All language subtitles for The Honeymoon Killers

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Original subtitles

O drama incrivelmente chocante que est�o prestes a ver

� talvez o mais bizarro epis�dio dos anais do crime americano.

Os inacredit�veis eventos retratados s�o baseados

em artigos jornal�sticos e registros judiciais.

Esta � uma hist�ria real.

- O que aconteceu? - Algu�m cometeu um pequeno erro

e colocou um pouco de cloro e am�nia juntos.

N�o acho que ela o far� novamente.

Voc� novamente, Severns. Voc� est� bem?

Acho que sim, Srta. Beck. N�o me dei conta de que era am�nia.

Que bom que eu estava aqui. Ela poderia ter se ferido.

O que fazia aqui, Jackson?

Por que n�o estava na enfermaria, que � o seu lugar?

Ah, agora eu vejo o que aconteceu.

Eu n�o dou a m�nima para o que voc�s dois fazem fora do hospital

mas, aqui, voc�s s�o t�o nocivos quanto am�nia e cloro.

Agora saia daqui, Jackson!

Este � um laborat�rio de um hospital, n�o um quarto de motel.

N�o quero v�-lo aqui novamente. Entendeu-me?

Penso que sim, Srta. Beck.

Est� tudo bem. Voltem para as suas esta��es.

Quanto a voc�, Severns, n�s conversaremos depois.

Voc� j� me manteve al�m do tempo.

Eu quero voc� no meu escrit�rio amanh� cedo.

Sinto muito, Srta. Beck.

Sentir� muito mais se passar da linha comigo novamente.

Oi, querida, est� abafado, n�o �?

E � apenas abril. Espero que tenha alguma cerveja contigo. Aqui n�o h� nada.

Pensei que ficaria com ela na sua casa.

Bem, ela disse que queria se deitar

ent�o eu disse, "Por que n�o vai para o meu quarto e se deita at� a Marta chegar?"

Assim eu poderia fazer os meus servi�os de casa. Mas n�o...

N�o. Ela tinha de deitar no seu pr�prio quarto.

Eu lhe digo, ela � a rainha-m�e.

Oh Deus, ela � um saco.

Ela n�o pode evit�-lo, se est� ficando senil.

- Oh, estou exausta. - Ah, escute.

Melhor eu lhe dar a sua correspond�ncia antes que me esque�a e v� embora com ela.

CLUBE DA AMIZADE DA TIA CARRIE

Quem enviou isto?

Quem enviou isto? Nunca me inscrevi em algo assim.

- Qual � o problema com voc�? - O que � isso, algum tipo de brincadeira do dia da mentira?

Se sim, ela fede.

Pensei que estivesse de dieta.

Por que est� comendo pretzels agora? Logo voc� jantar�.

Eles s�o cheios de sal, e ent�o voc� come�a a beber como um peixe.

- Sabe o quanto isso engorda? - Deixe-me em paz! Tenho fome! Com licen�a!

Jesus, Martha.

Sinto muito.

Eu nunca teria mandado o seu nome se soubesse que lhe chatearia tanto.

Voc� o mandou?

Martha. Qual � o problema com a minha garotinha?

Pare com isso, Mam�e! N�o sou sua garotinha.

N�o � algum homem com quem est� envolvida, n�o �?

- Oh, Mam�e, por favor! - Por que n�o deixa a sua filha em paz?

N�o consegue ver o qu�o chateada ela est�?

Ela foi maldosa comigo o dia todo.

Agora me deitarei na minha pr�pria cama.

Essa � uma boa ideia, Mam�e. Te chamo quando o jantar estiver pronto.

Obrigada pela brincadeira do dia da mentira.

Oh, deixe disso, Martha.

Por Deus, que tipo de amiga voc� pensa que eu sou?

Claro, mandei o seu nome.

- Por que fez isso? - Poderia apenas dar uma olhada?

"Sem mais noites solit�rias para estes dois sortudos.

"Mas foi realmente sorte?

"N�o, foi a Tia Carrie que os uniu

"Ela pode abrir a porta para excitantes novas amizades para voc�

Por que n�o a escreve uma linha? Isso pode mudar a sua solit�ria vida."

Martha, voc� precisa apenas de um homem.

Certo, querida, voc� � um tanto do lado pesado

mas voc� n�o � uma mala velha, sabe?

Voc� poderia ser bem sexy com o homem certo.

Vamos l�! Vamos preench�-lo. O que voc� tem a perder?

- Vamos ver. - Aqui, antes que mude de ideia.

Eu lhe ajudarei com isto. Onde est� a caneta?

No arm�rio.

- Tem certeza que � uma boa ideia? - O que voc� tem a perder?

Deus, que perguntas. Eu tenho de dizer a verdade?

Por acaso est� em um tribunal?

Suponho que n�o deva haver mal nenhum nisto.

Acha que algu�m realmente me escrever�?

Bem, s� h� uma maneira de saber.

E um dia, talvez voc� at� me agrade�a por isso.

"Querida Martha

"Espero que me permita a liberdade

"de lhe chamar pelo seu nome Crist�o.

"Para lhe dizer a verdade, n�o sei bem como come�ar essa carta para voc�.

"Pois devo confessar

"que esta � a primeira carta deste tipo que escrevo.

"Gostaria de saber um pouco sobre mim?

"Tenho 34 anos, e me disseram que n�o tenho uma apar�ncia ruim.

"Tenho neg�cios importantes na Espanha, meu pa�s natal.

"Vivo sozinho aqui neste apartamento... muito grande para um solteiro...

"mas espero um dia dividi-lo com uma esposa.

"Por que eu lhe escolhi para a minha primeira carta de amizade?

"Pois voc� � uma enfermeira, e por isso sei que tem um grande cora��o

"e uma grande capacidade de confortar e amar.

Seu amigo, Raymond Fernandez"

"Devo lhe confessar

suas encantadoras cartas animaram a minha vida."

"Querido Raymond, Obrigada pela sua foto.

"Voc� � exatamente como eu imaginava.

Aqui est� uma minha, apesar dela n�o me fazer justi�a."

"Quero que me chame de Ray. Apenas uma mulher j� o fez...

uma namoradinha de inf�ncia h� muito tempo."

"O dia em que encontro uma carta sua

sempre se d� de forma muito melhor."

"Mande-me uma mecha do seu cabelo."

"Querido, o cachecol � t�o belo!"

"Eu tentarei ir ver voc� e a sua m�e."

"Mal posso esperar pela sua chegada."

CHEGO NA ESTA��O DE TREM DE MOBILE NA TER�A-FEIRA

Ainda n�o consigo me mover.

Foi um jantar incr�vel.

Eu fiz a torta de noz-pec�.

Oh, a melhor parte da refei��o, Sra. Beck.

- Quer outra bebida, Mam�e? - Outra bebida?

Geralmente voc� n�o me deixa beber nem uma.

Bem, esta � uma ocasi�o muito especial.

E quanto a voc�, Martha? Ainda nem bebeu a sua primeira.

Oh, talvez apenas umazinha. Estou contando calorias.

Lhe ajudarei a peg�-la.

Sinto muito. Minha m�e � um inc�modo.

A acho ador�vel.

Me acharia terr�vel se a desse um son�fero?

N�o. Quero que fiquemos sozinhos tamb�m.

Aqui, Mam�e. Pode tomar sua vitamina.

Mas eu j� tomei minha vitamina pela manh�.

Voc� sabe que esqueci de lhe dar esta manh�.

- Esta parece diferente. - � um novo tipo. Consegui no hospital.

Como ela me mima!

Achou o seu disco, Sra. Beck?

Sim, achei. V�? Este � o disco que achei de Raymond.

Quero que o coloque pois gosto dele.

Ele � o namorado mais gentil que voc� j� teve, Martha

Ele � o latino de Manhattan.

Oh, Mam�e, isso n�o � engra�ado.

N�o, o acho encantador... um disco em minha honra.

Obrigado, bella signora.

Quem quer dan�ar a rumba comigo?

Eu quero.

Eu quero.

Fa�a-o sozinho. N�s observaremos.

Ela adormeceu.

Vamos coloc�-la no quarto.

N�o. Ela n�o saber� de nada.

Aqui. D�-me a sua m�o.

N�o seja uma enfermeira t�mida.

Querida, por favor, n�o chore novamente.

Eu n�o seria capaz de entrar no trem.

N�o consigo evit�-lo.

N�o pensei que partiria t�o cedo.

Se eu n�o estiver em casa quando aqueles �cones chegarem � COD

eu perderei centenas de d�lares.

N�o poderia nem ter ficado hoje se n�o fosse pelo seu empr�stimo.

Tenho de voltar a Nova York hoje antes que os bancos fechem.

- Sim? - Entrega especial para a Srta. Beck.

Sou a Srta. Beck. Obrigada.

Bunny?

Bunny! Bunny! Bunny, deixe-me entrar! Bunny!

O qu�?

N�o acredito nisso.

A pol�cia esteve a�?

N�o, claro que n�o deveria ter chamado a pol�cia.

Voc� � maravilhosa, Bunny.

Ela n�o pode viver sem mim?

