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QUANDO A NOITE DESCE (1950)
Ol� a todos. Meu nome � Richard Conte.
No filme que voc�s est�o prestes a ver, eu interpreto o Dr. Gilbert...
um m�dico residente do Hospital Bellevue.
Com a permiss�o das autoridades do pr�prio Hospital Bellevue...
localizado no centro da cidade de Nova York,
pudemos filmar esta pel�cula, cuja hist�ria � totalmente fict�cia,
Nem aconteceu neste hospital nem na cidade de Nova York.
Durante a nossa estadia aqui em Bellevue, rodando esse filme...
vimos o Hospital Bellevue em funcionamento...
Com suas enfermarias, consult�rios e laborat�rios de an�lises.
Vimos as oportunidades que t�m neste grande centro de aprendizagem...
os alunos de todas as ra�as, religi�es e cores...
que se iniciam na profiss�o m�dica.
Neste mesmo lugar, v�o se construir nos pr�ximos dez anos...
os novos edif�cios de Bellevue, cuja constru��o j� come�ou.
Ser� o maior centro m�dico do mundo em pesquisa e aprendizagem.
Uma sauda��o ao antigo e ao novo Bellevue, em nome de toda a equipe,
e os seus magn�ficos profissionais...
cuja dedica��o � reconhecida mundialmente.
A cada um dos 1.300 m�dicos e das 1.100 enfermeiras.
- Como est�, doutor? - Apenas respira.
Preparem-no para sala de cirurgia.
Emerg�ncia. Reten��o urin�ria aguda. Todos os detalhes est�o aqui.
Urologia.
Dr. Grinnell? Chegou uma ambul�ncia com um caso do Dr. Foster.
Do sexo masculino, 60 anos. Reten��o urin�ria h� 30 horas.
Ele j� est� subindo. Sim senhor. Vou ligar.
Oh, Dr. Foster! Srta. Sebastian quer...
Anestesista?
Sala B-6. Emerg�ncia.
- Dr. Grinnell, pentotal s�dico. - E quanto a Srta. Sebastian?
Ela gosta de lhe ver quando chega. Ela est� na Traumatologia.
Della? Leve o paciente � sala B-6.
Dr. Grinnell j� est� indo.
Diga a Srta. Sebastian que vou v�-la mais tarde. Vou sair para fumar.
Se surgir uma emerg�ncia, envie um motorista para me pegar.
- Inspetor. - Fale.
� o Dr. Foster, um m�dico, morreu com um tiro na cabe�a.
- Qualquer ind�cio? - N�o. Ainda n�o h� deten��es.
- Quem veio de Homic�dios? - Barrow e Travers.
Eles est�o l�, com o m�dico-chefe.
- Quem fez a chamada? - A enfermeira Wardly.
- Qualquer declara��o? - Ainda n�o.
O que voc� fez at� agora? Flertar com as enfermeiras?
Ol�, inspetor.
- J� terminou, doutor? - Quase.
- Pode me dizer alguma coisa? - Claro. Ele est� morto.
- Posso toc�-lo? - � todo seu.
Chame a bal�stica especialista.
Sou o detetive Travers, Homic�dios.
- Voc� vai cuidar do caso? - At� onde pudermos ir.
Meu parceiro est� no hospital com o m�dico-chefe.
- Voc� encontrou alguma pista? - Nada.
Ser� dif�cil de resolver este caso.
Ainda nada, inspetor.
- J� examinou a ferida? - Sim, calibre 38.
Vamos indo.
Houve uma chamada.
Ele saiu numa ambul�ncia.
- E encontramos o corpo! - E chamou Dr. Sharpley?
Sim. Mas eu e o Dr. Dutra o examinou.
- N�o era necess�rio. - Quem � o Dr. Dutra?
�... foi o companheiro de quarto de Foster.
- Onde est� agora? - Teve que voltar para Obstetr�cia.
Poderia cham�-lo para se juntar a n�s na sala?
Ser� que Foster disse algo que...
N�o senhor. Nada. Absolutamente nada.
Simplesmente, quando ele chegou, parecia t�o cansado...
- Preocupado? - N�o. Apenas cansado, eu acho.
Ent�o ele saiu. Eu disse que a Srta. Sebastian queria v�-lo.
Mas ele disse que queria ir l� fora fumar.
- Isso foi... - Obrigado.
Pode ir, Srta. Wardly.
Inspetor, eu disse as mesmas coisas para os policiais da Homic�dio.
N�o sei o que mais podemos contar sobre Foster.
Era um jovem muito brilhante. Gostava de todo mundo.
- Eu... eu n�o posso imaginar - Quem � Srta. Sebastian?
Sebastian? Ann Sebastian? � uma enfermeira da Traumatologia.
- Ele est� no hospital agora? - Sim.
Chame-a. Diga-lhe para o quarto do Foster.
Claro. Ele estava tenso, como todos n�s, com o futuro.
N�s n�o queremos ser m�dicos residentes ao longo da vida.
� uma situa��o desconfort�vel, mas nada mal.
Mas nos �ltimos meses, Foster parecia... eu n�o sei...
Ele estava preocupado, irritado, amargo, nervoso como um gato.
N�o podia nem falar com ele.
- Voc� tentou falar? - � claro! Mas era imposs�vel.
- Por que n�o lhe deu uma m�o? - N�o sei. Eu nunca pensei que isso.
O que sugere em dar uma m�o? Que tipo de pergunta � essa?
Vivi com ele, gostava dele, estava preocupado.
- H� quanto tempo voc� o conhecia? - N�s moramos juntos por quase um ano.
- Trabalhavam no mesmo pavilh�o? - Sim trabalhamos.
- Psiquiatria? - Sim, claro! Durante tr�s meses.
Para ganhar experi�ncia.
- Onde estava trabalhando agora? - Na emerg�ncia.
Mas seu pavilh�o era Traumatologia.
Ent�o voc� se preocupava, mas ele n�o queria falar e lhe disse para n�o se meter?
Olha, inspetor. Esse cara tinha um problema...
e ele n�o queria falar sobre isso. Me parecia bom.
N�o me meto onde n�o sou chamado.
Infelizmente, Dr. Dutra...
este problema pode, eventualmente, t�-lo matado.
Ent�o, o problema tornou-se o meu problema. Entendeu?
Se ele tivesse pedido dinheiro emprestado?
Eu nunca soube se ele tinha pedido dinheiro emprestado.
- Por que ele deixou Ann Sebastian? N�o deixou.
Como voc� sabe?
Voc� disse que Foster era como uma ostra, que nunca se abria.
Se voc� n�o se meteu na vida dele, como voc� sabe disso?
Nunca discuta com um policial, filho. Apenas responda �s suas perguntas.
Por favor, entre, Srta. Sebastian.
Obrigado, doutor, agora voc� pode voltar ao trabalho.
Sou o inspetor Gordon. Este � o tenente Miller.
- Quer se sentar? - Estou bem.
Pe�o desculpas por perturb�-la.
Sei que isto tem sido um golpe terr�vel para voc�...
E voc� era o mais pr�ximo de Foster em todo o hospital.
