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Original subtitles

As pessoas mudam mesmo? Há mudanças reais, duradouras e positivas?

Espero bem que sim, porque a nossa atividade é a mudança.

Por favor.

Estou arrependida.

Estou tão arrependida.

Estou arrependida. Eu… não volto a gritar com os filhos dos vizinhos.

Eu retiro a queixa contra os Johnson,

embora a casa na árvore seja uma violação flagrante…

Estou arrependia! Não! Por favor! Eu consigo mudar.

Eu prometo! Por favor. Por favor, eu…

Por favor, dê-me mais uma oportunidade. Eu consigo mudar!

Não se preocupem. Em alguns minutos, acordará na sua cama.

Seca, descansada e, esperamos nós, uma pessoa completamente nova.

Muito bem! Está de volta à cama. Podem trazer-me um café?

Cafés a voar.

Sabem, isto é apenas uma simulação sobrenatural.

E estes são os meus colegas. A Fantasma do Natal Passado,

o Fantasma do Natal Que Há De Vir… - Podem crer.

Caramba, que bom aspeto. Obrigado.

E este sou eu. O Sr. Brad Pitt. Não, estou a brincar.

Sou o Fantasma do Natal Presente. Não sou o Brad Pitt.

Então, acham que ela mudou?

Não sei. Esta aqui é mesmo emproada.

É claro que mudou.

Pu-la cara a cara com a sua mortalidade

e é aí que eu fecho o negócio todas as vezes.

Qualquer um sabe apontar para uma lápide. Todos concordam.

- Malta, por favor. - Sabes que mais?

Faço muito mais do que apontar.

Isso magoa-me.

O Há De Vir terminou.

Informem o Sr. Marley de que o alvo acordará daqui a dois minutos.

Recebido.

Marley-san!

- Já? - Sim.

Excelente. Obrigado, Kazuko. Muito empolgante.

Espíritos, reúnam-se todos!

Pesquisa, Locais,

Guarda-Roupa!

Eis a nossa dedicada equipa de fantasmas de apoio.

Trabalham arduamente para que façamos boa figura.

Muito bem, por aqui.

Novos recrutas, sei que acabam de morrer, mas quero-vos de olho vivo.

Alistaram-se na altura perfeita.

Estão prestes a descobrir se a pessoa que assombrámos

vai mesmo mudar.

Podemos ir ver isso?

Não. Venham.

E este é o momento para o qual trabalhámos todo o ano.

- Querida, para o quintal dela, não! - Não queremos que chame a polícia.

Tudo bem. Consigo chegar-lhe.

Desculpe, Sra. Blansky. Nós afastamo-nos.

Não queremos problemas hoje.

Que dia é hoje?

É dia de Natal.

- Os fantasmas fizeram tudo numa só noite. - Sente-se bem?

Quer que liguemos a alguém?

Ou quer jogar?

Eu?

Claro. Se quiser.

Depois de todas as vezes que vos denunciei à comissão de vizinhos, chamei a polícia

e vos roubei as encomendas?

Fez o quê?

Vá lá. Experimente. É divertido.

Sim!

Parabéns, Sra. Blansky.

Consegui? Quer dizer que é mesmo…

Agora, é uma pessoa diferente, Karen.

Vá fazer reparações e deixe-nos orgulhosos.

Assim farei. Prometo-vos, assim farei!

Linda menina, Karen!

Estou muito agradecida. A todos lá atr…

Posso jogar?

É isto que fazemos.

Assombramos uma pessoa, transformamo-la em alguém melhor

e depois cantamos sobre isso.

Esperamos pelo dia Preparamo-nos durante um ano

E quando o grande dia finalmente chega

Pegamos num parvalhão e trabalhamos Para lhe dar a volta

Estão a cantar porquê?

Porque isto é um musical.

"Isto" o quê?

Tudo isto. A vida após a morte.

Boa! Tinha um pressentimento.

Vá lá. A sério?

Mostramos-lhes a sua vida E esperamos que mude

E quando tudo corre sem espiga Este comboio de Natal parte para a festa

Tragam o Chili do Resultado Positivo!

Brilhamos com o espírito do Natal E da boa vontade

Porque ajudar é mais doce Do que gemada cremosa

Podemos estar mortos Mas vivemos o sonho da época natalícia

Transbordamos com o espírito Da manhã de Natal

Haverá manhã mais desejada?

É o espírito mágico No qual estar alegre é muito necessário

Vamos transformar toda a Humanidade

Plantámos as sementes e a alegria floresce

Agora há menos uma humana detestável

Trazemos ao mundo o maior bem

Damos à vizinhança alguma esperança

Fazemos a nossa parte Mudando corações um a um

Temos o espírito da manhã de Natal E, caramba, é divertido

Meu, eu não sei dançar assim. Tu vais conseguir acompanhar tudo isto?

Bem, se eu começo a dançar, vai tudo abaixo. Toda a gente fica mal.

Transbordamos do espírito Da manhã de Natal

O formigueiro quando ouvimos O repique dos sinos

Tudo transborda de alegria

Parece que tomámos ecstasy

Mas esta moca é toda natural

Tudo brilha um pouco mais

Sinto o calor da sidra de maçã

Trazemos ao mundo o maior bem

É como um Natal a sério deve ser

Fazemos a nossa parte Mudamos corações um a um

Alguém apaga o nosso historial de pesquisa quando morremos?

SALÃO DOS REDIMIDOS

Com licença, senhor.

Olá, Margo. Estava mesmo a evitar-te.

Sim, senhor. Eu percebo.

Mas, sabe, tenho de rever o seu processo após cada assombração.

Portanto, está elegível para a reforma há 46 temporadas.

- Pois. - E ainda está aqui.

Tipo, a tempo inteiro.

Bem, eu acredito que o que fazemos é muito importante.

Sim, mas não quer tentar viver outra vez?

Céus, que saudades do álcool.

Costumava dar-lhe mesmo forte com as miúdas em Tampa.

Espera, não és dos RH?

Tenho uma tramp stamp à frente e atrás.

Éramos loucas. Uma vez, roubámos um navio de cruzeiro.

Olha, os RH… Não sei se é o departamento certo para ti…

Pudim inglês.

Desculpa, o quê?

Diz no seu processo que gostava de pudim inglês.

Não quer voltar a provar?

Não quer voltar à Terra e fazer cenas de pessoas outra vez?

Sim, suponho que sim.

Tipo, eu morri antes de haver canalização interior, por isso…

Bem, foi uma conversa divertida e tudo,

mas, há, tipo, toda uma festa a decorrer, por isso…

Certo, mas tu é que iniciaste a conversa…

Enfim, 46 temporadas. Que loucura.

Estou só a dizer. Talvez esteja na hora.

Talvez ela tenha razão.

Estará na hora de descobrir se eu

Fui feito para mais Que só o espírito da manhã de Natal?

Poderia voltar à Terra Reformar-me, ficar na paz

Tentar outra vez viver a vida Com que tenho sonhado

Podia comprar uma casinha pitoresca numa rua tranquila.

Conhecer uma miúda simpática, casar e constituir família.

E depois, no final de cada dia, após o trabalho,

damos um abraço amoroso e um daqueles beijos modernos, na boca.

Seria bom.

Estará na hora de descobrir se eu

Estou pronto para alcançar mais Que o espírito da manhã de Natal

Voltar a ser humano, viver uma vez mais

Tentar a sorte Nas coisas que não cheguei a fazer

Ali estou eu, no quintal,

a brincar com os meus dois filhos, cujos nomes têm a mesma inicial.

A pequena Rebecca e o seu irmão Reggie ou Robert ou…

… Rar… Não sei. Vou pensar num bom nome com "R".

Mas e se eu volto a dar cabo de tudo Como fiz da primeira vez?

Conseguiria eu ser alguém melhor

Alguém mais bondoso, alguém novo?

Mas não, não, não

Tenho de fazer mais diferença aqui

Ainda há tanto para fazer

Com tantos trolls e otários por aí

Será que trago ao mundo Um mundo de bem?

E será que dei tudo de mim?

Ou estarei apenas armado em bom?

Serei um arrogante da m…

Então? Vá lá, boquinha suja.

Um pouco inapropriado para este dia.

Eu sei, velho amigo.

É só a tua habitual depressão pós-assombração, certo?

É mais do que isso, Jacob.

Olha para este lugar, amigo.

Cada um deles é uma alma que redimimos. Juntos.

Por isso, não temas, raio de sol.

Daqui a duas semanas, vamos vigiar o alvo da próxima temporada

e eu já vi o processo deste.

Gere um hotel de luxo em Vancouver.

Um sacaninha dos mais reles. Vais adorá-lo.

É mesmo do que precisas para voltar à luta.

Por isso, vamos lá. Cara séria. És um menino crescido.

VANCOUVER DÁ AS BOAS-VINDAS

À ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PLANTADORES DE ÁRVORES DE NATAL

Olha lá! Tu!

- Walter. - O teu nome não importa.

E ninguém devia ter bigode nos lábios e na testa.

Porque estás a atravessar o meu átrio nobre?

A malta das árvores de Natal paga balúrdios para estar aqui

para não terem de olhar ou pensar em pessoas como tu,

seu desentupidor ambulante.

Então? Não te disse?

Abusivo, mesquinho, egocêntrico.

Adoro o facto de contrariar o estereótipo canadiano.

Sim. É estranho ver um canadiano sem luvas.

Bem, sim. Sem dúvida, é um cagalhão de fato, certo?

Mas estava a pensar… Ouve-me.

Este tipo… Que é péssimo…

Mas será que mudá-lo é suficiente para fazer uma diferença real?

- Só isso. - Fazer uma diferença real?

Quatrocentas pessoas trabalham para ele.

Um pouco triste, não é?

Insatisfeitas, a descontarem nos filhos.

Sim, Senador. O objetivo é que seja ofensivo.

A indignação é como uma droga.

Ouça-me, assim que publicar um tweet com essa palavra,

a CNN para de falar sobre como lixou o sindicato dos professores.

Confie em mim, Senador. Publique.

Sei lá.

O nosso convidado de hoje trata das RP da AT&T e da NFL.

Já ajudou senadores, governadores e até presidentes a serem eleitos.

Com todo o respeito, Marty, nós estamos nas lonas.

Não nos podemos dar ao luxo de contratar um consultor finório de Nova Iorque.

Lá isso é verdade.

Cá está ele. Vamos dar-lhe as boas-vindas.

Da Briggs Media Group, Clint Briggs!

Obrigado, Marty. É sempre um prazer.

E é verdade,

eu cobro honorários comicamente altos,

que provavelmente levarão a vossa organização à falência,

mas, sabem, na semana passada,

mais de 300 milhões de famílias retiraram as suas árvores de Natal.

Oitenta e um por cento delas eram árvores falsas, de plástico.

Pois é.

Não sei porque se fingem surpreendidos. Basta clicar num botão na Amazon,

e uma árvore novinha estará no meu alpendre ao final da tarde.

Não custa nada.

Pois é. As pessoas costumavam insistir na autenticidade.

Será que as pessoas mudaram? Essa é que é a boa notícia.

As pessoas nunca mudam. Mas sabem uma coisa?

As árvores reais estão em queda. As vendas continuam a descer.

Destruíram os vossos lucros Com pinheiros de plástico e envio no dia

Bem, vocês têm o melhor produto.

Mas se querem vencer Têm de estudar a natureza humana

Todos os interessados, prestem atenção

As pessoas são… Um: preguiçosas

Só nos preocupamos connosco próprios

A concorrência sabe isso E as porcarias deles vendem-se

Mas também somos… Dois: desesperados Por sermos bondosos, astutos e corretos

E é nisso que têm de apostar Se querem triunfar nesta luta

O que vendem, na verdade É como as coisas deviam ser

Assim, serão mais convincentes Estarão a vender mais do que uma árvore

É um símbolo dos vossos valores A vossa ética e a vossa causa

Podem ser falsos Como as árvores que eles fabricam

Ou tomarem posição ao lado do Pai Natal

Vamos trazer de volta o Natal Vamos trazer de volta a alegria

Traremos de volta noites aconchegantes Luzes cintilantes

O brilho de outrora

Envolve uma ligeira manipulação Mas é o que temos de fazer

Tem de haver algum confronto Ou a mensagem não passará

Vamos trazer de volta a decência Vamos trazer de volta o Natal

E isso significa o cheiro a pinho De uma autêntica árvore verdadeira

Estão literalmente a comer-lhe da mão.