Posso falar com a pobre querida?

Oh, n�o, ela nem ao menos sabe que estou ligando.

Estou ligando do meu apartamento.

Oh, voc� n�o sabe o qu�o mal a fez todo aquele g�s.

Podemos agradecer �s nossas estrelas da sorte por eu ter chegado a tempo.

Que hist�ria para os jornais.

O qu�?

Oh, afaste-se dela. Deixe-a em paz.

Ray? Ahm... Oh, n�o. Foi o meu cachorrinho.

Ele estava pulando na Martha. Temi que ele a acordasse.

Eu disse isso? Oh, bem, uh...

Estou apenas nervosa, n�o sei o que digo.

Oh, n�o. Ela est� aqui no meu apartamento, na minha cama.

Oh, eu n�o a deixaria sozinha. N�o sei o que ela faria.

Oh, n�o. Ela n�o pode falar com voc�.

Ela est� inconsciente.

Ray... Ray...

Eu quero morrer.

Eu quero morrer.

Posso ouvi-la. Deixe-me falar com ela.

Agora, Martha.

Martha, olhe para mim. � a Bunny.

Bunny. Ray est� no telefone.

N�o, Ray, ela n�o atender� ao telefone.

Ela diz que voc� n�o a ama e que quer morrer.

Ela diz que voc� ler� nos jornais que ela se matou.

A diga que a amo.

Espero um minuto, Ray.

Ele diz que a ama.

Ray, acho que ela atender� ao telefone agora.

Al�? Ray?

Querida?

Eu n�o tive a inten��o.

Ray, escute. Voc� tem de vir aqui;

Se n�o o fizer, Eu... eu me matarei, eu juro.

Oh, eu n�o posso ir agora, querida.

Gostaria de vir aqui para um pequena visita?

Sua tolinha louca.

Agora que sabe tudo sobre mim

ainda me ama?

Sim.

Ainda cometeria suic�dio por mim?

Sim.

N�o quer chamar a pol�cia? N�o quer me processar?

N�o.

Tenho de ir a fundo com o casamento com a tal da Acker.

Espere at� depois disso.

Voc� tem de voltar a Mobile de qualquer forma.

N�o pode deixar a sua m�e com aquela mulher para sempre.

- Volte para o hospital. - Como eu poderia

sabendo que estar� com outra mulher?

Eu n�o a tocarei. Eu prometo.

Eu conseguirei tudo dela antes do casamento.

N�o haver� lua de mel?

Eu a largarei logo em seguida.

N�o � assim.

Ent�o voc� voltar� para Mobile.

Sim. Faremos o nosso futuro juntos.

Eu prometo.

Certo.

Depois que a Dra. Flynn ligou para dizer que voc� tinha ido a Nova York

eu vim aqui para achar a tabela de tarefas.

Temo que tenha deixado algumas das suas correspond�ncias um tanto t�rridas

com um Sr. Fernandez em Nova York.

Acho que � melhor lev�-las com voc�.

N�o penso que o nosso conselho de diretores veria com bons olhos

o envolvimento da nossa supervisora de enfermeiras

num esc�ndalo dos cora��es solit�rios.

Como se atreve a mexer na minha mesa!

Devia ter vergonha de si mesmo.

N�o tenho a certeza de que Hitler estava enganado quanto ao seu povo.

Srta. Beck, saia daqui

antes que eu esque�a que sou um cavalheiro.

Pode apostar que estou saindo daqui.

E n�o fa�a aquele cheque para Martha Beck.

Fa�a-o para a Sra. Raymond Fernandez.

O que voc� pensa que eu sou?

Eu fui para Nova York para me casar.

Onde vive um, vivem dois, querido.

Deixe-me parabenizar o noivo.

Ol�. � a Bunny, Ray.

O que est� querendo roubando a melhor amiga que j� tive?

Sim. Escute, agora que voc�s dois se uniram, eu...

Se uniram. Se casaram, Ray.

Aham. Agora, n�o seja um estranho, certo?

Certo. Aqui est� ela.

- Oi. - A disse que estamos casados?

Aham. � Mam�e tamb�m.

Jesus, Martha! Eu vou para Nova Jersey na pr�xima semana

para me casar com Doris Acker.

Como a trarei de volta se estar� aqui?

� imposs�vel. Voc� sabe que tenho de continuar os meus neg�cios.

N�o se preocupe, pensarei em algo.

- Qual � o problema agora? - Oh, � a Mam�e.

Ela n�o quer ir para Nova York.

Martha, isso est� totalmente fora de quest�o.

Falo s�rio.

Olhe, voc� diz que me ama. Certo.

Que voc� se matar� se n�o puder vir para c�. Certo.

Mas voc� n�o pode trazer a velha.

O que mais poderia fazer com ela?

Se livre dela! Sufoque-a! N�o me importo com seja l� o que fizer com ela!

Mas voc� n�o pode traz�-la aqui!

Entendeu?

Sim, entendi.

Esperarei l� fora, Srta. Fernandez, enquanto se despede dela.

- Tenho de ir agora, Mam�e. - V�.

V�!

Nunca mais quero lhe ver novamente.

- Mam�e, n�o fale assim. - Est� me deixando aqui para que eu morra.

Agora que tem um marido, quer se livrar de mim.

Eu lhe disse, Mam�e, tenho de achar um emprego quando chegar em Nova York.

Algu�m tem de cuidar de voc�.

N�o se preocupe. Assim que eu e Ray nos estabilizarmos, lhe pegaremos.

� mentira.

� mentira. Voc� quer se livrar de mim.

Voc� est� cavando o meu t�mulo, pois est� me matando me deixando aqui.

Voc� est� me matando!

Adeus, Mam�e.

Martha! N�o v�. Sinto muito pelo que disse.

Leve-me com voc�. N�o serei um problema, lhe prometo.

Por favor, n�o me deixe.

Tenho medo, Martha! Martha, n�o v�!

� lament�vel quando eles ficam senis.

Pode me mandar a fatura no dia primeiro, para o endere�o de Nova York.

Adeus.

Maldita! Maldita!

Espero que voc� termine assim!

Espero que algu�m fa�a isto com voc�!

E pela virtude da autoridade que me foi concedida

com a justi�a da paz do Condado de Morris, Nova Jersey

eu por meio desta pronuncio voc�, Doris Acker

e voc�, Raymond Fer-Fernandez

marido e esposa.

Voc� pode beijar a noiva.

N�o me parabenizar� tamb�m, Srta. Beck?

- Oh, acho que deveria chamar a minha irm� de Martha. - Martha.

Seu carro � muito bom, Doris.

Nosso carro, querido.

Adeus, Gin�sio de Morristown. Vejo-lhe no outono.

Mal posso esperar para ver a express�o nos rostos das minhas crian�as

quando eu os disser

"Meninos e meninas, de agora em diante

voc�s t�m de se dirigir a mim como Sra. Fernandez."

Eles achavam que seria uma solteirona para sempre?

H� algo errado com essa palavra, querida?

Oh, meu ingl�s!

Isso n�o quer dizer "donzela"?

Oh! Voc� � ador�vel.

Mal posso esperar para ver nosso apartamento.

Ray? Querido? Onde voc� est�?

Na sala de estar, Doris.

Traga-me uma toalha, amor.

Est� saindo agora?

N�o. A noiva tomar� um bom banho.

Mas sinto a sua falta, docinho. Traga-me uma toalha.

Estamos casados, voc� sabe.

Oh, vamos. Eu j� o vi antes.

J� sairei, amor.

Gl�ria, gl�ria aleluia

Gl�ria, gl�ria aleluia

Gl�ria, gl�ria aleluia

A verdade Dele segue em frente

R�pido demais. R�pido demais!

O que � r�pido demais?

N�o deveria ter pegado as coisas dela na noite passada.

Deveria ter deixado que eu o fizesse depois, como sempre fa�o.

E agora ela as quer de volta.

Ela est� furiosa.

Onde ela est�?

No quarto. Est� fazendo as malas.

- Bom dia. - Estou partindo!

J�? Foi uma lua de mel bem curta!

Lua de mel? Voc� tem de dizer ao seu irm�o

o que deve acontecer em uma lua de mel.

Antes de ir, quero meus an�is e minha pochete com o dinheiro.

- Seus o qu�? - Meus dois an�is

e minha pochete com $2.000 dentro.

- N�o sei do que est� falando. - Algu�m os pegou.

Olha aqui. Voc� sabe o que acontece com pessoas que fazem falsas acusa��es?

- Elas s�o processadas. - Quero meus an�is e meu dinheiro!

Abaixe seu tom de voz. N�o est� numa sala de aula agora.

Devolva-me as minhas coisas, ou lhe arrumarei muitos problemas.

Como se atreve a falar com o meu irm�o assim?

E quanto a problemas, pergunto-me o que o diretor da sua escola diria

se visse algumas das cartas que escreveu ao meu marido.

Fiquei chocada em ver tais coisas escritas por uma professora.

Eles n�o t�m uma Associa��o de Pais e Professores por l�?

Estou partindo, acho que ainda sou sortuda por ter as chaves do carro.

