All language subtitles for Cromanon.The.Night.of.the.Fire.S01E02.1080p.WEB.h264-EDITH

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Original subtitles

Embora a história se baseie na realidade,

as personagens e os diálogos são fictícios.

Malena!

Malena! Nico!

Malena!

Malena!

Vamos!

Malena!

Malena!

Malena!

Estás louco? Vais voltar a entrar?

-A minha namorada está ali! -Não podes ir!

-Temos de os tirar dali! Vá lá! -Volta, meu!

CROMAÑÓN: THE NIGHT OF THE FIRE

Três, dois, um... agora.

-Vá lá! -Vá lá!

Estás a fazer batota! Não é justo!

-Pronto. -Anda lá!

-Ganhei! -Encharcaste-me!

É uma equipa da segunda, Luquita. Quando vais perceber?

Porque não me chupas os tomates?

Diz o roto ao nu.

Fomos campeões. Enchemos todos os estádios!

Calma. Voltaremos a jogar com eles.

Espero que sim! Gosto de clássicos! São três pontos certos para nós.

-Ele parece um poeta. -Tretas.

É um cuervo a falar. São uns merdosos.

Podemos estar na segunda divisão, mas temos memória e princípios.

-Dá-me uma passa desse charro. -Espera.

Então? Pronta para amanhã?

Para a entrevista?

Que havia de ser?

Como vai isso?

Vais comigo?

-À Rolling? -Sim.

Eu também vou.

-A sério? -Sim.

Olhem para o Dream King do Celina.

Parabéns!

Que estás a fazer?

Isto é uma cama ou uma piscina?

Dorme na cama.

-Aqui, atiramos água e divertimo-nos. -Chega, idiota. A água está fria.

Não queres ir à água?

Hoje, não, Luqui.

O ar é livre.

-Para. -Não te toquei.

Que estás a escrever?

Nada. Parvoíces sem estilo, Luquita.

Vou buscar uma cerveja.

-Bichito, anda cá. -Não, não trouxe calções de banho.

Anda para aqui!

Mandei-te vir aqui!

Esta piscina está cheia de mijo! Que nojo!

Male, trazes-me uma cerveja também?

Olá, linda.

Quem se junta a nós? A água está boa.

Pessoal, último mergulho, porque temos de ensaiar hoje à noite.

Todos à água!

Vai-te foder, Cheti!

Não aguentas um minuto sem incomodar as pessoas?

Vai dormir, parasita.

Respeitem quem está a dormir!

Calma, cunhada. És sempre uma deusa.

O problema é este tanso.

Que se passa contigo, meu?

"Tanso"? Estás em 1936?

"Em 1936?"

Porque não vais à água? Enferrujas? Anda lá, androide.

-Não quero. Ainda apanho fungos. -Todos lá para dentro! Anda, meu!

Todos à água.

-À água! -Que calor!

Esperamos aqui de braços abertos.

-Para com isso! -Anda, Bicho!

Bicho!

Mãe?

Male!

Como estás, querida? Que fazes aqui?

-Quando chegaste? -Há pouco.

Olá, minha querida!

-Não queres comer nada, Male? -Não.

Não tenho muito, porque estou em mudanças, mas posso comprar alguma coisa.

-Leite? Bolos? -Não.

Comi aquela piza.

Aquela piza estava no frigorífico há séculos.

Ainda mais saborosa.

-Vou comprar algo para comer. -Não, mãe. Estou bem.

Está bem. Bebe chá.

Então?

Vais dizer-me porque apareceste de repente?

Aconteceu alguma coisa?

O Carlos ligou-me.

O Carlos Binder.

Parece que encontraram a minha mochila.

A que levei ao Cromañón.

O Javier é que a tinha. O sobrevivente que...

-Que se suicidou. -Sim, que horror.

Pobre família.

Vim buscá-la e depois volto para Rosário.

Quando voltas?

Talvez hoje à tarde ou amanhã.

Talvez passe por cá e diga olá à malta.

Porque não me disseste que vinhas?

Não foi planeado, mãe. Só isso.

Como vai a mudança? Uma confusão?

Sim, mas não é assim tão mau. A minha cabeça é que está uma confusão.

Estou... Não sei.

Viver com o Juanca deixa-me zonza.

Sinto que não nos conhecemos há muito tempo.

Seis meses?

Nove, incluindo o mês em que esteve cá a fazer reparações.

Mas aí não se passava nada.

-Queres que vá contigo buscar a mochila? -Não. Eu vou sozinha.

-De certeza? -Sim.

Estás bem, Male?

Sim, mãe. Estou ótima.

Como podes ser tão bonita, meu amor?

-Que estás a fazer? -Que é isto?

