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Vê com atenção, Luz.
Póquer de feitiços é o jogo mais manhoso da Ilha Escaldante.
Qualquer bruxa o sabe jogar.
Caramba. Cartas.
Os retângulos de papel que os idosos acham divertido.
Quando parece que o baralho está contra ti,
é quando sacas do trunfo.
VENCEDORA: EDA
Ganhei. Na tua adorável cara de coruja.
Adoro a sensação de vitória. É fofinha?
Eda, está a acontecer de novo.
-O que está a acontecer? -A maldição está a voltar.
Bolas, isto é terrível. Já não tenho elixir.
A última vez que aconteceu, transformou-se nesta coisa.
Sei que devia ficar repugnada, mas esse olhar é feroz.
-Eda. -Tens razão.
-Precisamos de ir ao mercado. -Mercado.
Vou roubar tudo que não esteja pregado ao chão.
Antes de irmos, alguém quer jogar mais uma partida de Póquer de Maldição.
Onde estão as minhas cartas?
Pega nisto e voa daqui. Ela vai ter de nos seguir.
Coruberto, seu mau perdedor. Devolve-me as cartas.
-Abre, Morton. -Só um minuto.
Há algo melhor do que observar pessoas no Reino dos Demónios?
Espera.
Raios.
-A maldição das pernas pequenas. -Conheço essa dor.
Que desfile sinistro.
Não é um desfile. São caçadores de demónios.
Perigosos nómadas que capturam e vendem as bestas mais poderosas.
Que me estou prestes a tornar se não abrires, Morton.
Desculpa, Eda, estive a pé toda a noite a provar venenos,
e por alguma razão não me sinto bem.
-Já não tenho sumo, amigo. -Caramba. Deixa-me ver o que posso fazer.
A Willow e o Gus.
Olá, amigos. Esperem. O que se passa? Quem magoou os meus bebés?
Elas.
A Amity está a fazer uma invocação ao luar e convidou todos menos nós.
E continua a publicar sobre isso na conta dela do Penstagram.
É NOITE DE INVOCAÇÃO! NÃO SÃO PERMITIDOS CROMOS!
Que palerma. O que é uma invocação ao luar?
Passas a noite em casa de alguém, a contar histórias, a fazer jogos.
Como uma festa do pijama. Nós fazemos isso.
Depois, dás vida a algo com magia da lua.
Como uma festa do pijama estranha.
Eu e o Gus nunca estivemos numa. São precisas três pessoas e...
Sou três pessoas. Nós somos três, digo.
E somos bem melhores que elas.
Desculpa não teres recebido convite para a invocação, Willow.
-Só são permitidas bruxas verdadeiras. -Deixa-a em paz.
Não tem culpa de ter nascido sem talento.
Não percas tempo com elas.
Porque vamos fazer a nossa invocação ao luar.
A sério? Isso está na minha lista de desejos.
A seguir a ter um balde humano.
É uma coisa estranha para se querer mas aprecio o entusiasmo.
Vou contar à Eda.
Tenho boas e más notícias.
As más, é que não tenho até à próxima semana.
As boas, é que as penas são um bom visual para ti.
-Morton. -Caramba.
Porque é que esperaste até agora para reabastecer?
-Tenho andado muito ocupada. -Pois, ocupada a jogar póquer.
-Está obcecada com isso. -Não estou nada obcecada.
-Estás a jogar neste momento. -Estou a ganhar?
Não sugiro isto a qualquer um,
mas se precisas do teu elixir, podes tentar a sorte logo à tarde.
No Mercado Noturno?
Há lá um tipo com uma banca. Dá pelo nome de Grimm Hammer.
Se alguém tem o que precisas, é ele.
Eda, eu, o Gus e a Willow vamos fazer uma invocação ao luar
e esfregá-la na cara da Amity, podemos...
Esta noite, não. Vou sair. Preciso que vigies a casa.
-Tenho lá muitos objetos preciosos. -Como eu.
Tu vens comigo.
Preciso de olhos extra por causa dos carteiristas.
E umas mãos extra para o caso de querer roubar.
Roubar carteiras!
Então, talvez eles possam vir até casa e...
Não. Além disso, invocações são idiotas. Sentar em círculo de mãos dadas.
É como magia para bebés.
-Mas... -Luz, o que disse a Eda?
-Portanto, malta... -Olhem.
A lua está a posicionar-se.
E os poderes celestiais alinham-se só uma vez por ano.
Não acredito que tenho amigos que chegue para uma invocação ao luar.
Obrigada, Luz. A Eda disse que estava tudo bem?
Sim. Ela disse que sim. Podemos fazer na Casa Coruja.
Desde que não desarrumemos ou toquemos em nada
ou falemos do que fizemos.
-Boa. -És a maior.
Vamos fazer uma invocação
Invocação, invocação
Luz, ficas responsável enquanto saio.
Certifica-te que o Hooty não se mete em sarilhos.
Piu, piu. Não preciso de ama-seca. Já sou grande.
Pode contar comigo. Nunca trairia a sua confiança.