Acho que poderia nos dar alguma informa��o que possa nos ajudar.
Dr. Dutra nos disse que voc� e Foster planejava se casar em breve.
Casar?
N�s gost�vamos muito um do outro, mas...
Desculpe-me. N�o me sinto muito bem.
Sim, entendo. Falaremos mais tarde.
- Obrigada. - Srta. Sebastian, apenas uma coisa...
- Foster trabalhou com voc�? - Sim.
- Voc� perdeu um paciente recentemente? - Perder?
Pergunto se algu�m morreu e uma fam�lia culpou o Dr. Foster.
- N�o senhor. - Por que queria v�-lo?
- Quando? - Esta manh�.
- N�o era nada. - Nada?
Voc� pediu a Srta. Wardly para dizer que queria v�-lo.
- S� queria falar com ele. - Por isso que lhe pergunto. Sobre o qu�?
Nada, inspetor. S� queria falar com ele.
Mas ele n�o foi. O que houve?
N�o. Eu s� estava preocupada com ele.
Por qu�?
N�o sei. Estava triste e deprimido.
Sempre que tentei falar com ele...
Todos preocupados com Foster, mas ningu�m sabia o que estava errado.
Voc� tem alguma ideia de quem poderia mat�-lo?
Eu gostaria de ter.
Obrigado, Srta. Sebastian. Agora voc� pode ir.
Quero a ficha do Foster: hospitais, escolas, tudo.
Quero falar com as enfermeiras, os m�dicos. Todos que trabalharam com ele.
Ter� a lista completa esta tarde.
Obrigado. Vamos.
Sim, chefe.
O detetive Travers do Homic�dios est� l�.
N�o, a arma n�o apareceu.
Enviou uma equipe para procurar no rio.
Certo!
Certo!
Certo!
- Quantos suspeitos? - Quatro.
- Ser� que eles parecem saud�veis? - N�o.
- Sabe o que eu acho? - Acho que est� errado.
- Qual � a sua opini�o? - Primeiro a sua: digo um louco.
Sim, eu disse.
Disse mesmo?
Disse que Foster morreu por algum louco que teve alta.
Tem certeza, Barney?
N�o temos nenhuma raz�o racional. Deve ter sido um louco.
- Quantos homens voc� precisa? - Tudo o que voc� pode me dar.
Vou dar aqueles que posso. Mas ainda assim, voc� est� errado.
Esfaquear ou estrangulamento, que � t�pico de um louco.
A satisfa��o precisa � ter contato com a v�tima.
Como no caso do Ronnie Gibbons e dezenas de outros.
Vimos antes loucos que usam armas de fogo.
Claro. Mas eles nunca dispararam um �nico tiro na cabe�a.
Quando come�am n�o podem parar. Certo, Barney. Mantenha o controle de louco.
- M�os � obra. - Certo, chefe.
Claro que investigo. E estou cansado. Quer saber de uma coisa?
Eu investiguei cada pista para tentar pegar o assassino.
Em lugares de A a Z.
Mas eu n�o vou abandonar o caso at� peg�-lo.
Algum de suas pistas s�o promissoras?
Meus homens est�o se bateando no escuro.
Tenente Miller ainda acredita que foi um louco. Mas eu n�o.
N�s n�o vamos encontrar o que estamos procurando fora do hospital.
Temos que investigar l� dentro... l� dentro e a fundo.
Estou ouvindo.
Vou usar tr�s dos meus homens para se infiltrar.
Voc� deve obter a coopera��o do diretor do hospital.
Tudo bem, eu vou lhe dar mais tempo.
N�o quero isso. N�o podemos trabalhar contra o tempo e com o assassino.
Uma coisa ou outra.
Ligue para o diretor do hospital.
Claro, n�s queremos encontrar o assassino do Dr. Foster.
Eu sou o diretor do hospital e estou profundamente preocupado.
Mas percebo que pedir tr�s detetives para se infiltrar...
com fichas falsas como estagi�rios.
- Dr�stico, n�o �? - Inspetor...
� meu dever saber exatamente quem s�o esses homens.
N�o estou tentando esconder nada, Dr. Holland.
Mas poucas pessoas sabem sobre este grupo � confidencial.
Acho que pode contar com a minha discri��o.
Deixe-me explicar isso...
todo inspetor tem um pequeno grupo de homens ligados a ele.
Eles n�o s�o de nenhuma patrulha.
Trabalham onde eu ordeno e somente sob o meu comando.
Sempre os convoco e os detetives da minha unidade n�o se op�em.
Eu entendo.
N�s manteremos a sua identidade em segredo, at� mesmo do resto da unidade.
Os tr�s que escolhi para esta miss�o s�o inspetores muito bem treinados.
Rowan, que enviarei como estagi�rio, tem dois anos de primeiros socorros.
Ele serviu tr�s anos como m�dico durante a guerra.
Isso vai ajudar muito.
Foi treinado em Los Angeles uma semana com sua nova identidade.
Colaborou com a pol�cia de Los Angeles na Escola de Medicina da USC.
Ele pegou um voo de volta, chegou esta manh�.
Mesmo tendo uma fam�lia.
O endere�o � de um detetive de Los Angeles chamado Gilbert.
Esse ser� o nome usado por Rowan. Ainda n�o o informamos sobre os trabalhos.
Gostaria que recebesse suas informa��es e coopera��o.
Sim?
Deixe-o entrar, por favor.
- Inspetor. - Chefe Holland, detetive Rowan.
� um prazer.
Como se chama?
Fred Gilbert, senhor.
Onde e quando voc� nasceu?
Los Angeles, Calif�rnia. 15 de junho de 1919.
Voc� tem um endere�o de l�?
Sim, dos meus pais: Olympic Boulevard, 7620.
Conte-me sobre sua forma��o educacional.
Eu me formei no Instituto Superior de Los Angeles em 1938.
E obtive o t�tulo de Bacharel em Ci�ncias da USC em 1942.
Que era o diretor do Instituto de Los Angeles quando se formou?
Dr. William Collier, senhor.
Onde voc� estava morando nesta �poca?
Na Avenida Veteran n� 2998.
Depois de receber seu diploma de bacharel, logo come�ou seus estudos de medicina?
N�o imediatamente, senhor.
Me alistei no Corpo M�dico das For�as Armadas.
Servi no Pac�fico at� 1944.
Ent�o fui para a faculdade e estudei quatro anos de Medicina.
Eu me formei em junho de 1948.
Quem foi seu chefe no ex�rcito?
Coronel Stirret. O 15� Corpo M�dico.
Acho que Coronel Stirret escreveu sua carta de recomenda��o.
J� que citou, senhor.
Elogia muito voc�. O que seu pai faz?
Desculpe.
O qu�? Voc� n�o sabe a profiss�o de seu pai?
Me desculpe. N�o ouvi a pergunta. Ele � eletricista, trabalha num cinema.
N�o treinei essa pergunta. Ningu�m tinha perguntado antes.
Eu vou cuidar disso.
Al�m de sua forma��o, qual experi�ncia pr�tica que voc� tem?
Sim, como um cirurgi�o no navio Honolulu.
