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Original subtitles

Parece que foi feito para si.

Vou levá-lo.

Eu bem lhe disse que a Patrizia lhe arranjava o vestido certo.

Quer experimentá-lo para ver se precisa de ajustes?

Se eu quisesse despir-me, não te pedia que o vestisses tu.

Ou não?

Sei que não devia pedir-te para provares os vestidos dela,

mas a sogra da tua amiga é uma cabra.

Sim...

É para uma ocasião especial?

A senhora já está tão bonita, mas com isto vestido...

...vai ficar uma pantera.

Uma hiena é melhor.

As panteras são bonitas, mas não valem nada.

Mas entre as hienas, quem manda são as fêmeas. Percebes?

Certo.

Com licença.

E então? Venha esse desconto! Desconto da Scianel.

Sempre!

- Quanto é? - São 780.

- Amanhã tens de me ajudar. - Porquê?

Depois de irmos ao Raffaele, a velha vai ao Marquis.

- É o único sítio onde não me controla. - Olha lá o que andas a fazer, Marinella...

O que faço por ela e pelo Lelluccio nunca é suficiente.

- Isto é para a rapariga. - Obrigada.

Está bem.

Marinella, já acabaste de cochichar? Vá, vamos embora.

Temos de fazer beringela à Parmegiana. Esqueceste-te?

- Não. - Mexe-te.

- Adeus. - Adeus, minha senhora.

Adeus, Patrizia.

Adeus, Marinella.

A tua amiga é esperta.

Aprende com ela.

Como, Dona Annalisa? A senhora não me deixa trabalhar.

Aprende a estar no teu lugar.

- O que queres, jovem? - Tu sabes. Abre o painel.

Cumprimentos.

Vamos descobrir quem fez isto.

Espalhem a palavra. Quero saber quem foi.

Se foi um zé-ninguém ou um manda-chuva. Ou alguém do Conte que continua chateado.

Não podem pensar que reina o caos lá por o Conde ter morrido.

Lá por isso,

ainda há uns merdas a chupar a pila do Savastano.

Quem quer que o tenha feito, o produto era meu.

E é como se esse merdas me tivesse cuspido na cara.

Mas se pensa que me consegue chatear, está muito enganado.

Certo, Ciro?

Certo.

Mas não esqueças que qualquer decisão tem de ser tomada em conjunto.

Estás a dizer-me que devo ladrar mas não morder?

Não.

Só digo que nestas situações devemos ficar bem calmos.

Estamos entendidos, Annalisa?

O que se passa?

- Vou voltar a Secondigliano. - Não é a altura certa.

O Conte está morto, a altura é certa. Agora que as águas estão turvas.

Se eu não voltar agora, posso esquecer Nápoles para sempre.

Nada muda com a morte do Conte.

Temos de nos preparar, não podemos agir como amadores.

Não há nada a preparar.

Aqueles merdas são como ratazanas.

Tenho de as escaldar com água a ferver, antes que se acomodem.

Só queria que soubesses.

Agora entra no carro e vai para casa.

- Eu também sou de Secondigliano. - Não.

Não é a tua vez de voltar. Há feridas que estão abertas.

Se voltares agora, virar-se-ão todos contra nós.

Eu prefiro tê-los uns contra os outros.

- Sabes o que acho, Pai? - Diz lá, Gennarino.

Que só um de nós tem essas feridas de que falas.

E és tu.

- Podes ir, Patrizia. - Vemo-nos amanhã?

Patrizia!

Já te esqueceste do teu tio?

O que queres?

Eu levo-te a casa.

Anda. Eu levo os sacos.

- Estás zangada comigo? - De modo algum.

Só que desde a morte do meu pai, desapareceste.

- O meu irmão era um idiota. - O meu pai era um gigante!

Não mudaste.

Continuas uma miúda tesa.

- Procuraste-me porque queres algo. - Espertinha.

