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Original subtitles

Tu aí! Alto!

Alto! Para, ladrão!

Para!

Qual é a minha regra número um?

Os clientes bebem, tu dás pequenos goles.

- Nishikawa chateou-se? - Eu trato disso.

- Lava a boca e volta para lá, sim? - Está bem.

- Saúde! - Saúde!

Joanna. Nishikawa-san! A Minami vem já.

- A próxima garrafa pago eu. - Obrigado.

Esta é a Joanna.

- Que fato bonito. Outra garrafa? - Claro.

Ohno-san, como eu estava a dizer...

Suzuki-sama!

Bem-vindo ao Clube Polina.

- Boa noite. - Boa noite.

- Por aqui, por favor. - Obrigado.

Muito obrigada! Boa noite!

- Kenji, sê generoso. - Está bem.

- Estamos de olho em ti. - És fofo, mas não confiamos em ti.

Atenção.

Ao nosso aniversário de dois meses. Saúde!

Saúde!

Eu sei o quanto vocês têm trabalhado desde que abrimos.

- Há espaço para melhorias... - Minami!

... mas estão a sair-se bem. Obrigada.

Agradeço especialmente à menina número um do clube, Claudine.

- Obrigada, Mama-san. - Tenham uma boa noite.

Boa noite.

- Desfrutem da festa. Em segurança. - Está bem.

- Até amanhã. - Boa noite.

Claudine, podes ajudar-me um minuto?

Viste-me com o arquiteto ricaço, o Ohno-san?

O homem compra e bem. Volta cá amanhã à noite.

- Uma das miúdas rouba. - De certeza?

Pelos recibos, falta um milhão de ienes este mês.

- Que achas que devo fazer? - Descobrir quem é, não achas?

E confrontá-la.

Sim, faz sentido.

Porque andas a roubar-me, Claudine?

Samantha, se metade dos teus clientes vêm cá por mim, não é bem roubar.

Só levo a minha parte.

Pagas-me a partir de hoje.

Desconta do salário. Demorará umas oito semanas.

Achas mesmo que vou ficar para isso?

Conheces o outro dono.

Não podes roubar-lhe e ir montar negócio noutro sítio.

Chama lá os teus rufias.

Digo-lhes que não sabes controlar o dinheiro deles

e dão-me as chaves disto.

Estás despedida.

Está bem.

Levo todos os meus clientes, sobretudo o arquiteto rico.

Vais-te foder sem o dinheiro que eu faço.

Vou arriscar.

És como uma tigresa.

Que foi? Não posso elogiar-te?

Se o elogio soar a um romance mau, não.

Tenho de ir trabalhar. Tu também.

Deixa o Meicho. Anda trabalhar para mim no Shukan Forum.

Preferes continuar a trabalhar para o idiota de direita do Baku?

- Ainda guardas esse rancor. - Não. É um facto.

A maneira como ele fala dos Zainichi.

Não o faz à minha frente.

Porque não sabe de ti.

Shingo, o Meicho é a minha casa.

Ouve, vamos fazer uma escapadela no fim de semana.

A mãe do Ryo leva-o ao treino de basebol.

- A tua mulher fará isso por ti? - Ex-mulher. É o fim de semana dela.

- Por isso, estou livre. - Não posso.

O teu irmão vai ficar bem.

Sabes que isso não é verdade.

Adeus.

O pai faz 60 anos daqui a dois meses.

A mãe fez planos em grande e a tua presença é obrigatória.

Quando ligaste ao pai a dizer que pensavas voltar a casa,

ele ficou magoado por não voltares.

Esta é a tua oportunidade de o compensares, está bem?

E devias gravar-me uma cassete, para variar.

Porque, Joshua, sou a única pessoa no mundo que gosta de ti.

- Ele está a gritar porquê, agora? - Não sabemos.

Ainda te chateia pelo artigo do Assembleia Metropolitana?

Fez-me reescrevê-lo duas vezes. Depois, atribuiu-o ao Ichihara.

Li o artigo da fraude da fatalidade no trânsito. É bom, Jake-san.

Obrigado. É pena terem-no enterrado no fundo.

A sério? Começaste a ter o nome impresso e queixas-te?

Jake, agora.

Sim.

O teu artigo no jornal de hoje é bom.

Nos últimos três meses, o teu trabalho tem sido excelente.

- Obrigado, Maruyama-san. - Tenho duas histórias fortes.

