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Original subtitles

A GUERRA DOS TRONOS Ningu�m

Meu filho.

Meu primog�nito.

Minha crian�a rei, calma.

Ouve os deuses, cantam pela tua alma.

N�o lutes mais, doce crian�a, as tuas guerras ganhaste.

Os lobos est�o enterrados e o falso veado eliminaste.

Fecha os teus olhos azuis, meu amor. Deixa a coroa cair.

O Pai no C�u para a sala dele deves seguir.

No S�timo C�u voltarei a estar � tua beira.

Mas, agora, vingar-me-ei da Sansa, a rameira,

e do meu irm�o, o Duende, que matou o rei dele.

Nascido entre le�es, n�o h� maior maldi��o que nos flagele.

Mat�-lo-ei, juro.

Seja enforcado ou com uma faca arremetida,

mesmo que demore 15 dias, um ciclo da lua,

ou a minha vida.

O que � isto que ouvi e cheirei?

Algu�m que, em breve, para o Inferno enviarei.

Est� na hora de ver se a verdade foi dita

e se a reserva de ouro de Tywin Lannister � infinita.

Seu animal. Seu animal.

A minha mulher mataste e agora a vida do teu pai tiraste.

N�o houve pior crian�a a manchar esta terra.

Maldito seja o dia em que te dei o nome.

O meu maior crime.

Sois boa a fazer isto. Onde aprendestes?

Sou uma mulher ciumenta.

Sempre gostei de homens maus e eles sempre gostaram de mim.

Vinham para casa � noite a cheirar ao perfume de alguma rameira.

Ent�o discut�amos e eu esfaqueava-os.

Depois sentia-me muito mal

e tratava-os. Fiquei boa a trat�-los.

E boa a esfaque�-los.

Isso tamb�m.

O que aconteceu � atriz?

Aquela que vos queria morta.

A Bianca.

Ter� dificuldade em encontrar trabalho como atriz

depois do que eu lhe fiz � cara.

Nunca aprendi a cozinhar, mas come.

Come. Precisas de comer.

A companhia vai partir para Pentos em breve.

- Devias vir connosco. - N�o posso.

Porqu�? Tenho a sensa��o de que serias boa neste trabalho.

E, al�m disso, precisamos de uma nova atriz.

Acho que n�o conseguiria decorar as falas todas.

Vem connosco.

O que h� para ti aqui?

N�o seria seguro, enquanto ela andar � minha procura.

Quem?

Ela n�o tem nome.

Para onde ir�s?

Essos � a leste e Westeros � a oeste.

Mas o que h� a oeste de Westeros?

- N�o sei. - Ningu�m sabe.

- � onde param todos os mapas. - O fim do mundo, talvez.

Gostava de ver isso.

- O que � isso? - Leite da papoila.

N�o quero.

S� sarar�s se dormires.

Confia em mim, se a minha sopa n�o te matou, nada matar�.

Pensa no Gatins, ele est� habituado a ser bonito.

Era famoso pelos meus beijos.

Voc�s sabem beijar como deve ser?

- Claro que sabemos. - Esta t�cnica � para mestres,

voc�s n�o est�o preparados. - Eu estou preparado.

Ele diz que est� preparado.

Est� bem. Presta aten��o.

P�es a m�o esquerda atr�s da cabe�a da senhora.

A tua m�o direita fica no fundo das costas da senhora, assim.

Muito rom�ntico.

- Pegas no dedo do meio... - Sim.

... e enfia-o no buraco do rabo.

Foi por pouco.

Cheira-me a rata.

- Olha para ele. Ficaste com tes�o? - Vai � merda!

Velhos nojentos.

Gostaste, seu sacana velho?

- Onde est� o do manto amarelo? - Vai-te foder!

As tuas �ltimas palavras s�o: 'Vai-te foder!'? Consegues melhor.

Cabr�o!

�s p�ssimo a morrer, sabias?

Ela renasceu do fogo para recriar o mundo.

