All language subtitles for Monk.S04E10.Mr.Monk.Goes.to.a.Fashion.Show.1080p.NF.WEB-DL.DD+5.1.H

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Original subtitles

Como está hoje? Viu algo de que goste?

O Dennis está? Ele costuma cuidar de mim.

Não, o Dennis se demitiu.

Se demitiu?

Parece que ele tinha um cliente regular que o enlouquecia.

Vamos passar a noite toda imaginando quem foi.

Posso ajudar?

O Dennis se demitiu?

Sim, procuramos uma camisa exatamente igual a essa.

- Quer a mesma camisa? - Idêntica. Sim, mesma cor.

Mesmo padrão. Colarinho de 40 centímetros, manga de 83.

Mas já tem uma dessas.

Talvez seja hora de experimentar outra, pois…

Ou talvez não.

Sim. Aqui está.

Colarinho de 40 centímetros. Manga de 83.

Não, foi inspecionada pelo número seis.

Não sou fã do número seis.

Tem alguma inspecionada pela número oito?

É brincadeira?

Não é brincadeira. O cliente tem sempre razão.

Pelo menos até hoje.

Número cinco, número dois. Aqui está.

Inspecionada pela número oito.

Aqui está.

- Tem mesmo diferença? - Está brincando?

Olha isso. Ela é uma artista.

Admiro o trabalho dela há anos.

Cada camisa, cada ponto, cada botão é perfeito.

- Tem um defeito. - Onde?

Tem um defeito bem aqui.

E olha só, a manga está toda errada. Toda torta.

- Ela deve ter tido um dia ruim. - Não, isso não é possível.

Conheço a inspetora número oito.

Nunca deixa nada passar.

Sr. Monk, você está bem?

- Natalie, há algo errado. - O quê?

Algo está errado com a inspetora número oito.

Dennis!

Dennis!

SENTENÇA PERPÉTUA PARA O MATADOR DE MODELO

MONK: UM DETETIVE DIFERENTE

Sra. Hammond, Preciso ouvir novamente, por favor.

Chegou a casa e viu seu marido no chão há uma hora.

Isso.

- E tinha sido esfaqueado. - Isso.

- Sinto muito. - Não tem graça.

Me importo com a inspetora número oito.

Não importa quanto as coisas ficavam ruins, sempre podia contar com ela.

Sr. Monk, está falando de alguém que nunca conheceu,

que trabalha em uma fábrica, inspecionando camisas.

É minha alma gêmea.

Nem sabe se é homem ou mulher.

Eu a amo. Acho que está com problemas.

Pode ter se aposentado. Talvez haja um novo número oito.

Não, não é possível. Ela nunca se aposentaria.

Ama seu trabalho. Olha essa camisa.

Vejo o inspetor número cinco se aposentando,

pois deixou de ligar há anos.

- Monk. - O quê?

Vão levar o corpo.

- Vem ver. - Já vou.

Só tenho cinco camisas.

E se eu derramar algo? E se uma rasgar?

- É como uma espécie em extinção. - Está obcecado por camisas.

Ponha duas na secadora.

- Sim. - Feche a porta.

Veja se elas acasalam.

- Ei, Monk. - O quê?

- O que acha? - Sobre o quê?

Sobre o corpo na cozinha.

Desculpe. Estava pensando em outra coisa.

Está preocupado com a inspetora das camisas.

Fui a três lojas diferentes.

A costura está toda errada. Os colarinhos estão tortos.

Capitão, por favor, nos explique tudo.

Ambos eram músicos clássicos.

- Casaram há seis meses. - Ela não é assim.

A esposa estava no estúdio de ensaio, praticando violoncelo.

Ela entra às 15h30.

Encontra o marido morto na cozinha.

Temperatura ambiente. Esfaqueado três vezes.

Ela está mentindo. Não estava praticando.

Não dá para tocar violoncelo de saia longa.

Sabe o que farei? Encontrarei a inspetora oito.

Vou localizá-la.

A fábrica de camisas é em Rockaway. São duas horas daqui.

- Acho que está certo. - Leve-a à delegacia.

