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REP�RTER JUDEU
Bom dia, senhora Silverman.
N�o sei o que tem de bom nisso.
Mais judeus inocentes perderam a vida na semana passada nas m�os de seu povo.
Todos criminosos.
GALERIA DE ARTE SILVERMAN
Vamos.
Chuta.
- Obrigado. - Como est� indo?
Obrigado, diretora.
Ok, joga.
Continue.
� isso por hoje.
- Voc� � idiota? Jogue direito. - Voc� perdeu a bola!
- Cheio de marra, n�? - Pare.
- Essa bicha entregou o jogo! - Eu n�o sou gay.
J� chega!
- De que lado voc� est�, primo Khaled? - Kemal.
Kemal.
COMPROMISSOS FAMILIARES
- O que � isso? - M�e, o que voc� t� fazendo aqui?
O que essa porcaria �rabe faz aqui? Na minha casa. � uma ofensa.
O pai do Khaled deu pra ele quando ele nasceu.
� o "Olho de Fatima".
Voc� est� louca?
� um sofrimento para uma m�e.
Nunca vou segurar um neto em meus bra�os.
Meu filho � gay, e pior de tudo, com um �rabe!
O que eu fiz pra merecer isso?
Eu amo Khaled e voc� n�o vai mudar isso.
E pare com essa bobagem de i�diche.
O idioma de nossos antepassados n�o � bobagem.
Amo isso. Estou at� tendo aulas.
Na escola noturna.
- Deixe a chave. - Eu peguei suas camisas.
O que aconteceu n�o deve acontecer no seu exame, Sr. Aledrissi.
Senhora Spoonbill.
Esse foi um caso claro de homofobia. Voc� tem que denunciar.
Eu s� quero que voc� seja aprovado.
- Voc� n�o tem nada contra gays? - Eu? N�o.
Est� quente aqui.
� uma selva l� fora. Voc� tem que ser um predador pra sobreviver.
Um tigre.
Eu posso te mostrar como.
Tenho certeza disso... Sra. Spoonbill.
Tenho que ir dar aula.
Nils. Nils.
Nils!
Lutou com a tela vazia a noite toda?
Cai fora!
Voc� n�o se atreveria.
- Como foi? - Ele me jogou uma garrafa.
- N�o d� corda pra ele. - O que eu posso fazer?
- Nils � nosso melhor artista. - O �nico.
Essas colagens de tecido n�o est�o indo t�o bem.
Uma pena, gosto delas.
- Maier ligou de novo. Ele quer que retorne. - Nunca. Nils n�o pintou uma �nica linha ainda.
- Meu Deus! - O que � isso?
- S� faltam duas semanas. - O que?
� falso. Eu tenho um teste.
- � a minha prepara��o. - � mesmo?
- Voc� n�o filma h� muitos anos. - N�o sou paga h� muitos anos.
Voc� sabe como est�o as coisas agora.
Oh, o caf�!
Por que precisamos de 60 quilos de caf�... por 3.000 euros?
60 kilos pelo pre�o de 40.
Para criar um ambiente para os nossos clientes. Voc� nunca entender�.
Contas, nada al�m de contas.
Oh, Hayat,
eu tenho que fazer tudo sozinho.
O restaurante, as crian�as...
De quem � isso?
Oi, Baba.
O que foi?
- Nossos propriet�rios est�o mortos. - O que?
- Isso � terr�vel. - A casa � da comunidade judaica agora.
Est�o encerrando nosso contrato de aluguel. Olhe, assinado "Lea Silverman".
Lea Silverman. Essa � a m�e do Khaled...
Colega de apartamento.
Querido.
- Voc� n�o esqueceu. - Nosso segundo anivers�rio!
- Estou t�o feliz por termo nos conhecido. - Eu sinto o mesmo.
Voc� � o melhor homem do mundo.
Elas s�o lindas.
Voc� comprou um outro terno novo?
N�o s� pra mim.
Muito amor no nosso anivers�rio.
Isso � ultrajante! Eu consertei tudo durante todos esses anos.
Os canos, a eletricidade, as paredes.
E agora...
Eu sei, a casa seria uma ru�na, se n�o fosse por voc�.
Por que voc� n�o estendeu o contrato de loca��o?
N�o reclame.
Temos que falar com o Khaled.
Eu pago os estudos dele, ent�o ele tem que me ajudar.
Claro, � uma boa hora pra aparecer no Khaled?
Al�, Al�, o que eu fiz de errado?
Por que meu �nico filho est� contra mim?
Voc� est� �timo, querido.
Voc� acha?
N�o � um pouco apertado?
N�o, o caimento � perfeito.
Deve ter custado uma fortuna.
Nada � caro demais pra voc�.
Por que...
Voc� se lembra?
Como eu poderia me esquecer daquela noite?
- Uma m�sica de merda. - M�sica de merda.
David.
Khaled Abdul Kassabah Aledrissi,
os �ltimos dois anos foram os melhores da minha vida.
Ent�o quero te perguntar...
Voc� casaria comigo?
- Khaled. - Baba!
- Por que voc� est� aqui? - Eu preciso falar com voc�.
O que � isso?
Que terno � esse?
Eu estava procurando algo para vestir quando me tornasse professor oficialmente
e pensei em pegar emprestado um do David.
N�o est� legal.
- Est� parecendo gay. - Eu gosto.
Voc� tem raz�o, Baba.
Obrigado, David, mas vou procurar algo mais simples.
Uma oportunidade de ouro para mostrar suas cores verdadeiras.
Khaled,
voc� tem que ler essa carta.
Sim, Baba.
Me desculpe.
"Esperamos que voc� entenda. Atenciosamente, Lea Silverman."
� a m�e do David. Vou falar com ela.
- Vou com voc�. - N�o.
Voc� vai para casa e eu entro em contato.
Estava delicioso, principalmente a sobremesa.
O melhor de nossa comunidade est� bem perto do meu cora��o.
Senhora Silverman.
- A senhora escreveu essa carta? - Quem � voc�?
Esse � o meu pai. � sobre sua carta pra ele.
Voc� n�o pode simplesmente encerrar meu aluguel.
Claro que posso. Existe um prazo para esse aluguel.
