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Criança tola! Podia engolir-te inteira!
Não me subestimes, Gildersnake, pois sou Azura, a bruxa do bem,
guerreira da paz!
Agora toma lá, parvalhona!
Não! O meu único ponto fraco! Vou morrer!
E foi o fim.
-Fim de quê? -Da minha recensão.
-Arrasei. -Estás aqui por causa da recensão crítica.
Eis as cobras suplentes.
-E o que ias fazer com isto? -Era para o fim do terceiro ato.
Amo a tua criatividade, mas descontrolou-se.
Recordas quando foste chamada ao diretor antes?
Feliz adaga, concede-me a morte!
ROMEU E JULIETA AUDIÇÕES
GRIFO BEBÉ
E agora, um toque final de anatomia. Bafo de aranhas!
Acham aquela acrobacia incrível? Vejam só isto.
Adoramos que te expresses,
mas se não distingues a fantasia da realidade
passarás aqui o verão.
COLÓNIA DE FÉRIAS PENSA DENTRO DA CAIXA
Não te preocupes, mãe. Não te desiludirei. Acabou-se a bizarrice!
Isto não conta, certo?
O meu bebé! Não te preocupes.
A colónia são só três meses.
Estarás tão ocupada em conferir livros de cheques e em apreciar a rádio pública,
que o tempo voará!
Mas não gosto disso. Gosto é de editar videoclipes
e ler livros de fantasia com trama complexa.
A fantasia só te prejudica.
Tens amigos?
Verdadeiros, não imaginários, desenhados ou reptilianos.
Poderás fazer amigos na colónia de férias, mas tens de te esforçar.
-Consegues fazê-lo? -Sim, mãe.
A Bruxa do Bem AZURA
Vou trabalhar.
O autocarro vem já. Avisa-me ao chegares.
Adeus, mãe.
Onde está? Onde?
Ladrãozito de lixo!
Para de saltar de forma fofa, seu...
Eu julgava ter coisas estranhas, mas isto é incrível.
Finalmente! Voltaste!
Vejamos o que temos aqui.
Lixo, lixo, lixo.
Mas isto...
Ficarei rica com isto.
E isto... dará uma boa acendalha.
Desculpe, é meu. Obrigada.
Não vais a lado nenhum.
Não! O que se passa?
Olá, fadinha.
Vais dizer-me que estou a sonhar?
Dá-me a tua pele!
Onde estou? Terei morrido? Estarei no inferno?
Quem te dera.
Desculpe. Só queria o livro!
Se vai comer-me a pele, seja rápida.
-Faça-o de uma vez! -Comer-te?
Porque comeria uma cliente?
ARTIGOS HUMANOS
Vai um pé humano com buracos?
Um doce verde humano?
E este expositor que só reflete tristeza?
Não faz apenas isso. Deixa cá ver.
DOCES HUMANOS (???)
O que é aquilo?
O som é tão cativante.
Pago 40 caracóis pela caixa que grita!
-Cem! -Posso comer a pessoa no interior?
-Como te chamas mesmo? -Sou a Luz. Luz Noceda.
Bem, Luz, foi bastante engenhoso. Para um humano.
É estranho um humano dizer isso.
Criancinha ingénua, não sou como tu.
Sou a Eda, a Mulher Coruja,
a bruxa mais poderosa da Ilha Escaldante.
-Uma bruxa? -Sou respeitada, temida...
-Apanhada! -Fujam! É um guarda!
Eda, a Mulher Coruja,
É PROCURADA
por mau uso de magia e delitos demoníacos.
Bruxa bandida!
Ordeno-a a acompanhar-me até ao Conformatório.
Podem parar de me seguir? Não fiz nada.
E tu também, por te dares com uma criminosa.
O quê? Não é fixe!
Pronto, ganhou. Vou só pegar nas minhas coisas.
Falta isto.
Segue-me, humana!
Isto é de loucos! Se morrer, a minha mãe mata-me!
Não o permitirei.
Uma humana como tu vale mais para mim viva do que morta.
Espere. Como assim...
Não sairás impune, Mulher Coruja!
Pronto, está bem. Saíste. Saíste impune.
Ela saiu impune, gente!
É típico.
Já podes abrir os olhos, humana.
Cajados voadores, monstros loucos, é uma bruxa. Que lugar é este?
