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Queria falar contigo. Sei que tivemos alguns,
bem, momentos estranhos.
Mas enfim, n�o tarda volto para a escola
e nem sequer convivemos, este ver�o.
Portanto, sei l�... Queres ir jantar, um dia destes?
Pois. Acho que n�o. Desculpa.
Tem um bom ano na escola.
Obrigado.
Sr. Laird. Viu aquilo?
Connor? Ol�.
N�o. Estava aqui a pensar em voltar a lixar este corrim�o.
N�o quero ningu�m com farpas, sabes?
Merda! Raios partam.
O Connor vai recuperar, certo?
De "tem um bom ano na escola"? N�o h� hip�tese.
- Nada fixe, mi�da. - Tirei-a.
Ent�o...
Filha, h� uma coisa sobre a qual ando para falar contigo.
Tive uma visita surpresa, no consult�rio...
Contas-me depois?
Desculpa. Tenho o exame de condu��o daqui a uma hora
e estou nervosa com a foto.
Sei que quero sorrir,
mas n�o sei se de boca fechada. Ou ligeiramente aberta.
Pareces duas pessoas diferentes.
Ol�! C� est� ela.
Quem est� pronto para um grande passo da idade adulta?
Eu, acho.
A menos que chumbe. A�, acabou-se. Acabou-se.
Se chumbares, n�o faz mal.
N�o te lembras,
mas chumbaste no treino da sanita at� aos cinco.
Agora, olha. A fazer coc� na sanita como uma profissional.
Boa.
Meu Deus!
At� logo, pai.
Obrigado por a levares. Parece que eu a enervo muito.
Fico a dever-te uma.
Deixas-me espiar-te da minha varanda, portanto, estamos quites.
Espiares-me da tua varanda � invasivo e bastante sinistro.
Mais com esse sorriso.
Entendido.
Vou continuar a faz�-lo.
Sabes que adoro esses.
Porque usas os boxers do sexo no trabalho, seu tarado?
- Visto-me para o trabalho que quero. - � melhor abrandares.
N�o magoes ningu�m.
- Estamos a processar a candidatura. - Obrigado.
Fala-me do emprego que queres.
- Queres que te arranhe? - Ol�, Paul.
Tudo bem.
Dev�amos p�r isso na placa l� fora.
"Centro de Terapia Cognitiva Comportamental Rhoades.
Os nossos m�dicos fodem."
Espera a�.
Assim parece que fazemos sexo com os pacientes, e n�o fazemos.
Pelo menos, eu n�o fa�o.
N�o tem piada.
Paul, quero garantir-te que n�o tive penetra��o total com nenhum paciente.
Que maravilha.
Contaste � Alice sobre a visita que recebeste?
N�o contei. N�o. Eu n�o encontro a maneira certa.
Ontem, ela partiu uma caneca, e eu ia dizendo:
"Deixa, querida. Foi um acidente.
J� agora, lembras-te do acidente da m�e? O tipo que a matou foi ver-me."
- Subtil. - Sim.
Tenho de fazer isto bem. Vai afet�-la.
Tamb�m te afetou.
Achas? Acho que nem pensei nisso.
C�us, �s mesmo bom.
Sim, afetou-me, Paul. Mas sou mais forte do que pensas.
� bom, se for verdade.
Ol�, Dr. Rhoades. Vim mais cedo para roubar uma barra proteica.
E mais uma para logo.
E outra para vender.
N�o demoro nada.
Caramba.
O que se passa, fofinho?
J� tinha muitos pacientes e ainda fiquei com o Sean.
Infelizmente, terei de deixar algum.
- N�o o Raymond. � o teu preferido. - N�o tenho preferidos.
Por favor. Todos temos. A Annie � a minha preferida.
A que dormiu com o namorado da m�e para provar que ele a tra�a.
Adoro essa gaja maluca.
Eu n�o adoro o Ray.
- S� tenho pena... - Ray.
... que aquele paciente que est� pronto a avan�ar
- tenha de ser o que eu... - Adoras?
- Queres ser mano dele? - Queres fazer colherzinha com ele?
V�o fazer caminhadas com pesos pequeninos.
Partilhar um frango assado do Costco.