A Daenerys � uma d�diva do Senhor da Luz para os filhos dela.

Se formos constantes no nosso amor pela Rainha

e pelos fi�is conselheiros dela,

ningu�m voltar� a acorrentar-nos.

Diria que foi um estratagema bem-sucedido.

- Dir�eis? - Olhai � volta.

A cidade voltou � vida.

- Fizestes um pacto com fan�ticos. - Fiz e resultou.

Se fiz�sseis a barba com uma l�mina, dir�eis que a l�mina funciona.

Isso n�o quer dizer que n�o vos cortar� a garganta.

Dito por um homem que nunca teve de fazer a barba.

Vou sentir a vossa falta.

Eu sei.

Espero que tenhais raz�o acerca desta vossa expedi��o.

Se eu n�o regressar, sabereis que estava enganado.

Precisamos de amigos em Westeros. E precisamos de navios.

Acima de tudo, precisamos da nossa rainha.

Ela voltar�.

Tem de voltar. J� sofri desgostos suficientes.

Farei o resto do caminho sozinho. N�o posso partir numa miss�o secreta

na companhia do an�o mais famoso da cidade.

Varys!

O an�o mais famoso do mundo.

Vossa Gra�a, foi permitida a entrada na Fortaleza Vermelha

a v�rios membros da F� Militante.

Foi permitida?

� uma forma atormentada de o descrever.

Eles exigem ver-vos, Vossa Gra�a.

Quem permitiu que entrassem na Fortaleza Vermelha?

- O Rei sabe da presen�a deles? - Sabe, Vossa Gra�a.

Est� nos aposentos dele a rezar.

Vossa Gra�a, Sua Santidade, o Alto Sept�o

deseja falar-vos no Grande Septo de Baelor.

Sua Santidade, o Alto Sept�o poder� falar comigo aqui,

na Fortaleza Vermelha. - Vossa Gra�a, n�o � um pedido.

� um pedido, Primo Lancel. Pedes-me algo e eu recuso.

O Alto Sept�o ordena-vos.

Tendes a certeza de que quereis recusar?

Ele prometeu-me que eu podia ficar na Fortaleza Vermelha

at� ao meu julgamento. - Ele n�o fez tais promessas.

- Se recusardes vir de livre... - Saiam.

Afastai-vos.

Ordenai ao vosso homem que se afaste ou haver� viol�ncia.

Escolho a viol�ncia.

Por favor, diz a Sua Alta Santidade que pode vir visitar-me.

Parece um cerco, minha senhora.

Tens um sentido militar apurado, Pod.

Minha senhora. Minha senhora.

Quem l� vem? Dizei o que quereis.

Chamo-me Brienne de Tarth.

Por favor, informai Sor Jaime Lannister que vim falar com ele.

Dizei-lhe que tenho a espada dele.

Est�s a ficar um pouco velho para ser escudeiro, n�o est�s?

O raio do Podrick Payne. Achei que j� estarias morto.

Ainda n�o.

Est�o ali dentro?

Achas que est�o a foder?

O qu�? N�o.

Porque n�o? Eu fodia-a.

- Tu n�o a fodias? - Sou o escudeiro dela.

Bem, ele fodia-a de certeza. E ela tamb�m o fodia, n�o achas?

Pela forma como olha para ele.

A forma como todas as mulheres olham para ele � irritante.

Por causa disso, preferia trabalhar com o irm�o mais novo.

V� l�, �s o tipo com a pila m�gica,

j� lha deves ter mostrado.

- Ela est� a treinar-me para lutar. - Est�?

Uma hora de manh� e uma hora � noite, todos os dias.

Ent�o como � que um velho sacana como eu,

ainda consegue apanhar-te desprevenido e matar-te?

- � um tipo diferente de luta. - � bem verdade, n�o �?

Queres aprender esse tipo de luta?

Est� bem.

Muito bem, vamos come�ar pelos teus p�s.

