All language subtitles for The.Count.of.Monte.Cristo.1934.720p.BluRay.x264.[YTS.MX]-Brazilian-portuguese

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Original subtitles

"O Conde de Monte Cristo"

Legendas by LuFer

Napole�o construiu um imp�rio e o perdeu novamente.

Cansada de anos de guerra e revolu��o,

a Fran�a buscava a paz com seus vizinhos sob o reinado de Lu�s XVIII,

enquanto o "pequeno Cabo", exilado,

reinava somente sobre poucos metros quadrados de terra, Elba.

Mas a mem�ria de sua brilhante carreira

permanecia no cora��o do povo,

e seus leais seguidores conspiravam

ativamente para devolv�-lo ao poder.

Permita-me inform�-lo, senhor,

que o barco de nome Farrell atracou na ilha.

Entreguei a carta nas m�os do Capit�o Lecl�re.

Disseram que o rei est� preparado para a guerra.

Assim como o imperador.

Tome isto, capit�o.

N�o, chega de rem�dios.

Chegarei � terra como capit�o ou�.

comida de peixe

Senhor, sua febre�.

Sei que tenho febre. Chame Dant�s.

Ele j� vem, senhor.

Joguem o carregamento ao mar!

O carregamento vale mais de 12000 francos!

De que nos servir� se o barco afundar?

Se o capit�o estivesse comandando o barco ele n�o afundaria.

E enquanto eu estiver encarregado do carregamento�.

Fique fora disso.

O capit�o quer v�-lo. O doutor disse que ele est� muito mal.

Ele acha que vou morrer.

Pela primeira vez em 20 anos ele tem raz�o.

N�o, senhor.

O senhor n�o me deixaria no comando do barco sozinho com essa tempestade, n�o �?

Voc� sabe manejar o tim�o.

Assuma o comando.

Mas ele quer lan�ar ao mar todo o carregamento!

N�o pode haver dois capit�es num s� navio, Danglars.

Quero falar a s�s com Dant�s.

Vou lhe dar meu �ltimo comando como capit�o.

Entregue essa carta a um homem em Marselha.

Ele espera pelo capit�o do Farrell.

Mas que homem � esse? N�o tem nenhum endere�o.

Ele se identificar� por uma �nica palavra:

Elba.

Elba?

Parece chuva forte�. como est�o as coisas a� fora?

Um furac�o se aproxima, senhor.

MARSELHA

O magistrado do rei n�o est� t�o faminto essa manh�.

A guilhotina s� lhe enviar� 10 cabe�as para o caf� da manh�.

Essas pessoas n�o fizeram nada para serem decapitadas.

Nada exceto apoiar o imperador exilado. Eles eram seus protegidos.

Cuidado com a boca, se n�o quiser ter sua cabe�a na cesta tamb�m.

Por que essa algazarra toda?

O Farrell foi avistado. Est� entrando no porto agora.

Eu lhe disse que Deus apoia nossa causa!

Logo, cavalheiros, cada leal seguidor de Napole�o�.

poder� erguer a cabe�a novamente.

O senhor ir� pessoalmente ao barco contactar Lecl�re?

N�o. Os oficiais do rei estar�o perto do navio tamb�m.

N�o posso deixar que me vejam, n�o �?

N�o, devo permanecer escondido aqui at� anoitecer.

Pare aqui.

Voc� pode gostar de se misturar com essa gente, eu n�o.

Te esperarei no escrit�rio de Fernand.

Pode ir atr�s de seu marinheiro�.

mas sem meu consentimento.

Sim, m�e.

Rumo ao porto!

Licen�a.

Bom dia, Sr. Morrel.

Bom dia, senhorita de Rosa.

Imaginei que estaria aqui.

� Aquele � o Farrell, n�o? � Sim.

O que uma m�e pode fazer? Nada.

Voc� � um oficial.

Tem que dar fim a essa quest�o do marinheiro.

N�o pode recusar que o Farrell aporte aqui?

Mande-o para outro porto! Afunde-o, que seja.

Sou aduaneiro, n�o Regente do Mar.

N�o pode permitir o que est� acontecendo!

Uma dama namorando um marinheiro.

Ele � a obsess�o da garota.

Ela v� um her�i em Dant�s.

E o que ela v� no senhor? Um homem que a ama demasiadamente�.

e n�o faz nada a respeito.

A bandeira do Farrell est� a meio mastro.

Isso significa que Lecl�re est� morto.

Ele j� estava doente antes de partir.

J� temia que n�o fosse aguentar a viagem.

Mas e a carta?

Acordamos, antes de ele partir, que se algo lhe ocorresse�.

ele daria a carta a seu primeiro ajudante.

Seu nome � Dant�s.

Pouco importa seu nome. Vigie-o�.

e avise-me quando estiver num local seguro para nos encontrarmos.

Obrigado, Edmond�.

por trazer o barco de volta em seguran�a.

Queria que o capit�o n�o tivesse...

Ele morreu no mar. Um marinheiro n�o pede mais que isso.

Verdade, senhor.

- Atracou em Elba? - Sim, senhor.

- Havia uma carta? - O que o senhor sabe sobre isso?

O que voc� sabe sobre isso?

Nada, senhor. Exceto que o capit�o me pediu para entreg�-la a um homem.

Disse que ele se apresentaria a mim.

Fa�a com que ele te encontre, Edmond.

Marselha est� cheia de espi�es do rei.

Nada disso diz respeito a mim, senhor.

Estou apenas obedecendo as ordens do capit�o.

Quer subir ao barco comigo?

E deixar a dama mais bela de Marselha te esperando nas docas?

Nas docas!

Estarei aqui quando regressar, capit�o Dant�s.

- Capit�o? - Sim! Capit�o Dant�s!

De agora em diante � o comandante do Farrell.

Guarde esse entusiasmo para ela.

Sim, senhor.

- Temia que... - Que tinha te esquecido?

Sim. Voc� precisa me esquecer...

E se n�o conseguir?

Ent�o terei que fazer algo a respeito.

E o que vai fazer?

Bem...

Vou beij�-la novamente.

Quero que os interrompa. Abra�ando-se assim na frente de toda a cidade...

Bom dia, Mercedes.

Fernand!

Conhece o capit�o Dant�s. Senhor de Mondego.

Naturalmente!

Uma hora, Edmond.

Uma hora. Bom dia, senhor.

Sua m�e n�o consegue entender essa sua fascina��o.

Nunca.

- Mas eu compreendo. - Sabia que compreenderia.

At� certo ponto. Mas n�o para um casamento.

Por que n�o?

- Bem, ele n�o tem fam�lia... - Dar-lhe-ei uma.

Fernand, eu tenho sido avisada, escoltada, amea�ada de arruinar tudo.

N�o me importo com posi��o social, como dizem por a�.

S� h� duas coisas que realmente importam: um homem e uma mulher.

E Dant�s � seu homem?

- Sim. - N�o direi mais nenhuma palavra.

N�o teria dito nada se sua m�e n�o tivesse insistido.

Esquecerei tudo o que voc� disse.

Sei que vai. At� logo.

Nunca a perdoarei.

Bem, Fernand... espero que a tenha feito ver a luz.

- Ele foi bem claro. - Receio que...

Vamos te comprar uns sapatos de madeira, um balde de peixe, e ent�o estar� adequada.

Danglars, um de meus homens, me deu a informa��o.

Dant�s tem a carta consigo neste momento.

Sigam esse Edmond Dant�s. Vigiem-no.

Mas n�o o prendam...

at� que ele tenha entregue sua carta ao confederado, quem quer que seja.

Ent�o peguem ambos e tragam-nos aqui.

Sim, senhor.

Mondego, ao descobrir esse espi�o...

fez um grande servi�o ao rei.

E voc� tamb�m, de Viliforme.

E � Srta. de Rosa.

Qualquer amigo faria o mesmo para salv�-la...

de um casamento deplor�vel.

O que o traz aqui?

Procuro um tesouro. T�o valioso que n�o tem pre�o.

N�o t�o f�cil de ser conquistado, senhor pirata.

Primeiro deve fazer um pedido formal.

Pois o costume de meu pa�s � o mesmo dos outros.

� um pedido de casamento que quer?

Sim, e um formal.

Bem...

Eu, Edmond Dant�s...

pe�o-lhe...

Droga!

Medroso!

O pirata naufragou. N�o consigo fazer o pedido.

Encalhou no recife da formalidade.

Mas se voc� subir comigo...

- Subir? - Sim! N�o consigo pensar aqui embaixo.

E se eu recusar?

Pule do barco.

Olha, d� pra ver o mar daqui!

E as nuvens, como barcos prateados.

Os barcos que um dia Edmond Dant�s ter�.

Entrando no porto. Com o que no carregamento?

Oh... muitos sonhos... e sua proposta para Mercedes.

E a resposta dela.

Dant�s est� na cafeteria, recebendo um jantar em sua homenagem.

