Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Adolf Hitler causou a morte de 50 milh�es de pessoas.
Uma na��o inteira arruinou-se por ele.
Foi odiado por aqueles que perseguiu
e at� por alguns dos seus comandantes.
Mas, em 25 anos,
ningu�m conseguiu mat�-lo.
Winston Churchill tinha poucos guarda-costas,
ao passo que Hitler tinha milhares.
Precisava deles.
Nas suas viagens pela Europa,
houve mais de 40 tentativas de assassinato.
Agora, concedido o acesso aos registos originais das SS,
os produtores de Churchill's Bodyguard
revelam pela primeira vez nesta nova s�rie
como o destino e um pequeno n�mero de guarda-costas selecionados a dedo
ajudaram este g�nio maligno a enganar a morte
em tantas ocasi�es.
Porque nunca conseguiu ningu�m matar Adolf Hitler?
Muitos quiseram faz�-lo,
mas como mostra esta s�rie,
n�o era assim t�o simples.
Proteg�-lo era um dos trabalhos mais dif�ceis do mundo.
Ao evoluir de pol�tico demagogo
a supremo governante da Alemanha nazi,
acumulou uma longa lista de inimigos.
S�o conhecidas mais de 40 conspira��es
e tentativas de assass�nio
ao longo da sua carreira pol�tica.
Centenas de amea�as foram registadas pela Pol�cia alem�.
Em contraste com Winston Churchill da Gr�-Bretanha,
que contava com um �nico guarda-costas pessoal,
Hitler acumulou milhares.
Mas mais nem sempre � melhor.
Hitler sabia isso,
e contava sempre
com um grupo restrito e extremamente leal.
Hitler n�o era cobarde,
sobretudo na sua juventude.
Serviu quatro anos na Frente Ocidental na Primeira Guerra Mundial
e ganhou uma Cruz de Ferro de 1.� Classe.
Nos primeiros anos da sua luta pol�tica,
envolvia-se em brigas sangrentas
com opositores pol�ticos.
Os homens que lutaram a seu lado nestes primeiros conflitos
permaneceriam no centro da sua seguran�a.
Uma guarda pessoal que acompanharia Hitler para o resto da sua vida.
Homens como Bruno Gesche,
um duro lutador de rua
que fazia o trabalho sujo de bom grado.
Enquanto Hitler lutava por tornar-se chanceler da Alemanha,
veteranos pouco sofisticados como Gesche
pareciam desenquadrados
entre os milhares de pol�cias profissionais e tropas paramilitares
que formavam camadas protetoras � volta de Hitler.
Hitler retribuiu a lealdade a Gesche
mantendo-o por perto.
Foi o guarda-costas mais pr�ximo de Hitler.
Como outros antigos companheiros do F�hrer,
era uma lembran�a constante de uma �poca mais atribulada.
Quando o Cabo Adolf Hitler
regressou da linha da frente para Munique, na Baviera,
depois da humilhante derrota da Alemanha em 1918,
tinha 29 anos de idade.
Como outros centenas de milhares de veteranos,
estava frustrado e zangado,
convencido de que tinham sido tra�dos pelos comunistas e judeus do seu pa�s.
Fic�mos espantados.
As tropas da frente n�o tinham sido derrotadas.
Interrog�mo-nos sobre o cessar-fogo t�o abrupto...
... e porque tivemos de abandonar as nossas posi��es
t�o apressadamente,
porque j� est�vamos em territ�rio inimigo.
Estes homens eram solo f�rtil
para os grupos pol�ticos extremistas
que pareciam oferecer solu��es para as suas dificuldades.
Comunistas, socialistas e nacionalistas
travavam guerrilhas urbanas.
Por vezes, a nova Rep�blica de Weimar
ficava � beira de uma guerra civil.
Nesta �poca perigosa,
Adolf Hitler aproveitou a oportunidade
e criou reputa��o
como um l�der demagogo em Munique.
Para sua prote��o, fez o que faria qualquer bandido.
Rodeou-se de capangas.
Homens rijos que estariam � altura dos seus rivais
e protegeriam Hitler
enquanto incitava o povo
com discursos racistas.
Ficaram conhecidos como as Sturmabteilung,
ou as SA,
rufias vestidos de castanho
que intimidavam os advers�rios com punhos,
paus e, por vezes, pistolas,
policiando reuni�es nazis
e a p�r fim �s dos seus rivais.
Dentro desta quadrilha paramilitar
existia um n�cleo central,
os primeiros guarda-costas de Hitler,
designados de Ordnertruppe,
ou Tropa de Guarda,
e depois Stosstrupp-Hitler,
ou Tropa de Assalto de Hitler.
A Tropa de Assalto inclu�a homens como Rudolf Hess,
que seria secret�rio de Hitler.
