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Bear Grylls e equipe recebem ajuda quando h� risco de vida,
como exigido pelas regras de seguran�a.
Situa��es s�o criadas para que Bear,
mostre t�cnicas de sobreviv�ncia.
Sempre procure ajuda profissional.
Sou Bear Grylls.
Vou lhes mostrar como sair vivo dos lugares mais perigosos da terra.
Vou passar por uma semana de desafios em lugares
onde voc� n�o duraria um dia sem os conhecimentos
corretos de sobreviv�ncia.
Desta vez estarei no territ�rio da "corrida-do-ouro",
no extremo noroeste do Canad�.
Onde estarei batalhando entre geleiras trai�oeiras.
"Este n�o � um bom lugar!"
Aventurando-me em r�pidas corredeiras.
Que frio!
E me aventurando nas profundezas da Terra.
N�o h� muito oxig�nio aqui embaixo.
Este poder� ser meu maior desafio at� hoje.
Estou sobrevoando a regi�o Yukon, ao noroeste do Canad�.
� um dos lugares mais remotos na Am�rica do Norte.
As temperaturas no inverno chegam a -45� C.
E a luz solar, no ver�o, permanece por 24h di�rias.
Aqui est� a maior calota de gelo n�o-polar do planeta.
Este lugar abriga as maiores montanhas em todo o Canad�,
l� embaixo h� geleiras trai�oeiras, corredeiras de �guas turbulentas,
e milhares de quil�metros quadrados de pura vida selvagem.
� no come�o do ver�o no Yukon, as temperatuas variam drasticamente.
E, � claro, os ursos est�o acordando de sua hiberna��o.
Esta aventura n�o ser� um piquenique.
Estamos, agora, na altitude m�xima para um helic�ptero.
O ar � t�o rarefeito que, uma vez autorizado pelo piloto,
eu me mando daqui!
Vou cair de p�ra-quedas a uma altura de 3mil metros
com equipamentos m�nimos.
Minha equipe de filmagem vir� comigo.
Estou descendo em dire��o � Terra em velocidade terminal.
Mais de 180km/h.
H� montanhas gigantescas por todo redor,
elas s�o muito perigosas para se aterrisar,
por isso estou procurando por um plat�.
Est� frio!
H� muita neve e gelo por a� nas montanhas
Vou querer tirar algumas coisas deste para-quedas.
Coisas como estas cordas, que me ser�o �teis.
Cordas de p�ra-quedas s�o fortes o bastante para suportar meu peso.
Podendo, potencialmente, salvar vidas nas montanhas.
Posso usar, tamb�m, o material do "Drogue".
Certo, agora come�a...
Meu primeiro desafio � este muro de altas montanhas,
elas guardam a entrada mais ao sul do Yukon.
H� um s�culo, dez mil exploradores tentaram atravessar ao leste daqui,
dando in�cio a uma jornada de 7,5 mil km at� o Klondike.
Ao longo do caminho, sofreram exaust�o, fome, ensola��o
e ataques de ursos. Sessenta e tr�s morreram em uma �nica avalanche.
Olhem s� esta neve, chega at� os joelhos.
N�o queremos permanecer aqui por muito tempo,
toda esta encosta est� ardendo debaixo do sol.
O que tornar� mais perigoso. Vamos continuar.
No lado sul da encosta o risco de avalanche � alto.
Dar a volta nele n�o ir� me tirar da zona de perigo.
Quero sair daqui o mais r�pido poss�vel,
e existe uma rota mais r�pida por baixo.
� bastante escorregadio por aqui. Mas acredito que posso deslizar
usando a t�cnica "Glacading" para descer esta encosta.
O perigo desta t�cnica � perder o rumo, voc� tem que poder enxergar.
caso contr�rio ser� arremessado da beira de um desfiladeiro.
Algo que quero tentar � usar este p�ra-quedas "Drogue"
do meu p�ra-quedas de skydiving. Vou tentar us�-lo como um freio-de-ar.
