Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Boa, camarada. Baixe a arma.
Muito bem.
ACAMPAMENTO DAS COLINAS 3 MESES DEPOIS
Vamos. Jog, anda!
Eu agarro-te, meia-volta e...
Não caias com o cotovelo. Cai com o braço esticado.
- Boa, Tamara. - Mais ou menos.
Vamos!
O que fizemos da última vez.
Posso tentar de novo?
Eu agarro-te...
Melhor?
- Achas que ela está pronta? - Tenho a certeza.
Ela está ansiosa e é boa, mas é inexperiente.
Falta-nos experiência a todos. Não podes julgá-la apenas por isso.
Preocupa-me a sua capacidade de reação.
Nunca esteve na linha da frente.
É inteligente e tem sangue-frio.
E tem convicção.
Segunda posição. Baixa-te. Dispara.
Aponta.
Consegues?
Ela será um grande trunfo.
Dispara.
Boa, camarada!
Muito bem. Isso mesmo.
Aurelio, vamos.
Meus concidadãos, esta noite,
com a mesma energia que aplicamos no combate à violência,
seguiremos o caminho institucional
que o povo do Chile aprovou por esmagadora maioria
no histórico referendo de 1980.
VICTORY OR DEATH
Como disse, o tiro causou a perda de tecido cerebral.
Sinceramente, não sei como ainda está vivo.
Pode deixar-me a sós com ele?
Estou a mandá-lo sair.
Sei que estás a fazer-te de parvo,
mas vou fazer-te falar na mesma, idiota.
Aqui.
O hospital onde está o Salomón.
A três quarteirões do Barros Luco.
Sim, mas discutiste isto com o Sebastián?
Isto tem de ser aprovado pelo partido, senão...
- Há lei marcial, recolher obrigatório... - Mandamo-lo para o estrangeiro depois.
Alguém o receberá na Argentina.
Ele irá de avião, disfarçado.
Não te preocupes. Tivemos tempo para estudar a área.
Precisaremos de pelo menos duas pessoas.
Nós os dois? Vamos de viagem.
Salomón.
Fala, cabrão.
Os teus amigos do Orompello sabem que és membro da Frente?
Dá-me um nome.
O Salomón está numa clínica privada.
Está sempre vigiado por polícias.
Não sabemos em que estado se encontra.
Mas, além de ser um movimento de resistência, a Frente é uma família.
E o Salomón é nosso irmão.
Não o abandonaremos.
Vamos à clínica com essa convicção.
Vamos tirá-lo de lá. Ninguém fica para trás, porra!
Isso mesmo!
Vamos!
- Bem dito! - Vamos!
Bem dito, porra!
- Come a laranja toda, Cami. - Está bem.
Hans Gildemeister, Ricardo Acuña, Pedro Rebolledo e Belus Prajoux
ganharam para o Chile a final regional da Taça Davis.
Derrotaram a Colômbia, em Bogotá, por 3-2.
- Estou? - Olá, Tomás.
Como está?
Como estou? Não sei nada da minha filha.
A Chichi está muito feliz.
As aulas estão a correr muito bem.
Tomás, podes dizer-me a verdade?
Já disse. Ofereceram-lhe mais horas em Valparaíso e ela aceitou.
Para de me mentir! Por amor de Deus.
Preciso de saber em que merda a Cecilia se meteu.
Conta-me!
Eu saio aqui. Apetece-me caminhar um pouco.
Sim, vou mesmo deixar-te sair aqui.
Nem penses, menina.
- Devo deixar-te no ponto de encontro. - Preciso mesmo de apanhar ar.
- Chego lá sozinha. - Nem penses. Esquece.
Camarada...
Preciso de ver a minha filha.
Mesmo que seja de longe.
Mas não vais sair.
Obrigada. És fantástico, Mario.
Não a vejo há um mês.
Está ali. Olha para ela. É tão bonita.
O meu pai também passou anos escondido.
Deixei de o ver aos dez anos.
Voltei a vê-lo aos 12 anos, só um bocadinho.
Odiaste-o por isso?
Não.
Pelo menos, sabia que ele estava vivo.
Era o suficiente para mim.
E onde está ele agora?
Tenho de te informar sobre o teu contacto.
Tens de a contactar hoje. Ela chama-se Flor.
Sabes o que é um contacto?
Sim, eu também ajudava antes.
Os contactos são muito mais do que isso.
Alugam-nos carros, emprestam-nos as suas casas para reuniões...
- Até nos dão alojamento. - Não podemos fazer nada sem eles.
É difícil estar sem ela.