Seria simples, claro Para aumentar a vossa quota de mercado

Apresentar-vos como nostálgicos Dizer aos clientes que se preocupam

Mas o mundo é, o quê? Tribal Então, se quiserem que as vendas subam

Não é suficiente as pessoas adorarem-vos Têm de odiar mais os vossos rivais

Como especialista, o meu conselho é Alimentem o ódio, porque o ódio é forte

Pagarão de bom grado os vossos preços Para deter esses assassinos do Natal

Vamos trazer de volta o Natal

- E toda a alegria que perdemos - Vamos recuperá-la

Deem-me paz na Terra Um nascimento sem pecado

E o avô a meter-se na pinga

Todos os boomers do Facebook Querem travar uma guerra cultural

Então, digam aos consumidores-alvo Por que diabo estão a lutar

Uma luta pela moralidade Uma luta pela moralidade

Vamos trazer de volta o Natal

E ele não vai voltar Com uma árvore feita numa fábrica

Quero uma análise completa sobre ele.

Estou a falar de uma árvore viva na vossa sala de estar.

Ao erguer-me para colocar o anjo no topo,

olho pela janela e vejo o meu vizinho, o Doug, do outro lado da rua,

a montar a sua árvore artificial.

Ele é a combinação perfeita do Mussolini com o Seacrest.

O pobre, facilitista, preguiçoso e deplorável Doug,

que põe a conveniência acima da felicidade e do respeito da sua cidade,

do seu país, da nossa sagrada época natalícia!

Clint Briggs. Cresceu em Saint Paul, Minnesota.

Filho do meio de uma mãe solteira.

A sua irmã mais velha, Carrie, faleceu há cinco anos.

A filha dela, Wren, ficou ao cuidado do irmão mais novo, o Owen.

A empresa do Clint é especializada na criação de controvérsia, conflito

e desinformação em benefício dos seus clientes em todo o mundo.

Meu Deus. Ele é perfeito.

Não basta querê-lo. Temos de nos zangar. Temos de lutar!

Temos de lutar pelas tradições que mais amamos.

É tão persuasivo.

Quase nos dá vontade de empurrar uma velhota escada abaixo.

Estou a falar de presépios E do menino Jesus

Gordos pernis com mel A Mariah Carey a bombar

Feliz Navidad E o nascimento do nosso Deus

Reunidos com as nossas famílias

Vamos trazer de volta o Natal Vamos trazer de volta o Natal

Além de toneladas de dinheiro

Com algumas boas árvores à antiga

O brilho aconchegante de outrora

As luzes cintilantes e a alegria

Vamos trazer de volta o Natal Vamos trazer de volta o Natal

Obrigado.

Sim!

Sim!

É este o nosso homem.

Lamento, mas não é este o nosso homem.

Espera. Quê? Espera lá. Porque não?

Jacob, o trabalho dele é causar divisão.

- Além de ser… - Uma brasa do caraças.

Não era isso que ias dizer?

Que foi? Estou morta há 40 anos,

mas não sou de madeira. O homem é atraente.

- Não, ele é uma brasa. - Uma brasa.

E mais importante ainda, ele tem a mão em tudo.

Pois. Quem me dera.

- Estás a falar com os RH? - Não.

Jacob, digo-te. Pode ser a nossa maior assombração de sempre. A baleia.

Se o mudarmos a ele, imagina as ondulações.

IRREDIMÍVEL

Ótimo.

Isso é uma violação flagrante do protocolo.

Então, temos de ficar com o gerente da convenção sinistro?

Pois. Esquece o Natal escaldante.

Muito bem. Calma.

Ele não é irredimível porque afoga cachorrinhos.

Só tem este carimbo por ser "dogmaticamente comprometido com a crença

de que as pessoas nunca mudam."

"Nunca mudam"? Agora, quero mesmo fazer-me a este tipo.

Jacob, acredita, eu sei o que move este tipo.

Não falharemos. Vá lá. Eu consigo tratar dele.

Além disso, bem sabes que já foi feito antes.

Uma vez. Por pouco. E tu sabes que isso foi diferente.

- Que disse ele? - Com o estado em que o mundo está,

não arriscarei um ano de ondulações por uma causa perdida. Lamento.

Ficamos com aquela ratazana do gerente do hotel.

Nesse caso, quero receber o meu pacote de reforma.

Ele disse "reforma".

- Não te podes reformar. - Não. Acalmem-se, espíritos.

- Ele está a fazer bluff. - Disseste "reforma"?

Tenho cara de quem está a fazer bluff?

Por acaso, tens. Sim.

Muito bem, então.

Só tens de lhe pegar e estás reformado.

De volta à Terra.

A viver, a respirar e a dar opiniões sobre coisas sobre as quais nada sabes.

Certo. A Terra.

Sabes que mais? Não temos de fazer isto agora.

Não há vergonha na tua dedicação para com o avanço da Humanidade.

- Agora, se me dás licença… - Jacob, por favor.

Não consigo explicar. Mas se eu conseguir mudar este tipo,

talvez eu… - O quê? Talvez faças o quê?

Não. Não há necessidade de uma grande atuação. Não.

Tirem o holofote. Gary, desliga o…

Todos os dias, acordo

Com o mesmo sonho na cabeça

Olha, tenho outra reunião e já estou atrasado.

Atirar uma pequena pedra Para um enorme rio

E ver as ondulações espalharem-se

Redimir um irredimível é quase impossível.

Mas se prometeres parar de cantar, podes escolher o teu alvo.

A sério? Ótimo. Obrigado. Isso é bastante razoável.

Obrigado, Gary. Já não é preciso. Acertaste na deixa.

Malta, ele aceitou. Vamos trabalhar.

Sim!

Querem ouvir o resto da minha canção?

JANEIRO

E assim começa. Um ano inteiro de pesquisa e preparação.

MARÇO

A recriar minuciosamente o passado, presente e futuro de um homem.

MAIO

Porque trabalhamos tanto? Pelas ondulações.

Raios!

É um facto documentado

que a bondade de uma pessoa pode ter um efeito em cascata.

JULHO

Espalhando boa vontade como uma pandemia…

Não. Isso, não. Desculpem.

Sabem, como…

AGOSTO

Sabem quando as pessoas num estádio fazem a onda? Isso. É mais isso.

E agora, finalmente, tenho um alvo com alcance global.

SETEMBRO

Se redimirmos este irredimível…

NOVEMBRO

… imaginem o quão longe essas ondulações podem chegar.

Briggs Media Group. Um momento, por favor.

Vejam até onde vão as ondulações

Vejam até onde chegam as ondulações

Chegam

Ondulações Vejam até onde chegam as ondulações

DEZEMBRO

O beef entre a Billie Eilish e o Ed Sheeran foi aprovado

pela direção de ambas as partes.

O Ed vai publicar o comentário insensível na terça e pedir desculpa no domingo.

Antecipemos as desculpas para o dia dos VMA, para maximizar o impacto.

E a sua sobrinha está cá.

Parece que precisa da sua ajuda com algo, mas o Owen não disse o quê.

Ela recebeu o telemóvel?

E o hoverboard?

É que tenho um dia muito atarefado.

Não há problema.

Eu digo à única filha da sua falecida irmã que está ocupado.

Bela maneira de puxar pelos remorsos, Kimberly.

A forma como enfatizaste "falecida". Estou orgulhoso.

Portanto, tio Clint,

estava a pensar candidatar-me a presidente da associação de estudantes.

Então, talvez me possas ajudar. Com alguma coisa…

Ena! Isso é… Bem, sabes que convém ser alguém muito…

E sempre me pareceste o tipo de pessoa que tem uma voz pequenina.

Então, porque queres ser presidente da associação de estudantes?

- Força. - Bem, sinto que posso tornar a escola

muito melhor… - Claro.

… se me elegerem.

- Mas não devem eleger-me. - Talvez não.

- Porque o Josh Hubbins é candidato e… - O Josh Hubbins?

O Jo… Ele deve ser…

… sabes, uma lenda… - Pois.

… na escola que frequentas.

Deixa lá. Foi uma ideia parva. Desculpa.

Não devia ter-te incomodado.

Tudo bem. Também tenho más ideias, às vezes.

Clint, prometeste à Carrie que, se a Wren precisasse de algo, a ajudarias.

- Lembras-te? - Sim. Sim, eu lembro-me. Eu…

Tu já ganhaste. Já ganhaste.

Olha. Vem cá. Senta-te, por favor.

Isto está no papo. Mas tens de sujar as mãos.

Vais dizer e fazer coisas de que não te vais orgulhar.

Espera lá, Clint…

Por favor, aguenta a indignação, porque vai ficar pior.

Então, o tal Josh Hubbins, como são as notas dele?

Nota máxima a tudo.

- Eu também. - Sim. Isso é bom para ele,

mas tu devias ficar pelo "Satisfaz". - Ela nunca tirou…

Um "Não Satisfaz" seria ótimo, por isso, chumbas nos exames,

levas um ou dois castigos e pumba.

És uma mulher do povo. E pintamos o Josh como a elite ranhosa.

Topas?

Não sei se resulta, ele é muito simpático.

- Sim, é bom rapaz, a sério. - Certo. Vou dar-te umas palmadas.

E os pais dele têm uma organização sem fins lucrativos.

Acredita, ele esconde algo, como toda a gente.

A Kimberly vai fazer pesquisa de oposição, escavar os podres.

E a Kimberly é a melhor. É uma assassina impiedosa!

Pesquisa de oposição a um miúdo do 8.º ano?

Claro.

- Certo. - Tens fome? Queres um sumo?

- Estou bem. - Um cocktail?

Sabem que mais? Eu vou segui-la,

para o caso de isto ser um fio da história que queiramos seguir.

Bem, está bem.

Eu fico a vê-lo dar umas palmadas no homem do rabo de cavalo.

Olá, mãe.

Temos empregos semelhantes, não é? A procurar podres das pessoas.

Que temos aqui?

Quando os teus pais te obrigam a jantar com os sem-abrigo no Natal. Que nojo!

Josh. Que foste publicar?

Já foste, miúdo. Já foste de vela.

Estou a fazer pesquisa de oposição a uma criança.

O gabinete grande ao canto A equipa de 12 pessoas

Uma elegante cadeira de couro O sonho americano

A minha mãe limpava Lugares chiques como este

Com arte sobrevalorizada E diplomas a cobrir as paredes

Bem, agora é tudo meu É o meu nome na porta

Uma grande secretária no 38.º andar

Olhem a rapariga que chegou Ao auge de uma dura carreira

O que poderia superar Gigantes janelas de vidro

E azul a perder de vista

É essa a vista daqui

É essa a vista daqui

Dizem: "Sobe a escada, custe o que custar"

Mas ninguém nos diz O quanto podemos perder

Aquela jovem Decente e esperançosa de outrora

Bem, acordamos um dia e perguntamo-nos

"Que lhe aconteceu?"

Aquela mulher nasceu Para ver o bem em cada coração

Mas agora é paga para separar pessoas

E, tipo, olhem para mim MVP, funcionária do ano

Bem, suponho que talvez Isto pareça sucesso

Mas não parece verdadeiro

É essa a vista daqui

É essa a vista daqui

Poderia continuar a pesquisar A procurar sujidade

Fingir que não me importo Que boas pessoas sofram

Bloquear a culpa que teria de ignorar

Para ter um aumento E um escritório no 39.º andar

Ou posso sair por esta porta E demitir-me em protesto

Há uma linha que não se cruza E eu acho que é esta

Talvez eu não tenha perdido a noção Do que é correto

Não, vejo-o claramente

- Ena, foi rápido. - Força. Diz-lhe o que sentes.

Encontraste algo bom, não foi?

Veem? Dá para ver pela expressão de autoaversão no rosto dela.

- Bom, na verdade… - Sim. Vá lá. Tu consegues.

… eu vim aqui…

Dizer que te demites, mas que queres a devida indemnização.

- … para dizer que eu… - Sim.

… encontrei algo que deve resultar.

Claro que sim. Vamos ver. Venham.

No final de contas, é fácil falar

Mas parece que o ato de partir

É um pouco mais difícil

É essa a vista

Daqui

VICE-PRESIDENTE EXECUTIVA

A família do Josh faz o jantar de Natal num centro para pessoas sem-abrigo.

