All language subtitles for man.vs.wild.s03e07.Yukon-por

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Original subtitles

Bear Grylls e equipe recebem ajuda quando h� risco de vida,

como exigido pelas regras de seguran�a.

Situa��es s�o criadas para que Bear,

mostre t�cnicas de sobreviv�ncia.

Sempre procure ajuda profissional.

Sou Bear Grylls.

Vou lhes mostrar como sair vivo dos lugares mais perigosos da terra.

Vou passar por uma semana de desafios em lugares

onde voc� n�o duraria um dia sem os conhecimentos

corretos de sobreviv�ncia.

Desta vez estarei no territ�rio da "corrida-do-ouro",

no extremo noroeste do Canad�.

Onde estarei batalhando entre geleiras trai�oeiras.

"Este n�o � um bom lugar!"

Aventurando-me em r�pidas corredeiras.

Que frio!

E me aventurando nas profundezas da Terra.

N�o h� muito oxig�nio aqui embaixo.

Este poder� ser meu maior desafio at� hoje.

Estou sobrevoando a regi�o Yukon, ao noroeste do Canad�.

� um dos lugares mais remotos na Am�rica do Norte.

As temperaturas no inverno chegam a -45� C.

E a luz solar, no ver�o, permanece por 24h di�rias.

Aqui est� a maior calota de gelo n�o-polar do planeta.

Este lugar abriga as maiores montanhas em todo o Canad�,

l� embaixo h� geleiras trai�oeiras, corredeiras de �guas turbulentas,

e milhares de quil�metros quadrados de pura vida selvagem.

� no come�o do ver�o no Yukon, as temperatuas variam drasticamente.

E, � claro, os ursos est�o acordando de sua hiberna��o.

Esta aventura n�o ser� um piquenique.

Estamos, agora, na altitude m�xima para um helic�ptero.

O ar � t�o rarefeito que, uma vez autorizado pelo piloto,

eu me mando daqui!

Vou cair de p�ra-quedas a uma altura de 3mil metros

com equipamentos m�nimos.

Minha equipe de filmagem vir� comigo.

Estou descendo em dire��o � Terra em velocidade terminal.

Mais de 180km/h.

H� montanhas gigantescas por todo redor,

elas s�o muito perigosas para se aterrisar,

por isso estou procurando por um plat�.

Est� frio!

H� muita neve e gelo por a� nas montanhas

Vou querer tirar algumas coisas deste para-quedas.

Coisas como estas cordas, que me ser�o �teis.

Cordas de p�ra-quedas s�o fortes o bastante para suportar meu peso.

Podendo, potencialmente, salvar vidas nas montanhas.

Posso usar, tamb�m, o material do "Drogue".

Certo, agora come�a...

Meu primeiro desafio � este muro de altas montanhas,

elas guardam a entrada mais ao sul do Yukon.

H� um s�culo, dez mil exploradores tentaram atravessar ao leste daqui,

dando in�cio a uma jornada de 7,5 mil km at� o Klondike.

Ao longo do caminho, sofreram exaust�o, fome, ensola��o

e ataques de ursos. Sessenta e tr�s morreram em uma �nica avalanche.

Olhem s� esta neve, chega at� os joelhos.

N�o queremos permanecer aqui por muito tempo,

toda esta encosta est� ardendo debaixo do sol.

O que tornar� mais perigoso. Vamos continuar.

No lado sul da encosta o risco de avalanche � alto.

Dar a volta nele n�o ir� me tirar da zona de perigo.

Quero sair daqui o mais r�pido poss�vel,

e existe uma rota mais r�pida por baixo.

� bastante escorregadio por aqui. Mas acredito que posso deslizar

usando a t�cnica "Glacading" para descer esta encosta.

O perigo desta t�cnica � perder o rumo, voc� tem que poder enxergar.

caso contr�rio ser� arremessado da beira de um desfiladeiro.

Algo que quero tentar � usar este p�ra-quedas "Drogue"

do meu p�ra-quedas de skydiving. Vou tentar us�-lo como um freio-de-ar.