Mostra-me a tua postura.

Ouve-me, Pod. V�s como os teus p�s est�o afastados 90 cm?

Li��o n�mero um: sup�e que toda a gente te quer bater. Porque querem.

Toda a gente quer bater num escudeiro.

Repete.

- V� l�, n�o amues. - Nunca julguei que a encontr�sseis.

- Supus que a Sansa estava morta. - Porque haver�eis de supor isso?

Pela minha experi�ncia, raparigas como ela n�o vivem muito tempo.

Penso que n�o conheceis muitas raparigas como ela.

Estou orgulhoso de v�s.

Estou mesmo. Cumpristes o juramento que fizestes � Catelyn Stark.

Mas a minha irm� quer a Sansa morta.

Ela ainda � suspeita do homic�dio do Joffrey,

por isso, h� essa complica��o.

- O que raio fazeis aqui? - Vim pelo Peixe Negro.

Podeis ficar com ele.

A Senhora Sansa deseja tomar a casa ancestral dela aos Bolton

e assumir a posi��o leg�tima dela enquanto senhora de Winterfell.

Com que ex�rcito planeia ela tomar Winterfell?

- Com o ex�rcito Tully. - Est�o um pouco ocupados, agora.

Fui enviado para reclamar Correrrio, defendido pelos rebeldes Tully.

� uma situa��o complicada.

Os Tully s�o os rebeldes porque lutam pela casa deles?

Correrrio foi concedido aos Frey por decreto real.

Como recompensa por tra�rem o Robb Stark e chacinarem a fam�lia dele?

Exato.

- N�o dev�amos discutir pol�tica. - Sois um cavaleiro, Sor Jaime,

sei que h� honra em v�s.

- J� a vi. - Sou um Lannister.

N�o me pe�ais que traia a minha Casa.

N�o o fa�o.

Tomai Correrrio sem derramamento de sangue,

cavalgai para sul com a vossa miss�o terminada e o ex�rcito intacto.

O que propondes?

Deixai-me entrar em Correrrio com uma bandeira de tr�guas.

Deixai-me tentar convencer o Peixe Negro a abdicar do castelo.

Porque abandonaria a casa ancestral dele?

Porque lhe permitireis liderar em seguran�a

as for�as Tully rumo a norte.

Conheceis o Peixe Negro?

- N�o. - � ainda mais teimoso do que v�s.

Est� bem. Tentai que o velho bode ganhe bom senso.

Ele n�o ouvir�, mas talvez os homens dele ou�am.

Nem toda a gente quer morrer pela casa de outra pessoa.

Preciso da vossa palavra.

Se o convencer a abandonar o castelo,

conceder-nos-eis passagem segura rumo a norte.

Tendes a minha palavra.

Tendes at� ao cair da noite.

Destes-ma com um objetivo.

J� alcancei esse objetivo.

� vossa.

Ser� sempre vossa.

- Uma �ltima coisa, Sor Jaime. - Sim, Senhora Brienne?

Se eu n�o conseguir convencer o Peixe Negro a render-se

e se atacardes o castelo,

a honra obriga-me a lutar pelos familiares da Sansa.

Claro que obriga.

A lutar contra v�s.

Esperemos que n�o chegue a esse ponto.

J� disse que n�o tr�s vezes.

Tenho uma carta assinada pela vossa sobrinha, a Sansa Stark.

N�o a vejo desde que ela era crian�a,

n�o conhe�o a assinatura dela, n�o vos conhe�o

e n�o me renderei.

Dupliquem os guardas esta noite.

O Regicida quer p�r-nos � prova. Sinto-o.

- Como j� disse, chamo-me... - Sim, Brienne de Tarth.

- O vosso pai � um bom homem. - Ele sempre falou muito bem de v�s.

E se ele estivesse aqui agora, dir-lhe-ia o mesmo que vos digo.

Se julgais que vou abandonar a casa da minha fam�lia

por causa da palavra de honra do Regicida, sois uma tola.

