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Bear Grylls e sua equipe recebem ajuda em situações de risco de vida
como solicitado pelas regras de segurança.
Em alguns casos, situações são apresentadas para que Bear possa
demonstrar técnicas de sobrevivências.
Sempre procure ajuda profissional quando em locais perigosos.
Sou Bear Grylls.
E vou mostrar o que fazer para sair vivo
de um dos lugares mais extremos e perigosos da terra.
Tenho que passar por uma semana de desafios
e um lugar que alguém não duraria um dia
sem os conhecimentos corretos em sobrevivência.
Agora, estou na Sibéria, o lugar mais frio do planeta.
Com temperaturas comprometedoras chegando a menos 68º C.
Vou encontrar um cara que sabe o que é preciso para sobreviver aqui,
e aprender algumas de suas técnicas extremas.
Como o iaque morto pode salvar sua vida.
Nunca imaginei por nada desse mundo que beberia sangue fresco de animal.
Estarei tão necessitado de alimento,
que comerei coisas que te fariam engasgar,
e vou ter que achar o caminho pelas montanhas Sayan,
UNITED4EVER Quality is Everything!
Legendas: Ivekiø, Tchodz, Ph0b05 e Fanuelbenne
À PROVA DE TUDO SO4EO6 Siberia, Part 2
The Season Finale!
Estou voando pela Sibéria russa.
8 mil km² que área selvagem,
com uma reputação tão amarga quanto seu clima.
Esta paisagem congelada será um dos meus maiores desafios até agora.
Ao se perder na Sibéria,
suas chances de sobrevivência são quase zero!
Essa larga extensão de terra é um dos lugares mais frios do planeta.
Estarei sendo deixado nas Montanhas Sayan,
uma área proibida de bruma congelante em seus picos,
que estará entre mim e meu ponto de resgate.
Tenho alguns itens básicos de sobrevivência na mochila,
e minha equipe de filmagem, estará me acompanhando.
O helicóptero está pairando a uns 6 metros do topo do monte,
E há um declive direto abaixo, que deve ser só neve
na aterrissagem.
Muito bem, é agora!
Dessa altura, saltar errado pode quebrar suas pernas ou sua coluna.
Tenho que lutar pra manter meu corpo relaxado,
enquanto estou rolando.
Pode se dizer que estou aterrissado.
Caramba! Vejam Isso!
É o pior frio que já experimentei.
Amargo e dolorido!
Menos 29ºC ou pior! E suga quase toda energia dos músculos.
Mas dê importância pra isso e irá morrer.
É assim que o congelante frio russo, detona qualquer um em seu caminho.
O frio aqui é tão intenso,
que parece que está mordendo dentro de sua pele.
E até a coriza de seu nariz,
fica congelada, sabia?
Então como alguém,
ou qualquer coisa, pode viver aqui, é simplesmente extraordinário!
Até o ar que se respira é super gelado.
E quando venta a -40ºC,
cristais de gelo se formam em seus pulmões e começa a tossir sangue.
Pulmão com ulcerações de gelo são uma sentença de morte!
Sibéria é um dos lugares mais frios e cheios de vento em que já estive.
A temperatura é mesmo a pior coisa,
mais a altitude significativa, açoitada por esse vento,
é definitivamente forte para entrar pela roupa por todo lugar.
Minando minha energia, diminuindo minha velocidade ao mínimo.
Se não quiser ser um cadáver congelado em 24h,
é melhor se manter em movimento.
O ar congelante sibila para o sopé do vale,
mas pelo menos se tem uma proteção contra os ventos mussolinos.
Se pode ver o sol já sumindo por trás das montanhas.
E logo adiante a região de Tulsa, sob um pouco de chuva.
O que no hemisfério norte pode significar
que haverá uma pequena melhoria no clima.
Tem um ditado que diz que céu vermelho à noite é luz pro pastor,
céu vermelho pela manhã é a ruína do pastor.
E a razão disso é que todo aquele vermelho,
é poluição e sujeira, suspensos pela alta pressão,
por isso ao ver isso pela manhã é porque a alta pressão já passou,
se ver isso ao anoitecer é porque a ela está vindo em sua direção.
Interpretar o céu pode mostrar o perigo do clima,
mas também há perigo sob o chão.