- Preciso que me faças uma coisa. - Não faço nada para ninguém.

Só trabalho para mim.

Obrigada pela boleia.

Vemo-nos daqui a 8 anos.

Patrizia.

Eu gosto de ti...

...mas não te estou a pedir.

O que queres de mim, tio?

Viste o que aconteceu esta manhã?

Sim.

Ficaram todos doidos.

Isto não foi nada comparado ao que vai acontecer.

E para o fazar acontecer, preciso da tua ajuda.

Para quê?

Para trazer a única pessoa capaz de manter a ordem.

Antes de isto se descontrolar tudo.

Nesta situação...

...cada um tem de fazer a sua parte.

Entendes?

Entendes, Patrizia?

Maria!

Ainda estás aí?! Vem já para casa!

- Patrizia, já de volta? - Olá, linda. Está tudo bem?

- Ajudas-me a estudar Ciências? - Mais logo.

Agora tenho de cozinhar. Já é tarde.

- Não te esqueceste de nada? - Obrigada.

- Jeitosa! - Que parvo!

Então...?

Achas que deves andar assim? Veste-te que está frio.

Davas-me banho em miúdo, agora ficas escandalizada?

Sim, agora estás peludo e metes nojo.

Vai pôr a mesa. Anda.

- Voltaste a fumar? - Só um.

Voltaste a fumar.

Sim, e depois?

Estás nervosa?

Eu vi quem te trouxe a casa.

O que quer ele de nós?

Tenho de fazer uma coisa.

Se o fizer, a nossa vida mudará para melhor.

Tem cuidado.

O que fazes?

- Tu podes fumar, e eu não? - Eu sou eu, tu és tu!

Vai dormir. Amanhã tens escola.

Presta atenção.

Não me importo comigo,

mas se acontecer alguma coisa aos meus irmãos,

agarro-te pelos tomates e mato-te. - Não te preocupes.

Escuta. Sabes o que a Dona Annalisa faz amanhã?

Vai jogar às cartas.

Onde?

- Na casa do Marquis, perto do museu. - És uma rapariga esperta.

Eu sabia que terias a informação certa.

- Puseste o perfume que te dei? - Sim, claro.

Não é verdade. Vem cá.

Tresandas. Sabes porquê?

Porque usaste "água-de-idiota" a condizer contigo.

Achas que me enganas?

Achas, Marinella?

Achas que me dás a cheirar merda e me convences que é caviar?

Grasso, Gargiulo, Gargiano...

Meu amor!

- Está tudo bem? - Mãe, como estás?

Tia.

- Acho-te magro. - Não, estou bem.

Eu e a tua mãe fizemos beringela à Parmegiana. Ficou à entrada.

- Novidades, Marinella? - O que hei de dizer, Lello?

Faço companhia à tua mãe enquanto te espero. O tempo nunca mais passa!

Sabes o que ela diz todas a noites?

Diz que se sente na prisão, porque sem ti não consegue viver.

Não te preocupes.

Saio brevemente e depois recuperamos o tempo perdido.

O mais difícil é estar sem ti, meu amor.

Quando sair, vou mordiscar-te toda!

Escuta-me.

Agora que perdemos o amigo "espanhol", está tudo a mudar rapidamente.

- Entendes? - Eu sei, Mãe.

Depois deste tempo todo aqui tenho de me pôr em forma, mexer-me um pouco.

Não, Lello, estás bem assim.

Fica calmo.

Quando saíres, voltamos ao activo.

Tens de confiar na tua mãe.

E confio, Mãe. Eu sei.

Eu trato de ti. Sei como fazer-te voltar à forma.

Mas agora falemos desta boneca que chora por ti todas as noites.

E quando saíres, arranjarás certamente maneira de lhe dar uns dos teus mimos.

És tão linda!

Já é tarde, Mario.

Leva-me primeiro, depois levas a Marinella a casa.

Aposto tudo.

Cubro.