- Diz-me qual queres. - Sim, claro.

Os roubos de motas aumentaram muito, em Shinjuku, Asakusa e Shibuya.

Muitos dos nossos leitores andam de mota, até o Baku.

Bem, ele anda de scooter.

Qual é a outra?

Cadáver numa loja de penhores. A polícia acha que foram os yakuza.

Fico com a história da mota.

- Pede uma citação a um polícia. - Obrigado.

- Vamos. - Sim, senhor.

Os yakuza são homens cruéis e esta acusação é grave.

- Tem a certeza de que quer fazê-la? - Foi como lhe disse.

O meu chá Hojicha de Ibaraki não chegou! Seis sacos!

Quem mais os roubaria se não os yakuza?

Obrigado pela queixa. Vamos investigar o caso.

É bom que sim.

Também tem uma queixa de cidadão relacionada com os yakuza?

Estou a trabalhar numa história.

Sabe alguma coisa sobre roubo de motas?

Deve ter-me confundido com um polícia a sério.

Permita-me levar o meu estimado amigo a tomar um café.

Isso seria um problema?

Então, o seu novo cargo é na Secção de Consulta de Crime Organizado?

Quanto tempo mais tem de ficar lá e sofrer esse castigo?

Fui considerado responsável pela morte do Miyamoto, por isso...

... devo considerar-me sortudo por não ter sido despedido.

- Como vai o seu trabalho, Jake? - Bem. Ando ocupado.

Fora de sarilhos.

Como o senhor disse, "Outros crimes a expor, outros males a corrigir."

Há notícias do Tozawa?

Tudo na mesma. Ele tentou ir para os EUA. Depois...

... nada.

Recebeu algo mais de quem enviou a gravação?

Então, tem o seu trabalho e eu tenho o meu.

Mas, após três meses de silêncio,

talvez a verdade esteja mesmo à nossa frente.

Se acha que ele está morto,

porque é que a Junko e as crianças ainda vivem fora da cidade?

É complicado.

Quem me dera poder ajudar com a sua história, Jake.

Foi uma boa desculpa para o tirar da prisão.

Nesta celebração de libertação, pedimos ao oyabun que fale.

O nosso irmão Hayama regressou da "universidade".

- As boas-vindas ao nosso irmão. - Bem-vindo de volta, irmão!

Sete anos em Fuchu. Serviu por nós.

A partir de hoje, servirá diretamente abaixo de mim como wakagashira.

Hayama.

Como primeiro filho desta família, ficarei ao seu lado.

A minha vida

dedicada à nossa missão.

E Sato, tendo recuperado dos ferimentos,

retomará o papel de wakagashira-daiko e reportará ao Hayama.

Farei o que o meu oyabun ordena.

E o Tozawa?

Há três meses que ninguém o vê.

E o gumi dele está silencioso.

Então, do que estamos à espera?

O Tozawa-gumi sem o Tozawa é uma casa podre.

Um pontapé e desmorona-se.

Por isso, vamos recuperar Kabukicho das mãos deles.

Felizmente, temos-te de volta. Liderarás isto.

Oyabun, vai haver retaliação. Temos de estar preparados.

Há sete anos que me preparo. Que idade tens, irmãozinho?

O Sato ganhou o nosso respeito.

Não o trates como uma criança.

Oyabun, devemos pensar em arranjar algumas "ferramentas"?

- Nunca. Não há honra nas armas. - As minhas desculpas.

Se lutarmos, será frente a frente.

Não à distância, como cobardes.

Sato, retoma as tuas tarefas. Enche os nossos cofres.

- É tudo. Entendido? - Sim, oyabun.

- Estão dispensados. - Obrigado.

Sato, preciso que faças uma coisa.

8F CLUBE POLINA

- Olá! - Olá! Tinhas razão.

- Esta Minekawa Takako é altamente! - Ainda bem.

- Podias comprar a tua música. - Com o preço destas bebidas?

Tenho de poupar recursos.

- Como vai o negócio? - Ótimo.

Ser chefe é o que esperavas?

- Ter responsabilidade muda tudo. - Tipo o quê?

Tipo dar sermões às miúdas para não andarem de decote grande

e não praguejarem muito.

- Estamos a falar de ti? - Pois é.

- E tu? Continuas a evitar os yakuza? - Sim, sem meter o bedelho.

O trabalho que faço agora pode vir a fazer a diferença.

- Uma diferença a sério. - Isso é ótimo.