Correrrio n�o consegue enfrentar os Lannister e os Frey.

Podemos aguentar mais do que o vosso amigo maneta julga.

- Ele n�o � meu amigo. - N�o?

Quem vos autorizou a atravessardes o cerco e a entrardes no castelo?

Quem vos deu essa espada com o le�o dourado no punho?

Sor Jaime cumpriu o que prometeu � vossa sobrinha, Catelyn Stark.

Enviou-me para procurar a Sansa, para a ajudar como a Catelyn queria.

Ele deu-me esta espada para a proteger.

Foi o que fiz e o que continuarei a fazer at� ao dia da minha morte.

� igual � m�e dela.

N�o tenho homens suficientes para a ajudar a tomar Winterfell.

Tendes mais do que ela.

Ela quer a casa dela de volta, eu percebo isso,

mas esta � a minha casa

e, se o Jaime Lannister a quer,

pode tom�-la como toda a gente o faz.

Procura o meistre.

Temos de enviar um corvo para norte para a Sansa.

O que hei de escrever?

Diz-lhe que eu falhei.

Vai haver um an�ncio real?

- Vai. - Porque n�o fui informada?

Vai haver um an�ncio real,

na sala do trono,

neste momento.

Aonde vais?

Ficar ao lado do meu filho.

O teu lugar � na galeria

com as outras senhoras da corte.

Senhores e senhoras,

a F� e a Coroa

s�o os dois pilares que mant�m este mundo.

Se um cai, o outro cai tamb�m.

O Pai julga-nos a todos.

Se quebrardes as leis dele,

sereis castigados.

Ap�s conferenciar com Sua Santidade, o Alto Sept�o,

determin�mos que o julgamento de Loras Tyrell e de Cersei Lannister

ser� no Grande Septo de Baelor no primeiro dia do Festival da M�e.

Para al�m disso, ap�s muita ora��o e reflex�o,

a Coroa decidiu que, a partir deste dia,

o julgamento por combate ser� proibido em todos os Sete Reinos.

� uma tradi��o violenta,

um esquema elaborado por governantes corruptos

para evitarem o verdadeiro julgamento dos deuses.

Cersei Lannister e Loras Tyrell

ser�o julgados perante sete sept�es, como nos primeiros dias da F�.

- Sete b�n��os para todos. - Sete b�n��os.

Vossa Gra�a.

O velho boato de que me falastes...

Os meus passarinhos investigaram-no.

E ent�o?

� s� um boato ou algo mais?

Mais.

Muito mais.

Pareceis feliz.

E estou feliz.

Voc�s os dois tamb�m deviam estar felizes.

H� pouco tempo, esta cidade estava prestes a autodestruir-se,

agora � como um homem renascido.

Ficarei feliz quando a nossa rainha regressar.

Porque n�o bebes? Porque � que nenhum de voc�s bebe?

- Os Imaculados nunca bebem. - Porqu�?

- S�o as regras. - E quem criou estas regras?

Os vossos antigos senhores?

Aqueles merdas miser�veis n�o queriam que voc�s fossem humanos.

Bebe comigo.

E tu? Qual � a tua desculpa?

J� provei vinho antes. Fez-me sentir estranha.

� assim que se sabe que est� a funcionar.

� nossa rainha.

Quem n�o bebe desrespeita a nossa rainha.

A Daenerys, Filha da Tormenta, M�e de Drag�es, Quebradora de Correntes.

- Que tenha um longo reinado. - Que tenha um longo reinado.

- Gostas? - Sabe como se estivesse estragado.

Sim, sim. � a fermenta��o.

Um dia,

depois de a nossa rainha tomar os Sete Reinos,

eu gostava de ter a minha vinha,

de fazer o meu vinho.

O Prazer do Duende.

S� os meus amigos pr�ximos podiam beb�-lo.

Conta-me uma piada, Missandei de Naath.