- Ei, Monk. Obrigado. - Pelo quê?

Solucionou o caso.

Ah, é. De nada.

Se está com problema, talvez possa ajudá-la.

É o número quatro. É um incompetente.

Faz o inspetor número dez parecer a número seis.

Linha 1, depressa.

Oi. Seis.

Ali está ela.

É ela. É a número oito.

Vai convidá-la para sair?

Não, só estou… Estou nervoso.

Vá em frente.

Com licença.

Número oito?

Sou Adrian Monk. E minha amiga Natalie Teeger.

Adrian Monk? Esse?

Você guardou.

É a única carta de fã que já escrevi.

Sou Maria Ortiz.

Maria, é uma honra e um prazer.

É tão bom ter um rosto para associar à pequena etiqueta no bolso.

Vai aprovar isso?

Tem uma manchinha aqui.

Eu sabia.

Sabia. Está chateada com algo.

Maria, Sr. Monk está muito preocupado com você.

Não sou eu. É meu filho, Pablo.

Eu me lembro desse caso. A modelo, Clea Vance.

Os jornais estão errados. Todos estão errados.

Pablo é um bom menino. Ele é inocente.

Sei que é difícil.

Mas talvez se sinta melhor se conseguir se focar no trabalho

e começar a inspecionar as camisas de novo.

É o seguinte, Maria.

- Só me sobraram cinco camisas. - Sr. Monk, pode ajudá-la.

Sim, Maria, o Sr. Monk é detetive.

É um ótimo detetive. É famoso.

E veio ajudar meu menino?

Bem, não.

Na verdade, minha prioridade é fazer você se focar de novo, sabe?

Por causa das camisas, Maria.

Sr. Monk, tenho rezado por ter alguém como você para me ajudar.

Pablo é inocente.

Verá, quando falar com ele.

Quando falar com ele? Não. Nunca concordei com isso.

Meu Deus. Maria, sinto muito, querida.

Pare com isso.

Como isso aconteceu?

Como me convence a essas coisas?

É o certo a se fazer.

Leu isso?

Tem testemunhas. Tem provas de DNA.

Natalie, foi ele. Não há dúvida.

Não faz mal conhecê-lo.

Se eu voltar à Maria e disser que seu filho é culpado,

ela vai desmoronar,

o que será pior ainda, pois só tenho cinco camisas.

Sr. Monk.

- Srta. Teeger? - Isso.

Minha mãe disse que vocês viriam.

Como a conheceram?

Do trabalho dela na fábrica. Sou um grande fã.

Fã?

Sua mãe pediu para analisarmos seu caso. Queremos ouvir sua versão.

Não matei Clea Vance. Essa é minha versão.

Nunca a conheci. Nunca a vi.

Teve um desfile de moda no grande hotel. Eu fui entregador.

Entreguei algumas roupas lá, depois fui para casa.

Fui preso no dia seguinte.

É um pesadelo.

Pablo, seu DNA estava na vítima.

Seu sangue. Seu cabelo.

Como explica isso?

Não sei.

É um erro.

Um mal-entendido?

A colega da Clea Vance testemunhou

que Clea tinha medo de você.

Disse que a estava perseguindo.

Veja.

Está escrito aqui.

"Pablo Ortiz era obcecado por ela."

Vê isso? Bem aqui.

Vejo.

Está mentindo, Pablo. Não diz isso.

Não sabe ler em inglês, sabe?

Não, senhor.

Fui criado no México com meu pai.

Só estou aqui há três anos.

Falo inglês, mas…

não sei ler.

O que foi?

É uma saída de emergência.

É.

O assassino não a usou.

De acordo com essa planta,

ele teria que dar a volta,

passando pela cozinha.

Estava cheia, era arriscado. Alguém poderia vê-lo.

Mas ele não a usaria, soaria o alarme.

Exatamente.

Quem matou essa mulher leu a placa.

E Pablo não sabe ler.

Acha que ele é inocente? Acha, não acha?

A modelo morta, certo? Me lembro do caso.

Eu mesmo trabalhei nele.

