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A hist�ria de uma vida em 16 epis�dios.
Me chamo Florence Nightingaley e estou colhendo papoulas para os mortos.
N�o s�o papoulas, s�o acianos.
s�o acianos.
N�o me toque, Sra. Warren.
Me chamo Florence Nightingaley e estou colhendo papoulas para os mortos.
N�o s�o papoulas, s�o acianos.
Creio que o senhor est� apenas bisbilhotando
Bisbilhotando, Sr. Luper.
Sr. Luper. Sr. Luper.
Com seus bin�culos de primeira linha fabricados na Alemanha.
Bom dia, Sr. Luper. Bom dia, Sr. Luper.
Luper, Luper, Luper, Luper.
Abra a boca. Sou o dentista da esta��o.
Abra a boca, abra a boca.
Quebrei minha perna. Avise a Cruz Vermelha.
Quebrei minha perna. Avise a Cruz Vermelha.
Quebrei minha perna. Avise a Cruz Vermelha.
Quebrei minha perna. Avise a Cruz Vermelha.
Quebrei minha perna. Avise a Cruz Vermelha.
Quebrei minha perna. Avise a Cruz Vermelha.
Quando soar o apito,
devem correr e saltar a barreira.
Imaginem que � um jardim murado
e h� um tesouro do outro lado.
Est�o prontos?
Cuidado com os c�es.
Um, dois, tr�s, j�!
Vamos, vamos, vamos!
Tem certeza que consegue, Sr. Luper? Tem certeza que consegue, Sr. Luper?
O livro que assegura que o homem descende dos s�mios
est� em sua maleta barata junto � B�blia.
Bom dia, Senhor Luper. Sou o chefe da esta��o.
Bom dia, Senhor Luper. Sou o chefe da esta��o.
Bom dia, Senhor Luper. Sou o chefe da esta��o.
Bom dia, Senhor Luper. Sou o chefe da esta��o.
Bom dia, Senhor Luper. Sou o chefe da esta��o.
Bom dia, Senhor Luper. Sou o chefe da esta��o.
Bom dia, Senhor Luper. Sou o chefe da esta��o.
Bom dia, Senhor Luper. Sou o chefe da esta��o.
Preparar,
esperem,
v�o.
Preparar, esperem,, v�o.
Preparar, esperem, v�o.
Por cima.
Se a hist�ria de Tulse Luper fosse ficcional,
seria uma narrativa epis�dica de um homem e suas pris�es.
A hist�ria come�a em 1921, quando Luper tinha 10 anos
e talvez ainda n�o tenha acabado.
Luper foi visto pela �ltima vez em 1989.
Se estiver vivo, hoje teria 92 anos.
De quem foi a ideia?
� a segunda vez esta semana. E sempre no domingo.
Foi ideia do Tulse e de Macey Brittlestone.
E daquele maldito carcamano: Mario Knockavelli.
Voltem. Quebrei minha perna.
Estou ferido. Chamem a Cruz Vermelha.
Traga um trofeu, Ryan. Pega umas cal�olas no varal.
Leve-as a Passiondale e negocie o armist�cio.
Que horas s�o? 9:30. Pendurem suas cal�olas no varal.
Nos vemos em Berlim!
Lhe pedirei um sorvete de pistache com casquinha dupla.
- Por que dupla? - Seguram melhor.
N�o me toque! N�o me toque!
Me chamo Florence Nightingaley e estou colhendo flores para os mortos.
N�o s�o papoulas, Macey Brittlestone, s�o acianos.
� para que lembremos deles.
Iremos lembrar deles.
Pela tarde
e quando o sol se p�r...
Quando o sol se p�e...
pela noite, no oeste Lembraremos deles sempre.
S�o um trof�u, Sra. Warren, para levarem para casa, para a Inglaterra.
Tulse Luper disse que assim n�o haver� outra guerra, nunca jamais.
Chega. C�cegas por todo lugar.
Ter� um trauma de guerra. Acabar� em um manic�mio.
Que a Cruz Vermelha o leve. Chegar� logo.
N�o podemos deix�-lo.
Acabar�o o levando a Berlim e o far�o..
comer torta de Floresta Negra e engordar�.
- Como voc� sabe sobre o Floresta Negra? - Li na Gazeta do Sorvete.
Deixe-me, Tulse. Quero continuar morto.
Por que?
Quero ser um "matri."
S� os cat�licos romanos podem ser "matris".
� "m�rtir" e voc� n�o pode ser um. Voc� � judeu.
David � um nome gal�s.
Voc� � judeu, te falta um peda�o do pinto.
-Que a Cruz Vermelha o leve. -Chegar�o logo.
Sou gal�s!
Voc� pode ser um judeu-gal�s, n�o �, Tulse?
- Estamos quase l�! Eindhoven. - Eindhoven!
- Postdam! - Postdam!
- E as Portas de Brandenburgo! - E as tortas de Battenburgo!
Assinemos nossos nomes.
