All language subtitles for Thunderhoof (Phil Karlson, 1948).portuguese-brazil

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Original subtitles

CENTELHA

Ola!

Scotty.

- O trouxe de volta? - Sim.

Qual � o problema com ele?

Ele est� morto.

Sim, morto de tanto beber.

Oh, Scotty.

- Onde o encontrou. - Na Cantina da vila.

Uma mulher chamada Panchita quase me esfaqueou por que o tirei dela.

Ele deve se orgulhar.

Voc� sabe que � natural um potro dar coices.

E � natural que um jovem como o Kid tenha um caso.

Ter um caso num esgoto?

N�o acho que seja t�o ruim. Voc� trabalhava numa cantina

quando me casei com voc�.

Eu era muito nova. E s� trabalhava l�

por que me deixavam cantar. Eu n�o era como aquelas

- outras garotas. - Eu sei disso, minha Margarida.

Voc� pode saber muita coisa, Scotty, mas � tolo com rela��o as pessoas.

Fui um tolo com voc�.

Sempre pegando gente perdida. Primeiro, o Kid, depois eu.

O Kid fugiu e n�o o vi por quase tr�s anos.

Quando o encontrei h� alguns meses, foi como encontrar um irm�o.

- Ele mudou. - Ele � jovem e selvagem.

Mas ele crescer� como voc�. Que tal servir a comida?

Precisamos aliment�-lo.

O jantar est� pronto.

Panchita!

Kid.

- Minha bela Panchita. - N�o sou a Panchita.

� claro que n�o, Margarida.

Pode parar, Kid?

Voc� � louco.

N�o acho que ele seja t�o louco. Voc�s brigavam assim antigamente.

Aqui.

Beba isso.

Isso vai te segurar.

Ei, Scotty. Me ajude a levantar.

Esque�a. Ficarei melhor deitado.

� isso que gosto, um bom senso de humor.

Devo ter desmaiado de repente.

Sim.

De repente.

Aqui. Coma.

Temos que dormir cedo hoje. N�s come�aremos cedo amanh�.

N�s? Talvez voc� e a Margarida.

Eu n�o.

Pensei que quando se juntou a essa ca�ada ao cavalo selvagem,

n�s ser�amos s�cios. Como nos velhos tempos.

Antes de voc� partir.

Os velhos tempos se foram para sempre, Scotty.

N�o h� mais cavalos selvagens o suficiente para fazer

- valer a pena ca��-los. - Exceto o Thunderhoof.

Thurderhoof.

Voc� � louco como feij�es saltitantes mexicanos.

Voc� nos levar� ao pior lugar deste lado do Rio Grande.

E por que?

Por causa de um fantasma.

Um fantasma, hein? Ele est� naquelas montanhas

a um dia ou dois.

Um dia ou dois. Ele est� sempre a um dia ou dois.

� verdade desta vez. Falei com um �ndio que o viu.

Claro, todo mundo no M�xico est� tentando pegar o Thunderhoof.

O cavalo do c�u.

Talvez tenha que ir para o c�u para peg�-lo.

Eu n�o.

N�o estou pronto ainda.

- Margarida, prepare o cobertor dele. - Por que n�o o deixa ir?

Por que ser� preciso n�s dois para pegar o Thunder.

Se sente sozinho, rapaz?

Me parece que tentou pegar aquele cavalo selvagem no ano passado.

O que te faz pensar que ele permitir� que o capture agora?

Era s� eu e a Margarida. Mas n�s dois o pegar�amos.

Ou�a, Kid. Se o visse.

Aquela bela cabe�a e o fogo em seus olhos.

Voc� nunca o esqueceria. Ele � um �timo garanh�o, Kid.

- � mesmo? - Forte, peito largo.

- Tem um cora��o de a�o. - Cora��o de a�o, hein?

As marcas dele parece que foram pintadas.

Preto e branco. A coisa mais bela que j� se viu.

A passada dele � longa.

Quando ele cavalga, seus cascos soam como trov�es.

Ou�a, Kid. N�s faremos dele a estrela

da melhor cria��o de cavalos no Texas.

- N�s? - Sim.

Voc�, eu e a Margarida.

N�o. Tr�s � demais.

Espero que a Panchita ainda esteja na cantina pela manh�.

Quando estiver s�brio pela manh�, come�aremos a procura pelo Thunderhoof.

Scotty, se eu n�o quiser ficar, como planeja me manter aqui?

S� conhe�o um jeito.

Margarida.

Esqueci de algo.

Meias de seda.

Um cavalo selvagem passou por aqui faz pouco tempo.

�?

E s� precisamos assoviar que ele vir� correndo.