Isto � algo que nunca fiz antes. Mas n�o h� raz�o para n�o funcionar.
Funciona nas espa�onaves!
Vamos tentar.
Certo, vamos l�.
Estou pegando velocidade nesta neve,
se tentar firmar meu p� a esta velocidade,
meu tornozelo vai quebrar como um graveto.
Bem, o "Drogue" me desacelerou de maneira correta.
Mas ainda assim foi uma descida bem r�pida.
Consegui sair daquela perigosa encosta de neve,
mas nesta latitude, 59� NORTE, a paisagem � repleta de terrenos
congelados e geleiras, bloqueando o caminho por onde quer que v�.
Cara, olha s� este lugar. Extraordinariamente lindo!
Mas �, tamb�m, o lugar mais remoto e selvagem que ir� encontrar.
Olhem para isto.
Esta � a maior calota de gelo n�o-polar do planeta.
Olhando para este lugar realmente se v� a sua imensid�o,
mas, tamb�m, bem intimidante, entende?
Posso dizer daqui que l� embaixo ser� um trabalho �rduo.
Certo.
As geleiras aumentam at� 30 cm/dia.
Esta press�o em milh�es de toneladas de gelo, cria fendas e rachaduras
que est�o em constante transforma��o.
� com este tipo de coisa que deve-se tomar cuidado nas geleiras,
� onde est� a neve, quando se est� no gelo, geralmente o terreno �
bem s�lido, mas isto � neve, que cobre as rachaduras com apenas
cent�metros na superf�cie, n�o se pode ter id�ia do que h� debaixo.
Estas rachaduras podem ter centenas de metros de profundidade,
suas finas paredes de gelo imposs�veis de escalar.
Vejam s� o que eu estava dizendo, aqui est� a camada estreita de neve,
voc� imagina que isto aqui � seguro para se ficar em p�,
e acaba caindo direto l� embaixo.
E ao contr�rio do que pensam as rachaduras mais estreitas
s�o mais perigosas que as largas.
Voc� cai nelas, acaba ficando preso, afundando e sendo espremido.
Por esta motivo estas rachaduras s�o chamadas de "espremedoras"
Uma equipe de socorro teria que usar brocas pneum�ticas para retir�-lo.
Mover-se ao longo das geleiras � algo recheado de perigos,
as fendas e o gelo crescem constantemente
e achar uma rota para sair daqui ser� dif�cil.
Vejam s� porque a progress�o nas geleiras � dif�cil,
estas rachaduras est�o come�ando a se alargar bastante aqui.
Tentar progredir por estes montes em sapatos de borracha seria letal.
Mas acredito que se conseguir arranjar uma maneira segura
posso at� conseguir descer em uma destas galerias.
Vamos tentar.
Assim que chego ao cora��o da geleira, a �nica maneira de
atravessar � arriscando uma queda aterrorizante.
A parte que me preocupa � ali adiante.
Estou no noroeste canadense, procurando sair de uma geleira.
N�o h� nada por aqui onde eu possa amarrar uma corda, por isso
estou construindo uma esp�cie de atracadouro escavando o gelo.
Devo cavar ao menos com 20 cm de profundidade
para que este gelo aguente o peso da maneira correta.
Posso usar esta fita preta do p�ra-quedas de frenagem,
colocando ao redor do atracadouro de gelo.
Certo, agora colocamos cinco tiras da corda do p�ra-quedas juntas.
As cinco juntas aguentam bem mais do que o peso de um homem.
Ent�o devem servir para mim.
Ent�o usamos a t�cnica cl�ssica de rapel.
Passe por entre suas pernas, por sobre os ombros.
E estamos prontos para a viagem.
Vamos torcer para que isto aguente.
Parece bom. Certo.
� incrivelmente apertado aqui embaixo,
mas j� estou comprometido a esta altura, e completamente sozinho.
Pode-se ouvir o barulho do gelo que est� caindo desaparecer.
Estas coisas ali embaixo criam esp�cies de pontes s�lidas.