-"Nunca aprendo, amor. Nunca aprendo..." -Chega.

Que era aquilo?

Escrevo coisas estranhas. Não quero que leias.

Bem, tu és um pouco estranha.

A esquisita mais bonita do mundo.

A vida tem sempre algo mais para descobrir

Estou sempre noutro sítio

Mas quero estar contigo

Muito bem!

Sinceramente, gosto de como soa.

-De quem é a letra? -Minha.

É poética. Tem alguma coisa.

E a música? Ou só gostas da letra?

Não fiques com ciúmes, Cheti. A música é boa.

Lembras-me do Toti dos Jóvenes Pordioseros.

Caramba!

Mas a aparência não se compara. Olha para esta cara.

De que se riem? É verdade.

Para ti, só se for.

Que engraçadinha. Quem vai levar-te ao Cromañón?

Estou a brincar.

Porque não lhe dizem que é bonito, a ver se se acalma?

Eu comia-te, Cheti.

É uma conspiração.

Não sei. Posso dar-vos o concerto,

mas precisam de outra guitarra.

Estás a mandar-nos adicionar outra guitarra agora?

É a minha opinião. A banda pode crescer muito.

Vamos fazer o que ele diz. Ele percebe disto.

-Logo fazemos a abertura dos Callejeros. -Sem dúvida.

Podíamos pedir a segunda guitarra ao Seba, amigo da Pepa.

-Cenoura? -Claro.

O Seba e a Pepa não prestam. Não, esquece.

Tenho uma ideia parva, mas não sei.

Qual?

Diz lá, meu. Qual é?

E se pedirmos à Malena?

-Qual é a piada? -Nenhuma.

-À Malena? -Sim, à Malena, idiota.

Ela é boa. Eu ouvi-a e ela é ótima.

"Ela é boa. Eu ouvi-a."

Quem és tu? O Omar Chabán? Não te metas.

A miúda toca guitarra,

mas não sei se tem o que é preciso.

Não tens o que é preciso para deixar uma rapariga entrar na banda.

Vamos dar-lhe uma hipótese.

Discutimos isto juntos mais tarde.

Juntos, aqui.

Os que decidem.

Vamos ouvir um solo, Jimi.

-Algo simples. -Cuidado com o que desejas.

Dá-lhe.

O Alemão quer outra guitarra. Alinhas?

Céus, Male! Assustaste-me. Que estás a fazer às escuras?

Estou a comer, mãe.

Assustaste-me.

-Olá. -Olá.

Estás em brasa.

Estava. O fogo apagou-se. O tipo era um fiasco.

-Usa um garfo. -Estou só a petiscar.

-Está bem, mas usa um garfo. -Está bem.

Queres?

Está bem.

-Toma. -Vou ensaiar.

Senta-te um minuto, acaba de comer e depois vais.

Porque vais ensaiar tão tarde?

Os rapazes vão avaliar-me.

Precisam de outra guitarra.

Vai correr bem.

Como sabes?

Porque é óbvio. Vai correr bem.

-É o que as mães dizem sempre. -Pois.

-Isto é delicioso. -A salada está deliciosa.

PARA NICO: Queres ir beber uma cerveja?

MENSAGEM ENVIADA

Olá.

Olá.

Não sei se conseguiria viver noutro sítio.

A sério? Eu nem penso nisso.

Não pensas no futuro?

Não. Para quê?

Não sei. Nas coisas que queres fazer, nos teus planos.

Toma, fuma um bocado.

Sabes? Ontem à noite, pus-me a pensar na amizade.

Tipo, em geral.

Parece uma loucura pensar que...

...há quatro mil milhões de pessoas no mundo

e só escolhemos algumas com quem partilhar a vida.

Diz lá. Achas que seremos sempre amigos?

Sim.

Espero que sim, não é?

Mas porque perguntas? Que se passa?

Não sei. São só pensamentos aleatórios.

Andas a fumar muita erva.

Talvez.

Talvez esteja a ficar deprimido.

Tu? Porquê?

Não sei. Reflexões de final de ano, coisas que aconteceram...

Mas tu és um ás. Um ás de espadas.

Terás sucesso em tudo o que fizeres.

Achas?

Claro, meu.

As pessoas seguem-te, ouvem-te.

Sempre foste assim.

E tu?

O quê?

És muito diferente.

Voas muito mais alto.

Só precisas de acreditar mais em ti.

Adoro-te, idiota.

E eu a ti.

E vai...

Eu sou assim

A rua vive em mim

Já estava à espera

E não queria dizer

O bairro canta à noite para mim

Ela está feliz...

-Luli, estás bem? -Estás bem?

Magoaste-te?

Não acerto uma.