Ando a trabalhar numa história grande de roubo de motas.

Conheces alguém que talvez saiba alguma coisa?

Eis a razão por que passaste por cá.

Céus! Está bem, sim. O meu...

O meu mecânico em Ayase talvez ande em mercados alternativos.

Sem garantias.

- Não sejas estúpido. - "Não seja estúpido."

Vou ter de me lembrar disso. Obrigado.

Ponha isso aqui.

Obrigado por apresentar queixa.

Se os yakuza voltarem a tentar roubar-lhe o gato,

avise-nos. - Muito obrigado!

- Inspetor Funaki. Prazer em vê-lo. - Igualmente, Katagiri-san.

- Está tudo bem por aqui? - Tão bem quanto seria de esperar.

A mulher da Agência Nacional de Polícia quer falar consigo.

Que mulher?

AGÊNCIA NACIONAL DE POLÍCIA SUPERINT. NAGATA

Entre! Nada.

Sim, hoje. Obrigada.

- Pediu para falar comigo. Sou... - Inspetor Katagiri. Sente-se.

Chamo-me Shoko Nagata, sou da ANP.

Em que posso ajudar?

Preciso de alguém neste departamento que trabalhe comigo.

Ouvi dizer que ninguém conhece os yakuza melhor do que o senhor.

Certo.

E que acredita em manter o equilíbrio entre as fações.

- Sim, acredito. - Isso é uma treta!

São destruídas vidas de cidadãos graças a dívidas criminosas,

a droga enche as ruas, e nós temos de manter o equilíbrio?

Prefere que se esfaqueiem na rua?

Se os yakuza se matarem uns aos outros, por mim tudo bem.

Estou a ver. O que preferia que fizéssemos?

Permitiram-me criar uma força de intervenção

para combater o crime organizado em Tóquio

usando estratégias que se revelaram muito eficazes noutros sítios.

Quão eficazes?

O suficiente para esmagarmos a yakuza nesta cidade de uma vez por todas.

Preciso de um parceiro.

Inspetor Katagiri.

Não tem esperado por esta oportunidade?

Desejo-lhe muito sucesso, mas não estou disponível para me juntar a si.

- Como vai a escola? - Bem. É difícil.

É para ser difícil.

Tu gostavas da escola?

A escola não gostava de mim.

- Queria falar contigo... - Sim?

... sobre dinheiro.

- Dei-te dinheiro no mês passado. - Eu sei, mas as propinas vão subir.

E a pensão do pai é menor do que a mãe achava que ia ser.

Ela sabe que me estás a pedir?

Não tenho mais para te dar, mas estou a trabalhar numa coisa.

Se resultar, terei mais para ti.

E se eu trabalhasse para ti?

A sério, deixa-me merecê-lo. Sou um trabalhador esforçado.

És bom com computadores?

Ótimo.

- Otsuka-san? - Sim?

A minha amiga Samantha tem um clube em Akasaka.

- Samantha. - A Samantha da Kawasaki?

- Está bem. Traz a tua mota amanhã. - Não tenho mota.

Espere. Ela diz que você é o melhor mecânico de Tóquio.

Sou jornalista. Estou a investigar porque tantas motas são roubadas.

Isso não é novidade, pois não? As peças valem mais do que as motas.

Os fabricantes só fazem peças suficientes para os modelos novos.

Há milhões de motas em Tóquio.

Os fabricantes de peças não fazem cambotas, por exemplo.

Por isso, onde é que se arranja?

Todas as motas são dadoras de órgãos. Valem mais em pedaços que inteiras.

Saberia dizer-me onde posso encontrar...

... um fornecedor de peças?

- É amigo da Samantha? - Como um irmão.

Tens mesmo jeito.

- O que vamos vender? - Quê? Sapatilhas.

Tenho um armazém cheio, em Yokohama.

Fixe.

Escuta, vais fazer isto comigo. Não com o Chihara-kai.

No fim deste projeto, acabou-se. Percebes?

Pronto. Como é que isto funciona?

O cliente preenche este formulário de encomenda,

e o software envia-lhe um e-mail a dizer para onde transferir o valor.

Quando o pagamento for confirmado, o teu pessoal envia as sapatilhas.

Que foi?

Não há sapatilhas nenhumas, pois não?

Uma loja de sapatilhas em Shinjuku não pagou o empréstimo.

Portanto, fiquei-lhes com o stock.