- O prazo acabou. - Isso tudo � mentira.
"Tudo mentira." Uma conspira��o mundial", n�o �?
- Os judeus s�o sempre os culpados. - Lea, vamos ser objetivos.
Sou um homem simples que vive honestamente.
Sim.
E usa o dinheiro para apoiar o Hamas.
Aqueles que mandam seus homens bomba para Jerusalem
- para matar nosso povo. - Isso � besteira! Eu sou um pacifista.
N�o quero nada com militantes.
Baba.
Por que sua esposa tem que usar len�o de cabe�a?
Ela ainda � uma crian�a.
Ele � meu pai! O que eu uso na minha cabe�a
- n�o � da sua conta. Vamos, Baba. - Sim, estamos indo.
Mas a senhora n�o ouviu o fim disso, senhora Silverman.
As coisas que voc� tem que aturar em frente a sua p�pria casa.
Isso � inacredit�vel. Vamos, Schlomo.
Desculpe, querido. N�o era o momento certo.
Parecia a oportunidade perfeita
Eu tenho que contar pra ele com cuidado.
Afinal, sua m�e bagun�ou tudo.
Minha m�e? O que minha m�e tem a ver com isso?
Os senhorios do meu pai deixaram o lugar pra Comunidade Judaica
representada pela sua m�e.
Ela quer despej�-lo.
- O que isso tem a ver com voc� se assumir? - David.
Voc� sabe o que est� em jogo.
- Minha fam�lia � importante para mim. - Sua fam�lia...
Eu estou cansado disso!
- Ent�o o que eu sou? - Voc�?
Sim.
Voc�, David,
� o amor da minha vida.
Oh, Khaled.
N�o posso mais aguentar isso.
Tudo escondido. Nunca podemos beijar em p�blico ou abra�ar no cinema.
O que eu posso fazer?
Se assuma, Khaled.
Eu te fiz uma pergunta simples antes. Sim ou n�o?
- Oi, David. - N�s nos conhecemos?
Nos conhecemos no outono passado em uma exposi��o no Museu Judaico de Berlim.
- "D� o fora." - Como?
O nome da exposi��o.
Ah, sim, eu me lembro. Hannah, n�o �?
- Sarah. - Sarah, exatamente.
- Uma futura pintora? - Sim.
Desculpe, entre. Estou um pouco ocupado agora.
Esse � o Khaled.
- Sarah. N�s conhecemos em Berlim. - Oi, Sarah. - Oi.
Espera, eu vou te ajudar com a sua mochila.
- Pra quando � esperado? - Cerca de duas semanas.
- Ador�vel. Menino ou menina? - Um menino.
- �timas fotos. - Sim, foram bons momentos.
Quando tudo parecia poss�vel.
- Posso te oferecer uma bebida? - �gua. Obrigado.
Quem � o sortudo?
Ele ainda n�o sabe que � o pai.
Ent�o � hora dele saber, certo?
Por isso estou aqui.
Ah, ele mora em Hanover?
Voc� n�o queria ir diretamente at� ele? Entendo.
Eu n�o quis adiantar por telefone.
Eu quero dar o beb� pra ado��o mas preciso da assinatura do pai.
Oh, meu bem!
Voc� � o pai.
O que?
Khaled, ela est� mentindo. Sou 100% gay.
N�o acontece nada comigo envolvendo mulheres.
Obrigado.
Um apag�o mental, certo?
Sinto muito por surgir assim. Deve ser um grande choque pros dois.
Que apag�o mental?
Fomos pra exposi��o, ent�o fomos prum bar e a�...
A�?
Um apag�o. E a�, o que aconteceu?
Fomos pra uma festa.
E algu�m nos deu MDMA.
E ent�o fomos pra um clube de fetiches.
- Voc� foi prum clube de fetiche com ela? - E a�? Nada aconteceu.
Bem...
Eu queria te provar que n�o era gay, mas um pouco bi.
N�o foi uma boa id�ia.
Eu fui ao escrit�rio de ado��o e eles perguntaram quem � o pai.
Eles me convenceram a perguntar se voc� quer ou n�o o nen�m.
- Definitivamente n�o. - Ent�o preciso que assine os pap�is de ado��o.
Por ora chega, Vou chamar um t�xi. Quero um teste de paternidade primeiro.
De jeito nenhum! A garota fica aqui.
- M�e, o que voc� est� fazendo aqui? - N�o foi assim que te criei.
- Eu sou Lea Silverman. - Sarah. Sarah Finkelstein.
- Finkelstein. Isso � o destino. - Voc� n�o est� falando s�rio, m�e.
Pare de se meter na minha vida!
Schmendrick, se acalme. Eu estava entregado suas roupas lavadas.
- Ela lava nossas cuecas? - N�o consigo deix�-las t�o delicadas.
N�o se preocupe, crian�a, resolveremos isso.
- Seus pais sabem? - Eles est�o mortos.
- Oh, sinto muito. Voc� fica aqui por enquanto. - E aonde vamos dormir?
Fa�a um favor a sua m�e e durma com a Sarah.
Foi legal da primeira vez.
- Quem sabe, talvez voc� n�o seja gay. - Khaled.
Desgra�ado.
Mam�e, isso n�o pode continuar.
Voc� n�o pode continuar se esgueirando aqui.
Me devolva as chaves, por favor.
Vou deixar os dois sozinhos agora.
Tenho certeza que tem muito o que conversar.
Alba, voc� precisa?
Os alem�es s�o muito rigorosos com a lei de n�o fumar.
As leis dos n�o crentes n�o contam.
Khaled, eu era contra voc� viver com esse judeu.
Olha o que est�o fazendo conosco agora.
Agora n�o, Alba. Hoje estamos comemorando.
Voc� � muito frouxo com ele.
Quando voc� vai apresentar uma esposa ao seu pai?
Khaled, est� na hora. Mohammed � muito mais jovem que voc�.
N�o tenho tempo. Tenho minha prova para professor em breve.
Prova?
Voc� n�o precisa de uma prova para casar ou fazer filhos.
Sua m�e deve estar se virando no t�mulo.
Ouviu sobre o filho do Abu Hemidi?
O garoto � um "luti".