Ele deve estar farto de mencionar isso.

Mas, há dois anos, ele publicou e rapidamente apagou isto, no TikTok.

Quando os teus pais

te obrigam a jantar com os sem-abrigo no Natal. Que nojo!

Estou escandalizado!

Bem te disse que a Kimberly era a melhor.

Depois de o Josh anunciar a sua boa ação anual, Wrenny,

publicas esse vídeo, começas a escrever o discurso de aceitação e está feito.

- Aliás, ele está feito. - Isto foi há dois anos.

- Hora de ir. - É um miúdo do sexto ano.

Espera, Clint, por favor. Podemos falar um segundo?

Só temos um elevador por dia. Vamos apanhar este. Adeus, malta.

- Gosto de vocês. - Depois…

Sim, sim…

É oficial. Sou uma péssima pessoa.

Não és nada.

Desculpe?

Quê? Ela consegue ver-te?

Conhecemo-nos?

Consegue-me ver a mim?

- Isto é de loucos. - Não me parece.

Não.

Bem, então como sabe se eu sou péssima ou não?

Porque é que ela te vê?

Não sei.

Bem, eu sempre fui bom a avaliar o carácter das pessoas.

- Faz parte do meu trabalho. - Trabalha aqui?

- Agora, temos de a matar, certo? - Não!

Estou aqui para um projeto.

- Para o Briggs? - Que estás a fazer?

Bem, envolve o Sr. Briggs.

Para com isso. Vais arranjar-nos problemas.

A sério? Qual projeto?

Inventa algo. Abortar!

- Eu sou o Fantasma do Natal Presente. - Que estás a fazer?

Sim, vamos assombrá-lo, neste Natal,

na esperança de o transformarmos… - Estão a gozar!

… numa força positiva para a Humanidade.

O Clint?

O Clint. Sim.

Sou a Kimberly.

Roberto. C. Fishman… Pratt. Roberto C. Fishman Pratt.

Bem… Obrigada pela gargalhada, Roberto.

E pelo elogio. Precisava dos dois agora mesmo.

Gosto desse visual.

Obrigado.

Sabes, acho que, no fundo, querias que ela te visse, porque ela atrai-te.

Não atrai nada.

Roberto C. Fishman Pratt?

- Está bem, é um mau nome! - São demasiados nomes.

E como se já não houvesse discussões

suficientes no jantar de Natal,

o tipo de árvore de Natal é agora o tema de uma batalha nas redes sociais.

Pois é. Muita raiva de ambos os lados.

Parece que quem tem uma árvore verdadeira é um hipster elitista e arrogante.

Mas quem tem uma falsa

é um inimigo do Pai Natal, de Jesus e da Mariah Carey. E isso é…

TELEMÓVEL

Não querem ver o lado mau da Mariah.

Estou a ver mesmo agora.

Sim. Os nossos influencers que entrem a matar.

#GuerraDasÁrvores. E relembra à Wren…

Rafi, estão fantásticos.

Relembra a Wren de só publicar o vídeo do puto

após ele publicar do centro dos sem-abrigo…

Santo Cristo!

O fato é incrível.

Caramba, Beth!

Vocês estão…

Beth?

Bolas. Isto não é bom.

A quem me está a filmar, estou impressionado.

Jesus!

Esta corrente que forjei em vida foi cingida por minha livre vontade.

Elo a elo, com cada alma que fiz sofrer.

Muito, muito convincente. Muito bem, quem…

Não encontrarás sono esta noite

Certo, é um sonho.

Não, isto não é um sonho

Céus, és mesmo feio.

Muitos erros tens a corrigir

Ações sombrias a redimir

Continua a cantar, eu vou levantar-me.

Teu passado, presente e futuro

Irás em breve contemplar

Isto é muito, muito estranho.

A história da tua vida

Irá agora

Ser contada

Sente a minha corrente!

Que nojo. Posso recusar?

A história da tua vida A verdade que receias ouvir

Eu…

A história da tua vida Que fala de ajustes de contas e medo

Há só uma coisa… Há só uma coisa que tem mesmo de…

Eu… sinto muito.

Estou… Estou a cismar com a primeira coisa.

Disse "passado, presente e futuro".

Como no Conto de Natal? A história do Dickens?

O filme do Bill Murray, com o Bobcat Goldthwait?

Sim, como o livro do Dickens, o filme do Bill Murray

e todas as outras adaptações que ninguém pediu.

Agora, por favor, deixa-me acabar isto. Senta-te.

Aqui?

Está bem.

Podes reescrever

A história da tua vida

Antes que seja tarde demais

Que foi?

Mais uma vez, peço perdão.

Portanto, de toda a gente do planeta,

assassinos, racistas, gente que faz festas de revelação de género,

é a mim que vêm assombrar?

Se te calasses e me deixasses terminar, entenderias…

- Sim, senhor. - Sabes que mais?

Esquece. Não vale a pena.

Três fantasmas vêm salvar-te.

Tem mais consideração por eles do que tiveste por mim, talvez, sim?

- Certo. - Ótimo. Muito bem. Saudinha.

Bem te disse. O tipo é um chato do pior.

Tu consegues.

Sim. Na boa.

Equipa, últimos retoques. Vou entrar.

Vai-te a ele, rapariga. Dá cabo dele.

Vá lá…

Olá, Sr. Briggs.

Sou a Fantasma do Natal Passado. O seu passado.

Olá. Ena!

Ótimo. Não és como eu esperava.

Não? Como assim?

Bem, tu és encantadora.

Sim, eu sei.

- Mas é sempre bom ouvir. - Aposto que sim.

Obrigada. Mas devíamos… Devíamos ir.

Eu só… Não te importas que eu tome um duche rápido?

- Adoraria refrescar-me um pouco… - Um duche? Agora?

O último fantasma estava algo bafiento e toquei na corrente dele.

Sim. Então, sem dúvida. Tome um duche, se se sentir sujo.

- Obrigado. Certo. - Bem, não.

Tipo, espere lá. Não.

Devíamos… Temos… Temos de ir. Há muito para ver.

Certo. Claro. Sim.

- Que macias. Feitiço. - Que macias. Feitiço.

Deves-me uma cerveja.

- Sim… Devíamos ir. - Sim.

Olá, chefe.

- Tens um segundo? - Sim. Que se passa?

Olha, meu, estou farto de ser o tipo que só aponta para as coisas.

Certo. Mas olha, eu não subestimaria o apontar.

- Sim. - E como tu o fazes…

É arrepiante. Faz lá outra vez.

- Pumba! - Ena! És muito bom nisso.

Sim, agradeço, mas tenho algumas frases que quero experimentar.

Ouve lá estas.

"Já chegaste ao osso." "Ossos do ofício."

Ou a minha favorita: "Levaste com o Conto de Natal, cabrão!"

Não sei o que dizer.

Todos os anos, na assombração, tentas falar e não sai nada.

Sim, e porquê? Não é…

Meu, não é ele que decide. Ele não faz as regras.

Desculpa. Porque não estás na assombração?

Pois. Bem, ouve lá esta.

Sim, estou à espera.

Então, íamos a voar de volta à sua infância em Minneapolis.

E vamos de mãos dadas.

E ele não consegue evitar, começa a namoriscar comigo.

Uma coisa levou à outra e… Tu sabes.

Por favor, diz-me que estás a brincar.

- Eu estou… - Muito bem.

… a falar a sério.

- Quê? - Eu sei.

- Cá vamos nós. - Foi pouco profissional, mas, sabes,

há muito tempo que ninguém tentava saltar-me para a cueca.

Então, a mamã fez algo só para ela, para variar.

Certo. E a mamã considerou o que está em jogo? Ele é irredimível!

Redimiu-se um bocadinho.

- Fizeste bem! - Estou só a dizer.

Certo, agora sinto que ele me está a julgar.

Não, não te estou a julgar.

Eu nem sei o que pensar. Espera. Onde está ele agora?

Ele está bem. Está no seu quarto de infância, nos anos 80.

Falamos sobre isto depois.

Preciso que voltes lá e lhe mostres o seu passado.

Certo. Sim, está bem. Mas olha, podes fazê-lo tu? Cobrir o meu turno?

Tipo, sinto que vai ser embaraçoso. Ele está caidinho por mim.

Muito bem.

Não voltes a contar a mesma história que ela.

O meu boneco do Alex P. Keaton.

Olha… miúda fantasma.

Quando eu era miúdo, isto…

Olá, Sr. Briggs.

Olá. Onde está a outra? Também és um…

Ena. Este sonho não faz qualquer sentido.

Isto não é um sonho, Sr. Briggs.

- E pode parar de me tocar? - Com certeza.

Sou o Fantasma do Natal Presente.

Presente? Que fazes no meu Passado?

Vês? Sonho.

Bem, a sua assombração teve um início algo turbulento.

Pois teve.

Por isso, eu vou tratar do passado e do presente, esta noite.

- Claro. - Não costumo fazer isto,

preciso só de me orientar, se não se importa.

Claro.

Sim. Isto deve dar. Certo.

Então? Estou a assombrá-lo!

Não pode fugir de mim quando o estou a assombrar. Então?

- Olha lá, campeão… - Credo!

É totalmente compreensível que tenhas medo

de não conseguires defender as tuas escolhas.

- Olha, Coronel Sanders… - Assombrei-o, sim.

A forma correta de aplicar essa técnica é…

- Carrie. - Carrie!

- A mãe deixa abrir um presente hoje. - Fixe.

Comecemos com aquele verde.

Compraste-me um cachorrinho?

Só estás a pedir um cachorrinho há quanto tempo? Mil anos?

Onde está ele?

Está a dormir na cozinha.

- Sparky! Sparky? - Sparky?

Clinty, espera até o veres.

Tem as patinhas brancas mais adoráveis… Meu Deus.

Quantas vezes te disse para fechares esta porta quando entras?

Se não fizer clique ao fechar, deixa sair o calor todo,

e aparentemente, adoráveis cachorrinhos também.

Bolas, que tragédia de Natal.

Clint, não. É mentira.

Não há nenhum cachorro.

Ela comprou-te a tigela para tu pensares que havia um cachorro.

Isso é ridículo.

Então, porque não estamos a procurá-lo?

Se tivesses gastado um cêntimo, passaríamos a noite à procura.

Agora chega!

Estás a arruinar o Natal!

Sim, tu foge, minha menina.

Aonde pensas que vais, tu?

Sparky?

Já estou a ver.

- Sparky? - Já vejo…

Já vejo…

… a cadeia de acontecimentos que me levou a ser o monstro que sou.

- Desculpa. Essa foi demais. - Estás a fingir. Que bonito.

O que esperam, quando interpretam a situação de forma tão errada?

Isto foi o melhor presente de Natal que ela ou qualquer outra pessoa me deu.

Espera. Uma mentira sobre um cachorro que não existia?

Não.

A valiosíssima lição de que as pessoas acreditam em tudo, se quiserem acreditar.

Eu queria tanto um cachorrinho,

que preferia acreditar no cão perdido a acreditar que não havia cão nenhum.

Essa lição tornou-me tão rico, que posso comprar um milhão de cachorros.

E nunca mais deixei a porta aberta, então, foi uma dupla vitória.

Muito bem, espertinho.

- Obrigado. - Não.

- Não é para ti. É para ela. - E quem é ela?

Sim, já ouvi falar. As pessoas usam aquele…

- O símbolo do cardinal, certo? - Sim. Sim, acreditem,

daqui a um ano, isto vai estar em todos os vossos telemóveis.

Não sei.

As pessoas querem mesmo falar sobre tudo o que fazem

com todo o idiota que conhecem? - Sim, querem, miúda nova.

- Querem, sim. - A sério? Chamo-me Nora.

Nora. Sim, cada pensamento, cada refeição.

Aquela Nora era para casar.

Como será que isso acaba?

Feliz Natal!

Boa. Compras de Natal.

- Olha, é o Clint. - Olá, Clint.

- Olá, Nora. - Olá.

Meu Deus, adoro essas botas.

- Então? - Olá, Owen.

Desculpa, mas o nível de detalhe é espantoso.

É uma loja da Sephora?

- Sim. - Não existiam.

Bem visto. Sim, aquilo não estava aqui.

Temos um acordo com eles.

Cá está o meu menino!

A mãe convidou-se a ela própria.

- Pronto… - Olá, querido.