Vamos.
Obrigada.
Vais vê-los em breve.
Camarada.
Olha.
Está à minha procura?
Não, minha senhora. Enganou-se.
Sim, eu sei que não tenho um cão,
mas o que tínhamos era muito agressivo. Não conseguíamos pôr-lhe a coleira.
Sou eu.
- Flor. - Flor.
Vamos para ali.
Então, aqui é a sala de estar.
Vou deixar isto aqui.
Isto é o telefone. Serei a única a atender.
- Sim, está bem. - É muito importante.
Por aqui.
Com licença.
Sente-se.
Sente-se.
Deixaram-na em boas mãos.
- Tome. - Obrigada.
É para si.
- Que bom. - E isto.
Obrigada.
Há quanto tempo está escondida?
Parece uma eternidade sem ver a minha família.
Pobrezinha.
Espero que se sinta confortável aqui, e segura.
Obrigada.
Há uma saída de emergência no quintal.
Do outro lado do quintal, encontra uma casa.
Entra e vai dar a uma rua lateral.
Obrigada, camarada.
Aqui, é a casa de banho, está bem?
Este é o meu quarto.
E este é o seu.
Deixe ver.
- É bonito. - Sim.
"Não sei quando voltarei a ver-vos,
"mas quero que saibam que estou bem e na companhia de pessoas muito gentis.
"Vou usar-te como mensageira, mana. Escrevi várias cartas.
"Uma para o Tomás, uma para ti e uma para a Cami."
"Minha linda rainha, que sabe dançar e se veste como uma flor.
"A mamã pensa em ti todos os dias
"e reza a Deus para que possamos voltar ao parque.
"Adoro-te.
"Queria abraçar-te, deitar-te na cama e encher-te de beijos.
"Quero cuidar de ti, dar-te banho,
"vestir-te, levar-te à escola e ver-te crescer."
Porque está ela a fazer isto, Dora?
Está tudo bem.
Não a julgue.
Boa noite.
Boa noite. Sou convidado do coronel Castilla.
Muito bem. Força.
Amo a vida e amo o amor
Sou um patife, sou um cavalheiro
Um tanto boémio e sonhador
E isso porque
Amo a vida e amo o amor
Sou um patife, sou um cavalheiro
E quase fiel no amor
Uma salva de palmas. Obrigado, meninas.
São lindíssimas.
Maestro.
Quero também uma salva de palmas para os bravos soldados aqui presentes.
Mais alto!
Quem não bate palmas é comunista e pode pôr-se a andar!
Pronto!
Finalmente, juntas-te a nós no Confetti.
Fizeste um ótimo trabalho com a investigação.
Tens a certeza de que é o mesmo tipo que pegou fogo ao autocarro?
Tenho. Esses tipos formaram uma célula em Valparaíso.
E quem te deu essa informação?
O mesmo idiota a quem deste um tiro na cabeça?
Estamos a trabalhar nisso.
Ele não fala, porque a recuperação está a ser difícil.
Deste cabo dele.
A recuperação será difícil.
Olha.
É a miúda mais jeitosa que vem a este bar.
Vai-te a ela.
É elegante, sofisticada
e excita-se com soldados.
É uma brasa, não é?
Parece uma boneca.
- Como estás, Jenny? - Olá.
O jovem queria conhecer-te.
E quem é este bonitão?
Este bonitão é um herói nacional.
Que fez para lhe chamarem herói?
Descobre por ti mesma.
Vamos.
Vamos.
Trata-o bem.
Ele merece.
Vamos.
Como te chamas?
Bareta.
Como o da televisão?
Também és uma estrela de Hollywood?
Não. O que estás a fazer?
Não! Enlouqueceste?
Cuidado! Volta aqui.
Caramba!
Adormeceste e não me tiraste as algemas.
Não devia sair.
Foi demasiado.
- Não te consegui acordar. - Pois.
Deste-lhe forte nas cenas pesadas.
Disse que não agires sozinho, mas...
Tornaste-te famoso após o ataque à Rádio Chilena.
Tens todas as portas abertas.
Deixam-nos resgatar o Salomón.
Não só. O partido também forneceu o dinheiro.
Para as armas e os explosivos de que o Chile precisa.
- Vamos receber as armas? - Muito bem.
Finalmente.
Fantástico. Quando seria?
Informe o partido, com todo o respeito,
de que não haverá revolta popular sem desferirmos um golpe potente.
Algo que faça faísca.
Tipo o quê?
Matar o tirano.
Para os militares se mobilizarem e nos destruírem como em 1973?