- Foi pego com um alem�o. - Um "luti"?
Coitado do Abu. Isso � muito dif�cil prum pai.
Voc� � louco, seu lesado?
- Desde quando voc� usa len�o? - Cuide da sua vida.
- Para! - O que houve com o seu cabelo?
- Nada. - Nada?
Para!
Eu estava no cabeleireiro.
- Interessante... Corajosa. - Corajosa?
Eu gostei.
Com o len�o voc� se parece com a mam�e.
Papai diz isso, tamb�m.
Ele continua insistindo em casamento.
Se ele ao menos soubesse!
- David est� muito chateado com voc�? - N�o, mas estou com ele.
Ele me traiu.
- O que? - Com uma garota de 19 anos.
- Ele n�o � gay ent�o? - Ele � gay.
Aparentemente, estavam drogados.
Ent�o gays drogados transam com mulheres?
N�o. � tudo um pouco mais complicado.
A garota est� gr�vida... do David.
- Que idiota. - �.
N�o � t�o ruim. Voc� sempre quis um filho.
- N�o assim. - Como ent�o?
As chances de voc� engravidar s�o relativamente pequenas.
- M�e, o que voc� est� fazendo aqui de novo? - Sarah e eu temos um compromisso.
- � sobre o teste de paternidade. - Isso � legal?
- Quer saber se voc� � o pai? - Claro.
Ent�o.
Ol�, maestro...
Trabalhando duro j�?
Cai fora! T� trepando!
Voc� vai pintar alguma coisa hoje?
Vou!
- Bom dia. - Bom dia.
Khaled...
Eu realmente n�o sei como isso aconteceu com a Sarah.
Mas se � verdade, gostaria de poder desfazer. Eu realmente sinto muito.
Mesmo se eu for o pai, isso n�o muda nada.
A crian�a vai ser dada para ado��o.
N�o sei o que � pior: voc� transar com ela b�bado e sem camisinha
ou voc� rejeitar a crian�a.
- Isso n�o � culpa da crian�a. - Mas eu n�o quero um filho.
- Quem cuidaria do beb�? - N�s cuidar�amos.
Eu poderia mudar meu contrato para meio per�odo
para estar aqui dois dias por semana.
Sua agenda � flex�vel.
N�s pai? Pai e papai?
Sim, pai e papai. Por que n�o? � uma oportunidade de ouro.
Quero dizer, quais s�o as chances de podermos adotar?
Voc� teria que se assumir.
- Sim, eu assumiria. - E isso n�o vai acontecer.
N�o posso lhe dar qualquer informa��o.
Oh, aqui est� o senhor Silverman!
Vou te passar pra ele, Dr. Herford.
- Um momento. - Eu ligo pra ele.
O banco quer bloquear sua conta. Voc� deve resolver isso agora.
Al�, Dr. Herford. Do que se trata?
A reuni�o de aconselhamento sobre d�vidas foi ontem?
Desculpe, estava no meu di�rio pra semana que vem.
Que cartas? N�o recebi nenhuma.
Tenho que falar com meu contador...
Bloquear?
Isso � um pouco rigoroso, Dr. Herford.
Eu posso pagar tudo em alguns dias.
Hans-Joachim, ol�. � a Lea.
Bem, obrigado. E voc�?
Como est� Rosita?
Que bom.
O que o menino est� fazendo agora? Deixando sua conta deficit�ria?
De quanto estamos falando no total?
50.000. Eu vou resolver.
Vou trocar umas palavras com David e ele j� te liga de volta.
Obrigado. Pra voc� tamb�m. Tchau.
M�e, eu disse pra ele que j� ia resolver.
Posso ter uma conversa r�pida com meu filho em particular?
O Dr. Goldstein disse que � definitivo. Voc� � o pai.
Isso � um acidente terr�vel.
Fique quieto, David! Isso � um sinal de HaShem.
Ele guiou seu shmok para onde ele pertence.
Sarah � judia. Isso � o destino.
N�o, � s� azar.
- Eu nunca quis um filho. - N�s podemos cuidar disso juntos.
Com certeza n�o. N�o fazemos nada juntos.
Enfim, tenho que tomar conta da galeria.
David, cres�a.
A galeria � uma distra��o. Um po�o sem fundo.
Voc� n�o faz id�ia. Estou � beira do sucesso.
Descobri o Nils e consegui uma exposi��o pra ele em nova Iorque.
Pra seu governo, Nils � uma "mina de ouro".
O cachaceiro vagabundo no s�t�o?
- Ele est� te usando. Acorde, David. - Isso � absurdo.
Espere, n�o v�.
Voc� sabe que fa�o tudo que posso por voc�.
Mas n�o se voc� rejeitar nossa pr�pria carne e sangue.
David, tenho certeza que voc� ser� um bom pai.
Mas para isso, sua empresa deve estar bem.
Ent�o eu vou te ajudar.
Voc� quer dizer que vai me subornar.
Ou voc� sai do neg�cio
ou assume o nen�m.
� f�cil.
Tudo bem, vou aceitar.
Mas assim que vender os quadros eu te pago.
� claro, meu filho.
Oh, Hayat...
A vida � muito injusta.
Senhor Aledrissi.
Peer Oswald, um amigo do Khaled e do David.
O advogado! Khaled me falou de voc�.
Faisal Aledrissi. Por favor, se sente.
Obrigado por vir.
- Ch�? - Sim, eu adoraria.
Alba! Nos traga ch�!
Pegue seu pr�prio ch�! Quem voc� pensa que �?
Um ch� saindo.
Eu vi a carta do meu colega, Sra. Silverman.
Receio que a situa��o seja muito clara.
Voc� n�o se estendeu e o outro lado avisou.
Mas os Rosenthals sempre disseram,
"Senhor Aledrissi, voc� pode permanecer nosso inquilino para a vida".
Sim, mas precisamos de algo por escrito.
Eu tenho um monte de postais e cartas dos Rosenthals.
Sugiro que voc� as veja o quanto quiser,
e quando encontrar alguma coisa, entre em contato.
- Oh, obrigado. - Voc�s mandam fotos sexuais?
Na verdade n�o. Novidades.
- David realmente � o pai. - Que idiota.