Ent�o, quem est� lhe impedindo?

Por que n�o deixa o seu irm�o falar por ele mesmo?

Voc� age mais como uma m�e do que como uma irm�.

Ray, voc� n�o disse uma palavra. Tem medo dela ou algo?

- Saia daqui! - Estou indo!

Este n�o � o fim. Ouvir�o do meu advogado!

Caia fora daqui!

Garoto, ela era uma porca. Levei uma hora para limpar o quarto.

Acho que vestirei isso. Pode fazer frio naquele barco.

Oh, finalmente conhecerei Nova York.

E um passeio de barco � a melhor maneira de faz�-lo.

- Para quem � isso? - Uma senhora de Missouri... Myrtle Young.

Ande, Vamos. Vamos. Vamos.

Para que quer escrever para ela?

Pois ela me dar� $4.000 para me casar com ela.

- N�o � uma raz�o boa o suficiente? - Ahmm.

Aqui. Voc� pode segurar isso enquanto tranco a porta.

"Charles Martin"? De onde tirou esse nome?

Tudo o que ela quer � um marido por perto quando o bambino dela nascer

para que o pai e a m�e n�o a deserdem.

- Ela n�o quer mais saber de homens. - Todas dizem isso quando emprenham.

- "Emprenham"? - Engravidam.

- Oh. - Escreva que casar� com ela.

Na sua pr�xima carta, � melhor diz�-la

que a sua irm� casada, Sra. Beck, estar� lhe acompanhando.

Excelente ideia, Sra. Beck.

Bem, � isso, crian�as.

N�o � Tara. N�o � nem ao menos Little Rock.

- Seus pais t�m uma bela casa l�? - Oh, pode apostar.

E se n�o fosse por um certo filho da puta por l�

eu estaria em casa bem agora.

Certamente � um pequeno apartamento.

Bem, � o melhor que pude fazer.

N�o sabia que voc� viria at� a semana passada.

Bem, esperava que tivesse uma casa com camas individuais.

N�o gosto de dividir uma cama de casal.

- N�o com uma mulher. - Bem, voc� sempre pode dormir aqui.

Afinal, Charles e eu somos casados.

Sabe, voc� � bem mais ador�vel do que na sua foto.

N�o, n�o, n�o, n�o, n�o. N�o mais ador�vel.

Digamos, uhm, mais sexy.

Pensei que n�o quisesse mais saber de homens.

Falou exatamente como a minha m�e.

Oh! Acho que telefonarei para a Mam�e e o Papai.

Bem, agora que posso apresentar um marido

posso tamb�m come�ar uma reconcilia��o.

- Que reconcilia��o? - Bem, eu os darei o endere�o.

Ele ainda n�o sabem onde estou.

Ent�o eu os apresentarei o novo genro deles

pelo telefone.

Meu belo e moreno marido.

E a minha cunhadinha, a enfermeira

que cruzou todo o caminho desde Nova York

apenas para tomar conta de mim enquanto tenho o beb�.

Espere at� amanh�, Myrtle.

- Estou muito cansado para encant�-los. - Oh.

Acho que todos n�s dever�amos ir para a cama agora.

Oh, espere. Neste caso, eu descerei

e trancar o meu novo, uhm, carro de segunda m�o.

Quero pegar algo para o Charles, de qualquer forma.

J� voltarei, pessoal.

- O dinheiro estava todo no envelope? Cada centavo.

Ela foi boa como a sua palavra.

Bem, agora temos que dar o fora daqui.

- Martha, isso n�o � justo. - N�o � justo?

Por que esperar por aqui at� que ela conte ao seus pais de n�s?

Isso n�o fazia parte do acordo.

Acho que temos que dar o fora daqui antes que algo aconte�a.

Eu a farei desistir disso pela manh�.

Bem, eu n�o gosto dela.

Martha, estamos exaustos. Vamos passar pelo menos a noite.

Deus, aqui vem ela.

N�o sei o que voc�s dois far�o

mas eu tomarei um banho.

Aqui, Charles.

Eu lhe trouxe o seu presente de casamento.

Um presente? Oh, n�o era necess�rio.

Bem, seja l� por qual raz�o, estamos casados.

Com tudo assinado, selado e legalizado, n�o?

Claro, claro. Devo admitir

que realmente manteve a sua parte do acordo.

Aham. Abra o seu presente. Estou louca para v�-lo em voc�.

- Algo para vestir? - Abra. Voc� ver�.

Oh, querido, voc� est� irresist�vel.

- N�o est� ruim, est�? - Sumiu tudo.

Hmm. Pergunto-me por que nunca pensei nisto.

O que est� acontecendo aqui?

O que acha do seu irm�o com a sua nova aquisi��o?

- O que, uma peruca? - N�o � uma peruca.

� um posti�o, Martha.

Acho que ele parece divino com ele.

Onde o arrumou?

Eu, ahm, comprei em Nova York antes de partirmos.

Pensei que seria divertido mudar um pouco a minha apar�ncia.

Bem, n�o ficou ruim.

Apenas terei de me acostumar, penso.

Acho que todos n�s dever�amos ir para a cama agora.

Myrtle, por que n�o toma um bom banho quente?

Bem, o que isso significa?

- O que, estou fedendo ou algo? - N�o, n�o, n�o.

Minha irm� n�o quis dizer nada.

Ela � muito acostumada com a sua rotina do hospital.

Bem, farei a minha cama.

Adeus, mo�as.

N�o pretendia que soasse daquela maneira.

N�o h� nada melhor do que um bom banho quente. Realmente te relaxa.

- Por que n�o tenta? - Bem, talvez sim.

Realmente me sinto um tanto indisposta.

Ela est� na banheira.

Agora n�o. Estou cansado.

Ela pode entrar.

Voc� n�o se importava com Doris Acker.

Cometemos muitos erros naquela noite.

Agora v� para a cama e mantenha as suas m�os longe das coisas dela.

Esta coisa toda deve ser executada com um tanto de cautela

e voc� n�o a tem.

Voc� entende?

Martha?

Martha, est� acordada?

N�o.

Certo, agora v� para a cama, minha querida

e n�s conversaremos sobre o nosso casamento pela manh�.

Martha.

- Martha, eu lhe disse... - Quem � Martha?

Oh, isso � estranho. Por que lhe chamei de Martha?

- Volte para a cama agora. - N�o consigo dormir. Pensei que poder�amos conversar.

Eu lhe disse que conversaremos pela manh�.

- Certo, n�o vamos conversar. - Uh-uh-uh.

O que est� errado? N�o v� que estou louca por voc�?

- Minha irm� est� no outro... - Ah, ela dorme r�pido.

Oh, vamos, baby. Por que n�o explora um pouco?

Oh, vamos. N�o seja t�mido.

Al�m do mais, n�o pode me arrumar um problema maior do que j� tenho.

Ent�o vamos nos divertir um pouco.

- Agora n�o. - Oh, Jesus!

- Voc� age como um garotinho virgem. - Shh!

Aquela sua irm� lhe mima muito.

Quer que eu seja a sua mam�ezinha sulista?

Ahm? Vamos, queridinho.

Quer um pouco de a��car? Hmm?

Que bom.

Certo. Agora v� dormir e fique l�.

Agora me prometa que ficar� l�.

- Oh, voc� � um malvado. - Certo?

- Sim, eu prometo. - Certo. V�.

O que h�? N�o consegue dormir? Acordou-me.

Oh, sinto muito.

Acho que estou inquieta.

Quer um son�fero? Tenho alguns.

- Tem algum outro tipo? - O que quer dizer?

Esquece.

N�o teria. Voc� � muito quadrada.

Voc� suspira muito, n�o?

Na escola de enfermagem, eles nos ensinam

que pessoas que suspiram muito s�o inst�veis.

- Esse � o seu problema? - N�o.

Apenas pensava no seu irm�o

e no qu�o belo ele ficou com a peruca que o dei.

Ele mentiu para voc�.

N�o acredito. Ele nunca mente para mim.

Acho que ele tem um pouco de medo de voc�.

Provavelmente � por isso que ele nunca se casou antes.

Aposto que terei de mostr�-lo o que fazer.

Voc� deve pensar que � uma autoridade.

Bem, estou gr�vida.

Voc� n�o est� apenas gr�vida, voc� � repugnante!

Voc� � a maior vadia que eu j� vi!

Eu n�o tenho de aceitar isso de voc�.

E deixe-me diz�-la algo.

Estou apaixonada pelo seu irm�o

e se decidirmos levar a frente este casamento...

o que acho que faremos, e mais breve do que pensa...

sairemos daqui antes que possa dizer Jack Robinson.

Iremos para Little Rock. Para o que, na realidade,

eu farei todos os preparos no telefone com o papai amanh�.

Charles se adequar� muito bem conosco. Ele tem estilo.

E voc�... Voc� poder� voltar imediatamente para... aquele hospital seu

onde voc� pode mandar em todo mundo.

Agora eu voltarei para o meu marido.

Maldi��o, Martha. O que esteve dizendo a Myrtle?

Bem, estivemos conversando sobre algumas coisas.