Há tanto para se temer nessa solidão,
é uma questão de pensamento positivo para seguir em frente.
Pois acidentes geralmente ocorrem
quando as pessoas desatentas ao caminhar acabam escorregando.
É preciso controlar sua própria descida,
ao invés de deixar a montanha controlar pra você.
Caminhar pela neve profunda é exaustivo.
Cada passo é como pisar em falso numa armadilha.
E também há os rios mortais da Sibéria!
Caras, todos esses rios na Sibéria,
no inverno ficam com a superfície congelada.
E o que sempre tem é água corrente sob o gelo,
se ficar em silêncio pode até ouvir a água.
Por isso que atravessar esses rios é tão perigoso!
Se romper o gelo e cair na água, será arrastado por debaixo
e nunca conseguirá sair de lá.
O que se pude usar é somente essas pedras cobertas por gelo,
por onde se saltar de uma para outra até chegar do outro lado.
Uma escorregada nessas pedras e sairá ferido,
ou vai cair quebrando o gelo e entrando na água congelante.
Isso parece mesmo um jogo de xadrez gigante,
tem que planejar cada movimento e torcer para que sejam rochas
e não gelo!
Um erro aqui e perderá suas maiores chances de sobreviver.
Dificilmente há alguém por perto, e quase zero chance de resgate!
Posso mesmo ouvir a água...
correndo logo abaixo daqui.
Que tal foi isso? Muito bem, vamos em frente.
Estou do outro lado do rio, e retomo meu caminho.
É fácil de esquecer o quanto se fica suado ao lutar contra esse frio,
o que faz sua pressão sanguínea aumentar e te faz urinar mais.
Perdendo tanto líquido assim, te faz rapidamente ficar desidratado.
Antes que perceba, seu corpo começa a desfalecer,
seu cérebro sofre, em seguida seus rins,
antes que seu coração finalmente pare.
Essa é uma das poucas coisas que tenho visto que não está congelada.
A correnteza é forte o suficiente pra impedir que a água congele.
Portanto posso beber dessa água.
É preciso resistir a tentação de comer neve,
pois só vai queimar sua boca e gerar ferimentos.
Portanto quando puder se hidratar, faça isso!
Mas não se deixe tentar em beber muita água,
pois diminuirá rapidamente sua temperatura interior
o levando a um perigoso choque.
Ao invés disso, tome só pequenos goles
e mantenha seu cantil próximo ao seu peito,
ou bem envolvido dentro de sua mochila para que a água não congele.
Mas o rio não trás somente água.
Enterrado sob a neve existem plantas que podem te ajudar.
Olhe só isso...
isso é uma espécie de relva, pegue um pouco e
dê uma olhada nisso!
E isso tem propriedades anti-sépticas que os soldados
usavam na grande guerra para colocar em grandes ferimentos assim.
e o anti-séptico nessa relva ajuda a limpar e curar.
E tem muito disso por aqui.
Mas tenho em mente que o inverno da Sibéria tem desafios que irão
testar meus limites.
Tempo pra sobreviver nas condições de agora, é mínimo.
Estou na Sibéria, uma das áreas mais desertas e esquecidas do mundo.
A temperatura aqui pode chegar a menos 68°C.
É o lugar mais frio que já estive.
Mas são os rios que me assustam.
No inverno os rios congelam, mas esse aqui está tão rápido que há
uma fluente no meio.
É muito largo pra pular e se eu errar e cair dentro dele,
estarei sem controle e a mercê das águas geladas.
É muito longe pra dar a volta, então vou tentar nadar, mas é preciso ter
certeza que conseguirá sobreviver, depois que estiver do outro lado.
Se tiver que atravessar uma fluente assim e nessas condições,
o mais importante é manter a roupa seca,
pois mesmo que atravesse com a roupa molhada,
ela congelaria em minutos e você morreria.
Vou tirar toda minha roupa, guardar na mochila e jogar pro outro lado
e nadarei pelado.
Apenas alguns segundos nessa água e seu corpo entrará em choque
e você logo terá hipotermia.
Se não conseguir atravessar rápido, você irá desmaiar e o seu coração
irá parar.
Sinto que meu pé já está grudando no gelo.
Preciso entrar nele e chegar ao outro lado rápido.
Só tenho segundos dentro disso!