Porque me esforço? Trabalho o dia todo. Pratico a qualquer hora.

-Gastaste uma fortuna em patins. -Não.

Fiquei muito feliz por tos dar.

Faço figura de parva.

Mais vale ficar em casa.

Essa é a frase mais antidesportiva que já ouvi. Vá lá, Lula.

Assinado por alguém que nunca faz desporto.

Todos prontos para a revisão?

Todos no gabinete em cinco minutos, por favor. Todos prontos.

Ouve, preciso de que verifiques isto.

Anda lá. Sim.

Pronto.

Boa. Está espetacular. Boa.

Olha para mim. Um pouco mais alto. Boa.

Vá lá!

Um pouco mais. Assim.

Tamara.

-Sim. -Entra.

-Desculpe, entrei sozinha. -Não faz mal. Não há problema. Entra.

São muito boas.

-Muito boas. -Obrigada.

-Esta é a minha preferida. -A sério?

É perto da minha casa.

-A sério? -É onde os rapazes ensaiam.

Um dia, peguei na câmara, fui lá e deixaram-me entrar.

-Do nada? -Sim.

Fantástico. Os Callejeros não nos ligam nenhuma.

-A sério? -Sim.

Conhece-los bem, certo?

Temos amigos em comum.

Desculpa.

-És o Bichito_04? -Sou.

Como estás?

-És o Fabián. -Sim, reconheceste-me.

-Tudo bem? -Sim.

-Como estás? -Bem.

Vamos beber algo?

Sim, vamos. Depois, podíamos ir ao cinema.

Claro! Um encontro a sério. Agrada-me.

Vi as tuas fotos porque andava à procura de fotos dos Callejeros.

Encontrei o teu Fotolog e vi que eras boa fotógrafa.

E pensei: "Vou enviar-lhe um e-mail."

Que filme vamos ver?

Não sei. Acho que há um festival de cinema aqui perto.

Um festival?

Que estranho.

O que nos interessa é alguém que tenha acesso à banda.

Perfeito.

Podes cobrir os três concertos no Cromañón?

Estás bem?

Desculpa.

Desculpa.

Sabes o que li no jornal?

Que tipos inquietos como tu podem tomar um comprimido que os acalma.

Cala-te! Nem sabes ler.

Sendo tão burro, nem vais acabar o secundário.

O jornal diz isso?

-Sim! -Então? O Jagger estava ali dentro?

Tomaste alguma coisa?

Ouçam, seus idiotas.

Os três concertos dos Callejeros no Cromañón...

São meus.

-Boa! -Sim, meu!

Pessoal, só um segundo. Quero dizer uma coisa.

Conhecem-me como treinador das crianças.

Queria contar-vos uma coisa que nos deixou muito felizes.

Depois de um grande esforço,

conseguimos donativos para materiais de construção do campo de futebol.

Por isso, felicidades. Boas festas e vamos aproveitar. Nós merecemos.

Obrigado por teres vindo.

Não me agradeças. Terás de me compensar.

Adoro quando ficas a dever-me.

-Adeus. -Adeus, linda.

Boa sorte com o ensaio.

Vamos ver quem marca! Tragam a bola.

Vá, chuta!

Ouçam, amigos.

Somos os únicos que podem representar-nos

e lutar contra o sistema criminoso que causou o massacre do Cromañón,

que continua a ceifar vidas, como a do Javier,

que, quase quatro anos depois,

foi incapaz de lidar com este inferno, esta merda com que nos obrigam a viver.

Mas, agora, a nossa luta

é também uma expressão de lealdade.

Lealdade a nós mesmos,

às pessoas que éramos antes de 30 de dezembro de 2004.

Lealdade às nossas paixões, às nossas ideias,

mas, sobretudo,

lealdade aos amigos e familiares que morreram no Cromañón.

Justiça pelos nossos filhos!

Obrigado, Nico.

É muito importante ouvir...

A todos vocês.

Sei que são tempos complicados para todos, tempos de ansiedade...

Olá, mãe.

Olá.

Fiz qualquer coisa com o que encontrei nas caixas,

por isso, não critiques muito.

Como estão os rapazes?

Bem.

Vai lavar as mãos. O jantar está quase pronto.

Não tenho fome, mãe.

Importas-te? Estou muito cansada.

Prefiro ir para a cama. Como contigo amanhã.

Desculpa, mãe.

Isto é assim

Sei que viste algo em mim

Não sei como dizer

O que queres ouvir

A vida tem sempre algo mais para descobrir

E acho que contigo Os meus medos podem desaparecer

Finalmente, alguém talentoso. Foste ótima. Adorei.

Eu gostei, Male. Gostei muito.

Traz algo diferente à banda. É ótimo.