Cada epis�dio da vida de Tulse Luper
se associa com uma pris�o
e o primeiro encarceramento que Luper pode lembrar
aconteceu num domingo de agosto de 1921,
na terra natal de Luper, Newport,
junto ao rio Usk, no sul de Gales.
Os eventos que o levaram ao encarceramento
come�aram quando Tulse e seu amigo, Martino Knockavelli,
pularam os muros de seus quintais para escrever seus nomes
na parede de tijolos vermelhos no final da rua.
Seu nome � muito comprido, Tulse.
Far�o picadinho de n�s antes que voc� termine.
Vou fazer direito, para que todo mundo possa ver
depois me virarei e correrei.
Tulsey, Tulsey.
Tulsey, ele se foi.
Merda, Marty. Cuidado ou acabaremos em um conselho de guerra.
Preparados, esperem, j�.
Col�nia.
Amiens.
Tours!
Esse maldito moleque foi � guerra outra vez.
Se afaste da janela. A Sra. Warren vai ver as suas "coisas".
� asm�tica e ter� um ataque.
Le Touquet!
Calais!
Dover!
Blighty!
Blighty!
Ser� que voc� � idiota?
As pessoas querem descansar no domingo
e voc� n�o faz outra coisa que n�o seja todo este barulho.
Quantas vezes j� lhe disse que...
os muros dos jardins n�o s�o seguros?
Voc� vai acabar derrubando-os, cacete
E esque�a a merda da guerra. Ela j� acabou.
Eu quero esquecer dela, cacete.
Todos queremos esquecer.
Tristeza, saudades, sacrif�cios,
amargura e maldade.
Temos que erradicar o mal.
Temos que erradicar o mal.
N�o deixe que isso volte a acontecer.
J� passou e foi esquecido.
Em um glorioso domingo sangrento.
Em uma tarde sangrenta.
Em um domingo sangrento, em uma tarde sangrenta.
J� adulto,
Tulse Luper se tornaria quase que por exig�ncia em um escritor.
Talvez tenha se considerado antes de tudo um naturalista.
Se formou como arque�logo.
Talvez fosse importante que os demais o vissem como um colecionista.
Referia-se a si mesmo uma esp�cie de arquivista.
Sentia uma admira��o especial por colecionistas,
lexic�grafos, enciclopedistas
e por todos aqueles que tentavam ordenar o mundo sob um sistema
Gostava de fazer listas.
Colecionava, recolhia e classificava
nomes, imagens, eventos, experi�ncias, personagens, pessoas,
pris�es, maletas e peda�os de carv�o.
MALETA # 1 CARV�O
Havia 92 peda�os de ouro negro gal�s
na primeira maleta de Luper.
Cada peda�o representava, por sua silhueta,
superf�cie ou textura,
uma montanha que seria mais tarde importante na vida de Luper.
- Que faz a� dentro, Luper? - V� embora, estou ocupado.
Luper n�o era um alpinista
e, seguramente, exageramos este aspecto.
Podemos dizer que cada peda�o de carv�o,
representando o ingresso de seu pai,
de sua comunidade paternal
e a mitologia de sua inf�ncia, seria uma paisagem simb�lica
que logo descobriria em lugar do mundo.
Sua cole��o de paisagens come�a com as colinas que subia
quando crian�a junto ao rio Usk e continuam
com sua primeira viagem para fora do pa�s, ao deserto de Moab,
em Utah, EUA.
Deus do c�u!
N�o tome Seu nome em v�o, especialmente num domingo.
Voc� pesa uma tonelada, Fat Arbuckle.
Eu trai minha namorada.
Ache a Tiger Lily.
A minha est� sem roupa.
� porque est� indo nadar.
Faz muito frio na Dinamarca para nadar.
A sua vive t�o longe que nunca a conhecer�.
Tiger Lily � a filha de um mago. Ela usa pernas de pau.
- Ela sorri demais. - Porque � chinesa e inescrut�vel.
A minha n�o usa traje de banho porque � metade peixe.
MALETA #2 OS BRINQUEDOS DE LUPER .
MALETA #2 OS BRINQUEDOS DE LUPER Parece a sua m�e.
Eu gosto da sua m�e. Ela tem peitos grandes.
Que far� mais tarde se chegar a crescer?
92 objetos para representar o mundo. N�mero 15: Um beb�.
N�o serei minerador, nem soldado. Vou pra fora do pa�s.
Ficarei em casa comendo sorvete.
E verei como as coisas acontecem � dist�ncia. Mande-me postais.
Quero encontrar coisas.
- Que tipo de coisas? - Coisas perdidas.
Como o que? Maletas? Quer trabalhar nos 'Achados & Perdidos'?
Cidades perdidas. Pessoas. Homens. Mulheres.
Mulheres? Eu quero beijar muitas garotas.
Eu tamb�m. Eu tamb�m.
Garotas gordinhas que comem sorvete.
Acabar� na cadeia.
- Como esta? - Isso � uma cadeia? Haver� muitas.