S� estamos atr�s de um desta vez. E de acordo com os �ndios,

ele � mais que um cavalo.

Eles contam uma hist�ria sobre ele. Eles acreditam que quem capturar

o Thunderhoof, ter� o que merece aqui na terra.

- Eu aceito o meu com lim�o. - Voc� desiste com muita facilidade.

Vamos descansar um pouco.

N�o est� preocupado em deixar a Margarida sozinha no acampamento?

N�o, ela tem um rifle. Ela atira t�o bem quanto cozinha.

Acredito que se preocupa mais com o cavalo selvagem do que com ela.

- Voc� a trata como uma �ndia. - Por que diz isso?

Todos esses anos viajando, dormindo na mata.

� por isso que ela queria estar comigo.

Posso pensar numa vida melhor para uma mulher.

Eu tamb�m. Por isso,

essa ser� nossa �ltima viagem.

J� comecei a pagar pelo lugar onde podemos construir nosso

rancho de cavalos. Darei a ela tudo que eu puder.

- Uma fam�lia feliz, hein? - Ela � uma �tima garota, Kid.

Boa. Cada dia mais bonita.

Sim, ela � um belo "rabo de saia".

N�o chame-a assim, Kid. Ela � minha esposa.

N�o quis ofender, Scotty.

S� disse que ela est� diferente. Quando fui embora, ela era uma menina.

Sim.

Agora ela � uma mulher crescida.

Sim, ela � uma mulher.

Bem, mande lembran�as a sua mulher.

- O que est� dizendo? - Depois daquela passagem

fica a trilha para San Luis Potosi. � aqui que nos separamos.

Ontem a noite eu entendi. Era a bebida falando.

Agora voc� est� s�brio.

Faz dez anos que te tirei daquela areia movedi�a em Pecos.

Desde ent�o, voc� tem sido como um irm�o, um parceiro.

- Eu te criei e agora voc� vai embora. - Voc� foi pago o suficiente.

Lembra quando me deu isso? Seu canivete.

A �nica coisa que tinha no mundo.

Voc� n�o pode partir agora. N�o quando estamos t�o pr�ximos

do Thunderhoof.

Pr�ximos nada. 10 homens n�o seriam capazes

de pegar um cavalo selvagem nestas rochas.

- Esse � o �nico motivo para partir? - S� tenho mais um.

Voc� � como aquela areia movedi�a, Scotty.

Me arrastando para baixo. Sempre pensando o que quer,

fazendo o que quer, indo aonde quer ir.

Agora eu sei que foi por isso que parti.

S� tentei cri�-lo corretamente.

- Voc� n�o vai. - Solte essas r�deas, Scotty.

- N�o at� ouvir a raz�o. - Fique parado.

D�-me essas r�deas. Levarei seu cavalo.

Vai me deixar aqui sem comida, �gua e um modo de partir?

S� n�o quero ser seguido. Amarrarei seu cavalo

algumas milhas descendo a trilha. Quando o alcan�ar,

ser� tarde demais para me seguir.

Tudo bem, Kid. Fa�a do seu jeito.

Kid. Kid.

Kid.

Kid, olhe. Olhe.

L� est� ele.

L� est� ele. � o Thunderhoof.

- Voc� � um mentiroso. - Seu tolo.

Pode olhar?

Estou mentindo?

Thunderhoof.

Um cavalo em um milh�o. E ele � nosso.

- Kid, ele � nosso. - Vamos.

Vamos, Scotty.

Ele vai tentar fugir pela cordilheira.

- Vamos. - Scotty.

- Solte-me. - Os cavalos est�o cansados.

Voc� os matar�.

Sim, temos que polp�-los.

- Bem, vamos devagar. - Seria mais f�cil la�ar um rel�mpago.

Scotty, voc� � doido. Essas montanhas te matar�o.

Estou come�ando a acreditar na hist�ria dos �ndios.

Isso n�o � um cavalo, � o dem�nio.

N�o me importa o que seja ou aonde v�, o seguirei por todo o M�xico.

Scotty. Scotty.

Thunderhoof.

- Ele est� preso. - Sim.

Devagar, garoto. Devagar.

- Ningu�m vai te machucar. - Devagar, seu grandalh�o.

Devagar.

Agora, Scotty. Agora.

Tente segur�-lo, Kid.

Agora vou me vingar um pouco.

Por todos os meses de sela de couro, comida barata

e n�o poder dormir.

N�o, Kid! Ele te matar�!

Voc� est� bem, Scotty? Vou soltar aquele man�aco.

- Solte, Scotty. - N�o.

- Ele se machucou? - Ele est� bem.