É a única forma de mostrar às pessoas que podemos ter êxito.
Não. Não estamos prontos.
Seria uma operação importante. Não apenas um ataque aleatório.
E então? O mais importante está a caminho.
- Vamos receber armas... - Amor?
Vou buscar o Damián à escola.
Ficam para o almoço?
Não, obrigado.
De nada. Voltamos já.
- Que sabe ela? - Nada e não quer saber.
A Ale não faz perguntas.
Está bem.
Tu concentras-te nas armas.
Quanto ao Salomón,
aqui está o dinheiro e os passaportes.
Vão precisar de uma mulher.
Não conseguimos três passaportes para homens.
Então, eu não vou.
Preciso da tua ajuda para tirar o Salomón do país.
Vais mudar de visual.
Muda o cabelo, compra roupa mais elegante.
E vai ter comigo a esta morada.
Estás atrasado.
Que almoçou, tenente? Um consommé.
Para a próxima, avise.
Como correu ontem à noite?
Sacaste uma miúda e peras.
Atenção!
Chega aqui.
Que fizeste à Jenny, idiota?
Ela está lixada.
Não ta apresentei para a tratares como lixo.
- Desculpe, coronel. - Não te oiço!
Desculpe, coronel!
Sim. Pedes desculpa, cabrão?
Nunca mais vais ao Confetti. Entendido?
Estou só a meter-me contigo.
Às vezes, todos nós precisamos de descomprimir, não é?
Sim.
Se quiseres repetir, terás de me dar alguns nomes.
- Para de brincar. - Sim, meu coronel.
Agora, desanda! Vai trabalhar!
À vontade!
Como se sente? Parece melhor.
Está tanto calor lá fora que daria para fritar um ovo na calçada.
Sargento.
- Dizem que vai... - Olá, linda.
Senhor, não são permitidas visitas.
Deixe-me a sós com ele.
Ainda não acabei de mudar a intravenosa.
É surda ou burra? Saia!
Estás a fazer-te de parvo.
Estás a gozar comigo.
Dá-me os nomes, cabrão.
Quem estava contigo quando roubaste a carrinha?
Eram quatro.
Estás a rir-te de mim, cabrão? Não me importa que agora sejas atrasado!
Usaste os explosivos para rebentar a torre!
Quem dá as ordens, idiota? Quem?
- Largue-me. - Já falas, cabrão?
Estás a gozar comigo. Queres gozar comigo, cabrão!
Rebento-te os miolos, cabrão!
Vou encontrar a tua mãe e fodê-la!
Depois, volto e vais falar, porra!
Obrigado, querida.
Vá ver como ele está. Parece que caiu da cama. Obrigado.
Sargento.
Mandaste-me vir elegante.
Com licença.
Então? Como está a comida?
Eu gosto. É saborosa.
Ainda bem.
Cozinhar só para mim é chato.
Sim, muito chato.
Posso fazer-te uma pergunta?
Como lidas com a tua família?
Não os vejo.
Viste a tua desde que o Salomón foi apanhado?
Não.
Não podes.
E se eu tomasse as devidas precauções?
- Se verificasse várias vezes... - Não.
Deixar a família para trás
é a parte mais difícil de ser combatente.
Mas fazemo-lo por amor.
Espero que a minha filha sinta o mesmo amor.
Espero que saiba que também faço isto como mãe dela.
Certo.
Toma. Experimenta.
Para quê?
Vamos tirar uma foto.
Está bem.
Onde aprendeste a fotografar?
Na Alemanha.
Tira os óculos.
Tira outra. Fiquei de olhos fechados.
Agora, com um sorriso.
Outra vez.
Pronto, troca.
Então, viveste na Alemanha?
Na Alemanha, em Cuba, na Nicarágua, no Uruguai.
Ficamos bem juntos.
Parece que somos casados há muito tempo.
De que visual gostas mais?
De todos. Serão úteis em algum momento.
Mas de qual gostas mais?
Talvez...
A María del Pilar,
a Magaly
ou a Ana María?
Quem queres que seja a tua mulher?
Esta... Esta com este cabelo. Ou esta.
São todas lindas.
Tu também não estás mal.
Que cara é essa, querida?
Passa-se alguma coisa?
- Estou? Vou passar. - Nada, mãe. Estás a imaginar coisas.
Que foi?
Sra. Lily, é a Sra. Perla.
A cabeleireira?
Olá, Perla.
A Chichi?
Que foi?
Quando foi isso?
Ontem?
Sim, claro. Eu pago. Não há problema.