Bem, o qu�?

Resumindo, ela est� preocupada se voc� pode foder ou n�o.

Ela n�o falou nada sobre isso.

- Ela certamente o fez. - Maldi��o! Problemas novamente!

V�? Voc� devia ter ficado em Nova York.

Eu nunca devia ter deixado voc� vir.

Claro! Assim poderia fazer o que ela quer.

Tenho uma mulher num alvoro�o l�

e outra mulher num alvoro�o aqui!

Cristo Todo-poderoso! Estou ganhando meus 4.000 esta noite.

Agora olhe, esta � a terceira vez que ela me procura.

Se eu quisesse fod�-la, ela estaria satisfeita agora.

Eu quero que ela v� dormir.

Isso � tudo que voc� quer dela?

Isso � tudo, pelo amor de Deus.

Ent�o, aqui. D� isso a ela.

Diga a ela que s�o do tipo de p�lulas que ela me pediu.

Eu... eu... n�o me sinto nada melhor, Charles.

Oh! Oh, sinto-me mal.

Assim que eu tomei aquelas p�lulas, eu...

Assim que esse �nibus sair, voc� adormecer�.

Quando chegar em Little Rock, oh, se sentir� muito melhor.

- N�o se preocupe. - Qual � o problema comigo, Charles?

Qual � o problema comigo? Eu vou... Vou morrer com todas essas p�lulas?

N�o, Myrtle, n�o seja tola.

Relaxe. Voc� deve ser al�rgica a elas.

Por que est� me botando sozinha nesse �nibus?

Sinto-me t�o mal, Charles

N�o quero ir sozinha.

- Eu lhe disse. Agora escute... - Eu n�o quero ir...

Escute. Eu ligarei para o seu pai e a sua m�e

e os direi para encontrarem o �nibus.

E ent�o eu irei com o seu carro e todo o resto das suas coisas.

Certo?

N�o a traga consigo. Tenho medo dela.

- N�o a traga... - N�o, n�o. Ela est� voltando para Nova York.

Eu irei sozinho. Certo? Apenas n�s dois.

Certo?

Oh Oh, sinto-me t�o mal, Charles.

Oh, sinto-me... sinto-me t�o terr�vel...

Eu... eu sinto-me t�o terr�vel, Charles.

Olhe, est� quase na hora agora. Eu devo ir.

Durma. Certo?

Durma.

Senhorita? Qual � o problema?

Oh, meu Deus. Ela est� morta!

Al�. Telefonista?

Sim. Gostaria de fazer uma chamada a cobrar

para a Srta. Evelyn Long.

Rua Housatonic, n� 205.

Ahm, Pittsfield, Massachusetts.

- Seja cuidadoso. Sofrer� uma les�o. - N�o seja tola.

� muito agrad�vel aqui, mas queria que estiv�ssemos apenas n�s dois.

Voc� me disse que a foto que ela lhe enviou foi tirada h� vinte anos.

Sim, a maior parte delas faz isso.

Como eu sabia que ela seria diferente?

Voc� n�o me disse que eu teria de ficar em um motel sozinha.

Bem, eu n�o sabia que a casa dela estaria cheia de h�spedes

para os concertos de m�sica.

Bem, por que n�o pode ficar no motel tamb�m?

Vamos, Martha. O que isso aparentaria?

Bem, de qualquer forma, voc� n�o se casar� com ela. Voc� prometeu.

N�s voltaremos para Nova York e acharemos uma bela casa nos sub�rbios.

- Certo? - Aham.

Voc� tamb�m n�o sabia, quando ela lhe mandou aquela foto da sua mans�o

que era s� uma hospedaria, sabia?

Certo, Martha!

Bem, de que diabos est� reclamando?

Pessoas que t�m casas em sub�rbios

costumam tirar f�rias de ver�o.

- Ent�o, estamos tendo a nossa. - Que tipo de f�rias s�o essas para mim?

Eu n�o voltarei para a cidade quente ainda.

Aqui vem o almo�o.

Uh!

Eu devia ter deixado o seu irm�o ter me ajudado com isso.

N�o me dei conta de que era t�o pesado.

Mm.

Bem, tenho calor, acho que me juntarei ao Ray.

Voc� vir�?

Depois.

Aqui vou eu, pronto ou n�o.

Venha.

� bom, n�o �?

Vamos.

Foi maravilhoso, Martha. Deveria realmente tent�-lo.

Sim, talvez eu o fa�a.

Oh!

Martha, n�o acho que voc� esteja se divertindo.

Bem, j� que perguntou...

Eu n�o gosto de ficar sozinha no motel.

Eu sei, e eu realmente sinto-me terr�vel.

Mas esta � a �ltima semana de Tanglewood,

depois todo ir�o embora

e ent�o eu terei um quarto para voc� tamb�m.

Tive sorte de ter um quarto para o Ray.

Bem, eu j� dormi no mesmo quarto que o meu irm�o antes.

Isso foi h� muito, quando ainda �ramos crian�as.

Bem, vamos servir nosso piquenique?

- Estou faminta. - Bem, tenho calor.

Acho que vou entrar e me refrescar.

Sim, �timo. V� em frente, Martha.

Evelyn e eu aprontaremos o piquenique.

Sinto muit�ssimo. Ela n�o parece estar se divertindo.

N�o seja tola.

Queria poder fazer algo para agrad�-la.

Ela est� mal-humorada. N�o � sua culpa.

V�? Ela est� curtindo o banho dela.

- Quer saber de algo? - O qu�?

Se voc� se deitar aqui ningu�m pode lhe ver.

Deus, esta � uma fascinante informa��o.

O que � que isto significa?

Por que n�o tenta e descobre?

Certo, o farei.

Voc� prometeu!

- O que � isso? - Ela nos viu. Olhe.

Voc� prometeu!

Martha! Volte!

Aonde ela est� indo? Ray, a fa�a voltar.

Martha! Por favor, volte!

O que h� com ela? Ray, n�o consigo entender o que h� com ela.

Martha, por favor! Por favor, volte!

Ela se afastou muito. Ela-ela n�o nada muito bem.

Oh, meu Deus. Martha!

Martha!

Martha? Qual � o problema com a minha garotinha?

- Oh, pare com isso, Mam�e. - Ele � o Latino de Manhattan.

Se livre dela. Sufoque-a!

Mam�e!

Mam�e...

Eu fui para Nova York para me casar!

Minha cunhadinha, a enfermeira.

Certo, Martha. Eu n�o voltarei para a cidade quente ainda.

Aqui vou eu, pronto ou n�o.

Aqui vou eu, pronto ou n�o.

Aqui vou eu, pronto ou n�o. Aqui vou eu, pronto ou n�o.

Sua tolinha louca.

Tolinha louca.

N�o foi a minha inten��o.

N�o foi a minha inten��o.

Voc� est� bem? Voc� est� bem?

Aqui, segure-se em mim. Segure-se.

Sua tolinha louca.

Sua tolinha louca. N�o foi a minha inten��o.

N�o foi a minha inten��o.

Sua tolinha louca.

Estamos no estado de Nova York.

N�o fique com raiva de mim.

E sou eu que deveria estar com raiva.

Voc� se d� conta de que, com o seu est�pido ci�me

voc� poderia ter nos causado problemas?

Ahm? Voc� quer que eu v� preso?

Prefiro lhe ver na cadeia do que naquela toalha fazendo amor com outra mulher.

Sabe, voc� iria para a cadeia tamb�m. Hmm.

Sabendo que voc� estaria trancado, longe de outras mulheres, eu iria tamb�m.

Bem, acho melhor lhe arrumarmos aquela casa nos sub�rbios.

Al�. Lucy? Janet. Eu lhe acordei?

Estou t�o excitada. Escute.

Finalmente recebi uma carta.

N�o, voc� n�o entendeu. O clube.

Ah. Charles Martin. N�o � encantador?

Bem, � s� isso. Ele � um pouco do lado jovem.

Bem, 45, Lucy.

Oh, querida, e eu menti e disse a ele que minha idade � 56.

Mas � uma carta t�o doce.

Oh, bem, agora escute, Lucy.

Ele vive com a sua irm�

e ela escolheu o meu nome em meio a lista.

Ela o disse para escrever-me.

N�o, querida, a irm� dele.

Oh, n�o. Eles n�o vivem em Albany.

Oh, espere um minuto.

Valley Stream, Long Island.

� um sub�rbio da cidade de Nova York.

Ele at� mesmo me mandou uma foto da casa.

Sim, bem, lembre-se, Lucy

nem uma palavra sobre tudo isto para Albert e Sarah.

Eu prometi que esqueceria o Clube da Amizade

mas n�o h� mal algum em escrever para algu�m

que � t�o gentil e... e refinado

e cuja irm� � uma enfermeira.

Mm.

Sim, n�o parecem maravilhosos?

Bem, � claro. Eu vou responder.

Esta � a primeira carta dele atrav�s do clube... e para mim.

Ele � t�o encantador. Ele a chama de sua carta de estreia.

Certo. Qual � o seu conselho?

Oh, voc� est� certa.

Eu j� estava para responder.