Bem... n�o podemos esperar mais. Fique aqui. Irei at� l�.

Est� mesmo se divertindo?

Claro! Adoro seus amigos. Eles n�o s� fingem estar alegres...

eles realmente est�o!

Venham c� dan�ar! Voc�s s�o as estrelas da festa!

Mais copos! Mais vinho!

Procuro o capit�o do Farrell. Ele est� aqui?

- Sim, senhor. - Trago-lhe um recado importante.

- N�o acho que posso perturb�-lo. - Acho que o senhor deve.

Escutem todos!

�s bodas de Edmond Dant�s, capit�o do Farrell...

e da Srta. Mercedes de Rosa.

Que mares calmos e ventos suaves...

levem seu barco em seguran�a a um porto de felicidade...

prosperidade e uma longa vida.

Brindarei � liberdade e igualdade.

- H� uma mensagem urgente para o Sr. - Para mim?

- Capit�o do Farrell? - Sim. Irei com o senhor.

Voltarei num instante.

Bem, conseguiu. Agora dan�as comigo...

o pretendente rejeitado que continua te desejando?

- Aqui est� o Capit�o, senhor. - Boa noite.

- � o Capit�o do Farrell? - Sim, senhor.

- Elba. - Estava esperando o senhor.

N�o, aqui n�o. Siga-me.

Obrigado.

- � s� isso. - Boa noite.

O senhor est� preso por ordem do Magistrado do Rei.

- O senhor de Villefort? - Sim, senhor.

- Muito bem. - Levem-no � Corte de Justi�a.

- Entregou a carta? - Sim.

Fico feliz que o tenha feito.

Capit�o Dant�s. Tenho ordem de prend�-lo.

Sob que acusa��o?

Suspeita de portar informa��o de traidores.

Que houve? Algum problema?

Nada. Devo ir � Corte... s� isso.

Para responder a umas perguntas sobre outra pessoa.

Irei com o senhor se quiser. Posso ser �til.

Por favor, Fernand. Eu tamb�m vou.

- � cadeia? N�o ir�... - Mas m�e...

Fiquem todos aqui e dancem. N�o � nada grave, voltaremos logo.

Que ideia desgra�ada. Que vergonha.

Se metendo nisso novamente? Pensei que estivesse em Paris.

E aqui voc� me encontra, em Marselha, como seu prisioneiro.

Impressionante!

- N�o vejo gra�a alguma. - Certamente que n�o.

Com licen�a, sou da moda antiga. Um pai n�o deve ficar de p� frente ao filho.

Se o rei souber que um dos conspiradores contra ele � meu pai...

Meu filho perderia seu cargo

Por essa raz�o deve me proteger.

O protegerei... e a mim mesmo tamb�m.

Deportarei o senhor esta mesma noite, num barco escoltado.

Se planejas deportar todo cidad�o franc�s...

que simpatiza com Napole�o...

n�o restar� ningu�m na Fran�a.

Quantas mensagens esse Dant�s lhe trouxe?

Nenhuma. Lecl�re era meu homem e est� morto.

- Dant�s n�o sabe nada do assunto. - N�o acredito nisso.

Espero que me agrade�a por salvar sua vida.

Entendo. Talvez eu possa lhe devolver o favor algum dia.

N�o hesitarei em pedir-lhe.

- Leve o prisioneiro. - Sim, senhor.

Boa noite, meu... meu nobre magistrado.

Chega disso! Vamos! Vamos!

Obrigado por interromper a festa t�o cedo.

Tragam o capit�o Dant�s! S� ele!

Capit�o Dant�s.

- Edmond Dant�s, capit�o do Farrell? - Sim, senhor.

Como � amigo do Sr. Mondego, farei o que puder pelo senhor.

Obrigado, senhor.

O senhor se considera um s�dito leal de Vossa Majestade, o Rei?

Sim, senhor.

Mesmo assim, foi pego portando uma mensagem planeando...

uma conspira��o contra Seu soberano.

S� obedeci ordens de meu capit�o. N�o sabia nada do conte�do da carta.

- A quem entregou a carta? - N�o sei seu nome, senhor.

- J� o havia visto antes? - Nunca.

Poderia dar uma descri��o precisa desse homem?

- Claro que sim. Tem sua estatura... - Basta.

O identificaremos outro dia.

- Por que atracaram em Elba? - Ordens do capit�o.

- Onde ele est�? - Morto.

Morto?

E quem testemunhar� sua inoc�ncia?

Qualquer membro da tripula��o...

- Poderia ser o Sr. Danglars? - Certamente.

- Traga o Sr. Danglars. - Sim, senhor.

Me coloca numa situa��o delicada. Nunca pensei que...

N�o responsabilizo o senhor, Sr. Mondego.

Danglars, quem lhe deu ordem para atracar em Elba?

Foi o primeiro ajudante, o Sr. Dant�s, senhor.

Descreva o que houve.

Ficamos o dia inteiro na ilha, senhor.

Um oficial se aproximou num pequeno bote...

e entregou a carta ao Sr. Dant�s.

N�o, est� enganado, Danglars. Ele entrou na cabine do capit�o. Eu fiquei no conv�s.

Eu vi o que aconteceu.

Um dos senhores est� obviamente mentindo.

- N�o tenho nada a esconder. - Eu tampouco.

O Sr. Danglars esteve em meu escrit�rio muitas vezes.

Tenho-o como um homem extremamente sincero e honesto.

J� vejo o que se passa.

Danglars o contou sobre Elba e a carta porque ele queria ser o capit�o.

E o senhor me acusa por causa... por causa de Mercedes.

Voc�s vieram aqui como meus amigos.

O Sr. Morrel est� a� fora. Ele lhe dir�...

J� basta. Levem este prisioneiro ao Ch�teau d'If.

Sim, senhor.

Por que ao Ch�teau d'If? Por que n�o fico aqui at� meu julgamento?

Seu julgamento? Ah, sim...

� s� uma quest�o de horas para traz�-lo de volta ao porto.

- Posso ver minha noiva? - N�o.

Me daria alguns minutos com o Sr. Morrel?

N�o, ele tamb�m � suspeito.

Vai precisar de mim novamente, senhor?

- N�o. - E para o julgamento?

Ele j� teve seu julgamento.

- Quem �? - Trazemos um prisioneiro, senhor.

- Comum ou pol�tico? - Pol�tico, senhor.

- Ponha-o na cela, o verei pela manh�. - Essa nota � importante, senhor.

Governador do Ch�teau d'If: Mantenha Edmond Dant�s preso por tempo indeterminado...

e n�o permita que se comunique com ningu�m. De Villefort, Magistrado.

Eu gostaria de escrever uma mensagem.

Certamente.

Agora vejamos. 34 e 35, ocupadas. A 27 est� vazia.

A 27. Um apartamento espl�ndido.

Obrigado. Poderia entregar isto ao Sr. Morrel em Marselha amanh�?

Sim, sim, claro.

- Ele trar� meu advogado aqui de manh�. - Claro.

A 27, Marcel. Boa noite.

Fale comigo, o que for! S� uma palavra!

- Deus o aben�oe. - N�o fale com os presos!

Essa n�o � a cela certa.

N�o sabe ler? Essa n�o � a 27, � a 37.

Seu advogado vir� pela manh�.

E-L-B-A

Napole�o escapou de Elba.

N-A-P-O-L...

Cavalheiros, o Rei.

O senhor de Villefort, agente leal de Sua Majestade em Marselha.

Boa noite. Diga qual � seu assunto urgente.

Senhor. Tive a felicidade de prender um espi�o portando esta carta...

que diz que Napole�o sair� de Elba em dire��o � Fran�a...

em 26 de Fevereiro.

E hoje � primeiro de Mar�o. A essa altura j� teria me enterrado.

Aprecio seus esfor�os, Sr. de Villefort, mas tenho milhares de agentes no Sul.

Algum deles j� teria me informado se isso fosse verdade.

Sua Majestade!

Fale.

- Napole�o desembarcou na Fran�a. - Imposs�vel.

A not�cia acaba de chegar por telegrama.

Foi recebido de bra�os abertos.

Desembarcou na Fran�a! E nenhum de nossos agentes nos avisa!

Idiotas! S�o todos uns idiotas!

Todos exceto um... meu amigo de Villefort.

Convoquem o Ministro da Guerra!

De Villefort, mesmo nos momentos de crise, o rei n�o se esquece.

Tome. Receba isto como prova de minha gratid�o.

Onde est� o Ministro da Guerra?

Temos tr�s presos em nossos calabou�os.

A causa de suas pris�es j� est�o esquecidas h� muito.

S� seus nomes aparecem nos registros.

Edmond Dant�s est�, a partir de agora, considerado "morto".

Como o n�mero 27, n�o trar� mais problema.

Tome.

Ent�o Dant�s est� morto. Ou estou perguntando demais?

Morreu a tempo. Morrel est� em Paris em audi�ncia com Bonaparte...

e Bonaparte age r�pido.