Nossa, que gelo! Caramba isso é tão estúpido!
É como colocar o pé numa piscina gelada antes de entrar
mas mil vezes pior.
As vezes é preciso entrar direto.
E do jeito que vou fazer isso é melhor esperar
e se acalmar antes de tomar a decisão de entrar.
Vou entrar e encarar isso.
Você está pronto? Vamos lá!
É tão gelado que a câmera congelou na hora.
Sinto que estou indo pro mesmo caminho.
Passe-a pra mim, pronto, peguei!
É por isso que guardei as roupas na mochila.
Ter algo seco para vestir, porque realmente o tempo pra sobreviver
nas condições de agora, é mínimo.
Tenho que me aquecer rápido, posso ter ulceração e já estou no primeiro
estágio da hipotermia.
Deus! Eu mal consigo sentir os dedos dos pés agora.
E essas são as partes do meu corpo que mais me preocupo
O meu interior, está gelado, mas está sobrevivendo,
mas as extremidades é que estão em perigo.
E isso inclui, as "jóias da família!"
Cuidarei dos meus pés...
assim que tiver alguma roupa de baixo me protegendo.
Agora sinto meus dedos menos gelados e adormecidos,
mas parecem blocos de gelo.
E conheço essa sensação, já tive ulceração numa montanha antes.
E é algo muito amedrontador!
Acontece que se sente uma grande perda de sensação no pé.
E nesse estado a vontade é de não fazer nada, mas é uma hora perigosa
é preciso aquecer, use o que puder, se tiver um amigo, coloque os dedos
embaixo das axilas dele, ou dentro da calça, qualquer coisa
só tenho esses dedos.
Vamos lá!
Está bom, cadê minhas meias?
E os dedos das mãos estão perdendo a sensibilidade também.
E quando seus dedos começam a adormecer,
não se consegue fazer mais nada!
Não consegue calçar as botas, atar os cadarços,
pois seus dedos ficam enrijecidos.
É preciso continuar se mexendo e ficar dobrando os dedos.
E frio ao extremo!
Posso que ver suas mãos, ficando cheias de gelo.
Mostre isso a câmera.
Continue movimentando seus dedos!
Se mantenha disciplinado, continue movimentando.
Vamos sair correndo em 5 minutos, para gerar calor nos dedos.
Vamos nessa!
Meu próximo desafio é escalar as traiçoeiras Montanhas Sayan.
Pode ir, vai, vai!
Estou na Sibéria, e é inverno, mostrando como sobreviver
no lugar mais frio do mundo.
Meu próximo desafio é atravessar os picos traiçoeiros
das Montanhas Sayan.
Essas montanhas russas podem ser mesmo assassinas.
Somente neste ano 3 estudantes morreram numa avalanche
e alguns escaladores e turistas perderam a vida,
e simplesmente não se brinca com este lugar.
Meu caminho a frente agora está bloqueada por milhares de rochedos.
A mistura de rocha, neve e gelo, vai ser uma dura escalada.
Essa floresta está se provando que será de difícil acesso.
Veja essa neve e rocha fundidos indo até lá em cima.
Parece até rocha congelada!
Então vou usar minha machadinha de gelo para isso!
O jeito pra escalar rochas verticais como essas,
é planejar a rota com muito cuidado.
E a chave para se fazer isso é não ter pressa, tenha certeza de que
está preso, tire toda essa neve do caminho.
Percebe com o que estou lidando?
Assim está bom, está bem preso.
Cometer um pode ser fatal.
Aqui é a metade do caminho, uma espécie de plataforma,
e parece que está acumulando um banco de neve
dê-me uma chance de recuperar o meu fôlego,
e tentar recuperar a sensibilidade dos meus dedos.
Isso aqui, parece de uma quietude que incomoda.
O que preciso fazer aqui é me apertar entre essa paredes,
e usar minha mochila como proteção atrás,
para me empurrar pra cima.
Esse gelo liso, mas vamos transpor, pode ir, vai, vai, isso!
Segurou? Só mais um pouco e te ajudo.
Estamos a salvo aqui. Venha.
Boa!
Brilhante, estou fora da escalada,
que sensação de fraqueza depois de chegar até aqui em cima,
me adapto e caio fora!
Bom trabalho!
Cheguei ao topo e estou no caminho.