- Como est� seu bra�o? - � a minha perna.

Acho que quebrou quando meu cavalo caiu por cima dela.

- Sim, est� quebrada mesmo. - N�o est� doendo...

Muito.

- Ao menos, o pegamos n�o? - Sim, pegamos um tornado

com quatro patas. Como um homem

levar� esse cavalo louco?

Ainda h� dois de n�s. Posso ajudar um pouco.

Com uma perna quebrada?

- Podemos deix�-lo aqui. - N�o.

Ele se mataria tentando se soltar da corda.

Tudo bem, � o seu funeral. Pegarei alguns galhos...

Para ajeitar essa perna.

- Kid. - Sim?

- Obrigado. - Pelo que?

Salvar minha vida?

Devagar, Kid. Estou segurando.

- Estou dando mais corda a ele. - N�o d� muita.

Ele pode se enforcar.

Traga para a �rvore.

D� corda, Scotty. Mais.

Puxe a corda, Scotty.

Certo, vou solt�-lo.

Thunderhoof. Ele � maravilhoso.

Sim, deviam cham�-lo Thunderbolt. Fa�a carinho nele, se quiser morrer.

Aquela � a f�mea dele.

�guas seguem os cavalos tamb�m.

- Ol�, Margarida. - Scotty.

- O que aconteceu? - N�o viu? Pegamos ele.

Pegamos o Thunderhoof. E disseram que ele n�o poderia ser pego.

- Mas sua perna. - Sim, n�o � uma pena?

Ei, Kid. Acho que ter� que me ajudar.

A perna dele est� quebrada. Pode mandar a conta para o Thunder.

Sabia que aconteceria algo.

Estou bem agora. Estou bem.

S� preciso descansar um pouco.

N�o devia doer tanto assim.

Podem parar de se preocupar? Eu vou ficar bem.

- N�o pode fazer algo? - Darei outra olhada na perna.

Olhe, Margarida. Olhe para ele.

Ele � o come�o do nosso rancho.

Tudo que falamos e pensamos por tanto tempo.

Foi a cavalgada de volta, Scotty. Ela est� deslocada.

- Terei que colocar no lugar. - V� em frente.

- Pegue o u�sque, Margarida. - Para que u�sque?

Vamos celebrar?

Tudo bem. Est� pronto?

Pode at� arranc�-la, se quiser.

Olhe para ele. E disseram que n�o poder�amos peg�-lo.

Isso deve ser o suficiente.

- Tente dormir um pouco, Scotty. - Sim.

Dormir.

Um brinde � voc�, seu monstro de cora��o negro.

Aqui.

Voc� parece precisar de um gole.

Quero te agradecer, Kid, pelo que fez pelo Scotty.

Ele j� me agradeceu.

Est� pensando em fugir de novo?

Nunca fugi do Scotty.

- E n�o foi ele que vim ver. - N�o diga essas coisas.

Por que n�o? Por que ainda � esposa dele?

- Sim. - Que diferen�a isso faz?

Que diferen�a? Por que � errado.

Por que ele � seu amigo e meu marido.

E por que ele nos pegou no fim do mundo e fez tanto por n�s?

Sim, isso tamb�m.

Voc� n�o disse isso h� tr�s anos.

O que quer que eu tenha dito, foi uma tolice.

J� passou. Eu cresci e mudei.

Tamb�m cresci.

E n�o mudei em certas maneiras.

Pare com esse tipo de conversa e saia daqui.

Voc� se divertir� bastante tentando controlar um cavalo selvagem

enquanto ajuda um homem com a perna quebrada, n�o?

Eu ia embora. Agora, n�o posso.

Se n�o fosse pelo Thunderhoof, eu estaria em San Luis Patosi agora.

E voc� n�o teria nada para temer.

N�o tenho medo de voc�, Kid.

- De si mesma, talvez? - Tamb�m n�o.

Amo o Scotty. Perten�o a ele.

Sim. Posso ver isso.

Ele at� te marcou.

Mas...

At� as marcas desaparecem com o tempo.

Me acorde na hora de comer.

- Voc� acordou. - Sim.

- Dormi bastante. - Como se sente?

Bem. Obrigado.

Minha perna est� doendo pouco agora.

- Bom. - Cad� o Kid?

Ainda dormindo, acho.

- Vai chover? - Acho que n�o.

A esta��o come�ou h� pouco tempo. Espero que n�o.

Scotty, queria que f�ssemos embora daqui.

Iremos, depressa. Partiremos logo pela manh�.

Voc�, eu, Kid e o Thunderhoof.

Olhe para ele. N�o haver� outro cavalo

no Texas igual a ele.

Ele � �timo, lindo e assustador.