N�o levaria muito tempo para me tirar no cargo.

Este ser� meu �ltimo e mais importante ato oficial.

Os prisioneiros pol�ticos ser�o liberados...

e Dant�s, com apoio de Morrel...

finalmente poder� sair livre do Ch�teau d'If.

Entre.

Oh, Fernand. Recebi uma carta do Sr. Morrel.

Ele arranjou uma audi�ncia com o imperador...

e prometeu que Edmond ser� libertado dentro de uma semana.

- Receio que seja tarde demais. - Tarde demais?

- Ele n�o est�...? - Foi morto numa tentativa de fuga.

Ele n�o faria isso. O escrevi todo dia dizendo que o salvar�amos.

CERTID�O DE �BITO

Ent�o leve-me ao seu t�mulo.

O mar � o cemit�rio do Ch�teau d'If.

Bom dia.

O dia est� bonito?

Ou est� tempestuoso?

Pode perguntar ao governador se ele poderia me ver?

� sobre meu advogado, meu julgamento.

�timo conversar com voc�s. Por que n�o falam comigo?

Insultem-me! Digam algo! Qualquer coisa!

Solte-me!

S� queria me certificar de que sabem falar!

Digam ao governador que n�o quero sua comida nojenta.

Ouviram?

De agora em diante, dar-lhe-emos comida atrav�s da porta.

Ent�o n�o gosta de nossa comida, �?

Em pouco tempo estar� implorando por ela.

S� n�o te matamos porque o Governador...

nos paga 2 s�is por dia por cada preso vivo. Vamos!

N�o est� morto.

A derrota de Napole�o encerrou qualquer esperan�a de liberta��o para Dant�s.

Os anos se passaram, e ele viveu preso, esquecido por todos exceto por Mercedes.

Sr. Mondego.

Deixo Mercedes sob seus cuidados, porque sempre a amou.

E sempre a amarei.

M�e!

N�o... Ainda n�o morrerei, Mercedes...

N�o at� que prometa casar-se com Fernand.

Fernand Marie-Antoine de Mondego.

Aceita esta mulher como sua leg�tima esposa?

Sim.

Mercedes Dumont Melanie de Rosa,

Aceita este homem como seu leg�timo esposo?

Sim.

Mercedes.

Mercedes.

Mercedes...?

Gra�as a Deus � um prisioneiro tamb�m.

Pensei que poderia ser um guarda me enganando...

encorajando-me a aparecer e me entregar.

Entende o que estou falando? Pode falar?

N�o... estou muito... muito...

Sentir a quentura de uma m�o humana...

N�o tinha imaginado que havia uma cela embaixo da minha.

Cavei 90 metros de rocha s�lida durante seis anos...

esperando chegar ao muro exterior e escapar.

Agora me vejo preso numa outra cela.

Seis anos! Lamento.

- Sou o abade Faria. - Eu era Edmond Dant�s.

H� quanto tempo est� aqui?

N�o sei. Desde 28 de Fevereiro de 1815. Isso foi h� quanto tempo?

Oito anos! Estamos em 7 de Junho de 1823.

S� 8 anos! Ainda sou jovem.

Engra�ado...

Tenho 68 anos. Estou preso h� 20.

Entre, eu o ajudo. Vamos conversar.

N�o, n�o. A entrada � muito estreita para meus ombros.

Trabalharei a noite toda para alarg�-la.

Os guardas devem pensar que as almofadas na cama s�o voc� dormindo.

- Consegue enxergar? - Perfeitamente.

Tenho olhos de coruja. A compensa��o da natureza...

aos destinados a viver sempre na escurid�o.

Agora podemos nos levantar.

V� essa pedra?

Funciona com o mesmo princ�pio de engenharia...

usado na constru��o das pir�mides.

Bem parecido, n�o?

Deixe-me pegar uma vela. Quero que veja meu trabalho.

- Uma vela? - Feita com gordura da carne que nos servem.

- E f�sforos. - F�sforos?

Feitos com peda�os de uma vassoura de l�...

e enxofre que me deram quando reclamei de uma infec��o na pele.

V� isso? Fiz com peda�os de cobertor.

Penas, feitas com espinha de peixe...

tinta feita de uma mistura com vinagre.

Faca e tesoura que fiz com peda�os de um caldeir�o que consegui esconder.

E Edmond...

acaso eu estaria me gabando se eu, graduado em cinco universidades...

consegui enganar meus carcereiros...

que t�m a mente de meninos de 6 anos?

Chamam-me de um padre velho, louco e inofensivo.

E os encorajo a pensar isso...

pois assim me garantem alguns benef�cios...

como peda�os de carv�o e argila, com os quais escrevi nas paredes...

as cren�as e as f�rmulas nas quais o conhecimento humano est� baseado.

Este � meu cron�metro, com o qual calculo o tempo.

Meu calend�rio.

Minha f�.

Todas as cita��es, como voc� v�, escritas em suas l�nguas originais.

Grego, Hebreu, Latim, S�nscrito...

Franc�s, Italiano, Ingl�s, Alem�o e �rabe.

N�o espero que voc� entenda muito disso agora...

mas com vontade e paci�ncia, dominar� todo esse conhecimento.

E o chamam de louco!

Chamam-me de louco porque digo a verdade.

Porque diversas vezes lhes ofereci 6 milh�es de francos para me libertarem.

- Seis milh�es de francos!? - Viu...

Acha que sou louco tamb�m. Mas n�o o culpo.

Mas todos ouviram falar da fortuna da fam�lia Spada.

Sim, desde crian�a ou�o falar disso. Um tesouro escondido, n�o?

Sim, da Roma Antiga.

Durante 20 anos fui bibliotec�rio e tutor do duque Spada.

Ele n�o tinha filhos, e me fez seu �nico herdeiro.

Planejo us�-lo pelo bem da humanidade.

Isso enfureceu os inimigos do Duque...

que queriam se aproveitar de sua morte...

para pegar a fortuna para si pr�prios.

Primeiro eles me submeteram a tortura e depois me puseram na pris�o...

para que eu lhes revelasse o local onde o tesouro estava escondido...

local que apenas eu sei.

Juntos podemos cavar at� a liberdade...

e ent�o metade do tesouro ser� seu.

Cavarei at� meus dedos se reduzirem a osso!

Destro�arei essas pedras!

Dinheiro, riqueza, poder, os quais usarei para...

esganar e amaldi�oar aqueles tr�s ratos canalhas...

Chega! Basta!

Que criatura miser�vel voc� �!

Seus olhos brilham de cobi�a...

e seu cora��o est� cheio de vingan�a.

Nessas condi��es, n�o lhe darei nenhum centavo.

Tenha paci�ncia. Tem um longo caminho ainda por percorrer.

Agrade�a por suas ferramentas para cavar serem t�o primitivas.

Tomar-lhe-� tempo. Tor�a para que seja bastante tempo...

de modo que quando emergir � luz...

que n�o seja como um vingativo cavaleiro do Apocalipse...

mas como um anjo do destino realizando o trabalho de Deus.

O obedecerei em tudo. Tudo.

Temos que tomar cuidado com o carcereiro. R�pido, volte � sua cela.

Reze.

Pai nosso, fa�a com que de seus bot�es mais justos...

cres�am as mais belas flores. Am�m.

E ent�o Rondeau caiu no ch�o...

e quebraram-se seus �culos.

Tinha que ter visto. E os cavalos ficaram t�o, t�o...

Bem, a Sra. sabe como s�o os cavalos. Pe�a para que Fernand a leve.

Desde que o nomearam Tesoureiro do Rei...

ele n�o tem mais tempo para... frivolidades.

- Bem... At� logo, Mercedes. - At� logo.

Acabo de ouvir que o Tesoureiro do Rei est� t�o ocupado com neg�cios oficiais...

que n�o tem mais tempo para frivolidades.

Meus neg�cios oficiais desta noite levam-me...

ao n� 28 da Avenida Montaigne.

Estarei em casa.

Est� vendo, m�e? � assim que se p�e a vela.

Sim, estou vendo.

- Mercedes. - Sim, Fernand?

Oh, perdoe minha familiaridade. Condessa!

- Condessa? - Sim, Condessa.

Hoje, o rei devolveu minha fam�lia ao seu devido posto.

Meu filho, voc� � agora um Visconde.

Mas eu n�o quero ser Visconde. Quero ser marinheiro.

Ser� Visconde por parte de pai.

Boa noite, Danglars.

Est� tudo certo. O banco Danglars & Cia...

abrir� suas portas para Paris pela primeira vez amanh� de manh�.

Parab�ns. Termino sozinho, Fran�ois...

E em agradecimento pelos muitos valiosos clientes que me enviou...

aqui est�o suas a��es da empresa, como prometido.

Entregarei as de Mondego assim que sair daqui.

Grato.

Oh, li essa manh� que o rei o condecorou novamente.

