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Para de fugir adoravelmente, seu...
Bem-vinda à Casa Coruja.
Não era um sonho.
Bom dia, mundo de fantasia assustador.
Bom dia.
Bom dia, meu pequenino.
-Não sou o teu pequenino! -És, sim.
Eu sei.
SENHORAS E REI
Olá, Luz.
Só estou a desejar-te bom dia. Caramba. Piu.
Desculpa. Hooty.
A Boa Bruxa AZURA
Chegou a hora, rapariga.
O teu primeiro dia na Ilha Escaldante como aprendiz de bruxa.
Por favor, tem roupa de bruxa.
Sim, boa.
OLÁ - CHAMO-ME Aprendiz de Bruxa LUZ
Bom dia, Eda, a Mulher Coruja.
Estou pronta para o primeiro dia de Formação de Bruxa.
Quem és tu?
Lembra-se de mim? A Luz?
Libertámos os oprimidos e derrotámos o malvado diretor.
-Ontem? -Miúda, deixa os detalhes.
30 Sedutora
Nem sequer bebi o sangue de maçã.
-Quer dizer sumo de maçã? -Não.
Ensine-me feitiços. Quando recebo o cajado mágico?
Devia ter trazido as minhas runas?
Tem uma missão mágica perigosa para mim?
Tem calma, miúda. Ser bruxa não acontece da noite para o dia.
Além disso, estás enrolada num robe
e com o cone de trânsito mais sujo que já vi.
-Mas um cajado mágico? Queres mesmo um? -Mais do que tudo.
Cajado mágico, vem até mim.
É cedo.
As bruxas recebem o cajado na escola.
Comigo como professora, teremos uma abordagem diferente.
Vais ter de trabalhar por ele.
Dirijo vários negócios. Ao fim de semana, ofereço raros tesouros humanos
que o Coruberto arrasta do outro lado do reino.
Irei punir os meus inimigos. Dos seis aos onze anos.
Mas a maioria dos dias vendo apenas os melhores elixires e poções caseiros.
ÓLEO DE COBRA
Ninguém quer uma cobra sem óleo. Segue-me.
Hoje, entregas encomendas e vendes poções naquela cidade.
Distrito dos Ossos.
Tens de ter cuidado.
Tenho rivais que adorariam destruir-me negócio
e a ti com ele.
Querias uma missão mágica perigosa? Irmã, aqui a tens.
Não a vou desiludir, Senhora Eda.
Tenho a certeza.
Não faças amizade com o homem de sandálias e mede sempre duas vezes antes de cortar.
Boa sorte.
Desculpa interromper a tua soneca, mas tens de ir com ela.
O quê? Mas encontrei o lugar perfeito. Porque tenho de ir?
Ambos sabemos que se vai perder ou ser comida, talvez os dois.
Não vou.
E também porque trabalhas para mim. A menos que queiras pagar renda.
Voltem ao anoitecer ou arriscam perigo mortal.
-Tenham uma boa viagem. -Vamos acabar com isto.
NÃO CACHORRO
É feio ficar a olhar.
Só vi sítios destes em sonhos. É incrível.
-E sou a única humana aqui? -Não vi mais nenhuns.
Deve haver uma razão. Porque estou aqui?
E se eu, Luz Noceda, uma normal adolescente,
tinha um percurso predefinido de grandeza? Tal como a Azura.
Pois. O percurso da Azura envolvia entregar creme de bolhas?
VAI EMBORA BOLHA
Hoje entrego encomendas,
mas amanhã ganharei o respeito de todos
da Ilha Escaldante com o meu talento mágico.
Boa sorte. A Ilha Escaldante não é mais que uma fossa de desespero.
Mais uma fossa de encanto.
O que tem quatro cascos e quer comprar uma poção? Este tipo.
Os meus olhos estão aqui.
Sei que tive encanto que chegue para um dia.
Pensei que ser a única humana num mundo mágico me faria especial,
mas pelos vistos, só faz com que gritem comigo ou me comam.
A esta hora, a Azura já teria sido enviada numa missão encantada.
Onde está o meu feiticeiro das missões?
Desculpa desiludir-te, Luz, mas ninguém aqui se veste tão bem.
Tem sido um dia duro.
Vamos entregar a última encomenda e vamos para casa.
Talvez este mundo não seja o que pensei...
Lindo.
Casas grandes são sempre de grandes malucos.
Vamos chutar a encomenda lá para dentro e sair daqui.
-Olá? -Espera.
Espera.
Vim entregar uma encomenda da Senhora Eda, a Mulher Coruja.
O dia acabou de melhorar.
-Um feiticeiro mágico. -Um velho estranho de pijama.
Estava no meu Oscilário a ler as estrelas.
E quem poderia ser, com os olhos cheios de curiosidade?
-Eu sou... -Menina, atrevo-me a dizer,
que sinto algo único em si.