- Então isto é genuíno? - Lamento desiludir-te.

Podes explicar mais uma vez?

Yabuki-san.

Por favor, porque é que ele não me ligou? Onde está?

- Não é da tua conta. - Ele vai voltar?

- Ele está bem? - Acompanha-a à saída.

Sim, senhor.

Obrigada. Bebe mais.

Obrigado.

Cavalheiros, louvo a vossa escolha.

Costumo recomendar que um uísque de malte se beba puro,

mas o Glenmorangie fica melhor com um pouco de gelo.

- Ótimo. - Aqui tem. Com licença.

Ohno-san! Ainda bem que veio. Gostava de falar consigo.

É muito amável. A Claudine está?

A Claudine escolheu outros interesses profissionais.

Que pena. Sempre foi ótima conversadora.

Honestamente, boa conversa é o mínimo que eu exijo.

Receio que tenha sido defraudado.

Permite-me remediar isso?

Talvez noutra altura.

- Espero vê-lo em breve. - Boa noite, Samantha-san.

Porreiro! É uma Suzuki? Tudo Suzuki?

- Quem és tu? - Posso convidar-vos para jantar?

Sou jornalista do Meicho.

- Vamos comer de graça. - Fixe!

- Delicioso! - Dá-me um bocado disso.

- Obrigado. - Pega para ele.

Tats, o teu silenciador é altamente!

- A tua mota é uma porcaria. - É fraca.

Comprava uma nova num instante.

Não podes. Ele não tem dinheiro.

- Não acredito que disseste isso. - Treta.

O que veio primeiro, serem amigos ou andar de mota?

Quanto te pagam por um artigo?

Não se enriquece a escrever para jornais.

Como começaram a conviver?

Quanto nos pagas a nós pelo artigo?

Não vos posso pagar. Não é permitido.

Então, porque havíamos de fazer isto?

- Porque vão parecer fixes. - Por aparecer num jornal?

Mana, quem é que lê jornais?

O nosso avô. Espera lá!

- Ele já morreu. - Pois é!

Estás a mentir!

O meu querido avô nunca disse isso.

- És tão irritante. - Estás enganada.

- Cala-te. - Obrigado.

- Paga o jantar sempre que quiseres. - Adeus!

Então, gaijin.

- Não deixaste o suficiente. - Queres fazer-nos parecer reles?

É todo o dinheiro que tenho. Não sabia que iam pedir tanta comida.

- Estás a chamar-nos de porcos? - Não disse isso.

- Dá cabo dele, Tats. - Não sejas estúpido.

Que disseste?

- Tats! - Estás bem?

Estou ótimo.

És porreiro, Meicho.

Está bem, podes andar connosco, mas nada de nomes verdadeiros.

Vocês mostram-me tudo o que fazem, fotos incluídas.

Este gaijin é louco.

Ainda não pagámos. Vamos para dentro.

Vocês...

Um momento, vou já.

O teu espaço está bonito.

Obrigada.

Desculpa não te ter contactado.

Sim. Fartei-me de ligar.

Eu sei.

Fui aos teus escritórios.

Disseram que estavas a recuperar num sítio seguro.

Não me disseram mais nada.

Que aconteceu?

Diz-me.

Uma facada no estômago.

Está tudo bem.

Parece que tenho órgãos internos muito duros.

Lamento pela tua amiga e por não ter feito mais.

Lamento por esperar que fizesses.

Vais substituir o Kobayashi? Ótimo.

Vieste ver como estão as coisas?

Vim dizer-te que tens de readmitir a Claudine.

- Desculpa? - Ela tem de trabalhar aqui.

Sato, ela roubou-me.

- Lixou-me bem. - São ordens do oyabun.

Diz ao Ishida-san que, da última vez que vi o contrato,

ele recebe o seu dinheiro e eu giro o clube.

Samantha, tens de fazer isto. Confia em mim.

Tens de ouvir o que estou a dizer.

O clube é meu, as regras são minhas.

Obrigada por teres cá vindo.

Acho que a história do Jake pode ser um bom artigo.

Os gangues Bosozoku são coisa do passado.

Já falámos muito deles, ao longo dos anos.

Mas nunca ninguém teve acesso a eles assim.

O foco serão estes miúdos, perdidos da vida.

- Confiam em si? - Até agora.

- Está bem. Veja no que dá. - Obrigado.

- Nova fornada. Sê sincero. - Foste tu que fizeste?