Nem acredito que me vais deixar.
Ray, h� muito tempo que andas bem.
E tenho um mi�do que precisa mesmo da minha ajuda.
Um mi�do? Eu sabia.
Deve ter todos aqueles problemas jovens e emocionantes, certo?
Atualmente, s� me pagas para conversar.
- Sinto que te estou a roubar. - Eu sei. Por isso levo as barras.
J� pass�mos por muito juntos.
A morte do meu pai, o meu div�rcio,
o m�s em que falei com sotaque ingl�s.
Podemos continuar amigos? Beber uma cerveja, �s vezes?
Ray, n�o seria correto.
Sou r�gido nos limites.
Est� bem. Bem, pelo menos, admite que vais ter saudades minhas.
Vou. Bastantes.
J� que n�o vamos ser amigos,
devolves-me algum dinheiro?
N�o acabes assim.
Nem um ch�? Uns bolinhos?
A Gaby recebeu um postal de agradecimento pela prenda de casamento. Eu, n�o. Porqu�?
N�o nos deste uma prenda.
Fiz um donativo em vosso nome ao Resgate Animal de Pasadena.
- L� est�, n�o nos deste uma prenda. - Meu Deus.
E uma rajada c�rdio.
Por falar nisso, tenho de acabar com o Jimmy.
- Boa. Volt�mos a isto. - Eu sei. Sou t�o rid�cula.
Mas eu sou forte, sabes? Aguento as merdas, entendes?
Ajudei o meu marido drogado a reabilitar-se.
Sabes que me depilo sozinha?
- Porqu�? - E nem desvio o olhar.
Encaro a tarefa de frente.
E aguento 48 horas sem mijar.
� demasiado tempo, Gaby.
Eu sei. Mas, por alguma raz�o, n�o consigo abdicar deste homem b�sico.
N�o olhes para mim.
J� tentei tudo menos tirar a pila dele da tua boca.
- Certo, ol�. - Preciso de ajuda.
Paras de foder o Jimmy quando estiveres pronta. N�o �, Brian?
Pois. Sinceramente,
o mais importante � saber porque ningu�m me disse que andavas a foder o Jimmy.
O qu�? O nosso Jimmy? N�o. Que nojo.
- Mas imagino-o. - Sim.
H� quanto tempo dura?
Desde que ele vomitou na tua festa de noivado.
- Sim, na festa de noivado. - Desde a festa?
Sabem uma coisa? O Jimmy que se foda por n�o me dizer.
E tu, Gaby.
Tu tamb�m, Liz.
Que se fodam os c�es resgatados. Sim. E as caminhadas.
E essa fita.
Bem, at� gosto da fita.
Pensei que ele era o meu melhor amigo.
O meu melhor amigo!
V�o-se todos foder!
Vai-te foder, t-shirt vermelha. E tu, leggings. Mais a montanha toda!
Isto j� fez tudo valer a pena.
- Concordo. Queres procurar pedras? - N�o.
O exame n�o correu bem.
Ela derrubou uns cones e raspou numa caixa de correio.
E os patetas passaram-me na mesma!
Sim! Parab�ns.
- Estou t�o orgulhoso. - Vou pousar as coisas, e celebramos.
Vou eu a conduzir, aonde formos. E levo o teu carro.
Claro.
Por falar em carros, lembras-te do que aconteceu � m�e?
Raios!
- O qu�? - Desculpa.
Eu tenho tentado arranjar uma forma de te dizer. Aquela foi m�.
Querida, o outro condutor do acidente da m�e
foi ao meu gabinete.
Merda. Quando?
Na semana passada.
O qu�? E s� me dizes agora?
Desculpa.
O que queria ele?
N�o sei. Conversar, provavelmente. N�o importa.
Disse-lhe para se ir embora, e ele foi.
Est�s bem?
Acho que sim. N�o sei.
- Est�s como eu. - Pois.
Queres falar disto?
N�o, ainda n�o. Mas ainda bem que me contaste.
Sim. E fui muito subtil.
- Certo, vou arranjar-me. - Est� bem. Adoro-te.
"Por falar em carros"?
Derek, o que tenho de fazer
para que pares de me espiar?
Talvez mudar de casa.