- Gostaria de ser prisioneiro? - Meu pai � prisioneiro.
- N�o � verdade. - Das m�s lembran�as.
- Est� se referindo ao g�s?
E de estar apaixonado.
Por sua m�e? Isso � ser um prisioneiro?
Mais ou menos.
Como � seu queixo, Lupey?
Normal.
Que tipo de olhos voc� tem, Lupey?
Caralho, Marty, normais.
Tenho que fazer direito. Tenho que lembrar.
Me encarregarei de que voc� cres�a e...
e viaje para beijar muitas garotas como sua m�e.
E outras que nem ter� de beij�-las, pois elas vir�o te beijar.
Com quem est� falando, Tulse?
E encontrar coisas, claro. E ser prisioneiro.
Se realmente quiser.
- Obrigado, Marty. - De nada.
Eu lhe devo... considerando...
Falar sozinho � o primeiro sintoma de febre das trincheiras.
Maldito Knockavelli.
Os italianos s�o aliados s� na prosperidade.
Sai daqui, Martino.
Tulse est� de castigo.
E j� podem esquecer a maldita guerra. Ela acabou.
Quero que esque�am. Todos queremos esquecer.
Acabou e est� esquecida.
Em um glorioso,
e sangrento domingo pela tarde.
Fora daqui.
Sou prisioneiro. Estou muito ocupado.
Sou prisioneiro. Estou muito ocupado.
O que � a amizade, Martino? Queria compartilhar o castigo?
Tamb�m se sente culpado, Martino Knockavelli?
MALETA # 3: AS FOTOS DE LUPER.
AS MALETAS DE TULSE LUPE EPIS�DIO 2
AUDI��ES: Tulse Luper montando um cavalo
LOCA��O PARA EPIS�DIO 2: Palm Valley, Moab, Utah
Muito bem.
Apenas comam o sorvete.
Vamos, lamba.
O que se sup�e que estamos fazendo? Construindo o personagem?
N�o, apenas engordando.
Lambam, lambam, lambam!
Vamos, lambam, malditos. Estiquem essas l�nguas
e lambam, imbecis.
Cuidado com a l�ngua.
Essa provoca��o � realmente necess�ria?
- N�o, seu imbecil pomposo. - Quem est� chamando de imbecil?
Quietos!
Estique a l�ngua, lamba ou enfie a casquinha no rabo
e saia.
Tulse Luper e seu amigo e s�cio Martino Knockavelli
buscaram em Utah cidades m�rmons perdidas no deserto.
Luper estava fascinado pela mais nova religi�o do ocidente
e como haviam mesclado as mitologias modernas e antigas.
Suas viv�ncias no Deserto de Moab
potencializaram sua preocupa��o pela explora��o da paisagem.
Come�ou a considerar dois projetos.
O primeiro consistia em registrar objetos verticais na paisagem
de modo que mostrassem os grides que sugeririam
e demonstrariam a interven��o humana no entorno natural.
Chamou o projeto de Vertical Features.
As amostras fotogr�ficas e f�lmicas
que colecionou e editou na Europa
se perderam nos anos 50,
para voltar a serem filmadas nos anos 70 por seus admiradores,
em uma pol�mica cole��o intitulada:
Vertical Features Remake.
92 objetos para representar o mundo. N�mero 43: C�mara de cinema.
Deveria saber, Knockavelli, que um v�rus transparente,
parecido com uma lombriga gorda com ganchos, decidiu viver
neste precioso, g�lido
e puro arroio montanh�s.
Um v�rus chamado ''Entero Orificialis''.
O segundo projeto, influenciado por sua estada
em Moab foi uma fic��o antropol�gica,
una saga que documentou a invas�o gradual
de um setor tranquilo do rio por um grupo de colonialistas ferozes.
E crava seus ganchos na parede do est�mago
de onde n�o sai.
Uma vez estabelecido...
Talvez Luper tenha visto Knockavelli
como um habitante das �guas tranquilas,
uma esp�cie de deus ind�gena menor dos rios
e a amea�a do bacilo predador poderia se comparar � agress�o
de um ex�rcito inimigo a uma comunidade pac�fica.
Esse foi o transfundo do filme
baseado na investiga��o de Luper
e intitulada Water Wrackets.
..igualmente o orif�cio corporal ir� utilizar para...
Knockavelli admitiu ter se banhado
em um arroio de Moab
contraindo uma disenteria cr�nica.
Mesmo sendo dif�cil encontrar esse arroio em Moab
e os efeitos da disenteria eram muito oportunos
para explicar a aus�ncia repentina de Knockavelli
em situa��es que n�o lhe eram convenientes,
o envergonhavam ou lhe eram hostis.
Luper visitou Moab em 1934
e talvez ambos projetos,
Vertical Features e Water Wrackets
tenham sido um press�gio do que aconteceria na Europa
e tamb�m em sua pr�pria vida.
O dia que filmou aquele 16mm
foi um dia de ajuste de contas.