Isto � algo que nunca fiz antes. Mas n�o h� raz�o para n�o funcionar.

Funciona nas espa�onaves!

Vamos tentar.

Certo, vamos l�.

Estou pegando velocidade nesta neve,

se tentar firmar meu p� a esta velocidade,

meu tornozelo vai quebrar como um graveto.

Bem, o "Drogue" me desacelerou de maneira correta.

Mas ainda assim foi uma descida bem r�pida.

Consegui sair daquela perigosa encosta de neve,

mas nesta latitude, 59� NORTE, a paisagem � repleta de terrenos

congelados e geleiras, bloqueando o caminho por onde quer que v�.

Cara, olha s� este lugar. Extraordinariamente lindo!

Mas �, tamb�m, o lugar mais remoto e selvagem que ir� encontrar.

Olhem para isto.

Esta � a maior calota de gelo n�o-polar do planeta.

Olhando para este lugar realmente se v� a sua imensid�o,

mas, tamb�m, bem intimidante, entende?

Posso dizer daqui que l� embaixo ser� um trabalho �rduo.

Certo.

As geleiras aumentam at� 30 cm/dia.

Esta press�o em milh�es de toneladas de gelo, cria fendas e rachaduras

que est�o em constante transforma��o.

� com este tipo de coisa que deve-se tomar cuidado nas geleiras,

� onde est� a neve, quando se est� no gelo, geralmente o terreno �

bem s�lido, mas isto � neve, que cobre as rachaduras com apenas

cent�metros na superf�cie, n�o se pode ter id�ia do que h� debaixo.

Estas rachaduras podem ter centenas de metros de profundidade,

suas finas paredes de gelo imposs�veis de escalar.

Vejam s� o que eu estava dizendo, aqui est� a camada estreita de neve,

voc� imagina que isto aqui � seguro para se ficar em p�,

e acaba caindo direto l� embaixo.

E ao contr�rio do que pensam as rachaduras mais estreitas

s�o mais perigosas que as largas.

Voc� cai nelas, acaba ficando preso, afundando e sendo espremido.

Por esta motivo estas rachaduras s�o chamadas de "espremedoras"

Uma equipe de socorro teria que usar brocas pneum�ticas para retir�-lo.

Mover-se ao longo das geleiras � algo recheado de perigos,

as fendas e o gelo crescem constantemente

e achar uma rota para sair daqui ser� dif�cil.

Vejam s� porque a progress�o nas geleiras � dif�cil,

estas rachaduras est�o come�ando a se alargar bastante aqui.

Tentar progredir por estes montes em sapatos de borracha seria letal.

Mas acredito que se conseguir arranjar uma maneira segura

posso at� conseguir descer em uma destas galerias.

Vamos tentar.

Assim que chego ao cora��o da geleira, a �nica maneira de

atravessar � arriscando uma queda aterrorizante.

A parte que me preocupa � ali adiante.

Estou no noroeste canadense, procurando sair de uma geleira.

N�o h� nada por aqui onde eu possa amarrar uma corda, por isso

estou construindo uma esp�cie de atracadouro escavando o gelo.

Devo cavar ao menos com 20 cm de profundidade

para que este gelo aguente o peso da maneira correta.

Posso usar esta fita preta do p�ra-quedas de frenagem,

colocando ao redor do atracadouro de gelo.

Certo, agora colocamos cinco tiras da corda do p�ra-quedas juntas.

As cinco juntas aguentam bem mais do que o peso de um homem.

Ent�o devem servir para mim.

Ent�o usamos a t�cnica cl�ssica de rapel.

Passe por entre suas pernas, por sobre os ombros.

E estamos prontos para a viagem.

Vamos torcer para que isto aguente.

Parece bom. Certo.

� incrivelmente apertado aqui embaixo,

mas j� estou comprometido a esta altura, e completamente sozinho.

Pode-se ouvir o barulho do gelo que est� caindo desaparecer.