Dona Annalisa, com todo o respeito, nesta mesa joga-se a dinheiro.

Rapaz!

Está bom assim?

Posso jogar?

Cor.

Se me permite...

Não se mexam, estão a ouvir?!

Não façam tolices e ninguém se aleija!

Calados. Perceberam?

Sabes quem eu sou?

Estou-me a cagar.

Eu sou a Scianel.

Sabes porque me chamam assim?

Porque percebo de perfumes.

E tu já cheiras a morto.

Vamos, vamos!

Pega no saco e sai!

Espera.

Dona Annalisa.

Estou a caminho.

- Temos de ir. - O que quer a velha?

Disse que foi roubada. Tenho de levar o carro.

- Levas-me a casa primeiro? - Claro.

Está tudo pronto, Don Pietro.

A casa, o mensageiro... Está tudo pronto.

Amanhã.

Amanhã.

E há estes.

São curtos, com pérolas brancas, ficam bem com tudo.

- São giros. - Sim?

- Tão esfarrapados... - É a moda.

- Já sabes da mulher do tabaqueiro? - Não, o que aconteceu?

Prenderam um tipo a entrar pela janela da vizinha dela.

- O que tem a ver com ela? - Era o marido dela!

Estava nu.

Espera um momento.

Ela fez-me devolver o vestido, diz que dá azar.

Porquê? O que aconteceu?

Roubaram-na na casa do Marquis, levaram-lhe o dinheiro todo.

Está obcecada com a ideia de que alguém sabia que ela estava lá,

e agora quer sangue.

Estou?

Vêem esta rapariga?

É a única pessoa que pode entrar aqui. Entendido?

Há uma mozarela, duas salsichas e três frascos de molho de tomate.

É isto que tem de haver sempre. Mesmo quando vier o hóspede.

Não quero qualquer alteração aos vossos hábitos. Entendem?

Desculpe, mas nós somos dois e depois seremos três.

E então?

E se não for o suficiente?

Fazem dieta.

Vem, Patrizia.

Tio.

- A velha suspeita de todos. - Tem calma, controla os nervos.

Por aqui.

Ele ficará aqui.

- O que tenho de fazer? - És o correio. Ele só falará contigo.

- O que lhe digo? - Tudo o que acontecer lá fora.

Tens de fazer de "embaixadora".

E tudo que ele precise, tu trazes.

Serás os olhos, os ouvidos e a boca dele.

É importante, Patrizia.

Porquê eu?

Porque ninguém suspeitaria de ti.

E o que ganho eu?

Mil euros por semana.

Só para ser mensageira?

És uma rapariga esperta.

Se ele gostar de ti, a tua vida mudará.

Entendes?

Voltei, sangue meu.

E não voltarei a deixar-te.

Quem é esta?

É a minha sobrinha, Don Pietro, a Patrizia.

E não tem língua?

Tem, tem...

Mas sabe quando a usar.

Patrizia, vem comigo.

Aí.

Roda, roda...

Puxa.

Esta aqui.

Depressa...

Vá, Don Pietro.

Vai.

Depressa.

Toma.

Quem és tu?

O Agostino, o puto da mercearia.

- Desculpem, vão dar uma volta. - Está bem, até logo.

Aproxima-te.

O que tens a dizer?

A minha prima...

...namora um rapaz do Terceiro Mundo

e eu ouvi-o a gabar-se.

- O que disse ele? - Disse que...

foi ao cu...

...à Dona Annalisa.

E mais?

E que roubar-lhe o dinheiro todo...

...foi melhor do que fodê-la.

Vem cá.

Muito bem, miúdo.

Vou recompensar-te bem, vai.

E agora vamos tirar a pila do cu.

A tatuagem.

Fi-la quando o meu pai morreu.

É o que ele me chamava.

Se fosses uma leoa, não precisavas duma tatuagem.

Temos de nos apressar. A Scianel apanhou o ladrão.

