hoje me deparei com essa fria realidade.
N�o posso abandonar Amenhotep agora.
E o nosso amor?
Isso n�o mudou. Sempre amarei voc�.
Amenhotep n�o est� bem, precisa muito do meu apoio.
Seper se foi e ele n�o tem mais ningu�m.
O que voc� pode fazer?
N�o � a primeira vez que as pessoas t�m que escolher entre amor e dever.
Precisamos provar o nosso amor. E eu...
Preciso provar que sou uma rainha. Nada menos.
Precisamos esquecer de n�s por um momento. Preciso da sua ajuda.
Minha ajuda?
Pegue um cavalo e corra at� o ex�rcito do general Mareb no deserto.
Diga que precisamos muito do ex�rcito em Tebas.
N�o podemos perder tempo. V� agora, r�pido!
Imediatamente.
Por favor. Por favor, v�.
Para o pal�cio!
- O que houve? - Benakon est� vindo com tropas.
Soem o alarme!
Todos em seus postos!
Melard.
- Nenhuma not�cia do deserto? - N�o.
- Vamos ter esperan�a. - Minha rainha.
Tenho m�s not�cias. O fara� se trancou e se recusa a receber pessoas.
Precisa interceder, minha rainha.
Est� correndo risco, minha rainha.
Sugiro que se retire.
Nunca.
Benakon est� vindo, talvez queira negociar.
Dakim,
v�!
- Fala em nome de Amenhotep? - Em nome de todos leais ao trono, traidor.
- O que quer? - Exigimos que Amenhotep rejeite o Deus Sol
e aceite os deuses do seu povo.
E se o fara� n�o se pronunciar?
Insistimos na resposta.
Sen�o...
Quando a sombra da lan�a atravessar a linha,
atacaremos.
Amenhotep.
Est� me ouvindo?
Benakon est� no pal�cio. Seu trono est� amea�ado, precisa lutar.
N�o � inteligente derramar sangue.
Ofende o �nico Deus verdadeiro, Aton.
Por favor, me ou�a.
Benakon fez um ultimato. Quando a sombra atingir o lan�a atacar�.
Eles precisam da luz do Deus Aton.
Todos precisamos.
Mande chamar Seper. Traga-o aqui.
- Seper? - Sim...
Ele far� uma prece do cora��o de Aton.
Amenhotep.
Seper est� morto.
- Foi morto no tumulto do templo. - V�.
Diga para vir agora.
Diga que tenho uma ordem de Aton.
Manter o trono para que Sua palavra triunfe.
Venha comigo. Vamos aparecer para o povo juntos.
Quando o virem, v�o mudar os �nimos. Venha.
N�o v�o vencer!
Esses deuses impuros brigam pela minha alma.
Eles usam aqueles cad�veres putrefatos
que deixei no campo de batalha e jogam na minha cara!
Est�o em volta de mim.
Eu os vejo mesmo com os olhos fechados.
Ali. Ali. Ali.
Est�o em toda parte.
Toda parte!
Toda parte.
O que o fara� disse, minha rainha?
O fara� n�o tem nada a dizer.
Ataquem em nome de Amon.
Come�ou. Algu�m precisa assumir o comando do pal�cio.
Ataquem! Agora!
- Nenhuma not�cia do deserto? - Nada.
Temos que usar nossos parcos recursos.
O pal�cio e o fara� devem ser defendidos
a todo custo.
Mostre-se, Amenhotep.
Mostre-se ao povo!
Se � que tem coragem.
Espero que perceba que qualquer resist�ncia seria uma loucura.
Nossa vantagem � de dez para um.
O que quer de n�s?
A rendi��o imediata do pal�cio.
E a vida de Amenhotep.
Devo lembr�-lo
que ele foi muito mais generoso com voc�.
Estamos em guerra.
Acredite, eu lamento!
N�o tenho prazer em derramar sangue.
Te imploro, minha Rainha, deponha as armas.
Salve sua vida e seus s�ditos!
Pretendo defender ambos.
Diga a seus canalhas para deixarem o pal�cio real imediatamente!
Se recusa a desistir?
Recuso-me a selar acordos com um traidor.
N�o esque�a quem eu sou!
E n�o se esque�a que, neste momento,
est� se dirigindo � Rainha do Egito.
Est� louca se espera obter
ajuda de Mareb e suas tropas.
Meus homens perseguiram seu mensageiro at� o deserto.
Estou avisando, minha filha.
E eu lembro a voc�, s�dito,
esta falando com a rainha do Egito.
Sabe que est� condenando todos no pal�cio � morte certa?
Talvez prefiramos a morte ao seu governo.
J� disse o suficiente. Pense na sua pr�pria seguran�a.
Deixe o pal�cio enquanto ainda tem tempo.
Arme os escravos.
Receber�o a liberdade em troca de sua lealdade.
Venha comigo.
Precisamos levar o fara� para um lugar seguro.
Como? O pal�cio est� cercado.
Eu sei como. Existe uma passagem do jardim real ao templo de Aton.
Traga guardas para prote��o.
Esse quarto � nosso �ltimo ref�gio.
Primeiro vou defend�-la at� o fim.
Depois essa espada n�o vai deixar que torturem o general do fara�.
N�o, Dakim. Est� falando em rendi��o.
N�o vamos nos render nunca.
Por ningu�m nem por nada.
Parem! Parem, est�o ouvindo?
Ent�o chegamos ao fim, minha filha.
Ofere�o uma �ltima chance para salvar sua vida
e talvez seu trono.
Suas exig�ncias chegaram tarde.
Mareb e seu ex�rcito j� est�o perto de Tebas.
Mas ainda n�o est�o aqui.
Cada momento conta, prendam-no!
Se quer tentar salvar alguma coisa, minha filha,
deve reconhecer nossa vit�ria.
A hist�ria exige um retorno � velha ordem.
Me ensinou muitas coisas, meu pai.
Mas esqueceu um detalhe.
Nunca me ensinou, e nunca desejei,
ser odiosa!
N�o tenham medo.
A rainha � ref�m para nossa seguran�a.
Agora, Tumos,
� sua vez.
Meu pai.
Se pelo menos sua ambi��o tivesse sido ser um pai
quando precisei tanto de voc�.
Tanit.
Tanit.
Tanit.
Isso agora parece t�o distante, no passado.
Minha rainha.
Tumos.
A voc�, devo minha vida e meu trono.
Ambos ser�o um grande fardo para mim.
Tanit.
N�o.
Nefertiti.
Agora voc� � o Egito.
E nos lembraremos da Tanit de ontem.
FIM
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