N�o acha que uma semana � muito?

Eu n�o gostaria de ferir os sentimentos dele

por nada neste mundo.

- A resposta de Fay? - N�o, apenas contas.

O nome dela tem estado naquela lista desde sempre, pelo que me lembro.

Voc� achou que a velha tola cairia quando finalmente recebesse um petisco.

Voc� deveria ter me deixado escrever a carta.

Talvez n�o tenha sido convincente o bastante.

N�s n�o pagamos dezembro para a minha m�e. Est�o ficando grosseiros.

Oh, Deus. Como nos seria de valia os 10.000 dela.

Ela est� fora da cidade. Ela responder�.

�, talvez.

� melhor eu voltar a fazer contato com a tal Downing.

N�o. Eu n�o irei para Michigan.

- Al�m do mais, ela � jovem demais. - O que quer dizer com jovem demais?

- Sabe o que quero dizer. - N�o coma doces �s 10:00 da manh�.

� porque est� me deixando nervosa!

Est� nervosa? Como acha que me sinto

sentado aqui dia ap�s dia?

Agora eu dei pra ler essas revistas est�pidas suas!

Pensei que era isso que queria.

O que eu queria? Voc� quis esta casa.

Quase se afogou para consegui-la.

Suponho que a pr�xima coisa que far� � cortar os pulsos

ent�o eu sairei e conseguirei um emprego.

- Pare com isso! - Ou ligar o g�s, como da primeira vez.

Pare com isso! Talvez queira-me morta!

Morta? Eu estou morto! Acabado!

Eles chamam este lugar de Valley Stream.

Que piada.

Uma cadeia em miniatura seguida de outra

com 10 p�s de grama entre elas.

Valley Stream. Odeio isto aqui.

Poder�amos ir para outro lugar.

Para onde poder�amos ir?

N�o podemos pagar nem por essa casinha p�trida.

Eu poderia voltar para a enfermagem.

Como viver�amos com isso?

Al�m do mais, mulher nenhuma me sustentar�.

N�o! Tenho de voltar ao trabalho

e eu n�o posso investir tudo em uma velha que escolheu para mim.

Al�m do mais, odeio senhoras velhas.

Escreverei para Delphine Downing hoje.

Olhe, eu lhe disse.

Quando conseguirmos dinheiro o bastante, poderemos nos casar

e ir para algum lugar longe daqui e sossegarmos.

Algum lugar agrad�vel. N�o Valley Stream.

Quando?

Se fizer como eu digo, muito em breve.

Talvez Fay responda.

Sim, talvez.

Mas se n�o o fizer, n�s vamos para Michigan.

Se me ama, o far�.

Quero encontr�-la sozinho nesta tarde.

N�o quero lhe trazer � cena at� ver como vou trabalh�-la.

- Entende? - Sim.

A direi que est� cansada da viagem e que est� descansando.

Pense nos 10.000 enquanto eu estiver fora.

Isso ajudar� a passar o tempo mais depressa.

E ent�o esta noite, n�s celebraremos o Ano Novo a s�s.

Iremos para um lugar bacana, certo?

- O que est� fazendo a�? - Voc� ver�.

Aqui vou eu.

Tudo preparado.

- Como pare�o? - Mm, um pouco velho demais para mim

mas bom o bastante para comer.

Mmm.

Sabe, acho que descansarei. Estou cansada.

Deseje-me sorte e pense nos 10.000.

O que aconteceu?

Primeiro tenho de mijar. Estou morrendo de vontade.

Por que estava segurando?

Onde se acha um banheiro em uma igreja?

O que faziam em uma igreja?

Fomos rezar juntos, e acendemos uma vela para o caro falecido Sr. Fay

cujo am�vel esp�rito nos uniu.

Ela parece caduca.

Ela est� se aproximando daquela idade.

Ela � ao menos 10 anos mais velha do que disse...

tem ao menos 65.

- Ela n�o achou que fosse muito jovem para ela? - N�o mesmo.

Eu a recordei o seu antigo e lamentado Sr. Fay

quando eles se casaram.

Ela n�o parece se dar conta de quanto tempo se passou.

Ela diz que temos muito em comum

que a nossa "pequena diferen�a de idade" n�o importa.

Voc� deveria ter visto a cara dela quando eu disse

que tamb�m era cat�lico.

- Sabe quem ela me lembra? - Quem?

- Sua m�e! - Minha m�e n�o � cat�lica!

Bem, � melhor voc� ser amanh� quando encontrar a Janet.

- Amanh�? - Sim, passaremos o dia com ela

para celebrar o Ano Novo.

E quanto aos 10.000?

Ela os tem. Ela n�o consegue parar de falar sobre. Ela me conta tudo.

� em dinheiro e est� em tr�s bancos.

E n�o se preocupe, eu o tirarei da tola vadia velha.

- Ainda assim temos de trabalhar r�pido. - Muito bom!

Temos � de tomar cuidado com a filha e o seu marido.

Sim.

E agora, o que mais gostaria de fazer

pela �ltima vez no velho ano?

- Adivinhe. - N�o sou muito velho para voc�? Um homem de 45?

N�o. N�o �.

Cinquenta enfermeiras sob a sua supervis�o! Martha, eu n�o sei como consegue.

Ela n�o � maravilhosa, Lucy? Tanta responsabilidade e t�o jovem.

� o que eu diria! N�o sei como o hospital

se vira sem voc� por todo um m�s, Sra. Beck.

Bem, eu tinha de vir passar algum tempo como o meu bem-sucedido irm�o.

Quando ele me escreveu sobre essa casa nova que estava construindo, disse para mim mesma

"Tenho de ir l� e dissuadi-lo desta ideia."

Se ao menos ele fosse casado...

Ele � meu irm�o mais velho, mas n�o pode ser um in�til.

Acho que isso se deve � sua cria��o europeia, Charles

Sim, Janet. Minha irm� teve sorte em ter sido trazida para a Am�rica

apesar da separa��o ter sido terr�vel para n�s.

Bem, estou feliz. Voc� � t�o gentil.

T�o encantador com o seu leve sotaque.

E mesmo que voc�s falem diferente,

eu saberia que s�o irm�o e irm� em qualquer lugar.

- N�o saberia, Janet? - Oh, sim, s�o como duas ervilhas em uma vagem.

Estou me divertindo tanto com estas pessoas.

Detesto partir. Mas eu sei que voc�s tr�s t�m muito o que fazer.

Posso diz�-la, Charles?

V� em frente.

Lucy, Charles e eu nos casaremos!

Janet, isso � maravilhoso! N�o posso acreditar!

Voc� � a primeira a saber. Com exce��o da Martha, claro.

� como um sonho. N�o consigo acreditar. Depois de todos esses anos.

Bem, n�o � um sonho, e voc� est� certa

n�s tr�s temos muito o que discutir.

Ent�o � melhor eu partir. Claro, eu lhe telefonarei esta noite.

N�o estarei. Esta noite levarei Charles e Martha para jantar.

- Oh, que �timo! - Ligue-me amanh� cedo, antes da Missa.

Adeus, voc�s dois. Foi �timo conhec�-los.

Parab�ns. E feliz Ano Novo.

Bem, o que acharam do chap�u que ela usava? Eu que o fiz.

Eu sei, querida. Escreveu-me tudo sobre eles.

Gostariam de ver um novo que acabei de fazer para mim mesma?

- Oh, eu adoraria, Janet. - Sim, de fato.

Certo. Eu o mostrarei a voc�s.

Oh!

Oh, que belo, Janet!

E eu mesma o fiz.

N�o acham uma gra�a?

O acho ador�vel.

Janet, com um talento como esse, est� perdendo uma oportunidade de ouro.

Claro. Se voc� tivesse uma lojinha em Nova York.

Teria de ser em uma cercania em conta.

Onde o aluguel fosse acess�vel, como, ah, Valley Stream.

Oh, Janet, que neg�cio voc� poderia ter para si mesma.

- Um neg�cio? - Ela teria de conseguir dinheiro, n�o?

Ela de fato teria. Ela precisaria de algum capital para come�ar, claro.

Mm. Quanto dinheiro voc� acha que ela precisaria, Charles?

Oh, eu diria que cerca de, ahm, $10.000.

Janet, se voc� decidir faz�-lo, n�o se preocupe com dinheiro.

Tenho algumas economias em casa.

Que melhor utilidade poderia dar a elas do que lhe ajudar a come�ar.

Oh, Martha, que doce.

Que doce voc� �, querida. Mas n�o preciso.

Ela n�o sabe que tenho o dinheiro, sabe, Charles?

Que maravilha, Janet.

Agora, voc�s dois, sirvam-se seja l� do que seus cora��es desejarem.

� por minha conta.

Deus! $1,85 por uma posta de vitela.

Acho que terei uma costela de porco. � uma compra melhor.

Costela de pouco, por favor.

Mas pe�a o que quiser, Charles.

N�o deixe que eu lhe influencie. Voc� tamb�m, Martha.

Eu quero a costela de porco tamb�m, por favor.

E n�o economize nas batatas dele como fez com as minhas.

O que voc� ter�, Martha querida?