Estás a agir de forma suspeita.
Estás a esconder-te no teu capuz.
-Não estou. Onde está o Rei? -Está aqui mesmo.
O seu corpinho desfalece quando fica leve. Olha para isto.
-Tão pendurado. -Seja como for, tenho mesmo de ir.
E, Luz, se estragares a casa, nunca mais confio em ti.
Sem pressão. Adeus.
Devia mesmo fazer isto? Não. A Willow está a contar contigo.
-Muito bem, ela já foi. -Soltar. Sou sorrateira.
Tenho folhas nas calças. E gosto.
Companhia. Viva. Finalmente, alguém para ouvir as minhas histórias.
Uma vez, um pardal voou para a minha boca e eu...
Então?
Bem-vindos à sala de viver.
Chamamos-lhe assim porque tecnicamente está a viver.
As paredes respiram. Olhem.
-Encantador. -E olha todos estes tesouros humanos.
E humanos.
Temos petiscos e música estranha.
-Temos um balde. -Temos, meu rapaz.
E melhor de tudo, temos amigos com quem fazer a invocação.
-Isto é tão emocionante. -Como funciona essa invocação?
Primeiro, encontramos um objeto para animar.
Como é a nossa primeira vez, temos de escolher algo belo.
Como este homenzinho estranhamente musculado?
-Sou meio musculado, meio Bob. -Sim, ele é perfeito.
Não é bem o que chamaria de belo.
-Muito bem, será o rapaz musculado. -Boa.
Esta noite, será ressuscitado.
De acordo com os livros que li,
dizemos o encantamento e ligamo-nos ao boneco.
Figura.
Luar, chamamos, cantamos. Luar, aproveita a oportunidade.
Luar, une as cordas.
E não sei a letra.
É a tua deixa, homenzinho.
Malta, a casa deu um soluço?
-Homenzinho musculado, o que fizeste? -Um homem a sério nunca se responsabiliza.
Não, acho que animámos a casa por acidente.
A casa?
Hooty, tens de parar.
Pelo poder do luar, ressuscitei. Piu, piu.
Ele está em transe.
Gus.
A nossa magia espalhou-se pela casa em vez do boneco.
Figura.
Hooty, para.
-Como fizeste isso? -Willow, Gus, voltem a dar as mãos.
Estamos a controlá-lo com o poder da amizade.
E a lua. Provavelmente a lua.
Isto é fantástico. O que fazemos agora?
Por um lado, devíamos ficar quietos.
Por outro lado, temos uma casa andante gigante
e devíamos aproveitar o passeio.
Está bem. Mas temos de voltar antes de a lua se pôr ou a Eda mata-me.
Boa! Passeio!
Mercado Noturno
A maldição. Preciso rapidamente do elixir.
Tu. Sabes onde posso encontrar o Grimm Hammer?
Aquela é...
É a Boscha. A rapariga que gozou connosco.
Sim, mãe. Vou a uma invocação ao luar.
Não, mãe. Não podes vir. E sim, mãe, é triste estares a pedir.
Ela viu-nos. O que fazemos?
Ó, tu.
Devias parar de ser tão má para as pessoas.
És um bocado parva.
Uma casa falante a dar-me um sermão?
Como queiras. Atiro-te papel higiénico como fiz ao resto do bairro.
Mas não vês? Não sou uma casa qualquer.
Nunca preguei partidas a ninguém. E agora ganhei-lhe o gosto.
Devíamos segui-la até casa da Amity e exibir a nossa invocação.
Vai mostrar-lhe quem não tem talento.
Começo a pensar que devíamos voltar.
A Amity está a atualizar o seu Penstagram.
UM OLÁ PARA AS MINHAS COLEGAS BRUXAS #OSHUMANOS QUE SE LIXEM
Vamos.
Olá? Procuro aquele a quem chamam Grimm Hammer.
Eu sou aquele a quem chamam Grimm Hammer.
Bem-vindos.
Tenho armamento de Hinterlands, maldições das Winterlands
e gomas.
-Gomas! -São letalmente deliciosas.
És o Grimm Hammer?
Tibblet-Tibblie Grimm Hammer o Terceiro. Por favor, chamem-me Tibbles.
Ele quer ser chamado isso.
Muito bem, Tibbles. Preciso de algum deste elixir.
Esta é uma mistura malvada. Tens sorte que acabei de me abastecer.
-Dou-te dez caracóis. -Acrescenta dois zeros e temos acordo.
Mil caracóis? Que tipo de jogada é essa?
Capitalismo. Todos ganham, menos tu.
Então?
-Diz-me, jogas póquer de feitiços? -A sério? Agora?
É assim que se chama o jogo? Estava apenas a usar isto como bases.
E se tornarmos isto interessante? Se eu ganhar, dás-me o elixir.
-Se tu ganhares, ficas com algo meu. -Que divertido. Combinado.
Olha, a casa da Amity.
Está na hora de mostrar à Amity uma verdadeira invocação.
O que se passou?
Aquilo é uma besta gigante?
Truz, truz.