Sim, não te preocupes. Adeus, querida.
Obrigada.
Aconteceu alguma coisa à Chichita?
Está em Santiago.
- Foi à cabeleireira. - À cabeleireira?
Porque não veio cá?
Sabem alguma coisa?
Não...
- Não, pai. - Eu contava-lhe.
- Nada. - De certeza?
Sais pela frente.
Mario, estuda a frente.
- As rotas foram verificadas? - Sim.
Esta é a rota direta para o aeroporto.
Outra célula estará a vigiar a esquadra a dois quarteirões,
caso estejamos a ser seguidos.
Entendido?
Comandante.
Estaremos fora durante o recolher.
Temos exatamente três horas para retirar o Salomón,
mudar-lhe a roupa e levá-lo ao aeroporto
para embarcar para fora do país.
É muito importante não perdermos o voo.
É a nossa última oportunidade.
O veículo de resgate está pronto.
Conduzo eu?
Sim, camarada.
Está bem.
- Sim. - Sim.
O turno das enfermeiras muda às 20:30.
A Ana, mulher do Salomón, apresenta-vos à enfermeira.
São os detetives de quem lhe falei. Vieram falar com o meu marido.
- Boa noite. - Boa noite. Por aqui, por favor.
SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE
A enfermeira disse-me que ele teve visitas ontem.
- Magoaram-no? - Sim.
Tem queimaduras de cigarro.
Bateram-lhe. Tem hematomas.
O soldado de guarda não fez nada.
Agora, tem outro com ele. Espero que não o magoe.
Não volta a acontecer.
O paciente está na ala de cuidados continuados.
Eu fico aqui.
Obrigada.
O quarto é ao fundo do corredor.
E o guarda?
Não sei.
Deve ter ido à casa de banho.
Não se preocupe. Nós tratamos disto.
Se precisarem de mim, estou na receção.
Obrigado.
Dia e noite a observar-te, de olho em ti.
Já não podemos trabalhar em paz.
ACESSO RESTRITO
Vá. Vamos.
Vamos tirar-te daqui.
Falas e eu mato-te!
Baixa-te, põe as algemas.
Fica aí.
Anda, camarada. Levanta-te.
Quieto!
O Salomón!
O Salomón! Vamos!
Todos cá para fora.
Despachem-se!
Vamos!
Levanta-o!
Vamos! Arranca!
A investigação está a progredir.
Conheço alguém que pode ajudar-nos, um informador.
Se lhe pagarmos, ele leva-nos à célula da Frente em Valparaíso.
Encontram-se no futebol.
Com licença, chefe. Os idiotas voltaram a fazê-lo.
- O quê? Outra bomba? - Não.
Foram à clínica e levaram o prisioneiro.
Mataram um agente.
Filhos da puta!
Estou a perder a paciência.
Preciso de resultados, senão, quem se lixa és tu.
- Traz as testemunhas. - Sim, meu coronel.
Estás bonito, meu.
Devias vestir-te assim mais vezes.
Não tarda, estarás a combater connosco.
Pois.
Olá.
Que bom ver-te.
Vai ficar tudo bem.
Certo?
Sim.
Vamos?
Casámo-nos no dia 17 de setembro de 1979.
Tenho um filho que nasceu no dia 24 de agosto de 1980.
Tamara.
Não, está tudo bem.
Confio plenamente em ti.
- Espero não estragar tudo. - Vai correr tudo bem.
Sim?
- Ignacio, se acontecer alguma coisa... - Eu trato disso.
Obrigada, amigo.
Pareces amigo do meu cunhado.
Certo.
Alguma dúvida sobre as datas que te dei?
Memorizei tudo.
Ótimo.
Eu também. Acho eu.
Somos o casal perfeito.
Hora de ir, malta.
Vamos!
Não te preocupes. Não deixo que nada te aconteça.
Boa noite.
- Boa noite. - Passaportes, por favor.
Obrigada.
Preciso da autorização médica do senhor.
Que autorização?
Ele não pode ir sem autorização.
A companhia aérea não se responsabiliza se algo lhe acontecer a bordo.
Não a trouxeste?
Eu disse-te.
Como podes ser tão distraído? Tenho de tratar de tudo?
Viajamos todos os meses para o tratamento. É a primeira vez que isto acontece.
Lamento.
Podemos ligar ao médico dele.
Se puder usar o telefone, ligo ao médico e resolvo isto.
Tem de ser em papel.
- Vá lá, senhora. - Por favor.
Eu trato sempre da autorização.
Foi a primeira vez que pedi ao meu marido. Eu tenho muito em que pensar.