Sim. Acho que posso lhe garantir que...

o rei ter� uma conta pessoal em seu banco muito em breve.

Ser� uma garantia de sucesso.

Gra�as a isso receber� mais a��es.

- � o que eu j� esperava. - Sim... j� era esperado, e voc� ter�.

- S� h� um problema. - Qual?

O deputado Mondine.

Est� sempre falando dos direitos individuais.

Ele est� propondo uma lei que prejudicar� seriamente nossos lucros.

Amanh� de manh� ele ser� silenciado.

Fran�ois, meu chap�u...

Quanto tempo mais voc� acha que vamos ter que cavar?

Aproximadamente 5 anos, de acordo com minhas estimativas.

S� cinco anos? Ora, ora. Para n�s � como se fosse depois de amanh�.

17 de Agosto de 1831

Edmond, Edmond. Venha r�pido. Acabo de examinar o t�nel.

Suas observa��es lunares estavam corretas. Hoje, �s 10:17...

foi a mar� mais alta dos �ltimos 6 meses.

A �gua parece erodir e afrouxando as pedras.

Maravilhoso. Estou indo.

Estava certo, padre. H� quase uma po�a de �gua aqui.

- �gua salgada. Prove! - S� mais um metro para conseguirmos.

Ou�a! Est� ouvindo o mar batendo contra as pedras?

Fazendo um pouco do trabalho para n�s.

Est� vendo? Pedras caindo o tempo inteiro.

Cuidado.

Volte! R�pido!

N�o! Padre! Padre! Est� bem?

N�o me deite. Ponha-me sentado.

Minhas costelas est�o quebradas.

N�o quero que suba sangue � minha cabe�a ainda.

Cruze minhas pernas.

Ponha minhas m�os em meus cotovelos.

Edmond, pegue este peda�o de pergaminho.

Meu testamento, escrito num peda�o de tecido.

Ele o nomeia meu �nico herdeiro.

Quando as pessoas morrem...

sentimos dor porque perdemos nossas mentes.

O qu�o afortunado sou. Deixo para tr�s minha mente...

em seu poder.

J� � parte da sua.

Use-a como instrumento � justi�a.

Edmond, se ao menos voc� pudesse ver...

A morte � t�o bela!

- Socorro! Socorro! - O que foi isso?

Socorro! Socorro!

Aqui, no n�mero 34.

O velho abade. Algo lhe aconteceu.

- Parece morto. - Est� morto.

Temos que sepult�-lo.

� o �nico jeito de se sair desse lugar.

Depressa, Jules.

Traga a corrente e a bola de 16 quilos.

N�o consigo traz�-la aqui sozinho. Tem que trazer a maca tamb�m.

Est� bem, vamos.

- Voc� n�o fechou a porta. - Acha que ele vai se levantar e fugir?

- Essa deve afund�-lo. - Ent�o jogue-a a�.

- Quem fechou a porta? - N�o olhe pra mim.

Amarre as pernas com a corrente.

Aperte bem. Eu o seguro pela cabe�a.

- N�o, � sua vez de segurar pelos p�s. - Est� bem.

- Bem pesado para um velho, n�o? - �, demais.

Deus... tenha... piedade de...

sua... alma.

Capit�o!

Que foi? Pol�cia marinha?

N�o, um homem na �gua.

Que outro barco o acolha.

N�o queremos estranhos a bordo.

Acolha-o. Se n�o gostar, jogue-o novamente ao mar.

Que me dizem? Devemos peg�-lo?

Sim, capit�o.

Est� bem. Todos a postos, vamos recolh�-lo.

Todos juntos.

Ponham-no no ch�o.

De onde voc� vem, Netuno?

N�o minta. J� sei.

Sua pele est� branca como barriga de peixe.

Prisioneiro das galerias?

Traga comida.

Suponho que esteja querendo se livrar dessa... alga marinha.

Isto aqui lhe cair� bem por enquanto.

Al� aqui n�o pode falar...

mas quer te dar suas sand�lias.

- Parece um fantasma. - Eu o sou.

O Sol dar� conta disso.

Jacopo me disse que j� foi um marinheiro.

- Sim. - Sou Capit�o Rampard.

Vivemos de contrabando.

Toda a tripula��o divide igualmente.

Precisamos de um bom marinheiro.

Qual seu nome? Ou...

como devemos cham�-lo?

- Simbad. - Simbad?

Simbad, o marujo.

O que est� olhando em Monte Cristo?

N�o h� nada l� a n�o ser cabras selvagens.

� isso que estou olhando... as cabras.

O Capit�o Bonnet deveria chegar aqui esta manh� com o carregamento...

para trocar pelo nosso. Se n�o chegar aqui at� o anoitecer...

Talvez ele esteja do outro lado da ilha.

Podemos ir l� ver.

Se quiser eu fico na ilha para ca�ar nosso jantar.

Podem me buscar na volta.

Melhor estar pronto �s dez, ou o deixaremos l�.

Jacopo, vou � terra num bote.

Ao final da gruta, quatro passos at� a parede...

que esconde uma porta de ferro que leva a uma c�mara interior.

Gruta.

Tesouro Spada.

Meu querido abade. Se ao menos estivesse ao meu lado para ver.

Voc� tinha raz�o.

O mundo � meu.

Desde esse dia Dant�s foi movido por uma ideia inflex�vel: Justi�a.

Silenciosamente, come�ou a bolar seus planos, e voltou a Marselha...

para juntar os cacos de sua vida, destro�ada por seus inimigos.

O Ch�teau d'If.

Nessas noites de lua cheia...

posso ouvir o povo de Marselha dizer: "N�o � lindo?"

Eis os nomes dos tr�s.

Grave-os em sua mem�ria, nunca os esque�a.

Quero saber tudo sobre eles. Tudo!

Sobre suas esposas...

seus amores, suas amantes, seus filhos...

vida familiar, suas rela��es...

datas, fatos, hist�rias, at� os m�nimos detalhes.

Quero conhec�-los t�o intimamente quanto conhe�o a mim mesmo.

E assim como sei de minhas fraquezas, quero descobrir as deles.

E ent�o...

atacarei.

Todos vivem em Paris, aonde o estou enviando agora.

Dar-lhe-ei dinheiro o suficiente para os primeiros meses.

Gaste � vontade, viva como um rei, se quiser...

mas consiga o que eu quero.

Em 60 dias surgir� o nome do Conde de Monte Cristo...

no banco Thompson & French em Roma.

Pois em 60 dias estabelecerei meu direito a esse t�tulo...

por meio desse banco que me pertencer�.

Al�, voc� e eu iremos � Alb�nia rastrear os passos...

de um certo Mondego.

E se n�o me equ�voco, encontraremos rastros podres e f�tidos como peixe.

Nos encontraremos em Roma...

onde conspirar � um costume mais antigo que as catacumbas.

- Desculpe-me. - Obrigado.

O senhor, meu caro Conde, faria as pessoas duvidarem...

que fui campe�o de esgrima da guarda real.

O senhor leva a esgrima muito a s�rio.

Se fui feroz em meu ataque, � porque jamais o imaginei como amigo, mas como inimigo.

- Amanh�, �s oito? - Como sempre.

- Excel�ncia! - Bem-vindo, Jacopo!

� �timo rev�-lo.

Conte-me de Paris. � t�o agitada como dizem, com muito vinho, mulheres e tudo mais?

Sim, muito agitada.

Cometi diversos erros. Tinha muito dinheiro pra gastar.

Nada que te impediu de juntar um bocado de informa��es importantes.

Veja, tenho cada palavra gravada nessas biografias.

S� a hist�ria de Villefort tem mais de 7000 entradas.

Quando descobria algo que realmente valia a pena sobre uma pessoa...

me transformava num garotinho.

E assim me ensinou como lidar com tr�s garotinhos muito maus.

Os l�deres de uma grande na��o.

Os atacarei com as mesmas armas que eles t�o ferozmente usaram...

contra seus in�meros inimigos.

Mondego com bajula��o...

Danglars com dinheiro...

e de Villefort, a lei.

Conte-me as �ltimas not�cias.

Albert, o jovem Visconde de Mondego, est� aqui, em Roma.

�timo.

E quando ele saiu, eu estava no mesmo coche que ele.

- Para sua surpresa. - Claro.

Ele � um jovem refinado, segundo seus informes.

Valente, forte... um oficial j�nior da marinha.

Um marinheiro.

Dar-lhe-emos um dia inteiro de prazer.

E ent�o, amanh� � noite, talvez...

- As catacumbas? - As catacumbas.

Bem, Jacopo, logo deixaremos Roma.

Estou finalmente pronto para abrir os port�es de Paris.

E Albert de Mondego � minha chave.

Diga a seu amigo que se os 25.000 n�o estiverem aqui at� meia-noite...

seu corpo estar� no meio dessas belezas.

Nunca pensei que eu valesse tanto. N�o sei porque ele pensaria isso.