- Tem provas novas? - Não.

- Monk conheceu a mãe do assassino. - Ela é inspetora de camisa.

Ela jura que é inocente.

A parte mais difícil do trabalho.

As mães chorando e implorando. Não sentirei falta disso.

Aonde você vai?

Não soube? Vou me aposentar.

Terei uma festa sexta, se quiserem vir.

Legal, com certeza.

Aposentar? Qual é sua idade?

Tenho 46.

Ganhou na loteria?

Não, tenho investido. Em imóveis.

Como tem investido?

Em comida.

- Vou conversar com meu contador. - Tem contador?

Não, preciso de um. Aí falo com ele.

Há algo errado na foto.

- O quê? - Não sei.

Algo.

São esses sapatos?

Isso mesmo. Vê o sangue?

E o cabelo e as fibras? Tudo do Pablo Ortiz.

É tiro certo.

Não vejo nada errado aqui, e você?

Não, foi ele.

Pessoas mentem o tempo todo.

Mas DNA nunca mente.

Estou pensando que talvez não seja nosso cara.

A porta de saída está aqui…

Já soube da porta de saída.

- É bem aqui. - Olha, Monk.

Estaria com você. Mas estou cuidando de quatro casos agora.

Mas divirta-se. À vontade.

Valeu, Gordo.

Até a festa.

Aqui está a declaração da tal Natasia Zorell.

A colega da vítima. Começamos com ela.

Disse que iam falar com Natasia Zorell?

A supermodelo.

MUNDO DOS ESPORTES

É ela?

Tenho o resto do dia de folga.

Deveria ir com vocês.

Acho que também vou. No interesse de…

- Justiça? - É, justiça.

Faça um close.

Elas parecem tão infelizes.

Como pode ser tão bonita e parecer tão infeliz?

Pois nunca temos certeza

se gostam de nós por nós mesmos.

O que é isso? Não!

Não. Não é o que pedi!

O colarinho precisa ter esse caimento. Vê?

Julian, acabaram de pintar a parede.

Ela é um animal.

Está no cio, entendeu? Ótimo.

Você. O que acha?

Eu gosto.

Gosta? O que isso significa?

Diga que ama ou que odeia.

Qualquer outra coisa não tem sentido.

Lenço umedecido.

Anda.

Obrigado.

Você, camisa azul.

Veio para o teste?

Eu? Não.

Pode querer pensar nisso. Gosto do seu jeito.

Olá.

Se vai me roubar, precisa de uma arma.

Desculpe?

A camisa.

- É cópia de um dos meu designs. - É?

Eu não sabia.

Claro que esse não é o crime verdadeiro.

O crime é como você fica nela.

Julian, está reservado para Milão depois do desfile.

As meninas chegaram. Disse que quer caras novas.

- Boa, boa. Não, Don, Não. - Foi ele.

- Natalie, ele nem é suspeito. - Droga.

Não. Vire-se. Não dessa vez.

Da próxima.

Sim, você é perfeita. Qual é o seu nome?

- Sarah. - Sarah.

Falta um anjo no céu.

Com licença. Desculpa.

- O quê? - Nada, é só…

Uma das sobrancelhas não ficará tão bem.

Qual?

A esquerda é mais alta que a direita, não é?

Essa sobrancelha é mais baixa que esta.

Talvez da próxima vez, Sarah.

Valeu por vir.

- Quem é você? - Sou Adrian Monk.

Estou com a polícia de São Francisco.

Procuramos pela Natasia Zorell.

Ela está trabalhando.

E me façam um favor. Só a prendam depois do desfile.

Ela não fez nada.

Investigamos o assassinato da Clea Vance.

Por quê? Isso já não é assunto do passado?

Achei que o assassino estava preso.

Vocês não leem os jornais?

A conheceu?

Conheço cada modelo da Califórnia e cada aspirante.

Clea não devia ter sido.

Apareceu bêbada no meu último desfile. Quase me arruinou.

Que seja uma lição para vocês, garotas.

Ela arruinou meu desfile

e, duas horas depois, o entregador a matou.