Este gelo aqui � completamente transparente.
� a camada de gelo mais antiga, o Gelo Azul.
Este realmente � o cora��o da geleira.
� um lugar bem assustador para se ficar.
Vou prosseguir por esta passagem aqui.
Vamos esperar que n�o haja buracos por ali.
A parte que me preocupa � ali adiante.
Est�o vendo todos aqueles pequenos cubos de gelo desaparecendo?
Est�o caindo em um dos diversos t�neis de �gua subglaciais.
Se por acaso cair em algum destes, jamais conseguiria sair.
Mas n�o h� outra maneira de sair desta pris�o de gelo,
devo escalar por sobre o t�nel.
Estou nervoso, e isto tomar� todas as minhas for�as.
Este � o abismo no qual n�o quero cair.
Veja s� como este gelo azul � escorregadio.
Vou tentar me apoiar aqui e elevar as minhas pernas at� ali em cima.
Certo. Um, dois, tr�s.
� por ali que deverei sair.
Aquilo me parece ser muito, muito apertado.
Vou tentar me esgueirar at� l� em cima,
mas n�o sei ao certo se conseguirei passar
por aquela passagem esguia e escapar desta masmorra de gelo.
Certo.
Consegui passagem por cerca de 2 cm.
Estou realmente conseguindo progredir por aqui.
Vamos sair logo daqui.
Certo, sa� daquele buraco.
E � isto que me espera logo � frente.
Olhem s� que vista.
O t�nel me levou at� o p� da geleira e � minha frente
posso ver que o leito de �guas da geleira leva at� um lago.
Meu pr�ximo desafio � arranjar comida.
Ali est� ele, logo aqui debaixo!
Estou no noroeste canadense, agora abaixo da Linha das �rvores,
s�o 15 graus a mais de temperatura aqui e � hora achar comida.
Vejam esta represa aqui, foi constru�da por castores.
Vejam as marcas dos dentes aqui.
Estas coisas chegam a ser imensas, a maior que j� vi
chegava a mais de 500m, tudo constru�do por castores.
Os castores abandonaram esta represa,
e talvez possa us�-la para prender algo.
H� um belo canal natural de �guas por aqui,
posso usar isto e a represa dos castores para pegar uns peixes.
Inspirado pelos castores, vou extender a represa e criar
uma armadilha para peixes improvisada.
Vou construi-la com a forma de um funil,
para que me seja f�cil afunilar os peixes para dentro
e uma vez que estejam aqui, ser� dif�cil acharem o caminho de volta.
Deve haver Esox, T�malos e Trutas neste lago, espero poder
afugentar alguns deles at� a minha armadilha
e ent�o fechar a entrada.
Parece estar funcionando. V�rias r�moras j� adentraram.
N�o s�o nada monstruosas, mas h� um bom n�mero delas.
Vejam, h� ao menos 5 ou 6 ali agora.
Agora o que vou fazer � peg�-las.
Ali est�, logo aqui debaixo.
� um m�todo simples, mas eficaz.
Bater forte na �gua cria ondas de choque,
que acabam por atordoar os peixes.
Peguei um. Um pequeno t�malo.
Esperava um pouco mais do que isto, mas servir� de jantar.
Mas antes que possa comer, devo achar um lugar para acampar.
H� um belo tronco de �rvore ca�do aqui,
n�o � um mau lugar para se tentar construiur um abrigo.
E, sempre que poss�vel, use o que a natureza lhe d�.
E a vantagem de construiur uma casa na �rvore � que, sendo suspensa,
estar� a salvo de ursos.
A 3 m de altura ser� muito mais dif�cil de ser pego.
E tudo que preciso est� bem aqui.
Primeiro, os troncos transversais.
Isto seria dif�cil com uma pequena faca.
quebrar grandes peda�os de madeira como este,
coloque-o entre duas �rvores e empurre.
De forma a quebr�-lo facilmente.