Julius Schreck, que viria a ser o motorista privado de Hitler.
Emil Maurice,
que seria preso com Hitler
e saberia os segredos mais negros do seu l�der.
E Ulrich Graf, um antigo carniceiro,
que pouco tempo depois esteve perto de morrer pelo l�der.
Dos homens mais duros das SA era Bruno Gesche.
Com apenas 17 anos ao tornar-se membro em 1922
e novo demais para ter servido na guerra,
Gesche aspirava ter uma vida ativa.
Era arruaceiro por natureza
e a sua atividade pol�tica custou-lhe uns empregos.
N�o queria saber,
desde que estivesse a seguir as ordens de Hitler.
Depois de um golpe de Estado falhado em 1923,
Hitler foi preso
e o seu partido foi banido.
Mas Gesche manteve a esperan�a
e juntou-se a um partido nazi ressuscitado
em junho de 1925.
Agora ambicionava
promover-se dentro do partido.
Depois de um com�cio em 1927,
foi transferido para um grupo de elite das SA.
Este era a Schutzstaffel, ou as SS,
ou o esquadr�o protetor de Hitler,
que havia sido criado em 1925
quando os nazis se restabeleceram.
Enquanto que a ades�o �s SA
chegava aos milhares,
a SS come�ou com menos de 100 homens,
e quando Gesche se uniu a eles
ainda s� tinha 280.
Inicialmente, os homens das SS distinguiam-se dos das SA
usando chap�us pretos
com uma caveira e ossos cruzados
e um uniforme cinzento.
Mas n�o tardaram a vestir-se de negro
com bon�s com pala e botas polidas,
o uniforme que atemorizaria
toda a Europa.
As SS tinham normas de admiss�o mais estritas
do que as das SA
e cultivavam uma maior disciplina.
Ainda que subordinados �s SA,
os seus membros julgavam-se a elite do partido nazi.
Ap�s sair da pris�o,
Hitler apercebeu-se de que a revolu��o n�o lhe traria o poder.
Teria de se tornar num pol�tico leg�timo
e usar a democracia para chegar ao poder.
Levou anos de campanhas pol�ticas
para angariar os votos de que precisava.
No come�o, o trabalho era lento,
pois a Rep�blica de Weimar estabilizou durante os meados dos anos 20
e o interesse por partidos extremistas dissipou-se.
Mas a situa��o mudou de figura
� medida que o desemprego e o desespero se apoderaram da Alemanha
no rescaldo do colapso da bolsa
em outubro de 1929.
Em 1932,
os nazis eram o maior partido no Reichstag
ganhando mais de 37 % dos votos.
O recrutamento das SA
explodiu de 200 000 para 2 500 000.
Simultaneamente, as SS tamb�m expandiram,
pois tinham agora um l�der
que planeava grandes coisas.
Em 1929, Hitler designou Heinrich Himmler
como Reichsf�hrer-SS.
Este homem de 29 anos de �culos,
antigo funcion�rio e criador de galinhas,
entraria neste cargo com uma ambi��o implac�vel
e quis converter as SS
na organiza��o mais temida da Alemanha.
Gesche foi promovido nos Camisas Negras
para o cargo de SS Sturmf�hrer.
Em breve, este duro lutador de rua
seria um dos protetores mais fi�veis de Hitler.
Mas isto exp�-lo aos ci�mes e suspeitas de Himmler,
o seu chefe simb�lico,
um homem que n�o suportava ter rivais
e que, para eliminar qualquer competi��o,
detetava as suas fraquezas.
Ao Gesche tornar-se num dos protetores mais fi�is de Hitler
e gozando do prest�gio que isto lhe trazia,
tornou-se v�tima dos seus dem�nios interiores.
Entre eles estava o v�cio pelo �lcool.
Himmler documentava o comportamento dos mais pr�ximos de Hitler.
Observava e tomava nota.
Quando esses homens se descontrolavam,
investia e eliminava-os.
A hist�ria deste conflito
entre Gesche e Himmler
era representativo do caos
que marcou as for�as de seguran�a de Hitler.
E no entanto, o F�hrer pouco se importava
com estas rivalidades que nasciam � sua volta.
Na verdade, dava valor a isso
por saber que seria com este caos que asseguraria a sua seguran�a.
Berlim, fevereiro de 1932.
Bruno Gesche � um dos oito eleitos
de um grupo de jovens excecionais das SS
para formar a SS-Begleitkommando,
o esquadr�o de escolta de Hitler
que estaria sempre de servi�o,
protegendo o F�hrer
em tr�s turnos de oito horas.
Este cargo era uma grande honra para o jovem de 27 anos,
mas Gesche n�o tardou em ser v�tima do seu chefe simb�lico.
