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Bom dia.
- Olá. Tudo bem? - Como estás, irmão?
Tudo bem.
Sente-se, por favor.
Imortal!
- Bom dia, Don Aniello. - Que prazer!
Obrigado por ter aceitado esta nomeação.
Eu é que lhe agradeço ter vindo a minha casa. Sente-se.
Ora bem... o que podemos fazer por si?
Tem de me ajudar a evitar outra guerra.
Vem aí o Ciro!
É o Ciro!
Rosario.
Podias ter-me dito que ias falar com o Don Aniello.
O que importa é que correu tudo bem.
Não devíamos estar a fazer isto, Ciro.
O Savastano não pode vir para cá, temos que o apanhar.
Temos de o encontrar para o matar e ao Gennaro.
Rosario, já passámos pelo Savastano, pelo Conte, agora quem manda somos nós.
Mas para avançar, temos que fazer dinheiro,
porque sem dinheiro vem a fome, e a fome traz o sangue.
E a nossa gente não quer fome nem sangue.
Nós vamos controlar o Pietro e o Gennaro.
Pitbull!
Pronto, rapazes. Depressa.
À tua saúde, Aniello.
- Bons olhos te vejam! - Estás com bom aspecto.
Como vais?
Gosto da fruta, e também gosto do teu rapaz.
Não há ninguém melhor.
Tenho de te dizer que a situação não me agrada nada.
O rapaz, como lhe chamas, tem de ficar de fora.
Tens de pensar sobre isso e pronto.
Giuseppe, eu sou o primeiro a querer que tudo se mantenha assim,
mas a paz é necessária.
Para proteger os nossos negócios e deixar o rapaz tranquilo.
E a paz faz-se com os inimigos.
Eu posso organizar tudo em segurança.
Com o Gennaro e o Imortal.
Mas preciso de tua palavra.
O rapaz não pode fazer disparates,
senão, isto vai acabar mal para todos.
Tens a minha palavra.
Fica bem, Aniello.
Eu sei onde ele está.
Certo, Giuseppe, vemo-nos daqui a uma hora.
Disseste ao teu pai que eu estava aqui?
O meu pai não é parvo.
Percebeu num instante que tu vivias aqui.
E, além disso tem os hotéis, os restaurantes, as concessões...
Eu levei vinte anos a chegar aqui.
Para olhar o mundo do alto.
E isso é só o começo, Gennaro, porque para nós Roma é uma pradaria.
Eu sei o que queres dizer.
Então também sabes que é hora de decidir quem diabo queres ser.
E graças ao teu produto estamos a construir um império. Eu e tu.
Tu estás aqui, Gennaro Savastano, não como o filho de Don Pietro.
E podes tornar-te maior do que ele.
Este é o futuro.
O passado já tu conheces.
Mas quero saber quem diabo queres ser.
Eu já fiz a minha escolha,
mas tenho que ficar frente a frente com aquele merdas
e olhar nos olhos dele.
E ver se ainda estão de pé.
Tenho que ter a certeza que não vais fazer nenhuma parvoíce.
Se levantares um dedo contra o Ciro Di Marzio, despachamos-te, entendeste?
Se alinhares no plano, darás um passo à frente.
Giuseppe, eu vou dar um passo em frente.
Eu olho para a frente.
O meu futuro está aqui, em Roma, contigo.
E com o Azzurra.
Assim é que eu gosto.
Está tudo organizado.
Será amanhã em Trieste, só eu e ele.
Vais ficar cara a cara com o Gennarino.
Ciro, a cabeça é tua,
mas se acontecer alguma coisa, desencadeia-se aqui um terremoto.
A minha cabeça está bem onde está, Scianel. A terra aqui não vai tremer.
Temos a garantia do Don Aniello Pastore,
de todos os aliados dele e do Giuseppe Avitabile.
Eu não posso fazer nada.
Ciro, não consigo compreender isto...
Vais assim, reconhecer um direito do Savastano...
Vou conversar com o Gennaro, não com o Pietro.
O Gennaro e o Pietro são a mesma coisa.
Se eles são a mesma coisa, o Gennaro também estava aqui.
Têm que confiar em mim. Estou a fazer o que está certo.
Terem aceite esta reunião significa que estão de mãos atadas.
Nós já ganhamos.
Nem sequer abriste a boca!
Porque antes de falar sobre alguma coisa, tenho que pensar bem nela.
Até logo, Totò.
Aqui está.
Parece um brinquedo.
Mas mata como uma arma.
Quiseram humilhar-me... como se eu não valesse nada.
Eu é devia ir enfrentar aquele merdas.
Don Pietro, pai e filho são a mesma coisa.
Se fóssemos a mesma coisa, eu não estaria neste buraco.
Quer que lhe diga alguma coisa?
- O'Track, viste o Genny? - Não, não o vi.
Anda, vou apresentar-te às minhas amigas.
- Meninas, apresento-vos a Gennaro. - Parabéns.
- A Alessandra e a Veronica. - Muito gosto.
Não é aqui.
Mamma mia, como isto é bonito!
