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"'Azura', começou Hecate, 'Os nossos caminhos só se cruzaram em batalha.
A Boa Bruxa AZURA
"'Mas hoje estou perante ti à procura de um aliado.'"
Luz, estás a ficar toda contente.
Não consigo evitar. A Azura faz de todos um amigo.
Até da sua maior rival. Adorava ter esse tipo de poder.
Os rivais são para aniquilar, não para ser amigos. Continua a ler.
Fui engolido pelo teu horrível clube de fãs.
Está bem. "De repente, a porta abriu-se."
-Ding Dong. Piu, piu. -O livro ganhou vida. Queima-o.
Eda, tens uma encomenda. Parece ser um cabaz.
Provavelmente uma oferta.
Ser a bruxa mais poderosa da Ilha Escaldante tem as suas regalias.
-Carne fresca. -Não vou comer disso.
Bruxa comerem bebés é tão 1693.
-O que é isto? -Tem um bilhete.
TOME CONTA DO MEU FILHO ATÉ DE MANHÃ. Yi Yi
Não. Bebés são horríveis. Não vai acontecer.
SERÁ BEM RECOMPENSADA BEIJOS, a RAINHA MORCEGO
Rainha Morcego? Recompensa?
Quem é a Rainha Morcego?
É o demónio mais rico da Ilha Escaldante.
Conquista-a e tens futuro garantido.
É só mantermos esta coisa viva por umas horas e somos pagos.
-Fácil. -A nossa maior aventura até agora.
Aprender sobre amor e vida através dos olhos de uma criança.
Tu não. Tens de devolver os livros que requisitei da biblioteca.
Não quero que fique com uma parte do saque.
Bem pensado.
Vamos olhar para este amorzinho.
Bolas.
Pensando melhor, talvez precisemos da tua ajuda.
É melhor ir à biblioteca. Tenho de ir. Adeus.
Nós damos conta disto, certo?
Atrasado.
Café, relva e manchas de sangue? São da Eda, não são?
CARTÃO DE LEITOR REVOGADO
-Foi uma noite louca. -Eu ponho na conta dela.
Vamos fechar mais cedo para a chuva de meteoros da Estrela Chorosa.
Estrela Chorosa
-O que é isso? -Estás numa biblioteca. Lê um livro.
Estou numa biblioteca. Vou ler um livro.
SISTEMA DECIMAL DEMONÍACO NÃO ALIMENTE
SILÊNCIO
Desculpem.
REFERÊNCIAS
COMO VOAR
A CARREGAR...
Este sítio é fabuloso.
"O que julgas que estás a fazer?"
Fui apanhada. Finge ser um livro.
Espera.
"'Somos teus amigos e queremos ajudar', disse o Rapaz de Lata com um ganido.
"Otabin sorriu e começou a andar. 'Nunca tive amigos verdadeiros.'"
A Amity a ler para as crianças?
"'Então serei o teu primeiro', cacarejou a bruxa galinha.
"Otabin mal acreditava na sua sorte.
"Então, o encadernador Otabin, rodeado de amigos,
"atou um livro de amizade, e é o fim."
A Amity parece tão simpática e sorridente.
Talvez consiga ser amiga dela como a Azura ficou amiga da rival.
Muito obrigada.
-Adeus. -Adeus, menina Amity. Obrigado.
Obrigada eu, Braxas. Até à próxima.
Tu.
Amity... Ups. A ler para as crianças.
Parece que a tua amargura tem um centro doce escondido.
É para crédito extra. Não faças esse alarido.
Eu podia ajudar com as crianças.
Podíamos ler à vez. E fazer vozes.
Faço a melhor voz de monstro.
Humana, vês-me a ir à Barraca Coruja
e chatear-te enquanto fritas corujas?
Não sei o que fazes lá,
mas cada vez que te aproximas, meto-te em sarilhos. Deixa-me em paz.
Desculpa.
-Lá se vai a amizade rival. -Vais deixar que ela te afete?
-Quem são vocês? -Admiradores numa missão.
-Uma missão nobre. -Olha para isto. Mittens.
A mãe disse para parares de esquecer o almoço.
-E para de ser parva com a tua amiga. -Ela não é minha amiga.
Sim, faz sentido. Ela parece fixe demais para ti.
-Sou? -Já podem ir. Todos.
És a humana de que tanto ouvimos falar.
Sou a Emira. Este é o Edric. Somos os irmãos mais velhos da Amity.
Soubemos de como a envergonhaste na escola
e na clãvenção de bruxas na semana passada.
Não admira que te odeie.