E agora?
Agora � que fica s�rio. Se eu n�o me assumir, David vai dar o nen�m.
Combine as m�s e as boas not�cias.
- "Pai, eu vou ser pai. Mas sou a m�e." - Muito engra�ada.
Voc� sabe como o pai �. Vai partir o cora��o dele.
- Ent�o, s� poderemos nos encontrar em segredo. - Sim, � um sofrimento.
Mas voc� n�o vai se livrar de mim.
Voc� � muito louco.
Oh, oi. T� fazendo o que aqui?
Me inscrevi na escola de arte. Quero expor meus quadros aqui.
- Nils disse que seria legal. - Sem problema. Cad� o Nils?
- Acabou de sair. Tinha uma consulta. - Entendo.
- Est� tudo bem? - Tudo bem.
Voc� tem os documentos de ado��o aqui pra eu assinar?
- Tem certeza que n�o quer o nen�m? - 100%.
Voc� e Khaled seriam �timos pais.
- E voc� uma �tima m�e. - Sou muito jovem.
E eu muito gay.
Sarah, acredite em mim, � o melhor para a crian�a.
Se voc� diz.
Isso � entre voc� e eu.
- Khaled, eu tenho uma pergunta. - Qual?
Eu me inscrevi num curso de pr�natal hoje. Devo levar meu parceiro.
- N�o adianta chamar o David. - Voc� tem raz�o.
Voc� viria comigo?
Eu?
- Esque�a. Desculpe... - N�o, espera.
Eu entendo.
Ningu�m est� realmente emocionado com a crian�a, al�m da m�e do Davi.
E eu.
Claro que irei. Com prazer.
- Por que voc� n�o quer o beb�? - Eu mesma ainda sou uma crian�a.
E eu me inscrevi para uma bolsa de estudos em Nova Iorque.
N�o posso aparecer com um beb�.
Hayat, os Rosenthals eram boas pessoas.
N�o � como essa cobra da Silverman.
Que letra linda a sra. Rosenthal tinha.
Parecem pinturas.
Saia.
E agora voc�, meu amigo.
Produza alguma coisa imediatamente, ou seremos todos expulsos.
Estou tendo... um bloqueio. N�o posso. Eu...
- Preciso de mais tempo. - Seu per�odo de gra�a acabou. Vamos.
Continue. Vamos. Agora.
N�o tenha dor de barriga por isso.
Nils.
Eu sempre e ainda acredito em voc�.
Maier s� quer tr�s quadros id�nticos daquele que ele j� tem. Voc� pode.
� f�cil pra voc� falar.
Mas quando estou na frente da tela...
Voc� n�o sabe como � isso.
Seu problema � que voc� pensa demais.
Pegue isso.
Pinte o que vier na sua cabe�a.
- Ok. N�o acho que vai funcionar, mas beleza. - Bom.
E lembre-se, qualquer coisa que voc� fizer, todo mundo vai adorar.
- Voc� � Nils N�rtinger. - Eu sei como me chamo.
Voc� � valioso.
Verde, legal.
Voc� pode fazer isso.
N�o fique com raiva, meu raio de sol.
Isso � auto defesa.
Brilhante. Isso � maravilhoso.
Eu te disse.
- Que merda comum! - N�o, n�o, �... �timo.
Isso � exatamente o que o Maier quer.
N�o. N�o!
Isso � exatamente o que o Maier quer.
�timo! E essas cores. David!
Voc� superou a si mesmo. Que maravilha!
Seu filho da puta narcisista.
Sem mim, voc� ainda estaria desenhando paus em copos de cerveja. Eu te fiz �timo.
Voc� n�o vai arruinar tudo agora.
Voc� vai ficar aqui at� terminar.
David. Espere!
Abra a porta!
Seu filho da puta idiota! Eu sou Nils N�rtinger!
Eu sei como voc� se chama.
�, nove meses j�.
N�o, papai n�o precisa descobrir isso.
Completamente gr�vida. Um perfeito idiota, hein?
Quem est� gr�vida?
- Voc�? - N�o! Ningu�m! Tava espionando?
- Quem era? - N�o � da sua conta.
- Selma? - N�o.
- Eu devo ligar pro pai dela e perguntar? - N�o, isso � uma vergonha.
- Ent�o me d� seu telefone. - N�o.
Ajna, me d� seu telefone.
Ajna!
Pai, me d� meu telefone!
Al�, Selma, aqui � o pai da Ajna.
Me diga agora, quem est� gr�vida?
Algu�m chamada Sarah. Khaled �...
Sarah! A namorada do Khaled.
Meu filho vai ser pai!
- Isso se chama comemora��o. - Pai, espera. Voc� entendeu errado!
Mas e os barulhos? Os homens gritavam mais alto que as mulheres.
- Desconcertante. - E o "cr�nio brilhante" respirando.
E o que dizer do nariz? Est� tudo saindo.
Aonde voc� estava? Estou tentando ligar pra voc�.
Desculpe.
A bateria arriou. Eu fui no curso de pr�natal.
Que ador�vel.
Vou ao est�dio rapidinho.
Voc� conhece membros da fam�lia agora?
Ele � seu filho. Se n�o quer assumir responsabilidade por ele, ent�o eu vou.
O nen�m � nossa �nica oportunidade.
Eu quero uma fam�lia com voc�.
Como podemos quando ningu�m sabe que voc� � gay?
Eu me escondo com a crian�a quando seu pai vier?
O que?
Voc� tem raz�o.
Eu vou assumir. Agora, imediatamente.
Oi, Khaled aqui.
N�o estou dispon�vel no momento. Por favor, deixe um recado depois do beep.
Khaled, � a Ajna. Me ligue! N�o v� ao restaurante.
Khaled, meu primog�nito.
Venha aqui. Que bom te ver.
Estou muito feliz tamb�m.
- Preciso falar com voc� em particular. - Claro, meu filho.
Vamos conversar.
Baba.
Vai ser muito dif�cil pra voc� mas eu tenho que te falar.
Eu tenho boas e m�s not�cias.
Voc� vai pensar que eu tenho que considerar isso com cuidado
mas n�o tem nada pra considerar.