As melhores amarras que posso usar s�o estas ra�zes de con�feras,
o bom disto aqui � que s�o finas e podem chegar a 7 m de comprimento.
Aqui vamos n�s.
As ra�zes das con�feras Piceas tem um di�metro pequeno,
mas, como as cordas, s�o flex�veis, tem bastante for�a e durabilidade.
E se parti-las...
Ter� o dobro de amarras.
Al�m de facilitar-lhe muito quando for amarrar.
Isto vai me ajudar com a minha primeira tarefa.
Construiur uma escada para poder subir at� meu abrigo.
Agora que j� tenho uma escada, Come�arei a posicionar alguns
destes troncos para a plataforma.
A madeira da Picea � retil�nea e forte,
perfeita para a plataforma de uma cama.
Agora o que devo fazer � amarrar alguns troncos na transversal aqui,
esta ser� minha plataforma para dormir.
Vou fazer com uma largura de 1 m, para que n�o caia durante a noite.
Posso usar os galhos mais leves para acolchoar.
O importante ao se colocar estes galhos de Picea
� posicion�-los em apenas uma dire��o
como se estivesse construindo um telhado.
desta forma ficar� mais confort�vel e voc� n�o ficar� sendo incomodado
pelos gravetos pontiagudos, lhe espetando.
Mas isto aqui ficou muito bom e bem confort�vel.
E tamb�m ir� me isolar muito bem.
Com minha cama constru�da, � hora de comer.
Mas com a proximidade de ursos famintos, n�o vou arriscar.
O que tem que fazer quando se est� conzinhando.
� faz�-lo ao menos a 100 metros do acampamento.
Uma vez um amigo saiu para ca�ar alces e n�o fez isso,
acabou comendo sua janta ao lado de sua tenda,
e no meio da noite um urso negro se aproximou.
Ele tentou asust�-lo, apontando uma tocha para o seu rosto,
mas o urso atacou a tocha.
Eles s� sobreviveram porque um outro homem conseguiu atirar
no urso literalmente quando ele estava entrando em uma das tendas.
Veja s� estas marcas das garras dos ursos, at� aqui em cima.
O que acontece � que o urso chega.
E afia as suas garras, seguindo em frente.
Mas veja a altura que chega, deve chegar perto de uns 3 m l� em cima.
N�o � t�o distante de onde est� meu acampamento.
Antes de subir em minha cama, h� uma �ltima precau��o que vou tomar.
A �ltima coisa que devo fazer antes de me recostar para a noite,
� desfazer a minha escada, caso contr�rio, se um urso quiser
me tirar dali de cima, ir� conseguir.
Portanto, n�o vamos facilitar o trabalho dele.
Certo, vou tentar dormir um pouco.
Mas nesta latitude, com o sol do ver�o sempre a pino,
isto n�o ser� f�cil.
S�o quase 23:30 e este � todo o breu que se consegue neste norte extremo.
Eles chamam este lugar de "A terra do sol da meia noite".
Posso ver muito bem o porqu�.
Dificulta muito tentar adormecer.
Parece que estamos em plena luz do dia.
No meu pr�ximo desafio, tento progredir atrav�s de um rio,
e acabo me deparando com �guas bastante turbulentas.
Estou no territ�rio da corrida pelo ouro,
no extremo noroeste do Canad�, tentando progredir em um terreno
florestal bastante �rduo.
Vejam s� isso.
Achar este rio � uma boa novidade.
Em um lugar como este, onde h� t�o poucas rodovias, estes rios
s�o as verdadeiras rodovias que atravessam a vida selvagem.
Mas estamos bem no alto aqui, e tudo aqui parece ser bastante macio.
Vamos dar uma olhada.
Sim, � uma esp�cie de areia macia, mas para descer, fa�a corretamente.
O terreno � mais solto do que imaginei,
rochas do tamanho da minha cabe�a voam ao meu redor,
tenho que mudar de dire��o para evitar ser acertado em cheio.
� dif�cil prever como ser� a descida l� do alto.