Estas coisas ali embaixo criam esp�cies de pontes s�lidas.

Este gelo aqui � completamente transparente.

� a camada de gelo mais antiga, o Gelo Azul.

Este realmente � o cora��o da geleira.

� um lugar bem assustador para se ficar.

Vou prosseguir por esta passagem aqui.

Vamos esperar que n�o haja buracos por ali.

A parte que me preocupa � ali adiante.

Est�o vendo todos aqueles pequenos cubos de gelo desaparecendo?

Est�o caindo em um dos diversos t�neis de �gua subglaciais.

Se por acaso cair em algum destes, jamais conseguiria sair.

Mas n�o h� outra maneira de sair desta pris�o de gelo,

devo escalar por sobre o t�nel.

Estou nervoso, e isto tomar� todas as minhas for�as.

Este � o abismo no qual n�o quero cair.

Veja s� como este gelo azul � escorregadio.

Vou tentar me apoiar aqui e elevar as minhas pernas at� ali em cima.

Certo. Um, dois, tr�s.

� por ali que deverei sair.

Aquilo me parece ser muito, muito apertado.

Vou tentar me esgueirar at� l� em cima,

mas n�o sei ao certo se conseguirei passar

por aquela passagem esguia e escapar desta masmorra de gelo.

Certo.

Consegui passagem por cerca de 2 cm.

Estou realmente conseguindo progredir por aqui.

Vamos sair logo daqui.

Certo, sa� daquele buraco.

E � isto que me espera logo � frente.

Olhem s� que vista.

O t�nel me levou at� o p� da geleira e � minha frente

posso ver que o leito de �guas da geleira leva at� um lago.

Meu pr�ximo desafio � arranjar comida.

Ali est� ele, logo aqui debaixo!

Estou no noroeste canadense, agora abaixo da Linha das �rvores,

s�o 15 graus a mais de temperatura aqui e � hora achar comida.

Vejam esta represa aqui, foi constru�da por castores.

Vejam as marcas dos dentes aqui.

Estas coisas chegam a ser imensas, a maior que j� vi

chegava a mais de 500m, tudo constru�do por castores.

Os castores abandonaram esta represa,

e talvez possa us�-la para prender algo.

H� um belo canal natural de �guas por aqui,

posso usar isto e a represa dos castores para pegar uns peixes.

Inspirado pelos castores, vou extender a represa e criar

uma armadilha para peixes improvisada.

Vou construi-la com a forma de um funil,

para que me seja f�cil afunilar os peixes para dentro

e uma vez que estejam aqui, ser� dif�cil acharem o caminho de volta.

Deve haver Esox, T�malos e Trutas neste lago, espero poder

afugentar alguns deles at� a minha armadilha

e ent�o fechar a entrada.

Parece estar funcionando. V�rias r�moras j� adentraram.

N�o s�o nada monstruosas, mas h� um bom n�mero delas.

Vejam, h� ao menos 5 ou 6 ali agora.

Agora o que vou fazer � peg�-las.

Ali est�, logo aqui debaixo.

� um m�todo simples, mas eficaz.

Bater forte na �gua cria ondas de choque,

que acabam por atordoar os peixes.

Peguei um. Um pequeno t�malo.

Esperava um pouco mais do que isto, mas servir� de jantar.

Mas antes que possa comer, devo achar um lugar para acampar.

H� um belo tronco de �rvore ca�do aqui,

n�o � um mau lugar para se tentar construiur um abrigo.

E, sempre que poss�vel, use o que a natureza lhe d�.

E a vantagem de construiur uma casa na �rvore � que, sendo suspensa,

estar� a salvo de ursos.

A 3 m de altura ser� muito mais dif�cil de ser pego.

E tudo que preciso est� bem aqui.

Primeiro, os troncos transversais.

Isto seria dif�cil com uma pequena faca.

quebrar grandes peda�os de madeira como este,

coloque-o entre duas �rvores e empurre.

De forma a quebr�-lo facilmente.