TERAPIA SEM FILTROS
Ele surge da sua gruta. Boa, meu!
Est�s bem, querido?
N�o consigo deixar de pensar na Alice.
- Eu... - A dor � emocional,
mas d�i-me o corpo todo.
- Amorzinho, eu entendo. Adoro-te. - Adoro-te.
Sempre a queixar-se! Quanto tempo teremos de aturar isto?
- M�e? - Sim, querido?
Fazes-me uma rabanada?
� para j�.
Ele � do pior. Mata-me j�.
�s t�o boa m�e.
- Meu, faz-nos as rabanadas. - � para j�.
Vou a um brunch com a Summer. Eu disse que pagavas tu
porque te sentias culpado pela atitude bizarra de ontem.
Est�s cert�ssima.
N�o � um brunch nos anos 80.
- Ser bizarro sai caro. Certo. - Obrigada.
- Queres levar o carro? - N�o � preciso.
A s�rio? Certo.
Com a bomba que larguei, n�o te chateies por eu querer saber como est�s.
Tudo bem. Mas n�o te vais armar em minha sombra, certo?
N�o.
Entra, jeitosa.
Ol�, Jimmy.
Ou Sr. Laird.
Claro, meu chulo.
Pode ser Jimmy.
A seguir.
Ol�. Quero uma sandes de camar�o e um ch� doce.
Quero o mesmo que ele, mas primeiro.
Ele financiou a carrinha.
Tem direitos vital�cios de passar � frente.
� uma passagem priorit�ria, mas para Dereks. Chamo-me Derek.
Est� bem.
Sabes que mais? Hoje, no caf�, conheci um bloguista de comida
e consegui n�o lhe dizer nada sobre n�o ser um emprego a s�rio,
porque n�o �.
Mas ele quer escrever sobre a nossa carrinha. Muito fixe.
Sim. Mesmo muito fixe.
N�o quero aparecer num blogue.
C�us! Podes esperar at� nos sentarmos?
Paul, contei � Alice. Correu bem.
Dou-te uma medalha. "Pai do ano."
Parece que o tipo quer escrever sobre eu ser veterano.
N�o quero essas tretas do soldado.
Quero que esta carrinha seja um recome�o.
Ent�o, n�o d�s a entrevista. Diz isso � vizinha assustadora.
A Liz.
N�o a humanizes.
- Ela consegue ser intensa. - Sim.
Mas fez muito por mim. N�o quero parecer ingrato.
O que est�s a escrever?
Cenas de m�dicos.
Este � o teu padr�o.
Evitas as conversas dif�ceis porque podem ser dolorosas.
� tal e qual como na semana passada,
quando fal�mos do teu pai.
N�o evito o meu pai.
N�o? Quando foi a �ltima vez que falaste com ele?
Ele sabe da carrinha de comida? Sabe onde tu vives?
- Falemos da Liz. - Est� bem.
Nunca devia ter concordado. Se recusar agora, ela pode ficar chateada.
Temos aqui um grande incentivo para te ensinar a enfrentar o sofrimento.
N�o te vais sentir bem contigo mesmo, se o evitares.
Tenho uma ferramenta para isso. Talvez ajude.
Chama-se "Revers�o de Desejo".
Parece um thriller er�tico com o Nic Cage.
Pois parece.
V� l�. Fecha os olhos.
A s�rio?
Visualiza o teu pior medo em rela��o � conversa com a Liz.
V� o sofrimento surgir como se fosse uma nuvem.
Em vez de fugires dela, avan�a na dire��o do sofrimento.
Diz: "Vamos l�. Adoro sofrimento."
Por fim, a nuvem vai cuspir-te para a luz,
e vais sentir que conquistaste algo. Porque foi mesmo isso que fizeste.
Depois, dizes: "O sofrimento liberta-me."
Est�s a fazer isso?
N�o. Sinto-me um idiota.
Est�s com cara de idiota.
Mas resulta.
Vou diz�-lo. O spinning � horr�vel.
- Odeias exerc�cio com algu�m aos gritos. - Sim, sou mesmo estranha.
Rebentei o el�stico do cabelo. Empresta-me esse.
- N�o. � novo. - Por favor. V� l�.