Khaled! Que bom que est� aqui.
Voc� pode vir me ajudar com a matem�tica?
Ajna, saia.
V� fazer seu trabalho.
Temos que falar de homem pra homem.
- Ele tem boas not�cias pra mim. - Eu posso tratar disso.
Baba.
Voc� e a m�e se amaram tanto que ignoraram todos os obst�culos.
Criaram seu pr�prio caminho. Seguiram seus cora��es.
Sim, n�s seguimos.
Embora nossas fam�lias o tenham proibido.
Um sunita ama uma xiita.
Aqueles cabe�as pretas nunca entenderam isso.
Sim.
Eu sempre adimirei voc�s dois por isso.
E agora eu...
Amor pra mim � um pouco diferente.
� um pouco mais complicado.
N�o � sobre xiitas e sunitas. � sobre...
Eu sei o que voc� vai me dizer, meu filho.
Sabe?
N�o tenho problemas com isso.
Escutem, todos.
N�o, n�o, n�o!
Escutem com aten��o.
Meu filho vai ser pai.
Eu vou ter um neto!
N�o. Houve um mau entendido. Eu...
Houve um mau entendido. Eu n�o tenho...
Enfim, um fim para esse estilo de vida mundano.
Voc� vai se casar.
Seu patife, por que voc� n�o me disse sobre sua namoradinha?
N�o tem namoradinha.
O que isso quer dizer, Faisal?
Khaled.
Eu n�o entendo. Qual o problema?
O problema?
Ela � judia.
judia? Que Al� possa nos ajudar!
Isso vem de ser relaxado com seus filhos. Agora voc� tem um neto judeu.
N�o ligue. Judeus e �rabes conviveram juntos em paz por centenas de anos.
Venha aqui com sua Sarah esta noite. Ela deveria conhecer nossa fam�lia.
Meu filho vai ser pai.
Ent�o? Como foi?
O que ele disse?
Nada demais.
Ele precisa de tempo pra digerir isso.
Meu Khaled.
Estou muito orgulhoso de voc�.
Tenho que admitir que duvidava que voc� faria isso.
� sensacional.
Fant�stico!
Temos que comemorar.
- N�o, eu... - Eu insisto!
Vou te preparar um banho.
Quando voc� estiver pronto, vamos brindar nossa nova liberdade
com todos os nossos amigos.
- Oh, Khaled, meu Khaled, voc� � �timo. - Voc� est� me sufocando...
- Parab�ns por se assumir. Est� feito. - �.
Obrigado.
Voc� n�o parece particularmente feliz.
Eu estou. Isso tudo � s� um pouco demais.
- Obrigado por ter visto meu pai. - Fou um prazer. Ele � encantador.
- Falando de mim? - N�o, do pai do Khaled.
Mas n�o posso falar com voc� sobre isso.
Voc� est� intimamente relacionado com a oposi��o.
Fa�a o que tiver que fazer.
- A mam�e � meio espa�osa �s vezes. - Desculpe.
Meu pai.
Convide-o.
Isso seria um pouco demais pra primeira noite.
Voc� tem que experimentar esse vinho tinto fant�stico.
- Oi, Baba. - Aonde voc� est�?
- Estamos todos esperando voc� e a noiva. - N�o podemos hoje.
Por que n�o?
Ainda estamos...
no hospital.
- Por que? Alguma coisa errada com o nen�m? - N�o, est� tudo bem.
S� um exame de rotina. Monitoramento das contra��es.
Baba, eu te ligo amanh�, t� bem?
Tchau.
Khaled.
Sim?
- Est� tudo bem? - Sim, dadas as circunst�ncias.
Oh, Khaled, estou muito orgulhoso de voc�.
A voc� e a sua coragem.
N�o, a n�s.
- Sim? - Bom dia, senhor Silverman.
Meus compromissos foram adiados. Estarei de volta em dez minutos.
O que? N�o, voc� n�o pode.
Como? N�o te ou�o bem. Vamos discutir isso pessoalmente.
Senhor Maier, al�? N�o!
David!
Meu salvador!
Voc� me liberou do meu bloqueio.
- Voc� tem pintado? - Sim.
Eu precisava da press�o e voc� sentiu isso.
Encontrei uma nova abordagem. Que...
� a completa express�o do meu ser.
Isso � arte total!
Estou exausto. Preciso de um banho Te vejo no Documenta.
- Senhor Silverman, o senhor est� a�? - S� um momento. J� des�o.
N�o, n�o, eu subo.
� exatamente como eu imaginei.
Pitoresco.
- Senhor Maier. - At� que enfim!
- Devemos primeiro... - N�o posso esperar para ver isso.
O que � isso?
Mas isso �...
fant�stico!
T�o misterioso e provocativo.
A tradicional Madonna e a crian�a
em um contexto homoer�tico
como uma �bvia homenagem a Richter.
Quase como se um artista diferente tivesse pintado isso.
- Bem... - N�o, n�o, n�o.
- S� assim n�o h� mal-entendidos. � brilhante.
Maier.
Eu n�o acredito nisso!
Sim, eu estou a caminho.
Me desculpe, senhor Silverman, eu tenho que ir.
Vou recolher as pinturas de tarde, tudo bem?
Vamos resolver o lado financeiro das coisas ent�o.
Legal.
Por que as flores? N�o vamos dar "oi" e sair?
Vamos.
Mas vamos parar no Khaled. Preciso saber se o beb� � saud�vel.
Isso � boa id�ia? Quero dizer que podemos incomodar.
Incomodar?
N�s somos da fam�lia.
Ajna?
OK, Baba. T� livre do seu lado?
Sim eu j� te disse tr�s vezes.
Ok, Ok. Voc� t� mesmo com pressa de passar no Khaled e conhecer a Sarah.
Por que voc� est� gritando?
Senhor Aledrissi.
N�s dois devemos nos preparar para o lado pr�tico de seu exame.
Senhora Spoonbill, eu tenho que ir.
Um assunto familiar urgente. Nos encontraremos mais tarde.
Fam�lia � importante.
O que que voc� tem?
- Aonde est� com a cabe�a hoje? - Desculpe, t� um pouco lerda.
Ali est� o Khaled.
Uma surpresa!