Pedirei posta de vitela. N�o ligo para costela de porco.

Posta de vitela para ela.

E pegue leve no molho. Parece grudento. Cheio de farinha.

Conhe�o este lugar. Como aqui toda hora.

N�o!

N�o, essa n�o � a sobremesa.

Elas ficam por aqui. Venha.

Queria ter sabido que voc� tiraria meu p�s do ch�o

e me levaria para Nova York com voc�.

Por que, querida?

Oh, pois eu nunca teria pagado o m�s de janeiro ao hotel.

Estamos apenas no dia primeiro. Eu estarei saindo na segunda.

Acho que pegarei outra x�cara de caf�.

Oh, aqui, querida, deixe-me lhe dar o trocado.

Esque�a, Janet. Talvez eu queria mais algo.

Essa garota come demais.

Bem, ela sempre teve um apetite sadio.

Podemos partir logo pela manh�.

- Mas voc� quer ir a missa. - Oh, sim.

E ent�o voc� precisar� tirar seu dinheiro dos bancos logo pela manh� da segunda.

Talvez necessite de um pouco para um dep�sito para a loja de chap�us.

E como eu lhe disse, voc� consegue rendimento muito melhores

no meu banco em Valley Stream.

Sim, � claro.

E ent�o partiremos imediatamente para o seu novo lar.

Bem, temo que n�o chegaremos

a Valley Stream antes que os bancos fechem.

Veja s�. N�o dever�amos ter parado tanto tempo para aquele grande almo�o.

N�o era necess�rio. N�o mesmo.

Eu lhe disse, Janet. Eu fico enjoada andando de carro de est�mago vazio.

- Queria que eu vomitasse? - Oh, querida.

Al�m do mais, voc� leveu muito tempo no banco.

Teria sido mais r�pido se tivesse tirado o dinheiro em esp�cie.

E dirigir por a� com $10.000?

Que gra�a.

Mesmo, Martha, voc� n�o tem tanto senso comum quanto eu pensava.

Quero que as minhas duas melhores garotas parem de discutir neste minuto.

Acho que olharei os meus belos quadros por um momento.

Tem certeza que h� um bom lugar para eles?

Oh, sim, � claro. Os penduraremos nesta noite.

Certo. Essa � a �nica coisa em Albany da qual sentirei falta.

Minha ador�vel igreja. Tudo que eu tenho vai para eles, sabe.

H� uma boa igreja cat�lica em Valley Stream tamb�m. Tenho certeza que gostar� dela.

Sei que sim. Mas sentirei falta de Santa Agnes.

E claro que sentirei falta de Albert e Sarah tamb�m.

Realmente acha que foi certo partir assim sem dizer uma palavra?

Claro. Pense na surpresa excitante que far� amanh� ao ligar para eles

e diz�-los, "Agora eu sou a Sra. Charles Martin"

"Sra. Charles Martin"

Loja de Chap�us dos Martin. N�o � encantador?

Aqui est�o eles, s�o e salvos no seu novo lar.

Foi um jantar delicioso, Martha.

Tem certeza de que n�o posso lhe ajudar agora que penduramos os quadros?

N�o, querida. Voc� e Charles tem neg�cios a tratar.

V�o em frente e usem a mesa se quiserem. Eu limparei a cozinha.

� uma boa ideia. Janet, por que n�o pega sua bolsa?

Podemos tratar de tudo juntos agora mesmo.

Certo.

Bom, eu sugiro que voc� deposite tudo de uma vez no meu banco.

Mas � melhor que fique com mil em dinheiro

no caso de acharmos uma bela loja para voc�.

Talvez eles n�o aceitem um cheque.

Mesmo com as suas refer�ncias?

- N�o conhe�o todo mundo em Valley Stream, querida. - Certo.

Mas as joias v�o para um cofre.

N�o at� depois do casamento.

Quero que a minha noiva esteja o mais ador�vel poss�vel.

Oh, sim. � claro.

Agora, o que escreve nessas folhas de papel?

Tive uma ideia maravilhosa.

- "Surpresa"? - Apenas assine seu nome no fim da p�gina.

E ent�o o que acontece?

E ent�o eu as levo comigo esta noite e as posto.

Uma para a sua filha Sarah, uma para Lucy

e uma para o Padre Nicholas da Igreja de Sta. Agnes.

Eles as receber�o amanh� pela manh�.

"O que � isto de Janet?" Eles dir�o.

"'Surpresa? O que isto significa?'"

E ent�o eles telefonar�o uns para os outros.

"'Surpresa? Qual � a surpresa?'"

E ent�o logo pela manh� de amanh�

n�s imprimiremos alguns an�ncios de casamento.

O Sr. e a Sra. Charles Martin t�m o prazer de anunciar o casamento deles.

3 de janeiro em Valley Stream, Long Island.

A Sra. Martin � a antiga Janet Fay de Albany, Nova York.

Depois de uma viagem de f�rias para Miami, Florida

eles se instalar�o em Valley Stream, Long Island, Nova York.

Uma viagem de casamento

para Miami, Florida?

Posso lhe dizer agora.

Era a minha surpresa para voc�.

Oh Oh, Charles!

Que maravilhoso!

"Surpresa".

Que ideia encantadora!

J� que tem a sua caneta-tinteiro em m�os

- por que n�o endossa os cheques? - Endoss�-los esta noite?

Tenho de sair de casa bem cedo pela manh�

para conseguir que os an�ncios de casamento sejam impressos a tempo.

Eu posso passar no banco antes e deposit�-los para voc�.

Oh, Charles, � melhor escond�-los.

Oh, sim. Eu tenho um bom esconderijo no por�o.

Eu descerei com eles neste minuto.

E agora, por que n�o endere�a os envelopes para as cartas surpresa

para que eu possa post�-las assim que subir de volta?

Precisamos de outra carta surpresa para minha sobrinha de Utica.

Certo. Fa�a mais algumas.

Sempre podemos usar uma ou duas extras.

Martha, � melhor voc� descer ao por�o comigo.

Voc� pode me ajudar a esconder os cheques de Janet.

N�o quer que eu ajude, querido?

N�o, querida. � muito escuro l� embaixo. Voc� pode se machucar nas escadas.

Termine de endere�ar as suas cartas enquanto o fazemos.

Tudo bem.

Se eu n�o o tivesse visto, n�o acreditaria.

O que quer dizer com n�o acreditaria? Voc� viu.

� isso que se consegue sendo gentil com uma mulher e a dando afeto.

Eu tranquei a porta por dentro.

Charles, qual � o problema? N�o consigo abrir a porta.

Voc�s est�o bem a� embaixo?

Um minuto, Janet. J� subirei.

J� voltarei.

O fecho soltou. Estamos presos aqui embaixo.

Oh, querido Deus. N�o posso abrir daqui de fora?

Oh, Janet, ela n�o abrir�.

Meu Deus! Devo conseguir ajuda?

N�o, n�o. H� uma entrada externa aqui embaixo, pelo jardim.

Mas est� trancada, tamb�m, e vai levar algum tempo para abri-la, querida.

Voc� pode se aprontar para deitar enquanto isso.

Oh, pobre Martha. Ela est� t�o cansada.

Oh, ela est� bem.

Martha n�o se importa nem um pouco.

O que h�? N�o consegue dormir?

N�o, estou terrivelmente inquieta

e acho que n�o estou acostumada a um quarto estranho.

- Quer um son�fero? - N�o.

N�o, eu nunca tomo p�lulas. Nem mesmo aspirina.

Que pena.

Oh, estou lhe mantendo acordada. Sinto muito.

Deve estar cansada, ficou trancada naquele por�o por uma hora.

Janet, o que lhe preocupa?

Bem, a entrada externa do por�o...

pela qual voc� e Charles sa�ram...

voc� se lembra se a trancaram quando sa�ram?

N�s temos um bocado de dinheiro aqui em casa para dormirmos com uma porta destrancada.

Todas as portas est�o bem trancadas.

Agora volte a dormir. Voc� tem um grande dia amanh�.

Tentarei.

Acha que o pobre Charles est� bem naquele sofazinho ali?

Ele est� bem. Agora, voc� tem mais perguntas, ou eu posso dormir?

Bem, se n�o estivesse muito cansada

eu gostaria de ter uma pequena conversa com voc�.

Sobre o qu�?

Bem, sobre o seu irm�o. E sobre voc� tamb�m, suponho.

O que tem a gente?

Bem, aqui estou eu dormindo sob o mesmo teto que voc�s, e mal os conhe�o.

O que quer saber de n�s?

Bem, eu quase n�o sei nada sobre o Charles.

Bem, sobre o passado dele por exemplo.

N�o acha que �s 2:00 da manh� � um tanto tarde para hist�rias de fam�lia?

Bem, eu preenchi todos os meus cheques

e agora eu nem ao menos sei onde eles est�o.

Por Deus, Janet. Voc� o pediu para escond�-los para voc� no por�o.

Eu sei. Mas agora eu nem ao menos sei onde eles est�o.

E voc�s ficaram l� embaixo por tanto tempo.

Ficamos presos!