Apenas oito meses depois, quando Hitler discursava num com�cio nazi,
Gesche criticou abertamente o baixo n�vel de seguran�a.
Era da responsabilidade das SS
e, implicitamente,
qualquer cr�tica era tamb�m dirigida a Himmler.
O chefe das SS enfureceu-se
e mandou um dos seus lacaios exigir a despromo��o de Gesche
e que fosse retirado da SS-Begleitkommando.
Alegou-se que os coment�rios de Gesche tinham humilhado as SS
e manchado a sua imagem profissional.
Mas Himmler n�o o conseguiu.
Gesche foi apenas repreendido.
Era um aviso para Himmler,
para que n�o tocasse nos que acompanhavam Hitler.
Pouco tempo depois, deitou-se sal nas feridas do Reichsf�hrer-SS
quando teve de assinar o contrato
a confirmar o emprego de Gesche.
Na opini�o de Himmler,
isto era apenas um pr�logo do seu conflito com Gesche.
Em janeiro de 1933,
como l�der do que permanecia o maior partido no Reichstag,
Hitler foi feito Chanceler da Alemanha.
Como chefe do governo,
Hitler dispunha
todos os dispositivos de seguran�a da Rep�blica de Weimar.
Mas como l�der do Partido Nazi,
usava principalmente as suas pr�prias for�as de seguran�a,
e esta guarda expandiu-se muit�ssimo.
O grupo central continuava a ser a SS-Begleitkommando,
o esquadr�o de oito homens
que protegia Hitler 24 horas por dia.
E tamb�m dispunha das SS de Himmler.
Com apenas 280 homens em 1929,
chegou aos 10 000 nos finais de 1931.
Foi a partir destas tropas vestidas a negro
que o novo chanceler mandou recrutar,
no dia 17 de mar�o de 1933, uma guarda de pal�cio,
que foi rapidamente chamada de Leibstandarte SS.
Com um n�mero inicial de 120 homens
sob o comando de um antigo sargento do ex�rcito
e agente da Pol�cia, Sepp Dietrich,
o papel da Leibstandarte era vigiar as resid�ncias e gabinetes de Hitler,
formar uma barreira em volta do F�hrer
durante apari��es p�blicas
e aplicar a for�a
em opera��es de seguran�a.
Num ano, a unidade crescera para quase 1000 homens
e aquartelava-se em Lichterfelde.
Embora tecnicamente sob o comando de Himmler,
Dietrich recebia ordens diretamente de Hitler.
Para complicar a situa��o,
apenas dois dias ap�s Hitler ordenar
a forma��o da Leibstandarte,
Himmler autorizara a elabora��o de um grupo de seguran�a do F�hrer,
o F�hrer Schutzkommando,
composto por investigadores da Pol�cia Estatal da Baviera,
que Himmler comandava ap�s a subida ao poder dos nazis.
No seu comando estava outro duro e antigo soldado,
o capit�o da Pol�cia da Baviera, Johann Rattenhuber.
A confus�o criada por duas unidades rivais de seguran�a do F�hrer
revelou-se num incidente
na primavera de 1933.
Ao passar por Munique,
Hitler apercebeu-se de um carro que o seguia.
Disse ao motorista para acelerar o seu Mercedes sobrealimentado
para se afastarem do outro carro.
Afinal, o carro misterioso que perseguia Hitler
transportava membros do F�hrer Schutzkommando,
que n�o informaram a comitiva do F�hrer.
Hitler enraiveceu-se.
Sempre suspeitara da Pol�cia civil,
sobretudo da Pol�cia b�vara que quase o matou
durante o Putsch da Cervejaria.
Mesmo assim, Himmler superou os preconceitos de Hitler.
O F�hrer Schutzkommando tornou-se numa ag�ncia diferente,
o Reichssicherheitsdienst,
o Servi�o de Seguran�a do Reich, ou RSD.
Himmler continuava a ser o chefe,
mas tal como Dietrich,
Rattenhuber recebia ordens diretamente de Hitler.
Respons�vel pela seguran�a geral de Hitler,
a RSD investigava conspira��es para o assassinar,
vigiava locais importantes, como os seus restaurantes preferidos,
garantia a prote��o dos itiner�rios,
e inspecionava o pessoal e os locais
antes de apari��es p�blicas importantes.
Composto por detetives profissionais,
a RSD menosprezava indiv�duos como Bruno Gesche
e os seus colegas da escolta de Hitler.
Eram considerados, e com alguma raz�o,
uns brutamontes
sem qualquer experi�ncia policial.
Mas Hitler n�o rejeitava os menos intelectuais
e preferia a companhia dos seus velhos companheiros.
Apesar dos novos n�veis de seguran�a,
que agora o rodeavam,
Hitler n�o acreditava na sua efic�cia.