A sobrevivência na Sibéria irá testar qualquer um no limite.
Quando estou me esforçando,
me lembro da história de um jovem soldado alemão,
capturado pelos russos no final da segunda guerra mundial.
Apesar de inocente pegou uma pena de 25 anos de trabalho pesado,
nas minas de chumbo da Sibéria.
E após um ano dentro dessa mina, só com sua força interior restando,
e corpo moribundo, ele planejou sua fuga.
E esse cara suportou 3 invernos brutais da Sibéria.
Mas ele deixou o ensinamento da importância,
de se quebrar grandes objetivos, em pedaços possíveis de atingir.
E a necessidade de sentir que estava progredindo e alcançando.
O que ele fez, ele tinha 10 balas em uma mão, a cada mil passos ele
passava pra outra mão e em outros mil passos ele passava outra,
e continuava fazendo isso,
até que literalmente e conseguiu sair do inferno.
Quando me esforço aqui na Sibéria,
só me lembro, pelo o que ele passou.
Noite após noite com temperaturas congelantes abaixo de zero,
sem fogueiras, sem abrigo e isso me lembra do legado que o espírito
humano pode carregar.
Quando o desejo por liberdade é forte.
Sobrevivência é mais sobre a força da mente do que a força do corpo.
É sobre achar o fogo que há dentro de si próprio.
Vou direto por aqui, por essa trilha de córrego.
Veja essa linha velha cruzando o rio, provavelmente foi posta por
caçadores e eles devem usar como linha de travessia
de suprimentos, cruzando este rio, que no verão está cheio e forte.
Isso é irresistível, não resisto a me divertir um pouco.
Vou usar uma técnica antiga técnica dos comandos para atravessar.
As vezes se cansa
e perde o equilíbrio, e se isso acontecer
precisa saber como voltar.
Balance as pernas pra cima, daí o braços por cima,
perna pra cima...
e então voltei.
E isso é estar de volta ao jogo.
Assim como quase tudo, isso é sobre boas técnicas
do que força bruta.
Nossa, meu "saco", isso deve ser feito em corda grossa
não em uma corda fina como esta.
Mas isso significa que pode haver pessoas por perto.
Os Tuvans vivem aqui por gerações,
e eles sabem tudo sobre como sobreviver neste ambiente brutal.
Tudo isso lá embaixo é um pequeno acampamento dos Tuvans.
e eles são os mestres em ficar vivo nessas condições abaixo de zero.
E quero conhecer alguns dos segredos de como sobreviver aqui.
A seguir, os Tuvans mostram o lado extremo da sobrevivência na Sibéria.
Uma das iguarias dos Tuvans são os olhos.
Estou na Sibéria, sobrevivendo aos desafios dessa vastidão congelante.
Estou perto do acampamento dos Tuvans
e quero aprender algumas técnicas locais
com estes especialistas do frio.
Primeiro preciso descer esse penhasco.
São 50 metros até lá, posso dar a volta mas o caminho pode ser longo.
Mas farei do meu próprio jeito, indo de frente.
Estou usando a técnica do rapel direto frontal.
Ela é comum para os Comandos e serve de teste de confiança,
pois descer de frente pro chão é assustador!
Assustador, mas divertido!
Mal posso esperar pra saber como os Tuvans se adaptaram
a viver todo dia nesse frio hostil.
Bom dia! olá!
Godja e Bea.
Oi, Bea!
Por milhares de anos os Tuvans mantiveram técnicas de sobrevivência
para que de alguma forma propiciasse sua existência aqui.
As casas são cabanas chamadas "yurts" feitas de bétula
e cobertas com pele de veado ou tecidos.
Com uma fogueira no meio, é perfeita para as condições cruéis.
Aqui dentro é mesmo um refúgio,
é tão quente comparado ao lado de fora que é congelante.
Mas eles moram mesmo aqui, não são nômades.
Vivem aqui o tempo todo, este é Sourat. Ele é o ancião da família.
Tem 84 anos de idade, 9 filhos e muitos netos.
Todos eles são descendentes de Gengis Khan
pois estamos perto da fronteira da Mongólia.
Acho que vão me dar algo para comer,
tenho certeza que é aquilo cozinhando ali.
Sourat está fazendo uma linguiça sangrenta,
feita de miúdos dentro dos intestinos e sangue.