Boa, estás bêbada. Bem, são 8 da manhã em algum lugar.

Eu adorava este centro comercial.

Vejo que trouxeste essa outra vez. Lindo.

- É bom vê-la, Wendy. - Sim, aposto que é.

Se alguém procura um presente para mim…

Quê?

- Cala-te. - Quê?

Vou ser tio? Tio Owen? Como no Guerra das Estrelas?

Meu Deus. Incrível!

- Quê? Como? Com quem? - Comigo.

Chega de esperar por um bom homem. Quero um bebé.

Então, fui a uma clínica, e tudo o que sei sobre o papá

é que está a tirar um mestrado em biologia marinha e eu ajudei a pagá-lo.

Adoro tartarugas.

- Vão emprenhar-me na terça. - Parabéns.

Amor. Não estás feliz pela tua irmã?

Não. Nem por isso, não.

Vá lá, Clint.

Vá lá, Carrie. Eu adoro-te, mas não fazes ideia do que é ser mãe.

- Vá lá, meu. Nada fixe, meu. - Do que estás a falar?

A tua irmã foi sempre muito boa para ti, não foi?

Tudo bem. Eu compreendo-o,

a sério. - Vês?

Mas eu não. És incapaz de pôr quem quer que seja acima de ti

e eu… Meu Deus, estou tão farta.

Não. Nora. Então? Vá lá.

- Não faças isto. - Sabes que mais?

É Natal.

A culpa é minha, está bem?

Eu achei que conseguia mudar-te e só uma idiota acharia isso. Adeus.

Pronto, adeus, querida.

- Vai-te catar, Wendy! - Certo, tu também.

Pronto, era um pouco cabeça-dura. Nunca tiveste 20 e poucos anos?

Não se trata de mim.

Sabes que mais? Porque não? Porque não se trata de ti?

Não posso saber nada sobre os meus acusadores?

Estás a ver?

Senadora, vai demitir-se?

Clint, forjaste um escândalo.

Não vejo a vossa "dramerdatização" até me contares algo a teu respeito.

- Estás a ser infantil. - Não ouço!

E não é merdosa.

- É muito fiel. Pausem a MNP-104. - Não te ouço.

Está bem!

Boa!

Responderei a uma pergunta sobre mim.

Certo, cinco perguntas.

- Duas. - Oito. Pegar ou largar.

Mas ficamos pelas três. Certo… Primeira. Já estiveste vivo?

- Sim. - Quando?

Bem, estou morto há quase dois séculos.

Quê? Meu Deus!

E estiveste sempre no mesmo emprego?

Não. Não, estive… Nos primeiros dez anos, fiz pesquisa.

- Depois, o FNP reformou-se. - FNP?

- FNP. Fantasma do Natal Presente… - Fant…

- Sim. Claro. - Ele reformou-se e…

- Eu fui chamado à cena. - Meu Deus.

- O primeiro salvamento foi incrível. - Importantíssimo.

Senti que estava mesmo a fazer a diferença.

Estavas a fazer a diferença. Já não estás?

Sabes que mais? Já respondi às três perguntas.

E agora respondeste à quarta.

Porque achas que já não fazes diferença?

- Mas que raio se passa contigo? - Comigo?

Nunca na vida tive de aturar tantas tretas de um alvo.

- "Um alvo"? - Estamos a reviver o teu passado.

A maioria fica demasiado assustada para me chagar

com uma data de perguntas estúpidas e irrelevantes.

Para com isso. Fecha a matraca e assiste à cena.

Continuem a MNP-104, por favor.

Clint, tu forjaste um escândalo.

Eu não forjei…

Eu sugeri um escândalo… que o público e os média ampliaram.

- Vai eleger o nosso cliente. - Destruíste a vida daquela mulher.

Já falámos sobre estas táticas.

Não construí esta empresa

para não conseguir olhar os meus filhos nos olhos.

Muito bem, há muito que estou a adiar isto, mas…

Vais despedir-me?

Clint, és o tipo mais inteligente que conheço. Vais aterrar de pé.

Não, não vou aterrar de pé, Dan, vou aterrar em cima de ti.

Levando comigo todos os teus clientes.

Estás sob uma cláusula de não concorrência.

Que tu não vais aplicar

porque tens medo do que eu posso fazer usando estas táticas, que achas tão reles.

Feliz Natal, Dan.

Ele construiu esta empresa com honra e integridade e tu destruíste-a.

Muito bem. Vamos.

Espera lá um momento. Espera.

Estás a retirar tudo do contexto. Espera, vê o que acontece agora.

Olá, Kimberly. Vou criar a minha própria empresa.

Vejo potencial em ti e é desperdiçado aqui.

Serás vice-presidente executiva com o dobro do salário,

mas tens de decidir agora. Aceitas ou não?

Eu…

Suponho que aceito.

Ótimo! Traz o casaco. Vamos construir um sonho.

Ninguém dá valor a isso, pois não? Acreditar nas pessoas,

ajudando-as a viver a sua melhor vida. - Melhor vida?

- Sim. - É isso que achas?

- A 100 %. - Muito bem.

Sabes que mais?

Podem reproduzir a DS-261, gravada há uns dias?

A 261? Cortei essa parte.

Sei que a cena foi apagada. Estou a mudar o plano. Está bem, Bonnie?

Está bem. Céus! Ele falou de mim?

- Não. - Certo, mas qual é a vibe dele?

Eu não faço ideia.

Certo. Sei que vai parecer estranho, mas acredita,

é puramente profissional. - O quê?

Podes cheirar o cabelo dele e descrever-mo?

Não!

Olá. Fala a Margo, dos RH.

Quero só dizer que foi tudo totalmente aprovado pelos RH.

- Podem prosseguir com o que quiserem. - Está bem. Algodão-doce.

Meu Deus. Tão sensual.

Já podem passar a cena, por favor?

Certo. Aí vai a 261. Mudança de planos, eu lembro-me.

O tal miúdo, o adversário da Wren, o Josh Hubbins…

Bem, a família do Josh dá um jantar de Natal

num centro de… - Isto foi há dois dias.

Eu lembro-me do que acon…

… e rapidamente apagou isto, no TikTok.

Quando os teus pais te obrigam a jantar

com os sem-abrigo no Natal. Que nojo!

Estou escandalizado! Bem te disse que a Kimberly era a melhor.

Depois de o Josh anunciar a sua boa ação anual, Wrenny,

publicas esse vídeo, começas a escrever o discurso de aceitação e está feito.

Está bem, tens razão.

Ele é só um miúdo…

Arrependo-me de dizer "está feito"?

Sim. Mas fiz essa escolha e tenho de viver com isso.

Olha, só peço respeito por mim e pela privacidade da minha família.

Que aconteceu?

Que foi isso? Tenho a cara a arder.

- Podemos parar e conversar um pouco… - Só temos um elevador por dia.

Vamos apanhar este. Adeus, malta. Gosto de vocês.

Vês? Parece-te alguém que está a viver a sua melhor vida?

É oficial. Sou uma péssima pessoa.

Não és nada.

Desculpe?

Espera um momento. Que… Espera, calma aí.

- Pausem a 261! - Conhecemo-nos?

Já não é preciso. Sim, podes tirar. Obrigado.

Que estavas a fazer? Como é que ela estava a falar contigo?

Não sei.

Estava a observar-te a ti e ela olhou para mim.

E nós… começámos a conversar e…

Aliás, não importa.

A questão é que a Kimberly é mesmo boa pessoa, está bem?

- E tu estás a… - Tu podes interferir

na vida das pessoas que… - Só quero mostrar-te o efeito

que as tuas escolhas… - Não respondeste.

- Não aturo mais merdas tuas, amigo. - Ena, que boca doce.

- Iniciem a MNP-163. Sim. Agora. - A MNP-163 não!

Não. Não posso…

Olá, malta.

Olá, Wrenny. Olha o que o tio te trouxe.

- Fixe. - Sim.

Mãe, posso doá-lo às crianças doentes?

Seria muito simpático, querida.

- Há um contentor no átrio. - Sim, dá-o. Ainda bem que o embrulhámos.

É ao lado do ursinho, está bem? Pede à Martha que te ajude.

Bem, estás com melhor aspeto do que antes.

Clint, para. Antes que ela volte, escuta.

Chegou a altura de fazer preparativos.

Certo… Para.

Quero pedir-te um favor.

E é dos grandes.

- Não vamos fazer isto. - Quando eu partir…

Não.

- Este é um momento-chave… Sr. Briggs! - Não…

Sr. Briggs!

Temos um fugitivo!

Temos um fugitivo!

Do que tens tanto medo?

Tenho medo quando lhe dizes para tirar más notas.

E prejudicar outra criança. E ela ouve-te.

Eu nunca disse que ia ser o caminho mais fácil.

Ela queria ganhar. Para isso, tem de ser impiedosa.

Sim, Clint, mas ela tem bom coração…

Señor, por favor.

Não! Señor!

Señor!

Temos um intruso!

- Sr. Briggs. - Non, non.

Je ne peux parler français. Non.

Je m'excuse!

Bolas!

HOMENS

Está tudo bem. Voltem ao trabalho, pessoal!

Aquela memória, no hospital…

Aquela… Aquilo é o que chamamos o "golpe final".

É um momento-chave que tem de ser enfrentado para,

sabes, levar à verdadeira mudança.

Que fazem aqui todas estas fotos da minha VP executiva?

É só, tipo… pesquisa.

Colaste-te nesta com o Photoshop?

- Eu fiz isso? Acho que não. - Fizeste.

Olha… Posso ter-te empurrado para o golpe final,

sabes, antes de estares preparado

e quero só dizer… que peço desculpa.

Não. Eu entendo que tenham de ir com tudo

quando estão a tentar redimir um irredimível.

Ouve… Isso não tem de ser verdade.

Ou tem? Eu acredito mesmo que podes ser uma força positiva para a Humanidade.

Como tu? Que tal está a correr para ti?

Andas nisto há 200 anos.

A Humanidade está a ficar mais humana?

Mais amável? Mais unida?

Queres saber o que é a Humanidade? Lê os comentários mais abaixo.

É isso que realmente somos. E sabes que mais? Eu aceito isso.

Porque tenho de lá viver, amigo.

Eu não tenho a sorte de poder ficar aqui

a julgar toda a gente como um assistente social cósmico.

- É isso que achas que eu sou? - Sim, é. E isto terminou.

Que foi? Que olhar dramático é esse? Tu…

Achas que vou ficar intrigado com o que está atrás da porta? Eu…

Esquece.

Nem um pouquinho curioso?

Na verdade, não. Não estou, de todo.

- Clint? - Sim?

- Clint! Vamos lá! Já! - Raios!

Isto é seu.

Vem cá, pestinha!

Perguntaste se eu já estive vivo.

Sim.

Quê, o miúdo?

És tu?

Sim?

Sr. Scrooge, sou o Woodrow, senhor.

Não tenho nada para ti, rapaz. Por isso, boa tarde.

Não há necessidade desse tipo de linguagem, senhor.

Eu disse boa tarde.

Que vergonha, senhor. Dizer tal coisa a uma criança.

Uma boa tarde para si, minha senhora.

Estás a dizer que a história do Dickens…

- Por favor… - … é baseada em ti?

- Que queres, rapaz? - Sim.

Eu e o meu pai trabalhamos na fábrica. A que o senhor encerrou.

Sim. E?

A fábrica ainda dá muito lucro, senhor.

Mas mil pessoas ficaram sem emprego.

E numa altura que devia ser de alegria.

Alegria? Baboseiras!

Quando o teu pai não conseguir pagar a hipoteca

e eu comprar a vossa casa por quase nada,

eu é que terei muita alegria, isso, sim.

Uma boa tarde!

Muito bem, sim. Eras um parvalhão dos grandes.

O único outro irredimível a completar o programa.

Por isso, compreendo o peso que carregas.

Mais cedo ou mais tarde,

torna-se insuportável.

Acho que ela não nos consegue ver.

Pois.

Minha senhora.

Está bem. Aguentem os cavalos.

Que seja.

Isso mesmo.

Obrigado.

À nossa.

Meu Deus!

Isso é… Isso é mijo de homem.

- Não é boa? - Está morna.

- Quase quente. - Perfeita.

Então, só quero compreender plenamente. Tu eras o Scrooge.

O fantasma mudou-te e nunca tiveste uma recaída?

O resto da vida, nem mais um único "baboseiras"?