Não é brincadeira.

Ainda queremos falar com a Natasia.

Ela está na praia. Fotografando para nosso catálogo.

Daqui a pouco vou para lá. Podem me seguir se quiserem.

Muito bem, meninas. Ótimo.

Nos vemos lá. Vou buscar a Julie.

E me trocar.

É isso. É do que preciso.

Continue assim. Confiante.

Confiante. Isso.

De novo.

Ótimo. Confiante.

Querida, fique aqui, certo? Já volto.

O que está fazendo?

O quê?

Estou parado. É como fico parado.

Que roupa é essa?

Roupas. É como me visto.

- É como fico parado. - É como me visto.

Com licença, pode apagar isso? Me incomoda.

Mas você está fumando.

Minha fumaça não me incomoda.

Obrigado.

Ela vai falar com vocês. Mas rápido.

Não pago mil dólares por hora para ela conversar.

Podem nos dar um tempo?

Sim, dez minutos de intervalo.

Peguem o outro vestido.

Querida, você está estonteante.

Esses cavalheiros são policiais.

Querem conversar sobre Clea Vance.

- Por quê? - Não sabemos.

Estamos seguindo moinhos de vento.

Moinhos de vento?

É uma referência literária. De um livro.

Posso falar enquanto me troco.

Logo ali?

Só um de vocês.

Certo.

O justo é por ordem alfabética.

- Adrian. - Sobrenomes.

Então A é não. B, Não. C, Não.

- D, Disher. É… - Monk, você vai. É seu caso.

Disher vem antes de Monk. É o primeiro sobrenome.

Está de luto pela sua vida?

Você era a colega de quarto da Clea.

E melhor amiga.

Sei.

Sei.

Sei.

Tudo bem, não sou tímida.

Você tem uma…

Tem algo no seu ombro.

É uma pinta. Minha marca registrada.

É.

Conhecia Pablo Ortiz?

Não. Mas Clea estava com muito medo dele.

- Ele a perseguia. - Sim, não existem provas disso.

Sem telefonemas. Sem outras pintas.

Digo, testemunhas. Sem outras testemunhas.

Acha que eu inventei?

Por que faria isso?

- Não sei. - Eu vi o que vi.

Ele trouxe flores, deu em cima dela.

Testemunhei sobre isso há um ano.

Li sua declaração.

Então leia de novo.

O que é isso?

Se colocar uma desse lado, fica perfeita.

Sua carreira iria…

Tem mais perguntas?

- Não. - Que bom.

Vou voltar ao trabalho.

- Oi. - Olá.

Como foi?

Ela é um avião.

Não, só saiu voando porque está meio irritada.

Daqui a pouco ela acalma.

Isso, ótimo. Está linda. Continue. Ótimo.

- Oi. - Querida.

Mãe, fiquei entediada. Posso ficar, por favor? Não digo nada.

Olha.

Mãe, aquele homem está me olhando.

- O que foi? - Não sei.

Sr. Hodge?

Quem é ela? Quem é você?

É minha filha, Julie. Este é o Sr. Hodge.

- Me mostre seu andar. - Por quê?

Porque pode estar com sorte. Sua vida pode mudar.

Ande até lá. Vá.

Isso, ótimo. Vire.

Cabeça alta. Sorria. Volte. Ótimo.

Seja minha modelo.

Pode desfilar na quinta à noite.

Pode ser uma grande estrela.

Coisas boas e incríveis.

- Meu Deus! - Não, ela tem 13 anos.

Já tive modelos mais novas. Treze?

- É quase meia-idade. - Obrigada, acho que não.

Não é você quem manda.

É entre Julie e sua mãe biológica.

Eu sou a mãe biológica.

- Mãe. - Não.

Querida, vamos. Vai esfriar!

Está de maquiagem?

Eu disse, só quando tiver 18.

Mãe, com 18 será tarde demais. Quero muito isso.

Muitas dessas meninas têm problemas sérios.

Drogas, transtornos alimentares.

É só um desfile.

Se tiver razão e eu odiar, eu desisto.

Mas, pelo menos, tento.