Isso seria ruim. Entregue isto ao Sr. Jacopo.

Se pudessem esperar at� eu falar com meu pai pelo correio...

N�o podemos esperar.

Com qual dessas belezas acha que vou me parecer?

Todas s�o iguais. Escolha voc�.

- Excel�ncia. - Boa noite.

E o rapaz?

Dormindo. N�o se assusta facilmente.

- Ah, voc� veio... - Sim. N�o tinha o dinheiro em m�os...

ent�o fui ao Conde de Monte Cristo, e ele gentilmente se ofereceu para vir.

O Conde de Monte Cristo!

Esse � o Visconde de Mondego.

O que significa isso?

Excel�ncia... n�o tinha ideia de que ele era seu amigo.

O que posso fazer? Como posso recompens�-lo pelo meu erro?

Seja mais s�bio e cuidadoso no futuro.

Sim, Excel�ncia.

Jacopo me disse que o senhor era um grande homem...

mas n�o tinha ideia que tinha tanta influ�ncia sobre tudo.

S� o suficiente para proteger meus amigos.

Espero que n�o pense que isso aconte�a com todo visitante de Roma.

Talvez possamos faz�-lo esquecer tudo isso...

preenchendo o resto de suas f�rias com mais nada al�m de prazer.

O chap�u do cavalheiro.

Morro de vontade de conhecer esse Monte Cristo, esse cavalheiro...

t�o marcante, maravilhoso, cort�s, e tudo mais que voc� disse que ele �.

A senhora ver�. Ele �... Ele �...

Eu sei, eu sei.

- Ele nunca esteve em Paris. - Tamb�m j� me disse isso, muitas vezes.

Ele disse que estaria aqui precisamente �s 10 horas.

J� est� quase na hora.

Sei tudo sobre ele, exceto porque ele quis tanto uma c�pia de meu retrato.

Tamb�m j� lhe contei isso.

Quando ele me visitou no hotel, e viu a miniatura da sua foto comigo...

simplesmente perguntou se ele poderia ter uma c�pia para sua galeria.

Sim, mas...

Nada de "mas". A senhora n�o � a mulher mais bela de Paris?

De toda a Fran�a, nesse quesito.

Ou do mundo.

Senhor de Villefort.

- Bom dia, Fernand. - Bom dia, de Villefort.

Passei aqui para te mostrar as sugest�es de Danglars pra semana.

Investir pesado nas rela��es com a Espanha, hein?

Suponho que, como sempre, seja s�bio seguir seu conselho.

Sim. Compraremos quando passarmos em seu banco no caminho.

Quer ir em minha carruagem?

Ou h� muitas mulheres esperando nas janelas para lhe acenar quando passar?

Nunca s�o demais, de Villefort. Mas n�o posso ir, prometi a Albert que ficaria...

para conhecer esse misterioso Conde de Monte Cristo.

Ah, �, ele salvou a vida de Albert, n�o �?

�, aparentemente sim.

Ah, a� est�o eles.

Acho que vou esper�-lo a� dentro.

Se importaria? E, por favor, interrompa-nos depois de um tempo.

Interromperei.

Sim?

Pai. O Conde de Monte Cristo!

Encantado.

Meu filho me contou de sua gentileza...

de como o salvou das m�os de bandidos...

dos quais acredito que seu pa�s esteja infestado.

H� muitos bandidos em outros pa�ses, conhecidos por outros nomes.

Talvez.

Perd�o, desculpe-me por interromper, mas temos pouco tempo, Fernand.

Bom dia, Albert.

Conde de Monte Cristo, permita-me apresentar-lhe o procurador do rei...

o Sr. de Villefort.

- Encantado. - � um prazer conhec�-lo, senhor.

Tenho seguido sua brilhante carreira com muito interesse.

Obrigado.

Excel�ncias, a Fran�a aguarda seus servi�os.

N�o deixe que eu os detenha.

Com sua licen�a.

Nos veremos de novo, Conde.

� o que de fato planejo, Conde de Mondego.

- Albert, sua m�e est� bem? - Sim, pai.

Diga a ela que farei o melhor poss�vel para v�-la hoje.

Ah, se me retirar por um instante, perdoe-me, mas � para...

enviar uma mensagem para minha amada dama.

- Temos um encontro essa tarde. - Eu entendo.

A condessa os aguarda.

Meu caro Conde. Como posso agradecer-lhe pelo...

pelo que fez a meu filho?

� ultrajante que coisas assim aconte�am a visitantes em meu pa�s.

Queira sentar-se...

Eu a reconheci de outro lugar...

de seu retrato.

Ah, sim. Albert me disse que fez uma c�pia.

Por qu�?

O pintor realmente captou sua beleza.

N�o consegui resistir.

Espero n�o t�-la incomodado.

Ao contr�rio.

Ah, vejo que j� se entenderam bem.

Sim. Lamento ter que sair.

Tenho que inspecionar minha nova casa.

Volte de novo.

Se n�o for abusar de sua hospitalidade.

- Sabe meu endere�o. Visite-me. - Amanh�?

Estarei em casa pela tarde.

M�e!

Quem � ele?

O Conde de Monte Cristo!

N�o, digo...

Conte-me tudo que sabe sobre ele.

M�e! Ele � assim t�o estranho?

N�o sei.

H� algo nele que me assusta.

Oh, bobinha.

Talvez eu seja.

F-R-E-N-C-H

Conde de Monte Cristo Proceda com Danglars Thompson & French.

Nada me daria mais prazer, meu caro Conde...

do que tomar conta de suas transa��es em Paris...

mas deve haver algum erro nesta carta de recomenda��o.

Thompson & French costumam se equivocar?

N�o, nunca. Meus correspondentes mais confi�veis. Mas...

Verificou se a marca d'�gua � a deles? Examinou a autenticidade da assinatura?

Sim, est� tudo certo, o documento � aut�ntico.

S� questiono uma palavra: "ilimitado".

Diz aqui que devo lhe conceder cr�dito ilimitado.

O banco do bar�o Danglars me foi altamente recomendado...

como estando apto a satisfazer todas as minhas exig�ncias, mas claro que...

Claro que sim, claro que sim. Posso modestamente garantir...

que n�o h� outro banco mais s�lido em Paris que o meu.

Mas, por favor, d�-me alguma ideia da quantidade que...

suas necessidades podem demandar.

Duvido que precisarei lhe pedir mais que 6 milh�es para cobrir...

meus gastos para esse ano.

Seis milh�es?

� mais do que se gasta nas despesas do Pal�cio Real!

Verdade? �, eu diria que seis milh�es sejam uma quantia adequada.

V�? Eu sempre levo um milh�o comigo.

Bem. Arranjarei tudo. Me tomar� alguns dias.

N�o precisar� de nada hoje, n�o �?

Sim, por favor. Compre-me 50.000 !broken! a��es da British Merity essa manh�.

British Merity? 50.000? Elas v�o subir?

S� invisto no que � certo.

Todos os bancos importantes da Europa...

me enviam por tel�grafo um informe di�rio.

Um servi�o que eu financio pessoalmente.

E a British Merity?

Subir� pelo menos 12 pontos nos pr�ximos dois dias.

Se o senhor especular, ir� muito bem.

Mas talvez hesite em aceitar meu conselho.

Claro que n�o, meu caro Conde! Mesmo um banqueiro gosta de juntar...

um estoque de dinheiro.

Comprarei 5... eh, 10.000 a��es para provar-lhe minha confian�a.

Como queira, o mercado est� aberto. Bom dia... Bar�o.

Bom dia, excel�ncia.

Meu escrit�rio, minhas reservas, tudo que tenho est�o � sua disposi��o.

Respeit�vel bar�o Danglars, hein?

Trapaceiros!

Hip�critas!

Corja!

Corja!

E subiram! Doze pontos em dois dias. Como ele disse. Eu vendi...

E lucrou 120.000 francos.

E nenhum de n�s lucrou.

Supondo que eu tivesse arriscado seu dinheiro e perdido...

teriam reclamado, como sempre.

Da pr�xima vez...

Se ele comprar ou vender com voc�...

Sim, quando ele comprar, compraremos...

quando ele vender, venderemos.

Perfeitamente simples e honesto.

Ele at� me convidou a participar.

Me d� dicas. Acho que gosta de mim.

A vaidade de Mondego n�o o permitir� enxergar meus intuitos.

Danglars se encher� de lucro at� estarmos prontos para depen�-lo.

Mas de Villefort � sagaz. Se ele come�ar a suspeitar...

e colocar seus agentes secretos em minha cola...

Entre.

Sr. Fouquet, Excel�ncia.

- Sr. Fouquet? - Sabe quem � ele?

Quem n�o sabe? O melhor detetive da Europa!

Deixe-o entrar. Vamos ver se ele faz jus � reputa��o que tem.

Sua Excel�ncia.

Esse aqui � o Sr. Jacopo, meu confidente. Pode falar livremente.