Lamento. Deixe-me perguntar ao meu supervisor.
Por favor, minha senhora, ponha-se no meu lugar.
Preciso de que o meu irmão viaje hoje. É muito importante.
Este acidente devastou a minha família. Por favor, não torne isto mais difícil.
- Vá lá. - Por favor! Esperem.
Vamos perder o voo!
Está bem. É a primeira e última vez.
Muito obrigada.
- Graças a Deus, calhou-nos alguém sensato. - Ora essa.
- Obrigada. - De nada.
Adeus.
Estás a ver?
Conseguimos.
AINDA TEMOS UMA PÁTRIA, CIDADÃOS!
Ele é bom guarda-redes, bom amigo. Bem...
É o melhor de Orompello.
No chão, idiota! No chão!
- Apanhei-te, meu! - Calma.
Põe as mãos na cabeça.
- Não te preocupes, Maxi. - Cala-te!
Sai!
Levanta-te!
Mexe-te!
Vai para o carro! Mexe-te!
Muito bem, cabrão.
Fala, idiota.
Vamos tentar de novo.
Há quanto tempo o conheces?
Há muito tempo. Só jogamos futebol, meu.
Não sei nada sobre o que está a perguntar.
Por favor! Não sou terrorista!
Não bates primeiro, idiota?
Desculpe, coronel. É urgente.
TERRORISTA FOGE DO PAÍS PARA A ARGENTINA
Já cá estiveste?
Sim. Durante muito tempo.
Realizámos diversas operações com a Frente.
É uma cidade linda.
Podes passar horas nas livrarias.
Aonde vais levar a tua mulher a comemorar nesta linda cidade?
- A comemorar? - Sim.
O que acabámos de fazer é incrível.
Tens razão.
Não sei. Queres ver esta peça?
Teatro?
Queres sentar-te num teatro nos nossos poucos minutos de liberdade?
É uma peça muito boa. Não a vês em Santiago.
Tenho uma ideia muito melhor.
Que queres beber?
- Um refrigerante. - Como assim, um refrigerante? Não.
Duas cubas-libres, por favor.
Viva a revolução.
Sim. Viva.
Mas não é muito revolucionário. Tem Coca-Cola.
Adoro esta parte!
Obrigado! Agora, vamos tocar uma música do novo álbum.
Cuba-libre?
Que é isto?
Guerra?
Sim.
O teu voo é à tarde.
Sim, eu sei.
Quero mostrar-te uma coisa.
OS DESAPARECIDOS... NÃO ESQUECER É SALVAGUARDAR O FUTURO
Olá.
Olá.
ELES LUTARAM POR UM PAÍS PARA TODOS
PELA VIDA E LIBERDADE: SEM DESAPARECIDOS, SEM IMPUNIDADE
Milhares foram detidos aqui.
Menos de 200 conseguiram sair vivos.
Não entendo como isto pode acontecer.
Não sei.
Mas sei como o parar.
Pelo menos, no Chile.
Tem de ser agora.
Tem de ser algo em grande, que desencadeie uma revolta social.
Estás disposta a fazer parte?
Claro.
Lembra-te: é uma operação muito complicada.
- Se aceitares, não podes voltar atrás. - Eu disse que sim.
Vamos matá-lo.
- O Pinochet? - Sim.
Vamos matar o tirano.
Separamo-nos aqui. Um táxi vai buscar-te ao hotel.
E tu?
Fico mais uns dias.
- Vemo-nos em Santiago, sendo assim. - Sim.
Por falar nisso,
espero que entendas que não podemos estar juntos...
...assim.
Queres dizer que não podemos ter uma ligação emocional com um camarada?
- Sim. - Sim, eu sei.
São as regras.
Eu fico bem, não te preocupes.
Obrigado.
Adeus.
Táxi!
Olá.
Os registos da companhia aérea não mostram autorização médica.
Talvez tenha sido um descuido.
Um descuido?
Continue a procurar, idiota!
- Próximo. - Olá.
Olá.
Porque não têm registos quando uma pessoa doente parte?
É um jovem que não se mexe.
Devia estar de maca ou de cadeira de rodas.
- Bem-vinda ao Chile. - Obrigada.
Está aqui uma nota da companhia aérea. Aceitaram um caso médico.
É ele. Com quem viajou?
Viajou com este homem.
Olha! Olha quem está ali!
Mamã!
E com esta mulher, agente.
Distribua isto a todos os agentes.
Legendas: Nadine Gil
Supervisão Criativa Hernâni Azenha
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.