O resto da minha vida.

Quanto tempo durou? O resto da tua vida.

- Cerca de três… semanas. - Anos.

- Quê? - Sim.

- Estás a brincar? - Não.

- A sério? - Sim.

Desculpa. O que… Acabou por ser de quê?

- Tipo, o que te apanhou? - Nada de especial.

A principal causa de morte na altura era janeiro.

Não!

Mas como é que… Como soubeste que tinhas mesmo mudado?

Quero dizer, qualquer um consegue ser bonzinho três semanas, certo?

Quero dizer…

Olha, porque é que aquelas pessoas ficaram ofendidas?

Sabes, quando disseste "boa tarde"?

Bem, no século XIX, "boa tarde" era um insulto dos grandes.

- Não. - Sim. Quase como "vai-te f…".

- A sério? - Extremamente grosseiro.

Porque não tentas dizê-lo?

Sabes, lixa alguém com essa. Acho que te fará sentires-te melhor.

- Não. - Nada disto é real.

Eu… Clint, aprecio o que estás a tentar fazer, mas eu estou bem.

Companheiro, aqui estás tu Num bar britânico merdoso

Com um semblante carrancudo no teu rosto

Outra caneca para o meu amigo Bem morninha

O teu sotaque é péssimo.

Bem, eu tenho de discordar.

Enquanto te afogas nessa cerveja Sentes-te um fracassado

Mais miserável Que fish and chips empapado

Mas não tens de ficar amuado Solta o teu Scrooge interior

Porque há de outro parvalhão Ter um bom dia?

Quando estás na mó de baixo E precisas de te animar

Toca no ombro de um infeliz qualquer

E diz docemente

Boa tarde.

Boa tarde

Como se atreve?

Deixa sair E muito em breve estarás a sorrir

Assim. Boa tarde

- Perdão? - Seu camelo afetado.

É mandar alguém lixar-se Mas com um toque de classe

Duas palavrinhas mudam logo a melodia

- Boa tarde. - Boa tarde!

Boa tarde.

Boa tarde!

Parece-me que não.

Então, não fazes nada errado Há muito, muito tempo

E eu compreendo É importante para o teu orgulho

Faz parte do meu trabalho.

Mas, vá lá, não fiques calado Sabes que queres experimentar

Não faz bem nenhum deixar a amargura Acumular-se aí dentro

Então? Sai da estrada, imbecil.

Vá lá, pá!

Ele está a pedi-las. Tu sabes que queres.

Vá lá. Está quase a sair.

Só tens de…

- Boa tarde! - Sim!

- Boa tarde - Que disseste, porra?

Senhor, sois um otário Um embirrento, um palhaço

Mas que se passa aqui?

Boa tarde. Cheiras a merda

Notem que não dissemos bom dia Nem boa noite

- Exato! - Voltem aqui!

Sim, duas palavrinhas mudam logo a melodia

- Boa tarde - Boa tarde

Boa tarde

- Ela entupiu a retrete. - Boa tarde!

- Ele papou a sua mulher. - Boa tarde!

Não significou nada, juro pela minha vida.

Boa tarde!

- Ele tem a peste. - Boa tarde!

- Ela chamou-lhe vadia. - Boa tarde!

Eu sou órfão. Por favor, senhor, pode dar-me mais?

- Boa tarde! - Boa tarde!

Olá, chefe!

Boa tarde!

- Perdoe a linguagem. - Boa tarde!

É deplorar com decoro Como se fossem o raio da Judi Dench

- Espera, espera. Era mesmo a Judi Dench? - Meu Deus. É um tesouro nacional.

- Adorei vê-la em tudo. - Adorei vê-la no Chocolate.

- Chocolat. - Ch… ocolat.

Enquanto nos pavoneamos Pelas ruas de Londres

É rápido e simples levantar a moral Basta deitar os outros abaixo

É para ti. Sim.

Boa tarde!

Boa tarde

É só diversão

E quem ficar chocado Pode mamar aqui no Dickens, cabrão!

Mama aqui!

- Não! Para! - Cabrão! Vai… Quê?

Não, é o Charles Dickens. É engraçado.

- Sim, obrigado. Mas está um bebé… - Nada disto é real.

Está aqui um bebé.

Minha senhora.

- Peço imensa desculpa. - Como devias.

E, minha senhora…

Boa tarde!

Boa tarde O nosso palavrão favorito

Deixemos alguma vileza Encher a praça da vila

Rebenta o balão a qualquer parvalhão

E ninguém se safa, não

Após dar a um homem Um pontapé nos fundilhos

Duas palavrinhas mudam logo a melodia

- Boa tarde - Boa tarde

Boa tarde

Boa tarde

Boa tarde

Boa tarde

Boa tarde

Ele… Ele está morto.

- Sim, definitivamente… Não, está bem. - Está bem.

- Nada disto é real. - Ena, parece um esquilo.

Como sabias aquilo tudo?

- Não sabia. Estava a seguir-te. - A mim?

- Sim. - Fiz asneira, ali a meio…

- O sapateado foi novidade. - Um pouco.

- Mas é muito expressivo. - E todos eles sabiam.

- Uma palavrinha, por favor. - Certo. Só…

Muito bem. Ouve-me. Sei o que vais dizer.

Mas eu estava a perdê-lo. Está bem?

E achei que, se ele visse que eu também era irredimível…

Então, achaste que seria boa ideia

levá-lo numa visita de estudo ao teu próprio passado?

Devia ter-te obrigado a reformares-te

quando pediste. Em vez de arriscar tudo

neste irredimível.

- Não! Isso não… - Não, claro que não.

Posso não estar a cumprir o programa, mas não é culpa dele.

- Este tipo está a chagar-me… - Para a cama, Sr. Briggs.

"Para a cama." Eu…

E tu. A partir de agora, quero tudo como no guião. Entendido?

- Jacob, só estava a tentar… - Como no guião!

Está bem. Como no guião.

Para a próxima, diz mais vezes.

Boa tarde.

Desculpa?

Que foi isso?

Boa tarde.

Não fui eu. Também ouvi. Não sei o que foi aquilo.

Clint.

- Olá, Charlie. Que contas? - Olá. Antes de mais, adoro o visual.

- Obrigado. Que queres? - Pai Natal da GQ.

O rumor sobre as árvores artificiais libertarem gases.

- Certo. - Genial.

- Obrigado. - Brilhante. Olha, está viral.

Isso é…

Dás-me licença? Vou descobrir que raio é aquilo.

Aquilo o quê?

Entra e vem conhecer-me melhor, homem!

Que diabo é isto?

- Eu sou o Fantasma do Natal Presente. - Um raspanete do chefe

e agora temos Dickens à séria? - Olha, agora tenho de seguir as regras.

Posso comer uma? Que história é essa de reforma?

Clint, por favor.

Porque te queres reformar?

Só ameacei reformar-me,

para ele te aprovar como o alvo deste ano.

E vais para onde?

Para onde vai um fantasma na reforma?

Pela última vez, Sr. Briggs, não se trata de mim.

Voltámos ao "Sr. Briggs" e ao "alvo".

Olha, vou ter com os meus convidados.

E tu podes ficar aqui,

na tua retrete de comida gigante. - Não. Clint, Clinty. Espera.

Muito bem. Se eu te disser,

deixas-te de merdas e alinhas?

Está bem.

Muito bem. Estás a dar cabo de mim!

Ótimo.

Certo. O meu pacote de reforma, se eu o aceitar,

é um relógio de ouro, um vale da Sephora,

e a oportunidade de regressar à Terra e viver o resto da vida como um mortal.

E tu queres isso.

Olha, o que eu quero é que te cales e me deixes fazer o meu trabalho.

É isso que eu quero.

Ótimo. Faz o teu trabalho.

- Dá-me a mão. - Vamos fazer isto?

Vamos. Vai ser uma viagem do caraças!

Meu Deus.

Bonnie.

Lembra-te, a deixa é "viagem do caraças".

Cá estamos. A nossa primeira paragem.

Nós já estávamos aqui!

Escuta, há todo um departamento a trabalhar arduamente nestas transições.

Tanto faz. Não importa. Sei exatamente o que se passa.

- Sabes? - Sim, sei.

Bem, eu adoro o Clint. Ele é fantástico. Considero-o um amigo.

Vês? Um amigo.

Bem, tanto quanto é possível ser amiga do Clint.

Já tentaram falar-lhe da vida pessoal?

E vê-lo a ficar com os olhos vidrados?

Meu Deus. Estão a sussurrar merdas sobre mim.

Sim, estão a sussurrar merdas sobre ti.

- Estão a falar do Clint? - Sim.

Sim. Ele pode ser algo egocêntrico, mas há algo

que têm de compreender sobre o Clint.

Em criança, passou muito tempo sozinho.

E aprendeu que a única pessoa com quem podia contar

era ele próprio.

Por isso, sabem, não sejam muito duros com ele.

Ele é bom por dentro. Eu bem sei, é o meu irmão mais velho.

Bolas! Sim, eu adoro-o!

Olhem só, se não é o Fantasma do Natal Presente.

Kimberly, então? Olá.

Deve estar a assombrar o Clint.

Então, ela consegue ver-te. Ela sabe de tudo isto?

Não. Não é bem isso.

- Adoro o fato. Rudolfo! - Obrigada.

Está adorável.

Sempre com elogios.

Agora, estou contente por ter vindo.

Sim.

Eu também.

Eu sabia. Deixaste-a ver-te porque estás interessado nela.

Mas, tipo, quem é que organiza uma festa da empresa na véspera de Natal?

Só o Clint, certo?

Filho da…

É uma manobra de poder.

Agora, estão vocês a sussurrar merdas. Vamos. Vá lá. Que se segue?

Lamento. Eu estava mesmo de saída.

Sim. Está bem.

Pensei que ia ser tudo de acordo com as regras.

Mas adorei vê-la.

Sim.

Igualmente.

Certo, só uma, hoje.

Ena! Adoro!

Sim. Ex-namorada, já percebi.

- A família que perdi. - Obrigado.

Sinceramente, eu fico muito feliz pela Nora.

Porque não admites que deixaste a Kimberly ver-te?

Eu não a deixei ver-me. Ela apenas…

Vá lá. Bem vejo como olhas para ela.

Acho que queres mesmo reformar-te.

- Tu não me conheces. - Tu não te conheces.

Achas que estás melhor que aquele tipo?

- Obrigado, amor. - Olha, achas que isto me vai tentar?

Algo aconchegante? Algo estável?

Enfiado num subúrbio qualquer, com…

Aquilo é rolo de carne, na mesa?

Tu vais dizer que este é o meu sonho

Mas ambos sabemos que não é verdade

Portanto, mudemos de conversa

Porque este sonho

Pertence-te a ti

- Rasguem tudo. - Certo?

- Não têm de guardar o papel. - Sim.

Sim.

Ou talvez eu ponha o bem comum acima da minha própria realização pessoal.

Mas tu não entendes isso, pois não?

Então, voltar a ser humano seria gratificante para ti?

A história da tua vida Toda uma nova narrativa

- Que sono! - Pois é.

A história da mulher e dos filhos Que claramente queres viver

Quase tiveste a oportunidade de amar Até, sabes, teres morrido

Mas eu posso ajudar-te a consegui-lo Posso ser o teu parceiro, o teu guia

Podes reescrever a história da tua vida

Têm de estar na cama quando o Pai Natal chegar.

Aquela que te foi negada

Posso ajudar-te com a Kimberly. Vocês estavam mesmo em sintonia, há pouco.

- A sério? Achas mesmo? - Sim.

- Os olhos dela ficam adoráveis quando ri. - Pois ficam.

Espera. Sei o que estás a tentar fazer. Anda.

Bem, estás a apertar-me. Certo…

És mesmo extraordinário. Sabias?

Vamos para Nárnia?

Espera. Não. Que vais fazer? Que vais…

A história da tua vida

O sonho que ousas perseguir

Desce da mesa, por favor.

A história da tua vida Vê como todas as peças se encaixam

Já não sentes o toque de uma mulher Há tanto…

Para!

Caramba! Não é um dueto.

Mas tu tens cinco anos? Desce daí.

- Isto é um centro de sem-abrigo. - Não nos veem.

- Quero ajudar-te. - Não quero a tua ajuda.

Estou aqui para te ajudar a ti. Por isso, para e presta atenção.