Não parece apetitoso mas os Tuvans aproveitam todo tipo de comida.
A crença deles é forte, carma ruim pra quem desperdiça comida,
acreditam em espíritos zangados, você pode ver todos esses
miúdos, o sangue, o intestino, eles cozinham e comem.
Vamos ver qual é o gosto.
É muito forte, salgada e densa.
mas essa é uma comida boa pra sobrevivência
bem calórica e energética, muitos minerais e vitaminas.
E pra falar, depois que se come os primeiros...
pedaços... não fica tão ruim.
Esses caras são fortes como lobos.
Obrigado, Sourat.
Os Tuvans são caçadores de iaques e Sourat quer me mostrar
o quão importante são os iaques para sobreviver nessa terra.
Eles laçaram um deles e vão escarnear o animal.
e eu vou ver tudo que posso usar do iaque pra sobreviver.
Eles não matam iaques sempre, mas durante o inverno
para pegar a carne e peles de eles precisam.
Posso não gostar disso, mas pra eles é o meio de subsistência,
e é necessário para a própria sobrevivência.
Com a vida depende deles, os Tuvans tem muito respeito pelos animais.
E matam da forma mais humana que eles conhecem.
Veja o sangue saindo pela jugular, numa situação de emergência pra
sobreviver, é alimento e vida!
Quente e salgado, mas se estiver com fome e achar isso, salvará sua vida.
E o sangue fresco como este,
é rico em minerais, vitaminas, energia enfim tudo que precisa
para sobreviver.
E são vários os nômades em todo mundo que bebem o sangue fresco
dos animais como fonte de energia e alimento de sobrevivência.
Obrigado, Sourat.
Sourat deixou a carcaça para abri-la à moda dos Tuvans.
Certo, hora de trabalhar com isso.
Os iaques são os maiores animais desta região.
Conhecidos pelo sua densa pele.
O que o deixa quente, mas pode usar como roupa ou cama.
Coloque o dedo no final para não pegar nas tripas,
e deixe a faca correr pela barriga.
E enquanto estiver tirando a pele deste animal
terei que ter cuidado com o frio congelante.
Está fazendo -32ºC e isso se torna um problema novamente.
E toque a faca com a pele e ficaria grudado nela.
E é uma corrida contra o tempo,
antes que esta carcaça congele e eu também.
Esta carcaça ficara congelada em 20 minutos.
e parece que estou seguindo o mesmo rumo.
A temperatura esteve sempre a -32ºC e todo esforço é um desafio.
Já estou perdendo a sensibilidade nos dedos
e a equipe falou: anda logo!
Este é o lado feio, mas este é o lado quente.
E isso vai fazer a diferença.
Certo, agora vamos estripar.
É um trabalho cansativo mas tem que continuar.
a recompensa compensará o esforço.
É impressionante, olhem!
A gordura já congelou e está quase sólida.
E nem queiram saber o cheiro que saiu.
Estou a busca da comida mais rica que posso obter deste iaque.
Assim como os Tuvans é o fígado que procuro, é cheio de nutrientes.
Aqui está o que eu procurava.
Aqui está, um pedaço do fígado.
E está cheio de ferro.
E os Tuvans acreditam que ele limpa o sangue e diminui o colesterol.
Mas nunca comi fígado cru antes e ainda está quente.
Pelo menos ainda estava quente.
Mas... isso te faz sentir falta...
de uma boa e velha comida deliciosa.
Mas, é como alimento de sobrevivência é a melhor.
Foi um esforço e tanto para conseguir isso aqui,
mas me dará muita energia.
Mas prefiro minha xícara de chá.
Certo, a última coisa que quero desta carcaça é,
a outra coisa que os Tuvans disseram que comem
que seria os olhos.
E já dá pra ver os olhos saindo.
Tente não esmagá-los pois o líquido dará mais proteínas que um bife.
E na luta pela sobrevivência é preciso ter um estômago de aço.
E aqui está, parece muito com...
uma gigante bola de gude.
E não tenho a mínima idéia do gosto.
Vou tentar resumir a resposta.
Obviamente horrível.
Como uma erupção de uma meleca
gelada, líquida, gosmenta e cheia de sangue.
Já estou cheio desta carcaça de iaque
Estou com frio, ânsia de vômito. Está na hora de partir.