Sempre me diz para tentar coisas novas.

Esqueça ser modelo, devia ser advogada.

É um sim?

Ficarei com você o tempo todo.

Puxa, desfilar para Julian Hodge. Ele não é incrível?

Não é a palavra que eu usaria.

- Julian. - Oi.

Oi.

- Surpresa? - Não depois de hoje.

Imaginei que iria surtar.

Eles sabem de algo?

Acho que não.

- Não está fumando. - Não.

Cigarros deixam um cheiro ruim.

Não quero que saibam que vim.

Quem?

A polícia.

Eu não disse nada.

Mas vai dizer.

Eventualmente.

Mas…

Não é sua culpa, querida. Você é bonita demais.

E beleza como a sua, um rosto desses…

Não conseguirá aguentar a pressão.

Como está, Gordo?

Parece suicídio. Cheira a suicídio.

Aposto em suicídio.

Bebeu duas dessas garrafas e tomou umas 30 pílulas para dormir.

- Eram prescritas? - Provavelmente não.

Veremos com o médico dela. Anote.

Vou lembrar.

Cadê seu caderno?

Não trouxe. É um terno italiano. Ia estragar as linhas.

Não se preocupe. Eu cuido disso.

Estou no seu caminho?

Deve ter ficado deprimida ao falarem com ela.

- As memórias do assassinato. - Acho que não.

Um conjunto de digitais no copo.

Sim. São dela.

Mas ela está usando batom.

Nada de batom no copo.

Alguém limpou o copo,

e colocou em sua mão.

Certo.

Virou uma investigação de homicídio.

Fechem esse lugar. Ninguém toca em nada.

Fabio, pegue um caderno e um lápis emprestados e fale com os vizinhos.

Capitão, o que acha que significa?

Significa que seu chefe assustou alguém.

Descanse em paz.

Senhoras e senhores, ensaio em dez minutos.

Aos seus lugares, por favor. Últimos ajustes.

Ela está linda, não está?

Linda demais.

Às vezes queria que tivesse uma verruga peluda aqui.

Ou talvez aqui.

Podem vir todos aqui, por favor?

Obrigado.

Deixe para fazer isso depois.

Obrigado.

Quero dizer algumas palavras.

Hoje foi um dia terrível para nós.

Como sabem, ontem perdemos uma grande amiga.

E sei que todos vocês aqui amavam muito a Natasia.

Exceto quando ela nos enlouquecia.

Mas eu a sinto aqui.

Sinto seu espírito, sua alma.

Conseguem sentir isso?

E sei que ela estará amanhã no desfile conosco.

Então não vamos desapontá-la.

Ótimo. Obrigado.

Este é para você, querida.

Ótimo. Obrigado.

Acho que pode querer mudar o brinco.

Talvez dar a ela um acessório, uma bolsa ou algo assim.

Olha.

Sim. Anote. Troque o brinco.

Corta!

Julie. Esqueceu de algo?

O quê?

Esqueceu que sou um monstro em relação à minha arte?

Olhe para você. Está uma bagunça!

Olha aqui.

Olha isso.

O colarinho. Está todo torcido.

E todos os amassados no vestido. Quero dizer, querida…

Natalie, me dê a pasta do caso.

- O quê? - A ficha do caso. Dê para mim.

Prefiro a colocar em um saco de batata a te ver usando minhas roupas assim.

Sabia que tinha algo errado. Olhe.

Olha isso. Seu corpo estava todo contorcido.

Mas o colarinho e botões estão perfeitamente retos.

Depois que ele a matou, ele arrumou a roupa.

Ele não pôde evitar.

Foi ele.

Foi quem?

Julie, temos de ir agora.

- Por quê? - Não posso contar.

- Aqui não. - Mãe.

Não discuta comigo! Pegue suas coisas já.

Ei, o quê…

O que está acontecendo?

Vai levar Julie para casa.

Mas por que ela faria isso?

Porque eu disse que você matou a Clea Vance há um ano.

E aposto que matou Natasia Zorell ontem à noite.

Quem mais arrumaria as roupas da Clea Vance?