- Nunca os devolves. - Eu sei. Os teus s�o bons.
Por isso, n�o tos quero dar.
D�-mo. Por favor.
- Este � giro. - Pronto. Eu sei!
Sabes que te ajudo sempre, mas deves-me uns 100 el�sticos.
Como queiras.
- Ol�. - Ol�.
Est�s a fazer o qu�?
N�o sei. Tenho pensado muito na Tia, desde que aquele tipo c� veio.
- E tu? - Sim.
Claro. Penso sempre nela. Ela � o amor da minha vida.
Pois, sobre isso...
Ouve, Jimmy, foi divertido,
mas acho que temos de p�r fim a seja l� o que for isto entre n�s.
Uma coisa seria haver sentimentos reais, entendes?
Se ach�ssemos que isto tinha pernas para andar.
Certo. Sim, tens raz�o. Entendido.
Se isto j� n�o � divertido para ti, eu entendo completamente.
Vamos parar com isto.
Sim.
Talvez fosse bom darmos espa�o um ao outro?
N�o tarda nem me vou lembrar
que foste o primeiro homem alto o suficiente para fazer o 69 comigo.
- Fizemos uma equipa forte. Sim. - Forte. Diz�amos sempre isso.
Quase dev�amos trocar de camisola.
Essa teve piada.
- Bom jogo. - Sim. Foi um bom jogo.
Certo.
Ent�o, sei que, tecnicamente, roubar nas lojas � errado...
Espera. N�o digas mais. O meu pai tem andado a pairar por a�.
Pai?
Ol�. N�o ando a pairar. N�o ouvi nada.
Acabei de chegar a casa.
N�o preciso do Bronco, se quiseres ir dar uma volta.
N�o, estou bem.
�s a primeira jovem da hist�ria que tirou a carta e nunca pediu o carro.
� por causa...
Por causa do CB?
Quem?
Condutor b�bedo.
�s terr�vel a dar alcunhas.
Sim, pai, deve ser por causa dele,
mas ser� que me podes, por favor, dar algum espa�o?
Sim. Sim, claro.
- Sabes como �. Estou aqui se precisares. - Obrigada.
E roubar nas lojas n�o � tecnicamente errado. � s� errado.
Sabes o pior?
Queria que o tipo tivesse passado aqui e n�o no gabinete do meu pai.
Queria dizer-lhe tanta coisa, entendes?
Tipo, como ele lixou as nossas vidas.
Ando a pensar nestas coisas
- e n�o sei o que fazer. - Faz como eu, quando o meu pai se pirou.
Escreve-lhe uma carta enorme. Nem tens de a enviar, mas isso ajudou-me
a tirar muitas cenas da cabe�a.
E tamb�m a usei em todos os trabalhos da faculdade.
Alice. Ol�. Deixaste os teus... Vou s�...
Ol�. Deixaste os teus �culos de sol no carro do meu pai,
e ele achou que seria um momento de crescimento para mim devolver-tos.
- Obrigada. - Vou esconder-me numa �rvore.
Quem � aquele gira�o tristonho?
Dou-lhe um momento de crescimento.
C�us! Isso seria incr�vel. Espera, eu apresento-vos. Vem.
Connor. Esta � a Summer. Queria apresentar-vos.
- Prazer em conhecer-te. - �s mesmo parvo.
Ligo ao homem das baguetes.
Nota-se que mudou de massa m�e para fermento industrial.
N�o sei o que � isso.
Tenta n�o falar assim com o tipo do blogue, amanh�.
Se come�as a dizer coisas como umami e perfil de sabor,
ele pode ter um orgasmo para cima do camar�o cru.
- Ent�o, n�o direi nada disso. - Obrigada.
J� que falamos sobre o blogue...
Vi o Connor a namoriscar com aquela mi�da, a Autumn.
Queres dizer Summer?
Sabia que era uma esta��o.
Talvez assim deixe de se lamentar.
Podemos pagar-lhe para foder o nosso filho?
Sabes, se calhar,
sinto-me mais � vontade s� a torcer por ele.
N�o � comigo, mas concordo.
- Dois contra um. Vamos torcer. - Enfim...
O que ias dizer do blogue?