Eu sei. Mas assim que voc� subiram, Charles saiu para postar as cartas

e voc� e eu viemos para a cama e ningu�m me disse onde os colocaram.

- Quer que eu te leve l� embaixo e os mostre para voc�? - Sim.

N�o o farei. A porta da cozinha est� emperrada, ou n�o se lembra?

Talvez Charles n�o esteja dormindo ainda. Talvez ele os mostre para mim.

Eu n�o repetiria ao meu irm�o algumas das coisas que acabou de me dizer.

N�o penso que ele queira casar com uma mulher que n�o confia nele.

Agora volte para a cama

e v� dormir, e eu n�o o contarei sobre esta conversa.

N�o consigo dormir. Estou muito aborrecida.

Est� aborrecida com o que agora?

Eu devia ter ligado para Albert e Sarah.

Eu devia ter contado a eles o que eu estava fazendo.

Provavelmente eles ligaram para o hotel e souberam que eu parti.

Provavelmente est�o mortos de preocupa��o comigo neste minuto.

Eles receber�o as cartas surpresa pela manh�.

Como sabe sobre as cartas? Nem estava no quarto quando as escrevi.

Ouvi voc�s da cozinha.

Por que estava nos bisbilhotando?

Janet, o que h� com voc�? Queria que me deixasse dar-lhe um son�fero.

Est� se aborrecendo muito por nada.

- N�o. Eu quero usar o telefone. onde est�? - Para que quer o telefone?

Quero falar com Albert e Sarah, diz�-los onde estou.

N�o pode. O telefone est� na sala de visitas

e voc� n�o acordar� o meu irm�o no meio da noite.

- Pode faz�-lo pela manh�. - N�o, quero faz�-lo agora.

Quero o conselho de Sarah sobre aqueles cheques que assinei para o seu irm�o.

Volte para a cama, e resolveremos isso tudo de manh�.

- Por que n�o posso diz�-la agora? - Porque est� tarde. Por isso.

- Voc� a chatear�. - Ela n�o se chatear�. Ficar� feliz em me ouvir.

Eu disse que voc� pode ligar para ela de manh�.

Agora volte para a cama.

Janet, eu lhe darei alguns son�feros.

N�o. Sem son�feros. N�o me empurre assim!

N�o! Quero ligar neste minuto.

Pelo amor de Deus, Ray, devolva os cheques dessa mulher.

Leve-a para um trem e a mande de volta para Albany.

Ray? Ray? Quem � Ray?

Quem � R... Eu quero ligar para a minha filha!

Ela n�o me deixar�. Ela me estapeou.

Por que ela est� lhe chamando de "Ray"?

Estou assustada.

Ela quer os cheques dela de volta.

Eu ouvi.

Oh, n�o. Eu n�o os quero de volta, Charles.

S� quero ligar para Sarah.

N�o quero que ela se preocupe comigo. Isso � tudo. Posso ligar para ela?

Por favor, Charles, posso ligar para ela?

Eu ligarei e a farei a surpresa agora mesmo, certo?

Ela est� preocupada comigo. Por favor, deixe-me telefon�-la!

Primeiro, deixe Martha lhe dar algumas p�lulas.

Voc� est� muito aborrecida. Elas lhe ajudar�o a acalmar-se.

E ent�o poder� ligar para a sua filha!

N�o! Sem p�lulas.

Por que querem me dar p�lulas? Tenho medo de p�lulas!

Ray, o que faremos com ela?

Ray? Ray?

Eu n�o quero os cheques de volta. N�o, n�o os quero de volta.

E eu n�o ligarei para Sarah.

Certo? Certo, Ray?

Eu s� quero dar um passeio sozinha para refletir sobre as coisas.

S� quero tomar um pouco de ar fresco, e ent�o estarei de volta.

N�o quero os cheques. Deixem-nos no por�o onde os esconderam.

Por favor, v� para a cama! Eu j� voltarei.

Apenas tirarei minhas joias desse ba� e as colocarei no meu sobretudo. Isso � tudo.

Onde elas est�o? Oh, onde elas est�o?

N�o consigo encontr�-las! N�o est�o aqui!

Algu�m pegou minhas joias.

Onde est�o? N�o consigo encontr�-las.

N�o est�o aqui. Eu n�o as quero.

- Voc� tem de faz�-lo. - N�o, n�o quero.

Se voc� me ama, o far�.

Eu n�o levarei nada comigo! Nada mesmo! Nem ao menos me vestirei.

N�o!

Golpeei-a novamente!

Acabe com ela!

Aqui. Amarre isso e acabe com ela.

E tire-a do tapete.

- Aqui. Use isto como um torniquete. - Ajude-me.

- Oh, Deus! - Est� tremendo. Tem febre?

- O que h�? - Nada. � que voc� est� suando muito.

Tire sua camisa. Est� molhada. Pegar� um resfriado.

Por Deus, Martha, desligue a luz.

Fique calmo. Ningu�m sabe o que aconteceu.

S� voc� e eu.

Quero deitar-me por um minuto.

Preciso de uma bebida!

Quer as luzes acesas ou desligadas?

Deixe-as ligadas. Quero fazer amor.

"Queridos Sarah e Albert... "

"Quando receberem esta carta

"Eu serei a Sra. Charles Martin

"a caminho da Florida

onde viverei com o meu novo marido."

Espere um minuto. Ela sempre os leva com ela seja l� para onde vai.

Agora, isso n�o � encantador?

"Querido Charles, obrigada pelas suas atenciosas felicita��es de natal.

"O natal me d� um sentimento de vazio, solid�o.

"Rainelle finalmente ganhou um triciclo de natal.

"Ela mal pode esperar pela primavera para us�-lo.

"Ela est� ansiosa para conhecer o Tio Charles

"e ficou muito feliz quando a disse que voc� e a Tia Martha

estavam pensando em nos fazer uma visita.'"

"E ent�o, garotos e garotas, no dia 15 de abril

"do ano de 1865, Abraham Lincoln

"o 16� presidente dos Estados Unidos da Am�rica, morreu.

"Todo ano, no dia 12 de janeiro, o seu anivers�rio

um grato pa�s celebra o her�i que salvou a Uni�o."

O que � "celebrar", Mam�e?

Bem, "celebrar" � o que fizemos

hoje pelo anivers�rio de Lincoln, querida.

Voc� n�o foi ao jardim ne inf�ncia, n�o �?

E n�s tivemos bandeiras sobre a mesa do jantar.

E tivemos at� mesmo um bolo de anivers�rio para o Presidente Lincoln.

- Certo. - Que homem cruel, o que atirou no Presidente Lincoln.

Oh, bem, penso que ele deve ter se arrependido do que fez.

O Papai � um her�i no c�u como o Presidente Lincoln?

Sim, querida. E agora a Mam�e lhe colocar� na cama.

V� dar um beijo de boa noite no Tio Charles e na Tia Martha.

Ah!

Por que, Rainelle, qual � o problema com voc�?

Ela nunca me perdoar� por ter limpada a garganta dela.

Mas ela teve aquele resfriado h� tr�s semanas. Tsc Tsc Tsc.

Oh, Rainelle, e a Tia Martha ia

lhe comprar aquele cachorrinho que voc� quer tanto.

Certo, jovenzinha, v� para a cama.

Voc� est� cansada demais, penso.

S� a levarei l� para cima e a colocarei na cama. J� volto.

Agora, Rainelle, por que fez aquilo?

Uma festa de anivers�rio para o presidente Lincoln. Agora eu j� vi de tudo.

Shh. Ela te ouvir�.

Se ficarmos aqui por muito mais, ela me far� costurar bandeiras como Betsy Ross.

- Quem � Betsy Ross? - Oh, esque�a.

Venha ao covil, onde podemos conversar.

Estou cansada dela e da sua maldita comida saud�vel.

Tenho fome o tempo todo. E em mais de uma maneira.

Iremos para Grand Rapids amanh�, para uma viagem de compras.

S� voc� e eu.

Tenho tanta fome quanto voc�, querida.

Seja um pouco mais paciente.

Tem dito isso por tr�s semanas.

N�o. Ela disse-me esta tarde que est� quase fechando o neg�cio

daquela propriedade na Muskegon Street.

Pensei que fosse o conselheiro de financias dela.

Eu sou, mas voc� sabe, ela n�o � est�pida.

Ent�o tenho de ir com calma e devagar com ela.

Escute, ela tem ainda mais do que pens�vamos.

Ele tinha muitos seguros.

Ela nunca me escreveu sobre a metade deles.

Por isso que est� levando tempo para transformar tudo em dinheiro.

- E ent�o? - Ah, e ent�o...

Ela acha que iremos para Nova York onde me casarei com ela.

Mas nos livramos dela e da crian�a no caminho.

Ela est� apaixonada por voc�. Posso notar.

E da�?

� perfeito, se voc� apenas esperar por um pouco mais de tempo.

Depois disso, sem mais cartas e sem mais encontros.

Mais nenhum. Prometo-lhe.

Casaremos. Certo?

Charles, � engra�ado que sempre venha aqui.

Por que diz isso, Delphine?