É a Ilha Escaldante.
Todos os mitos de vocês, humanos, têm origem no nosso mundo.
-Um grifo. Eu sabia! -Sim.
-Grifos, vampiros, girafas... -Girafas?
Sim. Banimo-las. Uma cambada de aberrações.
Às vezes, acontece.
Já me diverti muito por hoje.
Este não é o mundo de fantasia com que sempre sonhei.
Ajuda-me a ir para casa?
Só se me ajudares primeiro.
Vem daí, humana.
Os guardas irão encontrar-nos?
Não. Esta casa tem proteção de ponta.
Piu piu. Palavra-passe, por favor.
Temos pressa, Hooty. Abre lá.
Pronto, está bem. Credo! Nunca te divertes.
Piu!
Bem-vinda à Casa Coruja.
Onde me escondo das pressões da vida moderna.
E dos polícias e ex-namorados.
Este lugar é lindo! Vive sozinha?
Na verdade, partilho casa.
Quem se atreve a perturbar-me, o Rei dos Demónios?
Eda, é tão giro! Quem é o meu pequenino? Quem é?
-És tu? -Não. Não sei quem é o teu pequenino!
-Eda, quem é este monstro? -É a Luz, a humana.
Vai ajudar-nos com o nosso probleminha.
-Fixe! -Espere.
Não gosto do som de "probleminha".
Deixa-me explicar-te.
O Rei foi, outrora, um poderoso rei de demónios, até lhe roubarem a coroa
e se ter transformado nisto.
Este pacote de alegria?
A coroa está sob o poder do Guardião Ira,
presa por um escudo mágico
que apenas um humano pode romper.
Um humano como tu.
Ajuda-nos e reaver a coroa e voltas para o teu reino.
O que dizes?
E quem podia dizer não a esta cara laroca?
Não! Não a incentives!
Só nós te podemos levar para casa.
-Ou seja, não tenho escolha, certo? -Não. Nem tempo a perder.
Em breve, Sr. Patinho, beberemos o medo de quem nos gozou.
-Aonde vamos? -A um lugar bem divertido!
O Conformatório, um lugar para os inadaptados da sociedade.
Eles gostam mesmo de si.
Sim. Mas não nos apanham, somos esquivos.
Se me besunto, não me apanhas. Contorço-me todo!
Subiremos à torre sem nos verem.
É onde têm a coroa.
Eu tratarei de distrair o guardião.
É preciso disfarce?
Queria usar isto há muito. Miau miau.
-É horrendo. -Não darão por ti.
Segurem-se bem.
Vemo-nos no topo da torre.
Os gatos não fazem isso!
Olá, senhora gato. Como escapaste da cela?
Não, não sou um gato.
-Nem sou criminosa. -Ainda não és.
Nem nós. O parvo do guardião prende pessoas desajustadas.
Escrevo histórias sobre alimentos apaixonados.
Gosto de comida e de amor. Quero escrever sobre isso!
Estou cá por gostar de comer os meus olhos.
Viva a liberdade de expressão! Não nos silenciarão!
Ela é fã de teorias da conspiração.
O mundo é uma simulação! Somos brinquedos de um ser superior!
Esperem. Isso não são crimes. Nenhum de vocês fez algo errado.
São apenas seres estranhos. Como eu.
É o Guardião Ira. Escondam-se!
Consigo ouvir-vos.
O que estão aí a sussurrar?
A Mulher Coruja.
Hei de apanhá-la não tarda.
Lutem contra o opressor! Resistiremos! Venceremos!
Não te temeremos, seu patife!
Hurra! Estou livre.
Que isto vos sirva de lição.
Se não se adequam, não podem viver em sociedade.
Não te preocupes, eu solto-te.
Não! Os meus braços fracos de croma.
Foge enquanto podes, miúda.
Aproveita a liberdade.
Olá. Estive a ver.
O guardião está distraído a torturar uma criaturazinha.
Não virá cá tão cedo.
CONTRABANDO
A minha coroa. Está perto! Sinto o seu poder!
Fica tão giro com sede de poder.
É injusto eles estarem aqui. Só querem ser eles mesmos.
Porque acham que ser estranho é mau?
Anda, antes que ele se magoe.
-Temos um humano, lembras-te? -Sim.
Espera lá. Aquilo é um...
RAINHA HAMBÚRGUER
A minha coroa!