Meu, a Liz est� no c�u.
N�o estava t�o feliz desde que comprou cobertores individuais.
Sei que estou muito entusiasmada.
- � algo estranho em mim. - Sim, � um bocado.
Mas n�o seria fixe a nossa carrinha tornar-se popular?
Tamb�m tor�o por voc�s. N�o nesse sentido.
O que ias dizer?
Nada. Pode esperar.
Ol�, Paul. O Jimmy deu-me o teu n�mero.
Disse que n�o v�s logo o voicemail, mas l�s as mensagens.
Tentei falar com a Liz, mas fui um cobarde completo.
Vi agora que s�o quase 19 horas. J� deves estar a dormir.
Sabes que mais? Vou contar-te exatamente o que aconteceu.
Sabes que se usa massa m�e numa baguete para intensificar o sabor, certo?
Valha-me Deus!
Que diabo te aconteceu? Tenho estado � espera na banheira.
Vinhas s� buscar vinho para n�s.
O meu paciente enviou-me uma mensagem tipo testamento. Subo j�.
N�o. J� � tarde. Tenho sono.
- Bem, eu... - N�o, perdeste a oportunidade.
Do banho ou da parte boa?
Todas as oportunidades.
Fez o qu� no camar�o?
Ou�a, Grace,
sei que � dif�cil, mas tem de se perdoar.
Empurrei o meu marido de um penhasco. Quem faz isso?
Sou uma psicopata bem penteada.
- Gosto da parte do bem penteada. - Algu�m recuperou a autoestima.
- Sou um monstro de merda. - E foi-se.
Vai demorar, mas vou lev�-la at� l�.
Vai voltar todos os dias, quer eu queira quer n�o, certo?
Podia, pelo menos, trazer uns doces �s escondidas, por favor?
Claro, Grace.
- Espere, escondidos no meu rabo? - N�o.
Ent�o, claro, Grace.
VEM C� E DEPRESSA
Tenho de sair,
mas o Brian tem umas quest�es legais para rever consigo, portanto...
Enquanto n�o decidirem qual � a acusa��o, pouco podemos fazer.
Mas, como seu advogado, h� um pequeno pormenor que devo saber.
Sabia que o Jimmy andava a dormir com a colega?
Sim, sabia.
Obrigado.
"Sim, sabia."
Paul, � t�o acolhedora e convidativa.
Tal como tu.
S� que nem por isso, entendes?
N�o, nunca entendo o que dizes.
Deste o meu n�mero particular ao Sean?
Sim. Ele parecia muito nervoso
- e pediu-mo... - Mas que raio?
�s a loja de conveni�ncia dele?
Aberto 24 horas por dia, sete dias por semana?
Sei o que � uma loja de conveni�ncia.
Ent�o, sabes que s� servem para granizados. E preservativos.
Ouve, jeitoso.
N�o conseguia dormir, portanto, se ainda quiseres, eu...
Est� c� o Jimmy.
- Eu... Querida... - N�o. Esquece. S�...
Raios! � a segunda oportunidade que perco por tua causa.
Desculpa. E nem sei bem a raz�o para me estar a desculpar...
Era sexo. Desculpa.
Tento dar ao Sean as ferramentas de que ele precisa
- para se ajudar. - Sim.
Mas, por tua causa,
sempre que ele se sente desregulado, procura ajuda externa.
Prestaste um mau servi�o enorme ao mi�do.
- Buzinas-me na minha pr�pria casa? - Sim.
Porque acho que est�s errado.
Paul, vou ver a Grace todos os dias, e sabes porqu�?
Porque te sentes culpado. Porque ela atirou o marido de um penhasco.
- H� isso. - Claro.
Mas tamb�m porque, �s vezes, as pessoas precisam de mais.
Paul, enquanto terapeutas, tu e eu somos muito parecidos.
- Retira j� o que disseste. - � verdade.
Ambos nos preocupamos muito com os pacientes.
E at� podes dizer que n�o imponho limites suficientes.
N�o imp�es nenhuns.
Talvez tu imponhas demasiados.
C�us. �s como um rob� da sa�de mental.
Iniciar empatia.
Interessante. Sim, interessante.
Acabou o tempo. Desligar.