Do que tem medo?

Em dez dias, estaremos sob o nosso teto.

Na sua pr�pria casa, Margarida.

Nada te faz parar, n�o �, Scotty? Nem mesmo uma perna quebrada.

Parar� desta vez.

Pode esquecer o sonho da sua casa por um tempo tamb�m.

- Olhe quem est� falando. - Seis meses ou mais.

A chuva est� chegando, hein? Precisamos lev�-lo a um m�dico.

Voc� cuidou bem da minha perna. Ag�entarei at� El Paso.

- N�o El Paso. - � quase t�o longe quanto Chihuahua.

N�o precisamos ir t�o longe. A cantina fica a um dia e meio.

Mais um dia e meio na volta. Perderemos tr�s dias.

Al�m do mais, o que sabem sobre medicina?

Sabe o que fazem quando um homem quebra a perna?

O sacrificam.

N�o.

N�o vou deixar este cavalo morrer de velhice no M�xico

depois de passar meses rastreando-o.

Vamos para os Estados Unidos.

Como cavalgar� t�o longe com a perna quebrada?

Sabia que perguntaria isso. Voc� me far� um suporte

com galhos e um cobertor. Vamos pendur�-lo na sela.

Pensei em tudo enquanto estava deitado aqui.

N�o estava dormindo o tempo todo.

Tudo bem, Scotty. Como eu disse antes,

- � o seu funeral. - Funeral.

Deu tudo certo. Minha perna est� bem.

Simples assim.

Sim, senhor. Simples assim.

N�o se cansa da estupidez dele?

N�o me importa o que ele diga, contanto que se sinta bem.

Ele n�o est� se sentindo bem. Ele est� fingindo desde que partimos.

Em dois dias, ele desejar� ter visto um m�dico.

- Voc� conhece o Scotty. - Sim, eu sei.

� sempre do seu jeito.

Qual � o problema com voc�?

N�o seja t�o precipitado. Ele s� est� tentando

te avisar sobre aquela cascavel � frente.

- Aquele cavalo � parte humano. - Cavalos tem mais senso que humanos,

as vezes.

N�o me deixe v�-lo tentar bater naquele cavalo de novo.

Falo s�rio.

O levarei daqui. Vamos, garoto.

Ningu�m te machucar�. Ningu�m.

Se tiver que escolher entre n�s dois e aquele cavalo,

ele escolher� aquele cavalo.

- Como ele ag�enta? - Isso � para provar

o qu�o valente ele �.

- Ele precisa descansar. - Acamparemos assim que

chegarmos naquelas colinas, ele gostando ou n�o.

Ele tem agido diferente desde que pegaram aquele cavalo.

- Ele deve ter ouvido o que me disse. - N�o me importa se ele ouviu.

N�o me diga que a marca dele j� est� sumindo.

� a f�mea dele.

N�o chegaremos a lugar nenhum enquanto ela o seguir.

Calma. Calma.

Calma, garoto.

- Deixe-me lev�-lo. - N�o.

Tudo bem. Vou colocar um fim

nesse neg�cio de pararmos toda hora.

Se la�ar e trouxer aquela f�mea, ela manter� o Thunder calmo.

- Um cavalo louco n�o � o suficiente? - Kid, podemos levar os dois.

Podemos come�ar uma cria��o imposs�vel de se bater.

N�o conseguiria la�ar aquela f�mea sozinho em um milh�o de anos.

- Vou atirar nela. - Kid!

N�o!

Kid, volte aqui. V� atr�s dele e impe�a-o.

Se n�o consegue imped�-lo, Scotty, como espera que eu fa�a isso?

Ele errou. O Kid n�o tentar� isso de novo.

Est� tudo bem, garoto. Sua f�mea est� � salvo.

Vamos, garoto.

De agora em diante, voc� segurar� o seu temperamento e deixar�

aquela f�mea em paz.

Com rela��o a maltratar o Thunder, j� te avisei sobre isso.

- Entendeu? - Sim, entendi.

Mas est� esquecendo algo. Aquela f�mea est� nos atrasando.

Deste jeito, nunca sairemos desse lugar infernal.

- Viemos aqui atr�s dele, n�o? - Sim, e gostar�amos que n�o

tiv�ssemos pegado ele. Se tivesse senso, voc� o soltaria.

- Essa conversa n�o ajuda em nada. - N�o � s� conversa.

Pergunte a cozinheira quanta comida restou.

- Ent�o? - Est� acabando.

- Quando acabar�? - Eu n�o sei.

O bacon acabou. Sobrou feij�o e farinha de trigo.

-4 ou 5 dias, se formos cuidadosos. - Faremos durar o dobro disso.