- N�o sei piadas nenhumas. - Verme Cinzento?

Pois.

Tr�s lordes entram numa taberna.

Um Stark, um Martell e um Lannister.

Pedem cerveja, mas quando o taberneiro a traz,

cada um encontra uma mosca na ta�a.

O Lannister, indignado, p�e a ta�a de lado e exige outra.

O Martell tira a mosca e engole-a.

O Stark p�e a m�o dentro da ta�a,

tira a mosca e grita:

'Cospe-a, sua ot�ria! Cospe-a!'

� mais engra�ada em Westeros.

Achei que os Stark e os Lannister eram inimigos.

Sim.

Uma piada � como uma hist�ria, Torgo Nudho.

- N�o necessariamente verdadeira. - Que, idealmente, nos faz rir.

Talvez n�o agora. Missandei, gostas do vinho?

- Gosto. - Conta uma piada.

Dois tradutores est�o num navio a afundar-se.

O primeiro diz: 'Sabes nadar?'

O segundo responde: 'N�o, mas sei gritar socorro em 19 l�nguas.'

- � a pior piada que j� ouvi. - Nem sabes o que � uma piada.

Fui soldado a vida toda, achas que nunca ouvi uma piada?

Mentiste-nos.

Eu fa�o uma piada.

Mais piadas.

Uma vez entrei num bordel com um favo de mel e um burro.

A madame diz...

Os Mestres vieram buscar a propriedade deles.

Lorde Edmure.

Pe�o desculpa pela forma como os Frey vos trataram.

Um homem com a vossa origem merece melhor.

Tendes a minha palavra de que sereis bem alimentado e vestido.

Tenho a vossa palavra?

�timo.

�timo.

Isso � maravilhoso.

O meu tio nunca entregar� o castelo.

- N�o importa que jogos fa�ais. - O Peixe Negro � um homem velho,

resta-lhe esperar por uma boa morte.

Mas ouvi dizer que v�s tendes um filho.

Uma crian�a que gerastes na vossa noite de n�pcias.

- Sois um homem f�rtil. - Um filho que n�o conhe�o,

nascido de uma esposa que n�o vejo desde a nossa primeira noite juntos.

Dev�eis estar com eles.

Posso tratar disso, sabeis?

Aposentos confort�veis em Rochedo Casterly.

Um precetor para o vosso filho, cavaleiros para o ensinarem

a lutar e a montar a cavalo. E, quando atingir a maioridade,

ter� uma fortaleza. - Vedes-vos como uma pessoa decente?

� isso?

Depois de terdes massacrado a minha fam�lia,

me terdes mantido numa cela durante anos,

roubado as nossas terras.

Recordo-vos que as nossas Casas est�o em guerra.

Lamento se este conflito vos incomodou,

mas revoltas contra a Coroa t�m consequ�ncias.

Diz o homem que espetou a espada nas costas do rei dele.

Dei a impress�o de que isto era uma negocia��o? N�o �.

V�s compreendeis. De certa forma, v�s compreendeis

que sois um homem mau.

Deixarei que sejam os deuses a julgar-me.

Bem, isso � conveniente para v�s.

Sois um homem bem-parecido, n�o sois?

Com o queixo quadrado e a armadura dourada.

Dizei-me...

Quero saber, quero mesmo:

como viveis convosco mesmo?

Temos todos de acreditar

que somos decentes, n�o temos?

Tendes de dormir � noite.

Como dizeis a v�s pr�prio que sois decente,

depois de tudo o que fizestes?

Um dia, fui prisioneiro da vossa irm�.

Ela bateu-me na cabe�a com uma pedra, se n�o estou em erro.

Pois.

- Devia ter-vos matado. - Talvez, mas n�o matou.

A Catelyn Stark odiava-me, tal como v�s me odiais.

Mas eu n�o a odiava.

Admirava-a.

Muito mais do que ao marido ou ao filho dela.

Julgais que me importa quem admirais ou n�o?