Luper colecionou cartas de amor que seu pai enviou � sua m�e
dos campos de batalha de Flandes na Primeira Guerra Mundial.
MALETA #4 CARTAS DE AMOR As cartas se tornaram
MALETA #4 CARTAS DE AMOR valiosos objetos de cole��o.
Foram vendidas pela primeira vez em Oslo.
Ok,
Como se chama, Sr. Observador?
Tulse Luper. Tulse Henry Purcell Luper.
E de onde �, Sr. Henry Persillooper?
- Inglaterra. - Inglaterra?
Ent�o "belos olhos" Persillooper,
n�o usa maquiagem, verdade?
O que faz t�o longe de casa?
Em nossa comunidade m�rmon temente a Deus.
Temente, amada e alegre comunidade.
Este � o rancho Hockmeister
no deserto de Moab no ver�o de 2002.
Foi aqui, em maio de 1934,
quase 60 anos antes, que Luper come�ou sua s�rie de aventuras
com a fam�lia Hockmeister.
92 objetos para representar o mundo. N�mero 31 Um Vaso de Flores.
O que sabemos das aventuras de Luper em Moab
provem de Martino Knockavelli.
E o conceito de deserto de Martino era liter�rio.
Come�ou com o Egito e suas pir�mides
palmeiras e as margens do Sahara.
Havia visto fotos do M�xico
e sonhado com "haciendas" de estilo espanhol
rodeadas de cactus em flor e oliveiras.
Martino juntou seus conhecimentos acumulados sobre o deserto
e criou uma mescla de Luxor e M�xico
influenciado pelas caracter�sticas reprodu��es
das coloridas ilustra��es
do calend�rio de Maxfield Parrish
pendurado no banheiro de sua av�.
N�o h� mulheres em seu pa�s?
H� algumas, claro.
Ent�o por que est� procurando em uma propriedade privada?
Tenho um amigo que gosta de estar sempre muito limpo.
E estou fazendo uma investiga��o
sobre os h�bitos higi�nicos dos habitantes de Utah.
Luper ent�o saiu do deserto
trazendo seu cavalo por um barranco flanqueado por palmeiras,
o que n�o � exatamente uma imagem comum em Salt Lake City.
Mas, e da�?
E pr�prio Joseph Smith ficaria
feliz com essas imagens,
j� que n�o distanciavam-se das misturan�as
de sonhos b�blicos que ele havia inventado
para sua rec�m criada religi�o.
N�o estaria procurando uma jovem noiva?
Peitos de p�ra, tran�as e uma bundinha rosada
boas para dar umas palmadas!
Fecha essa boca suja, Percy!
Por que, Zelke? N�o lembra mais de quando molhava sua roupa �ntima?
Ele est� procurando problemas. Julian diga-lhe para enfiar a cabe�a na �gua.
Ou melhor, em gelo picado.
Malvadinha, malvadinha.
Procuro cidades perdidas.
N�o perdemos nenhuma, ent�o por que as procura?
Ele est� s� bisbilhotando
com um par de bin�culos de primeira linha...
Bin�culos.
...fabricados na Alemanha.
Comprei um mapa em Salt Lake City que marca v�rias cidades m�rmons
perdidas entre Moab e Salt Lake.
Lugares espantosos, com �ndios hostis, sem �gua,
escorpi�es, rochas met�lica, calor infernal,
que foram abandonadas h� v�rios anos.
- Veio reclamar algo? - � s� um enxerido
que exercita seu pau vendo a mulher de outro tomar banho.
- Voc� � ingl�s? - Sim.
Est�o tendo problemas l�?
Gostaria de saber porque somos de origem alem�.
E creio que meu povo e o seu
n�o est�o tendo boas rela��es por hora.
- N�o � verdade? - Pode ser.
Eu sei que � verdade.
Se os problemas piorassem,
a Inglaterra venceria, Sr. Loopey?
Vencemos da �ltima vez. Poder�amos vencer novamente.
- Acha que sim? - E qual seria sua posi��o?
Eu lutaria.
- Mesmo? - E por que?
Para erradicar o mal, claro.
Erradicar? Soa agressivo, Sr. Luper.
Como comunidade temente a Deus,
certamente compreendem facilmente o que lhes digo.
N�o creio que voc� lutaria.
Duvido completamente.
Veja,
voc� me soa muito, muito verde.
T�o verde, que n�o sei por que exercita seu pau
vendo como mulheres se banhando em sua privacidade
em nosso belo deserto m�rmon de Salt Lake City,
Utah,
Am�rica,
EUA,
o Universo.
Sabe de uma coisa?
Duvido que tenha um pau para exercitar.
Vamos dar uma olhada
Pelo amor de Deus, Percy. Eu falei, Julian.
- Estamos comendo. - Jesus Cristo, Percy.
N�o se preocupe com as senhoras, elas j� viram muitas.
Estamos bem servidos. Por que iria se interessar?
Ei-lo.
N�o � que ele tem? Um pau ingl�s. Que do�ura.