Voc� precisa comer para ter for�a para melhorar.

Eu tenho for�a. Se tenho, voc�s dois tem.

Estou dizendo para soltar aquele cavalo!

N�o!

Scotty, podemos passar fome. Podemos at� morrer aqui.

Ent�o que diferen�a aquele cavalo far� para voc�?

Voc� tamb�m, hein?

� isso que estavam conversando na trilha hoje?

- Planejando contra mim, hein? - S� falamos disso agora.

Qualquer plano ser� feito para o seu pr�prio bem.

Estamos discutindo � toa. Se ficarmos juntos,

nossos problemas acabar�o em dez dias.

Dez dias. Voc� disse isso h� 4 dias.

Disse?

Sim, acho que disse.

Daremos um jeito.

� disso que precisamos, dar risada.

Kid, enrole um cigarro para mim. Margarida...

Venha se sentar comigo.

Bem, assim � melhor. �timo luar.

E a fam�lia perto da fogueira.

- Hein, Maggie? - N�o me chame de Maggie.

J� te pedi uma centena de vezes para n�o fazer isso.

Sempre esque�o, Margarida.

Aposto que n�o lembra a primeira vez que fez isso.

Foi no dia que te tirei da areia movedi�a.

Acho que foi a primeira vez que ele enrolou um cigarro.

Derrubou metade do saco de tabaco.

Ele s� estava tentando demonstrar sua gratid�o.

N�o acendeu.

Ele sempre fazia coisas assim para mim. N�o devia ter mais de 15 anos na �poca.

Aposto que nunca achou que o Kid cresceria e se tornaria um gal�.

Ainda bem que te vi primeiro. Ou ele tentaria conquist�-la.

Como sabe que n�o tentei?

Eu arrancaria seu couro.

- � melhor limpar as panelas. - Espere um pouco.

- Talvez n�o goste daqui. � claro que gosto, Scotty.

Quando o Kid fez 19 anos, ele achou que j� era um homem.

Lembra daquela mulher com o dobro da sua idade?

Sim, eu me lembro. N�o foi ela que tomei de voc�?

Voc� sabe que nunca me meti com aquele tipo de mulher.

Al�m do mais, voc� n�o conseguiria tomar nada de mim.

Nem eu mesmo, hein, Scotty?

H� algo engra�ado entre o Kid e eu.

Estamos juntos h� tanto tempo que sei o que ele tem em mente

antes dele pensar.

Se est� tentando irrit�-lo, Scotty, voc� est� perdendo tempo.

- Por que eu faria isso? - Sabe o que acho?

Acho que, por algum motivo, voc� tem medo do Kid.

Medo.

- Quer brigar comigo, n�o? - Deixe esse cavalo em paz!

Kid, se acert�-lo de novo, juro que...

- J� te avisei. - Sim.

- Kid. - Deixe-o ir.

- N�o podemos. - Eu disse para deix�-lo ir.

N�o podemos. Precisamos da ajuda dele.

Ele bateu no Thunder. Ele n�o devia t�-lo acertado.

Scotty, n�o v� que sem o Kid nenhum de n�s sair� daqui?

- Nem voc� nem eu. - N�o me importo.

Nem o Thunder.

Sim. Est� certa.

V� atr�s dele. Traga-o de volta.

Fa�a-o voltar.

Ningu�m te machucar�, Thunder.

Kid?

- Kid? - Ol�.

Me perguntei se me seguiria.

- Se perguntou? � claro.

Sou muito importante para esta expedi��o para o Scotty me deixar

ir embora agora.

Ent�o n�o vai embora?

Nunca mais irei embora e a deixarei para tr�s.

Ent�o eu voltarei.

- Por que a pressa? - Scotty.

Sempre o Scotty. Quando come�ar� a pensar em si mesma?

- Sobre as coisas que quer. - Terei tudo que quero.

Quando voltarmos.

Um rancho pequeno e trabalho o dia todo.

Um dia, ele ser� um rancho grande.

Claro. E se encontrar� casada com um velho.

Enquanto ainda � jovem.

- Me solte, Kid. - Seu lugar � em Dallas,

Kansas City ou New Orleans.

Indo a cabar�s, festas e bailes.

Nunca vi uma garota t�o bonita quanto voc� nesses lugares.

Com todas aquelas roupas estilosas.

- J� esteve em New Orleans? - � claro.

Acha que cuidei de gado esse tempo todo?

As pessoas n�o parariam de te olhar.

Sim.

- Mas vejo que prefere cuidar de cavalos. - N�o prefiro, n�o.

- Mas... - Voc� tem o Scotty.