De julho de 48 a fevereiro de 49.
Est� tudo nos arquivos das Linhas Transpac�ficas de San Diego.
Como voc� trataria um caso grave de asma?
Com adrenalina subcut�nea.
E um caso de c�lica renal?
Antiespasm�dicos e seda��o.
Bem, ele engana at� eu.
Sim?
Deixe-os entrar, por favor.
Diretor Holland, estes s�o os detetives Diamond e Reese.
- Como esta? - Um prazer.
Sente-se. Falaremos quando terminarmos com Fred.
No geral, o seu papel no hospital ser� muito simples.
Visitas diurnas e noturnas e anotar os prontu�rios m�dicos.
Em suas visitas ser� acompanhado pela enfermeira da ala...
que muitas vezes sabe mais do que o mais experiente interno.
N�o vai errar se voc� tiver alguma iniciativa.
Mas devo avisar uma coisa: dever� sempre estar em alerta.
Evite conversas que possam se expor com os m�dicos.
E acima de tudo, nunca deixe entrar em uma situa��o...
exigindo muito de voc� como um m�dico.
Se ocorrer uma emerg�ncia...
procure a ajuda do pessoal m�dico...
mesmo que isso possa lhe expor.
Eu entendo, senhor.
Aqui est� a sua identifica��o, Fred.
Estude cada cart�o, cada palavra. Esteja alerta.
Uma vez dentro, querem que siga alguma pista em particular?
O diretor quer come�ar na ala traumatologia.
A enfermeira da ala se chama Ann Sebastian.
Havia algo entre ela e Foster.
Talvez ela soubesse alguma de coisa, talvez n�o. Mas fique perto dela.
Mantenha-me informado atrav�s do Lou e Jim.
Se precisar de mim, fale com eles. � tudo.
Aqui est� suas fun��es. Estude-as.
Espero que ajude.
A dire��o ficou impressionada com o seu curr�culo, Dr. Gilbert.
E o diretor do hospital parece ter um interesse especial em voc�.
E eu sei que vai atender �s nossas expectativas.
Continuar� a ser um ano interno e por um ano e come�ar� na Traumatologia.
Seu sal�rio mensal � de R $ 50. E vai morar no hospital.
Se apresente amanh� �s dez horas no audit�rio.
Boa sorte.
Ent�o mais uma vez, eu digo bem-vindos ao hospital da cidade.
E, mais uma vez, aproveito esta oportunidade para sublinhar...
Que esperamos de cada membro da equipe...
total fidelidade ao prop�sito...
para dedicar a sua vida ao servi�o. Dr. Connell, m�dico residente...
vai lev�-lo agora para um passeio informativo no hospital.
Tentem familiarizar-se com sua apar�ncia f�sica...
com sua rotina geral...
e com os relat�rios que tenham que preencher.
Isto deve ser considerado como uma visita preliminar.
Mais tarde voc�s v�o conversar com os trabalhadores dos pavilh�es...
para quais foram atribu�dos.
E agora, senhores, eu lhes apresento Dr. Alex Connell.
Certo, senhores, siga-me.
Podem deixar chap�us e casacos, depois voltem para peg�-los.
Come�amos com uma vista da cidade.
Deem uma boa olhada.
Passar�o muito tempo para v�-la novamente.
Voc�s v�o se adaptar gradualmente.
N�o se apressem e tudo vai ficar bem.
Esta � a cozinha principal, onde a comida � preparada e servida...
cerca de 9.000 refei��es por dia, para todos os tipos de dietas.
Algu�m est� com fome? Vamos l�.
Puxe.
E esta � uma das tr�s capelas que temos aqui.
Podemos us�-la em qualquer momento. Agora vamos subir.
Como voc�s podem ver, estamos nos preparando para uma broncoscopia.
Nas visitas, anotem qualquer observa��o no prontu�rio do paciente.
Assim ordene que a enfermeira d� algo para o paciente...
seja o que for, um sedativo ou um copo de �gua...
deve ser anotado no prontu�rio.
N�o abusem da medica��o.
Isso � uma receita m�dica, colegas.
Especialmente com seda��o, confiar na enfermeira.
Feliz de quem tem uma enfermeira esperta. Ter� sucesso.
Especialmente se voc� manter sua boca fechada e os ouvidos abertos.
Bem, meus amigos, esta � Traumatologia.
Basta olhar para ver. Quem � que vai come�ar aqui?
Eu, doutor.
Considere-se afortunado.
Ter� uma enfermeira experiente, e eu quero dizer: muito experiente.
Venha.
Ann.
Este � o doutor...
Gilbert. Fred Gilbert.
Sim. Enfermeira Sebastian.
Como vai, doutor?
Senhorita Sebastian.
Dr. Gilbert vai trabalhar aqui Traumatologia.
Ajude-o a come�ar... quero dizer, com a rotina, � claro.
- Sim, claro. - Obrigado.
Bem. Voc�s ter�o bastante tempo mais tarde.
Vou mostrar-lhe os seus quartos, e entregar seus uniformes.
Mas ainda est�o faltando tr�s andares e meus p�s est�o me matando.
Vou lhes dar alguns conselhos gr�tis, apenas pela bondade do meu cora��o.
Levei quatro anos para aprender isso sozinho.
Tudo o que eu queria fazer era comer, comer e comer.
Irm�o! Eu devorava tudo.
Algumas enfermeiras s�o assim. Est�o em fase de crescimento.
A porta est� aberta.
- Dr. Anderson? - Sim.
- Eu sou Fred Gilbert. - E da�?
Eu sou seu novo companheiro de quarto.
Tudo bem.
Pode se sentir em casa.
Esse lado do quarto � seu, e este � meu, incluindo as paredes.
Eu s� preciso da porta.
Meu nome � Steve.
Voc� est� na Traumatologia, n�o �?
Sim.
Eu tamb�m.
Eu trabalho durante a noite, acabei de trocar o turno.
Acho que sua enfermeira � Ann Sebastian.
Acabei de conhec�-la
- Quando se formou? - Cerca de um ano atr�s.
Trabalhei durante algum tempo nas Linhas Transpac�ficas.
- Onde voc� estudou? - Universidade de Southern Calif�rnia.
Tenho um parceiro l�.
- Como se chama? - Nester.
- Eu acho que era da turma de 46. - Dois anos antes de mim.
- H� quanto tempo est� aqui? - H� muito tempo.
Seria residente se quisesse.
Se eu quisesse... D�-me uma alternativa.
O que h� de errado com a pr�tica privada?
Nada! N�o por si mesma.
Eu s� preciso salvar cerca de 12 ou 15 mil d�lares, o que eu ganhei uma vez.
Vai demorar pelo menos 30 anos ganhando estes m�seros 50 d�lares por m�s.
Talvez se parar de fumar, apenas levar� 29 anos.
Mas tamb�m pode se casar com a filha de um magnata.
Muitos deles querem ter um m�dico saud�vel e jovem com genro.
- Qual � o seu problema? - Aqui est�.
Veja. Parece que nos proibiram de namorar.
A menos que o pai seja um poderoso.