Nunca digo isso!
E o Raymond? Gostas imenso dele
e vais deixar de o ver por causa de regras idiotas?
Quero dizer... eu entendo.
Tu est�s aqui, e eu estou muito para aqui.
Talvez se n�s os dois nos aproxim�ssemos um pouco do meio...
Paul, estou a dizer-te. �s vezes, as pessoas precisam de mais.
- Ol�, Paul. - Ol�, mi�do.
Recebi a tua mensagem. Foi uma leitura divertida.
Tens algum problema imediato?
Nem por isso. S� gostava de falar sobre isto, para...
Esta noite, n�o. Usa a ferramenta que te dei,
e falamos sobre isso na pr�xima semana, na tua sess�o habitual.
- Est� bem. - Boa noite.
Certo. Deves ter-te sentido bem a fazer isso � minha frente.
Sim, por acaso.
Sei que prometi dar-te algum espa�o,
mas posso espreitar e perguntar se est� tudo bem?
Podes.
Est� tudo bem?
Estou a escrever ao CB.
Continuo a n�o gostar da alcunha, mas...
N�o a vou enviar.
Mas a Summer disse que podia ajudar a sentir-me melhor.
Vou dizer algo que nunca pensei dizer.
A Summer teve uma boa ideia.
- Isto � o que tenho, at� agora. - Certo.
"Caro Sr. Winston,
deu cabo da minha vida, seu monte de bosta. V� � merda."
Esse � um in�cio forte. Prende-nos � leitura.
- Eu tamb�m devia escrever uma, n�o? - Pega numa caneta.
� dif�cil lidar com a vis�o da m�e.
E ela precisa da opera��o �s cataratas, entendes?
- Tens de ir a casa falar com ela. - Tu vives l�.
- Fala tu com ela. - Gaby, foi por isso que vim.
O que foi? N�o te fa�as de coitadinha, Courtney, est� bem?
J� fiz a minha parte. Agora, � a tua vez.
- Que tal? - A maldita Santa Gaby.
Continuas a fazer-me pagar pelo passado?
S� aturo merdas at� certo ponto, antes de nos come�armos a odiar.
Mas talvez seja isso que queres.
- Ol�, Courtney. - Porra de gigante.
Ol�, Poupas. Mande beijinhos � Poupinhas.
- Na boa. - Certo.
Ela chama "Poupinhas" � Alice, portanto...
O que se passa? O mesmo de sempre?
Queres falar disso?
Sim. Adoraria falar disto com o meu velho amigo Jimmy.
Mas estrag�mos isso tudo, lembras-te?
Devo responder-te? Pensei que ias sair furiosa.
E ia, mas lembrei-me que pus o queque a torrar, logo...
- J� est�. - Sim.
Sai.
Muito bem, Paul.
Isto � mesmo est�pido. Falar em voz alta com ningu�m.
Vamos l� a isto.
Como assim, j� n�o o queres fazer?
Porqu�? � por seres um bebezinho gigante?
Talvez seja culpa minha por ter deixado que usasses a sanita chique do Derek.
Deves achar que cagamos dinheiro, mas n�o � verdade.
Na verdade, j� nem fa�o o n�mero dois.
Parei s� com for�a de vontade.
Algo que tu desconheces, seu cobardolas gigantesco!
Como assim, j� n�o o queres fazer? Porqu�?
Sabes que mais? N�o faz mal. Vamos cancelar.
A s�rio?
Descobri que ele chama ao blogue Mordidela Andante,
portanto, j� o odeio.
Obrigado, Liz. Agrade�o.
Por ti, fa�o tudo.
Adoro esta carrinha, e � muito importante para mim.
Tenho isto para ti.
Uma pedra. Caramba!
� uma das minhas preferidas.
Est�s bem?
Sim.
N�o est�s a falar.
Estou feliz.
Obrigado, Liz.
Pronto, agora afasta-te de mim durante uns minutos.
Vou entrar na carrinha.
Podes tratar da tabuleta? D�-me cabo dos dedos.
- Sim, senhora. - Por favor.
- Ol�. - Ol�.
- Vou sair. D�s-me as chaves? - Sim.