Sim! Sinto-me a recuperar os poderes!
Tu aí! Criatura horrenda. Chamar-te-ei François
e servirás no meu exército das trevas!
A coroa não lhe dá poderes, pois não?
Não. Olha para nós, Luz.
Eu e o Rei apenas nos temos um ao outro.
Se aquela coroa é importante para ele, também é para mim.
Além disso, os esquisitos têm de ficar unidos, certo?
Bem, devemos-te uma.
Vamos embora, antes que o guardião apareça.
Tarde demais.
Odeio que isto aconteça!
-Eda, está bem? -Sim.
-Acontece ao envelhecermos. -A sério?
Finalmente, apanhei-te, Eda, a Mulher Coruja.
Os guardas não te apanhariam,
mas se eu pegasse no brinquedo dele, virias a correr.
-Não! O meu poder! -O que queres de mim?
Nunca infringi as tuas regras parvas, à tua frente.
Quero que... saias comigo.
-O quê? -Força, chefe!
Escapaste-nos sempre. Foste sempre a que conseguiu fugir.
Acho isso atraente.
Odeio tudo o que dizes.
Não te metas!
Que dizes, Mulher Coruja?
A bruxa mais poderosa da Ilha Escaldante
e o temível Guardião Ira.
Seríamos o casal mais forte de sempre.
Também não podes propriamente recusar.
Está bem, Guardião. Ganhaste. Quero só dizer algo antes.
Aproxima-te. Não. Um pouco mais.
Mais... Sim, está bom.
Moça descarada. Sabes quantos germes tens na boca?
Paciência! Perseguiste-me e cortaste-me a cabeça!
Não vou sair contigo.
Se não aceitas, só me resta...
Boa!
Pronto, vamos embora.
Expecto voar? Magicusescapicus.
Dá-lhe gás, pau mágico.
Mulher Coruja, não te deixarei escapar de novo.
Eda, dê-me uma mãozinha!
Os meus ossos!
Luz, volta para o mundo dos humanos.
E vocês?
Se achas este tipo mau, devias ver o ex dela.
Esse já era.
-Vai! -Mas eu...
Porque estão aí parados? Já podem escapar!
-O guardião apanha-nos sempre. -O nosso lugar é aqui.
Nunca se escapa à prisão da insegurança.
Vocês agem de forma diferente,
veem de forma diferente.
Por serem estranhos, são fantásticos! Não percebem?
Porque nos ajudas?
Porque os esquisitos devem unir-se.
Ninguém deve ser punido pelo que é.
Vamos apanhá-los!
Chega de fugir, Mulher Morcego.
Hoje, capturo-te de uma vez por todas!
Vão!
-Luz? -Comi o meu olho!
O mundo é um triângulo!
E eu pratico a arte antiga de fan fiction!
Tu! Quem julgas que és?
Não me subestimes, Guardião Ira, pois sou Luz, a humana, guerreira da paz!
Agora toma lá, parvalhão!
Ganhámos! Sim!
Foi uma das melhores separações dela.
Não foi uma separação.
Vamos, antes que mais monstros se apaixonem.
Um acordo é um acordo. Vamos levar-te para casa.
Antes de ir...
Sei que não é o mesmo, mas um rei tem de ter uma coroa.
Há de ser suficiente.
Tu aí, planta! Estás sob o meu comando!
Não te esqueças disto.
Sei que te cortaram a cabeça e que causámos um motim na prisão,
mas nunca me divertira tanto.
Não me adapto em casa. Tu não te adaptas aqui.
Se ficar, podemos ser inadaptadas juntas.
Não voltarei à colónia.
Que é isso? Que estás a dizer?
Quero ficar e ser uma bruxa, como tu e a Azura.
O quê? Que parvoíce. Humanos não podem ser bruxos.
Talvez porque nunca tentaram.
Ensina-me a ser uma e faço o que quiseres.
Deixa-a ficar! Pode preparar lanches.
Podias ajudar-me a afastar este tonto dos armários.
Pronto. Ensino-te a ser bruxa.
Mas trabalhas para mim antes de aprenderes feitiços. Sim?
-Que se passa? -Apertado!
Mãe - Que tal a colónia?
Esse casulo de noite parece fofo.
Acho que vou gostar de estar aqui.
Legendas: Luís Direito
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