All language subtitles for Playgirls And The Vampire - Lultima Preda Del Vampiro (1962)

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Original subtitles

A ÚLTIMA PRESA DO VAMPIRO

Frank sabe mesmo para onde estamos indo?

- Nunca passamos por aqui. - Já devemos estar perto do rio.

A camareira do hotel nos indicou o caminho.

Então estamos em apuros. Deixamos o hotel sem pagar...

e ficariam felizes se nos perdêssemos.

Demos calote em quantos hotéis, Lucas?

Pare de falar besteiras!

Eu mesmo dei uma gorjeta à ela antes de partirmos.

Antes nos disse que não tinha um centavo.

Falando em dinheiro, Lucas, e o nosso cachê?

- Consegui! - O quê, o dinheiro?

- Tenha paciência. - Ah, fala sério.

Mas que ideia!

Prestem atenção. Sabe o que quero dizer?

- Eu não. - Não me surpreende.

Saiba que quando alguém diz que tem uma ideia...

tem uma ideia na cabeça...

significa que descobriu algo, é como uma inspiração.

Você é tão brilhante que tira meu fôlego.

Será o ato mais sensacional da nossa crítica, acreditem!

Agora prestem atenção, por favor.

A cortina sobe e revela uma cena no coração da selva.

Você, Vera, está vagando desesperada pela floresta...

desgastada pela fadiga e prestes a desistir.

E quando os arbustos no fundo do palco começam a se mexer...

- vemos algo horrível... - Você?

Um enorme gorila assassino!

Ele agarra Vera e está prestes a entragulá-la...

mas de repente Erika, Ilona e Magda aparecem em cena...

vestidas de selvagens...

Peraí! Só um minutinho! Onde eu entro?

- Como assim? - Onde eu entro?

- Você? - Sim.

Você é o gorila!

Lucas, o público não conseguirá olhar para as minhas pernas.

Você sabe que são minha maior qualidade.

Todo mundo olha para elas. Até o Frank olha para elas.

Não é, Frank?

Perdão, sinto muito. Foi minha culpa, Frank.

- O que foi agora? - A estrada está interditada!

Ei, o que está acontecendo?

Um deslizamento de terra bloqueou a estrada.

É melhor voltarem para o hotel.

Que ótimo! Eles adorariam nos ver.

Para onde aquela estrada leva?

Não aconselho.

Ninguém se atreve a passar por ali.

Por que não? Parece estar em boas condições.

Não é só o caminho que é perigoso.

É melhor vocês retornarem.

Que noite! Esta estrada deve levar a algum lugar!

À uma fazenda, uma casa ou algum galpão.

- Leva ao castelo dos Kernassi. - Um castelo!

Ouviram, garotas? Um castelo de verdade!

Não vamos desperdiçar uma chance dessas!

Está decidido. Rumo ao castelo dos Kernassi.

Vamos!

- Olhe, há uma ponte. - Estou vendo.

É forte o suficiente para nos sustentar?

É difícil dizer. Saberemos depois de tentar.

Lucas, olhe, tem um portão!

É, deve ser mesmo.

Vamos, pessoal. Vamos a pé daqui em diante.

- Para variar, está trancado! - Por que não grita? Alguém virá.

Com esse vento, não vão me ouvir.

Já devem estar dormindo a essa hora.

- O que faremos? - Como vou saber?

Não podemos ficar aqui a noite inteira.

Ei, Vera.

- Como sabia disso? - Não sei.

- De certa forma, parecia natural. - Natural?

Venham, meninas! Não vamos perder tempo!

Venham comigo!

Olhem!

Acham que eles têm um mordomo e tudo mais?

- Não fale bobagem. - Só espero que tenha alguém.

Parece tão deserto e assustador por aqui.

Que emocionante!

- Ouviram isso? - Vamos voltar, Lucas.

O que há com vocês? É só um cachorro, vejam!

Olhem a Vera, ela não está com medo!

Não há nada para se assustar. Vamos, meninas!

Lucas! Lucas!

Qual o problema?

- Quem é você? O zelador? - Não é da sua conta.

É melhor sumirem daqui!

Ora, essa. Ninguém parece muito amigável esta noite.

- Há alguém no castelo? - Não! Não tem ninguém lá!

Veja, Lucas!

Não tem ninguém, hein?

Venham, meninas!