Poder�amos deix�-lo mais doce.
Um pau pegajoso
para as moscas, abelhas, insetos,
formigas e mosquitos
do deserto americano de Colorado,
Utah, EUA.
Na esta��o de Ventimiglia, na fronteira franco-italiana,
houve um incidente em 23 de agosto de 1941
que teve pouca repercuss�o, mas com um estranho valor estadista.
A esta��o era uma importante passagem de fronteira
de ativistas pol�ticos
e para o movimento clandestino de refugiados e desertores.
Entre a atarefada atividade do expresso com destino � Roma das 15:15
e o trem regional com destino � Veneza das 15:37
um jovem casal,
sem passaporte, foi preso.
Os fizeram se despir. Houve disparos.
Abusaram sexualmente da mulher.
A roupa dos amantes foi guardada em duas maletas iguais.
MALETAS # 5 e 6 A ROUPA DOS AMANTES
Pode ser pura coincid�ncia
que as 17 testemunhas dos disparos tenham morrido violentamente
nos tr�s meses posteriores em incidentes sem rela��o
com a execu��o da esta��o.
Ent�o, Sr. Luper, o ingl�s,
Que est� achando dos americanos?
Razo�veis.
E os alem�es-americanos?
N�o vi muitos.
E teriam que abrir a boca para reconhecer o sotaque.
Mas parece que gosta das alem�s.
Era verdade que procurava cidades fantasmas?
Sim.
E nada mais, Sr. Luper?
Disse estar interessado
em Sodoma e Gomorra.
N�o queria dizer com isso que estava interessado no pecado?
Sabe,
mulheres, lux�ria, avareza,
minerais.
Ouro. N�o estar� interessado em ouro ou algo parecido,
Sr Luper,
nestas montanhas,
neste deserto?
N�o.
J� ouviu falar de ur�nio?
Sim.
N�o estaria buscando ur�nio, Sr. Luper,
n�o � mesmo?
Senhor Luper?
Por aqui? Em Moab?
Ur�nio...
O n�mero at�mico 92...
Imposs�vel de se conseguir em estado puro,
ainda que um ge�logo saiba onde procurar.
Seu s�mbolo: um grande U.
U de �til.
Utah, Estados Unidos da Am�rica
e Utopia.
Ur�nio?
Cheira a deprava��o,
como o s�men.
� oleoso, como o sangue.
Met�foras poderosas, n�o?
Viu algo assim,
sentiu o cheiro
ou o gosto?
Se estiver interessado eu poderia patrocin�-lo
Encontrar�amos um modo de subvencionar sua busca.
Poder�amos comprar-lhe um chap�u para o deserto.
Gosto de homens com uma pequena barriga,
como se estivessem gr�vidos de tr�s meses.
Isso os deixa centrados.
Lhes d� gravidade.
E ressalta o que t�m abaixo.
Que me diz disso?
Voc� n�o fala muito, n�o �, Sr. Luper?
O sol est� batendo em meus olhos.
Os insetos est�o me picando, eu n�o sou um ge�logo
e estou com minha cal�as nos tornozelos.
Sim, � verdade.
N�o somos bons anfitri�es,
ainda que isso n�o seja uma caracter�stica m�rmon.
J� atrasamos muito a sua investiga��o
sobre as cidades fantasmas
de origem m�rmon.
Est� livre para partir, Sr Luper.
Est� livre.
� um longo caminho daqui para qualquer lugar.
Eu poderia lhe dar uma carona.
Como quiser, mas n�o creio que v� chegar a algum lugar
ainda mais antes que caia a noite cerrada.
Insola��o.
Muitos estrangeiros sofrem insola��es.
Sem chap�u...
Dizem que h� animais por a�
grandes dentes, mau h�lito
e maus modos.
Poderia trope�ar em alguma criatura sinuosa
sob o sol ardente.
E pode fazer muito frio � noite.
Frio g�lido, sabe?
De tremer.
E voc� n�o est� usando muita roupa, como pudemos perceber.
Voc� j� me causou muitos problemas.
Acha mesmo?
Est� com um cheiro doce.
Como � ter algo t�o pegajoso entre as pernas?
� melhor n�o manchar o carro do meu pai.
Seu pai?
Vamos ver se adivinha.
� melhor sentar em cima de algo.
Que tal sua camisa?
Bom dia, Srta. Hockmeister.
Saia do carro. O prenderemos por ter feito sexo com uma menor.
Isso n�o � verdade.
O que? Sobre ter feito sexo ou sobre ela ser uma menor?
92 Objetos para representar o mundo N�MERO 45 - ROUPA �NTIMA FEMININA .
92 Objetos para representar o mundo N�MERO 45 - ROUPA �NTIMA FEMININA - Temos provas. - Ou isso � seu?
Isso n�o lhe pertence Srta Passion Hockmeister?
Na verdade pertence
Vamos, vamos senhor.
Eu preferia estar na lua do que estar na sua pele.