Está bem. Tanto faz. Devia conhecer este miúdo?

- É o Josh Hubbins. - Aqui tem. Feliz Natal.

O adversário da Wren.

Cuja vida mandaste a tua sobrinha cancelar.

Mandei-te uma ótima foto. Devias publicá-la.

Tens ar de presidente.

- Pode sacar uns votos. - Talvez não.

Não sei. Não quero que pensem que só faço isto para ganhar a eleição.

Estou orgulhoso, parceiro.

Mas acho que podes publicar.

Vês? Ele não quer publicar. Talvez seja um miúdo bom e humilde, que…

E… publicou.

Com falsa modéstia. Chocante.

Há mais coisas sobre as quais tenho razão? Voltou a ficar divertido.

- Caluda. - Olha,

já te olhaste ao espelho a pensar:

"Esta coroa faz-me parecer…" - Chega de perguntas.

- Chega de perguntas? - Sim. Espera aí.

Estou só a começar com as…

Isso é mesmo divertido de ver.

Podes dizer à Bonnie ou a quem está encarregado das transições

que estão a ficar ridículas? - Tio Owen!

- Estás bem? - Sim.

Como é que nunca ficas melhor nisto?

Como é que tu és tão boa? Só o fazemos uma vez por ano.

O teu irmão é tão bom homem.

- Chocolate quente? - Claro.

Sabes que eu pago tudo, certo?

Metes-me nojo.

Sim, é bom homem.

Tudo bem.

Parece que a Wren está a decidir se deve seguir o conselho do tio.

Provavelmente, nem vai publicar aquilo, porque sai à minha irmã…

E… publicou.

O verdadeiro @JoshHubbins

Queres ver em que mais erraste?

Olha, fico feliz por ela. Quem quer tornar a escola num lugar melhor

terá de aceitar algumas verdades incómodas e isso é…

Escumalha - És um vermezinho.

Agora sabemos! #TÓXICO

Para que saibas, nunca gostei de ti.

#DESPREZEMOJOSHHUBBINS

É nojento. #CANCELADO

CANCELADO

O Josh é um falso!

Nojento

Espero que estejas orgulhoso!

- Bom apetite. - Obrigada, querido.

NOJENTO

Não. Não!

Finalmente, conhecemos o verdadeiro Josh. Falso!

Adeusinho, Josh.

Olha, isto é…

Isto é bom.

Há aqui uma lição, sabes?

Ao concorrer a um cargo, vão usar o teu passado contra ti.

Ele publicou aquilo no sexto ano, cara de rabo.

- Olha, eu… - Tinha 11 anos.

Não quero que lhe aconteça nada. Não sou um monstro.

E toda a gente que mordeu o isco e foi na onda?

E essas pessoas?

- Ótimo. Sim. Ótimo. - Certo? É culpa deles.

- Ótimo, o quê? - Esse conflito interior. Deixa-te levar.

- Vá lá. É assim que começa a mudança. - Não.

Podemos voltar à MNP-163, por favor?

- O que é a MNP-163? - Não, eu sei que é invulgar.

Por favor, temos de voltar à Memória do Natal Passado 163.

Que é isso?

Obrigado, Bonnie. Não, eu… Não quero saber disso agora.

Obrigado, Patrick.

Fica comigo, Clint. Mantém-te aqui.

Vá lá. Não faças isto.

Não, está tudo bem. Estou aqui contigo.

Por favor, não faças isto. Vá lá, meu. Eu…

Tu consegues. Anda.

Estarei sempre aqui contigo.

Olá, malta. Olá, Wrenny.

Olha o que o tio te trouxe.

Fixe. Mãe, posso doá-lo às crianças doentes?

Seria muito simpático, querida.

- Há um contentor no átrio. - Boa, ainda bem que embrulhámos.

É ao lado do ursinho, está bem? Pede à Martha que te ajude.

Bem, estás com melhor aspeto do que antes.

Clint, para.

Antes que ela volte, escuta. Chegou a altura de fazer preparativos.

Certo. Para.

Quero pedir-te um favor. E é dos grandes.

Quando eu partir, quero que fiques com a Wren.

Certo.

Muito bem, para. Não vais a lado nenhum.

Sabes, mesmo que… Mesmo que fosses, e não vais…

Tipo, eu não fui feito para ser pai.

De todo. Sabes, ando ocupadíssimo

e sou… Sabes, sou egoísta.

Clint, tu não me enganas. Sei quem tu és debaixo de tudo isso.

É aí que sempre te enganaste a meu respeito.

Eu sou mesmo egoísta.

Más notícias, Carrie.

Já não tinham comida vegana, então, trouxe-te macarrão de frango,

mas tirei todos os pedaços de frango, então, deve estar bom.

- Olá, Owen. - Olá.

A nossa irmã quer pedir-te algo. Um favor.

Acho que… Ouve com a mente aberta e deixa-me orgulhoso, sim?

- Sim. - Desculpa.

Então? Carrie.

Do que precisas?

Qualquer coisa deste mundo.

- Somos família. Farei tudo por ti. - Obrigada, Owen.

Olha, sei que isto não foi fácil.

Mas tu enfrentaste-o e foi preciso coragem e estou orgulhoso de ti. Vem cá.

Sim.

Relaxa. Já chega. Vais encher-me de ectoplasma.

Muito bem. O teu fantasma final vem já ter contigo.

Ele é um pouco abrasivo. Não fala muito. Só aponta para as coisas.

Espera. Acabou? Vais embora?

Bem, sim. A minha parte da assombração terminou.

Mas não te preocupes. Vais sair-te otimamente.

Não. Espera aí.

Não me fazes reviver o pior momento da minha vida

e depois bazas. Então, e tu?

Enfrentei o meu "golpe final". É a tua vez.

Clint, quantas vezes tenho de te dizer? Não se trata de mim.

Bem, então, boa tarde.

Não! Sabes que isso me afeta.

- Por isso o disse. - Retira isso.

Quem és tu para dizer a alguém como viver a vida

quando não paras de fugir da tua? Admite-o.

Muito bem. Não, já chega. Nem mais uma palavra.

- Vem para o escritório antes que… - Não há vergonha em admitir medo.

Ai, sim? E tenho tanto medo de quê?

Tens medo daquela pergunta.

Do que está ele a falar?

Eu não… Não faço ideia.

Claro que fazes.

A pergunta que não te deixa dormir à noite.

Que te mantém a trabalhar aqui ano após ano, após ano,

quando podias voltar a viver.

Não. Não há necessidade de cantoria. Vá lá. Vamos…

Não importa quantas pessoas mudes, não importa quanto bem tu faças.

Continuas sem saber a resposta.

A resposta a quê?

Serei para sempre

Irredimível?

Quê? Isso é absurdo. Tu redimiste-te. Eu estava lá.

Mas poderei alguma vez ultrapassar

Todos os erros dos quais eu fujo?

Isso foi tudo há imenso tempo.

Já compensaste tudo isso e muito mais.

Poderei esquecer o meu pior?

E será que mereço encontrar

Uma alma que veja algo bom em mim

Ou será que sempre serei

Irredimível?

Só há uma maneira de descobrir, rapazes.

Ele aceita a reforma agora mesmo.

Muito bem. Já chega. Para a cama.

Não!

Passava cada minuto A açambarcar tudo o que podia

Sem nunca parar para ver A miséria que para trás deixava

Todas as pontes que queimei As feridas que não tratei

Todo o valor que eu achava ter Acabou por nada valer

Que se passa?

De que serviu?

Bem, será possível

Que eu esteja destinado a algo mais?

Serei para sempre irredimível?

Poderei ser um homem que se afasta De uma vida inteira de erros?

Poderei esquecer o meu pior? E será que mereço encontrar

Um amor em que possa confiar

Todos os dias?

Ou descobrirei que sempre serei

Irredimível?

Escuta bem, Ebenezer.

Irredimível

Serás visitado por três espíritos.

Desperdiças o teu tempo, Jacob.

Tens a certeza?

Vá lá, grandalhão.

Temos de acreditar Que dentro do pior de nós

- Ainda há alguma decência - Alguma decência

Sabes que podes alcançar Algo miraculoso

Se ousares tentar

- Se ousares tentar - Se ousares tentar

Tenho de ir, tenho de tentar

Só assim saberei

Saberei se sou

- Para sempre irredimível - Irredimível

Alguma vez serei alguém Que repara todo o mal que fez

- Ou serei apenas indigno de amor? - Indigno de amor

Serei eu alguém Que alguém consegue perdoar?

Conseguirei dar o salto e viver?

Vou deixar muito para trás

Mas tenho de descobrir se é verdade

- Que há bondade verdadeira em mim - Bondade verdadeira

E talvez eu veja que não serei sempre

- Irredimível - Irredimível

Serei irredimível?

Pode redimir-se alguém irredimível?

Irredimível

Que é isto?

- O quê? - Espera, eu estou…

Acho que sim. Estás quente.

Sim! Estou quente!

Que foi?

- Comichão. - Quê?

- Comichão. Tenho… Importas-te? - Claro.

- Pronto. Muito bem. - Sim. À direita.

Este pijama é de serapilheira.

Podes meter a mão por baixo?

- Só… - Não. Céus, preferia não o fazer.

Por favor. Imploro-te.

- Sim! Fantástico! - Está bem. Isso. Já chega?

- Mamã! - Pronto.

- Isso é tão bom. - Sim.

Tinha esquecido como é coçar a comichão.

E eu do que era ter esta sensação na mão.

Obrigado.

Porque estou… Porque estou tão pesado?

- É a gravidade. - Pois.

Meu…

- Tu tens… - Canalização interior.

- Posso? - Podes.

Cuidado.

Isto é incrível!

Sempre quis saber como era a sensação e não desilude!

O que é… amaciador?

Bem, isso usa-se na cabeça.

Tarde demais!

- Posso fazer isto todos os meses? - Claro.

Cuidadinho, Nova Iorque. Este tipo toma duche uma vez por mês!

As tuas roupas ficam-me apertadas. Sinto-me ridículo.

Não, estás ótimo. Anda.

Olha para este tipo!

Casaco. Calça. Um lencinho de bolso.

Não. Deixa isso, por favor. Obrigado. Ele…

- Ele vê-me. Tu vês-me. - Sim.

- Sim, vejo. - Vê-te muito bem, creio eu.

Tens de te acostumar a isso. A sério.

- Todos me veem. - Sim.

Olá! Conseguem ver-me!

- Também tens de te habituar a isso. - Caramba!

O senhor está bem?

- Acho que sim. Ele está bem. - Acho que sim.

- Tu estás… Estás ridículo. - Tu é que estás ridículo.

Não. Dave, chega.

- Pronto. Vê se atinas. - Bem, ele está ridículo.

- Ali está ela. Vamos lá e… - Não. É ela.

Sabes que mais? É o seguinte.

Vamos pôr a ideia em espera, está bem?

Não sei o que lhe dizer.

Como assim? Estavas a sair-te tão bem.

Só tens de fazer mais disso.

Sim, mas isso foi quando ela era uma fantasia. Agora, ela é real.

Vou fazer asneira.

Olha, acho que cometi um grande erro.

Eu não estou preparado para nada disto.

Gastei demasiada água no duche.

Tipo, agora sou essa pessoa? O tipo que gasta a água quente toda?

- Olha aqui. - Que foi?

Isso foi fantástico.

Sim. Vê se atinas. Já chega de remorsos de comprador.

Olha, tomaste a decisão certa.

Não penses. Respira fundo.

Vai-te a ela. Agora. Antes que a percas. Confia em mim.

- Está bem. - Está bem.

- Levas uma bofetada… - Não. Eu vou falar com ela.

Eu vou. Prometo.

O próximo fantasma… O futuro está sempre em movimento.

Eu não sei o que vais ver, mas ouve o que ele tem a dizer. Está bem?

- Perguntaste-me porque te escolhi. - Eu sei porque o fizeste.

Porque posso ser uma força positiva para a Humanidade ou lá o que é.

Não. Bem, sim, inicialmente.

Mas depois, quando descobri que eras irredimível, como eu,

pensei: "Se eu conseguir mudar este tipo, talvez também haja esperança para mim."

Sim.

Kimberly?

Olá! Está de volta. E num fato ousadamente justo.

Sim. É um pouco apertado.

Não, eu gosto. É um corte europeu. E fica-lhe bem.