Acabo de retornar de Marselha com o hist�rico completo...

de Edmond Dant�s, desde seu nascimento � sua morte.

- Ele est� morto, ent�o? - Sim.

Descobri que ele viveu por 16 anos at� sua morte ser registrada.

Ele se afogou numa tentativa engenhosa de escapar.

N�o tem d�vida de que ele se afogou?

Seria um milagre se ele escapasse.

- Mas... - Mas?

Estou surpreso de ouvi-lo usar um "mas", Sr. Fouquet...

Fui informado que ele sobreviveu...

que foi salvo por contrabandistas italianos...

tornando-se um membro de sua tripula��o.

Bem... � poss�vel...

Com licen�a, disse que era poss�vel, mas se o for, descobrirei!

Me assustei! N�o sabia que ele estava trabalhando para voc�!

N�o posso t�-lo trabalhando para outra pessoa, posso?

Preciso saber o que eles podem descobrir sobre mim.

Estou poupando o trabalho de de Villefort.

Chegar� a hora em que eu vou querer que ele saiba quem sou.

Dar-lhe-ei a informa��o numa bandeja de prata.

Esse neg�cio de investiga��o vai acabar te prejudicando.

Est� investigando a si mesmo!

Quer que todos saibam quem voc� �?

Um dia eu divulgarei ao mundo inteiro.

Ent�o amanh� vou comprar um jornal.

Usando minha casa para se encontrarem, hein?

O que seu pai diria sobre isso?

Quer�amos muito nos ver. Sozinhos.

- Posso? - Por favor.

Tenho uma ideia.

� um plano para convencer nossos pais a favor de nosso casamento?

S� o senhor pode faz�-lo. Eles morrem de admira��o pelo senhor.

Mesmo? N�o, trata-se de outra coisa.

Para retribuir a calorosa recep��o que tive em Paris, darei uma festa.

Meu convidado de honra ser� o pai de meu primeiro anfitri�o, Conde de Mondego.

Ah, meu pai ficar� encantado.

Pensei em apresentar na festa uma s�rie de quadros da Alb�nia...

representando a corte de Ali Pacha...

onde seu pai ganhou sua extraordin�ria fama e suas honras.

Que emocionante!

Claro que quero que sua m�e d� permiss�o. Pode conseguir isso?

Receio que o senhor deva conseguir isso por conta pr�pria.

Ela se pergunta porque nunca mais o senhor voltou a visit�-la.

Ser� uma honra. Amanh� � tarde?

Ent�o chega de falar disso. Vamos falar do futuro de voc�s.

Certid�o de �bito. Nome: Edmond Dant�s

J� imaginava que existisse algo assim em algum lugar.

Guardei desde ent�o. Por muitos anos...

E aqui diz a verdade. Edmond Dant�s est� morto.

E quem � esse Conde de Monte Cristo que se parece tanto com ele?

Ningu�m al�m da senhora notou tal semelhan�a.

De fato, ele � t�o similar a esse homem chamado Dant�s...

que poderiam ter nascido de pais diferentes.

Nem suas almas s�o iguais.

Nisso eu posso crer.

S� o presente cont�m a verdade.

O passado mente. E eis aqui a prova.

Foi um dia a verdade que Edmond e Mercedes se amaram.

Hoje essa verdade � falsa. E afortunadamente!

Pois agora Mercedes n�o se tornou uma simples esposa de um marinheiro...

mas uma condessa, esposa de um nobre.

Enquanto Dant�s, finda sua vida...

vive uma outra.

O passado morre muito facilmente para voc�.

Facilmente?

O que est� morto, morto est�.

Nesse aspecto, sou um fatalista.

Ent�o diga-me, senhor Conde Fatalista...

o que seu cora��o ambiciona agora?

Intelig�ncia, antes de tudo...

e, depois disso, talvez viver graciosamente.

Da� o gracioso gesto...

de honrar meu esposo com uma festa?

Sim.

E por que meu esposo, dentre todos os outros?

Porque tenho muito afeto pelo filho dele...

que conheci por acaso em Roma...

e tamb�m porque tenho sua esposa em alta estima e admira��o.

Perdoe-me por desconfiar de suas raz�es.

De agora em diante, o conde de Monte Cristo...

e a condessa de Mondego...

se encontrar�o e se cumprimentar�o com nada mais do que as palavras...

vazias e sem sentido, conforme requerem suas posi��es sociais.

- E Edmond Dant�s? - Est� morto. J� o esqueci.

�timo.

Espero receber a graciosa condessa como minha convidada.

Agrade�o a honra que o Conde me proporciona...

e coloco-me como sua obediente servidora.

O Sr. Coronel de Barbizon!

Ah... meu Ali Pacha.

Demorei duas horas para fazer minha maquiagem.

Minha barba est� grande o suficiente?

Para mim est� �tima, mas Mondego saberia melhor. Como ele lhe parece?

Estupenda. Excelente. Muito boa. Muito boa mesmo!

Obrigado.

Grandioso. O senhor � o �nico homem em Paris que n�o poupa despesas.

Exceto voc�, Danglars.

Bar�o Danglars, conhece o Conde de Mondego?

Claro, claro que sim. N�s tr�s somos origin�rios de Marselha.

Mesmo? Pensar que uma s� cidade deu origem...

a tr�s homens t�o eminentes.

Espero ter o privil�gio de poder lhe dar uma festa tamb�m, Sr. de Villefort.

O senhor � muito gentil.

E planejo para o senhor algo similar, Bar�o Danglars. E espero lhe fazer jus.

Ficaria muito agradecido.

Um... dois... tr�s dos senhores eu devo honrar.

Com sua licen�a.

Ele n�o � extraordin�rio!?

Beauchamp, quando adquiri seu jornal disse-lhe que de vez em quando...

lhe daria algumas informa��es para divulgar.

Observe bem o que acontecer� e em seguida me procure.

A primeira cena representa o conde de Mondego...

apresentando suas credenciais...

como embaixador franc�s na corte de Ali Pacha.

Agora veremos Ali Pacha em seu har�m.

Olhe, Em�lia, s�o Hort�ncia de Brin e Lily Latour.

Ambas foram amantes de Mondego.

Esse n�o � o har�m de Ali Pacha, � o har�m de Mondego.

Princesa Hayd�e, v� agora, se misture aos convidados.

Quando se abrirem as cortinas, suba no palco...

e fale com uma voz alta e clara o que vier aos seus l�bios.

A �ltima cena representa os valiosos mas v�os esfor�os do conde de Mondego...

para salvar a vida de Ali Pacha das m�os dos turcos.

Parem! Sou a filha de Ali Pacha.

O Conde de Mondego o traiu, traiu a Fran�a.

Entregou meu pai aos turcos, que o pagaram para arranjar a morte dele.

Depois matou a todos, e vendeu a mim e � minha m�e como escravas.

Voc� matou meu pai!

Senhorita, por favor!

Conde de Mondego, caros convidados, perdoem este lament�vel ocorrido.

Esta fan�tica entrou aqui disfar�ada. Ordenei que fosse presa.

Todo grande homem � atacado por impostores enlouquecidos.

Espero que o Conde de Mondego aceite minhas profundas desculpas.

Seus valentes feitos foram hist�ricos.

Estamos aqui para honr�-lo.

Quem era aquela louca?

- Vou traz�-la aqui para interrog�-la... - N�o, n�o, n�o.

Por favor, n�o. Melhor esquecermos tudo isso.

� muito gentil. Vamos dan�ar?

Que rid�culo! Que chocante para voc�, querida.

E com que eleg�ncia Monte Cristo lidou com tudo isso.

- Excel�ncia! - Beauchamp, estava te procurando.

Um homem o espera em seu escrit�rio com uma caixa...

cuja chave � esta.

A caixa cont�m evid�ncias concretas de que...

essa � a verdadeira Princesa Hayd�e, e que o que ela disse � verdade.

Dedique o jornal inteiro a isso. Prepare uma circula��o massiva...

e envie o primeiro exemplar ao Conde de Mondego.

Vim me aconselhar com o Conde.

Ele acaba de se retirar a seus aposentos, Excel�ncia.

J� deve estar dormindo agora.

Mas ele sempre se levanta �s seis.

Esperarei.

PRINCESA DA ALB�NIA DENUNCIA CONDE DE MONDEGO

MOSTROU DOCUMENTOS COMPROVANDO O ESC�NDALO

Testemunho de Ibn Said, servi�al de Al� Pacha, provando a culpa de Mondego.

"Mondego traiu meu amo por uma grande quantia de dinheiro."

"Eu estava l� quando os soldados turcos cercaram o pal�cio."

Levantou-se cedo, Mondego.

Onde est�?

N�o atire! S� tem uma bala, e se atirar, errar�.

Onde est�?

Se pudesse enxergar no escuro, como eu...

veria minha pistola apontada para sua cabe�a.

A dois passos � sua direita h� uma mesa.