Ao falar com antigos colegas durante a guerra,
revelou o que sentia sobre a sua seguran�a.
Das duas vezes em que quase me assassinaram
fiquei a dever a minha vida, n�o � Pol�cia,
mas � sorte pura.
Os dois casos a que se referia
eram uma explos�o durante uma celebra��o do Putsch de Munique...
... que s� n�o o matou
porque sa�ra 12 minutos antes do normal
e por um estudante su��o,
que o perseguiu pela Alemanha,
ter sido detido por acaso
por um funcion�rio ferrovi�rio.
Como Hitler disse:
As confiss�es do su��o interessavam-me.
Confirmaram a minha convic��o
de que ningu�m pode evitar um assassino
que est� pronto para se sacrificar
para cumprir a sua miss�o.
Compreendo porque 90 % dos assassinatos do passado foram bem-sucedidos.
A �nica medida de precau��o
� viver irregularmente.
Caminhar, conduzir e viajar
com hor�rios irregulares e sem aviso pr�vio.
Hitler seguia isto � risca,
para grande desgosto do seus agentes de seguran�a,
e mudava sempre de ideias � �ltima da hora
sobre as rotas e meios de transporte.
Sempre que me desloco de carro,
fa�o-o inesperadamente
e sem avisar a Pol�cia.
Assim que a Pol�cia toma conhecimento
de que vou a algum lado,
tomam medidas de emerg�ncia,
que atraem demasiada aten��o.
Uma vez,
quando conduzia de Viena para Pressburgo,
a Pol�cia fez soar o alarme em todo o percurso,
uma decis�o tanto mais perigosa
por n�o terem pessoal suficiente a vigiar as estradas.
Ainda por cima,
os agentes � paisana da Gestapo
vestiam-se com umas roupas t�o incr�veis,
como capas de palafreneiros,
que qualquer idiota os reconhecia.
Hitler apenas queria ter seguran�a organizada durante apari��es p�blicas,
e ainda assim podia ser fatalista.
Como n�o pode haver uma seguran�a total contra fan�ticos,
fa�o quest�o de me p�r sempre de p� dentro do carro.
O mundo pertence aos corajosos.
Se um assassino me quiser alvejar
ou matar-me com uma bomba,
n�o estou mais seguro sentado
do que de p�.
� talvez devido a este ceticismo
sobre os esfor�os realizados pelos seus regimentos de agentes de seguran�a
que o faziam rodear-se de rostos familiares,
antigos guarda-costas como Bruno Gesche.
Mas isto n�o agradava ao comandante das SS,
que nunca deixou de estar em conflito com Gesche.
Enquanto Himmler adquiria um poder quase ilimitado na Alemanha nazi,
voltaria a atorment�-lo.
O guarda-costas n�mero um de Hitler
precisaria da sua pr�pria seguran�a,
e esta seria oferecida pelo F�hrer.
Em maio de 1934, Bruno Gesche tornou-se comandante da escolta de Hitler,
a SS-Begleitkommando.
Quase imediatamente, Himmler tentou assumir o controlo
dos guarda-costas de Hitler.
Foram incorporados no Servi�o de Seguran�a do Reich
por raz�es administrativas.
E depois, suspendeu os seus sal�rios
para demonstrar a sua autoridade.
Mas Gesche n�o se deixou iludir
e evitou confrontar Himmler diretamente,
indo falar com Sepp Dietrich,
o comandante pragm�tico da Leibstandarte.
Dietrich tinha uma avers�o por Himmler
e anos depois descreveria a sua gan�ncia.
A sua fome de poder
era insaci�vel.
A isto juntava-se o seu jeito para acumular e roubar.
Recebia dinheiro de todo o lado e de qualquer pessoa.
Todos os l�deres das SS
tinham de lhe fazer uma doa��o mensal.
Dietrich era pr�ximo do F�hrer
e insistiu que o seu guarda-costas voltasse a receber o sal�rio.
Himmler teve de ceder.
Era mais uma humilha��o criada por Gesche
e que n�o seria esquecida nem desculpada.
Mas durante os quatro anos seguintes
a rela��o entre os dois manteve-se tensa
mas nunca ao ponto de haver um confronto direto.
Himmler focou-se em estabelecer as SS
como a for�a dominante do estado nazi.
Durante 1936,
formalizou-se o controlo de Himmler de toda a Pol�cia alem�
e a Gestapo entranhou a sua rede secreta de vigil�ncia
em todos os aspetos da vida alem�.
Enquanto Hitler se focava em regenerar a Alemanha
atrav�s de um imenso programa de obras p�blicas,
como a rede de autoestradas,
e um vasto programa de rearmamento,
os seus guarda-costas assentaram numa rotina.