Sinto muito, não queríamos incomodá-los...

mas fomos pegos pela tempestade e a estrada está bloqueada.

Vocês poderiam nos hospedar por esta noite?

Não deviam ter pego essa estrada.

Não temos o hábito de receber convidados no castelo.

Já mandei eles irem embora.

Vocês me ouviram! Dêem o fora daqui, rápido!

Não cabe a mim decidir. Entrem.

Venham, meninas! Ouviram?

Venham, venham!

Que lugar lindo. Para o cenário de um filme.

Lucas, olhe essa mesa!

Será que deixarão fazer meu número sobre ela?

- Eu duvido muito. - Por que não? É artístico.

Aguardem aqui.

Nunca estive em um castelo de verdade.

- Esse lugar me dá arrepios. - Tudo lhe dá arrepios.

Até quando aquele coronel te mandou flores.

Na verdade, ele era general.

E ninguém nunca te mandou flores.

Quem quer saber de flores?

De qualquer forma, elas me dão alergia.

Vera.

O que está fazendo agora?

Eu... só estava pegando um cigarro.

E sabia que estariam ali?

Boa noite.

Suponho que seja o Conde Kernassi.

Digo, o dono deste estabelecimento.

Lamentamos muito pelo incômodo...

mas fomos surpreendidos pela tempestade...

e pensamos que talvez poderíamos...

Talvez queiram descansar antes de prosseguir viagem.

Minha governanta ficará feliz em poder ajudá-los.

Na verdade, nós pensamos...

que poderia nos hospedar em seu castelo.

O hotel mais distante fica bem perto.

Digo, o hotel mais próximo daqui é bem longe.

Em outras palavras, é complicado voltar para lá.

- Devemos-lhes algum dinheiro e... - Lamento muito.

Não é meu costume oferecer hospitalidade a estranhos.

Terão que encontrar outra solução.

Você não pode nos expulsar!

Não está certo!

Estamos na estrada há horas em um ônibus desconfortável!

Muito bem.

Sra. Balász, prepare os quartos para nossos hóspedes...

- e sirva-lhes algo quente. - Sim.

No entanto, peço que respeitem os regulamentos deste castelo.

Assim que adentrarem em seus quartos...

não devem deixá-los por nenhum motivo.

Não importa quais sons vocês possam ouvir.

E, acima de tudo, não passeiem pelo castelo antes do amanhecer.

Esta é uma condição na qual devo insistir...

se quiserem permanecer aqui.

E agora boa noite. Durmam bem.

- Frank, vá ver o ônibus. - Está bem.

Por aqui, por favor.

Vera, acorde.

Não fui com a cara daquela governanta...

mas admito que ela saber fazer um bom chá.

É bom não se preocupar em ter que pagar a conta.

Um castelo de verdade. Imagine só, Ilona.

Tão requintado e elegante.

Vou contar para todos quando voltarmos.

O que há de empolgante em um castelo velho como este?

- Parece mais um museu. - Parem de reclamar.

Passaríamos a noite lá fora se não fosse isso.

Vejam só isto. Olha o que usam como cinzeiro.

Parece bem sólido.

Há algo neste castelo que não me agrada.

Não sei porque temos que ficar trancados a noite toda.

Que tipo estranho é esse conde?

Por que não tentamos nos comportar bem para variar.

Ele foi hospitaleiro conosco e deveríamos estar agradecidos.

Tem razão, Vera.

Tentem não ser mais tolas que o habitual.

Por mim, esse mau tempo pode durar o maior tempo possível.

Para que todos possamos ter comida e hospedagem gratuitas.

E se aquele homem quisesse nos avisar algo sobre o castelo?

Deve haver alguma coisa na história dele.

Não dêem atenção a esses boatos.

Por exemplo, se tivessem mais experiência...

saberiam reconhecer um verdadeiro cavalheiro.

Afinal, todos os aristocratas são um pouco excêntricos.

Se querem minha opinião...

o homem é intimamente ligado à antiga tradição familiar.

Frank...

Você freou porque estava olhando minhas pernas, não foi?

Mas não admitiria isso, não é?

E diga...

Não acha que ele é casado, não é?

- Quem? - Quem acha que o conde...

Querem ver um avanço? Isso vale um prêmio.

A condessa Katya do cancã.

A noite de abertura seria uma sensação.

Deixe-a em paz. Você vai sair dessa, Katya.

Sim, ele a pegou porque as crianças são indefesas.