As melhores amarras que posso usar s�o estas ra�zes de con�feras,

o bom disto aqui � que s�o finas e podem chegar a 7 m de comprimento.

Aqui vamos n�s.

As ra�zes das con�feras Piceas tem um di�metro pequeno,

mas, como as cordas, s�o flex�veis, tem bastante for�a e durabilidade.

E se parti-las...

Ter� o dobro de amarras.

Al�m de facilitar-lhe muito quando for amarrar.

Isto vai me ajudar com a minha primeira tarefa.

Construiur uma escada para poder subir at� meu abrigo.

Agora que j� tenho uma escada, Come�arei a posicionar alguns

destes troncos para a plataforma.

A madeira da Picea � retil�nea e forte,

perfeita para a plataforma de uma cama.

Agora o que devo fazer � amarrar alguns troncos na transversal aqui,

esta ser� minha plataforma para dormir.

Vou fazer com uma largura de 1 m, para que n�o caia durante a noite.

Posso usar os galhos mais leves para acolchoar.

O importante ao se colocar estes galhos de Picea

� posicion�-los em apenas uma dire��o

como se estivesse construindo um telhado.

desta forma ficar� mais confort�vel e voc� n�o ficar� sendo incomodado

pelos gravetos pontiagudos, lhe espetando.

Mas isto aqui ficou muito bom e bem confort�vel.

E tamb�m ir� me isolar muito bem.

Com minha cama constru�da, � hora de comer.

Mas com a proximidade de ursos famintos, n�o vou arriscar.

O que tem que fazer quando se est� conzinhando.

� faz�-lo ao menos a 100 metros do acampamento.

Uma vez um amigo saiu para ca�ar alces e n�o fez isso,

acabou comendo sua janta ao lado de sua tenda,

e no meio da noite um urso negro se aproximou.

Ele tentou asust�-lo, apontando uma tocha para o seu rosto,

mas o urso atacou a tocha.

Eles s� sobreviveram porque um outro homem conseguiu atirar

no urso literalmente quando ele estava entrando em uma das tendas.

Veja s� estas marcas das garras dos ursos, at� aqui em cima.

O que acontece � que o urso chega.

E afia as suas garras, seguindo em frente.

Mas veja a altura que chega, deve chegar perto de uns 3 m l� em cima.

N�o � t�o distante de onde est� meu acampamento.

Antes de subir em minha cama, h� uma �ltima precau��o que vou tomar.

A �ltima coisa que devo fazer antes de me recostar para a noite,

� desfazer a minha escada, caso contr�rio, se um urso quiser

me tirar dali de cima, ir� conseguir.

Portanto, n�o vamos facilitar o trabalho dele.

Certo, vou tentar dormir um pouco.

Mas nesta latitude, com o sol do ver�o sempre a pino,

isto n�o ser� f�cil.

S�o quase 23:30 e este � todo o breu que se consegue neste norte extremo.

Eles chamam este lugar de "A terra do sol da meia noite".

Posso ver muito bem o porqu�.

Dificulta muito tentar adormecer.

Parece que estamos em plena luz do dia.

No meu pr�ximo desafio, tento progredir atrav�s de um rio,

e acabo me deparando com �guas bastante turbulentas.

Estou no territ�rio da corrida pelo ouro,

no extremo noroeste do Canad�, tentando progredir em um terreno

florestal bastante �rduo.

Vejam s� isso.

Achar este rio � uma boa novidade.

Em um lugar como este, onde h� t�o poucas rodovias, estes rios

s�o as verdadeiras rodovias que atravessam a vida selvagem.

Mas estamos bem no alto aqui, e tudo aqui parece ser bastante macio.

Vamos dar uma olhada.

Sim, � uma esp�cie de areia macia, mas para descer, fa�a corretamente.

O terreno � mais solto do que imaginei,

rochas do tamanho da minha cabe�a voam ao meu redor,

tenho que mudar de dire��o para evitar ser acertado em cheio.