Se fosse apenas um pequeno industrial.
- Como � ela? - Apenas uma garota.
� estudante de enfermagem. Seu nome � Kathy Hull.
Mas eu n�o tenho um d�lar.
Voc� nunca sabe o que pode acontecer.
Talvez um paciente por caridade poderia deix�-lo com uma fortuna.
Ou voc� pode estar andando na rua um dia...
e tomar um tiro na cabe�a, como... como se chama?
- Foster? - Sim. O que aconteceu?
- Foi algum louco. - A pol�cia tem alguma pista?
A pol�cia? S� serve para colocar bilhetes de estacionamento.
Voc� acha que foi um louco?
Eu n�o me surpreenderia se Foster tinha pago para ele.
Voc� pode ter sensa��o de calor.
Mas n�o mova a perna at� secar o gesso.
- Apenas relaxe. - Sim, doutor.
Grande homem.
Grande cirurgi�o.
Cobra US $ 10.000 por opera��o.
E como ele conseguiu isso?
Ele trabalhou duro, estudou muito...
ele foi desperdi�ado por anos como um residente.
At� que ele se casou com a filha de um homem rico do a�o.
Opera as amigas de sua esposa, pelo menos, duas vezes por ano.
Ei, Pop. O que � bom para Saratoga?
A �gua! N�o ganho uma aposta h� duas semanas!
- Voc� escolhe errado. - Algu�m viu o Anderson?
Ele tem 24 horas de descanso.
O cavalo "Andy Son" corre amanh� no quinto p�reo.
Eles acham que podem pagar 30 para 1.
Mas eu n�o sei... "Filho de Andy"...
Pensei no Anderson. Falei com ele hoje.
Tenho um palpite de que vale a pena apostar nele.
Aposto que o Anderson vai ter sorte.
Se tivesse uma chance como esta, com o meu nome, reservaria uma aposta.
A� est�, um cara esperto!
Grande m�dico, com bastante...
conversa, sem f� em palpites. Voc� acha que eles s�o loucos.
Os jovens ainda t�m muito que aprender.
Gilbert, voc� conhece o Pop?
- Eu j� o vi por aqui. - � claro!
Este � companheiro de quarto do Anderson.
Um prazer conhec�-lo, rapaz.
Pop est� aqui h� mais tempo do que os estatutos da cidade.
� o �nico civil que deixamos aqui, por uma boa raz�o.
Se voc� tem um dia ruim e precisa de alguns d�lares para sair, o Pop arruma.
Ele gosta de emprestar para os rapazes, n�o �, Pop?
N�o fale assim, comigo!
Tenho visto muitos de voc�s. Os que entram e os que sa�am.
Em 30 anos, tenho visto muitos bons m�dicos no meu elevador.
Desde que eram crian�as, como voc�.
Mas eu sempre sei quem vai ser grande.
E quem ser� um m�dico incompetente...
com palavras tiradas dos grandes livros.
Se eu fosse voc�, ficaria com seus olhos bem abertos quando sair daqui.
Se n�o, voc� ter� uma morte r�pida.
O que voc� acha, meu filho?
Eu acho que � um prazer conhec�-lo, Sr. Ware.
Voc� ouviu isso?
"Senhor Ware!"
Acredite em mim, esse cara vai ser um dos grandes.
Se voc� vir Anderson, diga que Pop tem um palpite. Aposte...
dois d�lares para ele no "Andy Son" no quinto p�reo de amanh�.
Voc� quer apostar tamb�m?
N�o, eu acho que n�o posso.
Voc� n�o tem que dar para mim agora. O que eu escrevo no meu livro.
Se vencermos, ficaremos b�bados.
Um barril de cerveja para todos.
Minha cerveja deve caber em um copo. Eu tenho que trabalhar.
N�o perca de vista esse garoto.
Ei, Gilbert!
� dif�cil de encontrar. Ouvi dizer que estudou na USC.
- Voc� deve ser Nester. - Sim.
Fico feliz em conhec�-lo. Falaremos mais tarde.
Com certeza.
- Doutor Gilbert! - Sim?
Leito 14. Coma. O paciente diab�tico com fratura de quadril.
N�o se preocupe.
Transpira��o intensa. Tremores. N�o responde.
No seu hist�rico n�o tem hipoglicemia.
N�o tem hipoglicemia, hem?
� poss�vel que tomou insulina antes de vir para c�...
mas n�o fomos informados.
Quando foi hospitalizado?
- 30 dias atr�s. Quadro est�vel. - 30 dias.
Veias com trombose nos bra�os. Mas tem uma boa veia na perna.
Use-a.
Glicose a 50% preparada, doutor.
Sim.
A glicose come�a a fazer efeito.
Devemos ter maneiras de verificar que os pacientes tomam antes...
Foi uma crise de insulina, doutor?
Como voc� sabe que era uma crise de insulina?
Diabetes. Coma...
baixa temperatura, suor.
O que mais poderia ser?
Sim. O que mais poderia ser?
Oi, Steve.
- Voc� estava na luta? - 24 horas.
- Kathy tamb�m? - Sim.
- Que bom. - Sensacional.
- Talvez voc� seja um homem rico amanh�. - Voc� achou um paciente generoso?
Pop me disse para apostar em um cavalo para voc� no quinto p�reo.
Voc� finalmente conheceu o famoso Pop Ware...
Parece uma boa pessoa, mas um pouco exc�ntrico.
Sim, com certeza � exc�ntrico.
N�s odeia at� morte. N�o � s� eu digo isso!
Eu digo que ele odeia todos os que passam do sexto ano.
Por que ele coloca dinheiro nas m�os dos garotos.
Ent�o ele se sente superior.
E n�o se engane com aquele velho exc�ntrico.
Voc� ter� que pagar muito mais do que aquilo que voc� pode pagar.
Isso far� com que se humilhe.
� o "grande homem" de uma grande "nota verde".
O que houve, Steve?
� claro que voc� est� irritado com Pop.
- Steve. - Talvez seja. � s�...
Veja como eu tremo.
Vamos, rapaz, diga-me o que est� acontecendo.
N�o vai resolver se voc� ficar s� dando voltas.
O problema n�o � entre voc� e a Kathy, n�o �?
O que voc� sonha quando tenta dormir?
Eu n�o sei, Fred.
E eu nem sei o que eu sinto.
Luto, mas n�o tenho onde me agarrar.
Eu estou acabado, andando sem rumo.
Ou�a, Steve.
Voc� odeia todo mundo que tem um d�lar a mais do que voc�.
At� mesmo um velho ascensorista de elevador.
Seu �dio come�ou com ele, mas n�o ficou s� nele.
O que eu devo fazer?
Casar com a Kathy, agora. Com ou sem dinheiro. Case com ela.
Antes de arruinar a sua vida e a dela.
Excelente! O grande Gilbert tem todas as respostas.
Case com Kathy e ter� uma vida longa e feliz...
vivendo em um hospital com um bando de loucos como fam�lia.
Doutor, voc� tem um f�sforo?
Quando sai?
Amanh�. Da meia-noite � meia-noite.