- Quem é? - É do bairro, eu conheço-o.

É um zé-ninguém, é impossível tê-lo feito sozinho.

- Ainda está vivo? - Sim, sei onde está.

Temos de o apanhar. A Scianel agiu sozinha,

mas somos uma Aliança, ninguém pode fazer o que quer.

O meu dinheiro.

O dinheiro vai e vem, rapaz.

A tua vida, quando acabar, não volta.

Posso devolver tudo o que lhe tirei.

Não, menino da mamã, não é assim.

O que me tiraste já não podes devolver.

Espera... Como é que disseste?

"Foi melhor do que foder".

Não foi?

Agora vamos ver se é verdade.

Também quero divertir-me.

Quem sabe se encontramos o Angelo vivo.

- Não consigo chamá-la à razão. - Nem eu, Gabriele.

Que porra estão a fazer?

Ciro, que raio estás a fazer?!

O que estás a fazer?

Precisamos dele vivo, não morto!

Quem te ordenou?

Ninguém. Fizemos tudo sozinhos.

Tens piada, puto.

Esta manhã não distinguias a boca do cu e agora és um durão?

Eu sei que sabes coisas importantes.

Só eu posso salvar-te a vida, mas tens de dizer tudo o que sabes.

Quem te ordenou?

O Pietro Savastano...

...regressou.

Agora mandamos este merdas para os anjinhos.

Rapaz.

Tem de morrer pelo que me fez.

Dei-lhe a minha palavra.

O Angelo fica vivo.

Preocupação em Nápoles

devido a um incêndio que deflagrou num apartamento do centro

com origem num curto-circuito...

Fui eu que cozinhei.

O que se diz nas ruas?

Na loja, todas as mulheres falam do que aconteceu.

Parece que há tensão entre os secessionistas.

Todos têm medo que a guerra volte.

Era isso que queria, não?

Já chega.

Sabes fazer "scialatiello"?

Com marisco.

E é preciso uma colher.

Vai buscar um garfo.

Idiota.

Senta-te.

A comida já é uma porcaria...

Também queres que coma sozinho?

Rapazes...

Arrasemos o Terceiro Mundo e Berlingieri e enterremos de vez o nome Savastano!

- Tem de comer a própria merda. - Isso mesmo.

- Vamos comê-lo vivo. - Temos de o encontrar.

- Foi ele. - Encontrá-lo e depressa.

- Estamos em casa, há que actuar já! - Temos de matar alguém...

O Pietro Savastano voltou para causar confusão.

Ele quis dar-te uma bofetada,

porque sabe que tu...

...és como um mastim napolitano.

Perdes a cabeça facilmente.

Não percebem o jogo dele?

Ele quer que matemos,

porque mortes atraem a polícia.

Começará assim.

E com os polícias por perto

os locais de venda ficam bloqueados.

O que dirão os outros?

Que connosco não se vive.

Que era melhor com o Pietro Savastano.

Nesse tempo é que era bom.

Se não queres guerra, o que queres fazer?

A paz.

Assim eles vão pensar que podem atropelar-nos.

Annalisa...

Quem é mais burro?

Aquele que é guiado pela trela, como um cão,

ou aquele que põe a coleira?

Então, o que fazemos?

Chama o Malammore.

Diz-lhe que queremos um encontro.

- Quero falar com eles. - Ciro...

Que porra significa isto?

Sim?

Bom dia.

O que tens aí? Porquê o penso?

Vais dizer-me ou tenho de to tirar?

Tenho uma informação para dar.

Que chegou ao Malammore.

Eles querem negociar.

Mas não é consigo.

Então com quem é?

Com o Gennaro.

O seu filho.

Com o Gennaro?

Cobre a ferida.

Entra.

Então, o que achas?

O que foi, não gostas?

No próximo episódio...

Adaptação SARA DAVID LOPES

Legendagem IL SORPASSO

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