Não é? É bom.

Ouve, minha querida Malena.

Tens boa atitude, mas talvez não sejas o tipo de guitarrista de que precisamos.

O teu estilo é mais punk

e nós somos mais uma banda de rock and roll.

Não sei.

Talvez o problema seja nosso.

-Certo. -Tuca?

-O quê? -Que achas?

Sim, és ótima, Male.

Tocas muito bem.

Adorei.

Não sei dizer qual é o teu estilo, mas tudo bem.

-Tens uma grande personalidade... -Não finjas que gostas.

Estou a dizer a verdade.

Quero saber o que realmente achas.

Calma, não te irrites.

Não estou irritada, mas sejam honestos. Sou eu.

-Não gosto que brinquem comigo. -Não estamos a brincar contigo.

-Estamos a dizer isto com respeito. -Então?

Não sei. Não creio que seja o som que procuramos.

Precisamos mais de um guitarrista de rock and roll clássico.

Mais convencional, digamos.

É claro que somos mais teimosos.

-Tu estás muito melhor. -Sim, claro, Cheti.

Vão-se foder.

Malena!

Male!

Espera aí. Espera!

-Ignora-os. -Não tentes consolar-me. Acabou.

Porque estás zangada comigo? Foste ótima.

-Eu disse-o à frente de todos. -Sim.

És um génio. Tão querido. Que faria eu sem ti?

Podes acalmar-te? Qual é o teu problema?

Nenhum, mas para de me enganar sobre eu ser boa, Nico.

Trouxeste-me aqui para me humilhar.

Mas, Male, eu só...

Era óbvio que não estaria pronta da noite para o dia.

Essas coisas levam tempo.

É por isso que vocês ensaiam e se reúnem tantas vezes.

Não sei. Estava a tentar ajudar. Agora, já está...

Sim, foi uma porcaria. Sabes que mais?

Só queres foder. És um idiota. Dos grandes.

Male, como estás?

Bem, Silvi. Um pouco atordoada. E tu?

Bem. Entra.

Olá.

-Olá, Male. -Como vais?

-Fica à vontade. -Eu estou bem, obrigada.

O Lucas deve estar a consertar o mundo. Chega daqui a nada.

É um idealista.

Gosta de desporto,

trabalho social no bairro, atividades...

A Tamara é diferente. Gosta de fotografia.

É mais artista.

E esta é a Malena, namorada do Lucas. Ainda anda à procura de vocação.

Quem não se sentiu perdido aos 18 anos?

Tenho 19, Carlos.

Male, queres alguma coisa?

Tem vinho?

Sim.

Olá.

-Tudo bem? -Sim. Vou andando.

A desiludir o mundo, como sempre.

Estava a falar de vocês.

Resumindo, tu e a Tami vão bem. Eu ainda não encontrei um propósito.

Outra vez, pai?

Nem toda a gente usa fato aos 18 anos.

Ninguém te mandou trabalhar num escritório. Disse isso?

-Carlos... -Só fiz um comentário na minha casa.

Só disse que a Malena ainda não sabe o que fazer da vida,

como a maioria dos jovens de hoje em dia.

Não sei porque tens de sublinhar isso.

-Vinho branco. -É só um comentário.

Porque te estás a meter? Não sabes do que estamos a falar.

Meto-me porque é sempre a mesma coisa. Falas sempre...

Juro que pagaria para ver como eras quando tinhas 18 anos.

Então, Male?

Como é estar de volta ao bairro?

Bom.

Estranho.

Eu conhecia o Javier.

O rapaz que se suicidou.

Vi-o uma vez, mas...

...ele tirou-me do Cromañón.

Parece que encontrou a mochila que perdi naquele dia

e ficou com ela este tempo todo.

Há quanto tempo te foste embora?

Pouco mais de três anos.

Vou buscá-la, sim?

Vamos ver quem consegue marcar um golo! Traz a bola.

Agora, chuta. Chuta!

Que estás a escrever?

-"Nunca aprendo, amor. Nunca aprendo..." -Chega.

Malena!

-Olá, Silvi. -Olá.

Olá, querida.

Que bom ver-te.

-Estás tão magra. -Talvez.

Isto é teu.

Obrigada, Carlos.

Haverá mais de 300 miúdos a testemunhar no julgamento.

Estou a ver. São bastantes.

Ficaríamos muito gratos se testemunhasses, Malena.

Foste uma parte importante da vida do Lucas.

Podem falar disso mais tarde.

Sim, talvez.

Vais ver que está tudo como o Lucas deixou.

Podes ficar o tempo que quiseres, está bem, minha querida?

Legendas: Nadine Gil

Supervisão Criativa Hernâni Azenha

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