� dif�cil prever como ser� a descida l� do alto.

E esta sem d�vida foi muito mais perigosa do que eu imaginava.

Esta descida foi mais r�pida do que pensei

Aquela areia macia l� no alto, tornou-se em rochas e pedregulhos.

Fiquei imaginando "Meu Deus!". Algumas rochas passaram voando

ao lado de minha cabe�a.

Tentei sair do caminho desviando para o lado, mas no final das contas

acabei tendo sorte desta vez.

At� recentemente os rios eram a principal rota de transporte

nesta parte do Canad�. Os pioneiros na corrida pelo ouro

viajaram milhares de quil�metros em balsas artesanais

para chegar aos garimpos. Mas era perigoso.

Muitos perderam suas vidas nas corredeiras trai�oeiras.

Agora estes rios s�o pouco usados, mas as pessoas

ainda caem em encrencas.

No outro lado do rio, uma canoa foi abandonada.

Posso us�-la para percorrer a corredeira,

mas primeiro preciso atravessar este rio.

� muito perigoso, anualmente v�rias pessoas morrem em rios como este.

Vejam s� a velocidade desta corredeira ali.

� uma for�a brutal vinda das �guas.

Vou precisar de algo para apoiar. Esta madeira viva dos choupos

� flex�vel n�o ir� quebrar sob press�o.

Para atravessar este rio devo ser muito cauteloso.

O terreno � deslizante e as rochas s�o escorregadias.

A for�a de um rio correndo perto de 15km/h � enorme.

E mesmo com a �gua ao n�vel dos meus joelhos,

o rio me derruba o tempo todo.

Estou na metade do caminho, mas est� ficando mais dif�cil,

mais r�pido e mais fundo.

Esta parte ser� a mais funda, eu presumo,

vejam s�, o leito principal de �gua est� correndo por aqui,

n�o � t�o largo, talvez uns 5 a 7 m. Mas � um peda�o dif�cil.

Certo.

A for�a do rio n�o me deixa de p�.

Estou lutando para n�o ser arrastado correnteza abaixo.

Nossa.

Como eu disse antes, mais forte do que se possa imaginar.

E esta foi somente uma pequena parte. De forma alguma poderia lutar

contra a correnteza, ela iria simplesmente me levar.

Certo, atravessamos, vamos checar aquela canoa.

Esta moderna canoa � dura o bastante para aguentar press�es enormes,

mas foi abatida pela for�a da �gua.

Est� quase totalmente avariada, h� ao menos um grande furo nela.

Vou retir�-la da �gua.

Troncos encalhados como este s�o perigosos.

As pessoas se afogam neles, aprisionados por sob �rvores

nas r�pidas corredeiras de �gua.

Est� completamente atracada aqui.

Nem sei se consigo tirar esta coisa pra fora.

Vamos l�, vamos l�.

A for�a da �gua faz a canoa parecer 10x mais pesada.

� uma verdadeira batalha conseguir tir�-la da �gua.

Certo. 1, 2, 3...

Se conseguir repar�-la, posso progredir bastante neste rio.

Primeiro devo construiur novas barras de suporte para a canoa,

retomando sua forma e rigidez.

Agora tenho novas barras de suporte,

vou precisar de algo para reparar este buraco.

Esta Picea tem exatamente o que preciso.

Toda esta resina flui de onde a �rvore � atingida,

podemos imaginar estes galhos no inverno, cheios de neve.

Eles frequentemente racham e quebram,

ent�o a �rvore expele esta resina como forma de se reparar,

ela sela as rachaduras, exatamente o que quero fazer na minha canoa.

Vejam s�, tenho bastante aqui, agora � s� derreter.

Estou aquecendo a resina at� que ela derreta,

ent�o vou engross�-la para fazer uma pasta,

usando-a como um selante natural.

O que devemos fazer � pegar um pouco destas cinzas esbranqui�adas.

Isto ir� engross�-la.

Devemos deix�-la com a consist�ncia de uma pasta de amendoim.