E esta sem d�vida foi muito mais perigosa do que eu imaginava.
Esta descida foi mais r�pida do que pensei
Aquela areia macia l� no alto, tornou-se em rochas e pedregulhos.
Fiquei imaginando "Meu Deus!". Algumas rochas passaram voando
ao lado de minha cabe�a.
Tentei sair do caminho desviando para o lado, mas no final das contas
acabei tendo sorte desta vez.
At� recentemente os rios eram a principal rota de transporte
nesta parte do Canad�. Os pioneiros na corrida pelo ouro
viajaram milhares de quil�metros em balsas artesanais
para chegar aos garimpos. Mas era perigoso.
Muitos perderam suas vidas nas corredeiras trai�oeiras.
Agora estes rios s�o pouco usados, mas as pessoas
ainda caem em encrencas.
No outro lado do rio, uma canoa foi abandonada.
Posso us�-la para percorrer a corredeira,
mas primeiro preciso atravessar este rio.
� muito perigoso, anualmente v�rias pessoas morrem em rios como este.
Vejam s� a velocidade desta corredeira ali.
� uma for�a brutal vinda das �guas.
Vou precisar de algo para apoiar. Esta madeira viva dos choupos
� flex�vel n�o ir� quebrar sob press�o.
Para atravessar este rio devo ser muito cauteloso.
O terreno � deslizante e as rochas s�o escorregadias.
A for�a de um rio correndo perto de 15km/h � enorme.
E mesmo com a �gua ao n�vel dos meus joelhos,
o rio me derruba o tempo todo.
Estou na metade do caminho, mas est� ficando mais dif�cil,
mais r�pido e mais fundo.
Esta parte ser� a mais funda, eu presumo,
vejam s�, o leito principal de �gua est� correndo por aqui,
n�o � t�o largo, talvez uns 5 a 7 m. Mas � um peda�o dif�cil.
Certo.
A for�a do rio n�o me deixa de p�.
Estou lutando para n�o ser arrastado correnteza abaixo.
Nossa.
Como eu disse antes, mais forte do que se possa imaginar.
E esta foi somente uma pequena parte. De forma alguma poderia lutar
contra a correnteza, ela iria simplesmente me levar.
Certo, atravessamos, vamos checar aquela canoa.
Esta moderna canoa � dura o bastante para aguentar press�es enormes,
mas foi abatida pela for�a da �gua.
Est� quase totalmente avariada, h� ao menos um grande furo nela.
Vou retir�-la da �gua.
Troncos encalhados como este s�o perigosos.
As pessoas se afogam neles, aprisionados por sob �rvores
nas r�pidas corredeiras de �gua.
Est� completamente atracada aqui.
Nem sei se consigo tirar esta coisa pra fora.
Vamos l�, vamos l�.
A for�a da �gua faz a canoa parecer 10x mais pesada.
� uma verdadeira batalha conseguir tir�-la da �gua.
Certo. 1, 2, 3...
Se conseguir repar�-la, posso progredir bastante neste rio.
Primeiro devo construiur novas barras de suporte para a canoa,
retomando sua forma e rigidez.
Agora tenho novas barras de suporte,
vou precisar de algo para reparar este buraco.
Esta Picea tem exatamente o que preciso.
Toda esta resina flui de onde a �rvore � atingida,
podemos imaginar estes galhos no inverno, cheios de neve.
Eles frequentemente racham e quebram,
ent�o a �rvore expele esta resina como forma de se reparar,
ela sela as rachaduras, exatamente o que quero fazer na minha canoa.
Vejam s�, tenho bastante aqui, agora � s� derreter.
Estou aquecendo a resina at� que ela derreta,
ent�o vou engross�-la para fazer uma pasta,
usando-a como um selante natural.
O que devemos fazer � pegar um pouco destas cinzas esbranqui�adas.
Isto ir� engross�-la.
Devemos deix�-la com a consist�ncia de uma pasta de amendoim.