Deixe a pistola ali.

Ela dispara muito facilmente, e sua m�o est� tremendo.

Grato.

Na borda da mesa h� f�sforos.

Quando eu disser "pronto", acenda um.

Pronto!

Fico feliz que tenha trazido a pistola, eu n�o estava armado.

Queira acender a vela.

Mais uma. Gosto de ver a cara de meus convidados.

Perdoe-me pelas precau��es que tomei para salvar minha vida.

Planejava matar-me, n�o?

N�o o teria matado antes de for��-lo a me dar todas explica��es.

Depois, teria lhe permitido escolher as armas do duelo.

Como fez com Ali Pacha?

- Ent�o est� vingando Ali Pacha? - N�o!

Vingo a mim mesmo.

N�o lembro de nossos caminhos terem se cruzado antes.

Como Monte Cristo, n�o...

Ent�o quem � voc�? Obviamente um impostor posando de Conde.

Quem mais voc� �?

Antes de contar, Mondego...

qual arma voc� escolhe?

Pistolas, se quiser, mas preferiria n�o acordar Paris t�o cedo.

Espadas, adagas, punhos?

Espada seria perfeito para mim.

Que sejam espadas, ent�o.

Tenho-as aqui.

Um truque que usava para enganar meus carcereiros enquanto cavava...

minha liberdade do Ch�teau d'If.

�...!

O Ch�teau d'If.

Isso tamb�m n�o te faz lembrar de nada?

Refresquemos sua mem�ria.

Volte 20 anos.

Ao tempo em que descobriu que a vida de um ser humano n�o lhe valia nada...

se se opusesse �s suas ambi��es.

Pense! Pense!

Um marinheiro inocente e nada sofisticado...

cujo nome era...?

- Dant�s. - Correto.

Edmond Dant�s.

- Simples, n�o? - De fato, muito simples.

Me preocuparia ter que lutar contra o formid�vel Monte Cristo...

mas contra Edmond Dant�s...?

A espada.

Voc� planejou brilhantemente minha destrui��o, Dant�s...

mas n�o ter� o prazer de viver para v�-la.

�timo, estou acostumado a duelar n�o sendo o favorito.

N�o foi minha espada, Mondego, mas seu pr�prio passado que o desarmou.

Jacopo, leve o Conde de Mondego em casa em minha carruagem.

Leve-o pelas entradas dos fundos. A essa hora, a entrada principal...

estar� lotada de jornalistas de todos os jornais...

e talvez tamb�m de policiais.

N�o permita que se comunique com ningu�m.

Bom dia.

UM MONDEGO

Excel�ncia.

O Bar�o Danglars visitou pessoalmente meu escrit�rio essa manh�...

e me deu isso.

S�o mil francos, senhor, para que eu o repasse c�pias...

de todos os telegramas endere�ados ao senhor.

Fique com isso, para a educa��o de seus filhos.

- Grato, senhor. - E fa�a o que o Bar�o lhe pediu.

Cuidarei para que ele receba as informa��es convenientes.

Monte Cristo, a atual situa��o pol�tica faz com que...

as a��es da Anglo hisp�nica sejam um investimento magn�fico.

Sugerimos que compre ilimitadamente.

Thompson & French.

Era isso que eu esperava.

Comece a comprar, j�!

Invisto tamb�m o dinheiro de de Villefort e outros clientes?

N�o! S� o meu.

- Mas os riscos...! - Risco!?

Esta � uma das certezas de Monte Cristo.

N�o lucramos sempre que confiamos nelas?

Invista tudo que tenho na Anglo hisp�nica!

- Tudo? - Tudo.

Investiguei cuidadosamente...

nem Rothschild nem Rinty est�o comprando a��es da Anglo hisp�nica.

Eles n�o sabem de tudo.

Estou cansado de fazer papel secund�rio frente a eles.

Quando nos encontrarmos, quero que eles tirem o chap�u primeiro.

Compre! Compre!

DESPENCAM AS A��ES DA ANGLO HISP�NICA.

Que entre o Bar�o Danglars.

Anglo hisp�nica quebrou. Estou arruinado! N�s dois estamos!

Por qu�? Eu sabia que quebrariam.

- Sabia? Mas voc� tamb�m comprou! - N�o!

Thompson & French... o conselho deles...

Eu vi o que aconselharam, mas a mensagem estava codificada.

Dizia comprar, mas queria dizer pra vender.

� que a Thompson & French pertence a um homem chamado Edmond Dant�s.

Quem?

Monte Cristo.

- Voc� disse...? - Edmond Dant�s... Monte Cristo.

S�o a mesma pessoa, Danglars.

- Est� vivo? - Sim, mas...

Chame um m�dico.

- Perdeu a raz�o. - Permanentemente?

Irreversivelmente.

Marselha... Morrel... Dant�s... Ch�teau d'If.

Um suic�dio mental, doutor.

- Suic�dio mental? - Sim!

Destruiu sua mente com uma overdose de dois venenos mortais.

Venenos?

Avareza e cobi�a.

DOIS DANGLARS

Bem-vindo, Albert. H� quanto tempo.

Acabo de vir de Marselha. Enterramos meu pai l�.

Sim, eu sei.

Algumas circunst�ncias que levaram � morte de meu pai eu n�o entendo.

Por isso vim ver o senhor, que sabe tudo.

Certamente, se eu puder...

Meus amigos me reportaram que a Princesa Hayd�e...

foi vista v�rias vezes em sua carruagem.

- Verdade. - Est� aqui agora mesmo, vivendo aqui.

Agora, sim, mas...

O senhor nega que sabia antecipadamente das inten��es dela...

de exp�r meu pai? Nega que ele o visitou aqui...

na manh� de sua morte? Que voltou para casa escoltado em sua carruagem...

e, poucos minutos depois, se suicidou?

Ele veio a mim pedindo uma ajuda que n�o podia lhe dar.

Sua p�blica associa��o com a Princesa � um insulto � fam�lia Mondego.

- E isso s� pode ser remediado com... - Pare!

N�o diga. N�o diga isso, Albert.

N�o me desafie.

Qualquer um, menos voc�.

Tenho amigos que me respeitam.

Devo provar-lhes que fugir n�o � o h�bito de todos os Mondego.

Se me matar salvar� sua honra...

N�o quero mat�-lo...

Mas...

Bem, poder�amos...

J� sei o que est� pensando. Me prop�e um duelo sem sangue.

Ent�o viveria a vida inteira com essa mentira...

sabendo que pus a covardia acima da minha honra.

Nem meu pai chegaria a tanto.

Ent�o quando quiser.

Amanh�, ao amanhecer.

Meus padrinhos lhe dir�o a hora e o lugar exatos.

Apresentar-se-�o esta tarde.

Bom dia, senhor.

Bom dia.

- Aconteceu algo? - Sim.

Algo admir�vel e terr�vel.

Algo que nunca planejei.

Seu encontro com Albert � �s sete.

J� s�o cinco. S� lhe resta uma hora para descansar.

Duelar� com as pistolas dele ou com as suas?

As dele n�o s�o suspeitas. Que diferen�a faz?

O Sr. Fouquet o espera.

Aqui est� o elo que falta na cadeia de Fouquet.

Diga a esse inocente homem que tire de Villefort da cama.

O grande procurador do Rei n�o poder� dormir mais...

quando puser as m�os nas evid�ncias que me colocar�o de volta na pris�o.

Se eu sobreviver ao duelo, irei a julgamento.

- Se morrer... - De Villefort ficar� livre.

Sim.

Esta caixa cont�m meu passado, meus planos...

e meus assuntos pendentes.

Tamb�m meu testamento...

no qual deixo tudo a meus amigos, servi�ais...

e a voc�, meu confidente.

Tome.

Agora a casa est� em suas m�os.

Sim, a verei imediatamente.

Edmond... n�o mate meu menino.

- Ele lhe disse. - Nem uma palavra.

Mas um de seus padrinhos achou que eu deveria saber.

Entendo.

N�o sei se voc� entende.

N�o. S� eu entendo.

Vejo-o como j� foi um dia...

e como � agora, sem nenhum sentimento humano...

destruindo tudo que entra no seu caminho de vingan�a.

Acredite em mim, minha miss�o est� acima da mera vingan�a.

Estou expondo criminosos, n�o pelo que fizeram comigo...

mas por todas suas injusti�as com outros.

N�o s� pelo que fizeram, mas...

pelo que continuam fazendo.

Eles � que n�o t�m humanidade, que lucram com o sofrimento alheio.

E quem lucrar� se voc� matar meu filho?

Certamente n�o pensa que esse duelo � parte do meu plano?

Que mais posso pensar, vendo como destruiu os outros t�o habilmente.

Deixe-me lhe dizer algo sobre Albert. Ele o venera.

Ele nunca sentiu afei��o t�o grande por ningu�m, exceto por mim.

Ele nunca entendeu o pai, n�o havia simpatia entre eles.