Agora os Tuvans me ajudarão a construir um abrigo.
Vamos acampar no inverno gelado da Sibéria.
Estou congelando de frio.
E no momento isto está sendo um teste de resistência.
Estou na congelante Sibéria.
Com os caçadores de iaque Tuvans.
Antes de seguir para meu ponto de resgate nas Montanhas Sayan,
primeiro vou aprender como os Tuvans sobrevivem
em um dos lugares mais difíceis do planeta.
Antes de sairmos para caçar Sourat tem uma dica
para manter o frio, a pior parte, longe de nós.
E o que ele tem aqui é uma tigela com gordura de touro.
Se sujar com gordura animal é uma técnica antiga de sobrevivência.
Ela protege do terrível efeito do vento congelante
que pode esfolar sua pele em minutos.
Não sei há quanto tempo este touro foi morto.
Mas tenho uma pequena suspeita de que este cheiro,
vai ficar comigo, por algum tempo.
Mas se funcionar vai manter o frio longe do meu rosto.
Os Tuvans caçam à cavalo e também com alguns cães.
E o que o Sourat esta procurando
são os esquilos, veados, touros selvagens,
E usam os cães para localizá-los.
E eles são caçadores experientes conhecem cada pedaço desta terra.
E também são peritos em caçar com muita eficiência
usando um mínimo de energia e obter o máximo de resultados.
E isso significa rastrear e pôr armadilha de acordo com as pegadas.
Sourat acha que aqui é um bom lugar para colocar algumas armadilhas.
Aqui tem umas pegadas que ele acha que é uma zibelina.
e juntos armaremos ela.
Zibelina são mamíferos parecidos com a marta americana.
E se souber procurar há bastante aqui na floresta siberiana.
Servem com alimento e sua pele para roupas.
E ele colocou esta pequena armadilha aqui,
e a está cobrindo com folhas e pedaços de madeira podre.
Isso é o bastante pra disfarçar a armadilha.
Zibelinas são criaturas atentas,
então é preciso disfarçar bem para pegar uma.
Isso não é esporte e sim sobrevivência e subsistência,
eles precisam obter carne e comida para poder viver.
E já está quase pronta.
Como ele faz isso, sem usar luvas, não faço idéia.
Está uns -32ºC agora.
Estou usando luvas e parece que meus dedos estão congelados.
Bom trabalho!
É incrível como os Tuvans se adaptaram para viver aqui.
As habilidades são passadas de pai para filho durante várias gerações.
Mesmo conhecimento que Sourat passou para seus filhos e netos
80 anos de idade Sourat está no meu livro de inspiração.
E é incrível como ainda está caçando e andando longas distâncias.
Muito contido e pacífico e ainda está em boa forma.
Não é um clima fácil para fazer tudo isso.
As caçadas dos Tuvans cobrem vastas áreas.
Viajam de dia e para se protegerem durante a noite,
constroem um abrigo com o que quer que encontrem.
Não sei ao certo o que ele quer fazer,
mas aposto que dará certo.
E estou empolgado para ver o que será.
Está muito frio mesmo, agora que o sol se foi.
Achei que estava com frio.
E espero que terminem logo para fazer uma fogueira.
Já passei por temperaturas extremas quando estive no Everest,
mas neste frio estou realmente sofrendo.
Já ta começando a pegar forma,
mas ainda tem vários espaços vagos.
E o que estamos fazendo é isolar com estes pedaços de madeira.
E depois colocamos mais destes troncos.
Mas já parece bem isolado agora.
Vamos continuar tampando.
Tem que cobrir o chão para conservar o calor do corpo quando se deitar.
Os Tuvans usam grama seca como cama.
E já temos uma camada bem grossa de grama aqui.
O que me dará uma boa isolação.
Estou trazendo um tronco grosso para manter a fogueira durante a noite.
Obrigado!
Sourat e sua família estão voltando para o yurt deles,
me deixando sozinho e por conta própria.
Me lembro do tempo em que ficaria agradecido por ter fogo,
pois meus dedos estão literalmente congelados.
E estou ansioso para passar a noite neste abrigo Tuvan.
Parece muito bem feito.
E espero que fique pelo menos bem isolado lá dentro.
Mas só saberemos pela manhã.