N�o devemos nada a ele. E voc� o ama tanto quanto eu.

- Isso n�o � verdade. - � sim.

Posso ver toda vez que olha para ele.

Ele disse que eu nunca poderia tomar nada dele.

H� algo que tomarei dele assim que chegarmos aos Estados Unidos.

Voc�, Maggie.

- � a febre. - Sim.

Estou com fome. O que temos?

S� temos p�o e caf�.

Acho que comerei frango com milho.

E um peda�o de torta de ma�� verde.

Como pode brincar?

Sem comida e com ele doente.

Se n�o descansar, ele s� vai piorar.

- Talvez morra. - Bem...

S� h� uma coisa a se fazer.

Esperaremos a chuva passar...

Para tentar ca�ar algo para comer.

Ol�.

Ol�.

Ol�.

Algu�m aqui?

N�o h� ningu�m aqui. H� uma cama para ele.

Assim que me livrar desse lun�tico.

Vamos. Vamos.

Scotty.

Jogue sua outra perna por cima da sela, Scotty.

- Estamos em casa? - Sim.

Se chama de casa 1.000 milhas longe de tudo.

Vou dar outra olhada nesta perna e conseguir� o que mais precisa.

- Dormir. - Sim.

Dormir.

Veja se essas pessoas deixaram comida para tr�s?

Cubra-o bem.

Kid, olhe!

Bem, como eu disse ontem a noite, n�o h� nada como frango com milho.

Eu...

Pensei que estivesse sonhando.

Esse � um xale espanhol. O encontrei numa cadeira.

Tinha que ver como ficava.

- Acha que me deixa bonita? - Bem, poderia dizer o contr�rio.

Voc� o deixa bonito.

Nunca usei nada t�o maravilhoso quanto isso.

Te disse, voc� ter� v�rias coisas assim em New Orleans.

Toque algo, Kid. Algo que eu costumava

cantar na cantina.

- Scotty, o que faz de p�? - Esse cheiro de panquecas

e ovos levanta at� morto.

- Sirva-os. - Onde conseguiu a muleta?

Estava segurando uma prateleira. Muito bom, hein?

Fique feliz que esteja se sentindo melhor.

A febre passou.

- Cad� o povo que mora aqui? - Eu n�o sei.

O fogo ainda estava quente quando chegamos aqui ontem.

E deixaram parte da comida e roupas como se tivessem partido de repente.

- Me pergunto por que. - Isso n�o faz diferen�a agora.

- Cad� o Kid? - Est� alimentando os cavalos.

O Thunder est� bem?

Scotty, o Kid achou este lugar para n�s.

Devemos nossas vidas a ele.

Sim. Acho que devemos.

N�o importa o quanto briguem, voc� tem que admitir que

ele ficou ao seu lado.

Do meu ou do seu?

Tudo bem ent�o. Do meu tamb�m.

Mas ele me manteve de p� quando quis desistir.

Isso � errado?

N�o.

Voc� devia ser agradecida a ele. Tenho certeza de que �.

Ei, Maggie.

Maggie?

- Achei que voc�... - Estaria morrendo?

Voc� devia ser um m�dico, Kid. Voc� cuidou bem de mim.

N�o �, Maggie?

O po�o est� secando de novo. S� consegui tirar isso.

- O caf� da manh� est� pronto, Kid. - Estou vendo.

� isso que chamo de viver. � assim que nossa casa ser�.

Exceto que acho que teremos uma cozinha separada.

Teremos encanamento e tudo. Po�o artesanal ligado a casa.

Isso � algo para se esperar.

Teremos uma banheira para voc� tamb�m, Maggie.

Margarida.

Num quarto especial onde possa se banhar sozinha e com calma.

Como as mulheres de New Orleans.

New Orleans?

- Isso � maravilhoso. - N�o esque�a do sab�o, Scotty.

� claro que teremos sab�o. Dos que cheiram como flores.

Sim, voc� tem que cheirar bem para o Thunderhoof e todos os cavalos

- que ter�o por perto. - Darei a ela tudo que prometi.

Talvez eu tenha sido grosseiro nos �ltimos dias.

Mas, agora, com �gua fresca e comida, temos tudo que precisamos para viajar.

Ainda temos montanhas e um deserto para atravessar.

- E o deserto � a parte mais dif�cil. - N�o foi t�o dif�cil na ida, foi?

� melhor ficarmos aqui por algumas semanas.

- At� estar bom para viajar. - Estou bom para viajar agora mesmo.

- Partiremos hoje? - � claro.

Est� ouvindo esse vento? Em uma semana,

isso s� trar� problemas.