Talvez voc� ainda esteja por l�, Tartar Stringy.
Quando Hitler visitou Roma em maio de 1938,
una correspond�ncia postal, reconstru�da em 1987,
revelou um arquivo de material censurado no Vaticano,
nos por�es do Edif�cio de V�ctor Manuel.
Tr�s oficiais alem�es descobriram
MALETA # 7 PORNOGRAFIA DO VATICANO uma maleta de artigos pornogr�ficos
o que provocou uma disputa
que resultou na morte de um soldado italiano.
Se pediu uma investiga��o mas a maleta desapareceu
para ser redescoberta no Edif�cio V�ctor Manuel nos anos 80
durante a filmagem de um filme chamado ''The Belly of an Architect''
cuja hist�ria original sobre o fascismo arquitet�nico
foi escrita por Luper em 1945,
durante seu c�rcere em Roma.
Talvez Luper fosse, e seja, um prisioneiro nato.
Ele mesmo chegou a afirm�-lo
Sugeriu que poderia haver algo nele
que o predispusesse a ser um prisioneiro.
Logo depois disse, "e isso � incomum?"
Luper conheceu e reconheceu muitas pessoas...
que foram prisioneiros de diversas formas. Lembran�as.
Tempo. Nostalgia. Lugares. De uma pessoa.
De uma rela��o. De uma obsess�o.
Dinheiro. Sexo.
Sugeriu que todos temos um carcereiro.
N�o exultava isso, ou criticava.
Nem era um coment�rio compensat�rio de um homem...
cuja pris�o foi quase sempre f�sica.
Era um fato.
Para Luper era t�o evidente, que nem mesmo era um fato.
O que evidencia um fato � sua relev�ncia.
Ser um prisioneiro em meio a cotidiano...
nem sequer era destac�vel.
Por invas�o, multa de um d�lar.
Luper disse que se ser prisioneiro era uma condi��o humana,
era melhor acostumar-se a ela.
Utiliza-la. Tirar vantagem dela.
A Luper interessava transformar o c�rcere...
em uma arte.
- E agora passamos aos delitos graves. - Quais?
- Voyeurismo. - � um crime especial m�rmon?
Poderia ser.
� como roubar com os olhos. Levado pelo sexo.
Seu passaporte est� em ordem?
Sem fian�a.
- Sem fian�a? - Sem fian�a.
Apenas pense onde iria dormir e jantar esta noite.
Est� tudo bem.
Vivemos no deserto, mas Deus nos deu �gua.
Somos liberais com a �gua.
H� algo mais aqui?
Um peixe.
- Que tipo de peixe? - Para o jantar de hoje.
N�o, n�o est� se afogando. Est� tomando banho.
Uma truta assada com molho.
Com que?
Ervilhas e piment�o
um pouco de ab�bora
e um pinguinho de whisky para dar sabor.
Ma Fender tinha habilidade com os peixes.
Algo pouco comum a 1.700 quil�metros do mar em um deserto sem rios.
Quando jovem, Fender era conhecida como a mulher inseto,
a devota Dama M�rmon dos invertebrados.
Nunca temeu a s�tima praga do Egito.
Agora era conhecida pelos peixes.
MALETA # 8: PEIXES.
Os antigos m�rmons
cruzaram o Atl�ntico em um submarino vindo da Palestina.
Joseph Smith os hospedou em Kentucky.
Depois, Brigham Young os levou para o oeste, afastando-os do mar.
Chegaram a Salt Lake City.
Como o lago era muito grande e salgado,
acreditaram ter encontrado o mar.
Sempre quiseram reconstruir a Palestina e a Terra Santa.
Sabe,
uma nova Jud�ia junto ao mar nos EUA.
Acreditavam,
que tinham a paisagem adequada para faz�-lo.
A paisagem � muito importante para os m�rmons.
Constru�ram belas cidades no deserto.
A maioria desapareceu.
Bem...
Isso j� faz tempo.
De onde tirou isso?
Minha m�e me deu
e a m�e dela deu a ela.
Sabe,
nem os Fenders nem os Hallises nunca viram o mar.
Como �?
J� o viu?
Se tivesse algo para desenhar, eu mostraria.
Com a chegada de Luper, Ma Fender teve tr�s id�ias em uma.
Estudar os mares do mundo.
Esse era um desejo muito claro.
Agradar um estranho que se parecia com o Anjo Moroni,
ou talvez agradar o pr�prio Anjo Moroni.
E agradar a sua difamada e perdida h� tempos,
Ruby Hockmeister.
Ma Fender tirou uma maleta de debaixo de sua cama
e organizou uma exposi��o.
Luper estava disposto a homenagear
as tr�s id�ias de Ma Fender ao mesmo tempo.
Pertenciam a Ruby.
MALETA # 9 OS L�PIS DE RUBY Era desenhista. Nunca parava.
Percy queimou todos os seus desenhos.
70% da superf�cie terrestre � �gua.
90% do corpo � �gua.
Todos nascemos no l�quido amni�tico.