Ontem. São de manteiga.

- Meu! Desperdiças o talento aqui. - Usei um glacé de ácer muito leve.

És uma estrela! A sério! Não os dês todos, está bem?

- Guardas-me alguns? - Sim.

- Não os dês todos. - Claro.

Estrela...

- Olá, Mama-san. - Olá, filha rebelde.

Não sei que teria feito se não me tivesses contratado.

Sabia que serias uma boa anfitriã.

O Clube Destiny foi um ótimo lugar para começar.

Melhor que o seguinte, Clube Onyx.

- Não é? - Sim.

Desculpa ter-me ido embora, ter desaparecido.

Desculpa, a sério.

As mensagens que mandaste há uns meses eram sobre isto?

- Liguei-te no dia seguinte. - Sim.

Queria ter ligado de volta. Também peço desculpa por isso.

Obrigada. Eu fiquei zangada, mas isso também ficou no passado.

Olha para ti agora, Samantha.

Cinco anos depois, tens um clube. Que bom para ti.

Para ti também, Erika-san, se quiseres.

Preciso de uma número um.

Saí por um motivo.

Dou-te metade de todas as mesas.

Metade de cada garrafa que venderes.

Samantha, deves estar desesperada.

Mamã, já não estou cansado.

- Quero o meu Pikachu. - Já vou buscá-lo.

Daichi, diz olá à minha amiga Samantha-san.

- Samantha-san? - Uma mulher de negócios importante.

- Olá. - Olá, Daichi. És muito giro.

- Ela disse que eras giro. - Pois sou!

Não fazia ideia.

- Também foi uma surpresa para mim. - Aparece lá esta noite.

A mesma oferta e ainda te pago uma ama e transporte para casa.

As miúdas são ótimas, o lugar é ótimo e eu confio em ti.

O que achas, Dai? Devo aceitar o dinheiro da Samantha?

- Aceita. Posso ficar com algum? - A sério?

Porque falas japonês?

Olá, tia.

Quem raio és tu?

Eu conheço-te.

O oyabun manda cumprimentos.

O Chihara-kai não tem nada a ver com este lugar.

Fazemos isto outra vez?

O que queres?

O dinheiro que tens dado à Tozawa-gumi todos os meses.

Será assim duas vezes por mês.

Se descobrir que pagas alguma coisa ao Tozawa,

volto cá e parto o nariz aos teus lindos rapazes e a ti.

O Tozawa não vai aceitar isto.

O Tozawa foi-se.

Se os homens dele vierem cá, diz-lhes que o Hayama voltou.

Kabukicho pertence ao Chihara-kai.

Continua a convencer-te disso.

É assim que se mantém a ordem, maninho.

O Chihara-kai amoleceu desde que me fui embora.

Mas o Hayama está de volta.

Olha para ti, tão preocupado que retaliem.

Espero que o façam. Estou ansioso.

Já passaram três meses.

Nem uma palavra.

E eu não fiz nada para provocar os homens dele.

O perigo já passou.

Tu e as meninas podem voltar para casa.

Ou podias reformar-te e mudar-te para cá e faríamos disto o nosso lar.

As miúdas adoram estar aqui.

O meu novo cargo impede-me de interagir com os yakuza.

Acredito, mas...

Estás contente, todo o dia ali

a ouvir queixas de velhotas, até te reformares?

Bem me parecia.

Tu és um homem bom que quer fazer sempre a coisa certa.

Mas não posso pôr mais as meninas em risco.

Tens de ponderar o que é a coisa certa a fazer, agora.

- Gosto de conduzir alto. - Porquê?

Porque as pessoas normais odeiam e querem que fiques calado.

Prefiro ficar pedrado, foder miúdas

e roubar motas do que viver como eles.

Se roubo motas suficientes?

Pago para a minha irmã ter um lugar numa escola privada.

Tirá-la daqui.

Sim?

Onde?

Fica aí.

Sobe.

Queres uma história ou não?

És amigo do Kota?

- Sim. - Entra.

Tokarev. Dá para oito rondas.

Para ti, 300 mil. Porque és amigo do Kota.

- Que dizes? - Arranjas mais?

Achava que os yakuza não se metiam com isto.

É sempre bom estar preparado.

Trezentos.

- Faça este corredor mais estreito. - Entendido.

- Estou sim? - Ohno-san!

É a Samantha do Clube Polina.

Estou muito concorrido, hoje.