E por que eu faria isso?

- Eu teria feito. - É isso?

Eu arrumei as roupas?

Não é uma prova. É um palpite.

É só isso.

Por enquanto.

Confia nos seus instintos, não é?

Confio.

E seria o mesmo instinto infalível que usou quando escolheu seu paletó?

Ou quando abotoou a camisa até em cima?

Que tal provas, Sr. Monk?

Que tal…

Conhece DNA, certo?

Sabe do que falo?

- DNA, sim. - As fibras, o cabelo, o sangue.

São todos daquele menino, Pablo Ortiz.

Que está na cadeia.

Não poderia ter sido eu.

Não é possível.

Tem razão.

Não é possível.

Mas foi você.

Gordo. Valeu por vir tão rápido.

- Claro. O que foi? - Escuta isso.

Certo, houve um desfile de moda no salão de cima.

Me lembro. Ano passado.

Como sabe, uma modelo apareceu bêbada.

- Clea Vance. - Isso.

Tão bêbada, de acordo com Julian Hodge, que ela quase estragou o desfile.

Ele ficou furioso. Acho que a seguiu até aqui.

Discutiram. Ele perdeu o controle.

E a matou. Bateu nela até a morte.

Julian Hodge?

- E as provas? - Ele as plantou.

Armou para Pablo Ortiz.

Isso é possível?

Como pôde plantar tantas provas e limpar seus vestígios?

Não conseguiu. Esqueceu algo. Olha aqui.

Houve uma inspeção na véspera.

Penduraram o papel autocolante.

Como não vimos?

Encontramos hoje cedo. Atrás do radiador.

Deve ter caído ali durante a briga.

E tem três ou quatro fios presos aí.

E não são da Clea Vance, porque seu cabelo era longo.

Devem ser do Julian Hodge.

O verdadeiro assassino. É a prova de que precisamos.

- Quando pode testar? - Agora mesmo.

- Bom trabalho. - Valeu.

Querida, acho estão prontos.

Talvez tenham passado do ponto.

Julie?

Querida?

SÃO FRANCISCO

Não tem John Carlo, certo? Quantas vezes preciso falar?

Não está na lista, certo? Boa noite. Obrigado.

Boa noite!

Olá. Estou na lista.

- Nome. - Puff Daddy.

E acompanhante. Ela é minha namorada.

- Oi. - Puff Daddy, o rapper?

Não. Não esse Puff Daddy.

Sempre acontece comigo.

- Sempre. - É.

Vou explicar. Por onde começar?

- Há dois Puff Daddy. - Por que não muda seu nome?

Por que ele não muda o nome dele, é o que eu digo.

Sou mais velho. Era meu antes.

Um advogado disse que posso processar se….

- Minha filha está aí. Vou entrar. - Precisamos entrar.

Viu minha filha?

Viu minha filha Julie? Tem 13 anos, cabelo loiro, comprido.

Linda.

É a pequena Julie.

Bem, ela está muito bem.

Julie!

Natalie, não coma nada. Vi uma modelo vomitando lá atrás.

Julie!

Não pode ir lá.

Não é design meu! Faça um anúncio.

Não pode fugir de mim assim!

- Me matou de susto! - Mãe, vamos.

Se temos um problema, conversamos. Achei que fossemos parceiras.

- Saia daí! - Mãe, está me envergonhando.

Diz que não posso e não explica porquê.

- Que parceira é essa? - Tive meus motivos.

Há coisas de adultos acontecendo aqui. Há perigos.

Precisa confiar em mim, querida.

- Sinto muito. - Também sinto.

Céus.

Certo? Está de castigo.

Vamos nos certificar de que os críticos bebam muito.

Ao nosso próximo desfile em Milão.

Saúde. Tudo de melhor.

E parabéns. Está estonteante nesse vestido.

Fabulosa.

Foi um ótimo desfile. Fabuloso mesmo.

Menos pelo pequeno incidente com aquela anã.

Foi ridículo.

Saúde.

É delicioso.

Quero que pegue outros brincos. Quero que sejam pendentes.