Para acompanhar nossas emo��es, quando rimos e quando choramos,
nossos olhos se molham.
A l�gica diria que o animal mais inteligente deveria ser um peixe.
N�MERO 53: UM PEIXE H� uma teoria que diz que os macacos aprenderam a nadar
e como o pelo se torna pesado na �gua,
o primeiro homem saiu da �gua
h� um milh�o de anos, ap�s perder o pelo.
Joseph Smith dizia algo parecido.
O batismo original.
Houve uma �poca na qual Luper se comparava com um caracol.
Os carac�is s�o independentes.
Luper estudou os carac�is. O caracol � hermafrodita.
Traz nas costas a sua pr�pria casa, sua pr�pria maleta.
Sua pr�pria pris�o.
Est� preparado para viver em qualquer lugar, ou quase
S� necessita de um pouco de umidade.
Sem muita luz. Sem muito sol.
Carac�is gostam da luz da lua.
As condi��es ideais de uma pris�o.
Luper idealizou um projeto
no qual se reconheceria o caracol...
como o catalisador do mundo,
decompondo os materiais desperdi�ados
e responsabilizando-se pela limpeza do planeta.
Este material se incorporaria logo nos anos 80
em um filme chamado "ZOO - Um Z e dois Zeros".
Mas Luper tamb�m reconheceu
que o caracol era um burgu�s por excel�ncia.
Sempre vivendo em casa. Mas vivendo em todo lugar.
J� que ele n�o teve um lar durante um longo per�odo,
o lar e ref�gio de Luper foi sua maleta.
Caracter�sticas. Altura?
- 6 p�s. - Peso?
- Doze pedras e meia. - O que � 'pedra'?
175 libras.
De-me sua roupa. Precisa ser lavada.
Cor do cabelo.
Louro.
Religi�o.
Sem religi�o.
Vamos, segunda chance. Religi�o?
Sem religi�o.
Sem religi�o? Um macaco pag�o?
N�o necessariamente.
J� fui metodista at� que vi o m�todo e larguei.
O que aconteceu? N�s o assustamos?
� mel.
Mel? Os ingleses mijam mel?
J� vi coisas piores. Quando Joe e Tom desenterraram...
Cale-se!
Tire-a.
N�o perguntarei o porqu� sai mel do seu amigo.
Invasor, mulherengo, espi�o,
corruptor de menores, v�ndalo, mija mel
e homem-macaco pag�o.
Verei se encontro uma cal�as.
Nenhum macaco ateu usar� as minhas cal�as!
Seus crimes, Luper, s�o cada vez piores.
Levante, para que possamos reconhec�-lo no inferno
porque eu diferente de voc� sou um homem religioso,
mas gosto muito de maldades para querer ir para o c�u.
Quero reconhec�-lo para flagela-lo por n�o ter religi�o
e por ser um macaco pag�o.
Coloque um W de prisioneiro de fim de semana
e PT por pervertido e tarado.
E suas iniciais: T.L.
S� tenho um T.
Ent�o um V de voyeur.
- O que significa isso? - Algu�m que olha quando n�o devia.
Uma boa defini��o de fot�grafo.
E o n�mero?
Ponha um n�mero alto, para parecer que temos bastante trabalho.
Isso parece perigoso, um verdadeiro delito.
� muito para algu�m com essa cara de menino.
Os pag�os s�o perigosos. Propiciam liberdades n�o desejadas.
Livre pensamento, amor livre, pol�tica livre, leite gr�tis.
Leite gr�tis?
E n�o se aproveite. N�o quero que se ache importante.
J� tivemos vil�es de verdade aqui.
Faria picadinho de voc�, estrangeiro.
N�o andamos em falta de bons pecadores.
Ser estrangeiro � um pecado.
Por que est� agarrado a essa maleta?
Que tem a� dentro? Est� cheia de buracos.
MALETA #10 BURACOS Que tem a� dentro? Est� cheia de buracos.
A Sra. Fender disse que ele busca o ouro perdido dos m�rmons.
Essa maleta � para o ouro? Vai perder tudo pelos buracos.
- Cr� mesmo nisso? - Pode ser.
Sr. Fender, quero ver o homem que prendeu.
Imposs�vel, temos ordens do Sr. Percy.
Eu me encarregarei do Sr. Percy.
Se encarregaria de mim?
Eu tamb�m quero uma fotografia, Sr. Mastersinger.
N�o pode fazer isso.
Agora est�o come�ando a parecer jovens amantes.
Agora est�o come�ando a parecer jovens amantes.
E eu j� fotografei todos os tipos de amantes.
MALETA # 11 FOTOGRAFIAS DE MOAB E eu j� fotografei todos os tipos de amantes.
MALETA # 11 FOTOGRAFIAS DE MOAB Pre�os especiais para os amantes.
Poderia-se...
poderia-se... em alguns casos,
chamarem-se fotos de casamento.
Uma prova de que duas pessoas fizeram os votos.