Realmente é bonito. Mas ainda não viste o Genny?
Onde raio estará ele?
Apresento-vos o aniversariante.
- Muito prazer, Gennaro. - A Chiara.
- Encantado, Gennaro. - Esta é a Francesca.
Espera um minuto, amor.
- Parabéns, Genny. - Obrigado.
- Tudo bem, Cardillo? - Parabéns, Genny.
Anda cá.
- Genna! - O que disseste, O'Track?
- Porra, estás com bom aspecto! - Estás bem?
Estamos cheios de cicatrizes. Eu perdi um rim.
Venham cá, força, venham cá!
Obrigado por terem vindo à minha festa.
Fui ferido, mas ainda estou de pé.
Mas os sapatos calçam melhor, Gennaro!
Azzurra.
- Portem-se bem. - Não te preocupes.
Azzurra, quero apresentar-te os meus melhores amigos.
- Cardillo. - Prazer, Carminiello.
Olá, Azzurra.
- Este aqui é o Capaebomba. - Muito prazer.
- Muito prazer. - E o O'Track.
- Encantado. - Olá, bem vindo.
Eu percebi, Gennaro. A miúda para ser bonita, tem que nascer bonita,
mas o que tens a ver com tudo isto aqui?
Não tem nada a ver com ela. Vamos mudar de assunto.
Um brinde ao nosso irmão que cresceu e se estabeleceu.
É isso mesmo!
Sr Savastano, tem alguém à sua espera lá fora.
Deixem-se estar aqui.
Gennaro.
E quem raio és tu?
Chamo-me Patrizia, venho da parte do seu pai.
Tu? E que tem o meu pai a dizer-me?
Ele quer ir em seu lugar.
Então és a boca e os ouvidos do meu pai, é isso?
Não, é que acho isso estranho...
Sobretudo porque sei que a última mulher em que ele confiou está morta.
É isso mesmo.
Isto passa pelos detectores.
Só dá um tiro.
E ele sabe que haverá homens do clã e que darão garantias?
E que eles me despacham se eu tentar matar alguém?
Ele disse que não deve decepcioná-lo.
Então tenho de morrer para agradar ao meu pai?
Então tenho de morrer para agradar ao meu pai?
Sou apenas o mensageiro.
Quando lá estiver, dir-lhe-ão o que fazer.
Ó Mensageira...!
Hoje é o meu aniversário. Ele esqueceu-se?
Não. Mandou-lhe os parabéns.
Está quieto! Quieto!
Está quieto e não te faço mal! Está quieto.
- Gennà! Genny! - Onde estiveste?
Estávamos a partir pedra lá dentro. Onde estavas?
- Está tudo bem? - Sim, vamos dar uma volta.
- Uma volta por Roma. - A festa é tua.
- A minha festa são vocês. Entrem. - Vou enrolar um charrito.
- Capaebomba, dá aí erva. - Toma.
- E se não te faças de parvo. - Manda-o baixar a bola.
A festa é tua, Genny.
A verdade é que levamos uma vida de merda desde que partiste.
Os secessionistas empurraram-nos para um buraco.
- Parecemos macacos numa jaula. - E eles atiram-nos amendoins.
No mês passado, não vendi nem 200 panfletos.
Vivemos de esmolas.
Enquanto eles são os donos do mundo e se enchem de dinheiro.
Percebes, Gennaro?
Devias ver a arrogância do merdas do Ciro Di Marzio.
Genny, ele disse que o teu pai voltou a Nápoles, é verdade?
- É verdade, O'Track. - O que esperas?
Porque não o trouxeste contigo?
- Não é a altura certa. - Que raio significa isso?
Eles vão ganhando força a cada dia que passa.
Já mataram quase toda a gente.
Nem sei como é que ainda estamos vivos.
Gennaro, não te esqueças que ele matou a tua mãe.
Eu já disse que não é a altura certa.
Aonde vais, Genny?
Azzurra.
Quem?
Quem é que fez merda?
Genna, fui eu.
E que mal tem?
Lá porque roubei um relógio a um filhinho de papá?
Não, porque foste roubar em minha casa.
Ele é mais rico do que tu, compra outro.
E entretanto, eu saco uns mil euros.
Gennà, enquanto tu encontravas coragem para regressar...
...eu construí um mundo um pouco mais justo.
É bonito, não é?
Genni! Perdeste a cabeça? Perdeste a cabeça?
Calma! Genny, acalma-te! Calma!
E então?
Força. Aguenta-te...
Gennaro, aonde vais? Anda cá, Gennaro!
- Calma, acalma-te lá. - Não tens tomates, Genna.
- Não tens colhões, Gennà! - Acalma-te, O'Track!
- Gennaro! - Tem calma!
Não tens colhões! Não tens colhões!
- Olá. - Olá, Azzurra.
Não vais dizer nada?
Aquela era a tua festa. Não era a minha festa.
Além disso, já te pedi desculpa, não já?
O que é isso?
É um presente do meu pai.
Mas o que se passa, Gennà?
Nada, Azzurra, não te preocupes.