Vocês são umas tolas.

Estou começando a ficar cansada. Boa noite.

Boa noite.

Boa noite e durmam bem, senhoritas.

Temos quase a honra de recebê-los aqui...

sob o teto de nossos gloriosos antepassados.

Obrigado.

Sinto muito. Eu só estava...

Boa noite.

É você?

Peço perdão. Não quis assustá-la.

Como assim? O que está fazendo aqui?

- Queria vê-la. - Me ver?

Fica espreitando pela janela do quarto a essa hora?

Provavelmente tem razão.

Sim, minhas atitudes podem parecer estranhas...

mas o fato é que a presença de convidados no castelo...

é um evento tão incomum que talvez eu me comporte...

como se estivesse sozinho.

Sinto muito, não quis ofendê-lo.

E entendo como você deve estar se sentindo.

Afinal, fomos impostos a você.

Não, não diga isso.

É difícil para mim explicar...

mas se deixei todos ficarem, foi só por sua causa que o fiz.

Foi apenas por sua causa.

Mas você só me viu por alguns minutos.

Por que está me encarando assim?

Perdoe-me, mas você parece diferente de todas as outras.

Não acha que é uma abordagem excessivamente convencional...

para um homem como você?

- Quem é você? - Sou apenas uma garota comum.

De qualquer forma, pode me chamar de Vera.

O que a trouxe aqui? Por que veio a este castelo?

De onde veio, Vera?

Bem, estávamos em um lugar do outro lado da colina.

Não sei o nome. A estrada estava bloqueada e por isso...

Eu sei, mas queria saber sobre sua família.

Minha árvore genealógica começa e termina comigo.

Meus pais morreram quando eu era pequena e fiquei sozinha.

É uma história banal e não tem nada de interessante.

Deve partir o mais rápido possível, Vera.

Antes que algo aconteça com você.

Deve partir amanhã imediatamente.

Por quê? Qual o seu problema?

Nada. Não faça mais perguntas.

Peço-lhe que parta amanhã de manhã, por favor.

E agora peço sua licença. Nos vemos pela manhã.

Espero que da próxima vez que queira me ver...

venha pela porta. Seria muito mais sensato.

Se importa se eu ficar um pouco com você?

Não consigo dormir. Talvez seja pela tempestade.

Estava falando com quem? Não quero ser enxerida.

Estava acordada e a vi da janela.

Nada em particular.

Parecia chateado com alguma coisa.

Mas não sei com o quê.

Acho que ele se sente um pouco solitário aqui.

Acho ele fascinante.

Sempre quis conhecer um cara assim.

Acho que Lucas está certo.

Sempre discutimos quando surge esse assunto.

Soube que aqui tem um chuveiro. Queria tomar um banho.

Nunca pensei que um castelo tivesse um encanamento moderno.

Não seria mais sensato seguir as instruções?

- Não vá longe demais. - Isso é bobagem!

Um banho me faria bem.

Está um pouco frio. Me empresta seu casaco?

Claro que sim, mas não demore.

Que tal?

Pode ser uma ideia para o nosso próximo show.

Bem, se houver um próximo.

Volto já. Até mais.

Gatinho, venha cá! Cadê você?

Socorro! Abram a porta!

Não!

Katya, Erika! Onde vocês estão?

O que você tem? Por que está chorando?

- Que horror! - Erika!

Magda! Ilona! Vera!

Meu Deus!

Está morta.

Como aconteceu?

Deve ter caído de alguma das janelas.

Talvez tenha pisado em falso no escuro.

- Sempre foi muito curiosa. - Era tudo o que precisávamos.

Como se não tivéssemos problemas suficientes.

Por que ela desobedeceu ordens e foi passear pelo castelo?

Não era a garota mais inteligente que eu conheci...

mas era uma garota muito doce.

Devemos sair daqui o mais rápido possível!

Vamos embora daqui agora! Este lugar é amaldiçoado!

- Não seja tola, Magda! - Não aguento mais!

O que vamos fazer?

Temos que fazer alguma coisa!

Pobre Katya.

O que aconteceu?

Ela caiu de uma janela. Está morta.

É um acidente infeliz que jamais deveria ter ocorrido.

E eu avisei a todos ontem.

Certas partes do castelo são muito perigosas.

Tragam-na para dentro.

- O que você quer? - Devemos enterrá-la.