N�o quer ir para sua pr�pria casa? Ou por algum motivo, prefere esta?

� claro que n�o, Scotty. Come�arei a preparar as coisas.

Antes que eu esque�a.

- Para que � isso? - Por usar esta casa

e pela comida que estamos levando.

Se levar as coisas dos outros, voc� tem que pagar o pre�o, Kid.

A n�o ser que queira roubar.

E chega a hora em que o homem tem que pagar por isso tamb�m.

Voc� est� bem agora, garoto. Voc� est� bem agora.

Devagar, garoto. Ningu�m te machucar�.

Por que ele n�o diz algo? Fala o que tem mente.

Talvez ele tenha medo de saber a verdade.

Ou talvez ele ache que seja melhor manter a paz at� levar o garanh�o

para casa em seguran�a.

Pegarei os cavalos.

Qual � o problema? Acabou a �gua de novo?

H� �gua do outro lado. Terminarei de encher o cantil.

Depois de estar aqui, Margarida, desejo ter nosso lugar

mais do que nunca.

Hoje � um bom dia. Devemos viajar bastante...

Espere, Margarida. N�o use isso.

Sei por que o povo saiu daqui. Aqui tem uma cova.

- Eu n�o vi. - A escrita diz

que uma garotinha morreu h� tr�s dias de febre.

Acho que foi tif�ide.

Tif�ide?

Sim, quando o po�o secou, eles tiveram que pegar �gua deste buraco.

J� vi isso acontecer antes. Foi isso que tirou

aquelas pessoas daqui.

- Voc� usou essa �gua? - N�o.

Bom. O quanto antes partirmos, melhor.

Esse � o fim das montanhas. O caminho s� ficar� mais f�cil.

D� uma olhada, Thunder. D� uma olhada.

Em alguns dias, voc� estar� comendo grama texana.

- Acamparemos aqui esta noite. - Voc� est� bem?

� claro que estou.

- Tinha que falar com voc�. - Qual � o problema?

- Voc� tem que se decidir sobre mim. - Agora n�o.

- Tenho que saber. - N�o posso te dizer.

Scotty est� certo sobre conseguirmos.

Chegaremos em dois dias.

Voc� o deixar�, n�o �, Maggie?

- Kid. - Te amo, Maggie.

Voc� me ama tamb�m. N�o sinta pena dele.

Ele nunca sente pena de ningu�m.

Se ele se importasse com voc�, ele teria ido para Chihuahua.

- N�o ter�amos que passar por isso. - Eu sei.

- Pensei nisso tamb�m. - Ent�o comece a pensar

em outra coisa agora mesmo. Voc� nunca conheceu

o homem chamado Scotty Mason.

- Era o Thunder? - N�o.

- Qual era? - O seu.

O da Margarida fugiu com a comida. Vou atr�s dele.

N�o. N�o vai, n�o.

Deixaram a comida no cavalo, hein? Pensando em fugir de mim.

Minha fiel esposa.

E um rato do deserto que tirei da areia movedi�a.

- Scotty. - Saia de perto de mim, Maggie.

- � melhor atirar reto, Scotty. - N�o vou atirar em voc�.

N�o acabei com voc� ainda.

Que diferen�a faz com apenas um cavalo e sem comida?

- Ainda conseguiremos. - O cavalo pode at�

carregar duas pessoas. Quem ficar� para tr�s?

Eu?

Est� esquecendo do Thunder. O cavalgarei.

Mas ele � selvagem. Ele n�o est� domado.

Esse ser� o trabalho do Kid.

E ele far�, se for homem de verdade.

Se quiser viver, ele far� isso.

Voc� achou que ele n�o conseguiria cavalg�-lo.

Achou que ele seria morto, n�o?

N�o achou?

N�o sei.

N�o sei o que pensei.

Bem, talvez ele seja morto. Talvez consiga o que deseja.

A� est� seu cavalo do c�u.

At� um aleijado pode cavalg�-lo agora.

- Ele n�o disse nada desde ontem. - Ele n�o tem nada a dizer.

- Ele sabe que est� acabado. - Estou com medo.

- A n�o ser... - O que?

Ei, Scotty. Scotty!

- N�o consegue me acompanhar? - Resolveremos isso agora, Scotty.

- Pode guardar o que tem a dizer. - V� na frente, Maggie.

- Isso n�o ser� bonito. - Kid, n�o.

V� em frente. Fa�a o que ele diz.

- Sabe aonde estamos indo? - � claro que sei.

Vamos passar por aquelas montanhas.

N�o estaria pensando em nos deixar perdidos e fugir, n�o �?

- Por que eu faria isso? - Voc� pode ir sem n�s.