Este velho assento de cadeira pode servir como...

Uma boa fibra para colocar por debaixo do selante.

Alinhe um aqui por cima.

Certo.

A resina derretida endurece por sobre a fibra,

criando um selante a prova de �gua.

Certo, vamos deixar isto assentar bem.

E fazer algo para servir como um remo.

Uma boa sobreviv�ncia consiste em combinar aquilo que achar

ao seu redor com aquilo que voc� j� tem.

Aqui est� a arma��o do remo.

Para finalizar, vou usar um saco de roupas da minha mochila para

envolver na arma��o e fazer a p� do remo.

Agora estamos prontos para ir.

Antes de ir eu vou colocar a minha mochila.

Ela flutua bem, vou coloc�-la na minha frente, em vez das costas.

Isto porque se eu acabar caindo, vou manter-me flutuando

com a cabe�a para fora da �gua, podendo seguir pela corredeira.

Estas canoas abertas canadenses j� s�o um desafio em �guas calmas.

Este ser� um verdadeiro teste para meu equil�brio e meus reflexos.

A velocidade da correnteza me impulsiona rapidamente.

Meu reparo parece estar aguentando, n�o h� �gua nenhuma entrando.

Mas h� um teste bastante dif�cil logo a minha frente.

A �gua est� se tornando mais dif�cil a cada momento,

estou lutando para manter a canoa virada para frente.

Se virar para os flancos, ir� tombar em um instante,

jogando-me neste rio congelante.

Eventualmente, assim que a corredeira fica mais forte,

acontece o inevit�vel.

Nestas �guas congelantes eu s� tenho alguns minutos antes

de desenvolver hipotermia.

Sem a minha canoa, fico bastante vulner�vel, � merc� do rio.

Tenho que sair!

Frio! Que �gua gelada!

Consegui progredir com a canoa o m�ximo que pude,

mas n�o havia maneira dela n�o virar.

Agora ela j� era.

Consegui sair do rio, mas a seguir eu me dirigo

para dentro das entranhas da Terra.

Min�rios, isto � o porqu� dos mineiradores virem aqui,

Ou seja, ouro.

Estou no extremo noroeste do Canad�, seguindo os passos

dos pioneiros da Corrida pelo Ouro.

Assim como eles, escalei montanhas e batalhei em corredeiras perigosas.

Agora estou para adentrar uma mina de ouro abandonada.

Olhem s� este lugar, foi completamente devastado.

Parece que o telhado inteiro desabou.

Temos que lembrar que este lugar, no inverno,

recebe cerca de 3 m de neve, e este peso trouxe tudo abaixo.

As temperaturas chegam a baixar dos -45� C,

fazendo deste um dos lugares mais frios no Canad�.

Qualquer estrutura, cedo ou tarde,sucumbe perante

as intemp�ries do inverno canadense.

Quero descer at� o local de explora��o das minas

para ver se algo de �til foi deixado para tr�s.

Est�o vendo isto?

Este t�nel percorre at� o outro lado da montanha.

Certo, vamos averiguar. Vou precisar de uma esp�cie de tocha.

Velhas minas s�o lugares perigosos, portanto n�o vou descer l� sem algo

para iluminar meu caminho e qualquer

outra coisa que possa achar para me ajudar.

Isto aqui eu posso utilizar.

Afaste-se um pouco.

Vejam isso. Sacos de juta.

O bom disto aqui � que durante sua produ��o

estes sacos s�o revestidos com uma esp�cie de �leo

evitando com que os insetos se alimentem dos sacos.

Isto vai queimar bem.

Este saco de juta seria �til para carregar comida, como caf� e feij�o,

Mas posso us�-lo para fazer uma tocha.

Corretamente amarrado ao redor de gravetos,

ir� queimar mais forte e por mais tempo.

Agora vamos ver o que podemos encontrar.

� um lugar escuro e assustador aqui em baixo.

Mas espero encontrar mais ferramentas

que possam me ajudar a sobreviver.