Bem, porque John sempre preferiu vir aqui

do que se sentar na sala de visitas.

Ele costumava dizer que era mais aconchegante.

Sabe, isso � engra�ado. Pois eu sinto o mesmo.

Bem, adivinhem o que celebramos depois de amanh�?

- O anivers�rio do presidente Washington? - Oh, n�o, querido.

- � s� no dia 22. - Oh.

Mas pelo menos acertou o m�s.

Charles est� brincando com voc�, Delphine.

Na verdade, ele acabou de me pedir para lev�-lo a Grand Rapids

amanh� de tarde para ajud�-lo a escolher seu presente de dia dos namorados.

Oh, Charles. Oh, que doce da sua parte.

Me pergunto se Rainelle achou o cachorrinho dela. J� deveriam ter voltado.

Meu Deus, como aquela crian�a precisa de um pai.

Ela realmente se apegou ao Charles. N�o acha?

Suponho que sim. Mas se quer saber, acho que voc� a mimou.

Voc� faz muito rebuli�o com ela. Como nesta manh�.

Ela poderia ter ido para o jardim de inf�ncia.

Eu lhe disse que n�o havia nada de errado com o est�mago dela.

Voc� se chateia tanto com ela que voc� � quem est� doente.

Penso que n�o quer�amos que voc� fosse a Grand Rapids hoje.

Rainelle queria que Charles comprasse o cachorrinho

- e eu queria ficar a s�s com voc�. - Para qu�?

Tenho de falar com voc�, Martha. � importante.

- Temo que precise do seu conselho. - O que h�?

- Posso ser completamente aberta e franca com voc�? Bem, claro, o que �?

Quero casar com o seu irm�o imediatamente, antes de irmos para Nova York.

Por que quer faz�-lo?

Porque estou gr�vida. Por isso.

Martha, Charles e eu realmente nos amamos.

Pretend�amos nos casar quase desde o in�cio.

Acho que apenas perdemos o controle. Isso � tudo.

Mas veja, a coisa �, eu n�o quero que ele saiba sobre at� depois do casamento.

N�o quero que o fato de eu ter o filho dele tenha nada a ver com isso.

Por isso que preciso da sua ajuda.

Bem, afinal, voc� ser� minha irm�.

Eu nunca tive uma irm�.

O que quer que eu fa�a, Delphine?

Eu quero que voc� sugira que nos casemos aqui, imediatamente.

Amanh�. No dia dos namorados.

- Ele me prometeu. - Olhe, sei que est� chateada.

Ele queria ter certeza de que voc� n�o descobrisse

que acontecia algo entre a gente.

Eu acho-lhe maravilhosa, Martha, com seus valores conservadores.

Charles acha o mesmo, tamb�m, e ele est� morto de medo

de que voc� descubra que temos dormido juntos sempre que sai de casa.

Mas n�s nos amamos tanto, que n�o conseguimos nos segurar.

Pode entender, n�o?

Sim, eu entendo.

Martha, por que est� chorando?

Choro pois sinto pena de voc�.

Pena de mim? Por qu�?

Por que deveria sentir pena de mim?

Sinto pena de voc� porque meu irm�o nunca se casar� com voc� agora. Por isso.

- O que quer dizer? - Voc� descobrir� quando eu contar

que ele ter� de casar com voc� porque a engravidou.

- Voc� o faz parecer t�o terr�vel. - Bem, � a situa��o, n�o?

Bem, ent�o tem de me ajudar, Martha. Ele n�o deve saber.

Quer que eu minta para o meu irm�o? Nunca.

Voc� arruinou tudo.

Oh, Deus. Oh, o que farei?

Est� numa situa��o e tanto, n�o?

Al�m de perder o Charles, estar� gr�vida sem um marido.

Certo, eu lhe ajudarei.

Mas tem de fazer exatamente como eu lhe disser.

V� para a cama. J� voltarei.

- Aqui, tome isso. - O que s�o elas?

S�o p�lulas para alergia. Mas se tomar o bastante delas, abortar� o beb�.

- N�o, n�o quero fazer isso. - Delphine, n�o seja est�pida.

Ter� outro filho depois de casar. Isso resolver� o problema.

Elas n�o me far�o mal, far�o?

Eu as daria para voc� se achasse que fazem? Agora apresse-se, antes que eu mude de ideia.

Aqui, ter� de tomar mais. Precisa de mais delas.

Uh-oh! Acho que tenho de ir ao banheiro por um minuto.

Engula-as! Engula-as, est�pida!

- Aqui, tome um pouco mais. - N�o preciso.

Foi alarme falso. Oh, meu Deus.

Sinto-me tonta. Acho melhor voltar pra cama.

Oh! Oh, Martha.

N�o me sinto bem.

Mam�e! Mam�e! Olhe o cachorrinho!

Cale-se, Rainelle!

- Corra! - Que inferno est� acontecendo aqui?

Cuide dela. Eu volto j�.

Ajude-me. Ajude-me.

Coloquei a crian�a no arm�rio do quarto.

- O que aconteceu com ela? - Ela descobriu tudo.

- O qu�! Como? - Como diabos eu saberia, Ray?

Ela ia ligar para a pol�cia.

- Voc� a deu as p�lulas? - Mas n�o consegui faz�-la tomar o bastante.

O que far� com ela?

Ela tem uma arma na gaveta. Pegue-a.

Enquanto tomo conta dela, � melhor pensar numa maneira de se livrar da crian�a.

- Como? - Como eu saberia? Leve-a para um orfanato.

Est� brincando? Far�o mil perguntas, e ela n�o � nenhum beb�.

Ent�o coloque um travesseiro no rosto dela. Sufoque-a!

N�o me importo com o que far�, mas livre-se dela.

Voc� tamb�m pode subir.

N�o h� sentido em cavar duas vezes.

Veja, eu lhe disse que ela n�o estava mais na cama.

Agora tire o seu casaco, e eu o deixarei na cama.

A Mam�e est� bem agora. S� est�vamos brincando para lhe enganar.

Eu quero a Mam�e. Eu quero a Mam�e.

Ela est� no por�o com o belo cachorrinho

que o Tio Charles comprou para voc�.

Lembra, ela disse que o cachorrinho teria de ficar no por�o, n�o disse?

Vamos descer para ver a Mam�e brincando com o cachorrinho no por�o?

Vamos, Rainelle. R�pido. V� ver a Mam�e.

Voc� pode descer agora. Tomei conta de tudo.

Suba e fa�a as malas enquanto termino l� embaixo...

Melhor sairmos daqui depressa.

Para onde iremos agora, Ray?

Posso arrumar um encontro com uma mulher muito gentil de Nova Orleans.

Poder�amos ficar l� bem na �poca do Mardi Gras.

N�o gostaria disso, querida?

Sim, querido, gostaria disso.

Abrace-me.

E voc� n�o far� amor com ela?

Tem de perguntar isso novamente?

Eu n�o prometi? Eu n�o toquei em Delphine, toquei?

Depois de todo um m�s, nunca pus a m�o nela.

N�o confia em mim?

Sim, confio em voc�, meu querido.

Passaremos o resto do inverno em Nova Orleans.

Esta ser� absolutamente a �ltima, eu prometo.

E ent�o, na primavera...

Passe-me a pol�cia.

Al�, � a pol�cia?

Aqui � a vizinha da Sra. Delphine Downing.

n� 3435, Byron Center Road.

H� algo errado por l�.

Como eu sei? Eu ouvi um tiro. Por isso sei.

E agora h� algo peculiar acontecendo no por�o.

N� 3435.

Certo.

N�o importa quem eu sou. Apenas venham aqui.

Quem �?

Apenas um dos vizinhos dela, espero.

Bem, livre-se deles! E termine de fazer as malas!

N�o precisar� dela agora.

Al�m do mais, nunca gostei dela em voc� de qualquer forma.

Des�a. Tomarei conta de tudo.

- Ol�, Martha. - Hora de ir para o tribunal?

- Est� nervosa? - Sim.

Bem, o primeiro dia � o pior.

Ser� um longo julgamento. Se acostumar� a isso.

Ao menos verei Ray novamente. J� faz quatro meses.

Ele diz que ainda me ama, mas...

Tenho ouvido tantas mentiras que n�o sei mais em quem acreditar.

Bem, ent�o, tenho algo bom para voc�.

� uma carta dele. Permitiram-me d�-la a voc�.

Posso ficar sozinha com ela, por favor?

Esperarei por voc� ali na janela.

"Querida Martha,

"Eu gostaria de gritar o meu amor por voc� para o mundo.

"Talvez um dia, quando velhinhos,

"tenhamos algum tempo para passarmos juntos.

"Mas independente do que aconte�a conosco

"quero que se lembre de uma coisa.

"Voc�, e apenas voc�

"� a �nica mulher que eu j� amei.

"Voc� ser� a �nica e exclusiva mulher que sempre amarei.

"Agora e al�m do t�mulo.

Ray"

Martha Beck e Raymond Fernandez foram eletrocutados

na pris�o de Sing Sing no dia 8 de mar�o de 1951.

Tradu��o por Sleepy.joe

FIM

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