N�o, mas digo-vos na mesma. Sois meu prisioneiro, n�o tendes escolha.

Fiquei um pouco fascinado pelo amor que ela tinha pelos filhos.

Lembrava-me a minha irm�.

Estou a perceber.

Sois um louco.

N�o estou aqui para trocar insultos. A vossa irm� era uma forte...

- N�o faleis da Cat. - Falo de quem eu quiser.

Ela amava os filhos.

Suponho que todas as m�es amem,

mas com a Catelyn e a Cersei

h� uma ferocidade que n�o se v� muitas vezes.

Fariam tudo para proteger os meninos delas.

Come�ar uma guerra, queimar cidades, libertar os piores inimigos.

As coisas que fazemos por amor.

N�o viestes aqui para falar das nossas irm�s.

Foi por isso mesmo que vim aqui.

Eu amo a Cersei.

Podeis rir-vos disso se quiserdes. Podeis escarnecer. N�o me importa.

Ela precisa de mim.

E, para voltar para junto dela, tenho de recuperar Correrrio.

Mandarei buscar o vosso filho.

E lan��-lo-ei para dentro de Correrrio com uma catapulta.

Porque n�o sois importante para mim, Lorde Edmure.

O vosso filho n�o � importante para mim.

As pessoas no castelo n�o s�o importantes para mim.

S� a Cersei � importante para mim.

E, se tiver de chacinar todos os Tully que existem

para voltar para junto dela,

� o que farei.

Quem l� vem?

Edmure Tully, filho de Hoster Tully

e o senhor leg�timo de Correrrio.

- Exijo que me deixem entrar. - N�o o deixem entrar.

� o senhor de Correrrio, tenho de obedecer �s ordens dele.

� prisioneiro deles desde que assassinaram o rei dele

no Casamento Vermelho.

Porque acham que quem assassinou o rei dele no Casamento Vermelho

decidiria deix�-lo vir para casa?

Porque � uma armadilha, seu idiota.

- N�o o deixes entrar. - Ele � o meu senhor, meu senhor.

Jurei servir o senhor de Correrrio e obedecer �s ordens dele.

N�o obedeces �s ordens do Edmure.

Obedeces �s ordens do maldito Regicida.

Exijo entrar.

- O meu senhor deu uma ordem. - Com uma faca apontada � garganta.

N�o � uma ordem v�lida.

Baixem a ponte levadi�a e abram o port�o para Lorde Ed...

Corto-te a cabe�a antes de entregar Correrrio.

N�o sois senhor deste castelo, meu senhor.

- Baixem a ponte levadi�a. - Sim, senhor.

Se estiverdes enganado,

acab�mos de entregar o nosso prisioneiro mais valioso.

Bem-vindo a casa, meu senhor.

Ordena a todas as for�as dentro do castelo que baixem as armas.

- Abram os port�es. - Meu senhor...

O teu senhor deu uma ordem.

Infantaria, avan�ar!

Procurem o Peixe Negro.

Acorrentem-no e entreguem-no aos Frey.

Encontrem-no.

- Ide. - Vinde connosco.

Fugi antes, do Casamento Vermelho, n�o vou voltar a fugir.

- Esta � a casa da minha fam�lia. - A vossa fam�lia est� no Norte.

Vinde connosco.

N�o morrais por orgulho quando podeis lutar pelos vossos.

Servireis a Sansa muito melhor do que eu poderia.

- L� em baixo. Vejam l� em baixo. - V�o. Agora.

N�o me envolvo numa boa luta de espadas h� anos.

Acho que vou fazer uma figura triste.

Encontr�mos o Peixe Negro, meu senhor.

�timo. Tragam-mo.

Ele morreu a lutar, meu senhor.

- Estava errado, admito. - Isso n�o muda nada.

Os Imaculados podiam criar defesas na praia se os esclavagistas...

N�o faleis mais. A vossa conversa deu-nos isto.

E reconheci-o. Tento...