Hoje à noite tenho que partir.
- Gennà. - Gabriele, tudo bem?
- Tudo bem. - Vejo que estás em forma.
- Ouvi dizer que fizeste carreira. - Já viste?
Querias ver-me?
Temos de falar de negócios.
Essa porra de reunião... Quem sabe como vai acabar.
Pode ser que só regresse um.
Ou ninguém.
Mas consoante o que acontecer, tu podes sair a ganhar.
Interessa-te?
Sou um homem de negócios.
Só me vou ausentar um dia.
Não quero ficar aqui sozinha.
Não ficas sozinha.
Tens a senhora e os meninos.
Sozinha, sem ti, nesta casa.
Porquê, o que tem esta casa?
- Escolhemo-la juntos, tu gostaste. - Não a sinto como nossa.
É como se a mãe ainda existisse.
Anda cá...
É uma questão de tempo. Temos que nos habituar.
Vamos fazer as pazes?
Vamos lá, dá-me um beijo.
O Pai volta depressa.
- Mas o que estás a fazer? - Não vês?
Onde está?
Aqui dentro.
Não está bem?
Podia tê-la dado ao meu pai.
Mas tu sabes o que tens fazer.
Mas pensa no que tens aqui.
Por aqui, Don Ciro.
Entre.
Don Ciro! Seja bem-vindo.
Raffaele.
Vim a mando do Don Aniello. Estou à sua total disposição.
Já tratei de tudo. Quarto 621, 6º andar.
Venha comigo.
- Diz. - Chegou agora ao Savoia. Quarto 621.
Fica a um quilómetro do seu hotel. Na sala, encontrará a mala com tudo.
Entre, Don Gennaro. Fique à vontade.
- Se precisar, estamos lá em baixo. - Está bem.
Vou pedir jantar, e depois vou dormir.
- Disponha. Boa noite. - Boa noite, Pasquale.
Meu amor... Ainda estás acordada?
Aguarda. Amanhã já aí estou.
Quando acordares, o Pai já está em casa.
Também tenho saudades tuas.
Adoro-te.
Preciso de apanhar ar.
Por onde é o hotel?
Por ali, Don Ciro.
Vamos voltar.
Chamamo-lo amanhã de manhã.
Se precisar, estamos lá em baixo.
Dispara, se tens mesmo de disparar.
Vamos acabar com isto.
Esperei este tempo todo e queres que acabe depressa?
Vira-te, infame!
Vivi toda a minha vida com a morte ao meu lado.
Não tenho medo de morrer.
Foi por isso que mataste a minha mãe e me deste um tiro na cara?
Com estas mãos, Gennaro, eu matei a minha Deborah.
Teria morto qualquer um que se tivesse interposto.
Mata este homem de merda.
O que disseste à tua filha sobre a morte da mãe?
Não tenho nada para te dizer.
Dispara, estou cansado.
Podes mentir a ti mesmo, mas não a mim.
Dispara!
Não podes esquecer-te que mataste a mãe da tua filha.
Dispara!
De joelhos!
Gosto de te ver assim.
Como alguém que pede perdão...
que procura a paz...
Mas para ti não há paz nem perdão nesta terra.
Fica tu com ela.
Para recordares o dia em que podia ter-te morto, mas não o fiz.
Imortal!
Bom dia, Don Aniello.
Passaste uma boa noite?
Perfeita.
Gennaro, o passado é passado.
Temos de avançar para interesse de todos,
e também pelo teu.
A proposta do Ciro... parece razoável.
Eu decido se é razoável ou não.
Por mim, o Pietro Savastano pode permancer onde está.
Há duas condições.
A primeira é que a Aliança compra a sua própria mercadoria.
Aí vais perceber que esta paz te fará ganhar mais dinheiro.
A guerra não convém a ninguém.
Tudo bem, não pedirei muito dinheiro pelos documentos.
Além disso, estou-me borrifando para o que acontece em Nápoles.
Melhor.
Isso significa que não haverá entraves à segunda condição.
O teu pai e os homens dele...
...não podem abandonar o bairro.
De acordo.
Até logo, Don Aniello.
- Mas que merda é esta? - Não podes sair.
- Afastem-se. - As regras mudaram.
Há um acordo com o Gennaro Savastano.
Mas que merda é essa?!
Dentro do bairro é convosco, façam o que quiserem.
Também podem vender droga, mas nenhum de seus homens podem sair, está claro?
O Gennarino responsabilizou-se por todos vocês.
Fui vendido.
Ele não o matou e ainda me vendeu.
Infeliz de merda!
Calma, Don Pietro, tem de o ouvir. Deve haver uma razão.
Tenho que sair daqui, tira-me daqui.
Tenho que olhar de frente!
Estou feliz por estares aqui.
Não sei como me sinto, mas por agora estou bem.
Vamos ver se te agrada a tua prenda de anos.
Queres ver?
Toma.
Parabéns, meu amor.
Aos dois.
No próximo episódio...
Adaptação SARA DAVID LOPES
Legendagem IL SORPASSO
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