Voc� n�o precisa mais de n�s. Sem comida, com pouca �gua.

Voc�s n�o durariam muito tempo, durariam?

Seria um jeito de me impedir de ficar com a Margarida.

N�o pensei nisso, mas � uma id�ia.

N�o pensou? Ent�o por que estamos t�o longe?

O vento est� nos segurando. Al�m do mais,

- voc�s est�o viajando em dupla. - Voc� est� mentindo!

Qual � o problema com voc�? Est� doente?

Voc� me dir� a verdade ou a arrancarei de voc� na pancada.

Kid!

Pare-o! Pare o Thunder.

Thunder, volte! Thunder!

Voc� o perdeu. Depois de...

Voc� o perdeu.

Sim. Sim.

Talvez...

Talvez n�s tr�s possamos voltar.

Voc� � forte, Kid.

Voc� pode andar t�o r�pido quanto um cavalo.

Enquanto voc�s cavalgam?

Nenhum de n�s conseguiria assim.

N�o, Scotty. Voc� ficar�.

V� em frente. Deixe-a ouvir o tiro.

N�o posso pensar num jeito mais r�pido de voc� perd�-la.

N�o faz diferen�a agora.

Mesmo que fique para tr�s, voc� morrer� aqui.

Qualquer coisa que fizer agora, qualquer coisa, te far� perd�-la.

N�o, Scotty. H� outro jeito.

Seu jeito.

Eu estava certo. Sabia que ele estava aprontando.

- Ele se foi. - Scotty se foi?

Ele planejou o tempo todo. Ele foi embora com o Thunderhoof.

Partiu.

Disse que eu nunca a teria por que nunca sair�amos vivos daqui.

Ele sabia que n�o poder�amos acompanh�-lo naquele cavalo.

Kid, n�o acredito. Eu n�o sei.

- Talvez mere�amos. - Mas enganaremos ele.

Podemos conseguir. Me lembro do caminho de volta.

S� precisamos chegar naquela casa nas montanhas.

Vamos. Temos que sair daqui.

- Voc� est� bem? - Sim, s� preciso de �gua.

Kid, s� um gole. Precisaremos dela.

Sim.

Kid.

Kid.

Voc� est� louco? Quase bebeu tudo.

- Cad� sua �gua? - Acabou.

�gua. Estou pegando fogo.

Est� doente?

Voc� est� com febre. Kid, a �gua do seu cantil

n�o saiu do po�o?

N�o, do buraco. Era mais f�cil.

Kid, aquela �gua estava estragada.

�?

Ningu�m me disse.

Cavalo. Cad� o cavalo?

Ele deve ter ido embora.

Ainda podemos conseguir. Podemos andar.

Scotty disse que pod�amos andar.

� s� irmos na dire��o daquela montanha.

N�o a vejo. N�o sei qual � o caminho.

Como assim, o Scotty disse que podia andar?

Bem, falamos sobre o deserto antes de chegarmos aqui.

Por que o Scotty te diria como atravessar o deserto

se pretendia fugir esperando que morr�ssemos?

Ele n�o fez isso. Ele...

Scotty n�o fugiu. Voc� fez algo com ele.

N�o.

O que fez com ele? Voc� o matou.

N�o, seu cavalo fugiu. Era eu ou ele.

Ent�o o deixei l�.

- Para morrer assim? - Isso facilita as coisas para n�s, n�o?

Sou eu quem voc� quer, n�o ele.

Voc� poderia ter ficado. Poder�amos pedir ajuda

antes que fosse tarde demais.

- Acho que ainda o ama. - Pensei que n�o.

Saia de perto de mim.

Ent�o n�o sou mais bom o suficiente para voc�.

Que diferen�a faz quando se est� morto, hein?

Talvez eu n�o morra. Talvez eu consiga.

Kid!

N�o sei o que estou fazendo.

N�o sei...

N�o sou bom para voc�. Abandonei o Scotty.

Como sempre abandono tudo.

Ele est� aqui entre n�s.

Seu lugar � ao lado dele, Maggie.

N�o posso devolv�-lo a voc�.

Beba, Kid. Beba.

Engra�ado, estou com a maior sede do mundo.

Thunder. Thunder.

Thunder.

Adeus, Kid.

Scotty.

Scotty.

Sim, Margarida. Sou eu.

O Kid morreu.

Eu sei.

Ele n�o era um rapaz ruim, Scotty.

N�o. S� jovem e selvagem.

Ele nunca cresceu, por que n�o deixei.

Scotty, depois da maneira que te machuquei...

N�o.

Olhe.

O Thunder a trouxe.

Minha Margarida...

Estamos todos indo para casa.

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