Boca fechada. O conde vai decidir isso.

- Deveríamos ter paz. - Já chega!

E cuide para que ninguém entre no castelo.

Gostaria de expressar minha profunda tristeza...

e pedir que aceitem minha empatia...

pelo que acabou de ocorrer.

Primeiramente, se vocês se lembram...

eu pedi que obedecessem aos nossos regulamentos...

e ficassem em seus quartos depois do anoitecer.

Infelizmente, aquela garota pagou caro por sua desobediência.

- Simplesmente não entendo. - O que não entende?

Nada. Nada mesmo.

Acho que devemos notificar as autoridades sobre o acidente.

Você está certo.

Mas lamento informar que neste momento é impossível.

Por quê?

Acabei de saber há pouco que o rio está subindo...

e levou a ponte que leva à estrada.

E, como consequência, vocês estão praticamente forçados...

a permanecer aqui debaixo do meu teto.

Está dizendo que é impossível sairmos daqui?

Mesmo se quisermos?

Receio que não haja nada que eu possa fazer a respeito.

Não! Não aguento passar mais uma noite neste lugar!

Não vamos exagerar.

A morte de Katya foi um choque, só isso.

É com o Frank que deveríamos estar preocupados.

Não se preocupem comigo.

Devemos cuidar dos preparativos para o enterro dela.

Essa é a primeira coisa.

Depois devemos investigar a morte dela um pouco mais.

Então, se concordarem...

cuidarei dos preparativos para cavar a cova.

Com sua licença.

Até mais tarde.

Acho que alguns de nós deveriam dizer...

algumas palavras de despedida.

É a primeira vez que faço isso.

Palavras não importam. O que conta é o sentimento.

No fim das contas, as palavras são inadequadas.

- Ela sempre foi boazinha. - Sempre foi leal comigo.

Lembro que tive um namorado que queria sair com ela.

- E ela disse... - Deixem isso pra lá.

Ela era uma amiga fiel. Um coração de ouro.

E ficaria feliz em saber como gostávamos dela.

- E que todos nós a amávamos. - É como nós nos sentimos.

Amém.

Certo, meninas. Vamos voltar ao castelo.

Parece que pode chover a qualquer momento.

- Vera, não vem conosco? - Já estou indo.

Certo, vamos lá. Um, dois, três, quatro...

Um, dois, três...

Vamos, Magda, mexa mais esses quadris!

E você, se solte mais! Tenha um pouco de graça.

Dance direito!

Vamos lá! Um, dois, três, quatro...

Um, dois, três, quatro... Um, dois, três, quatro...

Um, dois, três, quatro... Um, dois, três, quatro...

Erika, vai lá. É a hora certa.

Poderia tocar um blues para mim, Frank?

Ei, o que estão fazendo?

Qual é o problema? Não gostou?

Suponho que prefira ouvir a marcha fúnebre de Chopin.

Algo errado, Srta. Balázs?

Devo dizer que seu espetáculo é uma exibição chocante...

e deveria se envergonhar.

Talvez, mas as meninas estavam muito entediadas.

E era a única maneira de fazê-las se acalmarem.

- Pode acreditar. - Vou informar o conde.

Não se preocupe, já temos a permissão dele.

Vamos lá, temos que ensaiar esse número! Vamos, meninas!

Vamos lá, meninas! Na ponta dos pés!

- Quero descansar um pouco. - Tudo bem.

Vamos, meninas!

Surpresa?

- Quem é? - Margarita Kernassi.

Uma antepassada. Morou aqui e morreu em 1785.

- Mas... - Sim, tem razão.

A semelhança é extraordinária.

Notei assim que chegou ao meu castelo.

É por isso que queria saber tanto sobre mim?

Essa é a razão.

E por isso mesmo, gostaria que partisse o quanto antes.

Não entendo.

Há algo de estranho em sua atitude em relação a mim.

Vera, eu te imploro, não me faça perguntas.

Em breve, estará longe. E esqueça tudo isso.

É melhor assim.

Conte-me sobre Margarita, por favor.

Quem era ela? O que sabe sobre a vida dela?

Sua história é bastante triste. Sua vida foi infeliz.

Assim como sua morte.

Vera, eu...

Vera, não queria que tivesse uma impressão falsa de mim.

A solidão pode ter influenciado meu caráter.

Posso parecer estranho para você...

mas há uma coisa que quero que saiba.