Sim, é um corte europeu, porque eu só compro roupa na Alemanha.

- Sim. - Estou a ver.

Desculpe, mas gostaria…

Gostaria de ir a algum lado e talvez… Não sei…

- Não, nem tem de responder… - Não, eu adoraria… Sim.

- Eu adoraria. - Ótimo. A sério?

- Claro. Adoro ir a "algum lado". - Sim, eu também. Céus!

Que foi?

Que foi? Comichão?

Eu ajudo-o.

- Onde? Aqui? - Sim.

É uma escolha.

Isso é o Céu num pauzinho.

Obrigado.

Conheço um sítio com esse nome.

- Certo. - Servem salsichas panadas, mas, tipo…

- Comida, certo? - É delicioso.

- Olá, Sydney. - Olá, Clint.

Então, como estás?

- Feliz Natal. - Feliz Natal.

Olá, Stuart.

Vá lá!

Isto é lindíssimo.

Então, simplesmente decidiste, um dia,

que ias deixar o emprego,

deixar tudo para trás e vir para cá?

Bem, todos os anos, eu dizia: "É altura de seguir em frente."

E todos os anos, optava por ficar.

E as nossas escolhas definem-nos, não é?

Sim. Suponho que sim.

Por isso, este ano, escolhi outra coisa.

Sinceramente, receio ter cometido um enorme erro.

Mas, se não o tivesse feito, não estaria aqui contigo.

Posso?

A cidade brilha com luzes cintilantes

É uma daquelas noites mágicas de Manhattan

Não sei o que vem a seguir Ele avança bem devagar

Mas está a segurar a minha mão E não parece querer largar

Ele é pateta, ele é alto Tem um bom coração

Mas não quero arriscar Para tudo se desmoronar

Olho-o nos olhos

Não param de dizer "Salta e a rede aparece"

Então, porque não mergulhar de cabeça

Se um novo começo É o que espero há tanto tempo?

É essa a vista daqui

É essa a vista daqui

Disseram que ia nevar, esta noite.

A sério? Não está assim tanto frio.

Não está frio nenhum.

Quanto suor tenho nos sovacos?

Quão vermelho está o meu rosto?

No tempo em que eu namorava Dar as mãos era quase sexo

Acho que há aqui uma centelha

Poderá isto tornar-se real?

Será possível que ela sinta O mesmo que eu?

Esta mulher é do mais amável Que um humano pode ser

Então, porque acabaria Com alguém como eu?

E se descobrirmos, com o tempo

Que talvez eu continue a ser um otário Como eu receio?

Porque o homem que eu vejo Poderia facilmente ser

Apenas um déjà vu do Scrooge

É essa a vista daqui

É essa a vista daqui

Talvez eu não tenha perdido A noção do que é certo

Porque, esta noite, vejo claramente

De alguma forma, vejo quem eu poderia ser

Só por estar junto a ti

É essa a vista daqui

É essa a vista daqui

Na verdade, não compro a minha roupa na Alemanha.

Todos a favor?

A moção foi aprovada.

- Isto é excelente. - O voluntariado comunitário será…

Ela conseguiu. Olha que ar presidencial.

Olha para ela com o seu martelinho.

A próxima proposta é a supervisão das angariações de fundos por uma…

… por uma organização independen…

Já viste?

Que se passa?

O que é? O que diz?

CASA DOS TIGERS

Que é isto, afinal?

Espera. Que estás a dizer? O puto?

Por causa de um arrufo na internet?

Como poderia eu saber que ele faria tal coisa?

Espera lá. Espera.

São só sombras do que está por vir.

Tipo, isto ainda não aconteceu.

Não vou revirar a minha vida por vossa causa,

mas isto é fácil. Isto, eu consigo consertar.

Vamos encurtar a visita, está bem?

Tu não falas? Só apontas para as coisas?

Porque não apontas para a saída? É aquilo? Mesmo ali?

Sou eu velho.

Não quero saber!

Vá lá!

Sim!

Sim, eu vi os filmes. Já sei como é.

Aqui. Aqui está.

- Aqui. O… Aos 93. Nada mau. - Encontrei-o.

Sim, avançou para o AHV-407. Devia estar à minha procura. Desculpem.

- És tu. - Sim.

Ouve, podes, por favor, ajudar-me a sair daqui?

Não sejas "cola", está bem? Estou a trabalhar.

Eu sabia que te irias apegar. Eu sabia…

Lá está ele. Aqui.

Estás bem?

Sim, meu, estou a ver.

É tão perturbador. Estou tão triste. Já está? Posso ir?

- Estás bem? - Estás a tentar falar?

É tão triste. Olha como o puseste.

Deste cabo de tudo!

Meu Deus, conseguiste!

Essa é a voz dele?

- Fizeste o meu melhor amigo demitir-se! - Sim!

Não! Nada disso. A escolha foi dele. E francamente, estou orgulhoso dele.

É por isso que te vou arrear!

Levaste com o Conto de Natal, cabrão!

Estou de volta! Que horas são?

São 16h15.

Certo, 16h15. Ótimo. Graças a Deus!

Ainda há tempo. Preciso do meu telefone. Onde está?

Eu acho que tenho doença de Crohn moderada a grave.

Não tens nada. Para de ver isso.

Céus, estás com péssimo aspeto.

Eu sei. É que eu…

Espera, viste o teu futuro?

- Mudou-te? - Não!

Não. Há só um problemazinho que tenho de resolver.

- Onde está o meu telefone? - Referes-te a este telefone?

Não, não sei o número dela. Como se soubesse o de alguém.

- São 12 quarteirões. Vamos a pé. - Espera. Que se passa?

- O que viste? - Nada. Está tudo bem.

Só acho melhor a Wren não publicar o vídeo, só isso.

Que acontece se o fizer?

- Algo mau? - Vá lá!

O que… O que… viste?

Céus! Ainda é empolgante.

Clint, espera!

Não tens de vir.

Tu pareces muito investido nisto.

De certeza que não mudaste?

Não, não mudei. Paras de me perguntar isso?

Clint, por favor, abranda!

Caraças! Foi a tua cabeça que fez esse som?

Foi tão alto!

Deves ter uma concussão.

- Não. - Muito bem. Isso mesmo. Tem calma.

Voltamos para cima? Esqueceste-te de algo?

Não? Está bem.

- Não sei. - Certo…

Senhor, pode acelerar um pouco? Obrigado.

Que se passa? Viste algo no teu futuro?

Nada de importante. Eu… Como correu com a Kimberly?

Foi péssimo.

Caminhámos por Manhattan inteira, falámos, houve uma ligação e…

… até nos beijámos. Nos lábios.

Como é que isso é… Isso é fantástico.

Pois foi. E ela também é. Mas ela não sabe quem eu sou.

Meu Deus. Para lá com a treta do irredimível.

Apenas não namoras há umas centenas de anos.

Motorista! É uma questão de vida ou morte!

- Podemos meter prego a fundo? - É para já!

"Vida ou morte"? Não disseste que não era importante?

Uma boa tarde, cavalheiros.

- Queres levar, pá? - Não, eu…

Para! Já não significa isso!

- Desculpe! - Então?

- Desculpe! - Credo!

Sabes, quando vi o meu futuro, havia um miúdo doente.

- Como lhe chamavam? - Era o Pequeno Tim.

- Não. Amoroso, com uma muleta. - Não.

- Larry Baixinho. - Não. Pequeno Tim.

- Acho que era Larry Baixinho. Enfim. - Era Pequeno Tim.

No meu futuro, o Larry Baixinho morrera e a culpa era minha.

O Cratchit pediu-me dinheiro para a operação, mas eu era forreta.

Era o Pequeno Tim!

Mataste o Pequeno Tim, está bem?

Micro Michael? Steve Sumido?

Ai a m…

"Pequeno" soa bem. Tim Pequenito?

Espera. Isaac Insignificante.

Aqui tem. Feliz Natal.

Onde está ela? Vá lá!

Wrenny?

Ali!

Tio Owen! Estás bem?

Como é que nunca ficas melhor nisto?

Ela publica logo após ele cair.

Devias publicar. Pode sacar uns votos.

- Clint. - Tenho de falar com a Wren.

Espera. Antes de falares com ela…

É importante!

Mesmo na concussão!

Clint, vá lá. Ela vai publicar!

Vá lá.

Não!

Kimberly, não sabes o que acabaste de fazer.

O que devia ter feito quando me pediste para procurar os podres de uma criança.

Disse à Wren que as escolhas dela fazem dela quem ela é.

E sabes que mais? As minhas também.

Porque aquela jovem decente e honesta

Ainda faz parte de mim

Demorei anos, mas finalmente demito-me

Há uma linha que não se cruza E sabes que mais? É esta

Não, Clint Não perdi a noção do que é certo

Porque o vejo claramente

Kimberly! Desculpa interromper,

porque estás a arrasar,

mas a Wren publicou o vídeo ou não?

Não, não o fiz. Desculpa. Estás zangado?

- A Kimberly… - Não publicaste?

- Não. - Ela não publicou!

Porque és bondosa como a tua mãe.

Tu…

- Sim. - Eu não sou bom a dar abraços.

Que se lixe. Vem cá, Kimberly.

Obrigado. Não fazes ideia do bem que fizeste.

- Estamos a dar abraços? Vem cá! - Owen. Escuta…

Espera, deixa-me… Deixa-me só dizer isto, sim?

Olha, sei que não o digo o suficiente e não precisas de dizer também…

Também te adoro.

É isso. Era isso que eu ia dizer.

- Vem cá. Pronto. - Sim.

Muito bem. Ganhaste o abraço. Boa. Foi divertido.

Bolas, que alívio.

Muito bem. Prepara-te.

Prepara-te.

Porque algo muito especial vai acontecer.

Espera só. Não, vocês não vão conseguir ver.

Só ele. Quem me dera que vissem!

- Mas é só ele. Sim. - Seria incrível.

Sabem que mais? Deem-nos licença um segundo.

- Adoro. Não é? - Muito bem, então, que se passa?

Não sei. Não sei porque não está a acontecer.

Tipo, tu mudaste.

Devia haver cantoria. É o grande clímax.

- Marley! - Eu bem te disse, eu não mudei.

Marley?

Só desfiz uma coisa bem chunga.

Não.

Tu ias provar que os irredimíveis podem mudar.

Correste até aqui para ajudar uma criança.

Tu disseste ao teu irmão que o adoras.

- Adoro-te tanto, meu! - Obrigado…

Se o disseres demasiadas vezes, perde…

Porque não está a acontecer? Vá lá!

Talvez porque vou voltar ao trabalho, na próxima semana,

e continuar a fazer o que faço.

Sentir-me-ei culpado alguns dias, mas depois vou racionalizar.

Sou muito bom nisso. Nasci com esse talento.

Lamento, mas eu nunca te dei ilusões quanto a isto.

- Roberto! - Está a ter um dia estranho, está bem?

Eu vou buscá-lo,

alugamos uns patins e isso e vamos divertir-nos.

- Volto já. - Sabes que me demiti, certo?

Então? Aonde vais?

Eu tenho de voltar.

Voltar? Será que é possível?

Clint, deixa-me ir. Tu não vais querer ver isto.

Que queres dizer com isso? Espera lá.

Que vais fazer? Estás louco?

Ainda é Natal. Ainda há tempo.

Vou voltar e vamos pensar em algo

e tu vais mudar.

As pessoas não mudam.

Já não se trata de mim.

Isto és tu a fugir da tua vida outra vez.

Está bem? Olha, estás aqui, és humano.

Além disso, eu achava que estávamos mesmo a tornar-nos…

- O quê? - Achava que estávamos a tornar-nos…

… tu sabes.

- Manos? - Sim.

Ia dizer "amigos", mas… Manos.

Sim. Eu só… Olha, se tu não sentes isso…

Não. Eu sinto. Eu…

Quero dizer, não quis presumir nem criar confrangimentos.

Não é confrangedor.

Sim, eu sinto-o. Muito.

Nunca tive um mano.

Mas tens um agora.

E o teu mano quer que te acalmes

e venhas patinar no gelo com a tua nova namorada.

Ela acha que sou bom.

Talvez sejas.

- Afinal as pessoas mudam? - Não, eu… Eu não sei.

Não sei. Talvez não haja uma solução mágica.

Talvez seja preciso esforçares-te, já pensaste nisso?