Onde quer que fosse, ia acompanhado por homens da Begleitkommando.
Antes de uma viagem ou evento formal,
a RSD inspecionava o percurso,
os edif�cios,
e o local que Hitler iria visitar.
A Gestapo local e a Pol�cia
seriam usadas quando necess�rio.
Na medida do poss�vel, as ruas e �reas perto de um edif�cio
contariam com a presen�a de homens das SS,
alternadamente virados para a multid�o.
Haveria atiradores nos telhados,
enquanto agentes ou pol�cias � paisana se misturavam com o p�blico.
A comitiva do F�hrer
era antecedida por um �nico carro piloto,
para avisar os guardas.
Depois, 50 metros atr�s,
seguia o carro de Hitler.
Por regra um Grosser Mercedes reluzente com seis lugares,
ou o enorme Mercedes G4 de seis rodas.
Hitler ia sempre � frente, sentado ou de p�
ao lado do condutor,
com um membro da Begleitkommando
e um assistente atr�s de si.
Logo atr�s seguiam tr�s carros
com o resto da escolta de Hitler
e um destacamento de agentes da RSD.
Depois, a uma dist�ncia de 100 metros,
seguiam os carros de outros chefes nazis
ou de visitas estrangeiras.
No come�o de 1938,
quando Hitler come�ou a p�r em pr�tica os seus planos de expans�o agressiva,
a sua guarda ficou com responsabilidades acrescidas.
O primeiro alvo de Hitler
foi a sua terra natal, a �ustria.
Depois de o governo se recusar a ceder �s exig�ncias de Hitler
e anunciar um referendo sobre uma poss�vel unifica��o com a Alemanha,
Hitler ordenou uma invas�o a 12 de mar�o.
A surpresa total e a acalorada rece��o por parte de nazis locais
permitiu uma investida pac�fica
e at� popular.
BERLIM
Hitler estava ansioso por visitar a sua nova conquista
e voou imediatamente para Munique.
MUNIQUE
Cruzou a fronteira at� Braunau, onde havia nascido,
com uma escolta de 12 carros,
todos eles Mercedes-Benz de seis rodas.
Cinco transportavam o esquadr�o de seguran�a
e agentes da RSD comandados por Bruno Gesche.
Era recebido por multid�es
sempre que parava,
mas Gesche e os seus guarda-costas n�o corriam riscos.
Cada um tinha duas pistolas
e dispunham de 14 pistolas-metralhadoras,
com mais de 2500 balas.
Faziam bem em preocupar-se.
A pol�tica externa de Hitler
aumentava o n�mero de inimigos
que se alinhavam contra ele
e que adorariam v�-lo morto.
Foi justamente quando a press�o
sobre os guarda-costas crescia
que Himmler tentou de novo
conter as atividades
da escolta das SS de Hitler.
No final de 1937,
impusera uma nova regra
nos membros das SS.
Se declarados culpados de abuso de �lcool,
teriam de abster-se durante 12 anos ou teriam de pedir a demiss�o.
Tendo provas
de que o consumo de �lcool de Gesche era desenfreado e perigoso
para poder exercer o seu cargo,
Himmler achou que podia travar o guarda-costas de uma vez por todas.
No dia 26 de setembro de 1938,
Gesche foi for�ado a assinar uma declara��o escrita
onde jurava n�o beber �lcool durante tr�s anos
ou arriscava ser expulso das SS.
Gesche n�o teve escolha sen�o assinar.
Parecia que Himmler sa�ra vitorioso,
mas n�o por muito tempo.
Apenas uns meses depois,
tal era o afeto por Gesche
entre os seus colegas
e a influ�ncia do F�hrer,
que Himmler teve de acabar com a proibi��o.
Parecia que Hitler n�o se importava
que o chefe dos seus guarda-costas bebesse demais enquanto trabalhava.
Na verdade, esta n�o era a �nica fraqueza
do seu maior protetor
que Hitler escolhia ignorar.
Gesche era um pouco estr�bico, e Hitler dizia na brincadeira
que era bom que n�o se sentasse diretamente atr�s de si no carro,
se n�o, podia ser atingido por engano.
Mas escolhia correr esse risco.
Com uma guerra europeia cada vez mais pr�xima,
e os seus generais cada vez mais preocupados
com a dire��o que a Alemanha tomava,
Hitler gostava de estar rodeado
de homens em quem confiava.
A Segunda Guerra Mundial come�ou bem para Adolf Hitler.
No dia 1 de setembro de 1939,
ex�rcitos alem�es entraram em territ�rio polaco
e depressa ocuparam a parte ocidental do pa�s.
BERLIM
Hitler estava impaciente por visitar as suas conquistas,
e apenas dois dias ap�s o in�cio da campanha
deixou Berlim de comboio
para visitar a frente na Pol�nia.