- O que é isso? - Eu esperava por você.

Esperava que viesse ao castelo algum dia.

É ridículo, eu sei.

Entretanto, sempre que olhava para o retrato dela...

imaginava que Margarita ainda estava viva.

Viva, talvez vivendo como outra pessoa...

mas eu sabia que o destino dela seria o meu destino.

Sei que vai achar que sou louco agora. Perdão.

Não! Está enganado.

Não, Gabor, você não é louco.

Eu sinto. Não posso explicar porque está além de mim.

Mas eu simplesmente sei.

O que acontece aqui é muito estranho.

Esperou por mim por tanto tempo, como disse.

E ao mesmo tempo quer se livrar de mim.

- Não faz sentido. - Não tente entender.

Deve simplesmente acreditar em mim.

Vá para longe daqui. Ficar só lhe trará tragédia.

- E nada mais. - Não acredito nisso!

Há algo em você que me inspira confiança e força.

Algo que nenhum outro homem inspirou em mim.

Vivi uma vida que não fazia absolutamente nenhum sentido.

Viajando com companhias de segunda classe por toda parte.

Com você é diferente. É como se eu já o conhecesse.

E tudo em você parece familiar para mim.

Ouça-me, Vera. Eu imploro que confie em mim.

Vá embora deste castelo, não espere para partir.

Os Kernassis podem trazer apenas destruição...

ruína e morte violenta!

Gabor, por favor!

Olhe para este brasão de armas!

Pertence à nossa família! Olhe, Vera!

Um brasão como qualquer outro, você imagina.

Não, é diferente! Este escudo é marcado por tragédia!

E com sangue, de geração em geração...

uma raça condenada longe da salvação!

Gabor!

Vera, onde você está?

Já vou, Lucas! Só um minuto!

- Temos que ensaiar o samba! - Estou indo!

Espero que me perdoe.

Quem está aí?

Gabor!

Gabor, o que está fazendo?

O que significa isso?

Onde está Katya?

Gabor!

O que está fazendo aqui a esta hora?

O quê?

Quem desenterrou o corpo de Katya?

Saia daqui, vá. Isso não é da sua conta.

Zoltan, volte para o seu posto.

Mas ele estava lá. Vi com meus próprios olhos.

Mandei você voltar para o seu posto. Obedeça!

Já estou cheia desses mistérios.

O corpo de Katya desapareceu.

Alguém deve tê-la removido de seu túmulo.

Cometeu uma falha muito séria, moça.

É muito curiosa.

Aconselho que seja menos curiosa.

- Do contrário, pode se arrepender. - É mesmo?

Falarei com o conde sobre isso amanhã.

Faça como quiser. Boa noite.

Bom dia a todos!

O que temos para o café da manhã?

Chá e bolinhos, Lucas.

Bolinhos! Que bolinhos?

Sobrou algum, Frank?

Entendi.

Não está na praia, sabia?

Pelo menos se vista para o café da manhã.

E sua piada com os bolinhos foi muito boa.

Estou retomando o hábito de comer de novo.

Ele tem razão, logo voltaremos a comer pão com salame.

Há assuntos mais sérios para nos ocuparmos.

Há algo estranho acontecendo por aqui.

- Sim, como seu comportamento. - Devia levar isso mais a sério.

Já se esqueceu da Katya?

Se quiser mais bolinhos, é só pedir.

- Para ela? Perco o apetite. - Ela é depressiva.

Pensei que ela fosse chorar quando nos serviu.

Bom dia a todos.

Onde encontro o conde? Devo falar com ele imediatamente.

Ele está repousando no momento e pediu para não incomodá-lo.

Sinto muito, mas preciso falar com ele.

Um minuto.

Se Vera quer falar com o conde, deve ter um bom motivo.

E garanto que não vai impedi-la.

Se importaria de me trazer mais bolinhos, por favor?

Gabor!

Gabor! Onde você está?

Katya!

Vera! Vera! Recomponha-se!

Pare com isso, ouviu? Mandei parar!

É tão horrível!

Pare com isso! Não faça escândalo!

O que o corpo de Katya está fazendo aqui?

Qual é o significado dessas coisas horrorosas?

Eu te imploro, Gabor! Diga-me a verdade!

Não será tão fácil de explicar.

Coisas estranhas acontecem em nossas vidas...

coisas além do nosso conhecimento.