Sabes, acordar todos os dias, sair da cama e decidir:

"E se hoje eu não desejasse a ninguém uma boa tarde?"

Vá lá.

Então? Não!

Que fizeste?

Não sei.

Sim! Vês? Era disto que eu estava a falar.

Não. Esperem. Não. Esperem lá.

A sério, perceberam mal. Eu ia só…

Não.

Saltaste para a frente de um autocarro para salvar alguém de quem gostas.

O meu mano.

O teu mano.

Foi só um reflexo, eu nem… Espera. Eu fiz isso?

Têm a certeza?

Já fazemos isto há muito tempo, Sr. Briggs.

Temos bastante certeza.

Muito bem, então, vamos ao chili!

Sim!

Mais uma? Será que é mesmo necessário?

Não, tudo bem. Força. Tudo bem, prossigam.

Costumava achar que sabia ao certo O que movia as pessoas

Depauperava-las até ao tutano Até ficar só um parvalhão egoísta

Achava que na hora da verdade

Saberia exatamente o que fazer

Primeiro estaria eu e depois tu

- Mas não o fizeste. - Suponho que não.

Podes ser um cínico e um pecador Que só consegue ver defeitos

Mas mesmo que estejas perdido Não tens de ser uma causa perdida

Conseguiremos fazer algum bem?

Talvez dar um pouco mais?

Esforçarmo-nos um pouco mais Do que no dia anterior

Basta um pouco de bondade

Só tens de fazer o que puderes

A cada oportunidade Escolher ser um homem melhor

Então, faz algum bem

Eu passava cada dia de Natal Obcecado com o certo e o errado

Achavas que a mudança Só acontecia de uma maneira

Tinha de acontecer numa só noite

Mas agora sabes, agora sabes

Que a linha entre bom e mau Não é assim tão nítida

E o que nós somos é algo ali no meio

É uma decisão diária

- Dois passos em frente - Um para trás

Mas se tentares fazer o mais correto Estás no caminho certo

Então, tenta fazer algum bem Talvez dar um pouco mais

Esforça-te mais um pouco Do que no dia anterior

Só mais um pouco

Basta um pouco de bondade Só tens de fazer o que puderes

A cada oportunidade Escolher ajudar o próximo

Então, faz algum bem

Só um pouco

Talvez não haja uma varinha de condão

Talvez não haja um botão para ligar

Alguns dias mais além vais voar

Alguns dias mais além vais voar E noutros poderás vacilar

Podes dar ao mundo algum bem No dar e receber do dia a dia

Com cada ondulação, ondulação Ondulação que crias

- Faz algum bem - Faz algum bem

- Tenta dar um pouco mais - Dá um pouco mais

Esforça-te mais um pouco Do que no dia anterior

Traz algum bem ao mundo

- Basta um pouco de bondade - Só um pouco

- Só tens de fazer o que puderes - Faz o que puderes

A cada oportunidade Escolher ajudar o próximo

Sim!

- E quer seja dia de Natal - Dia de Natal

- Ou um dia qualquer em maio - Ou um dia em maio

Tu vais querer dizer

Que tentaste dar o teu melhor

E um pouco é suficiente

- Um pouco é suficiente - Um pouco é suficiente

Para fazer algum bem

Faz algum bem

Faz algum bem

Faz algum bem

Faz algum bem, dá um pouco mais

Alguns dias mais além vais voar

Faz algum bem

- Pequeno Tim! - Obrigad…

Clint.

Clint!

Caraças, como isso doeu!

Mas que raio…

Já acabou?

A mim, pareceu-me um grande final.

Não!

Só podem estar a gozar.

Porque está toda a gente parada?

Façam RCP ou assim. Porque estão todos parados?

Já não vai lá com RCP, creio eu.

Quero dizer, nem sei se sobrou algo para insuflar.

Ainda agora estávamos a cantar e a dançar…

Acabámos de nos tornar manos.

Não, eu compreendo, acredita.

Mas o teu sacrifício não teria significado se não tivesse consequências.

Está bem, eu entendo isso. Mas este final é uma porcaria!

Não é o final, Clint.

Estou tão orgulhosa de ti.

Está tudo bem. Não tenhas medo.

Espera.

- Um momento. - Não. Vai para a luz.

- Não. Um segundo. - Para a luz. Com a maninha.

- Ouça. Tive uma ideia. - Despacha lá isso.

Vai parecer meio absurda. Mas ouça.

PRESENTE

Obrigado.

A Margie da Pesquisa que marque uma reunião com a Moralidade

para rever isto do primeiro-ministro.

Quero novas maneiras de o comover ainda hoje.

- Com certeza, Capitão. - Vamos a isso.

Chefe, vou à rulote da comida. Queres um taco?

- Sim, por favor e obrigado, parceiro. - Na boa.

Perdão, Clint. Que é tudo isto?

- Qual deles é o alvo deste ano? - São todos.

Não lês os meus memorandos, pois não? Estamos a expandir-nos, Jake.

Fantasma do Ramadão Passado, do Hanukkah Que Há De Vir…

- É toda uma cena. Vais adorar. - Não temos pessoal para tudo.

Há uma reunião mais logo sobre o programa de autocuidado.

Eu adoraria que fosses.

- Sim. Está bem. - Ótimo.

- Eu passo lá. - Certo, estou ansioso.

- É bom ver-te, irmã mais velha! - Olá, Clint. E depois…

Que fazes?

Este processo está a dar comigo em doida.

Não encontro nenhum meio de a comover.

Posso espreitar?

- Por favor. - Ótimo.

Só não uses isso como desculpa para chegares tarde a casa.

Isso magoa-me.

Chegarei mais cedo.

Não. És um fantasma. Vamos lá.

Kim, que casa incrível.

Clint, sabes que não te consigo ver. Podes…

Esqueço-me sempre. Desculpa.

Olá.

- Que bom ver-te. - A ti também.

Bem, entra. Ele está lá atrás com os miúdos.

- Já está? - Ainda não está.

- Já está? - Não consigo construir

se estiver sempre a perder os malditos parafusos na relva!

Ronny. Ronny, pousa isso. Ronny! Ronald J. Fishman Pratt, pousa isso!

- Pronto. - Foste mau.

Desculpem. Não queria gritar. Está bem?

- Vá lá, venham cá. Vá lá. - Tio Clint!

Venham cá!

Tem sempre piada. Olá.

Ele ainda aparece de vez em quando.

Não faz mal. Desculpa incomodar.

Estou a ter dificuldades com este processo.

- Importas-te de dar uma olhada? - Não, de todo.

- Certo. Sim? - Sim.

- Ótimo. Obrigado. - Sim. Na boa.

Ronny! Há uma casa de banho lá dentro!

Sabes que a Wrenny vai fazer um mestrado em Stanford?

Sim.

O Owen enviou mensagem quando soube. Estou tão orgulhoso daquela miúda.

Bem te disse. Este alvo não está nada fácil, pois não?

Sim. Mas espera, olha. Olha aqui.

Vês esta… variaçãozinha na exposição?

- Borboletas. - Borboletas. Esteve apaixonada.

- Não! Vá lá! - Sim!

- Vasculhámos tudo. Quando? Com quem? - Não procuraram aqui.

Foi na casa dos 20. Não sei. Temos de descobrir quem era.

"Quem era." "Quem seria?"

Certo. "Quem seria."

- Sim, acho que soa mais… instruído. - "Quem seria."

Sim, claro.

- Estou a ouvir isso. - Eu também.

- É uma… É a reprise? - Sim, é a "repráise".

- Diz-se "repráise"? - É "reprise".

- Ou… É "reprise"? - Sim.

Esperamos pelo dia Preparamo-nos durante um ano

E quando o grande dia finalmente chega

Pegamos num parvalhão e trabalhamos Para lhe dar a volta

Mostramos-lhes a sua vida E esperamos que mude

E quando tudo corre sem espiga

Este comboio de Natal parte para a festa

Um cachorrinho!

Brilhamos com o espírito do Natal E da boa vontade

Porque ajudar é mais doce Do que gemada cremosa

Podemos estar mortos Mas vivemos o sonho da época natalícia

Transbordamos com o espírito Da manhã de Natal

Haverá manhã mais desejada?

- O espírito mágico de estar alegre - É muito necessário

Vamos transformar toda a Humanidade

Plantámos as sementes e a alegria floresce

Agora há menos um humano detestável

Trazemos ao mundo o maior bem

Damos à vizinhança alguma esperança

Fazemos a nossa parte Mudando corações um a um

Temos o espírito da manhã de Natal E, caramba, é divertido

Transbordamos com o espírito Da manhã de Natal

Parece que a minha alma Anda de mota de neve

- Salvar o alvo do perigo certo - Como no Conto de Natal

Em perfeita harmonia

Se transbordamos de amor e alegria

É porque somos espíritos mesmo incríveis

Trazemos ao mundo o maior bem

É como ganhamos a vida no pós-vida Trazendo…

Havia algumas fantasmas a fazer twerk, para quem estava atento.

- Eu vi. Sim, reparei. - Sim?

É por isso que queres apagar o histórico do browser.

E este espírito da manhã de Natal Está só a começar

A começar

Boa tarde!

DEDICADO À MEMÓRIA DE MICHAEL GAGNON

Malta, querem ouvir o resto da minha canção?

Todos os dias, acordo Com o mesmo sonho na cabeça

Olha, tenho outra reunião e já estou atrasado.

Atirar uma pequena pedra Para um enorme rio

E ver as ondulações espalharem-se

Bem, nós obedecemos Cumprimos todas as regras

Mas será isso algo De que nos devamos orgulhar?

Estamos só a chapinhar Na piscina das crianças

Quando há oceanos e marés para virar

Se queres fazer uma ondulação

Se queres criar uma onda

Jogar pelo seguro e pensar pequeno Não nos faz avançar de todo

A Humanidade há que salvar

Conseguiremos fazer uma ondulação?

Levantando os pés ao flutuar Com medo de o barco abanar

Se nunca testarmos as águas Nunca saberemos

Até onde vão as ondulações

Queres fazer uma ondulação?

Acho que queres fazer uma ondulação

Pensa nas consequências.

Pensa nas possibilidades.

Se escolhermos este tipo Um passa a dois e depois quatro

E depois salta de quatro para oito

Ondulação, ondulação

Sim!

Em breve, malta Multiplica-se, chegando aos milhares

Conseguem ouvir a reverberação?

Ondulação, ondulação

Depois, milhões e milhares de milhões E nunca termina

E por todo o mundo A mudança começa a ganhar força

Chegará a outros planetas

Talvez a extraterrestres

A partir de um homem Iniciámos uma reação em cadeia

Ondulação, queres fazer uma ondulação?

Queres fazer uma ondulação?

Se quisermos fazer uma ondulação

Que possa transformar-se numa onda

É hora de sermos o que somos Temos de virar este filho da mãe

- Amigos, chama-se ser corajoso - Chama-se ser corajoso

Precisamos de mais Que uma simples ondulação

Optemos por arriscar As mangas vamos arregaçar

Se nos ficarmos pela superfície Nunca saberemos

Até onde vão as ondulações

Queres fazer uma ondulação?

Queres fazer uma ondulação?

Queres fazer uma ondulação?

Queres fazer uma ondulação?

- Conseguiremos redimir o irredimível? - Ele será redimível?

Podemos simplesmente arriscar tudo E arranjar maneira?

- Conseguiremos realizar o impossível? - Será impossível?

Bem, é impossível dizer

Mas tenho de acreditar Que dentro do pior de nós

Ainda há alguma decência

Decência

Sei que podemos alcançar Algo miraculoso

- Se ousarmos tentar - Ousamos?

- Podes crer que eu ouso - Sim, ousamos

Se quisermos fazer uma ondulação

Façamos uma que crie uma onda

E vamos atrás de peixe maior Pedir perdão em vez de permissão

A Humanidade há que salvar

Não nos podemos resignar a ondulações

Porque quase nem faz mossa Dar só 99 por cento

Apostemos tudo Porque é hora de finalmente sabermos

Até onde vão as ondulações

Muito bem, Sr. Ray Maddison,

os elevadores são ao fundo do corredor e eis o cartão-chave da sua suite.

Espere, não olhe para a esquerda, olhe para mim.

Há um problema e já vou resolvê-lo.

Não olhe para a esquerda.

Vou assassinar um homem no átrio nobre.

Não…

Legendas: Henrique Moreira

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