- Vou dar as chaves � minha menina? - Adoraria se mas atirasses
sem tentares fazer disto um momento entre pai e filha.
- Achas que consegues? - Sei que n�o.
- Est� bem. - Mas podes escolher
entre eu fazer um v�deo contigo a apanhar as chaves
ou um abra�o apertado e prolongado.
- Saca do telem�vel. - Boa, era isso que eu queria.
A op��o do abra�o foi psicologia invertida. Certo.
- Certo. - Depois, ponho-lhe uma m�sica...
- � agora? Certo. - Sim.
A��o.
- O que queres que fa�a? - Volta a pedir as chaves.
Certo.
Pai, d�s-me as chaves, por favor?
Claro. Aqui tens, filha.
Sim!
E corta.
- Foi em c�mara lenta... - Boa.
- ... por isso, vai ficar fixe. - Vou-me embora.
Fazes-me um favor? Tem muito cuidado nas ruas.
Tranquilo, chulo.
- Tudo bem, Alice? - Ol�.
- Ol�. - Ol�, meu. Como vais?
A dor liberta-me.
- Ent�o, est�s bem? - Muito bem, Jimmy.
Foda-se.
Ol�. Estou a ligar-te para dizer que o Sean parece estar �timo.
Portanto, sim. Tinhas raz�o.
Claro que tinha raz�o. Tenho sempre raz�o. � a minha cena.
Talvez um dia, quando eu tiver raz�o,
me possas dar algum m�rito?
Vai sonhando, Jimbo.
Boa noite, Paul.
Ol�, Ray.
C� est� ele.
D�-me uma IPA, pode ser?
Ent�o, onde nasceste?
Sabes tudo sobre mim. Tenho de me atualizar.
Em Darien, no Connecticut.
Quantos filhos tens?
O que fazes aqui?
Ouve, respeito os teus limites. Mas posso continuar a ser teu amigo.
Sabemos como � com a tua irm�. As coisas acabam por acalmar.
Mas, at� isso acontecer, fiz-te um pacote de mimos.
Algumas das tuas coisas preferidas. Uma bomba de banho, tequilha da boa,
e aquelas uvas que adoras e sabem a algod�o-doce.
Como conseguem?
S�o uvas e o algod�o-doce, e, de repente... o qu�?
- � um milagre de Natal. - Mesmo.
Vai ficar tudo bem.
Obrigada.
Vai � merda.
- Eu vou � merda? - Sim.
Nem me mexi. Tu inclinaste-te para me beijares.
Sim, mas tu ias deixar.
Nem sequer entendo o que est� a acontecer.
S� vim trazer-te um saco de mimos.
- Sem segundas inten��es... - Foi?
Trouxeste um saco de mimos sem segundas inten��es?
Mostra os boxers.
- Desculpa? - Mostra.
Tu ouviste. Tens os vermelhos? Os boxers do sexo de que eu gosto?
Mostra a porra dos boxers.
Eu n�o te vou mostrar a minha roupa interior.
Porque n�o? Tens alguma coisa a esconder?
- Mostra a roupa interior. - Sabes que mais?
- Isto est� estranho. - Mostra.
Isto est� estranho. Vou andando.
- Tu tornaste-o estranho. - Vou andando.
- Tu tornaste-o estranho. - N�o.
- Mostra os boxers. - N�o.
- N�o consinto. N�o. - Mostra os boxers. Deixa-me ver.
- Deixa-me ver! - Como �s t�o forte?
Mostra!
- Mostra os boxers. - Larga-me. Para de dizer isso.
- Para de dizer isso! N�o mostro! - Mostra os teus boxers!
Certo.
Muito bem.
Mas foste tu que me seduziste.
N�o fiz nada de mal.
Fizeste porque sabias.
- Sabia o qu�? - A s�rio? Vais obrigar-me a diz�-lo?
Jimmy. Comecei a sentir algo por ti, est� bem?
Mas, como �s ego�sta como a merda, continuaste s� a foder comigo, certo?
N�o foi? Admite.
Sim.
Sai j� da minha casa.
- N�o fa�as isto. - Sai j�.
Est� bem.
Vai.
Lamento muito.
Vai � merda.
Legendas: Cl�udia Nobre
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