O chefe quer falar com voc�. River Park, perto da ponte.
Eu estarei l� uma da manh�.
Ainda acordado, Sr. Engle?
Que horas s�o?
Seis e dez.
Eu n�o consigo dormir... dor.
Sua perna est� melhorando muito.
Ossos velhos...
Espasmo muscular � que d�i.
Queremos que o osso solde bem.
Eu n�o consigo dormir... dor.
Voc� n�o pode me dar alguma coisa?
Algum rem�dio.
A enfermeira lhe deu morfina tr�s horas atr�s.
Sim. Mas a dor continua...
Mais drogas n�o seria bom para o seu cora��o.
- Tente relaxar. - Sim.
- Dormir� logo. - Sim.
- Relaxe que vai passar. - Sim...
Cansada?
Fui visitar a minha irm� hoje.
E sua sobrinha melhorou?
Nada de novo. A mesma febre. A mesma atrofia muscular.
Coitada. Ela se esfor�a tanto para caminhar alguns passos.
E voc� sabe o por qu�? Apenas para fazer sua m�e feliz.
Est� cada vez mais dif�cil.
Realmente n�o sabemos muito, n�o �?
Como Pop diz: "Grandes palavras de grandes livros".
Mas quando chega...
H� uma coisa que tenho certeza.
Nada nos pro�be de ir para fora para fumar e tomar um ar.
Enquanto h� uma enfermeira na ala.
� uma boa ideia. Vamos.
A noite esconde todos os pecados e perdoa todos os erros.
O mundo deve viver durante a noite.
A escurid�o une as pessoas, porque, precisa-se uma das outras.
Mas o mundo reserva a noite para o doente...
e faz outros viverem � luz do dia.
E assim vimos nos rostos um olhar de medo e �dio.
Voc� sente medo e �dio?
- Todo o tempo. - Bom.
Est� destinado a ser um grande homem um dia destes.
� a segunda vez que se previne algo como este hoje.
Quem foi a outra, Casandra?
O s�timo filho de um s�timo filho, chamado Pop Ware.
Ent�o, ficar� famoso. Pop nunca erra.
Sua fam�lia vive em Los Angeles, n�o �?
- Como s�o? - Pessoas normais.
- Tem irm�os e irm�s? - Duas irm�s.
- Tem garota? - Ambas s�o mais novas.
Quero dizer, se deixou uma namorada por l�.
Com a Faculdade de Medicina e a guerra...
n�o tinha tempo nem para o meu c�o, muito menos para me apaixonar.
Aposto que � um bom c�o.
Bem treinado. Eu escrevo toda semana.
Eu gostaria de conhecer o seu c�o.
Conhecer�.
Voc� sabia que eu fui casada?
Sim, eu fui.
Deixei duas coisas: d�vida e belas lembran�as.
Foi muito dif�cil para pagar as d�vidas e esquecer, mas...
Voc� ainda � apaixonada por ele?
N�o, Fred. N�o por ele.
Talvez eu poderia ter sido, mas n�o por ele.
Ann...
Nada nos pro�be de ir para fora para fumar.
Mas n�o podemos abusar. Devemos voltar.
Claro.
Ent�o... eu decidi pegar o touro pelos chifres.
� claro que eu corria o risco de acabar com algumas contus�es.
Mas as pessoas est�o sempre pegando o touro pelos chifres.
Sim senhor! Eu encontrei a minha...
D� um tempo, meu amigo! E escuta essa.
Kathy e eu vamos nos casar.
Agora mesmo. Na primeira chance que tivermos...
antes que o touro fuja!
Gostei de ouvir isso. � a decis�o mais inteligente que voc� tomou.
De verdade? Bem, ouvi isso, mas antes do maldito Juro por Escul�pio...
quero manter segredo. Assim Kathy se inteira antes de nos casarmos...
Prometo que usarei meu bisturi em suas gargantas...
embora juro que meu bisturi tenha visto sangue pela �ltima vez.
Essa � a grande novidade da minha vida. Acabou!
Abandonarei os bisturis, afastadores, esp�culos...
e est� apetitosa comida l� de baixo.
Voc� vai deixar o hospital?
N�o, caro amigo! Vou deixar a medicina!
Acabou! Fim! Kaputt!
Iniciarei um novo futuro para mim.
Ter uma vida normal e decente com Kathy.
Arrumei um trabalho que n�o tem nada a ver com a medicina.
Na minha casa, voc�s n�o v�o conseguir nem mesmo uma aspirina.
Eu tenho o meu pr�prio apartamento.
Tr�s quartos! Apenas para Kathy e eu!
E cada vez que eu ouvir a sirene de uma ambul�ncia � noite...
vou abra�ar muito fortemente Kathy e rir,
rir... rir... rir...
Steve.
Ou�a. Voc� n�o sabe o que est� falando. Isso � suic�dio.
Voc� n�o pode deixar medicina. � a sua vida.
Exatamente.
Minha vida.
Kathy e eu n�o podemos esperar mais vinte anos para viver.
N�s n�o temos muito tempo.
Steve, voc� precisa descansar.
V� para o quarto e me espere l�. Irei o mais r�pido poss�vel.
Fiquem de olho nele.
Claro.
Fred!
Voc� est� de folga at� amanh� � meia-noite?
- Sim. - Eu tamb�m.
- N�o me diga. - Voc� tem um compromisso?
Um compromisso chato que n�o pode ser cancelado.
Comigo � sempre assim, sempre � tarde demais.
- Deixaremos para uma pr�xima vez. - Tudo bem.
Algu�m falou sobre o caso Foster? A sua namorada, enfermeira Sebastian?
N�o.
- Mas n�o eram? - Talvez, por isso mesmo.
Mais alguma coisa?
N�o estou seguro. Mas sinto algo estranho.
O que lhe leva a isso?
Um jovem chamado Anderson. Toda sua vida ele queria ser um m�dico.
Mas agora ele diz que vai deixar medicina.
- O que o leva a isso? - Ele n�o tem dinheiro, tem uma...
noiva e quer se casar. Mas n�o tem condi��es para isso.
O que voc� acha disso?
Est� aflito, mas n�o quer falar. Est� cheio de �dio.
- Entrou em crise de repente? - Nas �ltimas semanas.
- Desde a morte de Foster. - Sim. Isso � o que parece.
- O problema � apenas com a noiva? - No come�o pensei que era apenas isso.
Mas h� outra raz�o. O cara est� desesperado.
Parece um coelho assustado. Ningu�m sai de um trabalho como este...
...exceto... - Exceto o qu�?
N�o sei. Estou apenas deduzindo.
- N�s devemos question�-lo. - N�o.
Se estiver confuso, acabar� se abrindo comigo.
Mas se voc� pression�-lo a falar, estou acabado.
Certo, vamos fazer como est� dizendo. Mas n�o tire os olhos dele.
Est� bem.
Fred, voc� acha que o Anderson poderia ter matado o Foster?
Eu n�o sei.
- Este � o seu quarto? - Sim.
Sou o Tenente Lally, Detetive do 13� Distrito.
Este � o Detetive Abate.