A Begleitkommando e a RSD
vestiam agora uniformes cinzentos das SS
com ins�gnias assinalando as hierarquias da Pol�cia militar.
Continuariam a ser respons�veis
pela seguran�a apertada de Hitler,
mas a seguran�a mais abrangente inclu�a outro grupo,
potencialmente em rivalidade.
Este era o batalh�o de escolta do F�hrer do ex�rcito,
ou o F�hrer Begleit Battalion,
comandado pelo Coronel Erwin Rommel.
Criada mesmo antes do come�o da guerra,
esta nova unidade ficou respons�vel pela vigil�ncia dos seus quart�is-generais
e por acompanh�-lo
nas visitas a postos de comando na frente.
Quando o comboio chegou a Bad Polzin,
Hitler e a sua comitiva passaram para uma s�rie de Mercedes cinzentos.
Todos tinham teto aberto,
com metralhadoras instaladas nos carros da escolta das SS.
Tropas do batalh�o de escolta, de motocicletas e carros blindados,
seguiam � frente e atr�s da comitiva.
Estavam todos tranquilos.
Hitler temia pouco,
pensando que ningu�m o atacaria
rodeado de tropas.
Os guarda-costas conversavam
e fotografavam-se uns aos outros.
Mas ao passar pelo meio rural,
ouviu-se um disparo.
Um franco-atirador polaco matou um camionista alem�o
ao passar perto da escolta de Hitler.
O cami�o perdeu o controlo
e chocou com um ve�culo da escolta de Hitler.
Escaparam por pouco,
mas nada iria impedir Hitler
e os guarda-costas.
Horas mais tarde, observou as suas tropas
a atravessar o Rio V�stula
enquanto os polacos bombardeavam
a apenas 1,6 km dali.
Hitler sentia-se triunfante,
e Gesche e a escolta das SS em geral
sentiam o mesmo,
o que os levou a baixar a guarda.
Estavam prestes a receber um s�rio aviso
apenas dois meses depois.
No dia 8 de novembro de 1939,
Hitler visitou a cervejaria B�rgerbrau em Munique
para um dos rituais mais sagrados do partido nazi:
a comemora��o do anivers�rio
do Putsch falhado de 1923.
Come�ou a falar pouco depois das 20 h,
antecipando-se,
por ter assuntos prementes por tratar em Berlim.
�s 21h07, j� tinha abandonado o sal�o.
Os seus camaradas
ficaram a beber e a conversar.
Apenas 12 minutos depois,
explodiu uma bomba por tr�s da tribuna.
Morreram oito pessoas e 60 ficaram feridas.
Na opini�o de Hitler, ter escapado era prova da sua miss�o divina.
Mas esta tentativa chegara bem perto.
Dietrich e Himmler
tamb�m escaparam � carnificina,
mas era m� not�cia para o segundo.
A RSD era respons�vel
por verificar todos os locais
antes de um evento de Hitler.
Como foi poss�vel n�o terem detetado a bomba?
Como n�o detetaram o bombista que a plantara?
Foi uma falha grave
que em 12 minutos esteve perto de matar o F�hrer.
Os capangas de Himmler apanharam o bombista,
George Elser,
um marceneiro e comunista de 36 anos
de Vurtemberga.
Mas a sua confiss�o, extra�da pela Gestapo,
deixou Himmler incomodado.
Elser conseguira passar 30 noites na cervejaria a plantar a sua bomba.
Foi uma forte humilha��o para Himmler e a RSD.
De que servia gastar milh�es de marcos alem�es em seguran�a
se um assassino podia simplesmente entrar?
Confirmava o ceticismo que Hitler tinha sobre as suas medidas de seguran�a.
Das duas vezes em que quase me assassinaram
fiquei a dever a minha vida, n�o � Pol�cia,
mas � sorte pura.
O ataque levou a uma revis�o profunda
das medidas de seguran�a de Hitler.
Um relat�rio de 60 p�ginas recomendava
que o Gabinete Central de Seguran�a das SS,
a RSD e a Gestapo
trabalhassem mais em conjunto,
sobretudo na vigil�ncia dos edif�cios relacionados com Hitler.
Himmler estava agora t�o distra�do
que deixou Gesche em paz
durante o come�o da guerra.
Seguiram-se vit�rias atr�s de vit�rias para a Alemanha.
No in�cio de 1942,
Hitler dominava a Europa
com ex�rcitos a avan�arem cada vez mais pela Uni�o Sovi�tica.
Gesche partilhava esta euforia.
Enquanto o F�hrer se pavoneava no terra�o do Berghof,
Gesche assistia �s visitas de grandes senhores
que vinham pedir a sua prote��o.