O que voc�s est�o fazendo aqui? Oh, as flores s�o para a Sarah?
Obrigado. Legal da sua parte. N�o precisava.
Sim, senhor Maier. Estou muito satisfeito, tamb�m.
Como est� a Sarah? Tudo bem com o nen�m?
Sarah acabou de se deitar.
Ela est� se sentindo um pouco fraca.
O que seu colega de apartamento quer de mim?
Devemos entrar?
Oh, n�o... S� de tchau.
Depois do que a m�e est� fazendo com a gente? Nunca.
N�o � culpa dele. Releve, Baba.
Baba, temos que ir.
Vamos ver se a Sarah ainda est� acordada.
Eu gostaria de entregar as flores pessoalmente.
Voc� sabe que mulheres gr�vidas precisam de descanso.
Eu dou as flores pra ela... mais tarde. Sem problema.
- A peixaria vai fechar. - Muito bem.
Ent�o os dois vem pro ch� essa tarde.
Promete?
Claro.
Sim, � o que vamos fazer.
Legal. Tchau, senhor Maier.
Querido, pra voc�. Pra n�s.
Do Baba.
Oh, isso � t�o delicado. Ent�o tenho que retribruir.
- N�o, voc� n�o precisa. - Preciso. E tive uma id�ia.
- Por que ele n�o entrou? - Ele tinha uma consulta.
Com Peer. Por conta da sua m�e.
Talvez seja melhor resolver isso antes de brincar de fam�lias felizes.
Agora aquele infiel
de repente aparece com um adendo manuscrito pro contrato.
Altamente suspeito.
- Acha que � falso? - O que mais?
- Vou arrumar um graf�logo para verificar isso. - Por que?
Ent�o podemos nos livrar do �rabe.
Adoro quando voc� fica com raiva.
N�o tenho um bom pressentimento sobre isso. N�o � justo com o David.
Vou explicar pra ele. S� preciso de tempo. Ent�o voc� sabe o que fazer?
Tivemos uma transa de uma noite, eu apareci na sua casa.
Quando nascer, eu sumo e deixarei voc� com o beb�.
E?
O que quer que ele diga, vamos nos casar... N�o vamos nos casar!
E voc� � judia e se chama Sarah.
Sem problema, eu interpretei Jessica no "Mercador de Veneza".
Petra.
N�o exagere.
CERIM�NIA PRIVADA HOJE
Os pais da minha m�e fugiram de um campo de concentra��o b�lgaro
e praticamente voltaram pra Alemanha com o Ex�rcito Vermelho
e de l� foram com os ianques para os EUA...
Oh, �s vezes ele chuta com f�ria.
Nos anos 60 meus av�s emigraram para Israel.
- Ent�o voc� nasceu em Israel. - Num kibbutz.
Como voc� est�?
Estou bem, Baba.
"Estou bem, Baba."
Isso � tudo que eu sei. Fui criada na Su��a
pela minha tia.
Ent�o essa � sua puta judia.
- Alba! - Voc� dever ser a tia Alba.
Khaled me falou muito de voc�.
Minha irm�, Alba,
� muito espec�fica sobre higiene quando ela trabalha na cozinha.
Apertar as m�os est� fora de quest�o.
Me desculpem.
Quando ser�?
O nascimento.
Em duas semanas.
Ent�o � melhor nos apressarmos com o casamento.
N�s n�o planejamos nos casar.
O que?
Khaled?
Que id�ias estranhas s�o essas?
Quem continua te ligando?
Desculpa. � da escola. Tenho que atender.
Ah, a escola.
Alba, tenha cuidado!
Meu neto est� a�.
Desculpe.
- Eu sinto muito. - Oh, isso �...
- Voc� se queimou? - N�o, o material � robusto.
Eu fa�o isso.
Sarah.
Eu poderia, talvez...
Pai, eu acho que n�o.
Sarah, por favor, posso?
Por que voc� n�o est� respondendo? De qualquer forma, vou ver o seu pai.
Comprei uns chocolates pra ele. Eu quero fazer isso direito.
Merda! Merda!
N�o consigo ouvir nada. Nada mesmo.
Ele est� bem quieto no momento.
- Seu est�mago � bem frio. - Eu tenho press�o baixa.
- M�os bem frias. - Oh, sim.
- Por que voc� est� aqui? - Eu realmente aprecio... o Oriente M�dio.
Sarah, como conhece o companheiro de apartamento de Khaled?
Sarah?
Que bom que voc� chegou r�pido. Baba, o hospital ligou.
Sarah precisa de mais controle de contra��o e David gentilmente...
- Alguma coisa errada? - N�o, s� rotina. Obrigado, senhor Aledrissi.
At� mais.
Obrigado, senhor Aledrissi. At� mais.
Tchau, pai.
Tenho trabalho da escola pra fazer.
- David, espera! - Seu mentiroso, voc� n�o controu pra ele.
Isso tudo � um mau entendido. � s�rio.
Mentiras, nada al�m de mentiras!
E voc� est� envolvida nisso?
Voc� est� demitida.
Pegue isso. Eu n�o preciso mais.
David, espere.
Vamos conversar. Eu posso explicar. � s�rio.
N�o v� embora.
Khaled!
Espere!
Espere!
Senhor Silverman, que golpe de sorte. Estou um pouco adiantado.
- Est� tudo bem? - � s� a febre do feno.
Minha reuni�o n�o demorou muito. Eu tenho tudo pronto.
Ent�o eu tenho.
Nils, voc� � um g�nio.
Eu adoro seus novos quadros.
Sim, eu sei.
A tradicional Madonna e a crian�a mas com um homem.
Uma id�ia original.
Madonna e a crian�a?
Isso n�o � meu.
- Lea, n�o precisava. - Meu neto precisa de uma cama decente.
Vamos ter uma tarde de meninas.
Aonde est�o minha pinturas?
O que voc� est� fazendo com a minha pintura?
Essa � a pintura da Sarah?
Mas est� assinada pelo Nils. O que est� acontecendo, senhor Silverman?
Me desculpe, eu tive que fazer isso.
- Precisamos do dinheiro. - Por que?
- Eu te dei dinheiro pelo nen�m. - O dinheiro � pra galeria.