Se voc� est� de folga at� amanh�, por que est� de volta?
Eu moro aqui.
N�o tenho para onde ir, ent�o... o que foi?
N�o est� muito confiante, doutor...
- Gilbert, este � o seu nome? Sim. Fred Gilbert.
Voc� foi o companheiro de quarto do Anderson.
Foi?
Anderson est� morto.
- Quando? - "Quando"
O que quer dizer "quando"?
Quando o que? Quando morreu?
N�o quer saber como? Ou o que aconteceu?
Por que falou "quando"?
- Onde voc� veio, doutor? - De Los Angeles.
N�o est� aqui h� muito tempo, n�o �?
Desculpe. Eu n�o ouvi.
N�o, senhor.
Voc� conhecia bem o Anderson?
Desculpe-me. Voc� ter� que falar mais alto.
Assim � suficiente.
O que fez esta noite?
Nada.
Voc� saiu daqui por volta da meia-noite.
E agora s�o 3:20. E n�o fez nada?
- Fui ver um filme. - Em um cinema na Ria 42?
- Sim. - Sozinho?
Sim.
Claro.
Eu n�o conhe�o muitas pessoas nesta cidade.
- Voc� ainda se sente um estranho. - Sim.
Mas sabe onde fica a Rua 2, n�o �?
- Sim. - E o nome do cinema que foi?
Claro, eu fui para...
O que � tudo isso? N�o entendo por que est� me interrogando.
Eu n�o entendi por que perguntou "quando".
Lembro que uma vez me contaram que um amigo tinha morrido.
E sabe o que perguntei?
"O que aconteceu?"
N�o "quando" ou "o qu�".
Qual filme que viu esta noite?
Estou confuso. � um choque terr�vel. N�o sei o que est� perguntando.
Est� bem. Esque�a. N�o tem import�ncia.
Que filme que voc� viu?
N�o vai acreditar, mas...
Estava cansado, adormeceu, e n�o lembra o nome do filme.
Claro.
Isso sempre acontece. Mas saiu do hospital esta noite.
� claro que sa�.
O corpo do Anderson foi encontrado uma hora atr�s.
Quando voc� estava dormindo na Rua 42 num cinema.
Eu sei como � inconveniente, mas n�o vai durar por muito tempo.
O que quer dizer?
Vou ter que lev�-lo para a delegacia na Rua 22.
L� voc� vai falar melhor.
- Ou�a, tenente... - Voc� n�o se importaria, n�o �?
Interrogat�rio sobre o caso Anderson.
E ent�o?
- Continuo esperando. - Para qu�?
Para me dizer o que aconteceu com Anders...
Desculpe-me. Queria que perguntasse o que aconteceu com Anderson.
- Certo. O que aconteceu? - Seu corpo foi encontrado no rio perto da Rua 29.
De acordo com os legistas, ele tinha morrido a poucas horas.
Acidente?
Hematomas na cabe�a. Poderia ter causado ao cair no rio.
De qualquer modo, ele se afogou, de acordo com o legista!
Voc� disse que est� em Nova York a poucas semanas.
- J� tinha vindo antes. - � de Los Angeles, n�o �?
Sim.
Se voc� tentar, acha que vai se lembrar do filme em que dormiu?
Posso dizer os filmes.
Como foi dito, Anderson morreu entre 12:30 e 01:00.
Voc� deixou o hospital pouco depois da meia-noite.
- Sim. - E foi direto para o cinema?
N�s conversamos com v�rios m�dicos que ouviram Anderson dizer...
...que ia deixar medicina. - Eu tamb�m estava l�.
Ele estava deprimido. Por que ele decidiu deixar a medicina?
- � uma longa hist�ria. - Temos a noite toda!
- Ele queria se casar. - Com Kathleen Hall?
- Sim. Ser� que ela j� sabe? - Sim, ela estar� aqui daqui a pouco.
- Voc� estudou na USC, n�o foi? - Sim.
Voc� pediu a um m�dico para ficar de olho em Anderson at� que voltasse.
- Por qu�? - Estava preocupado com ele.
Isso � o que quero saber por que estava preocupado?
- Por causa de seu estado mental. - Achou pudesse fazer alguma coisa?
- Eu s� estava preocupado. - S� isso?
- S� isso? O que quer dizer? - Como voc�...
- 1948. - O que significa isso?
- O ano que terminei a escola. - Perguntei-lhe o ano, que deixou?
- Voc� disse... - Pense r�pido demais, certo?
Certo, tenente, v� direto ao ponto. Come�o a entender como � inteligente.
N�o, n�o, doutor. Isso n�o � maneira de falar com o tenente.
Estou cansado! Pergunte o que quiser e deixe-me ir dormir.
Voc� � um jovem muito nervoso. Aconselho consultar um m�dico.
Srta. Hall, Tenente.
Desculpe incomod�-la nestas horas dif�ceis.
Esta nota foi deixada na porta de Srta. Hall.
Lament�vel...
Voc� sabe por que seu namorado cometeu suic�dio?
N�o.
Inspetor!
Descobri h� 20 minutos.
Anderson. M�dico residente. Suic�dio.
- � a Kathy? - Sim.
- Quem � ele? - Dr. Gilbert.
O parceiro do Anderson. Inspetor Gordon.
Ser� que o falecido deu qualquer dica de que poderia fazer isso?
S� o que j� disse ao tenente Lally.
Certo, Lally. Pode levar para casa a Srta. Hall.
Quero falar a s�s com o Dr. Gilbert.
Posso lev�-la para casa, Tenente?
Claro. Ela vai esperar voc� sair.
Senhorita Hall...
Vim assim que pude. Ser� que Lally n�o gostou da sua cara.
Ele estava disposto a fazer alguma coisa contra voc�.
E estava quase conseguindo.
Agora eu sei o que � ficar do outro lado da mesa.
Parece que voc� estava certo. O problema n�o � apenas a garota.
Ou�a a minha vers�o. Foster e Anderson estavam envolvidos em alguma coisa.
Foster estava amea�ado de falar o que sabia.
E o que recebeu foi uma bala. Anderson afundou sob a press�o.
- O que estavam envolvidos, Fred? - N�o sei. � algo que n�o sabemos ainda.
Voc� acha que foi algum problema com dinheiro?
O �nico que se beneficia � Pop.
Como assim ele se beneficia?
Est� sempre apostando em cavalos e envolve os rapazes...
eles sempre est�o apostando e n�o pagam se perderem.
- N�o tem sentido. - Ele tentou fazer o mesmo com voc�?
Sim, ele tentou.
Sabe...
acho que estarei faminto por um d�lar.
Deixarei ele pagar e vamos ver qual � o jogo dele.
Eu n�o posso acreditar nisso, Fred.
Eu n�o posso acreditar.
Se pud�ssemos compreender as suas raz�es.
Algumas horas atr�s, ele nos disse que ia se casar com voc�.
Voc� sabia que ele deixaria a medicina?
� imposs�vel. Medicina era a sua vida, era tudo para ele.
Sim, eu sei.
Ele estava preocupado com outra coisa que n�o era o hospital, quest�es pessoais?
Eu n�o sei.