Mesmo se tentarmos, é impossível entendermos.

Coisas que vão além de nossas limitações...

e que hesitamos em falar com os outros.

- Mas, Gabor... - Escute, Vera.

Eu preferia não te contar essas coisas horríveis...

mas nem sempre podemos fazer só o que queremos.

E farei o possível para tornar a verdade menos dolorosa.

Mas deve me prometer que não contará isso a ninguém.

- Me promete? - Prometo, Gabor.

Confio em você, mas preciso saber a verdade.

Compreendo que, quando encontrou o corpo da pobre Katya...

deve ter sido um choque severo para você.

Devo dizer que fui eu quem desenterrou o corpo.

É difícil dizer isso, mas...

Receio que a morte de sua amiga não tenha sido um mero acidente.

- O que quer dizer? - Terá que permanecer calma.

Sei que você é uma garota corajosa, Vera.

Por favor, não torne isso ainda mais difícil para mim.

Vou tentar, Gabor. Por favor, continue.

Vera, a raça humana é afetada por inúmeros males e vícios.

E alguns deles nunca foram compreendidos...

nem mesmo pelos maiores cientistas.

Destes, alguns são tão medonhos e horríveis...

que a mente humana comum se recusa a crer que existem...

e os rejeitam como meras superstições.

E é por essa razão que, durante anos...

tenho pesquisado sobre um dos mais terríveis desses males.

E qual é?

É uma aflição que paira sobre a humanidade por gerações.

Um mal completamente diferente, que transforma homens em monstros.

Uma força diabólica...

que dá aos homens uma sede insaciável de sangue humano.

É uma doença que concede forças a monstros imortais.

- E sugam o sangue de suas presas. - E Katya?

Ela não caiu da torre, se é isso que imaginava.

- Alguém a matou. - Mas por quê?

Foi a primeira vez que ela veio aqui, não fez nenhum mal.

Talvez ela tenha sido vítima de um mal-entendido.

Talvez por causa do casaco que ela estava vestindo.

- O casaco era meu! - Eu sei disso.

Fiz certo em pedir que não saísse do castelo à noite.

Isso é terrível.

Simplesmente não entendo. Por que eu?

Vera não me peça para te explicar tudo.

É uma longa história e estou envolvido há anos...

em uma luta desesperada contra forças obscuras do mal.

E conhecê-la me deu um novo incentivo.

Sua mera presença aqui...

finalmente me concedeu a inspiração que eu buscava...

e renovou minhas energias, Vera.

Com sua ajuda, tenho certeza que vou conseguir.

Se ficar comigo e me ajudar, Vera.

- Mas Gabor, o que posso fazer? - Acredite em mim.

A força do amor é milagrosa se confiar nela.

Acredite em mim e, sobretudo, não repita nada para ninguém.

E não conte a ninguém o que acabei de contar.

Isso só tornaria as coisas mais difíceis.

Acho que você é sincero, Gabor. Tenho certeza.

Farei o que você me pedir.

Só espero poder ajudá-lo.

Só...

Só não fuja de mim novamente como fez ontem à noite.

- No jardim. - Ontem à noite?

Claro, Gabor. Não se lembra?

Quando eu descobri o túmulo aberto de Katya.

Quer dizer que me viu ontem a noite?

Mas, Gabor, eu não entendo.

Pelo amor de Deus, me ouça e faça o que eu digo.

Você está em perigo, eu te juro, Vera.

Mas quando a noite começar a cair nas torres do castelo...

cuidado com um perigo maior, não abra sua porta a ninguém...

nem mesmo para mim.

Eu te imploro, mesmo que ouça minha própria voz.

- O que está tentando dizer? - Diga que promete, Vera.

Está bem, Gabor. Confio em você.

Boa noite.

Onde diabos está o Frank? Por que não vão procurá-lo?

Ilona foi atrás dele. Foi há cinco minutos.

Ei, Lucas.

Este é um verdadeiro conhaque francês.

Quando formos embora daqui, não sobrará uma gota de licor.

O que está tentando insinuar?

Não estou insinuando nada, é um fato.

Procurei por toda parte! Frank sumiu!

Você não está no palco, não exagere assim!

Viu se ele está lá em cima?

Ele não está em seu quarto e nem em nenhum dos outros!

Não está em nenhum lugar do castelo!

Ele deve ter saído para dar um passeio, só isso.