Ainda que algumas vezes n�o d� certo.
Eu fotografei toda esta comunidade:
Prefeitos, xerifes,
conselheiros, noivas, esposas,
mulheres decentes, mulheres indecentes,
segundas esposas, b�gamos, pol�gamos,
fugitivos, ad�lteros,
e seus filhos. Muitas, muitas crian�as.
Doentes e s�s. E mortas.
Nada bonitas, medianamente bonitas
e t�o lindas como anjos.
Sua cunhada por exemplo, a pequena Ruby.
Cuidado, Joe.
Linda, linda, linda
Cuidado, Joe.
A acusaram de blasf�mia.
Imposs�vel! Tirei muitas fotos daquela menina.
As lentes se obcecaram por ela.
Agora gostaria de ver essas fotos, Sr. Mastersinger.
E enquanto esperamos, usaremos a cama.
Creio que ainda est� quente.
- Por que faz isso? - N�o � �bvio?
Queria v�-lo em um lugar onde n�o nos incomodassem.
O que melhor do que o ninho do xerife?
Eu estou completamente perdido. Ter� que explicar-se.
N�o h� nada para explicar.
E n�o fique nervoso pensando que trepa com uma menor
pois completei 18 em abril.
Primeiro de abril. No dia da mentira.
Sabe o que isso significa?
Que meu pai era muito patriota.
Um aut�ntico patriota.
Um americano que fez de mim uma genu�na americana.
Fui concebida em 4 de Julho.
Continua n�o acreditando, n�o �?
N�o se assuste.
As m�rmons s�o sempre menores para os desconhecidos.
Os ingleses amadurecem devagar.
N�s m�rmons vivemos o presente.
Joseph Smith era um homem do presente.
� preciso viver assim, porque o inferno de amanh�
ser� t�o chato como sentar-se no deserto com as serpentes
e os �ndios b�bados. J� temos bastante disso.
E o c�u tamb�m ser� um inferno,
um mundo masculino
Onde comparamos joelhos sujos com outras esposas.
Agora beije-me a bunda, ingl�s.
Isso � algo que n�o se pode meter numa maleta.
MALETA # 12: R�S.
Eu estava tomando banho!
Essa �gua abastece os Creelie. � sua �gua pot�vel.
Duvido. Est� cheia de vermes de est�mago.
Os Creelie bebem essa �gua h� 30 anos.
O mais velho tem 93 anos.
Voc�, estrangeiro ignorante,
- cagou e mijou na �gua deles. - Estava tomando banho!
Vamos, vamos.
Do deserto chegou o salvador,
com um cavalo branco e um aroma de mel.
Voc� se chama Moroni?
J� esteve na Europa, Sra. Fender? H� muitos mares na Europa.
Planeja ir l�?
Ok. Posso ausentar-me por algumas horas. Fica longe?
Pod�amos pegar a charrete de Cameron.
Devo estar de volta para o jantar. Deixei o caldo no fogo.
Vistam-se. Os levarei at� o carro.
Trancarei Tommy no banheiro.
Mas voc�s tem 5 minutos. Ele aprendeu a abrir o ferrolho.
Deus! Ela � est�pida?
Acha? Acreditar�o que � uma ref�m. Fender n�o ir� atirar.
Acaso sabe onde fica a Europa?
� uma expert em geografia.
� prima de minha m�e.
As mulheres m�rmons tem um grande amor fraternal.
Est� al�m do entendimento masculino
e geogr�fico.
Marty, ligue o carro.
- Que est� fazendo? - Fugindo com um estrangeiro. Quem � esse?
� Marty Knockavelli, filho de um sorveteiro italiano.
- V� devagar, ou ficarei enjoada. - Calma. Ele tamb�m.
V� mais depressa.
Calma. Voltar� antes das 8. Deixou o caldo no fogo.
Por que p�ra? Est�o com a minha mulher.
N�o posso perder isso.
Faz 6 meses que n�o fotografo fogo de petr�leo.
Uma fuga, um sequestro e voc� vendo fogos.
Fogo � muito melhor que qualquer velha sequestrada.
Qualquer velha? Cuida essa l�ngua, Mastersinger,
ou n�o chegar� a envelhecer.
- Marty, ligue o carro.. - Que est� fazendo?
Fugindo com um estrangeiro. Quem � esse?
Martino Knockavelli, filho de um sorveteiro italiano.
- V� devagar, ou ficarei enjoada. - Calma. Ele tamb�m.
Aqui est� bom. Pare o carro.
Descerei aqui. Um parente mora nessa esquina.
Pegarei umas salsichas e milho para o caf� da manh� de Tommy.
Voc�s conseguiram dar uma sacudida no sistema.
Fizeram com que ele se movesse.
Os agrade�o muito.
MALETA # 13: LAN�AMENTO DE SUPRIMENTOS.
Deus!
- O que houve? - Meu est�mago.
- Cerejas demais. - Deus!
- Preciso ir! - Lombrigas de Moab!
Eu te disse!
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