Hooty, tens de acordar.
Para isto terminar como estás a dizer, três têm de dar as mãos para acontecer.
-Willow, ajudas-me com o Hooty? -Desculpa, Luz.
Não devias pedir-me ajuda para nada.
Willow.
-A casa parou de se mexer? -As minhas entranhas não.
Pega na casa e arranca o demónio da casa.
Podemos vendê-lo a restaurantes como carne exótica.
Não. O Hooty iria saber muito mal.
Tenho um gosto refinado. Piu, piu.
O que fazemos com os vermes?
Atirem-nos do penhasco.
Muito bem, miúdos. Eis o fim das vossas curtas vidas.
Espera. É isto que queres fazer da vida?
Atirar crianças de penhascos?
Na verdade, sim. É o meu sonho desde criança.
Eu era uma criança estranha.
Se não morrermos agora, morremos quando a Eda souber da casa.
Luz, lamento muito.
Tu querias voltar atrás, mas eu queria exibir-me à Amity.
A verdade é que nós éramos amigas.
O quê?
Brincávamos em criança, mas quando ela ganhou poderes mágicos e eu não,
ela parou de andar comigo.
Malta, será que é a melhor altura?
Só queria provar-lhe que também era uma bruxa poderosa.
Isso é ridículo. Ajudaste a dar vida a uma casa.
A Amity não sabe do que fala.
A seguir à Eda, és a bruxa mais poderosa que conheço. Sem ofensa, Gus.
Claro que não. Sei o que sou.
-Esta árvore não nos aguenta muito mais. -Consegui.
Agora, se conseguir chegar àquela raiz. Feito.
Foi duro de ver.
Seu batoteiro. Enganaste-me.
Parece que te esqueceste do meu trunfo.
Sim.
Seja como for, agora queria o meu prémio. E escolho o rapazinho dos ossos.
Sempre quis um criado minúsculo para posar a linha de roupa infantil.
Não fico bem de roupa. Sou todo ao natural. Eda, faz algo.
Não posso fazer magia.
Achas que isto me trava? Ainda consigo morder-te os tornozelos.
Achas que não sei quem és? Eda, a Mulher Coruja.
É isso mesmo. Vi os cartazes de procurada por aqui.
Imagino quanto o Clã do Imperador me pagaria para te entregar.
Sim, eles tentaram dar luta, e quase me apanharam.
-Mas eu tratei de tudo. -Eram crianças, Tom.
Podemos ser crianças, mas também somos bruxos. Dos poderosos.
Malta, rápido.
Não quero estragar esta vitória, mas temos de voltar antes da Eda.
"São só crianças, Tom."
Rei, desculpa.
Rei? Quem é o Rei? Agora sou rapazinho dos ossos.
Sei que tenho um problema. Fico obcecada com o póquer.
Mas já me fartei desse jogo estúpido. Olha.
-Prometes? -Prometo.
Está bem.
Vou buscar-te o elixir e depois podemos sair daqui.
Rapaz dos Ossos, não farás nada disso.
O Clã do Imperador já vem a caminho
para enviar esta bruxa para o Conformatório.
E desencantei mais umas roupas para experimentares.
Lá por ter corpo de modelo não significa que me possas usar assim.
Posso e vou usar, Rapaz dos Ossos. Tenho as cartas contra ti.
E nada me pode travar.
Nada!
Desculpe, senhor.
-Espera, era a minha casa? -Eda, rápido.
-Não, a minha banca de vigarice. -Desculpa, Tibbles, meu velho.
Parece que te esqueceste do trunfo.
Maldita sejas, bruxa. Maldito sejas, Rapaz dos Ossos.
Terei a minha vingança.
Tibblet-Tibblie Grimm Hammer o Terceiro terá a sua vingança.
Conseguimos?
O quarto está a rodar ou sou só eu?
Apenas um pouco de humor caseiro.
-Desculpa, Hooty. -Tudo bem. Fico contente por ser incluído.
-Bolas. -Estás tão tramada.
-Caramba. -Fizeste uma invocação ao luar.
-Pois fiz. -E animaste a casa. A minha casa!
-Sim. -Não castigue a Luz.
Fomos nós que a levámos a fazer a invocação.
Se me vai comer, força. Coma agora.
-Não tinhas de fazer isso. -Sim, Luz, tinha.
São todos culpados,
por isso serão castigados a limpar a minha casa de cima a baixo.
E outra coisa...
Aquilo foi espetacular.
E vou juntar-me a vocês na invocação do próximo ano. Agora, ao trabalho.
Não acredito que animaram a casa toda.
Tens razão. É preciso alguma magia poderosa.
Sabem, ainda gostava de nos termos exibido à Amity.
Sim. É pena que ninguém saberá das nossas aventuras.
E qual é o problema de não mexermos uma boneca?
Agora, temos tempo para o que interessa.
Penstagram.
MEU DEUS VIRAM ISTO? #CASAANDANTE - #ESTOU A SONHAR?!
QUEM SÃO ELES?!
O quê?
Legendas: Pedro Barbosa
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