Não se preocupe, ele vai aparecer.

Ora, aí está o nosso fantasma. O que eu disse?

Frank, bem na hora! Te procuramos por toda parte!

- Onde estava? - Fui dar uma olhada no rio.

É verdade. A ponte está destruída...

e a água está subindo. Toda a região está inundada.

Seria pior se ficássemos aqui?

Se pensa assim...

você é a única.

Conversei com o pessoal daqui.

É mesmo? Pensei que este lugar fosse deserto.

Me disseram coisas estranhas sobre este castelo.

O castelo de novo? Isso está ficando repetitivo.

Sei que parece bobagem. Mas os fatos falam por si.

O que quer dizer? Quais fatos?

Uma jovem desapareceu há pouco tempo.

Era de uma cidade próxima.

Encontraram o corpo dela em um campo não muito longe do rio.

Estava morta.

Dizem que há coisas estranhas acontecendo neste castelo.

Falam de um monstro que vaga em busca de vítimas.

Ah, sério? Nunca acreditei nessas histórias.

São para criancinhas.

Está tentando nos assustar com essa fofoca estúpida.

Não sou uma pessoa supersticiosa.

Mas há uma razão para todos terem medo.

Deve haver algo por trás isso. Katya não morreu por acidente.

Alguém a empurrou e estou convencido disso.

Devem pensar que estou louco.

Mas garanto que há um assassino neste castelo.

Tudo bem, mas sei que estou certo.

E juro que vou desvendar esse mistério.

Talvez eu esteja enganado.

Mas algo me diz que ainda não vimos o fim de tudo isso.

Algo vai acontecer, tenho certeza disso.

Querida, por que não me ouve? Você sabe que te amo.

Te amo mais que a própria vida.

Mas você só tira sarro de mim.

Você não está mais interessado em mim.

Nem no meu amor! E eu sei o motivo.

É porque não usa Dandy Candy! A pasta de dentes com vitamina!

Boa noite, querida.

Por que está me olhando assim, Lucas?

Você sempre gostou de mim.

Vim aqui para vê-lo hoje à noite...

porque quero estar perto de você.

Sempre fui hostil com você porque você nunca me atraiu.

Agora estou aqui, Lucas. Fale comigo como antes.

- Me diga, Lucas! - Eu... mas... eu...

- Diga que me quer, Lucas! - Eu... eu... eu...

Vamos, Lucas, diga que me quer!

Quem gritou?

Foi o Lucas! É a voz dele!

Lucas! Lucas!

Lucas! Acorde! O que houve?

Deve ter sido um pesadelo. Gritou sem motivo.

Não foi um pesadelo, era verdade!

O que foi?

Ora, Lucas, está agindo como uma criança.

Conte-nos o que aconteceu.

Katya...

Digo... eu a vi parada bem na minha frente!

Oh, não!

Não me diga que está sonhando com fantasmas agora, Lucas?

- Vou voltar para a cama. - Tome um comprimido, Lucas.

Vai se sentir muito melhor amanhã de manhã.

Boa noite.

Vocês estão certos. Foi só um pesadelo.

Isso, um pesadelo.

Não.

O conde me pediu para informar que a estrada está livre...

e o rio pode ser atravessado agora.

Há outra ponte e podem partir quando quiserem.

Verei o conde antes de partir?

Creio que sim.

Abram! Abram!

Não!

Não!

Acalme-se. Acalme-se.

Não há nada a temer.

Onde estou?

Acalme-se, não se exalte!

- Quero ir embora! - Você vai, mas não agora.

No momento você deve descansar.

Você gritou e tossiu a noite toda.

- O que disse? - Teve uma febre muito alta.

Delirou a noite inteira.

- A noite toda? Mas eu... - Não sei do que falava.

Sobre um monstro ou algo assim.

Deve ter uma imaginação muito fértil.

- Você precisa descansar. - Estou na cama desde ontem?

Sim, não saí do seu lado em nenhum momento.

- Estive sempre ao seu lado. - É tudo tão estranho.

Onde está Lucas?

- E onde todos os outros? - Lá fora.

Levantaram cedo e foram dar uma volta.

Devem voltar em breve, não se preocupe.

Agora você precisa descansar. Vou te trazer chá mais tarde.

Não!

Vera!

Por que você também a quer? Deixe-a.

Já estou cheio de você. Não tem nada a dizer.

Não a quero aqui conosco.