Juntam-se a mim para um chá, por favor?
Está bem.
Vamos embora. Os feiticeiros são só velhos com purpurina nos bolsos.
Não confio nele.
Mas as estrelas do robe brilham. E tem uma rosa bebé na barba.
-Além disso, vejo scones na mesa. -Onde?
Adorávamos beber um chá.
Vende poções, Sr. Feiticeiro?
Por favor, chama-me Adegast. E sim, tenho um pequeno negócio.
Devia gerir um pequeno negócio de mais scones na minha boca.
Surpreende-me ver-te aqui.
Era do meu entendimento que a própria Eda entregava as encomendas.
Sou uma espécie de aprendiz dela.
E o que estás a achar da experiência?
Posso ser honesta, Sr. Adegast?
Quando decidi ficar neste mundo mágico,
achei que estava talhada para algo especial.
Mas a Eda acha que sirvo para as tarefas, e acho que vim ao lugar errado.
-Tenho uma... -Uma missão?
Não me deixaste terminar. Tenho uma questão.
-Gostarias de ir numa missão? -Sim.
Devo ter a coisa certa.
VILA DAS FADAS FELINIA
A profecia fala de uma jovem humana que reclamará o Cajado Celestial
e libertará este mundo do mal antigo.
LAGO CELESTIAL
Talvez tenhas vindo cá por uma razão.
Talvez tenha.
Se te achas merecedora de tentar esta missão...
Tão merecedora.
...precisas de saber que a estrada é escura e perigosa...
Adoro perigo. Grande fã de perigo.
...e apenas o Eleito pode retirar o cajado do seu lugar.
-Eleito. -Bonita história. Fantástico.
Seja como for, a comida foi-se e nós também.
Sim, temos de partir para esta missão encantada. Alinho.
Fantástico.
Rei, que tipo de Eleita devo ser?
O quê?
Devo ser cheia de otimismo e bondade, como a Azura?
Ou devo ser uma Eleita má
com verniz preto e uma atitude misteriosa indiferente?
"Comporto-me como se não me importasse, mas importo-me."
Estão a falar de meninas malvadas? Esperem. O que se passa?
Eda, diz à Luz quão idiotas são os feiticeiros.
Os feiticeiros são do pior. Nunca confies num homem em cortinas informais. Porquê?
O teu cliente feiticeiro disse à Luz que ela era...
-Era a Eleita. -Espera. A Luz?
Até lhe deu um mapa.
Deixa-me ver esse mapa.
Não achas que é verdadeiro, pois não?
-O quê? -Este mapa é um disparate.
Não há nenhum lago com um Cajado Celestial na Ilha Escaldante.
Teria-o roubado há anos.
Não te preocupes.
Mais dois meses aqui e não parecerás tanto um alvo.
Dão-me um momento a sós?
Talvez tenham razão.
ITO
O ELEITO
O PERCURSO APENAS SURGIRÁ A QUEM MERECER
Por isso a Eda não o conseguia ver. Mas merecerei mesmo?
Só saberei se tentar.
Finalmente. Todo aquele riso maldoso deu-me sono.
Acorda. Disseste que o feiticeiro era meu cliente?
Sim. Agora vai embora.
Não o conheço assim tão bem,
e não confio neste desejo que está a criar na humana.
Menos conversa, mais soninho.
Luz?
Bolas.
-Hooty, para onde foi ela? -Piu, piu.
Se procuras uma resposta digna, numa semana resolve o enigma.
Está bem. Entrou na floresta em direção ao Distrito dos Ossos. Credo.
A ABANDONAR OS LIMITES DO DISTRITO DOS OSSOS
A minha primeira missão mística.
Tenho o meu pergaminho, o meu otimismo jovial,
a minha arma de confiança.
Pelo poder de Skullgar! Tenho as pilhas gastas.
Pergunto-me se fiz a escola certa ao vir aqui.
Estou a ver. Então, és a Eleita.
O Cajado Celestial devia ter-me Eleito,
Nevareth Bladestrife, jovem príncipe de Angstmore.
Sim, fiz a escolha certa.
Foi aqui que conhecemos os scones. O feiticeiro, digo.
Não era assim antes.
Não gosto disto.
Não gosto mesmo nada disto.
Nevareth, a tua história de vingança é tão convincente,
e adoro ser o teu parceiro animal.
Depois de a minha vila ser consumida, o meu coração só conhece a vingança.
Nevareth.
Menina Luz, acha que o amor pode florescer no campo de batalha?
Esta missão está a questionar de todas as formas certas.
Que vidinha. Para passar a ponte, têm de resolver a minha adivinha.
Diz, homenzinho peludo.
A tua missão deve terminar se fracassares este jogo.
Diz-me, minha querida, como me chamo?
-Chris? -É isso mesmo.