Eu n�o quero um nen�m.
E voc� me chama de mentiroso!
Khaled.
Voc� traiu todos n�s.
Essa foi a gota d'�gua!
Se n�o fosse por sua crise de identidade, ter�amos ficado bem.
Mas tudo o que voc� faz � implorar!
V� se fuder. Pra mim chega!
Com licen�a.
Oh, Davikins.
Vai ficar tudo bem.
Voc� ficar� melhor sem o �rabe.
Voc� pode se calar, por favor?
ALUGA-SE
Oh, Hayat...
Estou preocupado com meu neto.
Merda! A prova!
Eu sabia.
O �rabe acha que pode mexer comigo.
Em suas marcas, preparem-se. V�o!
Ele � natural.
Al�m disso, de origem imigrante. N�s temos muitos poucos deles.
Como eu disse, meu melhor homem.
Sim!
- O que voc� quer? - Meus sal�rios.
Muito engra�ada.
Sinto muito.
- De alguma forma tudo saiu de controle. - Agora � tarde demais.
-Rien ne va plus. (Nada se foi) - N�o pense assim. N�s precisamos de voc�.
Eu preciso.
Khaled precisa.
- Fui s� um brinquedo pra ele. - Voc�s realizaram tudo isso aqui juntos.
Khaled ainda moraria em casa.
E se morasse? Khaled nunca me perdoaria pelo nen�m.
Claro que vai. Mostre a ele que voc� n�o est� amarrado na saia da sua m�e.
Desculpe.
Por que devo me humilhar? Ele � t�o mentiroso quanto eu.
Sarah.
Que Al� possa me ajudar.
O que aconteceu com o nen�m?
Voc� se atreve a aparecer aqui.
Acha que esse gesto insignificante vai te livrar da pris�o?
Pris�o?
Voc� � um fraudador. Fingiu o adendo ao contrato de arrendamento.
Isso � uma ofensa.
Esse relat�rio grafol�gico prova isso.
Eu n�o sei do que voc� est� falando.
Sarah, por favor, o que aconteceu com meu neto?
Bem...
Sarah? Seu neto?
- Quieta, m�e. - N�o, j� chega. Isso � culpa do pr�prio Khaled.
S� porqu� �rabes tem problemas com gays, voc� est� sofrendo.
- O que voc� quer dizer? - Oi.
- Estou interrompendo alguma coisa? - Veja voc�.
Sarah est� gr�vida do meu Davikins, n�o do seu filho.
Seu filho � t�o gay que duvido que ele saiba como nen�ns s�o feitos.
Senhora Silverman, pare de me insultar, meu filho n�o � gay.
Mas... Por que voc� n�o est� gr�vida agora, Sarah?
Bem, meu nome � Petra. E nunca estive gr�vida.
Essa � a Sarah. Ela est�...
gr�vida, mas do David.
E Khaled?
Desculpe voc� ter que descobrir assim.
Que Al� possa nos ajudar.
Que Deus seja misericordioso.
Legal. Feliz agora?
Voc�s est�o indo bem. Agora, o nosso jogo final.
Vou dividi-los em equipes.
Kemal.
Tom.
N�o queremos um queimador de rosca.
Desculpe, o que � um "queimador de rosca"?
- Um queimador de rosca? - Kemal.
- Um cara que � pego por tr�s. - Isso n�o � verdade.
- Voc� quer dizer um homossexual? - N�o, uma bicha.
Eu n�o sou gay.
Isso � verdade, Khaled?
O nen�m n�o � seu e da Sarah?
Esse filho � dele!
Pai, estou no meu da minha prova.
N�o me importa.
Quero saber porque me fez parecer um bobo
na frente de todo mundo.
Eu n�o sabia como te contar.
O que? Que voc� � gay?
Ent�o o Aledrissi � um queimador de rosca tamb�m?
- Eu pensei que ele falava do menino. - Ele, de qualquer forma.
- Besteira. - Cala boca, sua bicha. - O que voc� quer?
Ei!
Kemal! Deixe o Tom em paz.
Ele n�o � gay.
- Eu sou gay. - O que?
Todos entenderam?
Eu sou gay.
- Khaled. - Me deixe em paz.
Certo, por hoje � isso.
Pegue essa porcaria que n�o sei como chamam isso agora.
Se der mais um pio, vou te dar uma surra de cinto, eu prometo.
- Espere, Khaled. - Feliz agora?
Desculpe. Foi uma coincid�ncia idiota. Mam�e causou isso. N�o pude imped�-la.
"Mam�e, mam�e, mam�e..."
Estou cheio disso. Assuma a responsabilidade uma vez.
Voc� n�o � melhor. Voc� ainda mente.
Isso � verdade.
Somos um desastre como casal. Estou feliz que terminou.
Tem raz�o. Cai fora, seu covarde filho da puta.
Mas n�o estou feliz, acho que � uma merda.
Essa foi uma boa sa�da.
Como eu sempre digo, homens de boa apar�ncia s�o filhos da puta ou gays.
Ou os dois.
- Senhor Aledrissi, por que voc� n�o disse? - Voc� n�o tem problema com isso?
Eu?
N�o � como se eu tivesse tido experi�ncias com o mesmo sexo...
- Eu poderia te contar hist�rias. - Por favor, n�o.
Desculpe ter atrapalhado sua prova.
Besteira. Gierling mijaria de felicidade.
Um imigrante gay. Isso enviaria uma mensagem positiva, senhor Aledrissi.
N�o se preocupe com Gierling.
Bem vindo a selva.
Tigre.
Faz tempo desde que fiz um m�nage � trois. Eu tenho uns truques.
Voc� e seu amigo podem gostar deles.
Como �? "Se for bi em boa medida � sempre um tesouro."
- Senhora Spoonbill. - Sim.
Desculpe, mas sou 100% gay. Nada acontece comigo envolvendo mulheres.
Te vejo por a�.
Posso entrar?
Sarah, eu quero me desculpar.
Nunca devia ter feito aquilo.
�s vezes eu n�o me entendo.
Pegar minhas pinturas foi o c�mulo.
Eu sei.
Eu sinto muito.