Não vou deixar você tê-la. Solte-a!

- Ele não pertence a este lugar! - Obedeça-me!

Cuide de Gabor e seja rápida.

- O que quer agora? - Mande-a embora.

Você nunca a substituirá porque ela é minha!

Espero por ela há anos, entende?

Espero por ela desde que a morte a tomou de mim.

Você é louco!

Ela não é sua esposa. Margarita está morta.

E ela nunca mais voltará.

- Pois eu a substituí! - Não! Vá embora, ouviu?

Suma daqui!

Não se meta em algo que não lhe diz respeito!

Ninguém pode tirá-la de mim! Ela me tornará imortal!

Vou detê-lo e vou matá-la!

Não! Não!

Não!

Não!

- Onde escondeu Vera? - Não é da sua conta! Vá embora!

Acha que ela pertence a você e não tem esse direito!

Está falando besteiras, Gabor.

É incapaz de entender que é ela, eu sei disso!

E lhe darei a imortalidade porque aqui é o lugar dela!

Vá embora, Gabor, se valoriza sua vida.

Não seja tão imbecil.

Destruirá todos os meus anos de esforço e pesquisas.

Posso lhe dar a peça que procurou por tantos anos.

Encontrei a fórmula que eu estava procurando.

É só uma questão de dias, você entende?

Não, suas esperanças estúpidas não me interessam.

Nada mortal pode me interessar agora.

Nossas duas existências não têm nada em comum, Gabor.

Sua vida não tem significado para você ou para os outros.

Você é ignorante sobre nossas verdades sublimes.

Mas eu posso salvá-lo, se você permitir!

Me salvar do quê?

De algo que você julga ser uma doença grave?

É uma magnífica conquista do intelecto...

e a maior glória já conhecida pela humanidade!

Então agora vá embora, já ouvi você demais.

Não ouse tocar nela.

Vou detê-lo com toda a força do meu ser!

Foi você quem pediu, Gabor!

- Está tudo bem, patrão? - Não precisa mais se preocupar.

Está tudo acabado agora.

Fico feliz pelo senhor e pela moça.

Senhorita Balázs.

Está tudo bem agora.

Gostaria de pedir que cuide de Vera.

Sim, claro. Será um prazer.

Beba. Vai se sentir melhor.

Obrigada.

- Foi horrível! - Acalme-se, Vera.

Não precisa ter medo, porque ele...

está morto agora.

Sabia que esse dia chegaria.

Aconteceria mais cedo ou mais tarde.

Orava todas as noites. Minhas orações foram atendidas.

E a felicidade voltou.

Poucos se dão conta da grande força da fé.

Mas a arma mais poderosa contra o mal é a oração.

Então você sabia desde o começo?

Certamente.

E acredite em mim, a vida foi bem difícil.

Mas o conde Gabor enfrentou uma terrível decisão moral.

Por anos, ele dedicou toda sua força...

à pesquisa e experimentação.

E descobriu um método pelo qual ele conseguiria...

fazer a maldição sumir para sempre.

Mas não teve coragem...

de perfurar o coração de alguém da sua família.

Mesmo que não fosse humano.

Pois o conde teria considerado um crime matá-lo.

E ele não conseguiu tomar essa decisão.

Lamento por ele.

- Cheguei a suspeitar dele. - É, eu sei disso.

E minha posição foi difícil, como lhe disse.

Sempre tive que ficar de olho em Zoltan...

e impedi-lo de entrar no castelo.

Pobre coitado. Ele gostava tanto do conde...

que jurou que faria justiça com as próprias mãos.

E mataria o monstro.

- Como se sente agora? - Melhor, obrigada.

- Então, o que está esperando? - O que quer dizer?

Por que não vai ver o conde?

Ele está aqui ao lado em seu escritório.

Está se torturando com sentimentos de culpa.

Sei o que ele está sentindo. Está solitário.

Terrivelmente solitário e precisa de alguém que o ajude a esquecer.

Ele te ama, Vera. Não sabia disso?

Você é uma bobinha mesmo.

Não sei porque estou perdendo meu tempo com você.

Obrigada.

Vera.

Obrigada.

Obrigada, Zoltan.

Ainda tenho alguns assuntos a tratar aqui no castelo.

E pretendo terminá-los.

Depois, ficarei com você.

Espere por mim, Vera.

Espere por mim.

FIM

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