Ele n�o lhe deu qualquer ind�cio que o perturbava?
Algo que n�o poderia resolver?
Nunca me falou nada. Nada de muita import�ncia.
Ele deveria ter dito a algu�m.
H� algu�m no hospital em que confiasse?
N�o. Voc� sabe como ele era. Nunca foi amig�vel com ningu�m.
Havia apenas uma pessoa com quem ele passava algum tempo.
Quem?
Bill Foster.
Rapazes, querem ouvir o meu palpite do dia.
"Rollo" no terceiro, com "pinlico". Alguma aposta?
- Aposte $ 12 para mim. - Dr. Gilbert, doze d�lares.
S�o 12 d�lares. Voc� j� sabe.
- Eu n�o dou sorte, Pop - N�o se preocupe.
Aqui eu tenho uma aposta que n�o pode falhar.
Desta vez, vamos dar uma cravada: "Barrelhead" com "Jamaica".
Vou tentar novamente.
N�o � lindo?
N�o � inteligente?
Olhe. � fant�stico. Realmente fant�stico.
Sim, mas eu comprei para menina um monte de brinquedos mec�nicos.
Voc� n�o tem nenhum de animal?
- Eu tenho um aqui. - N�o � maravilhoso?
� claro que �. At� parece ser real.
- Voc� n�o acha, Dr. Gilbert? - Sim, voc� tem raz�o.
Tudo bem. Vou lev�-lo, Sr. Day.
Tenho certeza de que sua sobrinha vai adorar.
S�o US $ 5,95, incluindo os impostos.
- Obrigado, Sr. Day. - Obrigado, senhorita Sebastian..
Olhe, Herbie!
A girafa!
A sua sobrinha adorou a girafa.
Estava bem melhor hoje.
- Vejo voc� no jantar. - Tudo bem.
Ei, Doc!
- Preciso falar com voc�! - Sente-se mal?
Sim, eu me sinto doente, mas nenhum rem�dio vai me ajudar.
O que houve?
Voc� pode ir no o meu quarto? Eu n�o posso falar aqui.
Vamos.
- Doutor, eu tenho problemas. - Que tipo de problemas?
Grandes problemas. Problemas de dinheiro.
Voc� sabe que nunca lhe pressionei, mas eu preciso do dinheiro agora.
Quanto?
Os 143 d�lares que me deve. 143.
- Sim, mas o quanto voc� precisa? - Tudo! Agora mesmo!
� tr�s vezes o meu sal�rio!
Mas � o que eu preciso. Eu preciso!
� grave, n�o �?
Pior! Posso perder o meu pesco�o!
O que aconteceu?
Durante dez dias eu n�o ganhei nada. Nenhum um centavo.
Eu perdi mais do que eu podia perder.
E a casa de apostas n�o quer esperar mais.
N�o pode entrar em p�nico.
Diga para esperar. N�o podem fazer nada.
Como n�o podem fazer nada?
Eles podem enviar seus "rapazes" para lidar comigo.
Posso aparecer morto em qualquer beco.
- Voc� j� foi amea�ado? - Amea�ado?
Posso terminar com uma simples fratura de cr�nio!
- Por que voc� n�o chama a pol�cia? - Pol�cia... Eu n�o posso dizer...
n�o poderiam fornecer escolta armada, dia e noite, para o distinto Pop Ware?
E se souberem que sou corretor? Onde eu terminaria?
Seus assassinos j� est�o l� fora, pronto para me despachar.
Voc� j� perguntou aos outros rapazes do dinheiro que eles devem?
Nada. Ningu�m tem um centavo.
Esse corretor... Ele s� quer assust�-lo, Pop. N�o ousaria fazer nada.
N�o? O que acha que aconteceu com Foster?
E ao Anderson?
Voc� diz que ele matou Foster?
E levou o Anderson ao suic�dio?
Eu s� sei que os dois apostavam com ele.
Est� bem.
Vou tentar levantar o dinheiro. N�o sei se consigo, mas vou tentar.
Espere por mim. Vou fazer alguns contatos.
Eu n�o vou sair daqui at� voc� voltar.
Eu o deixei no s�t�o. Est� apavorado, morrendo de medo.
Diga ao chefe para investigar os apostadores na �rea.
- Agora mesmo. - Vou voltar l� com o velho.
E ent�o?
Nem um d�lar, Pop.
Sabe o que isso significa para mim, Freddie?
Eu tentei... o que posso fazer?
Certo, Doc. Voc� tentou.
Sei que voc� tentou. N�o � culpa sua.
Pop, ainda podemos resolver isso. Deixe-me falar com o corretor.
Vou assinar uma nota promiss�ria para voc�.
Apenas deixe-me falar com ele. Talvez eu possa convenc�-lo.
� muita bondade de sua parte, Freddie, muita bondade.
Mas voc� n�o vai conseguir nada.
A nota promiss�ria...
eles s� querem dinheiro vivo!
E verdade seja dita, nem sei quem � que manda.
Negocio com um rapaz que ordena que eu repasse dinheiro, ou ent�o...
- Deixe-me falar com ele, voc� pode... - Espere.
Sim, sim...
H� uma sa�da.
H� uma maneira que voc� pode me ajudar, Freddie.
Como?
Sim, uma sa�da.
E voc� pode fazer, Freddie.
Voc� pode fazer isso?
Alguma subst�ncia branca.
Sim. Voc� pode me limpar com um pouco de material branco.
- Subst�ncia branca? - Comprimidos.
Um punhado de pequenos comprimidos pode valer um monte de dinheiro.
Apenas um punhado de comprimidos de morfina.
O que me diz Freddie?
O que me diz?
Tive que lhe avisar de imediato. N�o h� apostador. � tr�fico de drogas.
� assim que ele chantageava os demais.
Foster n�o quis cooperar e � por isso que o mataram.
Anderson queria deixar a medicina para se livrar de tudo isso.
- Acho que est� certo. - Vai prend�-lo imediatamente?
N�o. Vamos encontrar o resto do bando.
Precisamos chegar ao cabe�a, o chefe.
Siga o jogo. D� a droga.
Como pode obter a droga?
Eu s� prescrever, dar para a enfermeira e ela...
ela o administra...
Engle!
Espasmos musculares!
Ou seja, vai trabalhar com a enfermeira. A Administra��o tomar� medidas...
- O que houve? - Nada.
Bem, preste aten��o quando eu falo. Voc� � surdo ou velho?
Sim, eu acho que eu sou.
Ela tamb�m chantageou o Foster e o Anderson.
Pensei que fosse sincera comigo.
Seja claro, acha que est� metida nisso. Voc� pode estar enganado.
- Vai continuar? - Sim, eu continuo.
- Estou preocupado com voc�... - Estou bem.
Vou dizer ao chefe que se trata de tr�fico de drogas.
Voc� segue o mesmo caminho dos outros rapazes.
Deixe que chantageei voc�. Com isso ganhar� tempo com a droga.
Est� certo.
Algum problema, Fred?
- Pop est� com problemas. - O qu�?
N�o quero falar sobre isso.
Fred, por favor. � grave?