Olha quem apareceu.

Quase estragou meu desfile.

Quase estragou minha filha.

Sr. Hodge, olá!

- Olá. - Ótima festa.

Obrigado.

Quero que conheça alguém.

Lá está ele.

- Vamos. - Agora?

- É. - Não pode esperar?

Não. É muito importante.

Julian Hodge. Quero que conheça Howard Gordon.

- Howard é um dos nossos peritos. - Como está?

Ele está examinando provas

que acabamos de descobrir no caso da Clea Vance.

O quê, provas novas?

Quatro fios de cabelo humanos na cena do crime.

Para constar, Gordo, é seu relatório?

Para constar, é.

Examinou essas amostras de cabelo encontradas hoje?

Examinei.

E combinou com algum indivíduo?

- Sim. - Para constar, pertencem a quem?

Pablo Ortiz.

Ortiz! Não é o garoto que está na cadeia pelo assassinato?

Acho, cavalheiros, que terminamos por aqui.

Posso voltar à minha festa?

Espere.

Gordo, sinto muito, mas você está preso.

Cúmplice em assassinato e falsificação de provas.

- O quê? - Não conseguia entender.

Se era culpado,

como as provas apontavam para outro lugar?

Só podia ter uma resposta.

Tinha algo errado com as provas.

Fizemos uma pesquisa, Gordo.

Ganhou muito dinheiro este ano, mas não com imóveis.

Eis o que aconteceu.

DNA DESCONHECIDO

Quando trabalhou como perito no assassinato da Clea Vance,

percebeu que as provas apontavam para Julian Hodge.

E decidiu ganhar dinheiro.

Fez uma oferta a Hodge que ele não podia recusar.

Por um preço, enterraria as provas contra ele.

Só teve um problema.

Tinha que fechar o caso. Precisava de um bode expiatório.

Hodge se lembrou de um entregador chamado Pablo Ortiz,

um menino pobre, mal falava inglês.

Era o culpado perfeito.

Hodge fez Natasia o ajudar.

Ela chamou a polícia e acusou Ortiz de perseguir sua colega.

A polícia prendeu Pablo.

Pegaram amostras de sangue e cabelo e mandaram para você.

INDIVÍDUO: PABLO ORTIZ

E o resto foi fácil.

Só teve que trocar as etiquetas.

Pablo não tinha chance.

- Não pode provar nada. - Não precisamos.

Nos provou há cinco minutos,

quando jurou que estas amostras de cabelo eram do Pablo Ortiz.

Plantaram o cabelo para testá-lo?

Sim.

Era de quem?

Era meu.

Natalie arrancou com pinça. Ela arrancou.

Como eu devia fazer?

Podia cortar, como eu disse.

- Precisava de folículos. - Não precisava.

Ele não ia testar nada. Esse era o objetivo.

- Não seja infantil. - Me envergonha.

- Podia ouvir. - Esperem.

- Esperem! - Estou ouvindo!

Esqueci o que íamos fazer.

Ah, é. Íamos prender vocês dois.

Sabe como funciona, Gordo.

Então é verdade o que dizem?

Nunca pode julgar alguém pelo jeito de se vestir.

Vou contar o que você vai vestir.

Tomara que goste de laranja. É um macacão. Tem um número bem aqui.

Pode usar em qualquer lugar. Dentro, passeando no pátio…

Obrigado, Sr. Monk.

Como posso retribuir, Sr. Monk?

Não tenho dinheiro.

Já que mencionou, são só 14h30.

Se formos agora, pode ir trabalhar às 15h15, fazer hora extra,

inspecionar 90, talvez 100 camisas.

- Mas tirei o dia de folga. - Não.

Não quer fazer isso.

É a inspetora número oito. As pessoas dependem de você.

Eles devem querer passar um tempo juntos. Recuperar o atraso.

Há muito tempo para isso. Têm o fim de semana todo para isso.

A não ser que queira trabalhar sábado.

Puedes trabajar?

Sábado? Sabado?

Não? Domingo? Hora extra, gosta de hora extra?

Legendas: Daniela Rodrigues

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