Este velho assento de cadeira pode servir como...
Uma boa fibra para colocar por debaixo do selante.
Alinhe um aqui por cima.
Certo.
A resina derretida endurece por sobre a fibra,
criando um selante a prova de �gua.
Certo, vamos deixar isto assentar bem.
E fazer algo para servir como um remo.
Uma boa sobreviv�ncia consiste em combinar aquilo que achar
ao seu redor com aquilo que voc� j� tem.
Aqui est� a arma��o do remo.
Para finalizar, vou usar um saco de roupas da minha mochila para
envolver na arma��o e fazer a p� do remo.
Agora estamos prontos para ir.
Antes de ir eu vou colocar a minha mochila.
Ela flutua bem, vou coloc�-la na minha frente, em vez das costas.
Isto porque se eu acabar caindo, vou manter-me flutuando
com a cabe�a para fora da �gua, podendo seguir pela corredeira.
Estas canoas abertas canadenses j� s�o um desafio em �guas calmas.
Este ser� um verdadeiro teste para meu equil�brio e meus reflexos.
A velocidade da correnteza me impulsiona rapidamente.
Meu reparo parece estar aguentando, n�o h� �gua nenhuma entrando.
Mas h� um teste bastante dif�cil logo a minha frente.
A �gua est� se tornando mais dif�cil a cada momento,
estou lutando para manter a canoa virada para frente.
Se virar para os flancos, ir� tombar em um instante,
jogando-me neste rio congelante.
Eventualmente, assim que a corredeira fica mais forte,
acontece o inevit�vel.
Nestas �guas congelantes eu s� tenho alguns minutos antes
de desenvolver hipotermia.
Sem a minha canoa, fico bastante vulner�vel, � merc� do rio.
Tenho que sair!
Frio! Que �gua gelada!
Consegui progredir com a canoa o m�ximo que pude,
mas n�o havia maneira dela n�o virar.
Agora ela j� era.
Consegui sair do rio, mas a seguir eu me dirigo
para dentro das entranhas da Terra.
Min�rios, isto � o porqu� dos mineiradores virem aqui,
Ou seja, ouro.
Estou no extremo noroeste do Canad�, seguindo os passos
dos pioneiros da Corrida pelo Ouro.
Assim como eles, escalei montanhas e batalhei em corredeiras perigosas.
Agora estou para adentrar uma mina de ouro abandonada.
Olhem s� este lugar, foi completamente devastado.
Parece que o telhado inteiro desabou.
Temos que lembrar que este lugar, no inverno,
recebe cerca de 3 m de neve, e este peso trouxe tudo abaixo.
As temperaturas chegam a baixar dos -45� C,
fazendo deste um dos lugares mais frios no Canad�.
Qualquer estrutura, cedo ou tarde,sucumbe perante
as intemp�ries do inverno canadense.
Quero descer at� o local de explora��o das minas
para ver se algo de �til foi deixado para tr�s.
Est�o vendo isto?
Este t�nel percorre at� o outro lado da montanha.
Certo, vamos averiguar. Vou precisar de uma esp�cie de tocha.
Velhas minas s�o lugares perigosos, portanto n�o vou descer l� sem algo
para iluminar meu caminho e qualquer
outra coisa que possa achar para me ajudar.
Isto aqui eu posso utilizar.
Afaste-se um pouco.
Vejam isso. Sacos de juta.
O bom disto aqui � que durante sua produ��o
estes sacos s�o revestidos com uma esp�cie de �leo
evitando com que os insetos se alimentem dos sacos.
Isto vai queimar bem.
Este saco de juta seria �til para carregar comida, como caf� e feij�o,
Mas posso us�-lo para fazer uma tocha.
Corretamente amarrado ao redor de gravetos,
ir� queimar mais forte e por mais tempo.
Agora vamos ver o que podemos encontrar.
� um lugar escuro e assustador aqui em baixo.
Mas espero encontrar mais ferramentas
que possam me ajudar a sobreviver.
Vejam.