Maier amou sua pinturas, a prop�sito.
Pode me perdoar?
Sorte sua...
N�o posso ficar brava com ningu�m hoje.
Olha.
"Escola de Artes em Nova Iorque".
- Isso � maravilhoso! - Ainda n�o posso acreditar.
Parab�ns.
Deus, por que voc� nos puniu tanto?
Meu neto, um "luti"!
Uma maldita bicha.
Que vergonha.
Se a palavra escapar, podemos morrer.
Ouvi dizer que h� uma caverna no L�bano, nas montanhas.
Um homem sagrado vive l�.
Se voc� levar um "luti" l�, ele pode cur�-lo.
Depois de sete noites na caverna, ele vira um homem de verdade.
Homens de fam�lia f�rteis.
Por que voc� est� aqui?
N�o nos trouxe vergonha suficiente?
Alba, por favor, isso � entre eu e Baba.
N�o tem nada a ver com voc�.
Me deixe passar.
Saia, sua bicha!
Bicha maldita!
Alba, o que voc� est� fazendo?
- Deixe o garoto em paz. - Bicha maldita!
Ele n�o pode ajudar.
- Ele est� doente! - N�o estou doente!
Eu te disse naquela �poca que n�o deveria ter se casado com Hayat.
- A xiita te trouxe m� sorte. - Cala a boca.
Somos motivo de deboche.
Voc� tem que se decidir irm�o, entre a bicha e sua fam�lia.
Saia. Vai!
Voc� n�o vai mais fazer da minha vida um inferno.
Estou falando s�rio.
Saia!
Tchau.
- Khaled, o nen�m est� vindo! - Isso d�i muito. Merda!
Sim, Sarah precisa de voc�.
�, a ambul�ncia est� a caminho.
Vai ficar tudo bem, minha menina.
N�o vai ficar nada bem. Eu preciso do Khaled!
O nen�m est� a caminho.
Eu tenho que ir pro hospital.
Voc� me leva?
- Por que eu? - Voc� � praticamente o av�.
- N�o sou. - Voc� �.
Pra mim voc� �.
David � meu homem. Eu o amo como voc� amou a mam�e.
Pelo menos me d� as chaves do carro.
N�o se preocupe, conseguir.
Eu era taxista em Ramallah.
CAN��ES DE BALEIAS
- Socorro! - Ela precisa de ajuda!
Respire fundo.
Vou ver o que est� acontecendo.
O que voc� quer? O nen�m est� indo pra outra fam�lia.
� o filho do David e eu sou a av�.
David assinou os pap�is da ado��o.
- O que? - Empurre.
- N�o estou me sentindo muito bem. - Como acha que eu me sinto?
Tire os homens daqui. � um nascimento judeu.
- Fora. - Voc� vai ver.
N�o, quero que voc� sai. Quero um pouco de paz.
Poderia?
- M�e, deixe ela em paz. - Mas eu s� quero...
Pegue um caf�.
- Me deixe... Voc� precisa de mim. - Pare com isso agora!
- Espere l� fora. - Voc� n�o pode.
- N�o pode me botar pra fora... - Eu posso.
A cabe�a est� vindo, posso sentir.
E empurre.
Empurre! Voc� pode.
Meu neto.
Tudo bem agora?
Agora eu sei por que n�o � permitido aos homens judeus estar no nascimento.
Vou te deixar sozinhos.
Aqui, papai.
- O que? Eu? N�o posso. Como vou segurar isso? - Ap�ie a cabe�a.
Meu filho.
Seu filho!
Mas voc� assinou os pap�is da ado��o.
- Aquilo foi um erro. - Ent�o � isso?
Isso foi antes de nos conhecermos, n�o foi?
Khaled...
Por favor, deixe-me resolver isso.
Meu neto.
N�o m�e, n�o � seu neto. Est� indo para uma fam�lia adotiva amorosa.
Voc� n�o pode fazer isso.
N�o posso nos expor a crian�a.
Como assim?
Voc� est� constantemente interferindo na minha vida.
Voc� n�o escuta.
Pior: voc� n�o aceita o Khaled
- e est� fazendo do pai dele um sem teto. - Me d� ele.
Est� vendo? Voc� n�o escuta.
Se resolva com o Aledrissi ou n�s vamos fazer isso.
- Isso � chantagem. - Eu aprendi com voc�.
N�o tinha nenhum ch�.
Obrigado.
O que estou fazendo aqui?
Eu nem mesmo sou o av� da crian�a.
S� o pai de um filho doente.
O que fizemos de errado?
Escute...
Eu termino com o encerramento do seu contrato de aluguel
se voc� admitir meu filho como seu genro.
Ent�o, todos n�s nos beneficiamos, n�o �?
Estamos quites agora?
N�o estamos.
Oh, meu Deus!
De novo n�o.
David Zacharias Elias Silverman,
voc� ser� fiel a mim como sempre serei fiel a voc�?
Sim.
Finalmente vai colocar uma fechadura nova na sua porta?
Com licen�a...
Sim. Definitivamente.
E ser� meu companheiro oficial na minha pr�xima reuni�o familiar?
Que Al� nos ajude.
Sim.
Vai se casar comigo?
Sim.
- Mas voc� n�o � gay, �? - Sim, eu sou.
- Aqui est�. - Obrigado.
- � �timo que tenha comprado os quadros da Sarah. - Os quadros da Sarah s�o de craque!
Ela � extremamente talentosa.
Claro que eu estava bastante irritado com David. Mas ent�o pensei...
que isso n�o � culpa da garota.
Quando ela terminar seus estudos vamos entrar no mercado da arte.
David tem um bom nariz para isso.
- Como foi seu teste? - Cheguei � rodada final.
Oh, que bom.
Mas ent�o Paltrow ficou com o papel novamente.
Sa�de.
A� est�o eles, a nossa fam�lia.
Que Al� proteja nossa fam�lia e a n�s.
Dirija com cuidado.
Legenda: RAIN BO WPOWER
Meu pequenininho. Vov� est� aqui.
Meu pequenininho. Qual o problema?
- Deixa eu tentar. - Isso eu tenho que ver.
Escute,
eu criei dois filhos sozinhos.
Coincid�ncia!
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