Vejam.

Min�rios.

Isto � o porque dos mineiradores virem at� aqui.

� ouro.

Os mineiradores arriscavam suas vidas entrando nos confins da Terra.

Em busca de riqueza.

Parece ser a entrada principal por aqui.

Vejam, temos os trilhos aqui no ch�o.

Est� frio aqui dentro.

� bom deixarmos algo indicando o caminho que estamos seguindo,

vou fazer uma simples seta indicativa aqui.

Todos este t�nes s�o parecidos.

� vital marcar as jun��es para achar o caminho de volta caso precise.

Certo. Vamos por este caminho.

Olhem estes suportes de madeira aqui.

Certo, n�o vamos querer nos apoiar neles,

n�o sabemos o qu�o apodrecidos est�o.

Al�m do mais, basicamente o que est� suportando � a montanha.

Espere a�, h� um buraco aqui.

As minas de ouro geralmente possuem v�rios n�veis,

com acessos que podem lev�-lo mais adiante pela montanha.

E isto pode lev�-lo a uma trilha ou a uma rodovia acess�ria.

Passe-me a tocha.

Vejam, aqui h� uma esp�cie de plat�,

mas h� um caminho direto para baixo,

at� outro buraco, est�o vendo isso?

Vou largar a tocha para que vejam.

Quanto mais ao fundo eu vou, mais nervoso eu fico.

Pode-se quase sentir o peso da montanha por sobre sua cabe�a.

Neste n�vel mais baixo, o labirinto continua.

H� um outro t�nel aqui embaixo.

Mas agora, ainda mais ao fundo da mina, h� um novo perigo.

N�o h� muito oxig�nio aqui, temos que voltar.

Aventurei-me nas profundezas de uma mina de ouro.

Agora, a centenas de metros subterr�neos, procuro uma sa�da.

Tudo isto no ch�o � gelo.

Tomem cuidado, � bem escorregadio.

A presen�a de gelo � um bom sinal, a temperatura permanece constante,

acima do ponto de congelamento a n�o ser que o ar seja soprado de fora.

Ent�o isto pode ser um indicativo de uma sa�da,

mas eu tenho um problema.

N�o apague, n�o, continue!

Minha tocha est� queimando h� muito tempo e est� para apagar.

� �gua, vejam.

N�o � bom sinal.

Deve indicar que algum t�nel inferior est� inundado.

� bem fundo.

Estou procurando por uma sa�da neste n�vel, n�o h� tempo a perder.

Manterei queimando com o oxig�nio. Veja, est� quase se apagando.

Se o oxig�nio do ambiente cair para em torno de 16%,

a tocha se apagar�.

E, se cair ainda mais, ser� dif�cil para respirar.

N�o apague, n�o.

Apagou. E agora estou na escurid�o.

Pode ligar a vis�o noturna na c�mera?

Usando o infravermelho, a c�mera pode me ver.

Mas, com a tocha apagada, posso escorregar neste ch�o trai�oeiro,

estou completamente cego.

N�o � a hora para entrar em p�nico,

seria f�cil trope�ar aqui e quebrar um tornozelo.

Ou pior, cair em um buraco.

Ali, vejam s�, podemos ver uma luz adiante.

Est�o vendo isto? L� adiante no t�nel.

Aquele ser� o caminho de sa�da.

Finalmente posso ver a luz do dia.

Sinto o ar fresco soprando no meu rosto.

Nunca fiquei t�o grato por sentir o sol no meu rosto.

Segui os passos dos pioneiros da Corrida pelo Ouro,

atravessei montanhas, corredeiras de �guas turbulentas,

e agora cruzei o labirinto de uma mina de ouro.

Posso n�o ter achado ouro,

mas atravessei uns dos terrenos mais dr�sticos do planeta.

Passei por desafios mortais, aprendi a respeitar esta terra inspiradora.

Se voc� vive em um lugar t�o remoto quanto este,

� assim que voc� se desloca.

E � desta forma que vou sair daqui.

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