Hitler n�o bebia �lcool,
preferindo beber sumos de ma��,
mas os seus comandantes e funcion�rios do partido
eram alco�latras.
Isto foi fatal para Gesche.
Quando bebia,
tendia a descontrolar-se.
Em abril de 1942, foi longe demais.
Um relat�rio n�o tardou a chegar a Himmler.
Numa noite de consumo excessivo,
Gesche sacou da sua pistola
e amea�ou outro agente das SS.
Conseguiram acalm�-lo,
mas, desta vez, Hitler n�o impediria que fosse castigado.
Gesche foi destitu�do do cargo de comando da guarda pessoal de Hitler
e proibido de beber por tr�s anos.
Mas pior do que isso
foi ser enviado para fazer a recruta.
Com 37 anos,
o homem que tinha desfrutado dos luxos de uma vida com Hitler,
iria ser enviado para a Frente Oriental
para participar no combate furioso contra os russos.
Deve ter parecido uma senten�a de morte.
Para Gesche, parecia ser o fim da linha.
Para Himmler parecia, finalmente,
que se poderia vingar.
A unidade para que Gesche foi enviado
depois de ser demitido da escolta de Hitler
era uma divis�o Panzer da Waffen-SS.
Em meados de 1942,
o regimento original da Leibstandarte SS
tornara-se num ex�rcito
com mais de 12 divis�es.
Vista como uma for�a de elite,
a Waffen-SS era muitas vezes usada
nas sec��es mais cr�ticas e perigosas da frente.
Gesche treinou durante oito semanas
e foi enviado para o combate no sul da R�ssia.
Era um s�rio desafio para um homem de 37 anos
sem experi�ncia em combate.
Chegou a tempo de participar na ofensiva daquele ver�o:
a Opera��o Azul.
Em finais de julho, os alem�es penetraram pelo Ex�rcito Vermelho
e aproximavam-se do seu objetivo:
os campos petrol�feros do C�ucaso.
Mas o c�lere avan�o dos Panzers
abrandou as rotas de abastecimento.
Imobilizaram-se
nos arredores de Estalinegrado.
Gesche combateu bem durante a ofensiva
e foi evacuado depois de ter sido ferido.
Para surpresa de Himmler,
foi ordenado a voltar
ao centro de opera��es de Hitler em dezembro de 1942.
Uma vida f�cil como guarda-costas
n�o o tornou vulner�vel no campo de batalha,
e Hitler estava satisfeito com a sua presta��o.
Voltou a nome�-lo comandante do seu grupo de guarda-costas,
mas foi uma medida simb�lica.
Muito do trabalho administrativo
era feito por assistentes das SS.
Gesche teve sorte em escapar.
Em novembro, os sovietes lan�aram um contra-ataque brutal em Estalinegrado,
encurralando e aniquilando
milhares de tropas alem�s
num �ltimo esfor�o desesperado.
Gesche podia ter sido um deles.
Pouco tempo depois deste desastre,
foi emitida uma ordem
dizendo que quem servira no centro de opera��es
n�o poderia combater na Frente Oriental.
A sua captura
e interroga��o pelos sovietes
podia p�r a seguran�a do F�hrer em risco.
ALEMANHA
Nesta altura, Hitler passava grande parte do tempo
no seu quartel-general principal
com o nome de c�digo Wolfschanze, ou o Covil do Lobo,
perto de Rastenburgo, na Pr�ssia Oriental.
Hoje, faz parte da Pol�nia.
As ru�nas dos enormes edif�cios e b�nqueres de cimento
ainda podem ser vistos na floresta.
A Begleitkommando e a RSD
continuavam a sua seguran�a apertada,
agora com um batalh�o de prote��o do F�hrer das Wehrmacht
que dispunha de guardas, patrulhas
e de unidades antia�reas.
A partir do Wolfschanze,
Gesche e a sua equipa acompanhavam Hitler
nas suas visitas espor�dicas a postos pr�ximos da frente,
a Berlim ou � cidade de Berchtesgaden.
Normalmente, estas viagens eram feitas de avi�o,
apesar do risco crescente de serem intercetados por avi�es Aliados.
Gesche n�o causou problemas
e evitou ter alterca��es com Himmler
durante 1943 e a maior parte de 1944.
Por essa altura, a Alemanha nazi estava decididamente a perder a guerra.
Na Frente Oriental,
o fracasso de Estalinegrado
foi seguido, em julho de 1943,
por uma derrota catastr�fica
perto da cidade de Kursk.
As tropas alem�s bateram em retirada.
Em meados de 1944,
o Ex�rcito Vermelho atravessava a fronteira da Pol�nia,
e no fim de agosto,
estava a poucos quil�metros de Vars�via.