Eu sei. Nada disso foi minha intenção.
Pensei que éramos muito porreiros mas somos uns falhados.
Não percas tempo com a Mittens. Eu e o Ed somos muito mais divertidos.
Segue-nos.
FICÇÃO - NÃO-FICÇÃO
E vamos em direção à nossa secção de não-ficção.
Ficção? O nosso mundo é só ficção?
Então o que é real na minha vida?
Não. Outra vez não.
Então.
-Espera. Onde está o Gary? -A caminho. Não.
Tornaram a leitura demasiado divertida. Não voltem.
A Amity ainda está mais chateada comigo. Não pensei que fosse possível.
Não. Quando a Mittens fica zangada, ela fica assim.
-Quase desmaiei. -És muito divertida, humana.
Vamos voltar esta noite.
Há um certo livro que nos esquecemos de requisitar.
E bónus, dizem por aí
que a Estrela Chorosa deve desbloquear um evento mágico raro.
-Alinhas, amiga? -Claro.
Ótimo. Vem ter aqui à meia-noite.
-Até logo, Luz. -Adeus. Isto é ótimo.
Primeiro, amizade com os irmãos, depois, com a Amity.
Quase desmaiei.
Já passaram horas. Porque continua a gritar?
Também odeio, minorca, mas pensa no dinheiro.
Nenhuma quantidade de caracóis vale esta tortura.
-Fá-lo parar. -Não acredito que vou fazer isto.
Embala. Embala. Gesto maternal.
Tive um dia fantástico. Adolescentes fixes como eu.
Chamem-me livro da biblioteca, porque eles requisitaram-me.
Eda, parece tão maternal.
Volta a dizer isso e roubo-te a língua.
Como pode dizer isso ao pé deste bebé fofinho?
A parentalidade parece recompensadora. Desfrute das lições de vida. Adeus.
-Pelo dinheiro. -Pelo dinheiro.
Tenho de ser fixe.
Fixe? Não. Fixe.
Continua. Isto é divertido de ver.
Pronta para levares isso para dentro?
Diz para não invadir, mas sou alérgico a regras.
-E laticínios. -Está bem. Expõe-me.
Anda.
Estou numa entrada com pouca luz. Vocês sabem como festejar.
Ali. A Estrela Chorosa.
-Não aconteceu nada. -Espera.
Os livros estão brilhantes.
A Estrela Chorosa enfeitiçou os livros com vida.
REVISTAS - Pouco Duquesa ARTIGOS DE BRUXA SEMANAL - Costura Real
NOVELAS GRÁFICAS
Nada aconteceu...
BOLAS DE NEVE A História
OTABIN O Encadernador
O que cala as crianças?
E se inventarmos um canal de televisão para idades dos seis aos onze?
Isso é de loucos. Só há uma forma de fugir disto.
Tiras de maçã e histórias.
Muito bem, canalha. Vamos a isto. Cuidar de crianças está a enojar-me.
"Otabin passava os dias a sós entre os livros onde dava nós.
-"Com agulha e linha..." -"...as páginas cosia.
"Mas o tempo todo um amigo ele queria."
-Amiga? -Luz, olha isto.
Olha o que descobrimos.
Os Quá-quás Comem Petiscos Quá-quá vê uma maçã
Que patinho giro.
Agora é super giro.
É a tua vez, Luz.
-Não sei. -Anda lá. Não pares a diversão.
-Não consigo. -Deixa-me ajudar.
Não quero ver.
Como queiras. Não viemos aqui para desenhar. Anda.
Romance da Ilha Escaldante. Isso é muito foleiro.
A não ser que vocês gostem.
Acho que gosto deste.
A BRUXA SOLITÁRIA E O QUARTO SECRETO
É um bom livro.
O vosso clube é o meu derradeiro esconderijo secreto.
Não convivemos na biblioteca.
"Professora, estou apaixonado por um dicionário."
"Estou a estudar as artes cromas." Este é o esconderijo secreto da Amity.
A Mittens anda muito convencida.
Continua a fazer queixa quando faltamos às aulas.
Precisa de aprender a não se meter assim com as pessoas,
por isso, vamos encontrar o diário dela.
E depois colar a páginas por toda a escola pra todos verem.
O quê? Isso não é demasiado?
Não. Somos a família dela.
É amor bruto. Ela precisa de aprender a acalmar.
Não vejo diários aqui. Nada. Vamos embora.
Espera. Aquilo é...
Livros da Boa Bruxa Azura do primeiro ao quarto volume.
Têm disto na Ilha Escaldante? Tão majestoso.