Min�rios.
Isto � o porque dos mineiradores virem at� aqui.
� ouro.
Os mineiradores arriscavam suas vidas entrando nos confins da Terra.
Em busca de riqueza.
Parece ser a entrada principal por aqui.
Vejam, temos os trilhos aqui no ch�o.
Est� frio aqui dentro.
� bom deixarmos algo indicando o caminho que estamos seguindo,
vou fazer uma simples seta indicativa aqui.
Todos este t�nes s�o parecidos.
� vital marcar as jun��es para achar o caminho de volta caso precise.
Certo. Vamos por este caminho.
Olhem estes suportes de madeira aqui.
Certo, n�o vamos querer nos apoiar neles,
n�o sabemos o qu�o apodrecidos est�o.
Al�m do mais, basicamente o que est� suportando � a montanha.
Espere a�, h� um buraco aqui.
As minas de ouro geralmente possuem v�rios n�veis,
com acessos que podem lev�-lo mais adiante pela montanha.
E isto pode lev�-lo a uma trilha ou a uma rodovia acess�ria.
Passe-me a tocha.
Vejam, aqui h� uma esp�cie de plat�,
mas h� um caminho direto para baixo,
at� outro buraco, est�o vendo isso?
Vou largar a tocha para que vejam.
Quanto mais ao fundo eu vou, mais nervoso eu fico.
Pode-se quase sentir o peso da montanha por sobre sua cabe�a.
Neste n�vel mais baixo, o labirinto continua.
H� um outro t�nel aqui embaixo.
Mas agora, ainda mais ao fundo da mina, h� um novo perigo.
N�o h� muito oxig�nio aqui, temos que voltar.
Aventurei-me nas profundezas de uma mina de ouro.
Agora, a centenas de metros subterr�neos, procuro uma sa�da.
Tudo isto no ch�o � gelo.
Tomem cuidado, � bem escorregadio.
A presen�a de gelo � um bom sinal, a temperatura permanece constante,
acima do ponto de congelamento a n�o ser que o ar seja soprado de fora.
Ent�o isto pode ser um indicativo de uma sa�da,
mas eu tenho um problema.
N�o apague, n�o, continue!
Minha tocha est� queimando h� muito tempo e est� para apagar.
� �gua, vejam.
N�o � bom sinal.
Deve indicar que algum t�nel inferior est� inundado.
� bem fundo.
Estou procurando por uma sa�da neste n�vel, n�o h� tempo a perder.
Manterei queimando com o oxig�nio. Veja, est� quase se apagando.
Se o oxig�nio do ambiente cair para em torno de 16%,
a tocha se apagar�.
E, se cair ainda mais, ser� dif�cil para respirar.
N�o apague, n�o.
Apagou. E agora estou na escurid�o.
Pode ligar a vis�o noturna na c�mera?
Usando o infravermelho, a c�mera pode me ver.
Mas, com a tocha apagada, posso escorregar neste ch�o trai�oeiro,
estou completamente cego.
N�o � a hora para entrar em p�nico,
seria f�cil trope�ar aqui e quebrar um tornozelo.
Ou pior, cair em um buraco.
Ali, vejam s�, podemos ver uma luz adiante.
Est�o vendo isto? L� adiante no t�nel.
Aquele ser� o caminho de sa�da.
Finalmente posso ver a luz do dia.
Sinto o ar fresco soprando no meu rosto.
Nunca fiquei t�o grato por sentir o sol no meu rosto.
Segui os passos dos pioneiros da Corrida pelo Ouro,
atravessei montanhas, corredeiras de �guas turbulentas,
e agora cruzei o labirinto de uma mina de ouro.
Posso n�o ter achado ouro,
mas atravessei uns dos terrenos mais dr�sticos do planeta.
Passei por desafios mortais, aprendi a respeitar esta terra inspiradora.
Se voc� vive em um lugar t�o remoto quanto este,
� assim que voc� se desloca.
E � desta forma que vou sair daqui.
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