Por qu�? Por que era em parte o que eu queria.

O criei � imagem do homem que eu amava.

Ele � o filho que Edmond Dant�s teria tido.

Tinha esperan�a que ele seria reivindicado por Monte Cristo.

Reivindiquei-o h� muito tempo, Mercedes.

Mas a situa��o agora � extrema.

Sua honra est� em jogo. Devemos proteg�-la.

- Ele teme parecer-se com... - Eu sei... com o pai.

Ser� tomado como covarde.

Prometa-me que deixar� o duelo acontecer.

Pelo bem de seu futuro. Ele deve respeitar a si pr�prio.

Ent�o prometa-me que ele ter� um futuro.

Acha mesmo que eu atiraria para mat�-lo?

N�o. Agora n�o creio mais.

Mas eu tinha que ter certeza.

N�o s� por mim, mas por Valentine de Villefort...

N�o esque�o que, na idade dela...

perdi o homem que eu amava.

N�o podemos lan�ar essa sombra no caminho de Valentine.

Receio que j� seja tarde demais.

- Jacopo, Fouquet j� se foi? - Sim, Excel�ncia, o vi sair.

A essa altura, j� deve estar � porta dele.

A porta do procurador do rei.

Villefort � o pr�ximo de minha lista.

Se quiser poupar os sentimentos da filha de Villefort...

diga a Albert para mirar bem, e que atire para matar.

Cavalheiros, ouviram minhas instru��es.

Seis passos. Virem-se ao meu comando.

Atirem � vontade. Prontos?

Um.

Dois.

Tr�s.

Quatro.

Cinco.

Seis.

Volver.

Conde de Monte Cristo. Conde de Mondego.

Voc� tinha mirado corretamente. Por que mudou de alvo?

N�o consegui.

Teria me poupado muito trabalho.

Minha m�e disse quem � o senhor.

Entendo.

Edmond Dant�s, est� preso por ordem do procurador do rei.

Senhores jurados.

Deem mais uma olhada antes de se reunirem para dar o veredito...

cujo resultado jamais pode ser posto em d�vida.

Cidad�os da Fran�a, olhem para este homem...

que afirmava ser um marinheiro, mas era, na verdade, um espi�o...

que enquanto preso no Ch�teau d'If amea�ou a vida de guardas...

minou as estruturas do edif�cio cavando t�neis...

e quando descobriu que o velho abade detinha o segredo de um tesouro...

causou sua morte amassando seu pobre corpo com enormes pedregulhos.

Pensem no refinado plano deste homem para escapar da pris�o...

no roubo do tesouro e em sua impostura...

fazendo-se passar por um membro da nobreza.

Conhe�am-no pelo que ele verdadeiramente �.

Um traidor, espi�o, homicida...

amigo de ladr�es e bandidos...

impostor e criminoso perante o rei.

O enviar�o novamente � pris�o.

- Por que ele n�o fala nada? - N�o sei.

Sua defesa est� toda preparada, mas ele n�o a utiliza.

O promotor do rei terminou?

A promotoria d�-se por satisfeita.

� meu dever avisar ao acusado...

que se ele se recusar a falar em sua defesa...

o caso ser� julgado baseado somente no testemunho do promotor.

N�o tenho nada a declarar.

Ele est� protegendo Valentine.

- Valentine? - A mim?

Venha comigo, querida. Devo contar-lhe uma coisa.

O julgamento est� momentaneamente suspenso at� o retorno do j�ri.

E isso foi h� 20 anos...

Achei que deveria sab�-lo.

Albert, r�pido. N�o posso ficar, mas devo escrever-lhe um bilhete.

Sempre sentirei que fui eu quem o enviou � pris�o, ent�o, por favor, diga a verdade...

sen�o nunca haver� felicidade para Albert e para mim. Valentine de Villefort.

O senhor deve se defender, sen�o n�o ser� justo com ela...

nem comigo.

- Que recomesse a sess�o. - Senhor presidente...

se n�o for demasiado tarde, posso ter o privil�gio de me defender?

� o direito de todo cidad�o.

Senhores magistrados da Fran�a...

senhores jurados...

minhas raz�es para n�o me defender foram puramente ego�stas.

Coloquei meus interesses pessoais acima do dever que tenho como homem...

um dever que me foi ensinado por um homem santo: o abade Faria.

Durante oito tortuosos anos cavamos, juntos, a mais s�lida rocha...

para retornamos ao mundo novamente...

para conseguirmos, de alguma simples maneira...

levar a julgamento alguns seres humanos desumanos...

que transformam a justi�a em Capital.

Sr. Presidente...

considero isso desnecess�rio e irrelevante.

Que o acusado prossiga sem ser novamente interrompido.

A interrup��o foi num momento conveniente.

Para provar a inoc�ncia de Edmond Dant�s, devo chamar uma testemunha.

- A testemunha est� a nosso alcance? - Est� bem aqui, nesta sala.

Nomeie-o e o convocaremos.

Infelizmente a lei n�o me permite.

Podemos abrir uma exce��o. Quem �?

- O procurador do rei. - O procurador do rei?

De fato, isso � uma excepcionalidade num julgamento.

Mas como o Sr. de Villefort j� abriu m�o de seu cargo...

para atuar pessoalmente como promotor neste presente caso...

tenho certeza que ele aceitar� p�r de lado sua fun��o de promotor...

somente por tempo suficiente para servir-nos como testemunha.

S�o sua assinatura e seu selo?

Sim.

� a Certid�o de �bito de Edmond Dant�s.

O Sr. de Villefort est� acusando um homem morto.

Sou um magistrado, n�o um m�dico forense.

Algu�m o assegurou que eu estava morto?

Claro que sim, o governador do Ch�teau d'If.

Pe�o desculpas pelo mal entendido.

S� mais uma pergunta, Sr. De Villefort.

Por que me mandou � pris�o sem julgamento?

Porque era sua conveni�ncia pol�tica faz�-lo?

Absurdo! N�o ganhei nada com isso.

Porque sabia que se eu fosse julgado...

seu pai, um l�der da revolu��o, ficaria exposto.

Protegeu seu pai...

e sacrificou Edmond Dant�s...

lan�ou-o no esquecimento e o declarou morto.

Agi pelo bem de meu pa�s...

em tempos em que gente como Dant�s...

buscam o poder para levar-nos � anarquia.

Sob que evid�ncia fui julgado como um traidor perigos�ssimo?

- Um testemunho confi�vel. - De quem?

Um homem de sua pr�pria tripula��o.

Seu nome?

Esqueci.

Refrescarei sua mem�ria. O nome dele era Danglars.

Sim, Danglars. Posteriormente, Bar�o Danglars.

O banqueiro.

Com reputa��o de ser a honestidade em pessoa.

Tenho seus registros aqui.

Para alcan�ar suas metas, ele prestou falso testemunho...

para me levar � pris�o.

Trapaceou para chegar ao poder...

saqueou seu pr�prio banco...

roubou milhares da poupan�a de in�meros trabalhadores...

e ainda assim ele era s� uma ferramenta nas m�os de um...

criminoso ainda mais repugnante...

que lhe dava apoio, guiava suas pr�ticas malignas...

compartilhava de seus lucros, protegia-o da justi�a...

foi seu amigo de longa data e companheiro de conspira��es:

Raymond de Villefort.

� uma acusa��o incr�vel.

Estou preparado para prov�-las, senhor.

N�o � apenas uma acusa��o, � um aviso.

Danglars se foi, mas de Villefort continua...

no poder por tr�s daquele banco...

e se o governo n�o investigar imediatamente suas manobras...

o banco quebrar�...

carregando consigo n�o s� milhares e milhares de investidores...

mas tamb�m os enormes fundos do Tesouro Nacional que l� est�o!

Como o que esse criminoso diz pode ser usado como evid�ncia?

Eis aqui as evid�ncias de minha inoc�ncia...

atestadas pelo testemunho de autoridades inquestion�veis...

e eis aqui os registros dele...

uma hist�ria completa de Raymond de Villefort...

que chocar� esta corte e a Fran�a at� suas bases.

No interesse da Justi�a, devemos ao menos examinar isto.

Que absurdo! Est�o me tratando como r�u, n�o como testemunha!

Exijo um julgamento!

Ele demanda o que negou a mim!

Pe�o aos mais imparciais cavalheiros que olhem esse homem...

que tanto abusou dos privil�gios do of�cio p�blico...

que tanto utilizou a trai��o ao inv�s da justi�a...

que t�o maliciosamente corrompeu o governo onde quer que tocasse.

N�o � meu dever acusar e julgar esse homem.

Sou r�u. � o dever desta corte pronunciar-me culpado ou inocente.

Mas cumpri meu dever como homem e como cidad�o...

entregando este criminoso � Fran�a.

TR�S DE VILLEFORT

- N�o podem estar longe daqui. - M�e!

M�e!

Podemos subir?

Encontre sua pr�pria �rvore.

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