Esta capa é desenhada à mão?
Voltei a ver aquela humana.
-O diário. -Posso ter exagerado.
Não quero parecer cruel. Apenas não posso mostrar fraqueza.
-Não. -O que tens aí, Luz?
Nada. É só a Boa Bruxa Azura 5, onde ela passa por uma fase gótica.
Não, esperem.
Não é justo. Sou a única que sabe que o Ed e a Em não são perfeitos.
Porque é que se continuam a safar com as coisas?
É isto.
Luz, estavas a esconder-nos isto?
Vês como ela trata as pessoas. E como te trata.
Sei que a Amity pode ser fria, mas ninguém merece isto.
Isto são pensamentos privados. Vamos colocar no sítio.
-Ela precisa disto. -É para o bem dela.
Quem me dera ter para onde ir.
Porque é que a humana não me deixa em paz?
Chamei "mãe" à minha professora.
Desculpa não escrever há um tempo. Espera. Porque estou a pedir desculpa?
A sério?
Não é o que parece.
Vocês são do piorio. Mas tu...
Tenho tentado perceber qual é a tua.
És uma impostora? Uma croma?
Já sei. És uma rufia, Luz.
Amity.
-A Mittens acabou com a diversão. -Outra vez.
Vamos derrubar duendes. Queres vir?
-Vocês vão embora? -Sim, contigo.
Olhem, vocês são fixes.
Mas preciso de falar com a Mittens. A Amity, digo.
Muito bem. Até logo, fofinha.
Amity, espera.
Primeiro, envergonhas-me. Depois tentas ser minha amiga?
-Não te percebo. Escolhe um lado. -Por favor, ouve-me.
Vai embora antes que as coisas piorem.
Otabin?
Com garras e presas e ossos partidos,
encontrei alguém para ser meu amigo.
-Luz! -Amity!
-Luz! -Amity.
Porque estás a fazer isto. Já te leio desde criança.
Sei que não és assim. Alguém te mudou.
Mas amigos são o que sempre procurei.
E agora, um amigo com as garras apanhei.
-Azura? -Quase.
Está bem escolhido? Interpretei um pouco as descrições.
-Luz. -Certo.
"A boa bruxa Luzura pegou no seu fiel cajado."
Muito bem, adorado trabalho de ficção para crianças. Larga-a.
Não és fã da Azura, pois não?
Fazer amigos, tirar amigos, nunca ficar sem amigos.
Seu malvado. Não podes rimar "amigos" com "amigos".
-Ótimo trabalho, Luzura. -Estava a tentar salvar-te.
Não importa. Vamos ficar aqui presas para sempre.
Não vamos nada. Segue a minha deixa.
-Um, dois, três. -O que estás a fazer?
Volta aqui.
-E agora? -Não sei.
Nem pensava que iria resultar. Estava tipo...
Amigos.
-Luz! -Eu!
Contorces-te e lutas a berrar e a gritar.
Mas a amizade irá sempre ganhar.
Terceira dimensão, como senti a tua falta.
Temos de ser amigos até ao fim. Não há rasgão bom demais para mim.
"A Luz tem de corrigir um erro."
BORRACHA MÁGICA
Luz, rápido.
Lamento muito. Não sei o que me deu.
Tudo bem. Ainda somos amigos.
Que aventura. Obrigada por ajudares a limpar.
Isto nunca aconteceu.
Espera. Não compensa por ter lido o teu diário,
mas queres que te empreste isto?
Reparei que só tinhas até ao quatro.
Obrigada.
Talvez não sejas rufia.
Também não fui uma bruxa muito amigável.
Vou pensar nisso.
Malta, cheguei.
-Piu, piu! -Hooty.
Deves ser a mamã.
Sim. Sim. Mamã é eu. E eu é a Rainha Morcego.
Coisinhas fofas.
Por problemas. O que é devido à Eda.
Bebés queridos. Bebés? Onde estão os bebés?
E tinha ensinado o Junior a arrombar fechaduras.
A vossa noite parece bem sucedida. Olhem o dinheiro que fizeram.
E olhem este apito fixe que a senhora assustadora vos deu.
Eu lavava-o antes de usar.
Sim. Fizemo-lo por dinheiro.
Sinto falta dos meus bebés.
Trouxe-vos algo da biblioteca.
Lidar com a Síndrome do Ninho Vazio
Obrigada, miúda. Como correu a tua noite?
Bem. Depois mal. Depois talvez bem.
Querem ouvir a minha noite?
-Não. -Nunca ninguém quer isso.
Legendas: Pedro Barbosa
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