Pois o certo é que as noites aqui na Sibéria são longas.
Pois às 16h30 o sol se põe e ele só volta as 8h30.
E é muito tempo pra ficar tremendo de frio.
Está será uma das noites mais longas que já tive.
Sinto como se alguém tivesse me trancado num congelador,
e jogado a chave fora.
A temperatura continua caindo e sinto o calor saindo do meu corpo.
Nestas condições, pessoas caem no sono e nunca mais acordam.
Estou passando muito frio agora.
E estou olhando para o termômetro da filmadora,
e dando uma olhada pra ver quanto marca.
Está marcando -30ºC.
E no momento esta sendo um teste de resistência.
Tendo que mexer os dedos dos pés e das mãos.
Apenas tenho que manter mexendo.
E isso não é nada agradável.
Nunca tive tanta saudade da manhã, como agora.
Mas há 16 horas escuridão gelada para sobreviver,
antes de escalar as Montanhas Sayan e ir ao ponto de resgate.
Eles chegarão em 5 minutos e quero ter certeza que vão me ver.
Estou nas Montanhas Sayan na Sibéria.
Mostrando como sobreviver neste imenso congelador.
Passei a noite no abrigo dos Tuvans.
onde a temperatura foi abaixo dos -30ºC,
Nunca tive tanta saudade da manhã, como agora.
Agora estou em pé e preciso ir ao encontro do meu helicóptero.
Após 16 horas de escuridão, uma noite bem longa.
Finalmente amanheceu.
E vou deixar o acampamento Tuvan,
deste jeito, pois nunca se sabe quando um caçador
poderá usá-lo.
Após a noite congelante, preciso me aquecer e continuar.
Mas tenho um problema.
Ninguém conseguirá me ver sobrevoando este vale.
E para se ter alguma chance de ser visto nesta floresta,
é precisa um local alto.
Então vou tentar chegar no topo deste morro.
Caminhar em neve profunda extrai qualquer resto de energia.
Aqui cai quase 1 metro de neve por dia.
É necessário concentração e abrir caminho.
E o trabalho é duro para caminhar sobre isso.
E após apenas alguns poucos metros e já precisa descansar.
Não há quase nada para se comer,
e quando se deparar com algo, não pode deixar escapar.
Deve ser mesmo a erva formigueira.
Vejam só isso, estas duas folhas,
podem ser comidas. Não esta verde pois terá gosto amargo,
mas as marrons.
Não tem um gosto bom mas são fontes de energia.
E o que elas também fazem é curar problemas estomacais.
Se tiver diarréia como muitas destas e ficará melhor.
Mas não coma muito pois terá prisão de ventre.
Tenho que me apressar para o ponto de encontro do helicóptero.
Mas escalar neste terreno tem sido difícil.
E dêem uma olhada ali.
Tem uma fenda no penhasco.
Estão vendo aquela fenda se elevando, por ali se chega ao topo.
Lá em cima será um bom lugar para o sinal de fogo.
Cruzo através deste tronco e estarei na frente da fenda.
Caramba, vai ser um esforço e tanto.
É preciso continuar se esforçando até o topo.
Use as gramas e os arbustos para te ajudar a subir.
É uma escalada complicada mas definitivamente estou progredindo.
Está ficando estreito agora.
É preciso apoio e tem que usar o pé,
enterrando bem para dar mais atrito.
Subir em linha reta é complicado e mais perigoso.
Então siga em ziguezague.
Conseguimos chegar em cima, posso ver o cume da subida.
Essa área parece bem aberta,
e é o mais alto que posso chegar por aqui.
O helicóptero deve me ver.
O ponto central para um sinal é fazer muita fumaça,
para que possa ser visto de longas distâncias.
A fumaça também dará uma idéia para o piloto da direção do vento.
E vou colocar o máximo de verde que conseguir para fazer fumaça.
Eles chegarão em 5 minutos e quero ter certeza que vão me ver.
E então já posso ouvir o motor.
Lá vem ele.
Já avistou meu sinal de fumaça.
O desafio da Sibéria foi extremo.
Mas foi um privilégio conhecer os Tuvans,
e aprender com eles o necessário para sobreviver aqui.
É determinação e força de vontade,
que o ajudará a sobreviver no lugar mais frio da terra.
Mas eu não perderia isso por nada.
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