Tentais dizer-me o que o ex�rcito deve fazer. N�o sabeis.

Est� bem, o que deve o ex�rcito fazer?

N�o iremos para a praia.

Se formos para a praia, os Mestres tomam a pir�mide.

� o �nico local da cidade que conseguimos defender. Ficamos aqui.

- E depois? - Esperamos que venham ter connosco

e lutamos contra eles.

Clegane. O que raio fazeis aqui?

- Persigo-os. E tu? - Enforco-os.

- Por alguma raz�o especial? - S�o nossos homens. Ou eram.

Atacaram um septo pr�ximo e assassinaram os alde�es.

- Porque os quereis? - Pela mesma raz�o.

Ajudava a constru�-lo.

- Mataram um amigo meu. - Tendes amigos?

J� n�o tenho. S�o meus.

Foi o bom nome da Irmandade que eles arrastaram na lama.

Que se lixe o vosso nome, eles s�o meus.

J� vos matei uma vez, Dondarrion, posso voltar a faz�-lo.

Larga a flecha, maldita mi�da.

J� tentaram matar-me raparigas mais duras do que tu.

Podeis levar um deles.

Dois.

N�o, n�o, n�o.

N�o somos carniceiros. Enforcamo-los.

Enforcar?

Acaba tudo num instante. Onde est� o castigo nisso?

- Eles morrem. - Morremos todos. Exceto este.

- S� esventro um deles. - N�o.

Corto-lhe uma m�o.

Demos-vos dois dos tr�s por respeito pela vossa perda.

� generoso.

Cambada de maricas.

Outrora teria matado voc�s os sete s� para esventrar estes tr�s.

- Estais a ficar velho, Clegane. - N�o est�.

Por favor, n�o. Dar-vos-ei o que quiserdes.

Tendes algo para comer?

Estais a gostar?

Prefiro frango.

Dev�eis juntar-vos a n�s. Ser-nos-�eis �til.

Tentei juntar-me, n�o me correu bem.

Clegane, estamos aqui por um motivo.

O Senhor da Luz mant�m o Beric vivo por um motivo.

Deu a um sacerdote falhado e b�bedo

o poder de o ressuscitar por um motivo.

Fazemos parte de algo maior do que n�s.

� feita muita merda horr�vel em nome de algo maior do que n�s.

Come�am a surgir ventos frios no Norte.

E ides det�-los.

Precisamos de bons homens para nos ajudarem.

Da �ltima vez que me vistes, quisestes executar-me.

� verdade.

Mas o Senhor da Luz deu-vos o poder de me derrotar. Porqu�?

Venci-vos porque sou melhor do que v�s, Beric.

Era melhor antes de come�ardes a tagarelar sobre o Senhor

e sou melhor do que v�s agora.

Sim, deveis ter raz�o.

Sois um lutador.

Nascestes um lutador.

Virastes as costas � luta, como correu?

Bons e maus, novos e velhos,

aquilo contra o qual lutamos destru�-los-� a todos igualmente.

Ainda podeis ajudar muito mais do que prejudicastes, Clegane.

N�o � tarde demais para v�s.

Senhora Crane?

Senhora Crane?

Se tivesses feito o teu trabalho, ela teria morrido de forma indolor.

Em vez disso...

Foi prometido um nome ao Deus das Muitas Caras.

Ele deve receber sempre o que lhe pertence.

Tu n�o podes mudar isso.

Eu n�o posso mudar isso. Ningu�m pode.

E agora foi-lhe prometido outro nome.

- Ent�o! - Afasta-te!

Acabar� tudo em breve.

De joelhos ou de p�?

J� n�o fizemos isto antes?

Isso n�o te ajudar�.

Disseste-lhe para ela me matar.

Sim. Mas aqui est�s tu.

E ali est� ela.

Finalmente, uma rapariga � ningu�m.

Uma rapariga � Arya Stark de Winterfell

e vou para casa.

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

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