Um corretor de apostas amea�a mat�-lo.
- N�o! - Eu me sinto culpado.
Deve um monte de dinheiro, mas n�o pode pagar. Ele est� apavorado.
Fred!
Por isso acho que ele matou Foster e Anderson.
Eu n�o posso acreditar!
Por que ele n�o vai � pol�cia?
Tem medo. Diz que v�o mat�-lo de qualquer maneira.
Quanto precisa?
Mais do que posso arrumar.
Voc� quer saber o que eles querem? Que consiga comprimidos brancos.
- Comprimidos brancos? - Narc�ticos.
- N�o estou entendendo. - Para se livrar do apostador.
Ent�o n�s vamos ter que fazer isso.
Voc� est� louca? Voc� perdeu o ju�zo?
Voc� n�o conhece esta cidade como ela �. � claro que v�o mat�-lo.
Com pol�cia ou sem pol�cia. Ele est� condenado � morte.
Voc� pode ficar de fora, Fred, mas eu vou fazer o que posso.
Ann, voc� n�o vai ajudar. Voc� n�o pode fazer isso.
N�s podemos! N�s podemos, se estivermos juntos.
� muito simples. T�o simples que � rid�culo.
Como?
No plant�o, voc� decide quais pacientes necessitam de narc�ticos � noite.
Mas o prontu�rio acaba nas m�os da enfermeira encarregada dos narc�ticos.
A farm�cia entrega para mim, certo? Eu sou a respons�vel em administr�-los.
E anoto as doses nos prontu�rios dos pacientes.
Na parte da manh� os pacientes v�o dizer aos m�dicos que n�o foi dada a dose.
Os pacientes ter�o a medica��o! Como o fenobarbital!
Na parte da manh�, ser� imposs�vel notar a diferen�a.
N�s vamos dar o fenobarbital.
Voc� n�o percebe? Fenobarbital n�o � controlado.
Querido, tem que fazer. S� uma vez. Vai ser f�cil.
Basta fazer a receita.
N�o v�o notar falta de nenhuma droga. Tudo estar� em ordem.
N�o sei. Tenho que pensar.
Preciso de tempo para pensar.
Cinco gramas de morfina para aliviar a dor.
- Quem �? - Sou eu, Pop.
Entre.
Eu vim lhe agradecer, Fred.
Voc� salvou minha vida.
Esque�a.
Eu dei a droga para o apostador.
E assim salvou a minha vida.
Esque�a!
Sim... esque�a isso...
- N�o � t�o f�cil. - O que quer dizer?
Preciso de mais!
N�o culpo voc� por estar sendo chateado. Eu tamb�m estou sendo...
quando ele disse, "Pop, eu gosto da qualidade desta mercadoria. "
"Eu posso fazer cinco a partir de uma e vend�-las a um bom pre�o. "
Viu? Ele quer mais da mesma.
Fora daqui!.
Realmente lamento todos os problemas.
Eu lhe meti nisso, mas gosto de voc� como meu pr�prio filho.
Pense novamente. Eu sei que voc� far� a coisa certa...
Para mim, para voc� e para Srta. Sebastian.
Ela seria muito infeliz na cadeia.
Estamos afundando nisso cada vez mais.
Deve haver alguma sa�da. N�s precisamos pensar.
- Planejar alguma forma de... - Planejar o qu�? O que podemos fazer?
Se formos na pol�cia... n�s n�o temos escolha.
Temos que pensar em uma solu��o. Precisamos de tempo.
Como � que vamos ganhar tempo?
H� apenas um caminho: continuar colaborando com Pop.
N�o est� me dando o suficiente!
� arriscado. Temos que esperar. V�o receber novos pacientes.
Voc� tem que conseguir mais. Tem que terminar o que prometeu.
- Voc� ter� 10 d�lares por comprimido. - Eu n�o quero.
Voc� vai ganhar entre 60 e 70 d�lares somente em uma semana!
Aqui voc� ganha em um m�s!
Voc� pode abrir sua pr�pria cl�nica e deixar o hospital...
E, em seguida, vamos fazer bons neg�cios juntos.
Nada de roubar alguns comprimidos.
Vamos fazer neg�cio honesto.
Tudo pronto. O tipo n�o est� entregando a droga, nem mesmo saiu do hospital.
- E a garota? - Ele d� a droga e ela faz a entrega.
- Como na loja de brinquedos. - Sim, em plena luz do dia.
Voc� deve ir para a Rua 29, perto do rio.
- A que horas? - �s 6:20, no circo.
De acordo. L� estarei.
- Vou parar. - O qu�?
- Acabou! N�o posso continuar! - N�o!
Eu vou dizer ao Pop! E se continuar me pressionando irei � pol�cia!
- Fred, querido, me escute. - N�o aguento mais!
Voc� sabe que n�o pode sair agora. Foster n�o podia.
Ele pensou que conseguiria. E o Anderson tamb�m.
Voc� v� como eles estavam errados. Voc� n�o quer parar, amigo.
� apenas a raiva.
Tudo que voc� precisa s�o alguns sedativos para acalmar seus nervos.
Voc� � um grande m�dico, de grandes palavras e de grandes livros.
Pode ser prescrito algo para voc�, algo que far� voc� relaxar...
veja o quando est� sendo tolo. As p�lulas brancas, por exemplo.
N�o, n�o... acabou! Terminou!
Vou chamar a pol�cia.
Viemos pela escada de inc�ndio.
N�o deu nem para chegar perto do rio. Foi muito r�pido.
Ele pr�prio era o "grande chefe".
Temos a Sebastian no alojamento das enfermeiras.
Ela sabe quem voc� �. Detenha-a.
- Eu n�o sabia... - Quem realmente eu sou?
- N�o. O que fez com Pop. - Isso n�o tem import�ncia.
- Confie em mim, Fred. Quando voc� chegou eu...
Voc� matou Foster e Anderson.
- Eu seria o pr�ximo. - N�o, Fred, n�o, n�o.
Voc� e Pop... usavam a loja de brinquedos para deixar a droga l�.
Um dia eu estava com voc�, esqueceu sua bolsa e voltou.
- Era assim que entregava a droga. - N�o � verdade. Nunca...
Cale-se!
A loja foi fechada, o propriet�rio foi preso e contou o que sabia.
Certo, Fred. Foi assim que funcionou.
Eu n�o pude evitar.
- Por qu�? - Precisava de dinheiro.
Foster e Anderson. Foi por dinheiro?
N�o era para mim. Era para minha sobrinha.
Para pagar o tratamento e ela voltar a andar novamente.
Eu comecei e n�o podia sair... ent�o eu tinha que continuar.
Vamos.
Fred, voc� n�o pode! N�o pode!
Al�m do que aconteceu ou o que eu fiz...
Diga-me! Diga-me voc� n�o se importa! Nunca sentiu nada por mim!
Nem mesmo por um momento?
Querido! Querido!
Desculpe.
Voc� est� presa.
- Vamos, Rowan. - N�o, v�o voc�s.
Tradu��o das legendas: Duran Outubro/2016
Legendas bases: Alberto Rubio - 2
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