Podes passar a ponte. E, por favor, leva isto, Eleita.
Irá ajudar-te na tua jornada.
-Isto é fabuloso. Obrigada. -Precisas de uma capa?
-Não, acho que estou bem. -Podes usar a minha camisa.
Sim, preciso de uma capa.
Três vivas para a Eleita.
-Hip, hip. -Hurra.
-Hip, hip. -Hurra.
-Hip, hip. -Ó, não!
Tens a certeza de que veio aqui?
Não me engano no odor dela. Como limões e confiança jovem e ingénua.
Tu, acorda.
O que fizeste com a Luz? Qual é o teu objetivo?
Para encontrares a tua aluna e a tua fúria olha em frente e segue a trajetória.
-O gato derreteu. -É uma armadilha.
-Querem que siga a Luz. -O que fazemos?
Obrigada por me convidar para o banquete, Princesa.
A comida era toda minúscula e engraçada.
Para ti, Eleita.
Obrigada. Foram todos tão gentis e atenciosos.
Espero que esta missão nunca termine.
A tua missão em breve terminará, pois ao virar da esquina o cajado estará.
Obrigada por estragares o ambiente, Chris.
Vai, Eleita. O Cajado Celestial é teu.
Mereceste-o.
-Adeus, Senhora Luz. -Adeus, adoramos-te, Eleita.
Sabia que não era tudo tristeza e desgraça como eles disseram.
Há encanto aqui, acho que vim por uma razão.
Muito bem, é agora. O momento da verdade.
Sim, sou a Eleita. Eu sabia.
Sempre suspeitei que havia uma razão
para ninguém entender as minhas excentricidades.
Agora, tenho provas concretas.
Não.
O quê?
Conheço este tipo. Não é feiticeiro. É um bonequeiro,
um demónio especializado em enganar e manipular pessoas.
Está a usar a Luz para chegar a mim.
Pois, e estamos a voar diretamente para a armadilha. Viva.
Se conseguires pensar num plano melhor, adorava ouvi-lo. Tu, mais rápido.
-Luz, a humana. -Feiticeiro mágico?
O teu orgulho falhou-te, aprendiz de bruxa.
Luz, não entres em pânico. É trabalho normal para a Eleita.
Só tens de salvar todos e derrotar o chefe final.
Sou toda a gente, sua tola. Não vês?
Não sou feiticeiro e tu não és a Eleita.
-Enganei-te. -O quê?
Não.
Traída pelos meus acessórios fixes. Porque fazes isto?
A tua mentora rouba-me clientes do meu negócio de poções há anos.
Ela tem de ser destruída.
Todos têm problemas com a Eda?
-Absolutamente. -Sim.
E atraíste-a para a minha armadilha,
tudo porque querias pensar que eras especial.
Não. Azar o teu, porque a Eda não é estúpida para cair na tua armadilha.
-Adegast. -Bolas.
Eda, já te apanhei.
Isso mesmo. Apanhaste-me. Agora, liberta a Luz.
Não tenho de ser parte disto.
Ela pode ir se quiser, mas sinto que ela quer a verdadeira fantasia.
Fica connosco, Luz. Fica com o Adegast. Precisamos de ti aqui.
-Podias ser a nossa Eleita. -Sim.
Podes comer a nossa comida minúscula para sempre.
Luz, porque quererias viver num mundo onde todos se riem de ti.
Aqui é bonito.
Luz.
E vocês acham que sou especial.
Não.
Mas não é verdadeiro.
Sou aprendiz de bruxa,
e vou ganhar o meu cajado mágico da maneira difícil.
Acreditei em ti, Homem Mágico. Agora, sente a minha ira.
Pensei que tínhamos uma ligação, Nevareth.
Os meus peitorais perfeitos.
Para trás, ou o cão apanha.
Não sou um...
Rei, desculpa.
Devia ter-te ouvido e não ter confiado naquele feiticeiro.
Tinhas razão. Ele não é místico nem mágico.
É apenas um grande e seboso idiota.
É a última vez que aceito uma referência exterior.
-Querias alguma coisa daquilo? -Não, estou só confusa.
-Estás a pensar em desistir? -Este lugar não é nada como imaginei.
Talvez não aqui, mas anda comigo. Tenho algo para te mostrar.
Muito bem, podes olhar.
Os Ossos das Ilhas. Ao perto, as Ilhas podem ser asquerosas.
E muito malcheirosas.
E nojentas. Mas se olhares de outra perspetiva...
-É lindo. -Sim.
Eda, como sabia que o feiticeiro estava a mentir?
Olha, miúda, todos querem acreditar que são o "eleito",
mas se esperássemos por uma profecia para sermos especiais,
morríamos à espera, e por isso é que tens de te escolher.
Isso significa que me dás um cajado mágico?
Ainda não, mas um dia.
Legendas: Pedro Barbosa
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