Ainda pior para os alem�es,
a t�o esperada Frente Ocidental formara-se em junho
quando for�as americanas, brit�nicas e canadianas
atravessaram o Canal da Mancha
e criaram uma cabe�a-de-ponte
no norte de Fran�a.
No fim de agosto,
evadiram-se
e Paris foi libertada.
Gesche viu o F�hrer envelhecer rapidamente.
Por j� n�o sentir o vigor do sucesso,
Hitler vagueava pelo seu posto de comando,
apontando o dedo, n�o ao inimigo,
mas aos seus generais.
Eram eles que n�o estavam � altura dos seus grandes planos.
Eram eles que conspiravam contra ele.
E tinha raz�o.
Muitos generais queriam p�r termo � guerra
enquanto ainda podiam negociar um acordo com os Aliados.
No dia 20 de julho de 1944,
Hitler estudava mapas de batalha
no Wolfschanze
quando, numa tentativa de assassinato cuidadosamente planeada,
uma bomba explodiu debaixo da mesa.
Foram mortos quatro agentes.
Mas Hitler sobreviveu.
"Eu sou imortal", gabou-se.
Salvara-se devido � fraca constru��o do edif�cio
e �s janelas abertas
que ajudaram a atenuar a explos�o.
Mais uma vez, a boa sorte auxiliara Hitler.
Mais uma vez, a sua guarda n�o impedira
os conspiradores e a sua bomba.
Mas a boa sorte do F�hrer n�o resolvia a profunda depress�o
que se apoderava de todos eles.
Estavam a ficar sem tempo.
Em dezembro de 1944,
Gesche voltou a beber,
pegou numa pistola
e disparou contra um colega.
Desta vez, Himmler escreveu pessoalmente o processo disciplinar.
Sei que � um conhecido alco�lico
desde o ano de 1938,
como atrav�s de relat�rios
de anos e meses recentes.
Visto que n�o tolero b�bados
nas tropas do F�hrer,
despromovo-o.
Apenas devido ao seu longo servi�o
� que permito que continue a fazer parte das SS.
Dar-lhe-ei a oportunidade
de servir na Brigada Dirlewanger,
e no caso de se mostrar capaz perante o inimigo,
� poss�vel que voc� fa�a desaparecer a humilha��o
que causou a si pr�prio
e �s SS.
Espero que se abstenha do �lcool
para o resto da sua vida
e sem exce��es.
Se a sua for�a de vontade j� estiver afetada pelo �lcool
ao ponto de n�o poder cumprir este juramento,
ent�o fico � espera que apresente a sua demiss�o.
Era um castigo severo.
A Brigada Dirlewanger era uma unidade penal
cheia de criminosos que deviam sacrificar-se na frente.
Era o golpe final de Himmler
contra o guarda-costas que mais evitara o seu controlo.
A apenas umas semanas do fim do seu regime maligno,
� poss�vel que lhe tenha dado uma satisfa��o macabra.
Gesche n�o recebeu a carta at� janeiro de 1945,
e restavam apenas quatro meses para o fim do Terceiro Reich.
Talvez tenha brindado a sua chegada com uma bebida forte.
N�o podia ser enviado para a Brigada Dirlewanger
porque esta combatia na Frente Oriental.
O risco de ser capturado pelos sovietes era demasiado.
Em vez disso,
combateu na 16.� Divis�o das SS
na sua longa batida em retirada
atrav�s da It�lia, da Eslov�nia e da Hungria.
Por j� n�o fazer parte da escolta de Hitler,
n�o esteve presente nos �ltimos dias do F�hrer
no b�nquer debaixo de uma Berlim devastada.
N�o teve de escolher entre o suic�dio
ou ser capturado pelos sovietes,
sendo decerto executado
como membro das SS.
Ironicamente, Himmler fizera-lhe um favor,
poupando-o uma morte quase certa
em Berlim.
Em vez disso, fora o Reichsf�hrer-SS
que escolhera o suic�dio ao ser capturado pelos brit�nicos.
Apesar de ser o guarda-costas mais importante,
provavelmente o trabalho mais perigoso do mundo,
e proteger quem tinha tantos inimigos
e sofrera tantas tentativas de assassinato,
Gesche sobreviveu a tudo.
Sobreviveu a mais de uma d�cada de ataques vingativos de Himmler,
o homem mais mort�fero do Terceiro Reich,
e tamb�m � guerra.
Foi um feito not�vel.
Que Hitler tivesse confiado a sua seguran�a pessoal
a uma personalidade t�o inst�vel era estranho,
mas exemplo do seu afeto pelos seus camaradas
que o tinham servido na d�cada de 20.
Tamb�m demonstrava
como Hitler confiava no caos
ou na boa sorte,
como as tentativas de assassinato
acabariam por mostrar.
Legendas: Jo�o Pedro Caetano
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.