- A Claudine também me ligou. - Ai ligou?

Parece que decidiu exercer o ofício noutro clube.

Estou a ver.

Bem, eu tenho estado a ponderar o seu caso seriamente

e tomei medidas decisivas para manter a sua lealdade.

Foi por isso que contratei a mulher mais bonita e encantadora

de toda a Tóquio para se dedicar a entretê-lo, hoje.

Até pode ser verdade, mas não é modesto da sua parte.

Refiro-me à minha boa amiga Erika. Garanto-lhe que é verdade.

É difícil de provar.

Mas vou lá hoje e darei outra chance ao seu clube.

- Fico muito contente. - Se você agraciar a minha mesa.

Mais ninguém. Só você.

A mota está depois da esquina.

Marca 30 segundos no relógio.

É o tempo que tens para furar a ignição.

- Se demorares mais, vais a pé. - Está bem.

Que estás a fazer? Vigia a rua.

- Se alguém vier, avisa-me. - Sou jornalista.

- Não posso ajudar num crime. - Mas podes ver?

Vá lá, deixa de ser uma cabra.

Vai agora. Despacha-te! Não me irrites.

- A mota estava ali. - Pois.

Desculpem, sabem onde fica Roppongi?

- Sabes inglês? - Não.

As raparigas, clubes, bares?

Já disse que não sei.

- Que é? - Aprendi uma...

- Baza! - ... canção japonesa.

- Afasta-te! - Aposto que conhecem.

Olha para o céu Para o céu, a caminhar

Lágrimas...

- Talvez noutra altura. - A minha mota!

Não deixes as lágrimas cair

Tenho uma piada para si.

- Os senhores aguentarão? - Claro.

Espere lá. Não.

Não sabia que os investidores eram tão perversos.

- Mas são. - E o senhor?

Como são os arquitetos?

- Eu? - Sim.

Somos homens de confiança.

Convencemos os clientes de que vemos o futuro.

De que o edifício deles será lindo, de que se enquadrará no cenário.

Certo.

Trabalhei para um homem que dizia que anfitriãs vendem sonhos.

Não acho que seja verdade.

- Então, o que está a vender? - O que estou a vender?

O que estou a vender?

Um sítio onde homens de confiança podem ser honestos.

Então, honestamente,

há muito tempo que não passava uma noite tão boa.

Erika, és hilariante!

- Eu também. - Fico contente.

Inspetor, ficou até tarde.

As suas novas estratégias.

O que têm?

O que precisa de mim?

Preciso que acabe com o equilíbrio.

Sim, está na hora de ir para casa.

- Um extra, como agradecimento. - Como assim?

- Não, Samantha. É demasiado. - Estás a brincar?

Graças a ti, o Nishikawa-san comprou mais garrafas hoje que numa semana.

Sinceramente, tinha-me esquecido de como era boa.

- E também te divertiste, certo? - Sim.

Queria perguntar-te antes. Quem é a tua amiga bonita?

A Polina. O clube tem o nome dela.

- Ela morreu há três meses. - Samantha, lamento imenso.

Na noite em que te deixei as mensagens de voz,

tinha descoberto que ela morrera.

Liguei-te porque não tinha mais ninguém.

- Estou feliz por estares aqui. - Eu também.

Preciso de um cacifo para guardar uns papéis.

Está à vontade.

Nada de sábados. A noite dos falhados fazem as outras.

E quero uma noite com o Daichi.

Sim. Fico com a número um as noites que conseguir.

- Ótimo. - Sato-san.

Levas a Erika a casa?

Tenho de ficar a acabar.

Não te preocupes, não mordo muito.

- Está bem. - É muito simpático da tua parte.

- Boa noite, Erika-san. - Boa noite, Mama-san.

REBELIÃO À SOCIEDADE OU PEDIDO DE AJUDA

Fala o Adelstein. Vou enviar o artigo do gangue de motas.

- Estou? - Sou eu.

Queres passar por cá?

- Olá. - Olá.

Vi um dos teus artigos no jornal de ontem.

Ai foi?

- Era muito bom. - Obrigado.

Queria ligar-te depois de cá vires acerca do Yoshino, mas...

... não era seguro.

Calculei. Foi por isso que me mantive longe.

Não o vejo, nem sei nada dele, há meses

e os homens dele já não parecem preocupados comigo.

Sabes que isto é má ideia, certo?

Sei.

Legendas: Susana Lino Iyuno

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